Boletim Diário
Terçda - feira, 09 de Junho de 2026, Ano 06, n0 916 Contacto: +258 871 850 850

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INFLAÇÃO ALIMENTAR PODERÁ ATINGIR ENTRE 10% E 12% DEVIDO A FRAGILIDADES ECONÓMICAS
Ainflação dos preços dos alimentos em Moçambique poderá situar-se entre 10% e 12% nos próximos tempos, num cenário marcado por persistentes pressões macroeconómicas, limitações no acesso ao crédito produtivo e desafios na transmissão da política monetária para a economia.
O alerta foi lançado pelo economista, Egas Daniel durante a apresentação do relatório da EuroCam sobre o clima de negócios em Moçambique, realizada no âmbito da Conferência Empresarial Moçambique–Itália 2026, que decorre em Maputo sob o lema “Parcerias para o desenvolvimento sustentável de infraestruturas”.
Segundo o economista, apesar da redução das taxas de juro de referência para cerca de 9,25%, o sistema financeiro ainda não conseguiu converter esta descida num aumento significativo do investimento produtivo.

“A diminuição das taxas de juro não se traduziu num aumento proporcional do investimento produtivo”, afirmou.
Egas Daniel explicou que a estrutura de
financiamento da economia continua desequilibrada, favorecendo sectores de retorno rápido e deixando com menor acesso ao crédito áreas consideradas estratégicas para o crescimento sustentável.
GOVERNO AUTORIZA LANÇAMENTO DE QUATRO CONCURSOS INTERNACIONAIS PARA INFRA-ESTRUTURAS
Oministro dos Transportes e Logística foi incumbido, através de uma resolução aprovada esta terça-feira (9) pelo Conselho de Ministros, a proceder ao lançamento de quatro concursos internacionais em regime de parceria público-privada, para a criação de infra-estruturas em igual número de actividades económicas, incluindo indústria de automóveis
O órgão autorizou o ministro da área dos Transportes e Logística a lançar o concurso público internacional, em regime de parceria público-privada para a selecção de um parceiro privado para a implementação de uma indústria de montagem de veículos automóveis, no país. Igualmente, o titular da pasta dos Transportes e Logística deverá lançar concurso público internacional para a concessão das infra-estruturas do Porto Seco de Moatize, na província de Tete, que compreende a exploração portuária em regime de parceria público-privada.

Ainda na mesma sessão, o Executivo delegou o ministro do mesmo pelouro, a lançar o concurso público internacional para a concessão das infra-estruturas das Fronteiras de Paragem Única de Calómuè e Zóbwè, compreendendo a exploração dos respectivos serviços em regime de parceria público-privada. Cabe ainda ao governante que superin-
tende a área dos Transportes e Logística, a lançar o concurso público internacional, para a contratação de serviços de Sistema Integrado de Gestão e Monitoria dos Transportes Rodoviários, abreviadamente designado de SIGMTR, em regime de parceria público-privada, para a concepção, financiamento, operação, manutenção e devolução ao Estado.

Assessoria de








GOVERNO PROCURA FINANCIAMENTO PARA VIABILIZAR CENTRAIS HIDROELÉCTRICAS DE MASSINGIR E MAVUZI II
OGoverno está a mobilizar financiamento para a implementação das centrais hidroeléctricas de Massingir, na província de Gaza, e de Mavuzi II, em Manica, no âmbito da estratégia nacional de expansão da capacidade de geração de energia eléctrica a partir de fontes renováveis.
O objectivo é aumentar a oferta de energia eléctrica no país, contribuindo para a diversificação da matriz energética nacional e para o fortalecimento da segurança energética.
A informação foi avançada pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, durante um encontro recente com o sector privado, onde apresentou os principais projectos em curso para o reforço e modernização do sistema eléctrico nacional.
De acordo com Pale, a central hidroeléctrica de Mavuzi II terá uma capacidade instalada de 18 Megawatts (MW)

