Boletim Diário ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS
Quarta - feira, 05 de Julho de 2026, Ano 06, n0 955 Contacto: +258 871 850 850
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane
e-mail: redaccao@mbc.co.mz
COMPRAS E VENDAS DE DIVISAS AUMENTAM MAIS DE 350 MILHÕES DE DÓLARES NO PRIMEIRO SEMESTRE
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s vendas de divisas pelos bancos comerciais aos seus clientes aumentaram em 356 milhões de dólares no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2025, totalizando 4,16 mil milhões de dólares. No mesmo intervalo, as compras de divisas efectuadas pelos bancos cresceram 352 milhões de dólares, atingindo 4,24 mil milhões. Esse desempenho das compras e vendas de divisas no sistema bancário nacional reforça a capacidade dos bancos para responder às necessidades de importação de bens e pagamento de compromissos no exterior e foi impulsionado pelo melhor desempenho da indústria extractiva, segundo dados apresentados pelo Banco de Moçambique (BdM). A evolução é interpretada como um sinal positivo para o mercado, numa altura em que o sector empresarial continua a manifestar preocupações quanto
à disponibilidade de moeda estrangeira nas instituições financeiras. A escassez de divisas, que se faz sentir desde 2023, tem condicionado o paga-
mento de fornecedores internacionais, a importação de mercadorias e afectado a confiança dos parceiros comerciais externos.
GOVERNO PREVÊ PAGAR CERCA DE 50 MILHÕES DE METICAIS EM SERVIÇO DA DIVIDA EXTERNA ESTE ANO
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oçambique prevê pagar 50.324,4 milhões de meticais em serviço da dívida externa este ano, um valor representa mais de 43% do que desembolsou em 2025. Segundo o Relatório Anual da Dívida Pública 2025, do Ministério das Finanças, a previsão é que 38.659 milhões de meticais sejam em amortização de capital e 11.665,5 milhões de meticais com pagamento de juros. Segundo o documento, citado pela Lusa, “a predominância da amortização do capital no serviço da dívida projectado reflecte o perfil de vencimentos da carteira externa”. Essa projecção surge após uma redução de 39,03% no serviço da dívida externa em 2025, para 542,73 milhões de dólares, resultado da redução, da amortização, do capital e dos juros pagos, bem como da reprogramação temporal de algumas obrigações financeiras.
Os maiores pagamentos previstos para 2026, segundo o documento, deverão concentrar-se, depois de Janeiro, Março e Julho, ainda em Setembro, meses que
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representam mais de metade do serviço anual projectado. Só Março e Setembro concentram encargos de 14.067,6 milhões de meticais.
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03 MOZA BANCO REGISTA CRESCIMENTO DE 129% NO LUCRO NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2026
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Moza Banco encerrou o primeiro semestre de 2026 com um desempenho financeiro positivo, alcançando um Resultado Líquido de 498 milhões de Meticais, o que representa um crescimento de 129% face aos 217 milhões de Meticais alcançados no período homólogo de 2025. De acordo com um comunicado que a Banca&Seguros teve acesso, o desempenho foi impulsionado pela evolução do Produto Bancário, que cresceu 17%, passando de 2,6 mil milhões de Meticais para 3,1 mil milhões de Meticais, resultado do crescimento da actividade comercial e da diversificação das fontes de receita. Os Depósitos de Clientes aumentaram 16%, atingindo 66,2 mil milhões de Meticais, comparativamente aos 57,2 mil milhões registados no primeiro semestre de 2025, evidenciando a crescente confiança dos clientes na instituição. A carteira de Crédito Líquido a Clientes registou igualmente uma evolução positiva de 13%, passando de 35,8 mil milhões para 40,6 mil milhões de Meticais,
reforçando o compromisso do Banco com o financiamento da economia nacional, das empresas e das famílias. Enquanto isso, os Activos Totais cresce-
ram 15%, situando-se em 88,5 mil milhões de Meticais, contra 77,2 mil milhões alcançados no mesmo período do ano passado.
