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BOLETIM BANCA & SEGUROS 11.09.2026

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Boletim Diário ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

Sexta - feira, 11 de Setembro de 2026, Ano 06, n0 977 Contacto: +258 871 850 850

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

SEGURO DEVE ASSUMIR PAPEL PROACTIVO NA PREVENÇÃO DOS RISCOS CLIMÁTICOS

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seguro não deve entrar em acção apenas depois da ocorrência de uma perda, devendo assumir um papel proactivo na prevenção, redução da exposição e construção da resiliência de empresas, famílias e comunidades face aos riscos climáticos. A administradora executiva da Standard Corretores de Seguros, Ana Gunde, que defendeu a tese, explicou que "o verdadeiro valor do seguro começa antes da ocorrência de um evento adverso, através da capacidade de ajudar os diferentes segmentos da sociedade a compreender melhor os riscos a que estão expostos e a adoptar medidas de prevenção", explicou a responsável.

Para Gunde, embora a compensação de perdas continue a ser uma função essencial da actividade seguradora, a prevenção e a preparação para responder aos choques devem ganhar maior relevância num contexto marcado pelo aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos. A reflexão consta de um artigo recen-

temente publicado pelo Standard Bank Moçambique, intitulado “Intervenções Macro, Meso e Micro na Gestão do Risco Climático”, que defende uma mudança na forma como os riscos associados às alterações climáticas são encarados.

Durante muito tempo, o risco climático foi tratado essencialmente como uma questão ambiental, e actualmente, os seus efeitos são cada vez mais visíveis sobre as economias, empresas, finanças públicas e meios de subsistência das populações.

BVM CAPITALIZAÇÃO BOLSISTA CRESCE 8,4% NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2026

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Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) encerrou o primeiro semestre de 2026 com crescimento na capitalização bolsista, que atingiu 217.214 milhões de meticais em Junho, representando um aumento de 8,4% face ao período homólogo. Os dados foram divulgados pelo Presidente do Conselho de Administração da instituição, Pedro Cossa, durante o Economic Briefing da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), realizado nesta quinta-feira (10) em Maputo. Ainda de acordo com os dados avançados pelo representante da BVM, o mercado representa agora 19,69% do Produto Interno Bruto (PIB) e conta actualmente com 85 títulos cotados, de um total de 351 admitidos desde 1999. O financiamento acumulado canali-

zado através da bolsa ascende a cerca de 6,4 bilhões de dólares americanos, com 69.580 milhões mobilizados directamente por empresas moçambicanas sem recorrer ao crédito bancário,

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o que traduz um crescimento de 17,4%. O volume de negócios no sector privado registou forte dinamismo, com a negociação de obrigações corporativas a crescer 175,7% e a de ações a subir 257%.


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03 MOÇAMBIQUE REGISTA DEFLAÇÃO MENSAL DE 0,28% EM AGOSTO, MAS O RECUO NÃO ELIMINOU A PRESSÃO SOBRE A INFLAÇÃO

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Pesar de Moçambique ter registado uma deflação mensal de 0,28% em Agosto de 2026, a pressão acumulada sobre o custo de vida atingiu 4,83% entre Janeiro e Agosto, enquanto a variação homóloga, que compara os preços com o mesmo mês de 2025, se situou em 6,45%. Segundos os dados que constam do Índice de Preços no Consumidor, divulgado esta quinta-feira (10), pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), com base na recolha realizada em oito centros urbanos do país, esse desempenho foi impulsionado sobretudo pela redução dos preços do tomate, alface, cebola, feijão manteiga, carapau e outros produtos alimentares. A evolução revela duas dinâmicas distintas. Os alimentos frescos produziram uma redução conjuntural do nível geral de preços em Agosto, mas os transportes, combustíveis e produtos alimentares continuam a sustentar uma inflação anual elevada. A divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas foi a que mais contribuiu para a deflação observada em Agosto,

com 0,33 pontos percentuais negativos. A redução foi liderada pelo tomate, cujo preço diminuiu 16,3%, seguido pela alface, com uma queda de 9,8%, e pelo repolho, que ficou 6,7% mais barato. O preço da cebola recuou 2,8%, enquanto

o feijão manteiga e o carapau diminuíram 1,6% e 0,6%, respectivamente. As refeições completas em restaurantes registaram uma redução de 0,3%. Em conjunto, estes produtos contribuíram com cerca de 0,38 pontos percentuais negativos para a inflação mensal.

