Boletim Diário ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS
Terça - feira, 08 de Setembro de 2026, Ano 06, n0 974 Contacto: +258 871 850 850
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane
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MERCADO SEGURADOR CRESCE E APOSTA NO MICROSEGURO PARA AMPLIAR INCLUSÃO FINANCEIRA
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Secretário-geral (SG) da Associação Moçambicana de Seguradoras (AMS), Momade Mucusse aponta o microseguro como uma das áreas com potencial para acelerar a penetração dos seguros no país, através de soluções mais acessíveis e ajustadas à capacidade financeira das famílias e pequenos negócios. Mucusse avançou a informação no âmbito da participação da agremiação na 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), que terminou domingo passado no distrito de Marracuene. Na ocasião o responsável sublinhou que o mercado segurador moçambicano está a registar uma trajectória de crescimento, actualmente com total de 23 seguradoras e reforça a aposta em produtos de microseguro para ampliar a cobertura da população. Para além da expansão do número de operadores, a AMS destaca o esforço das seguradoras para desenvolver produtos capazes de responder às necessidades de uma parcela mais ampla da população. O SG aponta o microseguro como uma
das áreas com potencial para acelerar a penetração dos seguros no país, através de soluções mais acessíveis e ajustadas à capacidade financeira das famílias e pequenos negócios. “Esta tendência de as seguradoras quererem disseminar alguns produtos para
abranger cada vez mais a população, do ponto de vista de microseguro, faz com que o mercado segurador se torne cada vez mais crescente”, explicou, salientando que o aumento do conhecimento da população sobre a importância dos seguros também tem contribuído para a expansão do mercado.
ESTADO JÁ COLOCOU 45 MIL MILHÕES DE METICAIS EM OBRIGAÇÕES DO TESOURO EM 2026
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Estado já colocou 45 mil milhões de meticais em Obrigações do Tesouro (OT) através de dez emissões realizadas desde Janeiro deste ano. A operação mais recente, correspondente à 10.ª emissão de OT 2026 – 10.ª série (OT-2026-S10), realizada em Agosto, permitiu ao Estado mobilizar 5,2 mil milhões de meticais. Segundo dados da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), citados pela Lusa, a ficha técnica, revela que a emissão foi realizada por subscrição directa e destinou-se à titularização de dívida do Estado junto de fornecedores. Os títulos têm maturidade de três anos, com vencimento em 10 de Agosto de 2029, e uma taxa de juro fixa de 8,5% ao ano.
lado das emissões de OT realizadas desde o início do ano ascende a 45 mil milhões de meticais, todas através da BVM.
Com a décima operação, o valor acumu-
As operações têm servido, sobretudo,
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para refinanciar dívida com vencimento em 2026, substituindo-a por nova dívida com prazos mais longos. Em algumas das emissões anteriores, as taxas de juro situaram-se em torno de 13%.
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03 SEGUROS E EMPRESARIADO DEVEM CRIAR SOLUÇÕES ADAPTADAS ÀS VULNERABILIDADES DE MOÇAMBIQUE
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sector de seguros e o empresariado devem reforçar a cooperação na criação de soluções de mitigação de riscos, adaptadas às vulnerabilidades de Moçambique, como forma de garantir a continuidade dos negócios e contribuir para a construção de uma economia mais resiliente aos choques climáticos. A posição é defendida por Rogério Naiene, Director de Marketing e Desenvolvimento de Negócios na EMERITUS Resseguros, que falava recentemente durante um seminário promovido pela EMERITUS Resseguros, em parceria com a Associação Moçambicana de Seguradoras (AMS), no recinto da Feira Internacional de Maputo (FACIM), que decorreu de 31 de Agosto a 6 de Setembro corrente. Naiene considera que o empresariado deve adoptar políticas e estratégias de mitigação de riscos capazes de assegurar a produção, a continuidade das actividades e a sustentabilidade dos negócios, enquanto as seguradoras devem
aprofundar a avaliação dos riscos para identificar as vulnerabilidades das empresas e desenvolver produtos ajustados às suas necessidades. “Para construir uma economia mais
resiliente, há necessidade de unir estes ecossistemas”, afirmou Naiene, defendendo uma abordagem que envolva, para além do sector privado e das seguradoras, a sociedade civil e o Governo.
