Boletim Diário
ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS
Segunda - feira, 08 de Junho de 2026, Ano 06, n0 915 Contacto: +258 871 850 850

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LUCROS DA BANCA MOÇAMBICANA CAEM QUASE 38% EM 2025 PRESSIONADOS POR IMPARIDADES
Os lucros do sector bancário moçambicano registaram uma quebra de 37,9% em 2025, uma descida que decorre do aumento expressivo das imparidades constituídas pelas instituições financeiras.
Este cenário surge num contexto de maior exposição ao risco soberano e de deterioração das condições macroeconómicas, conforme aponta o Relatório
Anual de 2025 do Banco de Moçambique, citado pela Lusa.
Os dados do banco central indicam que o resultado líquido agregado das instituições de crédito e sociedades financeiras diminuiu para cerca de 267,8 milhões de dólares, o que representa uma redução de aproximadamente 163,7 milhões de dólares em comparação com o ano anterior.
Apesar da redução dos lucros, a actividade operacional dos bancos registou um desempenho favorável.

O produto bancário cresceu 9,9%, impulsionado pelo aumento da margem financeira e das receitas provenientes de comissões, que avançaram 25,2% em comparação com o ano anterior. O relatório do regulador destaca ainda
uma melhoria na qualidade da carteira de crédito, com o rácio de crédito em incumprimento a reduzir-se de 9,3% para 7,6%. Apesar desta evolução, o indicador permanece acima do limite de 5% que é habitualmente considerado saudável para o sector.
FMI PREVÊ CRESCIMENTO ECONÓMICO DE MOÇAMBIQUE EM 0,5% EM 2026
Fundo Monetário Internacional (FMI) revelou, na última quarta-feira (03 de Junho), durante uma mesa redonda sobre as Perspectivas Económicas Regionais e os impactos dos choques dos preços dos combustíveis na economia, que prevê uma recuperação económica de Moçambique na ordem dos 0,5% em 2026.
De acordo com o representante residente do FMI em Moçambique, Olamide Harrison, abrandamento é associado à redução do dinamismo em vários sectores produtivos, bem como às restrições financeiras e cambiais que continuam a afectar empresas e consumidores. Harrison sustenta a previsão com base nos dados recentes, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), cujo indicador revela um desempenho mais fraco do que o anteriormente previsto, com a taxa de crescimento de 2025 revista para apenas 0,2%.
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Assessoria

“Estamos a trabalhar para incorporar a informação mais recente que saiu do Instituto Nacional de Estatística”, afirmou Harrison.
O abrandamento é associado à redução do dinamismo em vários sectores produtivos, bem como às restrições financeiras e cambiais que continuam
a afectar empresas e consumidores. “Esperamos um crescimento gradual. Estamos ainda a incorporar vários elementos que influenciam a economia, incluindo a evolução dos preços das matérias-primas nos mercados internacionais”, referiu Harrison e destacou a forte dependência do País por factores externos.









EUA MOSTRAM INTERESSE DE INVESTIR EM MOÇAMBIQUE
Os Potenciais investidores norte-americanos pretendem reforçar os investimentos em sectores-chave como energia, turismo, infra-estruturas e financiamento internacional.
Os empresários manifestaram interesse num encontro com o Presidente Chapo Daniel durante a sua visita oficial aos Estados Unidos da América (EUA), onde participa no Fórum sobre Fragilidades 2026, de sábado (06) até esta segunda-feira (8). Durante a sua agenda de trabalho, Chapo manteve encontros separados com Linda Thomas-Greenfield, antiga embaixadora dos Estados Unidos junto das Nações Unidas, Garrick Gish, director-executivo da U.S. International Finance Partners, e Paul Sullivan, presidente de Negócios Internacionais da ACROW Bridge. No final das conversações, Linda Thomas-Greenfield manifestou total disponibilidade para apoiar a atracção de capital para Moçambique. “Espero que, através desta reunião e de futuras reu-

