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BOLETIM BANCA & SEGUROS 11.08.2026

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Boletim Diário ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

Terça - feira, 11 de Julho de 2026, Ano 06, n0 959 Contacto: +258 871 850 850

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

FUNDO SOBERANO VAI APLICAR 70% DOS INVESTIMENTOS EM ÍNDICES NORTE-AMERICANOS E 30% EUROPEUS

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Fundo Soberano de Moçambique (FSM) vai orientar 70% da sua carteira de investimentos por índices de referência norte-americanos e os restantes 30% por índices europeus. O plano estabelece que, numa fase inicial, a gestão dos recursos do Fundo terá como referência dois índices internacionais constituídos essencialmente por obrigações soberanas dos Estados Unidos da América e da Zona Euro. Segundo o Plano Director de Investimento recentemente aprovado pelo Governo, citados pela Lusa, do total da carteira, 70% terão como referência o índice ICE BofA 0-5 Year US Treasury Index, ligado a títulos do Tesouro norte-americano com maturidades até cinco anos, enquanto 30% seguirão o ICE BofA 0-3 Year Euro Government Index, composto por dívida soberana da Zona Euro. A gestão operacional dos recursos ficará a cargo do Banco de Moçambique,

que deverá adoptar uma estratégia de replicação dos índices de referência, embora com possibilidade de efectuar desvios limitados com vista a melhorar o retorno dos investimentos dentro dos níveis de risco estabelecidos.

O Plano Director determina igualmente que pelo menos 75% da carteira do Fundo Soberano seja aplicada em obrigações governamentais que integrem os índices seleccionados, ficando a exposição a outros instrumentos financeiros limitada a um máximo de 25%.

ESPECIALISTA APONTA FRAGILIDADES NO REGIME DE DESBUROCRATIZAÇÃO DO LICENCIAMENTO DE ACTIVIDADES ECONÓMICAS

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economista Aniceto Dimas, alertou que a reforma do regime de abertura e licenciamento de actividades económicas pode enfrentar desafios como riscos de fiscalização e controlo, de exclusão e de saúde e ambiente - riscos suscetíveis à cautelas na sua implementação. Em entrevista a Banca & Seguros, o economista sublinhou que a simplificação dos processos de abertura e licenciamento de negócios são incentivos que podem reduzir a predominância do sector informal no país. "A simplificação dos processos de abertura e licenciamento do negócio, a sua desburocratização, a maximização da eficiência operacional, a desoneração pecuniária às microempresas no processo, constituem um precioso incentivo dado para a redução da fatia do sector informal da economia nacional, com todas as consequências benéficas que dela se espera", sublinhou o economista.

Aprovada a 7 de Agosto e liderada pelo Ministério da Economia - a profunda reforma do regime de abertura e licenciamento de actividades económicas, para além de reduzir a burocracia, prevê ainda assinatura electrónica com

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valor jurídico, fiscalização posterior baseada em risco e isenção de taxas para microempresas no regime de Mera Comunicação Prévia, ou seja, a medida deve facilitar a entrada de jovens no mercado, reduzir custos para MPMEs e estimular a formalização de negócios.


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03 RESERVAS INTERNACIONAIS CAEM 1,1% EM JUNHO

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s Reservas Internacionais Líquidas (RIL) de Moçambique diminuíram 1,1% em Junho, face ao mês anterior, para cerca de 222 mil milhões de meticais, interrompendo a recuperação registada em Maio, segundo os dados mais recentes do Banco de Moçambique (BdM). De acordo com o relatório estatístico do banco central, as RIL vinham a apresentar uma trajectória de crescimento desde Setembro de 2025, tendo atingido, em Fevereiro deste ano, um máximo histórico de cerca de 273,8 mil milhões de meticais. A tendência foi invertida em Março, quando as reservas caíram 18%, para cerca de 222 mil milhões de meticais. A redução registada em Março ocorreu na sequência da utilização de parte das reservas para o pagamento antecipado da dívida de Moçambique ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em Abril, as reservas voltaram a recuar, desta vez em quase 1%, antes de recuperarem ligeiramente em Maio. O Ministério das Finanças confirmou anteriormente que, no dia 23 de Março, Moçambique procedeu à amortização

integral e antecipada de mais de 46,6 mil milhões de meticais em financiamentos contraídos junto do FMI, no âmbito do Fundo para a Redução da Pobreza e o Crescimento (PRGT). A operação foi financiada com recurso às reservas internacionais do País.

ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR RECUA 0,26% EM JULHO

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oçambique registou uma deflação em Julho, com os preços a caírem na ordem de 0,26% face ao mês de Junho.

Por sua vez, a inflação homóloga abrandou para 7,48%, sendo a divisão de Alimentação e Bebidas Não Alcoólicas a que mais contribuiu para este resultado, com cerca de 0,42 pontos percentuais negativos. De acordo com o Indice de Preços no Consumidor (IPC) de Julho divulgado esta terça-feira (11) pelo Instituto Nacional de Estatistica (INE), citado pela Lusa, entre os produtos que mais contribuíram para a descida dos preços destacam-se o tomate, com uma redução de 18,7%, a couve (7,2%), a cebola (8,6%), a alface (9,3%), o repolho (9,0%), o coco (2,4%) e a galinha viva (0,8%). Em conjunto, estes produtos contribuiram com cerca de 0,57 pontos percentuais negativos para a variação mensal. Em sentido contrário, registaram-se aumentos nos preços do peixe seco (3,3%), carapau (1,2%), refeições completas

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em restaurantes (0,4%), milho em grão (5,3%), frango em pedaços (2,7%), peixe fresco (0,8%) e cimento (0,5%), contribuindo com aproximadamente 0,19 pontos percentuais positivos para a inflação mensal

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Após uma crise no fornecimento de combustíveis em Abril, devido ao conflito no Médio Oriente, o preço do litro de gasóleo em Moçambique subiu 45,5% em 07 de maio e o da gasolina 12,1%, fazendo disparar igualmente a inflação ate Junho.


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05 HOLLARD SEGUROS DEFENDE QUE RESSEGURO INTERNACIONAL É ESSENCIAL PARA COBRIR GRANDES PROJECTOS EM MOÇAMBIQUE

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Hollard Seguros defende que a crescente dimensão dos investimentos nos sectores extractivo, de petróleo e gás, energia e agronegócio exige maior capacidade de resseguro para responder aos riscos associados aos grandes projectos. A avaliação é de Israel Muchena, director regional de Seguro Agrícola da Seguradora. Muchena esclarece ainda que o recurso ao mercado internacional de resseguro não representa necessariamente uma fragilidade do sector segurador nacional, mas constitui um mecanismo fundamental para a dispersão e partilha de riscos. Segundo o especialista, a lógica do resseguro é precisamente evitar que uma única seguradora ou resseguradora fique excessivamente exposta a um determinado cliente ou projecto de grande dimensão. “Em vez de nos expor, o que ajuda é mesmo o conceito de dispersão de risco. O próprio conceito de seguro é que uma resseguradora não fica a segurar

só uma empresa, só um cliente e rezar para não acontecer sinistros”, afirmou. Muchena explicou que as resseguradoras procuram distribuir a sua expo-

sição por diferentes clientes, sectores e mercados, permitindo que riscos de grande dimensão sejam partilhados entre várias instituições financeiras e seguradoras.

STANDARD BANK MOÇAMBIQUE LUCRA 2,2 MIL MILHÕES DE METICAIS NO PRIMEIRO SEMESTRE

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Standard Bank Moçambique registou lucros de 2.244 milhões de meticais no primeiro semestre de 2026.

No período em análise, o activo total cresceu 0,7%, para 195.259 milhões de meticais, face ao valor registado no final de 2025. O desempenho foi acompanhado pelo aumento dos depósitos de clientes, que cresceram 5,0%, para 146.558 milhões de meticais. Apesar de manter uma posição de destaque no sistema bancário nacional, o crédito líquido a clientes caiu 10,8%, fixando-se em 28.950 milhões de meticais. A evolução reflecte a postura ainda cautelosa na concessão de financiamento, num contexto marcado por riscos macroeconómicos e condições de crédito mais restritivas. O passivo total aumentou 1,3%, para

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157.102 milhões de meticais, enquanto os capitais próprios recuaram 1,6%, para 38.110 milhões de meticais. As demonstrações financeiras da instituição, citadas pela Lusa, indicam

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ainda proveitos operacionais de 8.052 milhões de meticais e um resultado operacional antes de imparidades de 3.462 milhões de meticais no primeiro semestre de 2026.


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A banca muda, os seguros rein- ros chega com análises e proventam-se, a economia acelera. tagonistas que estão a definir o A 38.ª edição da Banca & Segu- futuro do secto, porque quem

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lidera amanhã precisa de se informar hoje.


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