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BOLETIM BANCA & SEGUROS 10.06.2026

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Boletim Diário

Quarta - feira, 10 de Junho de 2026, Ano 06, n0 917 Contacto: +258 871 850 850

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

BANCO MUNDIAL DISPONIBILIZA 450 MILHÕES DE DÓLARES PARA REFORÇAR RECUPERAÇÃO ECONÓMICA DE MOÇAMBIQUE

OBanco Mundial vai disponibilizar 450 milhões de dólares, cerca de 28,8 mil milhões de meticais) para apoiar a recuperação económica de Moçambique. O financiamento será canalizado para os sectores da agricultura, educação, protecção social, recursos minerais, recursos hídricos e saneamento, ao abrigo de cinco memorandos de entendimento assinados esta terça-feira, em Maputo, entre o Governo moçambicano e a instituição financeira internacional.

Segundo a ministra das Finanças, Carla Louveira, o apoio enquadra-se nos mecanismos de cooperação já existentes entre Moçambique, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), tendo como principal objectivo fortalecer a resiliência económica e social do País perante os desafios recentes.

Este financiamento permitirá responder aos impactos das cheias que

afectaram o País no início do ano e às consequências indirectas do conflito no Médio Oriente, que continuam a pressionar os preços internacionais dos combustíveis, dos alimentos e dos transportes”, afirmou.

Dos recursos aprovados, 155 milhões

de dólares serão destinados ao reforço dos programas de protecção social, enquanto 50 milhões de dólares irão apoiar a agricultura e o agro-negócio, sectores considerados estratégicos para o aumento da produção nacional e da segurança alimentar.

EM MOÇAMBIQUE INVESTIMENTO PORTUGUÊS ULTRAPASSA 2,1 MIL MILHÕES DE EUROS E REFORÇA CONFIANÇA NA ECONOMIA NACIONAL

Ostock de investimento directo português em Moçambique ultrapassa actualmente os 2,1 mil milhões de euros, consolidando o país como um dos principais destinos do capital português no exterior. A informação foi prestada pelo ministro Adjunto e para a Reforma do Estado de Portugal, Gonçalo Matias, durante a abertura do II Fórum de Negócios Moçambique–União Europeia (Global Gateway), que decorre em Maputo. O governante destacou que Moçambique figura entre os oito principais destinos do investimento português a nível mundial, evidenciando a importância estratégica das relações económicas entre os dois países.

Actualmente, mais de 400 empresas portuguesas operam em território moçambicano, abrangendo sectores como banca, telecomunicações, energia, infra-

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COMUNICAMOS PARA SI:

Assessoria de Imprensa

Gestão de crises e reputação

Plano e Gestão de Comunicação

-estruturas e distribuição farmacêutica.

"São a prova concreta desta confiança de longo prazo”, afirmou Gonçalo Matias

Segundo Matias, a permanência e expansão destas empresas demonstram uma

confiança de longo prazo nas potencialidades da economia moçambicana, mesmo num contexto internacional marcado por incertezas geopolíticas, desaceleração económica em algumas regiões e pressões inflacionárias persistentes.

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

MOÇAMBIQUE E UNIÃO EUROPEIA FORMALIZAM NOVOS ACORDOS DE FINANCIAMENTO AVALIADOS EM 135 MILHÕES DE DÓLARES

Moçambique e a União Europeia assinaram, em Maputo, três novos acordos de financiamento avaliados em cerca de 135 milhões de dólares, destinados a impulsionar projectos estratégicos nos sectores da energia, educação e transformação digital.

Os instrumentos foram formalizados durante a abertura do 2.º Fórum de Negócios Moçambique–União Europeia, que decorre dura te dois dias, a terminar esta quarta-feira (10 de Junho) em Maputo, reunindo representantes governamentais, empresários, investidores e instituições financeiras de desenvolvimento.

O pacote financeiro contempla um programa de reforço da resiliência e expansão do acesso à energia, avaliado em aproximadamente 46 milhões de dólares, um projecto de apoio ao sector da educação, orçado em cerca de 57 milhões de dólares, e uma iniciativa voltada para o desenvolvimento de

serviços digitais inclusivos e acessíveis, com financiamento estimado em 32 milhões de dólares.

Na ocasião, o ministro da Economia,

Basílio Muhate, sublinhou que os novos acordos estão alinhados com a estratégia nacional de promoção do investimento e crescimento económico.

