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BOLETIM BANCA & SEGUROS 06.08.2026

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Boletim Diário ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

Quinta - feira, 06 de Julho de 2026, Ano 06, n0 956 Contacto: +258 871 850 850

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

INTERVENÇÃO DO BANCO DE MOÇAMBIQUE NO MOZA BANCO VISOU PROTEGER DEPOSITANTES E SALVAGUARDAR SISTEMA FINANCEIRO

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Banco de Moçambique (BdM) esclareceu que intervenção realizada no Moza Banco, em Setembro de 2016, foi uma medida adoptada estritamente para proteger os depositantes e salvaguardar a estabilidade financeira do país. O esclarecimento do banco central foi através de um comunicado de imprensa emitido esta quinta-feira (5), na sequência de questões levantadas durante a conferência de imprensa do Comité de Política Monetária realizada no dia 29 de Julho de 2026. Segundo o Regulador do sistema financeiro moçambicano, a medida drástica tornou-se inevitável devido ao cenário crítico que o banco atravessava. À data da intervenção, o Moza Banco apresentava uma situação financeira e prudencial gravemente deteriorada, sem condições mínimas para prosseguir regularmente com a sua actividade, lê-se no comunicado.

"Em Setembro de 2016, os fundos próprios apresentavam um saldo negativo de 24,9 mil milhões de meticais, enquanto o rácio de solvabilidade se si-

tuava em -100,21 %, indicadores que evidenciavam uma situação de insuficiência de liquidez e de insolvência", revela o BdM.

FNB REGISTA LUCROS DE 7 MILHÕES DE METICAIS NO PRIMEIRO SEMESTRE

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First National Bank Moçambique (FNB) atingiu lucros de 7 milhões de meticais no primeiro semestre de 206, desempenho que supera um prejuízo de 23,4 milhões de meticais no período comparativo do exercício financeiro anterior. Os ganhos, chegaram antes da dedução de impostos, o que ultrapassa os prejuízos na ordem de 89 milhões registados no mesmo período do ano passado. A retoma à rentabilidade reflecte os primeiros resultados da nova fase da trajectória de crescimento do banco, após um período de reestruturação interna destinado a fortalecer o negócio e posicioná-lo para o sucesso sustentável a longo prazo num mercado em rápida evolução Segundo as demonstrações financeiras intercalares da instituição, os empréstimos e adiantamentos a clientes, líquidos de imparidade, reduziram-se em 7,2% para 6,6 mil milhões de meticais,

registados em Dezembro de 2025, correspondente a um total de 7,1 mil milhões de meticais. O relatório aponta ainda que foi man-

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03 IMPORTAÇÃO DE COMBUSTÍVEIS RECUA 1,4% NO PRIMEIRO TRIMESTRE

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importação de combustíveis de Moçambique recuou 1,4% no primeiro trimestre de 2026, fixando-se em 236,4 milhões de dólares. Uma compra ao exterior que representou quase metade dos 517 milhões de dólares gastos pelo País na importação de bens intermédios entre Janeiro e Março, período marcado por dificuldades de abastecimento e escassez de divisas. Segundo dados constam das estatísticas divulgadas pelo Banco de Moçambique (BdM), no período homólogo de 2025, a factura das importações de combustíveis ascendia a 239,6 milhões de dólares. O gasóleo continuou a representar a maior parcela da factura energética nacional, com importações avaliadas em 164,9 milhões de dólares, seguido da gasolina (56,4 milhões) e do combustível de aviação (jet fuel), com 15,2 milhões de dólares.

de combustíveis registada em várias zonas do País, depois de semanas de relativa normalização do abastecimento na sequência da crise de Abril e Maio.

Refira-se que na última terça-feira, 4 de Agosto, o Governo afirmou estar a analisar as causas da nova vaga de escassez

Substituir o ultimo paragrafo por este: Em Março, o Governo explicou que cerca de 80% dos combustíveis impor-

tados por Moçambique tinham origem no Médio Oriente e transitavam pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo e derivados. Paralelamente, o BdM tem admitido que algumas empresas do sector enfrentam dificuldades no acesso a divisas para financiar importações.

