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BOLETIM BANCA & SEGUROS 08.07.2026

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Boletim Diário

Quarta - feira, 08 de Julho de 2026, Ano 06, n0 935 Contacto: +258 871 850 850

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

BANCO DE MOÇAMBIQUE ALERTA PARA RISCO SOBERANO SEVERO DEVIDO AO AUMENTO DA DÍVIDA PÚBLICA

OBanco de Moçambique (BdM) considera que o risco soberano do país permaneceu em nível "severo" em 2025, devido à pressão exercida pelo aumento continuado da dívida pública interna. Segundo o Relatório de Estabilidade Financeira, citado pela Lusa, o stock da dívida interna aumentou 16,5% num ano, subindo de 406.996 milhões de meticais em 2024 para 474.013 milhões de meticais em 2025.

O documento identifica este endividamento como uma das principais vulnerabilidades do sistema financeiro nacional, impulsionado pelo recurso a Obrigações e Bilhetes do Tesouro para financiar necessidades de tesouraria do Estado.

"O risco soberano continuou no nível severo", assinala o banco central no documento, acrescentando que a manutenção nesse patamar resulta da "pressão sobre o endividamento público interno".

O regulador alerta ainda que os atrasos nos pagamentos do Estado comprometeram a confiança nos títulos soberanos e contribuíram para a rigidez nas taxas de juro do mercado interbancário. Num exercício prospectivo de teste de esforço para 2027, o banco concluiu que "a

elevada exposição a activos soberanos representa o desafio mais significativo para a capitalização do sector", alertando para a forte ligação entre banca e dívida pública, embora o índice global de risco sistémico tenha baixado para 29,86%, situando-se num nível moderado.

RATILAL DESAFIA GOVERNO COLOCAR MOÇAMBIQUE ENTRE PAÍSES DECISORES DO PREÇO DE GÁS

Governo moçambicano é desafiado a trabalhar com vista a garantir que, no futuro, possa fazer parte do grupo de países que decidem o preço do gás no Mundo. O repto foi lançado esta quarta-feira (8), na cidade de Maputo, pelo economista

Prakash Ratilal, durante a sua intervenção na Conferência Internacional

Sobre o Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável de Moçambique.

Ratilal que dissertava sobre o tema "Perspectivas e Posicionamento Estratégico de Moçambique 2026-2050, lançou o desafio no contesto da possibilidade de o país vir a assumir a posição de terceiro exportador mundial de gás natural, segundo as pesquisas.

O para o antigo Governador do banco central, a disciplina, a boa gestão dos fundos públicos, a vontade política e a tolerância zero contra a corrupção, são indispensáveis para que "Moçambique sente-se à mesa dos países decisores do preço do gás no mercado global", sublinhou.

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Assessoria de Imprensa

Gestão de crises e reputação

Na ocasião, o economista destacou a necessidade de se capitalizar os recursos naturais que o país tem em abundância para impulsionar o desenvolvimento, destacando a importância de formar e profissionalizar mais moçambicanos não só para aproveitarem as futuras oportunidades, mas, igualmente, para alavancar a economia.

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

MOÇAMBIQUE LIDERA CARTEIRA AFRICANA DE PROJECTOS DE GNL, MAS ENFRENTA DESAFIOS PARA CONCRETIZAR POTENCIAL

Moçambique possui, actualmente, a maior carteira de projectos de gás natural liquefeito (GNL) em África, com uma capacidade proposta de cerca de 45 milhões de toneladas por ano, segundo o Relatório Mundial do GNL 2026, da International Gas Union, apresentado esta terça-feira (7).

A concretização deste potencial, porém, dependerá da retoma dos grandes projectos terrestres, da mobilização de financiamento e da consolidação da estabilidade na província de Cabo Delgado.

O relatório destaca que o mercado mundial de GNL entrou numa nova fase de expansão, impulsionado pelo aumento do comércio internacional, novos investimentos em unidades de liquefacção e pela crescente importância do gás natural para a segurança energética global.

Moçambique surge entre os países mais bem posicionados para integrar a próxima vaga de oferta mundial, graças

aos projectos localizados na bacia do Rovuma, nomeadamente o Mozambique LNG, Coral Sul FLNG, Coral Norte FLNG e Rovuma LNG, além de futuras expansões através de novas unidades flutuantes e terrestres.

