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BOLETIM BANCA & SEGUROS 08.04.2026

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Boletim Diário

ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

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OXFORD ECONOMICS

INFLAÇÃO EM MOÇAMBIQUE DEVERÁ SUBIR PARA 7,7%, COM O METICAL A

DESVALORIZAR ATÉ MEADOS DE 2026

Aconsultora Oxford Economics reviu em alta a previsão de inflação para Moçambique, apontando agora para uma subida de preços na ordem dos 7,7% este ano, impulsionada pelos efeitos do conflito no Médio Oriente. A consultora, antecipa igualmente uma desvalorização significativa do metical até meados do ano, associada ao programa em negociação com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Num relatório recente da consultora citado pela ”Lusa” refere que a decisão do Banco de Moçambique (BdM) de manter as taxas de juro inalteradas em Março é considerada prudente, reflectindo preocupações acrescidas com a estabilidade dos preços num contexto internacional adverso.

“A decisão surge “na sequência do ataque ao Irão pelos EUA e por Israel no final de Fevereiro”, destacando ainda os impactos

do eventual encerramento do Estreito de Ormuz no comércio global e nos preços do petróleo”, ressalta o documento.

GOVERNO CONTESTA RELATÓRIO DO BANCO MUNDIAL QUE COLOCA O PAÍS COMO SEGUNDO MAIS POBRE DO MUNDO

AMinistra das Finanças, Carla Louveira, contestou esta terça-feira (07) as conclusões do mais recente relatório do Banco Mundial, que posiciona Moçambique como a segunda economia mais pobre do mundo. Segundo a governante, o documento baseia-se em dados econónicos de 2019 e numa metodologia restrita de “pobreza de consumo”, que não reflecte a actual conjuntura macroeconómica do país.

À margem das celebrações do Dia da Mulher Moçambicana, 7 de Abril, Louveira esclareceu que as estatísticas utilizadas pela instituição financeira internacional foram colhidas durante o período crítico da pandemia da COVID-19 e sob o impacto directo dos conflitos em Cabo Delgado e de eventos climáticos severos.

“Se estivéssemos a comparar com dados mais recentes, a fotografia do nosso

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país seria, obviamente, outra”, afirmou a ministra, criticando a disparidade na base temporal utilizada para comparar Moçambique com outras nações que apresentaram inquéritos mais actuais. No que concerne às obrigações financeiras junto ao Fundo Monetário Inter-

nacional (FMI), a titular da pasta das Finanças detalhou a engenharia financeira utilizada para o pagamento da dívida. Louveira assegurou que a operação não pressionou o Orçamento do Estado (OE), tendo sido executada mediante o recurso a Activos Externos.

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

SENADO BRASILEIRO APROVA AUTORIZAÇÃO DO ACORDO DE REESTRUTURAÇÃO DA DÍVIDA DE MOÇAMBIQUE DE MAIS DE 143 MILHÕES

Senado brasileiro aprovou nesta terça-feira, 7 de Abril, a autorização do acordo de reestruturação de uma dívida de Moçambique, no montante de 143 milhões de dólares. A autorização para o acordo já havia sido aprovada em Dezembro de 2025 pela Comissão de Assuntos Económicos (CAE) e a decisão consta na mensagem do Poder Executivo deverá ir à promulgação, de acordo com o “DE”.

A dívida de Moçambique com o Brasil corresponde a montantes em atraso de duas operações. A primeira refere-se aos créditos remanescentes do contrato de reestruturação assinado em 2004 e a segunda diz respeito ao financiamento da construção do Aeroporto Internacional de Nacala, na província de Nampula, região Norte do País.

O Estado deixou de efectuar pagamentos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil (BNDES) em 2017, tendo o Governo brasileiro assumido os encargos, tornando-se credor da dívida.

“Por conta da crise económica provocada pela pandemia da covid-19, diversos países, em acordo multilateral, suspenderam o pagamento das dívidas. No caso de Moçambique, o pedido de suspensão foi apresentado em 2020”, destacou senador Nelsinho Trad. Segundo o projecto, a primeira parce-

la, no valor de 6,7 milhões de dólares, deverá ser paga por Moçambique até 60 dias após a assinatura do acordo. O valor remanescente será liquidado em dez prestações semestrais, com uma taxa de juro anual de 3,6%. Em caso de atraso, aplica-se um juro de mora de 1% acima da taxa contratada.

