

Boletim Diário
ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS
e-mail: redaccao@mbc.co.mz Terça - feira, 07 de Abril de 2026, Ano 06, n0 878 Contacto: +258 871 850 850
PORTO DA BEIRA EXPANDE TERMINAL DE COMBUSTÍVEIS PARA 7 MILHÕES DE TONELADAS
ANUAIS
OPorto da Beira, na província de Sofala, iniciou esta segunda-feira (6) as obras de ampliação do seu terminal de combustíveis. O projecto visa elevar a capacidade de manuseamento da infraestrutura dos actuais cinco milhões para sete milhões de toneladas anuais, num investimento estratégico para o sector energético da região centro de Moçambique.
Segundo Lucas Vidigal, da direcção-executiva dos Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) Centro, a expansão foca-se na eficiência logística. O projecto inclui a instalação de duas novas tubagens de 16 polegadas, totalizando cinco quilómetros de extensão e aumento das linhas de transporte de gasóleo e gasolina. A principal vantagem operacional será a redução drástica no tempo de espera dos navios. Com a introdução de novos braços

de carregamento, a capacidade de bombagem irá duplicar, passando de 1.500 para 3.000 metros cúbicos por hora.
“Neste momento temos uma média de três dias por navio e com esse incremento iremos passar para apenas um dia”, explicou Vidigal, sublinhando o impac-
PRESIDENTE DA REPÚBLICA LANÇA FUNDO
“EMPODERA”
to directo na competitividade do porto. Esta expansão surge num contexto de reestruturação da governação portuária. Em Dezembro, o Presidente da República, Daniel Chapo, já havia alertado para a necessidade de uma gestão mais coordenada no recinto.
PARA IMPULSIONAR AUTONO- MIA ECONÓMICA DA MULHER
No marco das celebrações do Dia da Mulher Moçambicana, o Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou nesta terça-feira (07) a criação do Fundo de Empoderamento Económico da Mulher (EMPODERA). A iniciativa visa transformar o cenário do empreendedorismo feminino no país, facilitando a transição de mulheres em situação de vulnerabilidade para a estabilidade financeira. O anúncio foi o ponto alto da cerimónia central do 7 de Abril, em Maputo, que também marcou o encerramento do Mês da Mulher. Segundo o Chefe de Estado, o fundo é uma resposta estratégica aos compromissos do Governo com a prosperidade e a dignidade nacional.
Para Daniel Chapo, o apoio financeiro directo à mulher não é apenas uma política social, mas um imperativo democrático.
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“A promoção da mulher é uma questão de justiça, de democracia, de desenvolvimento e de futuro nacional”, afirmou o Presidente.
Apesar dos avanços económicos, Chapo adoptou um tom firme em relação aos
desafios sociais. Classificou a violência baseada no género como uma “agressão à dignidade humana” e apelou ao sistema de justiça para que não haja tolerância, independentemente de costumes ou tradições.





Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

MULHERES LIDERAM 60% DAS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS EM MOÇAMBIQUE
As mulheres moçambicanas consolidaram-se como o principal motor das Pequenas e Médias Empresas (PME) no país. Segundo dados recentes da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), cerca de 60% das PME são actualmente lideradas por mulheres, evidenciando uma mudança estrutural na configuração da economia real e na criação de emprego local. Para além dos números de gestão, o impacto feminino estende-se à chamada “diplomacia económica”. Durante a 2.ª Conferência “Mulher Nota 20”, Teresa Muenda destacou que as empreendedoras actuam como facilitadoras essenciais de relações comerciais.
Segundo a especialista, este modelo de integração baseia-se em redes de confiança e proximidade, que permitem a promoção de trocas económicas muitas vezes para além dos circuitos formais,

complementando os mecanismos tradicionais de mercado.
Apesar da liderança numérica, o sector ainda enfrenta uma dualidade crítica
como o domínio na gestão de micro e pequenas unidades produtivas e forte concentração em sectores de baixa produtividade, como a agricultura informal e o comércio de subsistência.
GOVERNO VAI SUBSIDIAR COMBUSTÍVEL PARA TRAVAR SUBIDA DE TARIFAS NO TRANSPORTE PÚBLICO
OGoverno vai subsidiar o combustível destinado aos autocarros de transporte público urbano.
O objectivo central é garantir que os cidadãos continuem a pagar as tarifas actuais, protegendo o bolso das famílias face à escalada de preços no mercado internacional de energia.
O anúncio foi feito esta segunda-feira, 06 de Abril, pelo Presidente da República, Daniel Chapo, na cidade de Nampula. A ocasião serviu também para a entrega oficial de 100 novos autocarros, que irão reforçar a frota de 15 municípios das regiões Centro e Norte do país.
Segundo o Chefe de Estado, o subsídio é uma medida estratégica para mitigar os impactos da crise energética global, impulsionada por conflitos internacionais. Chapo alertou que a subida dos combustíveis gera um efeito dominó na economia: “Qualquer subida no preço do combustível reflecte-se automaticamente

