Boletim Diário
ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS
Sexta - feira, 06 de Março de 2026, Ano 06, n0 858 Contacto: +258 871 850 850

e-mail: redaccao@mbc.co.mz
BVM VAI CRIAR SISTEMA DE NEGOCIAÇÕES DE COMPRA E VENDA DE ACÇÕES
ABolsa de Valores de Moçambique (BVM) passa a dispor de um sistema tecnológico de padrão internacional de compra e venda de acções. A previsão é que a plataforma esteja operacional ainda este ano. A informação foi avançada esta sexta-feira (6) pelo respectivo Presidente do Conselho de Administração (PCA), Pedro Cossa.
Cossa fez a revelação durante um briefing aos jornalistas sobre o cumprimento das obrigações legais de Registo na Central de Valores Mobiliários e de Admissão à Cotação na BVM pelas empresas abrangidas pela Lei das Parcerias Público-Privadas, uma decisão do Conselho de Ministros tomada no dia 10 de Fevereiro passado.
"O sistema vai permitir comprar e vender acções também noutros mercados", sublinhou PCA da BVM, frisando que ainda está numa fase de apuramento do provedor, que deverá garantir a qualidade e a exigência dos padrões internacionais.
CONFLITO NO MÉDIO ORIENTE

Por um lado, Cossa afirmou que a BVM, uma das seis de África, acaba de ser admitida na Federação Mundial das Bolsas de Valores, e tem um período de três anos
MSC AJUSTA CUSTOS DE FRETES PARA MOÇAMBIQUE
AMediterranean Shipping Company, uma das maiores companhias mundiais de transporte marítimo de contentores, anunciou a aplicação de uma sobretaxa de guerra às cargas com destino a vários países africanos e ilhas do oceano Índico, incluindo Moçambique. Esta decisão surge após o tráfego marítimo ter sido severamente afectado pela deterioração da segurança no Médio Oriente, com impactos directos nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb.
De acordo com informações avançadas pela Reuters, a sobretaxas entraram em vigor a 5 de Março de 2026, com referência e mantêm-se até novo aviso. No caso das cargas expedidas da Índia, Paquistão, Sri Lanka e Bangladesh com destino a Moçambique e África Oriental, a MSC fixou um custo adicional de 500 dólares por TEU em contentores de carga seca e de 1 mil dólares por TEU em contentores refrigerados.
A companhia justifica esta decisão com a evolução da situação de segurança no Médio Oriente, referindo que o contexto está a causar perturbações na sua
PUBLICIDADE:
para cumprir os requisitos necessários para passar a membro efectivo. "Cumprir as regras de compliance e a partilha de informação em tempo real", acrescentou.

rede operacional. A empresa afirma que continua a acompanhar a situação e a trabalhar com as autoridades relevantes para garantir a segurança das operações.
Para as mercadorias com origem na Península Arábica, abrangendo países como, Iraque, Qatar, Arábia Saudita e
Emirados Árabes Unidos, a empresa estabeleceu uma cobrança adicional de 2 mil dólares para contentores de 20 pés, 3 mil dólares para contentores de 40 pés e 4 mil dólares para contentores refrigerados destinados à África Ocidental, Oriental, África do Sul e Moçambique.

Assessoria de Imprensa
Gestão de crises e reputação
Plano e Gestão de Comunicação Institucional
Cobertura de Conferências e Eventos






BOLSA DE VALORES CERCA DE 372 EMPRESAS PÚBLICO-PRIVADAS VIOLAM LEI DE OBRIGAÇÃO PARA COTAÇÃO
Há 15 anos da criação da Lei das Parcerias Público-Privadas (PPP), nenhuma empresa criada no âmbito desta legislação cumpre as obrigações de cotar 5% a 20% do capital social na Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), cinco anos depois do início das operações.
Os dados revelados esta sexta-feira (6) no briefing com os órgãos de informação organizado pela BVM, apontam a existência de pelo menos 372 empresas que constam do Cadastro do Ministério das Finanças (MF) em incumprimento da Lei nº 15/2011, de 10 de Agosto.
O Presidente da República, Daniel Chapo, tomou a 10 de Fevereiro de 2026, durante o Conselho de Ministros, a decisão de cumprimento das Obrigações Legais de Registo na Central de Valores Mobiliários e de Admissão à Cotação de Títulos das empresas do Sector Empresarial do Estado e de empresas de relevância na economia nacional. De acordo com o Presidente da Bolsa de

