Boletim Diário
ECONOMIA

Segunda - feira, 11 de Maio de 2026, Ano 06, n0 895 Contacto: +258 871 850 850
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RESERVAS INTERNACIONAIS CRESCEM PARA MAIS DE 4,1 MIL MILHÕES EM 2025,
SIONADAS PELO INVESTIMENTO DIRECTO ESTRANGEIRO
OInvestimento Directo Estrangeiro (IDE) disparou 60%, impulsionando as reservas internacionais para mais de 4,1 mil milhões de dólares. Este resultado positivo foi influenciado sobretudo pela Conta Financeira, que registou uma entrada líquida de fundos de 3.512,5 milhões de dólares (14,5% do PIB).
Os dados constam no mais recente boletim da Balança De Pagamentos (BoP) - relatório sobre as transacções entre a economia nacional e o resto do mundo relativos ao ano de 2025 do Branco de Moçambique (BdM).
Este crescimento de quase 40% face ao ano anterior foi sustentado pelo aumento de 60,2% no IDE, pelos Grandes Projectos (GP) da indústria de petróleo e gás e a revitalização dos sectores de exploração de carvão e areias pesadas. O relatório destaca, entretanto, que embora o saldo conjunto das contas Corrente e de Capital tenha registado um agravamento anual de 36,1%, o país fe-

Ochou o período com um saldo global superavitário na sua BoP, fixado em 381,5 milhões de dólares (1,6% do PIB).
O saldo conjunto da Conta Corrente e de Capital deteriorou-se para um montante de 3.029,4 milhões de dólares, o equivalente a 12,5% do PIB.
Este desempenho negatico foi influenciado pelo défice da conta de bens, que cresceu mais de 100%, resultado de uma queda de 5,1% nas exportações e de um aumento de 2,6% nas importações, pelo saldo negativo dos serviços que agravou-se em 27,1% e pela queda de 15,6% nas transferências correntes.
TRANSPORTADORES RECEBERÃO 35 MIL METICAIS POR MÊS PARA MITIGAR EFEITO DE SUBIDA DO PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS
s transportadores semi-colectivos de passageiros, vulgo (chapa 100), de todas as capitais provinciais receberão cerca de 35 mil meticais por mês por forma a fazer face aos custos provocados pela subida do preço dos combustíveis.
A declaração foi na passada sexta-feira (08), em conferência de imprensa conjunta realizada pelo Ministério dos Transportes e Logística e a Federação Moçambicana das Associações dos Transportes Rodoviários (FEMATRO).
“Todo o transporte urbano nas capitais provinciais, será compensado e, neste momento, nós como federação vamos difundir essa mensagem aos nossos membros para que sigam com cuidado os requisitos aqui estabelecidos para poderem aceder a esta compensação de modo a aliviar o custo que podia recair
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aos nossos transportados”, disse Castigo Nhamane, presidente da FEMATRO.
No entanto, Nhamane, reconheceu que o entendimento fechado com o Governo não resolve todos os problemas dos transportadores.
Ainda assim, defendeu ser a saída possível nesta fase. “Não dá para contentar 100% da classe. Foi a solução encontrada. Somos todos moçambicanos e vamos acompanhar os resultados”, declarou Nhamane.

Assessoria





CUSTO DE VIDA AGRAVA-SE COM INFLAÇÃO MENSAL A ACELERAR PARA 0,63% EM ABRIL
Ainflação mensal em Moçambique acelerou para 0,63% em Abril, registando quase o triplo da variação verificada em Março, mês em que os preços tinham aumentado 0,22%. Os dados foram divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e divulgados pela agência Lusa. De acordo com o Índice de Preços no Consumidor (IPC), o agravamento do custo de vida foi influenciado sobretudo pela divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas, que contribuiu com 0,56 pontos percentuais para a variação mensal total.
Entre os produtos que registaram os maiores aumentos de preços, destacam-se a couve, com uma subida expressiva de 29,4%, seguida pela alface com 23,0%, o repolho com 22,7%, a cebola com 21,3%, o tomate com 13,8% e o peixe fresco com 5,9%.
Fora do sector alimentar, o preço das

motorizadas também registou um aumento de 3,0%.
Segundo o INE, "estes produtos contribuíram, no conjunto, com cerca de 0,83 pontos percentuais positivos para a inflação mensal observada em Abril".
Este agravamento dos preços surge num período marcado por sérios constrangimentos no abastecimento de combustíveis em várias regiões do país, uma situação que acabou por pressionar os custos de transporte e a logística de distribuição de bens essenciais.
PARCERIA ENTRE INGD E ABSA BANK APOIA FAMÍLIAS AFECTADAS PELAS CHEIAS EM BOANE COM KITS AGRÍCOLAS
OInstituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) testemunhou, na última Sexta-feira (08) na localidade de Gueguegue, Município da Boane, a entrega de kits de insumos agrícolas promovida pelo Absa Bank Moçambique, com vista a mitigar os impactos das cheias e inundações.
A iniciativa beneficiou 190 famílias, que receberam kits compostos por sementes de cebola, quiabo, feijão, alface, um pulverizador e um par de botas.
A Administradora do Banco Absa Moçambique, Maria Elena Paulo, afirmou que a acção resulta da mobilização dos colaboradores da instituição para apoiar as comunidades afectadas pelos eventos climáticos extremos.
“Esta é uma forma de transformar a terra em alimentos para as famílias afectadas.
Este é um papel que queremos assumir

como banco”, destacou a responsável.
Na sua intervenção, a Presidente do INGD, Luísa Celma Meque, apelou às famílias beneficiárias para fazerem bom uso dos insumos recebidos e enalteceu o apoio prestado pelo Banco Absa durante períodos de emergência.
“Este acto vai ter um grande impacto na população de Campuane. É uma demonstração de amor ao próximo”, afirmou Meque, agradecendo ainda o contributo do sector público e privado no apoio ao Governo moçambicano.





ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA APROVA NOVA LEI DE MINAS QUE PROÍBE EXPORTAÇÃO DE MINÉRIOS NÃO PROCESSADOS
AAssembleia da República aprovou, por consenso, a nova Lei de Minas, um documento que passa a proibir a venda de produtos minerais não processados para fora do país, com o objectivo de garantir que a adição de valor seja feita inteiramente no território nacional.
De acordo com o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estevão Pale, a revisão legislativa cria um fundo de gestão para benefício das comunidades locais, através da canalização de 10% das receitas mineiras. Segundo revelou o governante, a revisão visa também reforçar a competitividade do sector e promover o desenvolvimento económico-social do país, além de fixar que a prestação de serviços e o fornecimento de bens a empresas mineiras deve estar reservada a empresas moçambicanas, que se podem associar a entidades estrangeiras.
A nova legislação pretende, igualmente, ajustar o quadro legal às melhores prá-
INSS EM GAZA INTENSIFICA

Aticas internacionais, bem como garantir maior transparência e previsibilidade no processo de outorga e retirada de direitos mineiros.
Entre as principais alterações estruturais está a transformação do Instituto Nacional de Minas (INAM) em Autoridade Reguladora de Minas.









