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BOLETIM BANCA & SEGUROS 10.04.2026

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Boletim Diário

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POUPANÇAS EM DEPÓSITOS A PRAZO RECUAM 1,5% ACIMA DE 300 MIL MILHÕES DE METICAIS EM FEVEREIRO

As poupanças em depósitos a prazo recuaram quase 1,5% em Fevereiro, fixando-se em 300,7 mil milhões de meticais. Este recuo ocorre depois de os depósitos a prazo terem atingido um máximo de 304,6 mil milhões de meticais em Janeiro.

Ainda assim, os níveis mantêm-se elevados quando comparados com períodos anteriores, reflectindo uma trajectória de crescimento ao longo dos últimos meses, indicam os dados recentemente divulgados pelo Banco de Moçambique (BdM). De acordo com dados estatísticos do BdM, em Junho de 2024, os depósitos totalizavam 264,7 mil milhões de meticais. Desde então, registaram aumentos mensais sucessivos, até atingirem o recorde de 305,9 mil milhões de meticais em Julho último.

Este comportamento demonstra uma evolução positiva da poupança no sis-

tema bancário, apesar do recuo registado em Fevereiro.

O movimento acompanha a dinâmica do sector financeiro, que continua a expandir os seus instrumentos de captação de recursos.

O sistema financeiro nacional integra actualmente 15 bancos comerciais e 12 microbancos. A estes juntam-se cooperativas de crédito e outras instituições de poupança e crédito, que desempenham um papel relevante na mobilização de recursos financeiros no País.

PRODUÇÃO DE RUBIS EM MOÇAMBIQUE REGISTA CRESCIMENTO RECORDE DE 29% EM 2025

Aprodução de rubis em Moçambique registou um crescimento significativo em 2025, com aumento de 29%, ultrapassando a marca dos cinco milhões de quilates, face a 4,1 mil milhões de quilates em 2024.

Este crescimento dá continuidade a uma tendência positiva, tendo em conta que, em 2023, o País havia produzido 3,9 mil milhões de quilates. Os dados constam da execução orçamental do Ministério dos Recursos Minerais e Energia

.O relatório destaca que o rubi continua a ser o mineral com maior peso no grupo das gemas.

“Relativamente ao rubi, mineral com maior peso no grupo das gemas, regis

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tou-se um crescimento exponencial na produção, com uma taxa de realização de 123%, e um crescimento na ordem dos 29%, quando comparado a 2024,

como resultado do bom desempenho das mineradoras e aumento da procura no mercado internacional”, lê-se no documento.

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane
PARA MAIS INFORMAÇÕES

CONFLITO MÉDIO ORIENTE FACTURA DE IMPORTAÇÃO DE COMBUSTÍVEIS DISPARA DE 80 PARA 230 MILHÕES DE DÓLARES

Afactura de importação de combustíveis no país disparou de 80 para 230 milhões de dólares, pressionada pelo conflito no Médio Oriente, que deverá encarecer os produtos petrolíferos no mercado internacional.

O incremento acentuado vai subsequentemente exercer pressão sobre sectores-chave da economia, com reflexos directos no custo do transporte e logística, podendo também acelerar a inflação.

A informação foi avançada pela Directora Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, Felisbela Cunhete, durante um encontro com a imprensa promovido pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia. Cunhate destaca que esta pressão poderá afectar a liquidez das empresas, dificultar o acesso ao crédito bancário e criar desafios no abastecimento.

Depois de um período de relativa estabilidade entre Janeiro e Fevereiro des-

te ano, o mercado petrolífero internacional começou a registar uma subida acentuada de preços a partir de Março.

A gasolina passou de cerca de 751 para 1031 dólares por tonelada, o gasóleo subiu de aproximadamente 630 para mais de 1000 dólares.

Segundo a directora, o combustível JET

fuel registou uma das maiores variações recentes, passando de 769 dólares por tonelada para 1595 dólares.

O aumento dos preços poderá reflectir-se directamente nos custos operacionais das companhias aéreas e, consequentemente, nas tarifas cobradas aos passageiros.

CTA LANÇA OBSERVATÓRIO DOING BUSINESS EM MOÇAMBIQUE

AConfederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), através do seu Bureau de Conteúdo Local, lançou oficialmente o Observatório Doing Business (DBO), um serviço de envolvimento de stakeholders e recolha de evidências, concebido para capturar e organizar experiências empresariais.