niões com o Governo de Moçambique, consigamos encontrar oportunidades para trazer investidores para o País, que venham responder às oportunidades e às necessidades que o Presidente expôs”, afirmou.
Por seu turno, Garrick Gish anunciou uma
deslocação a Moçambique a curto prazo para avaliar projectos concretos. “Esperamos poder visitar o País pessoalmente nas próximas semanas para analisar várias oportunidades em diferentes mercados internos em Moçambique e avaliar o que é que poderemos fazer, trazendo investimento directo estrangeiro”, declarou.
ONU ALERTA PARA FORTE AMEAÇA ECONÓMICA EM MOÇAMBIQUE DEVIDO A POTENCIAL SUBIDA NO PREÇO DO PETRÓLEO
Moçambique surge numa posição de grande destaque e preocupação entre as economias identificadas pela recente Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) que enfrentariam os maiores custos relativos os preços do petróleo atingissem um aumento 50%.
Segundo dados da organização, citados pelo O Económico, caso a subida atinja essa fasquia, poderá haver um aumento de 20,4 mil milhões de dólares por ano a factura energética dos países menos desenvolvidos e dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, agravando vulnerabilidades económicas que já afectam cerca de mil milhões de pessoas. O impacto adicional sobre a factura petrolífera moçambicana poderá atingir o equivalente a 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB), colocando o país na linha da frente entre os mais severamente afectados do grupo das nações menos desenvolvidas.

Apenas Mauritânia com 7,3%, Gâmbia com 6,3%, Burkina Faso com 5,0%, Libéria com 4,8%, Zâmbia com 4,3% e Lesoto com 4,3% apresentam níveis de exposição superiores aos de Moçambique. O relatório detalha ainda a origem do
risco para Moçambique, mostrando que 35,5% das importações petrolíferas do país provêm directamente da região instável do Estreito de Ormuz, que engloba fornecedores como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque, Qatar, Irão e Bahrein.





GOVERNO LANÇA CONCURSO PARA CENTRAL SOLAR DE 30 MW EM SOFALA
Moçambique está à procura de investidores privados para instalar uma central solar de 30 MegaWatts na província de Sofala, no centro do país. De acordo com informações avançadas pela Lusa, a iniciativa marca a retoma do Programa de Promoção de Leilões de Energias Renováveis, desenvolvido em parceria com a União Europeia.
O concurso foi lançado pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia e decorre até 22 de Junho. No edital do concurso, recorda-se que o programa foi lançado em Setembro de 2020 para promover o aumento da capacidade de geração de energia eléctrica e para a diversificação das fontes de energia.
Para avançar com o projecto, Moçambique recebeu fundos da União Europeia, através da Agência Francesa de Desenvolvimento.
O propósito global deste financiamento passa por seleccionar Produtores Independentes de Energia para projectos so-

lares fotovoltaicos e eólicos, perfazendo uma capacidade total aproximada de 120 MW.
O concurso agora aberto foca-se especificamente na selecção de investidores privados experientes e qualificados para desenvolver, financiar, conceber, construir, operar e manter a central solar fotovoltaica de 30 MW no Dondo, província de Sofala, um processo que está a ser conduzido através da Autoridade Reguladora de Energia.
APOIOS ESTATAIS À LAM E ADM SOMAM 2 MIL MILHÕES DE METICAIS EM 2025 E PRESSIONAM FINANÇAS
PÚBLICAS
Aempresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e a Aeroportos de Moçambique (ADM) são uma grande fonte de riscos para as contas públicas, alerta o relatório mais recente do Ministério das Finanças, citado pelo portal MzNews. O documento destaca que só no ano de 2025, ambas entidades receberam do Estado cerca de 2 mil milhões de meticais.
De acordo com o documento, os riscos associados às contas do Estado no ano de 2025 agravaram-se, denunciando que 70% dos riscos esperados se materializaram, o que contrasta com os 40% registados no ano anterior. Entre os principais factores de risco constam as empresas públicas que enfrentam problemas financeiros.
As empresas LAM e ADM continuam a constituir uma grande fonte de risco para as finanças públicas, tendo beneficiado de aportes do Estado na ordem de aproximadamente 1,5 mil milhões de meticais e 0,5 mil milhões de meticais,

revela o relatório citado pelo Jornal O País. Quem também recorreu ao Estado para se financiar foram as empresas de cariz social, que receberam subsídios no valor de 1,1 mil milhões de meticais. Contudo, a pressão orçamental mais expressiva veio das pensões militares
não previstas no orçamento de 2025. O relatório indica que a despesa com pensões atingiu cerca de 26,7 mil milhões de meticais contra uma previsão inicial de 21,1 mil milhões de meticais, reflectindo um desvio de 4,6 mil milhões de meticais




Caro Leitor, mais uma publicação da B&S chega às suas mãos. Nesta 37.a edição, o CEO do Gru-
po MBC, Mário Joaquim, revela a visão, a ambição e os propósitos que estão a redefinir o futuro da
Banca & Seguros e da MBC TV. Boa leitura!a














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