Boletim Diário ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS
Segunda - feira, 10 de Julho de 2026, Ano 06, n0 958 Contacto: +258 871 850 850
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane
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MERCADO SEGURADOR MOÇAMBICANO COBRE APENAS 2% DO RISCO DE UM MEGA-PROJECTO DE GÁS
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mercado segurador moçambicano movimenta actualmente uma receita de prémios próxima de 25 mil milhões de meticais, incluindo o segmento de resseguro, um valor que representa apenas cerca de 2% do valor em risco de um mega-projecto de gás natural. O Director Regional de Seguro Agrícola na Holland, de Israel Muchena, que revelou o facto na última sexta-feira (7), no programa Banca & Seguros, da MBC TV, considera que a baixa adesão ao seguro no país continua a limitar a capacidade financeira das seguradoras nacionais para assumir grandes riscos. Segundo Muchena, apesar da dimensão territorial de Moçambique, com cerca de 800 mil quilómetros quadrados, a utilização de seguros permanece reduzida, quer por empresas, quer por particulares.
prémios actualmente arrecadado pelo mercado nacional seria insuficiente para fazer face às perdas decorrentes de um grande sinistro envolvendo apenas um cliente de elevada exposição.
Para especialista em seguro agrícola, que é igualmente Director Executivo da Hollard em Moçambique, o volume de
“A aceitação do seguro é muito fraca e o prémio que chegamos a receber do mercado, de quase 25 mil milhões de meti-
cais, não é suficiente para cobrir apenas perdas de um cliente, no caso de acontecer um sinistro”, afirmou, explicando que a situação se torna ainda mais evidente quando se compara a capacidade financeira do mercado nacional com os riscos associados a projectos de grande dimensão, como os de gás natural liquefeito na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado.
ESTADO CONCENTROU 77% DO RISCO DE CRÉDITO DA BOLSA DE VALORES EM 2025
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Estado representou 77% da exposição total ao risco de crédito da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) no final de 2025, mantendo-se como a principal contraparte da instituição, apesar de uma ligeira redução face aos 81% registados em 2024. A exposição da BVM ao Estado situava-se em cerca de 1,45 mil milhões de meticais no final do ano passado. Deste montante, 853,2 milhões de meticais correspondiam a investimentos em Bilhetes do Tesouro, enquanto 599,1 milhões de meticais estavam relacionados com créditos sobre a Direcção Nacional de Gestão da Dívida Pública (DNGDP). De acordo com o Relatório e Contas de 2025 da BVM, citado pelo “DE”, os créditos sobre a DNGDP mais do que duplicaram durante o período em análise, passando de 292,5 milhões de meticais, em 2024, para 599,1 milhões de meticais em 2025. Este crescimento contribuiu para o au-
mento da concentração do risco de crédito da instituição. No final de 2025, a DNGDP representava 94,7% da carteira bruta de crédito da BVM. “A concentração do risco de crédito aumentou significativamente durante
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2025, em resultado do crescimento dos créditos” sobre a DNGDP, refere a Bolsa, acrescentando que, embora esta entidade já constituísse uma contraparte relevante em 2024, o nível de concentração era “substancialmente inferior” ao verificado no último exercício.
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03 EMOSE PAGA 20 MILHÕES DE METICAIS EM INDEMNIZAÇÕES A AGRICULTORES DE MOGOVOLAS
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Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) desembolsou cerca de 20 milhões de meticais em indemnizações a agricultores do distrito de Mogovolas, na província de Nampula, no âmbito da cobertura do seguro agrário, destinado a proteger os produtores contra os principais riscos associados à actividade agrícola. O valor foi pago a um grupo de agricultores que aderiu ao seguro, na sequência de perdas registadas na produção durante a campanha agrícola de 2025, provocadas por diferentes factores naturais. De acordo com o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da EMOSE, Janfar Abdulai, a seguradora trabalha há cerca de três anos com produtores das províncias de Nampula e Zambézia, procurando consolidar mecanismos de protecção financeira para o sector agrário e contribuir para a expansão da actividade agrícola no país. Para o efeito, a EMOSE disponibiliza diferentes modalidades de seguro destinadas a responder aos riscos enfrenta-
dos pelos produtores, incluindo cobertura de sementes, calamidades naturais, quebra de rendimento e seguros de índice paramétrico, entre outras soluções. “Temos vários serviços, desde seguro para sementes, contra calamidades na-
turais, quebra de rendimento e índice paramétrico, entre outros relacionados com o risco na actividade agrícola. Esta é a solução que trazemos para alavancar esta actividade a nível nacional”, explicou Abdulai.
