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BOLETIM BANCA & SEGUROS 07.05.2026

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Boletim Diário

GOVERNO ANUNCIA NOVOS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS A PARTIR DE 7 DE MAIO

OConselho de Ministros (CM) aprovou a actualização dos preços dos combustíveis, com efeitos a partir desta quinta-feira (7), em resposta à subida dos preços do petróleo no mercado internacional, influenciada pela instabilidade no Médio Oriente, que dura há dois meses. A decisão foi anunciada esta quarta-feira, em Maputo, durante o briefing da 12.ª Sessão Ordinária do CM

Com os novos ajustes, a gasolina passa a custar 93,86 meticais por litro, o gasóleo 116,25 meticais, o petróleo de iluminação 97,56 meticais, enquanto o gás de cozinha fixa-se em 87,82 meticais por quilograma. Já o gás natural Veicular (GNV)passa a ser comercializado a 52,73 meticais.

A última actualização foi feita em Junho de 2025, marcada por uma redução, com a gasolina a baixar para 83,57 MT e o gasóleo, para 79,88 MT em relação aos preços praticados em 2024.

Esta actualização em alta dos preços dos combustíveis sucede depois de a Autoridade Reguladora de Energia (ARENE), ter decidido manter os preços inalterados apesar da pressão internacional.

O Executivo justifica a medida com a

necessidade de acompanhar a evolução dos preços internacionais dos combustíveis, agravados pelo impacto da guerra no Médio Oriente, garantindo, ao mesmo tempo, a sustentabilidade do sector energético no país.

BANCO LETSHEGO CELEBRA 15 ANOS E LANÇAMENTO DE CARTÃO MASTERCARD

OBanco Letshego assinalou esta quarta-feira (6), o seu 15.º aniversário de operações em Moçambique e o lançamento oficial do cartão de débito Mastercard, um produto que amplia a oferta da instituição e reforça o seu posicionamento na modernização de serviços financeiros acessíveis no país.

Ao longo de uma década e meia, o banco consolidou-se num cenário económico desafiante. Entre os obstáculos superados, a instituição destacou a crise das dívidas ocultas em 2016 (que elevou as taxas de referência de 7,5% para 27%), os impactos dos ciclones Idai e Kenneth, o conflito em Cabo Delgado e a pandemia da COVID-19.

Apesar das adversidades, o Letshego apresenta uma saúde financeira robusta, o rácio de solvabilidade, fixou-se em 41% (muito acima dos 12% exigidos pelo regulador) e mais de 70% dos 125 mil

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COMUNICAMOS

de

clientes utilizam o crédito para educação, habitação ou empreendedorismo.

“Este é um negócio que se adaptou e resistiu a condições genuinamente difíceis. Moçambique não está na perife-

ria da nossa narrativa de crescimento — está no seu centro,” afirmou Christopher Mokgware, Presidente do Conselho de Administração do Grupo Letshego Africa.

Plano

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

ÍNDICE PMI DO STANDARD BANK

CRISE DE COMBUSTÍVEIS INFLUENCIOU ABRANDAMENTO DA ACTIVIDADE ECONÓMICA PARA 49,8 PONTOS EM ABRIL

Depois da manutenção de 50,2 pontos nos meses Fevereiro e Março, as empresas nacionais reduziram os seus níveis de produção para 49,8 ponto em Abril, uma deterioração das condições empresariais registadas pela primeira vez desde Junho de 2025.

A contracção foi causada pela quebra nas vendas, a escassez de combustível e a outros constrangimentos no abastecimento, segundo dados constantes do Purchasing Managers Index (PMI) do Standard Bank, citado pela agência Lusa. O índice PMI tinha subido de 49,1 em Junho de 2025 para terreno positivo em Julho, situando-se nos 50,7, mas em Agosto voltou a cair para valores negativos, 49,9, e em Setembro para 49,4, recuperando em Outubro para 50,4 pontos, em Novembro para 50,8 e em Dezembro para 50,9.

Contudo, em Janeiro inverteu o crescimento ao descer para 50 e em Feve-

reiro voltou a recuperar, subindo para 50,2, mantendo-se no mesmo valor em Março e recuando para 49,8 pontos em Abril passado

Indicadores do PMI acima dos 50 pontos apontam para uma melhoria das condições empresariais face ao mês anterior,

enquanto valores abaixo desse nível sinalizam deterioração da actividade. O Standard Bank Moçambique, prevê uma contracção do PIB no segundo trimestre de 2026, tendo em conta o impacto da paralisação da Mozal em meados de Março.