O evento teve lugar em Maputo, onde reuniu stakeholders-chave do sector do petróleo e gás, incluindo operadores, parceiros institucionais e representantes do Governo, para reforçar o compromisso da CTA em melhorar o ambiente de negócios através de um envolvimento estruturado e baseado em evidências do sector privado.

“O lançamento do DBO reflecte o esforço mais amplo da CTA para fortalecer o conteúdo local, assegurando que as experiências empresariais sejam sistematicamente capturadas e transformadas em insights accionáveis”, refere uma nota da CTA, citada pelo MzNews.

A plataforma foi desenvolvida em parceria com a Câmara de Comércio Suíço-Moçambicana, o Observatório Doing Business fornece um canal estruturado para empresas e investidores partilharem feedback sobre as suas interacções com instituições públicas, incluindo ministérios, reguladores e municípios.

INGD E PARCEIROS REFORÇAM EFICÁCIA DAS ACÇÕES ANTECIPADAS À SECA

OInstituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) e parceiros avaliaram, no segundo dia do seminário (9) a activação e implementação dos Planos de Acções Antecipadas (PAA) à seca da época 2024/25, de acordo com o relatório apresentado pelo Consultor.

A avaliação mostra avanços, com o sistema rápido e coordenado, destacando-se a redução do tempo de activação de 60 para 32 dias. Ainda assim, concluiu-se que a elevada execução não garantiu impacto uniforme, sendo necessário melhorar a qualidade, a padronização e a sustentabilidade das intervenções.

A Delegada Provincial do INGD em Maputo, Sarah Matches, afirmou que: “Verificamos os pontos fortes, as lacunas, os constrangimentos e as perspectivas futuras”. Apontou ainda os desafios no aviso prévio, na escolha das actividades e na expansão dos PAA para mais dis-

tritos, além da necessidade de garantir financiamento sustentável.

Nos trabalhos em grupo, destacou-se o reforço da coordenação multissectorial, a melhoria dos sistemas de monitoria e a necessidade de mobilização de mais recursos, incluindo a integração

de sectores como educação e nutrição.

No fim, Sarah Matches reiterou que as acções antecipadas já demonstram impacto positivo, mas defendeu maior investimento e coordenação contínua para tornar o sistema mais abrangente, previsível e eficaz no apoio às comunidades vulneráveis.

INSS ALARGA INCLUSÃO NO DEBATE SOBRE REVISÃO DO REGULAMENTO DA SEGURANÇA SOCIAL OBRIGATÓRIO PARA A ILHA DE KANYAKA

OInstituto Nacional de Segurança Social (INSS) leva o seminário de auscultação pública sobre a revisão do actual Regulamento da Segurança Social Obrigatória (SSO), aos agentes económicos e os Trabalhadores por Conta Própria (TCP) do distrito municipal de KaNyaka, na cidade de Maputo.

O acto em curso em todo País, tem como principal objectivo recolher contribuições representativas da sociedade, envolvendo diversos actores sociais, tais como os Trabalhadores por Conta de Outrem (TCO), TCP, empregadores, pensionistas, ordens profissionais, a academia e as organizações da sociedade civil. Durante a abertura do seminário que teve lugar esta Quinta-feira na Ilha de Inhaca, o administrador daquela parcela insular da capital do país, Izidro Mapanga, reforçou a satisfação dos operadores económicos da região, su-

blinhando que o acto reforça a expansão do SSO e sobretudo a inclusão desse grupo social no processo de auscultação que garante benefícios, no quadro da protecção, aos trabalhadores e às suas famílias ou dependentes.

O INSS iniciou em Março de 2026 o processo nacional de auscultação pública para rever o Regulamento do SSO com vista a revisar o regulamento actual para garantir maior justiça, eficácia e sustentabilidade na protecção social.

A edição 35 da Banca & Seguros mergulha no coração das transformações que estão a redesenhar o sistema financeiro, da ascensão das fintechs à nova arquitetura digital do dinheiro, revelando riscos, oportunidades e os interesses em disputa. Com uma abordagem crítica e aprofundada, esta edição desafia o leitor a repensar o papel da banca, da regulação e do consumidor num mercado em mutação acelerada. Entre análises exclusivas, entrevistas e dados reveladores, traça-se um retrato rigoroso de um sector em ponto de viragem. Uma publicação de referência, agora sob gestão editorial do grupo MBC, que afirma o seu compromisso com informação de qualidade e impacto.

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