EXPORTAÇÃO MOÇAMBICANA DE ENERGIA RECUA 41% DEVIDO À PIOR SECA DAS ÚLTIMAS QUATRO DÉCADAS

Aexportação moçambicana de energia eléctrica registou uma quebra de 41% entre Janeiro e Setembro de 2025, totalizando cerca de 275 milhões de euros. Este recuo foi provocado pela seca severa que afectou a Hidroeléctrica de Cahora Bassa, uma das maiores barragens do continente africano.

Segundo os dados do relatório mais recente do Banco de Moçambique sobre as exportações nacionais, citado pela Lusa, as vendas nestes nove meses atingiram os 318,2 milhões de dólares, o que contrasta com os 535,3 milhões de dólares registados no período homólogo de 2024.

Apesar do cenário negativo no acumulado do ano, a actual época chuvosa trouxe algum alívio, permitindo à HCB duplicar os níveis de armazenamento de água após ter atingido mínimos

históricos. Em declarações feitas a 17 de Março, o presidente do conselho de administração da HCB, Tomás Matola, afirmo: “Estamos agora a recuperar. Estamos a aproximar-nos aos 50% [da

capacidade], provavelmente até ao final da época chuvosa, final deste mês, estaremos muito próximos dos 50% e estamos a vir de 20%”.

ICM E PAM REFORÇAM COOPERAÇÃO PARA GARANTIR SEGURANÇA ALIMENTAR EM MOÇAMBIQUE

Odirector-geral do Instituto de Cereais de Moçambique, Luís Fazenda, recebeu uma delegação do Programa Alimentar Mundial para uma reunião de trabalho focada no fortalecimento da cooperação estratégica na área de reservas alimentares, visando garantir a segurança alimentar do país em períodos de emergência. De acordo com um comunicado, citado pelo MzNews, durante a reunião, Fazenda destacou o papel da instituição que dirige como actor central na regulação da cadeia de abastecimento de cereais e no estabelecimento de reservas alimentares estratégicas, enfatizando ainda a necessidade de promover as compras locais para aumentar a produção nacional.

Por sua vez, o PAM reconheceu a importância da parceria com o ICM, salientando que, há mais de uma década, procura apoiar a criação de reservas estratégicas no país, num contexto de elevada vulnerabilidade aos choques climáticos e de restrições ao financiamento internacio-

nal, agravadas por factores como a guerra na Ucrânia.

A organização destacou, igualmente, a importância de soluções estruturais que garantam respostas rápidas e eficazes às

necessidades da população. “No encontro, enfatizou-se a necessidade de maior coordenação institucional para facilitar os processos de importação e desembaraço aduaneiro de alimentos destinados à assistência humanitária”, sustentou.

ASSOCIAÇÃO PROTEGE DOA 50 COLCHÕES AO INGD PARA APOIAR VÍTIMAS DAS CHEIAS

AAssociação Protege, uma organização não-governamental moçambicana ligada a iniciativas de proteção social entregou recentemente 50 colchões ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), destinados a apoiar famílias afectadas por eventos extremos.

Falando em nome da Protege, a Directora de Programas, Lígia Mutemba, destacou o espírito de solidariedade da Associação:

"A Associação Protege tem o lema de cuidar todos por um, cuidar e inspirar. Somos uma organização, muito pequena ainda, mas estamos sensíveis em relação a tudo o que está acontecendo e quisemos nos juntar aos esforços do governo e de outras organizações.”

Por sua vez, a Chefe de Departamento

na Divisão de Prevenção e Mitigação, no INGD, Sónia Govens, agradeceu o gesto solidário, sublinhando a importância da doação para os beneficiários. “Nós agradecemos pelo gesto, embora

digam que é pouco, mas não, pois é muito para quem perdeu praticamente tudo. O INGD fará chegar aos afectados, temos muitas crianças, mulheres grávidas e idosos que precisam destes colchões".

A edição 35 da Banca & Seguros mergulha no coração das transformações que estão a redesenhar o sistema financeiro, da ascensão das fintechs à nova arquitetura digital do dinheiro, revelando riscos, oportunidades e os interesses em disputa. Com uma abordagem crítica e aprofundada, esta edição desafia o leitor a repensar o papel da banca, da regulação e do consumidor num mercado em mutação acelerada. Entre análises exclusivas, entrevistas e dados reveladores, traça-se um retrato rigoroso de um sector em ponto de viragem. Uma publicação de referência, agora sob gestão editorial do grupo MBC, que afirma o seu compromisso com informação de qualidade e impacto.

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