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS ABORDA NOVO MODELO DE FINANCIAMENTO COM O PRESIDENTE DO BAD

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Ministra das Finanças, Carla Loveira, manteve um encontro nesta quarta-feira (05) com Sidi Ould Tah, Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). A reunião tinha como objectivo abordar o novo modelo de financiamento do BAD alinhado à nova arquitectura financeira de África para o desenvolvimento do continente e rever o estágio dos projectos financiados por aquela instituição financeira. Na ocasião, Sidi Ould Tah, Presidente do BAD, reafirmou a intenção de visitar o País ainda este ano para aprofundar as necessidades de financiamento do país e a sua ligação com a nova arquitectura de financiamento a ser apresentada pelo BAD. Por sua vez, a Ministra das Finanças, Carla Loveira, informou ao Presidente do BAD sobre a criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique e solicitou

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apoio para a capitalização de uma nova instituição bancária vocacionada para o desenvolvimento económico e social

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do País, tendo em conta a experiência do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social.


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05 NOVO PROGRAMA PARA FACILITAR FINANCIAMENTO ÀS PME ESTÁ AVALIADO EM 4,7 MILHÕES DE EUROS

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m Março, o Governo explicou que cerca de 80% dos combustíveis importados por Moçambique tinham origem no Médio Oriente e transitavam pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo e derivados. Paralelamente, o BdM tem admitido que algumas empresas do sector enfrentam dificuldades no acesso. Moçambique conta com um novo programa designado Resiliência, Adaptação e Inovação em Moçambique (RAIZ), uma iniciativa avaliada em 4,7 milhões de euros que pretende melhorar o acesso das pequenas e médias empresas (PME) ao financiamento, mobilizar investimento privado e promover soluções inovadoras para o crescimento do sector empresarial. Trata-se de uma iniciativa do Governo em parceria com o Alto Comissariado do Reino Unido, financiado através da Foreign, Commonwealth & Development

Office (FCDO). O projecto será implementado em parceria com a Financial Sector Deepening Africa (FSD Africa), instituição especializada no desenvolvimento do sector financeiro em África.

O projecto foi concebido para responder às dificuldades enfrentadas por empresas com potencial de expansão, mas que continuam excluídas do financiamento tradicional.

SOFALA ACOLHE CAPACITAÇÃO NO USO DO SISTEMA DE GESTÃO DE DADOS DE BENEFICIÁRIOS DA ASSISTÊNCIA HUMANITÁRIA

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cidade da Beira acolhe de 3 a 9 de Agosto de 2026 a capacitação-piloto sobre o Sistema de Gestão de Dados de Beneficiários da Assistência Humanitária (SGBAH), promovida pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), com o apoio financeiro do Programa Alimentar Mundial (PAM) e supervisão técnica do Centro de Desenvolvimento de Sistemas de Informação de Finanças (CEDSIF). A formação reúne Directores Nacionais, Delegados Provinciais e técnicos do INGD Central e das Delegações de Sofala, Tete e Zambézia, com o objectivo de fortalecer as competências na utilização da plataforma concebida para modernizar a gestão da assistência humanitária através de informação fiável e atempada, reforçando a transparência, a eficiência e a prestação de contas na canalização de apoios às populações afectadas por eventos extremos.

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Em representação do Programa Mundial para Alimentação (PMA), Marta Guivambo, Chefe de Programas, afirmou que o domínio do SGBAH constitui um passo decisivo para fortalecer a

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gestão da assistência humanitária, assegurando maior transparência, eficiência operacional e prestação de contas em todas as fases da resposta.


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A banca muda, os seguros rein- ros chega com análises e proventam-se, a economia acelera. tagonistas que estão a definir o A 38.ª edição da Banca & Segu- futuro do secto, porque quem

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lidera amanhã precisa de se informar hoje.


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