Boletim Diário ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS
Sexta - feira, 07 de Julho de 2026, Ano 06, n0 957 Contacto: +258 871 850 850
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane
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LUCROS DA BOLSA DE VALORES DE MOÇAMBIQUE CAEM 86% EM 2025
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s lucros da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) caíram 86% em 2025, dos 252 milhões de meticais registados em 2024 para 35,3 milhões de meticais, devido à redução das receitas de serviços e à quebra dos rendimentos financeiros. A informação consta do relatório e contas da instituição, citado pela Lusa. De acordo com o documento, as receitas totais da instituição caíram 25,7%, para 692 milhões de meticais, enquanto os custos recuaram 3,4%, para 657 milhões de meticais. A venda de serviços, que é a principal fonte de receita da bolsa, caiu de 632 milhões de meticais para 544 milhões de meticais, uma redução de 13,9%. De acordo com o documento citado pela Lusa, entre as várias componentes das receitas, a maior redução verificou-se nas “comissões pela emissão de Ações e Obrigações”, que caíram 19,5%, de 466,9 milhões de meticais para 375,7 milhões de meticais, manten-
do-se, ainda assim, como a principal fonte de rendimento da bolsa. A bolsa registou também quebra dos rendimentos financeiros, explicando que resultou “essencialmente de ju-
ros gerados por aplicações financeiras, depósitos a prazo e outros instrumentos financeiros”. Estas receitas caíram 55,2%, de 300 milhões de meticais para 134,2 milhões de meticais.
SISTEMA BANCÁRIO MOÇAMBICANO MANTÉM SOLIDEZ NO II TRIMESTRE DE 2026
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sistema bancário de Moçambique encerrou o segundo trimestre de 2026 a demonstrar robustez financeira e resiliência operacional, sustentada por níveis confortáveis de solvabilidade e liquidez, de acordo com o relatório de Indicadores Prudenciais e Económico-Financeiros publicado pelo Banco de Moçambique nesta quinta-feira (06). De acordo com os dados, os quatro maiores bancos do país obtiveram, no que diz respeito ao rácio de solvabilidade: BCI foi de 31,40%, ABSA Bank Moçambique apresentou 17,42%, o Standard Bank atingiu 23,04% e o BIM reportou 40,76%. No que diz respeito à qualidade da carteira de crédito, o rácio de crédito em incumprimento (NPL), o ABSA Bank registou um NPL de 4,07% com uma cobertura de 84,74%, o BCI apresentou um NPL de 14,11% com uma cobertura de 25,11%, e o BIM manteve o NPL contido em
2,62% e um rácio de cobertura de 91,91%. De acordo com a tabela de classificação baseada na importância sistémica do Banco de Moçambique, actualmente, o
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BCI lidera a banca moçambicana, com 230 pontos, seguido do Millennium bim, com 184 pontos, e do Standard Bank Moçambique, com 151 pontos.
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03 EMPRESÁRIOS PREVÊEM SUBIDA CONTÍNUA DOS PREÇOS NOS PRÓXIMOS MESES
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indicador de expectativa de preços avançou para 102,6 pontos no segundo trimestre de 2026, face aos 100,4 pontos do trimestre anterior, consolidando uma trajectória ascendente e fixando-se acima da média histórica da série, 101,2 pontos. Com base nos dados, o sector empresarial prevê um aumento contínuo no nível geral de preços de bens e serviços durante os próximos meses. Os dados constam do relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre o Indicador do Clima Económico (ICE), que assinala que esta perspectiva surge num contexto em que a actividade comercial e o volume de vendas continuam a recuperar de forma gradual. A evolução das expectativas de preços sugere que as empresas antecipam a manutenção de pressões sobre os custos de produção, cenário que poderá traduzir-se em novos ajustamentos dos preços de bens e serviços ao longo dos próximos meses, caso a procura continue a recuperar e persistam os factores
que influenciam os custos de operação. Segundo o INE, a expectativa de aumento dos preços é transversal aos diferentes ramos de actividade económica. “O indicador de perspectivas de preços de bens e serviços continua a
sinalizar positivamente desde o I Trimestre de 2026, contrariando a tendência desfavorável observada desde o I Trimestre de 2025, tendo o seu saldo situado acima da respectiva média da série temporal”, refere.
