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BOLETIM BANCA & SEGUROS 09.07.2026

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Boletim Diário

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REESTRUTURAÇÃO DO MODELO ECONÓMICO É URGENTE PARA REDUZIR DESIGUALDADES, DEFENDEM ESPECIALISTAS

Economistas e académicos moçambicanos defenderam a necessidade de reestruturar o modelo de desenvolvimento do país, apontando o fortalecimento das Pequenas e Médias Empresas (PME) e a descentralização fiscal efectiva como medidas essenciais para promover um crescimento mais inclusivo e reduzir as assimetrias regionais.

O posicionamento foi apresentado esta quarta-feira (8), em Maputo, durante a Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável de Moçambique, encontro que analisou a dinâmica económica do país entre 2000 e 2015 e o legado da Agenda 2025.

Os painelistas concluíram que, apesar do elevado crescimento macroeconómico registado nas últimas décadas, a estrutura produtiva nacional permaneceu praticamente inalterada, impedin-

do uma redução consistente da pobreza e contribuindo para o agravamento das desigualdades sociais e territoriais.

Na sua intervenção, o economista Egas Daniel recordou que o forte crescimen-

to económico observado nos primeiros anos do século, frequentemente superior a 7% ao ano, foi impulsionado pelo período de estabilização após o fim do conflito armado.

DESENVOLVIMENTO INCLUSIVO: EXPLORAÇÃO DE RECUSROS NATURAL NÃO É GARANTIA DE RIQUEZA, DEFENDE OU BANCO MUNDIAL

OBanco Mundial considera que a abundância de recursos naturais constitui uma oportunidade estratégica para Moçambique, mas alerta que a exploração desses recursos, por si só, não assegura o desenvolvimento económico e social do país. A posição foi apresentada esta quarta-feira (8), em Maputo, por Filipe Sissoko, durante a Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável de Moçambique.

Segundo o responsável, as receitas provenientes da exploração de recursos minerais e do gás natural devem ser direccionadas para investimentos produtivos, infra-estruturas, educação, saúde, criação de emprego e fortalecimento das instituições públicas.

“Os recursos naturais são uma oportunidade, não uma garantia”, afirmou.

Para o Banco Mundial, a riqueza gerada pelos recursos naturais só produzirá

benefícios duradouros se for convertida em activos capazes de impulsionar o crescimento económico, aumentar a produtividade e melhorar as condições de vida da população.

Na sua intervenção, Sissoko destacou

que a experiência dos últimos 25 anos demonstra a capacidade de resiliência de Moçambique, mas evidencia igualmente desafios estruturais que exigem decisões estratégicas para assegurar um desenvolvimento mais equilibrado e inclusivo.

Assessoria

Quinta - feira, 09 de Julho de 2026, Ano 06, n0 936
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

ESTUDO ALERTA PARA RISCO DE ESCASSEZ DE ALIMENTOS PARA QUASE DOIS MILHÕES DE MOÇAMBICANOS

AFamine Early Warning Systems Network (FEWS NET), estima que entre 1,5 e 1,99 milhões de pessoas poderão precisar de apoio alimentar entre Dezembro de 2026 e Janeiro de 2027 e aponta o conflito armado, efeitos das cheias e condições climáticas adversas como factores de risco. A FEWS NET é uma rede internacional de alerta precoce para crises alimentares financiada pelo Governo dos Estados Unidos, responsável pela monitorização e projecção de situações de insegurança alimentar e fome em diversos países,

A projecção da FEWS NET citada pela Lusa, menciona como agravantes as reservas alimentares abaixo da média após uma fraca campanha agrícola de 2026 e às perturbações dos meios de subsistência causadas pela insurgência em partes das províncias de Cabo Delgado e Nampula.

RELATÓRIO

DO GIFIM

A FEWS NET alerta ainda que o fenómeno El Niño já está em curso e deverá manter-se pelo menos até Janeiro de 2027, prevendo um início tardio e abaixo da média da próxima época chuvosa no sul e centro de Moçambique, além

de temperaturas acima do normal, condições que poderão reduzir a produção agrícola e as oportunidades de trabalho sazonal para as famílias mais pobres, situação agravada pelo aumento dos preços dos alimentos.

É UM ALERTA CRUCIAL PARA O SECTOR FINANCEIRO, APONTA ECONOMISTA HIGINO SIBINDE

Oeconomista e especialista em branqueamento de capitais, Higino Sibinde, reagiu ao recente relatório do Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM), classificando o documento como "informativo, rico" e um aviso crucial para os sectores económico e financeiro, na medida em que traz situações específicas que levam à suspeita de que as agências de viagens estejam a ser usadas para fins ilícitos.

