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BOLETIM BANCA & SEGUROS 05.05.2026

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Boletim Diário

MOZAMBIQUE LNG ATINGE 42% DE EXECUÇÃO COM ARRANQUE PREVISTO PARA 2029

Oprojecto Mozambique LNG, liderado pela multinacional TotalEnergies, atingiu a marca de 42% de execução e conta actualmente com mais de 6.000 trabalhadores no terreno.

Esta informação foi avançada pelo CEO da empresa, Patrick Pouyanné, durante a apresentação dos resultados do primeiro trimestre de 2026, onde se confirmou que o início da produção de gás natural liquefeito está previsto para 2029.

Durante a sua intervenção, Patrick Pouyanné sublinhou a relevância do regresso aos trabalhos no norte de Moçambique. O responsável afirmou que “Mais do que nunca, a decisão de reiniciar a construção do Mozambique LNG pode ser plenamente apreciada, porque representa uma forma de diversificação que será benéfica para o nosso portefólio até 2029”, disse citado pelo O Económico. Apesar da crescente concorrência de

fontes alternativas, como o carvão e as energias renováveis, o projecto continua a ser visto como uma solução de transição essencial para garantir a segurança energética global.

Com um investimento estimado em cer-

ca de 20 mil milhões de dólares, o Mozambique LNG posiciona-se como um dos maiores projectos energéticos em África, garantindo flexibilidade ao sistema internacional de fornecimento de gás natural liquefeito.

FALTA DE DIVISAS CAUSA QUEDA EM 26% DOS LUCROS DO STANDARD BANK MOÇAMBIQUE EM 2025

OStandard Bank Moçambique, uma das maiores instituições financeiras do país, encerrou o exercício de 2025 com um lucro líquido de 4,5 mil milhões de meticais (cerca de 69,8 milhões de dólares).

O valor representa uma queda de 26% face aos 6,1 mil milhões de meticais registados em 2024, consolidando uma tendência de descida pelo terceiro ano consecutivo.

De acordo com o relatório e contas da instituição, citado pelo "DE", o banco aponta como principais causas, a escassez de moeda estrangeira que dificultou a importação de bens e travou a expansão do sector privado, o elevado risco associado ao Estado que pesou sobre os resultados, a redução de 325 pontos base na taxa MIMO (que fechou o ano em 9,5%) pelo Banco de Moçambique (BdM) que impactou as margens financeiras e pela contração do crédito.

Apesar da quebra nos lucros, a adminis

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COMUNICAMOS

tração propôs a distribuição de 60% do resultado líquido em dividendos, o que equivale a 2,7 mil milhões de meticais para os acionistas.

O Retorno sobre o Capital Próprio (ROE), um indicador chave de rentabilidade, situou-se nos 17,7%, acompanhando a tendência de queda do lucro.

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

AR APROVA REVISÃO DA LEI DO SECTOR EMPRESARIAL PARA REFORÇAR GESTÃO DE RECURSOS NATURAIS

AAssembleia da República (AR) aprovou esta segunda-feira (4), por consenso, a revisão pontual da Lei do Sector Empresarial do Estado (Lei nº 3/2018, de 19 de Junho). A norma reforça a intervenção directa do Estado na gestão dos recursos naturais e consolida a defesa do interesse nacional.

Trata-se de uma alteração que visa evitar que recursos estratégicos sejam geridos sob lógicas empresariais inadequadas, que possam comprometer o interesse colectivo ou abrir espaço a formas indirectas de privatização.

O ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, explicou na ocasião que a nova abordagem distingue claramente dois universos, as empresas públicas de carácter empresarial comum, que continuam sujeitas ao regime geral, e as entidades que operam em áreas do domínio público, como mi-

neração, energia, hidrocarbonetos e infra-estruturas estratégicas, que passam a obedecer a regras de direito público. Segundo o ministro, a referida lei foi concebida para disciplinar a actividade

empresarial do Estado em moldes próximos do direito privado, privilegiando lógicas de eficiência económica, governação corporativa e autonomia da gestão. (Notícias).