O relatório revela ainda que o comércio mundial de GNL atingiu 436,98

milhões de toneladas em 2025, um aumento de 6,3% face ao ano anterior, representando o crescimento anual mais elevado desde 2022. Durante o período, o mercado ligou 24 países exportadores a 50 mercados importadores, demonstrando a crescente diversificação do comércio internacional.

GOVERNO CRIA MECANISMO DE 50 MILHÕES DE DÓLARES PARA GARANTIR ABASTECIMENTO DE COMBUSTÍVEIS

OConselho de Ministros aprovou uma resolução que estabelece o Mecanismo de Facilidade de Pagamento aos Credores no Exterior, através da empresa pública PETROMOC, com disponibilização de um montante de 50 milhões de dólares para assegurar o fornecimento contínuo de combustíveis líquidos no país.

De acordo com o Governo, a iniciativa pretende garantir a estabilidade do abastecimento de combustíveis em todo o território nacional, minimizar os impactos sobre os consumidores e preservar o normal funcionamento da actividade económica.

Os pagamentos aos credores externos serão efectuados através de uma conta bancária titulada pelo Ministério das Finanças e domiciliada no Banco de Moçambique. Segundo a resolução, a conta deverá ser previamente aprovisionada pela entidade solicitante antes da realização de qualquer pagamento.

A criação deste mecanismo surge num contexto em que o país enfrenta desafios relacionados com a disponibilidade de divisas para o financiamento das importações de combustíveis, procurando reforçar a capacidade de resposta da PETROMOC perante os compromissos assumidos com fornecedores internacionais.

GOVERNO APROVA INSTRUMENTO PARA ORIENTAR A PROGRAMAÇÃO MACROFISCAL E ORÇAMENTAL

OConselho de Ministros aprovou, esta terça-feira (7), a Resolução que estabelece o Cenário Fiscal de Médio Prazo (CFMP) para o período de 2027 a 2029, instrumento que orientará a programação macrofiscal e orçamental do Estado nos próximos três anos.

O CFMP constitui o principal instrumento de planeamento das finanças públicas, definindo a estratégia fiscal, as projecções macroeconómicas e fiscais, bem como os limites globais de despesa que servirão de referência para a gestão orçamental do período. Segundo o Executivo, o documento servirá de base para a elaboração do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE), reforçando a disciplina fiscal, a previsibilidade e a transparência na gestão das finanças públicas. para o governo, o CFMP 2027-2029 estabelece um quadro fiscal prudente, realista e exequível, orientado para

assegurar a estabilidade macroeconómica e a sustentabilidade das finanças públicas no médio prazo.

A aprovação do cenário fiscal pretende ainda conferir maior consistência ao

processo de planificação e execução das políticas públicas, permitindo um melhor alinhamento entre as prioridades de desenvolvimento e os recursos disponíveis.

CGD ESTUDA COTAR O BCI NA BOLSA DE VALORES DE MOÇAMBIQUE

ACaixa Geral de Depósitos (CGD) pretende avançar com a dispersão de capital do Banco Comercial e de Investimentos (BCI) na Bolsa de Valores de Moçambique (BVM).

De acordo com o Diário Económico, o anúncio foi feito pelo presidente do banco público português, Paulo Macedo, durante a apresentação de resultados do primeiro trimestre de 2026, em Lisboa, confirmando que a intenção visa abrir uma "boa oportunidade" para que uma parte do capital do maior banco moçambicano fique nas mãos de cidadãos e investidores locais.

A estratégia de entrada na bolsa já foi formalmente analisada e discutida numa reunião em Maputo entre Paulo Macedo e o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo.

Segundo o líder da CGD, a operação conta com o pleno apoio e alinhamento

das autoridades moçambicanas, estando o calendário e a percentagem de capital a alienar dependentes da capacidade de absorção e da procura real que o mercado financeiro venha a demonstrar. "Independentemente de alienar alguma coisa ou não, é para manter a maio-

ria do capital", garantiu Paulo Macedo, assegurando que o grupo português, que actualmente detém mais de 60% das acções, continuará como accionista maioritário e fortemente empenhado no mercado moçambicano nos momentos bons e nos menos bons.

Caro Leitor, mais uma publicação da B&S chega às suas mãos.

Nesta 37.a edição, o CEO do Gru-

po MBC, Mário Joaquim, revela a visão, a ambição e os propósitos que estão a redefinir o futuro da

Banca & Seguros e da MBC TV. Boa leitura!a

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