EL NIÑO CONTRIBUI PARA AUMENTO DE 55% NA INSEGURANÇA ALIMENTAR EM MOÇAMBIQUE

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ma análise técnica de organizações moçambicanas e internacionais estima que a insegurança alimentar em Moçambique aumentou 55% até Março, para 1,84 milhões de pessoas, devido ao conflito no norte, ao El Niño e esgotamento das reservas alimentares. A previsão resulta de uma análise da Classificação Integrada das Fases da Segurança Alimentar (IPC), coordenada pelo Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN), divulgada hoje (11), e citado pela Lusa que aponta para um agravamento face aos atuais 1,19 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar aguda. No período projectado, entre Outubro de 2026 e Março de 2027, tradicionalmente a época de escassez alimentar em Moçambique, cerca de 254 mil pessoas deverão encontrar-se em situação de Emergência

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alimentar (Fase 4), face às atuais 81 mil, enquanto 1,58 milhões estarão em situação de Crise (Fase 3), segundo o relatório. “Espera-se que o número de pessoas que

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necessitarão de intervenção urgente aumente para cerca de 1,84 milhões, das quais 254.000 estão na Fase 4 (Emergência)”, refere-se no documento.


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05 DÍVIDA AO INSS NA PROVÍNCIA DE NIASSA ASCENDE A 150 MILHÕES DE METICAIS

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dívida acumulada de contribuições ao Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), na província de Niassa, supera 150 milhões de meticais, com os sectores de segurança privada e construção civil a concentrar maior número de prestações por canalizar. Com a dívida a mostrar uma tendência cada vez mais crescente, a instituição tem imprimido esforços para minimizar a situação. Para o efeito, foi estabelecido um plano de cobranças visando recuperar pelo menos oito milhões de meticais até ao fim do ano em curso, de acordo com o delegado do INSS em Niassa, Edson Domingos, citado pelo “Notícias”. Apesar das medidas estabelecidas, o INSS ainda manifesta preocupação com as entidades que não cumprem o compromisso e destaca os métodos usados para o pagamento das prestações. “Nós temos dois métodos de cobrança. Temos a via extrajudicial, de negociação, na qual interpelamos as empresas devedoras, sensibilizamo-las para que paguem as dívidas. A lei prevê, igualmente, o pagamento da

dívida através de acordo, em prestações mensais e sucessivas. E, a vontade da instituição é que as empresas paguem suas dívidas com o INSS livremente e não por via dos tribunais.

Estas medidas visam permitir que as empresas cumpram as suas obrigações, voluntariamente e possam regularizar a sua situação contributiva de modo a garantir a assistência aos trabalhadores vinculados nelas.

GOVERNO LANÇA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE INVESTIMENTOS DE GAZA

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Governo lançou nesta quinta-feira (10 de Setembro), em Maputo, a Conferencia Internacional de Investimentos de Gaza, com objectivo de impulsionar o desenvolvimento, descentralizar as oportunidades bem como industrializar a província. Evento organizado pelo Governo de Provincial de Gaza e contou com a participação de membros do Governo, antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, empresários, parceiros institucionais e de cooperação. Em representação do Governo, a Ministra das Finanças, Carla Loveira, disse na sua intervenção que a Província de Gaza não pode continuar a ser vista apenas pela perspectiva da sua vulnerabilidade climática histórica, mas sim, como um polo de desenvolvimento sustentável. A governante vincou que a localização geográfica da Província de Gaza permite

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o desenvolvimento de novas infra-estruturas logísticas e integradas nos corredores ferroviário e rodoviário que ligam a Província aos Países vizinhos, Zimba-

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bwe e África do Sul, o que transforma a Província de Gaza numa zona de parcerias económicas altamente lucrativas e sustentáveis.


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A 39.ª edição da B&S mergulha no universo do resseguro, uma engrenagem pouco visível, mas decisiva para a estabilidade do mercado segurador e para

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a capacidade do País de proteger investimentos de grande dimensão. À medida que crescem os projectos de gás, mineração, energia e infra-estruturas, cres-

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ce também a dimensão dos riscos. E uma pergunta torna-se inevitável: quanto desses riscos Moçambique consegue realmente reter?


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