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BOLETIM BANCA & SEGUROS 11.06.2026

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Boletim Diário

ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

ESTADO CAPTA QUASE 130 MILHÕES DE DÓLARES EM NOVA OPERAÇÃO DE TROCA DE TÍ- TULOS DA DÍVIDA

OEstado captou cerca de 129,5 milhões de dólares através da terceira operação de troca de Obrigações do Tesouro (OT) realizada este ano, no âmbito da estratégia do governo de gestão e reestruturação da dívida pública, segundo dados divulgados pela Bolsa de Valores de Moçambique (BVM).

A operação, designada OT-2026-S3, foi concluída no dia 9 de Junho e consistiu na troca de títulos emitidos em 2021 e 2022 por novas Obrigações do Tesouro com maturidade de cinco anos e taxa de juro nominal fixa de 13,25%, válida até Junho de 2031.

De acordo com a BVM, a emissão previa um montante máximo de 141,3 milhões de dólares. Durante o primeiro período de subscrição, a procura atingiu 91,63% da oferta disponibilizada, tendo sido integralmente satisfeita. No segundo período, destinado a novas subscrições, não foi registada qualquer participação.

Esta é a terceira operação de troca de dívida efectuada pelo Governo em 2026. Em Abril, o Estado colocou aproximadamente 153 milhões de dólares através da emissão OT-2026-S2, destinada à substituição de passivos com maturidade de três anos e taxa de juro de 13,25%.

Já em Fevereiro, na primeira operação do ano, foram captados cerca de 22 milhões de dólares através da emissão OT-2026-S1, associada à troca de títulos emitidos em 2021, com maturidade até Fevereiro de 2029 e taxa de juro fixa de 13,5%.

PAGAMENTO ANTECIPADO AO FMI VOLTA A REDUZIR RESERVAS EXTERNAS EM 1% EM ABRIL

As Reservas Internacionais Líquidas (RIL) de Moçambique registam uma nova redução de 1% em Abril, situando-se em 3,47 mil milhões de dólares, reflectindo o impacto da amortização antecipada de 701,4 milhões de dólares ao Fundo Monetário Internacional.

Segundo dados do mais recente relatório estatístico do Banco de Moçambique, as reservas externas já haviam sofrido uma redução de 18% em Março, quando se fixaram em 3,4 mil milhões de dólares, após terem atingido, em Fevereiro, o máximo histórico de 4,2 mil milhões de dólares.

A queda está directamente associada à decisão do Governo de liquidar integralmente e antes do prazo os financiamentos contraídos junto do FMI através do Fundo para a Redução da Pobreza e o Crescimento (PRGT), uma medida que as autoridades defendem como estrategicamente vantajosa para o País.

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Assessoria

O governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, rejeitou preocupações sobre um eventual enfraquecimento das contas externas, afirmando que a instituição permanece financeiramente robusta.

“O banco central não ficou mais fraco,

débil e vulnerável por causa desta decisão. Hoje estamos seguros e melhor posicionados para enfrentar determinados riscos do que estaríamos se não tivéssemos tomado esta decisão”, declarou após uma reunião do Comité de Política Monetária.

Quinta - feira, 11 de Junho de 2026, Ano 06, n0 918 Contacto: +258
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

RENMOZ 2026

FUNDO NACIONAL DE ENERGIA E ENABEL ASSINAM ACORDO DE 50 MILHÕES DE DÓLARES

OFundo Nacional de Energia (FUNAE) e a Agência Belga de Desenvolvimento (ENABEL) assinaram esta quinta-feira (11), durante a abertura da 5ª Conferência Empresarial Renováveis em Moçambique (RENMOZ 2026), que decorre até esta sexta-feira, um acordo subsidiário avaliado em 50 milhões de dólares para acelerar a electrificação rural e a implementação de projectos de energias renováveis no País.

A assinatura do acordo, financiado através do Fundo Verde para o Clima, representa um dos principais marcos da conferência, reunindo o Governo, parceiros de cooperação e investidores privados em torno da expansão do acesso à energia sustentável e da promoção da transição energética em Moçambique.

Na ocasião, o presidente do Conselho de Administração do FUNAE, Mety Gondola, afirmou que o acordo vai

além do financiamento e simboliza um compromisso colectivo para melhorar as condições de vida das populações. “Acima de tudo, estamos aqui a marcar o compromisso para fazer a diferença na vida das pessoas. Este é um momen-

to especial de concertação para que o sector privado se encontre, se estruture, mas acima de tudo é a vida de irmãos nossos nas comunidades sobre as quais queremos fazer a diferença”, declarou. Diário Económico

DANIEL CHAPO QUER POSICIONAR MOÇAMBIQUE COMO POTÊNCIA DA ECONOMIA AZUL

OPresidente da República, Daniel Chapo, defende uma maior valorização dos recursos marinhos e reafirma a ambição de Moçambique em posicionar-se como um actor estratégico da economia azul à escala regional e global, aproveitando a sua localização geográfica privilegiada e o vasto potencial dos seus recursos oceânicos.