SINTIME NEGOCIA REABERTURA DA MOZAL PARA PROTEGER MAIS DE 5 MIL POSTOS DE TRABALHO

OSindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica, Metalomecânica e Energia de Moçambique (SINTIME) confirmou que está a levar a cabo negociações com a fundição de alumínio Mozal, com o objectivo de retomar as operações após o encerramento das actividades registado a 15 de Março. A suspensão da fundição impactou directamente mais de 5 mil trabalhadores. Durante as celebrações do 1 de Maio em Maputo, o secretário-geral da SINTIME, Américo Macamo, sublinhou que o diálogo pela reabertura está em curso. “Estamos a lutar para que seja reaberta a empresa, estamos em conversações também com tantas outras entidades no sentido de criar condições de se albergar estes companheiros.

As negociações estão a andar, ainda que não seja naquele passo desejável, mas estão à andar”, afirmou o sindicalista, citado pela Rádio França Internacional (RFI). De acordo com Américo Macamo, o foco

estende-se também às 19 ou 20 unidades de produção que prestavam serviços directos à Mozal, visando garantir que estas empresas possam compensar devidamente os seus colaboradores. Embora não tenham sido avançados prazos concretos para a retoma, a prioridade máxima do sindicato continua a

ser a salvaguarda do emprego e a sustentabilidade das famílias afectadas.

A interrupção das actividades da Mozal, após 25 anos de funcionamento foi fundamentada na falta de energia em quantidade suficiente e na impossibilidade de suportar os actuais custos operacionais para manter a produção activa.

INGD FORTALECE PARCERIAS COM MALAWI E EMIRADOS ÁRABES UNIDOS PARA GESTÃO

Num encontro para reforçar a cooperação institucional entre Moçambique, o Malawi e os Emirados Árabes Unidos, a Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, reuniu-se esta segunda-feira (4), em Maputo, respectivamente com a Alta-Comissária Laurinda Banze e Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário Ruduan Adamo, naqueles países.

Meque com os dois recém-nomeados diplomatas moçambicanos discutiram sobre a gestão do risco de desastres, assistência humanitária e partilha de experiências técnicas. Na ocasião a Presidente do INGD apontou os desafios que as comunidades moçambicanas enfrentam nas zonas fronteiriças, afectadas por fenómenos climáticos extremos como é o caso de Malawi.

"Esta realidade exige respostas céleres e uma coordenação mais eficaz com o

Malawi e parceiros internacionais, defendendo a partilha de experiências como elemento-chave para o reforço da capacidade de resposta”, disse a di-

rigente, reiterando o compromisso da instituição de fortalecer a resiliência comunitária, através da cooperação e solidariedade nacional e internacional.

INSS EM MAPUTO FORMA DIFERENTES PROFISSIONAIS DE CONFEITARIA PARA REFORÇAR PROTECÇÃO SOCIAL

Um total de 124 profissionais das áreas de confeitaria, pastelaria e produção de alimentos, foram formados, há dias, pela delegação do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) em Maputo, sobre matérias inerentes a divulgação do Regulamento da Segurança Social Obrigatória (RSSO). O evento visou esclarecer os processos de inscrição e os benefícios do sistema para o sector informal.

Durante a formação, os profissionais foram informados sobre o funcionamento do regime de Trabalhadores Por Conta Própria (TCP). O foco incidiu sobre os direitos fundamentais garantidos pelo sistema, que assegura proteção em situações doença e maternidade, invalidez e velhice e subsídios de morte.

Para a delegada do INSS na Cidade de Maputo, Hortência Banze, a inscrição é mais do que um dever.

"A segurança social constitui uma garantia para o futuro dos trabalhadores

e dos seus dependentes, face a eventuais riscos que possam comprometer a sua capacidade laboral", sublinhou.

A estratégia de aproximar o INSS de diferentes grupos socioeconómicos tem mostrado resultados sólidos.

Segundo dados da delegação, até ao final de 2025, a Cidade de Maputo registou um total de 16.768 trabalhadores por conta própria inscritos em diversos distritos municipais, refletindo um esforço contínuo de inclusão na rede de protecção social do país.

A edição 36 da Banca & Seguros mergulha no coração das transformações que estão a redesenhar o sistema financeiro, da ascensão das fintechs à nova arquitetura digital do dinheiro, revelando riscos, oportunidades e os interesses em disputa. Com uma abordagem crítica e aprofundada, esta edição desafia o leitor a repensar o papel da banca, da regulação e do consumidor num mercado em mutação acelerada. Entre análises exclusivas, entrevistas e dados reveladores, traça-se um retrato rigoroso de um sector em ponto de viragem. Uma publicação de referência, agora sob gestão editorial do grupo MBC, que afirma o seu compromisso com informação de qualidade e impacto.

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