Boletim Diário
ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

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FUNDO SOBERANO DE MOÇAMBIQUE CRESCE 6,5% NOS PRIMEIROS TRÊS MESES SOB GESTÃO DO BdM
OFundo Soberano de Moçambique (FSM) aumentou 6,5% nos primeiros três meses sob gestão do banco de moçambique (BdM), atingindo quase 100,8 milhões de euros (cerca de 75 mil milhões de meticais), de acordo com dados avançados pela Lusa.
O crescimento resulta das primeiras receitas provenientes da exploração de gás natural destinadas à capitalização do fundo. No mesmo período, o valor de mercado do fundo atingiu 100,9 milhões de euros.
O Parlamento moçambicano aprovou a criação do FSM a 15 de Dezembro de 2023, estabelecendo que o mesmo será alimentado com 40% das receitas anuais provenientes da exploração de gás natural, que na década de 2040 poderão atingir 5,1 milhões de euros por ano. A 10 de Dezembro de 2025, o governo entregou ao BdM – enquanto gestor do fundo – os primeiros 94,8 milhões de euros provenientes da exploração de gás, montante que foi destinado

ao arranque das operações do FSM e à sua capitalização inicial.
Posteriormente, a 6 de Janeiro deste ano, foi realizada uma nova injecçãode capital no fundo, desta vez no valor de 5,3 milhões de euros, reforçando os recursos disponíveis para investimento.
O BdM explicou que a criação do fundo foi “motivada pela necessidade imperativa de garantir que as receitas geradas pela exploração de petróleo e gás impulsionem o desenvolvimento social e económico do País”.
ÍNDICE PMI DO STANDARD BANK REPORTA CRESCIMENTO DA ACTIVIDADE EMPRESARIAL, CONTRA A QUEDA DA CONFIANÇA PARA MÍNIMO DE NOVE ANOS
Oíndice PMI (Purchasing Managers Index), publicado esta quarta-feira, 4 Março pelo Standard Bank indica que a actividade empresarial expandiu para 50,2 pontos em Fevereiro depois de ter estado no valor neutro de 50,0 pontos em Janeiro, representando a primeira melhoria do sector privado moçambicano neste ano.
Embora tenha saído dos pontos neutros e a demonstrar expansão, o PMI revela sinais de desaceleração económica, com as novas encomendas, o emprego e as aquisições a crescerem menos e o optimismo das empresas a diminuir: "...as pressões inflacionárias abrandaram em Fevereiro, o que moderou a taxa de crescimento dos preços de venda. Em contrapartida, as empresas mostraram-se menos optimistas em relação à actividade futura, com a confiança a descer para o valor mais baixo desde Novembro de 2016", lê-se nos dados do inquérito PMI® mais recentes.
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Fáusio Mussá, economista-chefe do Standard Bank, apontou que o “PMI mostra uma desaceleração no ritmo de recuperação do crescimento económico, com alguns dos sub índices mais baixos em
Fevereiro do que em Janeiro. segundo o economista, isto sugere que as condições climáticas adversas que se observam desde o início do ano continuam a impactar negativamente o sector privado".







OXFORD ECONOMICS COLOCA MOÇAMBIQUE COMO PAÍS MAIS ARRISCADO DE ÁFRICA
ORelatório sobre o Risco dos Países Africanos da consultora britânica Oxford Economics classifica Moçambique como o país com maior nível de risco em África actualmente.
Moçambique surge com mais de 75 pontos, a pontuação mais elevada entre as 25 nações analisadas, ultrapassando países vizinhos como Malawi e Zimbabwe que também integram a lista, ocupando a segunda e terceira posições, respectivamente.
A consultora prevê ainda uma desvalorização do metical em cerca de 25% até ao final do ano: “uma desvalorização parece inevitável para o metical; um peso da dívida insustentável significa que o Governo vai ter de ceder às exigências do Fundo Monetário Internacional, sendo a reforma da taxa de câmbio muito provavelmente uma das condições para um pacote de ajuda, pelo que antevemos que o metical perca um quinto do seu valor antes da