Valores (BVM), Pedro Cossa, esta instituição tem um prezo de três anos, para identificar todas as empresas registas sob ministérios de tutela e realizar um
trabalho e proceder com o cumprimento da lei, devendo em cada período de três meses apresentar relatório ao Conselho de Ministros.
DÍVIDA PÚBLICA DE MOÇAMBIQUE SOBE 5% E ATINGE 1,095 MIL MILHÕES DE METICAIS EM 2025
Adívida pública de Moçambique registou um crescimento de quase 5% ao longo de 2025, encerrando o ano fixada em 1,095 mil milhões de meticais - uma pressão contínua sobre as contas do Estado, num momento em que o FMI reforça os alertas sobre a sustentabilidade financeira do país. Revelam os dados avançados pelo Ministério das Finanças, citados pela Lusa.
De acordo com o relatório de execução orçamental, o volume total da dívida — que em Dezembro de 2024 era de 1,043 mil milhões de meticais — divide-se agora em 621.284 milhões de meticais da dívida externa e 474.013 milhões de meticais da dívida interna.
Um dos destaques do documento é o papel do Banco de Moçambique (BdM) no financiamento ao Estado. O endividamento junto ao regulador saltou de 66.565 milhões (em 2024) para 95.665 milhões de meticais no final de 2025.
Apesar do aumento do stock total da



dívida, o Estado pagou cerca de 53.345 milhões de meticais em encargos durante o ano passado. Este valor representa um decréscimo de 19% em relação a 2024 e corresponde a 89,1% do orçamento anual previsto para este fim.
A fatia mais pesada desses pagamentos
destina-se ao mercado doméstico em 40.686,5 milhões de meticais de juros internos e 12.516,2 milhões de meticais de juros externos. No quadro geral das despesas de funcionamento do Estado, o serviço da dívida já consome 15,2% de todo o orçamento operacional.







PGR CANALIZA CENTO E CINQUENTA MIL METICAIS AO INGD PARA AJUDAR AS VÍTIMAS DAS CHEIAS E INUNDAÇÕES
AProcuradoria-Geral da República (PGR) entregou esta quinta-feira (05) ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) um cheque de 150.000,00 Meticais e bens alimentares e não alimentares diversos e para assistência humanitária às vítimas das cheias e inundações que afectaram as zonas sul e centro do país.
Intervindo no acto da entrega do donativo, a Vice-Procuradora-Geral da República, Irene da Oração Afonso Micas Uthui, explicou que o apoio, que, para além do cheque, inclui vestuário, produtos de higiene pessoal e repelentes para mosquitos, resulta de contribuições feitas a nível central e provincial pelo pelouro da Justiça, envolvendo magistrados, técnicos e funcionários do Ministério Público.
“Os oficiais de justiça juntaram-se para se solidarizar com as vítimas das enxurradas que assolaram as zonas sul e centro do país”, assinalou, acrescentando que “acreditamos que este apoio fará
INSS

uma grande diferença para as famílias afectadas e confiamos que o INGD fará chegar estes bens aos beneficiários”. Por sua vez, a Presidente do INGD, Luí-
sa Celma Meque, agradeceu o gesto de solidariedade da Procuradoria-Geral da República, destacando a importância do apoio para reforçar a assistência às populações afectadas.
APENAS 40% A 50% DAS EMPRESAS INSCRITAS MANTÉM CONTRIBUIÇÕES EM DIA
OInstituto Nacional de Segurança Social (INSS) revelou que, das cerca de 200 mil empresas inscritas no sistema em Moçambique, apenas 45% a 50% estão actualmente activas e regulares no pagamento das contribuições dos seus trabalhadores. Os dados foram avançados na última quarta-feira (04), em Nampula, pelo director-geral da instituição, Joaquim Siúta.
Apesar da flutuação mensal — onde empresas alternam períodos de incumprimento com pagamentos esporádicos — a média de actividade mantém-se abaixo do desejado. O cenário de irregularidade estende-se também ao universo de mais de 2,8 milhões de trabalhadores registados. Segundo Siúta, a estratégia da instituição foca-se na mobilização voluntária das entidades empregadoras, apelando ao princípio da solidariedade intergeracional.
"Os trabalhadores no activo é que financiam, com as suas contribuições, as pensões dos reformados", explicou o director-geral, sublinhando que o sistema depende deste equilíbrio para sobreviver.



As declarações foram feitas à margem do seminário de Auscultação à Sociedade para a Revisão do Regulamento de Segurança Social Obrigatória. O objectivo central deste processo é modernizar o sistema para que este responda às transformações tecnológicas e demográficas actuais.
Com 35 anos de existência, o INSS pretende que a nova regulamentação seja mais inclusiva, abrangendo novas realidades laborais, mais sustentável, garantindo o pagamento de benefícios a longo prazo e ajustada às exigências económicas do país.



MBC e Revista Banca & Seguros - União de Sinergias
A 34 edição da revista Banca & Seguros já está disponível. Nesta edição anunciamos que a revista passa a fazer parte da MBC, como forma de englobar mais


informação actualizada, e acessível ao nosso público.
Uma leitura essencial para compreender as temáticas do sector financeiro, os riscos emergentes e as oportunidades que se abrem no mundo dos negócios e corporizam a economia no geral. Aos nossos leitores e parceiros, fica o convite para mais uma edição que diferencia das anteriores pela nossa identidade corporativa, análise, visão e conteúdo estratégico.