EXPORTAÇÕES DE MOÇAMBIQUE PARA A POLONIA ULTRAPASSAM 100 MILHÕES DE DÓLARES

As exportações moçambicanas para a Polonia ultrapassaram os 100 milhões de dólares em 2024, representando níveis abaixo do potencial do comércio existente entre os dois países. A informação foi revelada pelo Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, Álvaro Massingue, nesta segunda-feira, 9 de Junho.

Discursando durante o Fórum de Negócios Moçambique–Polónia, realizado em Maputo, o Presidente da CTA destacou que os números demonstram uma oportunidade significativa para o aprofundamento das relações económicas bilaterais.

"Embora as trocas comerciais entre Moçambique e a Polónia ainda sejam relativamente modestas, os números mostram um potencial extraordinário de crescimento", ressalvou Massingue, acrescentando que em 2024, as exportações moçambicanas para a Polónia

ultrapassaram 100 milhões de dólares. As exportações nacionais para aquele país do Leste da Europa são predomi-

nantemente constituídas pelo carvão, castanha de caju, tabaco e outros produtos primários.

NIASSA REGISTA CRESCIMENTO DE 11,9% NA ARRECADAÇÃO DE RECEITAS DO ESTADO

Aprovíncia do Niassa registou um crescimento nominal de 11,9% na arrecadação de receitas para o Estado nos primeiros cinco meses de 2026, em comparação com igual período do ano passado, demonstrando resiliência fiscal num contexto marcado por desafios económicos nacionais e internacionais.

A informação foi avançada pelo presidente da Autoridade Tributária de Moçambique, Aníbal Mbalango, durante um encontro com funcionários da Delegação Provincial da instituição no Niassa, realizado no âmbito de uma visita de trabalho destinada a monitorar o desempenho das diferentes unidades orgânicas da província.

Na ocasião, Mbalango destacou que os resultados alcançados reflectem o empenho, a dedicação e o compromisso dos funcionários com a missão institucional de mobilização de receitas para o desenvolvimento do país.

O dirigente sublinhou igualmente os

avanços registados na área de gestão de recursos humanos, assinalando a inexistência de processos disciplinares na província, um indicador que, segundo afirmou, contribui para a estabilidade organizacional e para o funcionamento eficiente dos serviços.

Apesar do desempenho positivo, o presidente da Autoridade Tributária defendeu o reforço das acções de fiscalização e controlo, bem como de um acompanhamento mais próximo e humanizado dos contribuintes, de forma a fortalecer a confiança entre a administração fiscal e os cidadãos.

INGD E FORÇAS MULTISSECTORIAIS APOIAM O RETORNO DE MOÇAMBICANOS VÍTIMAS DE XENOFOBIA NA ÁFRICA DO SUL

Pelo menos 170 cidadãos moçambicanos regressaram ao país na madrugada do último domingo (07), deportados da República da África do Sul, onde se encontravam em busca de melhores condições de vida. O grupo entrou em território nacional pela fronteira de Ressano Garcia, na província de Maputo, beneficiando de apoio psicossocial, assistência médica e alimentar.

Na fronteira, equipas do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Serviço Nacional de Migração (SENAMI), Instituto Nacional para as Comunidades Moçambicanas no Exterior (INACE), Polícia da República de Moçambique (PRM) e Saúde mobilizaram-se para assegurar o registo, acolhimento, e transporte para as suas zonas de origem onde se beneficiaram da distribuição de kits de apoio ao retorno, numa intervenção visa garantir condições mínimas de dignidade e

segurança aos repatriados, muitos dos quais regressaram em situação de elevada vulnerabilidade.

Falando após a recepção dos deportados, a Delegada Provincial do INGD em Maputo, Sarah Matches, manifestou satisfação pelo regresso seguro dos cidadãos moçambicanos e assegurou

que a instituição permanece em prontidão para responder às necessidades das vítimas.

Segundo a responsável, muitos dos repatriados foram obrigados a abandonar os seus bens durante os episódios de violência xenófoba registados na África do Sul,.

Caro Leitor, mais uma publicação da B&S chega às suas mãos. Nesta 37.a edição, o CEO do Gru-

po MBC, Mário Joaquim, revela a visão, a ambição e os propósitos que estão a redefinir o futuro da

Banca & Seguros e da MBC TV. Boa leitura!a

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