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BOLETIM BANCA & SEGUROS 04.09.2026

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Boletim Diário ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

Sexta - feira, 04 de Setembro de 2026, Ano 06, n0 973 Contacto: +258 871 850 850

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

"61.ª EDIÇÃO DA FACIM" BANCA APONTA ACESSO AO CRÉDITO E FINANCIAMENTO DE LONGO PRAZO COMO DESAFIOS A INDUSTRIALIZAÇÃO NO PAÍS

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banca defende que a expansão do sector industrial exige soluções financeiras ajustadas à dimensão, maturidade e capacidade de cada empresa, sobretudo para projectos que necessitam de investimentos avultados e períodos mais longos para recuperar o capital. Entretanto, apontam o acesso ao crédito, as elevadas taxas de juro e a limitada disponibilidade de financiamento de médio e longo prazo continuam entre os principais desafios para o desenvolvimento da indústria em Moçambique. A preocupação foi levantada esta quarta-feira (3) por representantes do Banco Nacional de Investimento (BNI), Banco Comercial de Moçambique (BCI) e Millennium BIM, durante o seminário MOZINDUS, num painel que discutiu as perspectivas e oportunidades de industrialização em Moçambique, que juntou a banca e outros intervenientes do sector

da indústria nacional e internacional, na Feira Internacional de Maputo (FACIM). O representante do BNI, Gabriel Nhampossa, considerou o acesso ao crédito um

dos maiores constrangimentos enfrentados pelo sector industrial, defendendo a criação de mecanismos de financiamento diferenciados para empresas em diferentes estágios de desenvolvimento.

"61.ª EDIÇÃO DA FACIM" DIGITALIZAÇÃO DESAFIA SEGURADORAS A ADAPTAR SERVIÇOS ÀS NOVAS NECESSIDADES DOS CONSUMIDORES

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líder de Soluções de Pagamentos Emergentes e Estratégia Digital do Standard Bank Moçambique, Leovigildo Reis, considera que exige que as instituições de seguros repensem as suas estratégias, a questão da crescente procura por serviços digitais, aliada aos factores macroeconómicos que influenciam o comportamento dos consumidores e à necessidade de soluções mais flexíveis e ajustadas à capacidade financeira dos cidadãos. Segundo Reis, o sector deve apostar na digitalização e reestruturação dos processos, de modo a responder a uma procura cada vez maior por serviços mais acessíveis, flexíveis e adaptados às novas necessidades dos consumidores. Entretanto, Reis, que falava esta quinta-

-feira (3) na FACIM, Marracuene, durante um seminário promovido pela Emeritus Resseguros em parceria com a Associação Moçambicana de Seguradoras (AMS), sob o lema “Transformação Digital no Sector

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Segurador”, destacou diferentes constrangimentos no sector com destaque para o baixo rendimento dos cidadãos, falta informação e produtos de seguros incompatíveis com a realidade dos consumidores.


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03 CRÉDITO AOS SECTORES AGRÁRIO E PESQUEIRO REDUZ 29% EM QUATRO ANOS

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crédito destinado aos sectores agrário e pesqueiro em Moçambique caiu de 6,74 mil milhões de meticais em 2021 para 4,77 mil milhões em 2025, uma redução de cerca de 29%. A redução ocorreu apesar de o crédito total à economia ter aumentado no período, passando de 246,8 mil milhões de meticais em 2021 para 248 mil milhões em 2025. Segundo dados do Banco de Moçambique (BdM) compilados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), na agricultura, o financiamento caiu de 4,84 mil milhões de meticais em 2021 para 3,23 mil milhões em 2025. Em 2024, o crédito à agricultura havia atingido 3,05 mil milhões de meticais. A tendência é ainda mais evidente no crédito destinado ao investimento, com o financiamento de investimento para o sector agrário a cair de 3,72 mil milhões de meticais em 2021 para 2,42 mil milhões em 2025, uma redução de aproximadamente 35%.

Na agricultura, o crédito de investimento passou de 2,48 mil milhões de meticais em 2021 para 1,66 mil milhões em 2025. O financiamento ao sector das pescas para investimento também caiu de 894 milhões para 269

milhões de meticais no mesmo período. A redução do financiamento ocorre num sector que o próprio INE descreve como fonte de emprego e rendimento para a maioria da população moçambicana, sobretudo nas zonas rurais.