no custo de vida da população, desde o transporte de arroz por navios até à chegada dos produtos às lojas”, destacou o estadista.
Embora Moçambique tenha mantido uma estabilidade relativa devido a reservas estratégicas adquiridas antes do agravamento das tensões no Médio
Oriente, o Presidente sublinhou que o país não está imune.
Refere-se que a entrega das novas unidades de transporte, aliada ao subsídio directo ao combustível, marca um esforço do Executivo para reforçar a mobilidade urbana em tempos de incerteza económica global.






SNJ DENUNCIA PRECARIEDADE LABORAL E “ETERNOS ESTAGIÁRIOS” NO JORNALISMO
OSindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) lançou um alerta crítico sobre a situação laboral na comunicação social em Moçambique. Em entrevista exclusiva à MBC TV, o secretário-geral da agremiação, Faruco Sadique, denunciou a existência de profissionais a trabalhar sem contrato, o incumprimento de prazos de estágio e a falta de canalização de descontos para o INSS.
Segundo Sadique, vive-se um cenário onde “nem tudo o que parece é”. Embora os jornalistas sejam o veículo principal para denunciar irregularidades laborais de outros sectores, a própria classe enfrenta desafios severos dentro das redacções.
“Esta classe também tem sérios desafios neste quesito”, afirmou o secretário-geral, sublinhando a vulnerabilidade dos profissionais que informam o país.
Um dos pontos mais sensíveis da denúncia é a figura do “eterno estagiário”. Faruco Sadique revelou casos de jorna-

listas que permanecem na condição de estagiários por dois anos ou mais. Esta prática viola frontalmente a Lei que estipula um limite máximo de 12 meses para a duração de estágios.
Além da precarização contratual, o SNJ aponta falhas graves na protecção social.
Muitos jornalistas integram quadros de pessoal sem qualquer vínculo formal e empresas do sector retêm os descontos dos trabalhadores, mas não os canalizam à Segurança Social, colocando em risco o direito à aposentadoria.
MUNICÍPIO DE NAMPULA INVESTE 2,3 MILHÕES DE DÓLARES NA REABILITAÇÃO DE ESTRADAS
OConselho Municipal da Cidade de Nampula lançou, na última semana, um projecto de reabilitação de 2,6 quilómetros de vias rodoviárias. A iniciativa, orçada em 2,3 milhões de dólares, surge como uma resposta directa aos problemas de tráfego e mobilidade que afectam a capital provincial do norte de Moçambique.
A obra concentra-se na Avenida 25 de Setembro, uma das artérias vitais da cidade. Segundo o presidente do município, Luís Giquira, a decisão de avançar com os trabalhos partiu da autarquia, apesar de a jurisdição destas vias pertencer à Administração Nacional de Estradas (ANE).
“A medida é essencial para atender às preocupações dos moradores e garantir melhores condições de trânsito”, afirmou o edil, sublinhando que o financiamento provém integralmente do orçamento municipal.
A acção de Nampula alinha-se com um

esforço nacional mais vasto. Para o ano de 2026, o As metas nacionais para o sector rodoviário incluem reabilitação de 129 km de estradas nacionais e 50
km de regionais, asfaltagem de 165 km de vias nacionais e 12 km de regionais e manutenção de 14 infraestruturas como pontes e construção de uma nova.




A edição 35 da Banca & Seguros mergulha no coração das transformações que estão a redesenhar o sistema financeiro, da ascensão das fintechs à nova arquitetura digital do dinheiro, revelando riscos, oportunidades e os interesses em disputa. Com uma abordagem crítica e aprofundada, esta edição desafia o leitor a repensar o papel da banca, da regulação e do consumidor num mercado em mutação acelerada. Entre análises exclusivas, entrevistas e dados reveladores, traça-se um retrato rigoroso de um sector em ponto de viragem. Uma publicação de referência, agora sob gestão editorial do grupo MBC, que afirma o seu compromisso com informação de qualidade e impacto.













Hoje celebramos a força, o talento e a determinação da mulher moçambicana. Das mãos que cultivam a terra às mentes que lideram grandes empresas. Para a MBC e o B&S a vossa presença e empenho é o motor do desenvolvimento do país.