e exigirá um investimento estimado em 70 milhões de euros, o equivalente a cerca de 5,1 mil milhões de meticais. Quanto ao projecto de Massingir, cuja capacidade deverá situar-se entre 18 e 27 MW, o respectivo montante de investimento ainda não foi divulgado. Paralelamente, o Executivo encontra-se
igualmente empenhado na mobilização de recursos para a expansão da rede de transporte de energia, com destaque para os projectos das linhas de alta tensão Alto Molócuè–Namialo, com capacidade de 400 quilovolts (kV), Namialo–Nacala, de 220 kV, e Matambo–Inchope–Pambara, igualmente de 400 kV.
MOVIMENTO DE COMBOIOS EM MOÇAMBIQUE CHEGA A 151.400 PASSAGEIROS E QUASE DUPLICA NO TRIMESTRE DESTE ANO
Omovimento na rede ferroviária em Moçambique duplicou no primeiro trimestre de 2026, atingindo 151.400 passageiros. O sector recuperou dos efeitos das manifestações pós-eleitorais em 2025 e superou o impacto das cheias, segundo dados do Ministério dos Transportes e Logística, citados pela Lusa.
O resultado representa um aumento de 95% face aos 77.300 transportados no mesmo período do ano passado, caminhando para a meta anual de 631 mil passageiros em 2026.
“Este desempenho foi influenciado pela aquisição de mais quatro locomotivas para o transporte de passageiros e reposição das linhas vandalizadas e a duplicação da linha férrea de Ressano Garcia. Igualmente, o presente trimestre foi caracterizado por um ambiente socioeconómico relativamente harmonioso, facilitando maior frequência das automotoras e locomotivas”, lê-se no relatório de execução do primeiro trimestre. No transporte de mercadorias, foram movimentadas 3,6 milhões de toneladas de carga diversa, um crescimento de 14,9% em termos homólogos. Contudo,

as cheias que afectaram o sul do país provocando prejuízos de 47 milhões de dólares à estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), devido a cargas não transportadas e destruição de infra-estruturas.





CORAL NORTE FLNG TECHNIP, JGC E SAMSUNG GANHAM CONTRATO EPCIC DE 1,1 MIL MILHÕES DE DÓLARES NA ÁREA 4
Oconsórcio formado pela francesa Technip Energies, japonesa JGC Holdings e a sul-coreana Samsung Heavy Industries foi seleccionado para executar o contrato de engenharia, aquisição, construção, instalação e comissionamento (EPCIC) do projecto Coral Norte FLNG, na Área 4 da bacia do Rovuma, ao largo da costa de Cabo Delgado.
O valor global do contrato EPCIC é inferior a 5 mil milhões de dólares. A Technip Energies indicou que a sua parcela de receitas ultrapassa 1,1 mil milhões de dólares, enquanto a JGC revelou que a sua participação supera mil milhões de dólares.
A nova plataforma terá capacidade para produzir cerca de 3,6 milhões de toneladas de gás natural liquefeito por ano, permitindo elevar a capacidade total do complexo Coral para aproximadamente sete milhões de toneladas anuais.
O montante refere-se exclusivamente à construção e entrega da plataforma flutuante Coral Norte FLNG, incluindo os trabalhos de engenharia, aquisição de

equipamentos, construção e instalação, não abrangendo a totalidade dos custos associados ao desenvolvimento do campo de gás Coral Norte na Área 4 da bacia do Rovuma.
O contrato foi adjudicado pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), entidade que gere as operações da Área 4
em representação dos seus parceiros, entre os quais figuram a italiana Eni, a China National Petroleum Corporation (CNPC), a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), a XRG, subsidiária da Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC), e a Korea Gas Corporation (KOGAS).
INTIC AVANÇA COM TAXA DE 1% SOBRE RECEITAS DE PLATAFORMAS DIGITAIS EM MOÇAMBIQUE A PARTIR DE 2027
Os operadores de plataformas digitais e os provedores intermediários licenciados em Moçambique passarão a contribuir com as suas receitas anuais ao cofre do Estado a partir de 2027. A medida visa formalizar a economia digital, reforçar a arrecadação e aumentar a fiscalização sobre um sector em rápida expansão.
A declaração foi feita anúncio foi feita pelo presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional das Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), Lourino Chamane, durante a entrega em Maputo de licenças a 19 operadores regulados.
“A partir do próximo ano, todas as empresas vão passar a pagar um por cento do rendimento. Mas a componente fundamental é que passam a cumprir com as suas obrigações fiscais e tributárias no nosso país”, afirmou Chemane. Além da contribuição anual, os operadores deverão pagar uma taxa de licen-

ciamento correspondente a um salário mínimo nacional.
Segundo o dirigente, este valor foi definido para não constituir um obstáculo ao investimento e ao crescimento da economia digital.
Chemane explicou que o regime estabe-
lece critérios técnicos rigorosos para a entrada no mercado.
“Não é qualquer entidade que promete ter condições técnicas que pode ser autorizada. É nossa responsabilidade garantir que apenas operadores com capacidade comprovada prestem serviços no espaço digital”, sublinhou.




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