segunda metade do ano”, escrevem os analistas da Oxford.
A consultora avançou que a economia moçambicana foi muito abalada nos últimos meses, mencionando “as piores inundações das últimas décadas, o encerramento planeado da fundição
Mozal e os trabalhos de manutenção na Coral South FLNG”. referiu ainda que, “apesar de a violência pós-eleitoral ser uma coisa do passado, os factores que levaram à instabilidade permanecem e precisam de ser abordados de forma substantiva para evitar uma nova ocorrência”.
GRUPO NEDBANK ALCANÇA RESULTADO LÍQUIDO DE 930 MILHÕES DE DÓLARES EM 2025, UM CRESCIMENTO DE 2% FACE AO ANO ANTERIOR
OGrupo Nedbank alcançou resultado líquido de 930 milhões de dólares (cerca de 60 mil milhões de meticais) no exercício financeiro de 2025, um crescimento estimado em 2% face ao ano anterior. De acordo com o relatório de contas do banco, o crescimento foi sustentado por uma melhoria na provisão para imparidades, crescimento modesto das receitas, uma queda nos resultados associados após a venda da participação no Ecobank Transnational Incorporated (ETI) e por um aumento das despesas, que incluiu um custo não recorrente que advém do acordo com a Transnet.
A gestão da carteira de crédito também registou uma evolução positiva, embora moderada, num mercado caracterizado por crescimento económico limitado e maior selectividade no financiamento.
O CEO do Nedbank, Jason Quinn, destacou que 2025 foi um ano transformacional para o Banco, marcado por decisões estratégicas audaciosas.



“As iniciativas bem executadas incluíram a reestruturação das unidades de negócio de Banca de Retalho e Business Banking (RBB, Retail and Business Banking) e de Gestão de Património
(Nedbank Wealth), a venda da participação do Grupo no ETI, a aquisição da fintech inovadora iKhoka e, mais recentemente, uma oferta para adquirir 66% do capital do Grupo NCBA.”







INGD AVALIA NÍVEL DE PREPARAÇÃO PARA ÉPOCA CHUVOSA EM NHAMATANDA
No âmbito da monitoria à época chuvosa e ciclónica 2025-2026, o Vice-Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Belém Monteiro realizou, a 3 de Março de 2026, uma visita de trabalho ao Distrito de Nhamatanda, na província de Sofala. Durante a deslocação, reuniu-se com o representante do Administrador Distrital e orientou o COE para avaliar a situação local. O relatório apresentado revelou que as chuvas intensas e a subida dos rios afetaram cerca de 11.424 famílias (54.031 pessoas) e causaram 6 óbitos, entre Dezembro de 2025 e Janeiro de 2026. Foram ainda registadas inundações em mais de 5 mil hectares agrícolas e danos em duas escolas, comprometendo nove salas de aula. No período crítico, foram abertos 11 centros de acomodação que acolheram 7.966 pessoas, actualmente já encerrados. Persistem necessidades de lonas, tendas, plástico, kits de construção, combustível e sementes, apesar da

assistência alimentar e da distribuição de sementes a cerca de 2.000 famílias.
O Vice-Presidente do INGD reconheceu o trabalho dos Comités Locais de Gestão de Risco de Desastres (CLGRD) na
evacuação preventiva das populações em risco, e garantiu reforço em lonas, kits de prontidão e a mobilização de um barco para fortalecer a resposta a futuras emergências.
INSS LANÇA AUSCULTAÇÃO PÚBLICA SOBRE REVISÃO DO REGULAMENTO DA SEGURANÇA SOCIAL
Arrancou a 4 de Março, na cidade de Nampula, o processo nacional de auscultação pública, no âmbito da revisão do Regulamento da Segurança Social Obrigatória, aprovado pelo Decreto n˚ 51/2017, de 9 de Outubro e, revisto e republicado pelo Decreto n˚56/2024, de 30 de Julho.
A iniciativa, lançada pelo director-geral do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), Joaquim Moisés Siúta, irá decorrer até ao dia 27 do mês em curso, abrangendo todas as províncias do país, visando colher a sensibilidade social sobre o actual quadro regulamentar em matérias ligadas à segurança social obrigatória e recolher contribuições representativas da sociedade moçambicana, assim como projectar o sistema para os próximos 50 anos.
A revisão da legislação da segurança social, ainda de acordo com Joaquim Siúta, não deve ser apenas um exercício técnico ou institucional. Deve ser, acima de tudo, um processo colectivo, construído com base no diálogo social e no consenso nacional, reflectindo as aspirações legítimas da sociedade.



A consulta pública será complementada pelos estudos em curso no INSS, com destaque para a avaliação actuarial do sistema.
A segurança social deve, prosseguiu o
director-geral, continuar a ser um instrumento de solidariedade inter-geracional e de coesão social. “Este processo pertence a toda a sociedade e o seu sucesso dependerá do contributo colectivo que formos capazes de mobilizar” , afirmou.



MBC e Revista Banca & Seguros - União de Sinergias
A 34 edição da revista Banca & Seguros já está disponível. Nesta edição anunciamos que a revista passa a fazer parte da MBC, como forma de englobar mais


informação actualizada, e acessível ao nosso público.
Uma leitura essencial para compreender as temáticas do sector financeiro, os riscos emergentes e as oportunidades que se abrem no mundo dos negócios e corporizam a economia no geral. Aos nossos leitores e parceiros, fica o convite para mais uma edição que diferencia das anteriores pela nossa identidade corporativa, análise, visão e conteúdo estratégico.