MOÇAMBIQUE CAPITAIS ACUSA BANCO DE MOÇAMBIQUE DE VIOLAR SIGILO BANCÁRIO
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oçambique Capitais considera que o recente comunicado do Banco de Moçambique, que detalha os contornos da intervenção no Moza Banco, viola o princípio de sigilo bancário. A entidade reafirma a exigência de uma auditoria forense independente para dissipar equívocos e apurar responsabilidades. Através de uma citada pelo jornal Notícias, o antigo accionista do Moza Banco, intervencionado em 2016, defendeu que o processo judicial de oito anos foi o fórum adequado para a resolução definitiva da matéria. “Importa ainda salientar que o referido comunicado aborda matérias sujeitas a sigilo bancário, princípio, igualmente, imposto às instituições bancárias comerciais, cuja violação é punível nos termos da lei e dos regulamentos do próprio Banco de Moçambique”, lê-se na nota. A instituição acrescentou que vai abster-se de formular comentários especu-
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lativos, parciais ou alheios ao quadro legal aplicável. O Banco de Moçambique esclareceu os motivos da intervenção realizada no Moza Banco em Setembro de 2016,
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sublinhando que a medida protegeu os depositantes e a estabilidade financeira. O regulador disse que a medida drástica tornou-se inevitável devido ao cenário crítico que o banco atravessava.
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05 SOLUÇÕES DIGITAIS PODEM ACELERAR INSCRIÇÃO DE TRABALHADORES INFORMAIS NA SEGURANÇA SOCIAL
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recurso a plataformas digitais poderá impulsionar a inscrição de trabalhadores do sector informal no sistema de segurança social, permitindo que um maior número de trabalhadores por conta própria tenha acesso à protecção social para si e para as suas famílias. O desafio foi lançado esta quinta-feira (6) pela ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, durante a abertura do II Conselho Coordenador do ministério, que decorre em Chidenguele, distrito de Manjacaze, província de Gaza, sob o lema "Promovendo o trabalho digno, a igualdade de género e a protecção social". Na ocasião, Alane defendeu que o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) deve expandir o regime dos Trabalhadores por Conta Própria (TCP), simplificando os procedimentos de inscrição, aproximando os serviços dos mercados e das comunidades e recorrendo a soluções digitais adap-
tadas à realidade do sector informal. Segundo Ivete Alane, "o TCP não pode permanecer invisível porque o Estado ainda não chegou até ele". Acrescentou que o mercado de trabalho está cada
vez mais segmentado e que as plataformas digitais representam uma oportunidade para aproximar os serviços públicos dos cidadãos, reduzindo distâncias, tempo e custos.
INGD, PNUD E KOICA AVALIAM RESULTADOS E REFORÇAM EXTENSÃO DO PROJECTO DE RESILIÊNCIA COMUNITÁRIA
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Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), PNUD e a Agência de Cooperação Internacional da Coreia (KOICA) reuniram-se, nesta terça-feira (05), no Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), para fazer o balanço da implementação do Projecto Promoção da Resiliência a Desastres e da Coesão Social e analisar a sua extensão. O encontro permitiu avaliar os progressos alcançados, os desafios ainda existentes e definir prioridades para consolidar os resultados da iniciativa. Na abertura da reunião, o Vice-Presidente do INGD, Gabriel Belém Monteiro, destacou que o projecto tem desempenhado um papel estratégico no fortalecimento da resiliência das comunidades, embora seja necessário transformar os avanços registados em mudanças estruturais e sustentáveis na vida dos beneficiários. Por sua vez,
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a Directora da KOICA em Moçambique, Ah-Ayoung Jo, enalteceu o compromisso do INGD e dos parceiros, sublinhando que a implementação da iniciativa
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contribuiu para o reforço das capacidades institucionais e para a ampliação do impacto das intervenções nas áreas abrangidas.
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A banca muda, os seguros rein- ros chega com análises e proventam-se, a economia acelera. tagonistas que estão a definir o A 38.ª edição da Banca & Segu- futuro do secto, porque quem
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lidera amanhã precisa de se informar hoje.
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