MOÇAMBIQUE NEGOCEIA CONVERSÃO DE DÍVIDA DE 1,4 MIL MILHÕES DE DÓLARES À CHINA PARA YUANS

Moçambique está a negociar com a China, o seu maior credor bilateral, a conversão de uma dívida de 1,4 mil milhões de dólares para yuans. O Ministério das Finanças confirmou que esta transição cambial é uma possibilidade válida que está a ser analisada.

O FMI e o Banco Mundial alertam que a dívida se tornou insustentável devido a pagamentos em atraso. A agência “Fitch Ratings” baixou a nota de crédito do país, considerando provável um incumprimento financeiro.

Seguir o exemplo de outros países africanos (como o Quénia) para tentar reduzir os custos do serviço da dívida. A medida alinha-se com o esforço de Pequim para internacionalizar o yuan e contornar a hegemonia do dólar americano.

A conversão da dívida para a moeda chinesa é uma tentativa de Moçambique de reestruturar as suas contas e

evitar o colapso financeiro perante uma situação de dívida quase insustentável. De salientar que a China decidiu implementar o regime de tarifas zero para as importações vindas de 53 países africanos com os quais mantém relações

diplomáticas, que entrou em vigor a 1 de Maio. Entre os países isentados encontra-se Moçambique.

Uma medida que alarga o regime preferencial de comércio do gigante asiático a todo o continente africano.

GOVERNO PROPÕE RESERVA DE 25% DO GNL PRODUZIDO EM MOÇAMBIQUE PARA O MERCADO INTERNO

OGoverno submeteu ao Parlamento esta quarta-feira (7 de Maio), uma proposta de revisão da Lei de Petróleos para a criação de uma quota mínima obrigatória de 25% de todo o petróleo e gás natural liquefeito (GNL) produzido em território nacional para ser alocado exclusivamente ao consumo doméstico.

A medida vida maximizar os recursos energéticos como motores de desenvolvimento económico, industrialização e geração de cadeia de valor para os moçambicanos.

De acordo com o Executivo, a medida que poderá transformar a matriz energética e industrial do país, surge após dez anos de vigência da legislação actual. Embora o modelo vigente tenha atraído investimentos internacionais de vulto, o Governo identifica lacunas que impedem o Estado de captar plenamente as receitas e os benefícios desses recursos.

Além da quota de 25% para o GNL, a nova legislação prevê a alocação de 100% do condensado para o mercado interno a preços competitivos, uma estratégia clara para fomentar o sector industrial local.

Nesta revisão legislativa, o Instituto Nacional de Petróleo (INP) passa a ter estatuto de Autoridade Reguladora, com poderes reforçados para fiscalizar custos recuperáveis e aplicar sanções.

HENRIQUE COSSA NOMEADO PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO MOZA BANCO

OMoza Banco, um dos principais bancos comerciais em Moçambique, anunciou a nomeação de Henrique Constantino Pedro Cossa para o cargo de presidente do Conselho de Administração da instituição bancária.

Henrique Cossa assume a liderança do Conselho de Administração em substituição de Manuel Soares, que acumulava as funções de presidente do Conselho de Administração e presidente da Comissão Executiva desde 2025, regressando agora ao exercício exclusivo das funções de presidente da Comissão Executiva.

Henrique Cossa é um quadro sénior com vasta experiência no sector público e empresarial, com um percurso profissional de mais de três décadas em áreas estratégicas ligadas à engenharia, políticas públicas, recursos naturais e governação institucional.

Ao longo da sua carreira, ocupou cargos de elevada responsabilidade no Governo de Moçambique, destacando-se as funções de vice-ministro das Obras

Públicas e Habitação, secretário permanente do mesmo Ministério e assessor do ministro dos Recursos Minerais e Energia, onde contribuiu para a formulação de políticas estratégicas e para o desenvolvimento de iniciativas estruturantes no sector extractivo.

“A nomeação de Henrique Cossa reflecte o compromisso dos accionistas do Moza Banco com o reforço da governação, da solidez institucional e da continuidade da estratégia de crescimento sustentável da instituição", indica a mesma nota.

A edição 37 da Banca & Seguros mergulha no coração das transformações que estão a redesenhar o sistema financeiro, da ascensão das fintechs à nova arquitetura digital do dinheiro, revelando riscos, oportunidades e os interesses em disputa. Com uma abordagem crítica e aprofundada, esta edição desafia o leitor a repensar o papel da banca, da regulação e do consumidor num mercado em mutação acelerada. Entre análises exclusivas, entrevistas e dados reveladores, traça-se um retrato rigoroso de um sector em ponto de viragem. Uma publicação de referência, agora sob gestão editorial do grupo MBC, que afirma o seu compromisso com informação de qualidade e impacto.

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