Boletim Diário
Sexta - feira, 08 de Maio de 2026, Ano 06, n0 894 Contacto: +258 871 850 850

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FUNDEC LANÇA ÍNDICES DE COMPETITIVIDADE E PRÉMIOS PARA IMPULSIONAR A ECONOMIA EM MOÇAMBIQUE
AFundação para a Competitividade Empresarial (FUNDEC) lançou, esta sexta-feira (8 de Maio), concursos para premiação de jovens empreendedores e jornalistas, e respectivamente caberá a cada vencedor das duas classes profissionais um milhão de meticais e uma viatura.
A iniciativa da distinção de empreendedores e jornalistas teve lugar num evento de lançamento do Índice de Competitividade Empresarial de Moçambique (ICEM) e Rating Empresarial e Financeiro (REF), dois instrumentos estratégicos que visam colmatar a lacuna de dados empíricos no mercado nacional, com periodicidade semestral.
O Índice de Competitividade Empresarial de Moçambique (ICEM), com periodicidade semestral, foca-se no desempenho estrutural das empresas e o Rating Empresarial e Financeiro (REF), com actualização trimestral, orientado para

métricas financeiras e de rigor técnico. Segundo Agostinho Vuma, presidente da FUNDEC, a soberania de dados é crucial: “Países que medem com rigor ganham maior capacidade na sua pla-
nificação e na transformação que se exige nas economias modernas”. Vuma alertou ainda que, embora haja melhorias pontuais, a competitividade no país ainda é “estruturalmente frágil”.
BANCO DE DESENVOLVIMENTO DE MOÇAMBIQUE ARRANCA COM CAPITAL DE 32 MIL MILHÕES DE METICAIS
OBanco de Desenvolvimento de Moçambique (BDM) vai arrancar com um capital social de 32.000 milhões de meticais, subscrito pelo Estado, mas bancos multilaterais e intuições de desenvolvimento poderão deter até 49%.
A proposta do Governo submetida à Assembleia da República fundamenta que Moçambique "necessita de industrialização, diversificação produtiva e redução de assimetrias regionais.
Na proposta do Governo que cria o BDM, submetida à discussão na Assembleia da República, fundamenta-se que Moçambique “necessita de industrialização, diversificação produtiva e redução de assimetrias regionais” e que, por outro lado, “as instituições de crédito vigentes focam-se em curto prazo e baixo risco, sendo insuficientes para infra-estruturas e energia”.
Com o BDM, o Governo pretende “criar

um veículo especializado para setores prioritários”, como agricultura, energias renováveis, e setores de exportação, estabelecendo “um quadro de governação robusto e transparente”.
O BDM, diz a Lusa, é criado “como uma instituição de crédito de desenvolvimento, de direito público, sob a forma de
sociedade anónima, com autonomia administrativa, financeira e patrimonial” e vai poder “realizar operações de crédito de médio e longo prazo”, bem como “captar recursos de instituições do Estado, fundos reembolsáveis e entidades internacionais” e financiar programas de desenvolvimento e prestar assessoria em Parcerias Público-Privadas (PPP).

Assessoria





MILLENNIUM BIM DESTACA ÍNDICES DA FUNDEC COMO CHAVE PARA REDUÇÃO DE RISCO E FACILITAR CRÉDITOATÉ MEADOS DE 2026
OCusto do dinheiro continua a ser um desafio para as empresas moçambicanas e os níveis de reservas impostos aos bancos comerciais pelo Banco de Moçambique constituem limitação à capacidade de financiamento para a economia. Face a situação, o economista-chefe do Millennium bim, Oldemar Belchior, considera a arquitetura de dados, é essencial para resolver o histórico problema da assimetria de informação entre bancos e empresas.
Falava esta sexta-feira (8) em Maputo à luz da cerimónia de lançamento do O Índice de Competitividade Empresarial de Moçambique (ICEM) e o Rating Empresarial e Financeiro (REF) - novo instrumento da Fundação para a Competitividade Empresarial (FUNDEC) que visa reforçar a inteligência económica e promover uma cultura de mérito, inovação e investigação no panorama empresarial nacional.
Para o Millennium bim, o lançamento