Chapo falou esta quinta-feira (11) durante a sessão de abertura da 3.ª Conferência Internacional Crescendo Azul, um encontro que reúne líderes políticos, especialistas, parceiros de desenvolvimento, representantes do sector privado e organizações da sociedade civil para a discussão do papel da economia azul no desenvolvimento sustentável do continente africano.

O chefe do Estado destacou que os oceanos representam uma das principais fronteiras de crescimento económico do século XXI e desempenham um papel determinante na segurança alimentar, energética e climática mundial.

“O mundo já não discute se a economia azul é importante. O desafio actual consiste em determinar com que rapidez seremos capazes de converter o potencial dos oceanos em benefícios concretos para os nossos povos”, afirmou.

A conferência decorre sob o lema

“Crescimento Azul: Acelerando a Sustentabilidade Económica”, uma mensagem que, segundo o Presidente da República, desafia os países africanos a transformar recursos em prosperidade, conhecimento em desenvolvimento e potencial em oportunidades concretas para as populações.

PARA A SUSTENTABILIDADE DAS FINANÇAS PÚBLICAS - MF REALIZA SEMINÁRIO SOBRE BOAS PRATICAS NA GESTÃO DE RISCOS FISCAIS

OMinistério das Finanças, realiza de 9 a 11 de Junho de 2026, em Matutuene, Província de Maputo, um Seminário de Reflexão sobre Abordagens e Boas Práticas de Análise e Gestão de Riscos Fiscais, com o objectivo de fortalecer instrumentos, metodologias e capacidades institucionais de identificação, avaliação, monitoria e mitigação de riscos fiscais.

O encontro enquadra-se nos esforços do Governo para assegurar a sustentabilidade das finanças públicas e a estabilidade macroeconómica, num contexto marcado por incertezas económicas e choques externos.

Durante a sua abertura, a Directora Nacional de Getão de Riscos Fiscais, Nazira Dista, manifestou preocupação na rápida tomada de decisões na gestão das finanças públicas para evitar vulnerabilidades.

Entre os principai s riscos identificados estão a evolução da dívida pública, limitações na arrecadação de receitas, desempenho das empresas do sector público, impactos das mudanças climáticas e choques externos da

economia global, Afirmou a Directora. Para Nazira Dista, a gestão de riscos fiscais deve ser transversal a todas as fases do ciclo orçamental, incluindo planificação, execução, monitoria e avaliação das políticas públicas.

CTA E GOVERNO FIRMAM PARCERIA PARA REFORÇAR COMPETÊNCIAS E PROMOVER EM- PREGO SUSTENTÁVEL

AConfederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e Governo assinaram, esta quinta-feira, em Maputo, um Memorando de Entendimento (MdE) destinado a fortalecer a ligação entre a formação profissional, o investimento privado e a criação de emprego, numa altura em que o país se prepara para uma expansão significativa nos sectores da energia, agronegócio e turismo.

O acordo foi rubricado pela Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, em representação do Governo, e pelo presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, Álvaro Massingue. Segundo as partes, a iniciativa pretende assegurar que o crescimento económico gerado pelos grandes investimentos se traduza em oportunidades concretas para os cidadãos moçambicanos, através da qualificação da mão-de-obra nacional e do fortalecimento das empresas locais.

A parceria está alinhada com a agenda governamental de desenvolvimento

de competências e conta com o apoio do programa MozJobs, financiado pelo Banco Mundial.

O objectivo é reduzir o desfasamento existente entre os projectos de investimento de grande escala e a capacidade de resposta do sector privado nacional.

Um dos principais instrumentos de implementação do acordo será o Bureau de Conteúdo Local (BCL) da CTA, que ficará responsável por coordenar as acções destinadas a aumentar a participação das empresas e dos trabalhadores moçambicanos nos benefícios económicos gerados pelos grandes projectos.

Caro Leitor, mais uma publicação da B&S chega às suas mãos. Nesta 37.a edição, o CEO do Gru-

po MBC, Mário Joaquim, revela a visão, a ambição e os propósitos que estão a redefinir o futuro da

Banca & Seguros e da MBC TV. Boa leitura!a

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