Em causa está um relatório de Análise Estratégica do GIFiM que identificou fortes indícios de utilização de agências de viagens e turismo em esquemas de branqueamento de capitais, exportação ilícita de capitais e fraude fiscal. Em entrevista à Banca&Seguros Sibinde afirmou que o relatório sublinha que este trabalho exaustivo do GIFiM serve como "um alerta adicional relativamente ao modus operandi" e avisa que as próprias instituições financeiras devem "prestar atenção sempre que esti-

verem em contacto com intervenientes deste sector, do ponto de vista daquilo que é a monitoria das transacções". Questionado sobre um eventual regresso de Moçambique à lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), o economista desvalorizou o impacto imediato deste caso isolado,

afirmando que o país foi retirado recentemente da lista porque "cumpriu com parte significativa daquilo que eram as recomendações e os critérios". Contudo, deixou claro que a eficácia do sistema dependerá da actuação das autoridades de aplicação da lei (como a PGR, a Autoridade Tributária e o SERNIC).

INSS PROMOVE EDUCAÇÃO FINANCEIRA JUNTO DE GRUPOS DE POUPANÇA EM MANICA

Membros de um grupo de poupança na província de Manica receberam recentemente uma formação sobre Educação Financeira, centrada na promoção da cultura de poupança, numa acção promovida pela Universidade Católica de Moçambique (UCM) em coordenação com o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).

A acção incluiu a realização de uma palestra, na qual, os visados recebem informações sobre os direitos e deveres dos Trabalhadores por Conta Própria (TCP), bem como sobre as garantias asseguradas pelo Sistema de Segurança Social em situações de doença, maternidade, invalidez, velhice e morte. A equipa do INSS, liderada pela delegada distrital de Chimoio, Julieta Wache, apresentou os principais serviços disponibilizados pela instituição e esclareceu os participantes sobre o regulamento da segurança social obrigatória e o funcionamento do sistema gerido pelo INSS. Wache destacou a importância da ins-

crição dos trabalhadores por conta própria no sistema de segurança social, sublinhando que a adesão representa um investimento para o futuro e um importante mecanismo de protecção social para o trabalhador e a sua família.

A responsável incentivou ainda os par-

ticipantes a destinarem parte das suas poupanças para as contribuições ao sistema de segurança social, considerando que esta opção reforça a protecção em casos de incapacidade para o trabalho e assegura o acesso às prestações e demais benefícios previstos na legislação em vigor.

SALIMO ABDULA É O NOVO PRESIDENTE DA VODACOM MOÇAMBIQUE

Oempresário Salimo Abdula assumiu a 1 de Julho, a presidência do Conselho de Administração da Vodacom Moçambique para um mandato de três anos, sucedendo a Lucas Chachine. Eleito por consenso dos accionistas, Abdula regressa a um cargo que já ocupou anteriormente. Ele é accionista histórico da operadora desde 2007, através do Grupo Intelec Holdings, e liderou recentemente o Conselho de Administração da Vodafone M-Pesa. Com uma vasta experiência nos sectores de energia, finanças e telecomunicações, o empresário também já presidiu a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e a Confederação Empresarial da CPLP. Sob a sua nova liderança, a Vodacom pretende dar continuidade à expansão da rede para as zonas rurais e acelerar a digitalização da economia nacional. “É com enorme sentido de responsa-

bilidade que regresso à presidência do Conselho de Administração da Vodacom Moçambique, uma empresa que conheço bem e na qual acredito profundamente. Herdo um legado sólido e comprometo-me a dar continuidade a uma estra-

tégia centrada nas pessoas em ligar cada moçambicano, aproximar serviços e capacidades, e contribuir para um país mais próximo, coeso, inclusivo e competitivo tendo as telecomunicações como base.”, afirma Salimo Abdula.

Caro Leitor, mais uma publicação da B&S chega às suas mãos.

Nesta 37.a edição, o CEO do Gru-

po MBC, Mário Joaquim, revela a visão, a ambição e os propósitos que estão a redefinir o futuro da

Banca & Seguros e da MBC TV. Boa leitura!a

BOLETIM DE COTAÇÕES

PATROCINADO POR BOLSA DE VALORES DE MOÇAMBIQUE

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