do Índice representa um marco na “inteligência económica” do país.
Balchior sublinhou que a maior dificul-
dade da banca actualmente é o acesso à informação credível.
“Estes indicadores vão permitir disponi
GOVERNO DE MOÇAMBIQUE ANUNCIA SUBSÍDIO PARA TRAVAR SUBIDA DE TARIFAS DE TRANSPORTEE FACILITAR CRÉDITO
OMinistério dos Transportes e Logística informou, em comunicado oficial emitido nesta quinta-feira (7), que o Governo concluiu com sucesso as negociações com os operadores de transporte para a implementação de um mecanismo de subsídio.
A medida surge como resposta directa ao recente agravamento dos preços dos combustíveis no país.
O principal objectivo desta intervenção é garantir a manutenção das tarifas actuais no transporte público urbano de passageiros. Com o subsídio, o Governo pretende mitigar o impacto social que o aumento dos custos operacionais teria sobre a população, especialmente nos grandes centros urbanos, evitando que o custo do combustível seja repassado directamente ao bolso do cidadão.
Os moldes específicos do apoio financeiro foram acordados entre o Executivo e a Federação Moçambicana das

Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO).
"O Governo reitera o seu apelo aos transportadores para a observância e manutenção das tarifas actualmente
em vigor, garantindo que a diferença resultante do agravamento dos custos será devidamente compensada através dos mecanismos estabelecidos", lê-se no comunicado.





MOZA BANCO REFORÇA SOLIDEZ FINANCEIRA E REGISTA CRESCIMENTO DA BASE DE CLIENTES EM 2025
OMoza Banco, um dos principais bancos comerciais em Moçambique, anunciou que encerrou o exercício de 2025 com uma melhoria dos principais indicadores operacionais e de risco.
Num comunicado enviado à imprensa, a instituição avançou que adoptou uma abordagem prudente e disciplinada, focada no reforço estrutural da sua posição financeira e na melhoria da qualidade dos seus activos, sublinhando que o desempenho operacional foi positivo. Segundo a nota, a base de clientes manteve uma trajectória de crescimento, com a entrada de mais de 43 mil novos clientes, totalizando 305 571, o que representa um aumento de 16,5% face ao período homólogo.
De acordo com a instituição bancária, a carteira de crédito registou uma redução de 29,4%, no âmbito de uma actuação deliberada de optimização da

carteira e de uma abordagem mais selectiva na concessão.
“Os rácios prudenciais mantiveram-se sólidos, com o rácio de solvabilidade a situar-se em 14,46% e o rácio de liquidez em 47,29%, ambos acima dos níveis regulamentares.
O resultado líquido do exercício, negativo de 3,9 mil milhões de meticais, reflecte sobretudo medidas extraordinárias e não recorrentes de reforço da cobertura de risco e optimização do ba-
ENI DESTACA SUCESSO HISTÓRICO DO CORAL SUL E PERSPETIVAS PROMISSORAS DO CORAL NORTE
Oprojecto Coral Sul já entregou perto de 300 milhões de dólares em receitas ao Estado moçambicano e realizou mais de 150 carregamentos de gás natural liquefeito para exportação, segundo resultados apontados pela Eni, que lidera os parceiros que operam Área 4 projecto Coral Sul do Gas Natural Liquifeito (FLNG), em Cabo Delgado.
A Directora da Eni Rovuma Basin, Marica Calabrese, que falava em Maputo esta quarta-feira (6) durante a 12.ª Conferência e Exposição de Mineração e Energia de Moçambique (MMEC), destacou que o Coral Sul FLNG representa um feito tecnológico sem precedentes, ao ser a única plataforma flutuante que faz gás em águas ultraprofundas no mundo, sublinhando que a operação decorre com elevados padrões internacionais de saúde, segurança e integridade técnica. Para Marica Calabrese, o projecto Coral Sul FLNG consolidou-se como um mar-

co da indústria mundial de gás natural liquefeito, ao colocar Moçambique entre os principais produtores globais de LNG. Segundo a dirigente revelou, o próximo
capítulo do desenvolvimento do gás natural liquefeito em Moçambique será o Coral Norte FLNG, cujo plano de desenvolvimento já foi aprovado e cuja decisão final de investimento já foi tomada.



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