NEDBANK MOÇAMBIQUE MANTÉM SOLVABILIDADE ACIMA DE 30% NO PRIMEIRO SEMESTRE
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Nedbank Moçambique encerrou o primeiro semestre de 2026 com um rácio de solvabilidade de 30,83%, mais do dobro do mínimo regulamentar de 12%, reflectindo uma posição financeira sólida num contexto económico marcado pela escassez de divisas, crescimento moderado da actividade económica e persistente instabilidade internacional. Segundo um comunicado citado pelo "DE", os indicadores regulamentares e económico-financeiros referentes a Junho mostram igualmente um rácio de capital de nível 1 (Tier 1) de 31,28%, indicador que mede a qualidade do capital do banco, e um rácio de alavancagem de 17,91%, evidenciando níveis robustos de capitalização. Ao nível da rentabilidade, o banco registou um retorno sobre os capitais próprios (ROE) de 15,52% e uma rendibilidade dos activos (ROA) de 2,92%, enquanto a margem financeira se fixou em 11,88%.
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A carteira de crédito evoluiu positivamente durante o semestre, sustentada por uma política prudente de concessão de financiamento e gestão do risco. Quanto à qualidade dos activos, o rácio de crédito em incumprimento situou-se
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em 3,20%, ao passo que a cobertura por imparidades atingiu 83,76%, demonstrando uma capacidade significativa para absorver eventuais perdas. Por sua vez, o crédito vencido há menos de 90 dias representava 7,88% da carteira total.
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05 ESTADO REEMBOLSA 4,5 MIL MILHÕES DE METICAIS EM IVA NO PRIMEIRO TRIMESTRE
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Estado, através da Autoridade Tributária de Moçambique (AT), efectuou o reembolso de 4.543,8 milhões de meticais do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) durante os primeiros três meses do ano, num período em que a arrecadação deste imposto continuou a registar um crescimento significativo. Dados divulgados pelo Ministério das Finanças indicam que, no primeiro trimestre, o valor bruto do IVA cobrado ascendeu a 27,5 mil milhões de meticais. Após os reembolsos efectuados, o saldo líquido arrecadado situou-se em 22,9 mil milhões de meticais. Nas cobranças de operações internas, por sua vez, o IVA atingiu 11.651,9 milhões de meticais, equivalente a uma execução de 24,9% da meta estabelecida e representando um crescimento nominal de 35,1% em comparação com igual período de 2025. Apesar da evolução registada nos reembolsos, o sector privado continua a con-
siderar o processo moroso e um dos principais entraves à actividade empresarial. Empresários apontam o reduzido número de pedidos aprovados como um dos maiores desafios enfrentados pelas empresas. Segundo dados da Confederação das As-
sociações Económicas de Moçambique (CTA), em 2022 foram submetidos 904 pedidos de reembolso, avaliados em cerca de 25,6 mil milhões de meticais. No entanto, apenas 96 processos receberam autorização para pagamento.
IV EDIÇÃO DA CONFERÊNCIA MULHERES NA ECONOMIA: MINISTRA DO TRABALHO DEFENDE MAIOR PODER ECONÓMICO PARA AS MULHERES
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ealizou-se esta quarta-feira (05), no Montebelo Indy Maputo Congress Hotel, a quarta edição da Conferência Mulheres na Economia, organizada pela Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), sob o lema Formação, Liderança e Conteúdo Local: Potenciar as Mulheres para Aceder, Competir e Liderar nos Sectores Estratégicos da Economia. A sessão de abertura foi presidida pela Ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, que questionou a profundidade do papel feminino no mercado afirmando que a questão central é saber se as mulheres participam apenas onde se trabalha ou também onde se decide? Nos pequenos negócios ou também nos grandes contratos? Na formação ou também no emprego qualificado e na liderança?, questionou a ministra, acrescentando que: estar presente na economia não significa, por si só, ter poder económico.
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A ministra destacou ainda o papel do Governo através do Fundo de Empoderamento Económico da Mulher, iniciativa que visa ampliar o acesso feminino à formação, financiamento e protecção social, com foco na economia informal.
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Por sua vez, Graça Machel, Presidente do Conselho de Administração da FDC os pilares estratégicos do evento: "nós decidimos focalizar esta quarta edição em três aspectos. Primeiro, a formação, formação, formação.
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A banca muda, os seguros rein- ros chega com análises e proventam-se, a economia acelera. tagonistas que estão a definir o A 38.ª edição da Banca & Segu- futuro do secto, porque quem
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lidera amanhã precisa de se informar hoje.
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