COBRANÇA DE IMPOSTOS EM MOÇAMBIQUE CRESCE 11,9% NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2026

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cobrança de impostos em Moçambique aumentou 11,9% no primeiro semestre de 2026, atingindo 167,5 mil milhões de meticais, impulsionada pelo dinamismo do Imposto sobre o Valor Acrescentado e dos impostos sobre bens e serviços. De acordo com o relatório de execução orçamental do Ministério das Finanças, citado pela Lusa, a receita total do Estado situou-se em 183,3 mil milhões de meticais, o que representa um crescimento homólogo de 6,7% face ao período homólogo de 2025. O documento sublinha que o desempenho fiscal foi liderado pelo IVA líquido, que subiu 40,3% para cerca de 50 mil milhões de meticais. O relatório destaca que o IVA nas operações internas atingiu o montante de 31,2 mil milhões de meticais, correspondente a uma realização de 66,5% e a um crescimento nominal de 78,8%, relativamente a igual período do ano 2025. “O IVA nas operações internas atingiu o montante de 31,2 mil milhões de me-

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ticais, correspondente a uma realização de 66,5% e a um crescimento nominal de 78,8%, relativamente a igual período do ano 2025”, refere o documento. Em sentido contrário, os impostos sobre

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o rendimento registaram uma quebra homóloga de 5,2%, recuando para 76,3 mil milhões de meticais, penalizados pela diminuição das receitas do IRPC cobrado às empresas.


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05 PARCEIROS SOCIAIS E INSS EM TETE AVALIAM SISTEMA DE SEGURANÇA SOCIAL

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s parceiros sociais na província de Tete, representados através do Conselho Empresarial Provincial (CEP), a Organização dos Trabalhadores de Moçambique – Central Sindical (OTM-CS) e a Confederação dos Sindicatos Independentes e Livres de Moçambique (CONSILMO), passaram em revista, na última terça-feira (1), o desempenho e as actividades realizadas pela delegação provincial do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), bem como o funcionamento do sistema de segurança social obrigatório. Na ocasião, Paulo dos Santos, delegado provincial do INSS em Tete, sublinhou que que o sistema de segurança social pertence aos empregadores e aos trabalhadores, reforçando a necessidade da partilha de informações aos parceiros, no quadro da prestação de contas. Por seu turno, os empregadores e os trabalhadores, representados através das três agremiações acima referidas, foram unânimes em reconhecer o esforço do INSS na prossecução das políticas do governo visando a cobertura de riscos sociais, ao mesmo tempo que não es-

conderam a sua satisfação em relação ao desempenho da delegação provincial em todos os indicadores, embora persistam desafios específicos, como os casos, do processo de inscrição de contribuintes (empresas e entidades patronais) e o de elevação do número de trabalhadores por conta própria (TCP) activos.

Importa referir que a delegação provincial do INSS em Tete inscreveu 440 dos 520 contribuintes previstos, durante o I Semestre de 2026, bem como 4.614 dos 4.324 beneficiários e 499 dos 420 TCP previstos, uma realização na ordem dos 84,6%; 106,7% e 118,8%, respectivamente.

MOÇAMBIQUE E GÂMBIA REFORÇAM COOPERAÇÃO EM SEGUROS SOBERANOS CONTRA DESASTRES

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oçambique e Gâmbia concluíram, em Maputo, um intercâmbio de dois dias sobre a contratação de seguros soberanos da Agência Africana de Seguros contra Desastres (ARC), com foco na partilha de experiências e no fortalecimento do financiamento do risco de desastres. A iniciativa permitiu às duas delegações analisar experiências práticas de contratação e gestão de apólices soberanas, bem como soluções para reforçar a resiliência climática e a capacidade de resposta aos eventos extremos. Olga Morar, Directora Adjunta da Divisão para o Desenvolvimento das Zonas Áridas e Semiáridas (DARIDAS) do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), afirmou que, o país está a passar de uma abordagem reactiva para uma estratégia baseada

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na antecipação e protecção financeira. “A gestão de desastres está a evoluir de uma abordagem essencialmente reactiva para uma estratégia proactiva, assen-

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te na antecipação, mitigação e protecção financeira”, destacou, apontando os seguros soberanos da ARC como um dos pilares desta transformação.


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A 39.ª edição da B&S mergulha no universo do resseguro, uma engrenagem pouco visível, mas decisiva para a estabilidade do mercado segurador e para

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a capacidade do País de proteger investimentos de grande dimensão. À medida que crescem os projectos de gás, mineração, energia e infra-estruturas, cres-

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ce também a dimensão dos riscos. E uma pergunta torna-se inevitável: quanto desses riscos Moçambique consegue realmente reter?


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