BdM USO DE CARTÕES NO EXTERIOR PASSA A TER LIMITE ANUAL DE 3 MILHÕES DE METICAIS
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bdulai defende, por isso, que os programas governamentais de fomento agrícola devem incorporar uma componente de seguro, de modo a reduzir a vulnerabilidade dos produtores perante fenómenos que possam comprometer a produção e os seus rendimentos. Noticias O uso de cartões bancários para pagamentos e levantamentos no exterior passa a estar sujeito a um limite anual de três milhões de meticais, contra os seis milhões anteriormente estabelecidos em Dezembro de 2025. A medida representa uma redução de 50% no tecto permitido nesta rubrica. A alteração resulta do Aviso n.º 4/ GBM/2026 de 27 de Julho, emitido pelo Banco de Moçambique (BdM), que estabelece novas regras para as operações realizadas com cartões bancários no exterior. Nos termos do instrumento, pessoas sin-
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gulares e colectivas estão sujeitas a um limite máximo anual equivalente a três milhões de meticais para pagamentos e levantamentos efectuados no estrangeiro
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através de Terminais de Pagamento Automático (POS), caixas automáticas (ATM) e comércio electrónico (e-commerce), mediante recurso a cartões bancários.
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05 INSS INSCREVE MAIS DE 6,8 MIL TRABALHADORES INFORMAIS NO PRIMEIRO SEMESTRE E SUPERA META EM 15,8%
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pesar da redução agora introduzida, o governador defendeu que a liberalização continua a ser o princípio desejável. Contudo, argumentou que a abertura deve ser condicionada quando surgem comportamentos que possam pressionar as reservas em moeda estrangeira ou comprometer a estabilidade da moeda nacional. O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) inscreveu 6.841 Trabalhadores por Conta Própria (TCP) durante o primeiro semestre de 2026, superando em 15,8% a meta estabelecida para o período. No mesmo período, o INSS registou ainda a inscrição de 6.824 contribuintes (empresas) e 59.542 beneficiários, correspondentes a trabalhadores por conta de outrem. Os dados foram apresentados recentemente pela ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, no
âmbito do II Conselho Coordenador do ministério, em Chidenguele, distrito de Manjacaze, província de Gaza. "O resultado demonstra o avanço da expansão da segurança social obrigatória
para o sector informal, permitindo que um número crescente de trabalhadores tenha acesso à protecção social em situações de doença, maternidade, incapacidade e velhice", sublinhou a ministra.
INGD REFORÇA GESTÃO DA ASSISTÊNCIA HUMANITÁRIA COM NOVO SISTEMA DIGITAL
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Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) concluiu, na cidade da Beira, o treinamento-piloto sobre o Sistema de Gestão de Beneficiários e Assistência Humanitária (SGBAH), uma plataforma que pretende modernizar e tornar mais eficiente a gestão da assistência às populações afectadas por desastres em Moçambique. Realizada entre os dias 3 e 8 de Agosto de 2026, a formação juntou técnicos do INGD Central e das Delegações Provinciais de Sofala, Tete e Zambézia, sob liderança do Director da Divisão de Prevenção e Mitigação (DPM), César Tembe, com o apoio do Programa Mundial de Alimentação (PMA) e a supervisão técnica do Centro de Desenvolvimento de Sistemas de Informação de Finanças (CEDSIF). O SGBAH foi concebido para reforçar a transparência e a rastreabilidade das operações de assistência humanitária,
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melhorar o controlo de stocks, prevenir a duplicação de registos e apoiar a tomada de decisões com base em informação fiável e disponível em tempo útil. Ao longo de seis dias, os participantes fo-
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ram capacitados para operar as diferentes funcionalidades da plataforma, desde a configuração de perfis de utilizadores e o cadastro de beneficiários até ao registo de ocorrências e gestão de eventos.
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A banca muda, os seguros rein- ros chega com análises e proventam-se, a economia acelera. tagonistas que estão a definir o A 38.ª edição da Banca & Segu- futuro do secto, porque quem
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lidera amanhã precisa de se informar hoje.
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