IDE RECUA 24% NO PRIMEIRO SEMESTRE E MANTÉM FORTE CONCENTRAÇÃO NAS INDÚSTRIAS EXTRACTIVAS
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investimento directo estrangeiro (IDE) líquido em Moçambique totalizou 1,92 mil milhões de dólares no primeiro semestre de 2026, representando uma redução de 24,1% face aos 2,53 mil milhões de dólares registados em igual período de 2025. A redução corresponde a cerca de 610,4 milhões de dólares, de acordo com dados do Banco de Moçambique (BdM), compilados a partir do Resumo Mensal de Informação Estatística de Agosto de 2026 e do Boletim Anual da Balança de Pagamentos. A evolução dos fluxos revela igualmente uma desaceleração significativa ao longo do semestre. Entre Janeiro e Março, Moçambique recebeu 1,33 mil milhões de dólares em IDE, enquanto no segundo trimestre, entre Abril e Junho, o valor caiu para 589,95 milhões de dólares, uma redução de 55,6% em relação ao trimestre anterior.
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Apesar do recuo global, as indústrias extractivas continuam a concentrar a maior parte do investimento estrangeiro no País. No primeiro semestre, o sector absorveu cerca de 1,62 mil milhões de dólares, correspondentes a 84,5% do IDE total.
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Em contraste, a indústria transformadora recebeu apenas 139,3 milhões de dólares, evidenciando a elevada concentração do investimento externo em actividades relacionadas com a exploração de recursos naturais.
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05 TÉCNICOS DE SEGUROS VÃO BENEFICIAR DE FORMAÇÕES DE ESPECIALIDADE NO ÂMBITO DE ENTENDIMENTO ENTRE AMS E FUNDAÇÃO ATMS
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Associação Moçambicana de Seguros (AMS) e a Fundação ATMS assinaram, este sábado (5), um Memorando de Entendimento visando a formação e especialização dos técnicos das seguradoras em matérias especialidades, actualmente, impactantes na prestação de serviços com alta qualidade. O instrumento foi rubricado pelo Presidente do Conselho Directivo da AMS, Manuel Gamito, e o Director de Projectos da ATMS, Adrian Matos, no stand da MAS, no recinto da Feira Internacional de Maputo (FACIM), que encerra este domingo (6). Para Gamito todas as formações são dedicadas ao homem e agregam valor no desempenho das suas funções, criando condições para maior eficiência e eficácia. "Ao fazer este acordo, estamos a permitir o acesso ao conhecimento dos moçambicanos e valor o know how de dentro do sector e fora do sector segurador", o Presidente da AMS. Segundo Manuel Gamito, a formação de
técnicos permite que tenham maior domínio da complexidade da matéria que caracteriza do sector de seguros. Portanto, o sector de passa a ter confiança dos clientes, mas também pelas condições e capacidade para explicar os detalhes de um contrato de seguro.
"Temos aqui áreas muito especificas e de grande complexidade exigindo que a seguradora mobilize colaboradores com um nível de competências, o torna a empresa e mercado mais credíveis", disse, acrescentando que a ATMS é uma organização com longa experiência e pronta para partilhar com as seguradoras nacionais.
ACTIVIDADE DAS EMPRESAS MOÇAMBICANAS CRESCE EM AGOSTO COM MAIS PRODUÇÃO E EMPREGO
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actividade das empresas moçambicanas voltou a crescer em Agosto pelo segundo mês consecutivo, impulsionada pelo aumento da produção, de novas encomendas e da criação de postos de trabalho. O Índice de Gestores de Compras do Standard Bank subiu de 51,4 pontos em Julho para 51,9 pontos em agosto, alcançando o nível mais alto desde Junho de 2022. Os valores acima de 50 pontos indicam uma melhoria das condições empresariais face ao mês anterior. O relatório refere que as empresas permaneceram em expansão durante o terceiro trimestre de 2026, beneficiando do aumento da procura e das vendas, o que impulsionou as compras e a contratação de trabalhadores. O sector da construção destacou-se com o maior avanço na produção e nas novas encomendas, embora a maioria
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das áreas de actividade tenha registado expansão durante o mês. O emprego também voltou a crescer em Agosto, depois da redução observada em Julho.
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Segundo o estudo, a criação de postos de trabalho atingiu o ritmo mais elevado desde Fevereiro, acompanhando a evolução das vendas e da procura.
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A 39.ª edição da B&S mergulha no universo do resseguro, uma engrenagem pouco visível, mas decisiva para a estabilidade do mercado segurador e para
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a capacidade do País de proteger investimentos de grande dimensão. À medida que crescem os projectos de gás, mineração, energia e infra-estruturas, cres-
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ce também a dimensão dos riscos. E uma pergunta torna-se inevitável: quanto desses riscos Moçambique consegue realmente reter?
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