Boletim Diário
ECONOMIA
- feira, 04 de Junho de 2026, Ano 06, n0 913 Contacto: +258 871 850 850

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MEDIPLUS REGISTA PREJUÍZO DE 154,9 MILHÕES DE METICAIS EM 2025
AMediplus Companhia de Seguros, que opera exclusivamente no ramo de seguro de doença, encerrou o exercício económico de 2025 com um resultado líquido negativo de 154,9 milhões de meticais, num período marcado pelo aumento dos custos operacionais e pelo incumprimento das metas financeiras traçadas pela instituição.
De acordo com o relatório e contas da seguradora, citado pelo "Notícias", os prémios brutos emitidos registaram um crescimento de 42%, enquanto os custos e gastos de exploração líquidos aumentaram 35%, factores que contribuíram para o resultado negativo. Face a este desempenho, o Conselho de Administração propôs que o prejuízo do exercício seja transferido para a conta de lucros ou prejuízos acumulados.
Na mensagem que acompanha o documento, o presidente do Conselho de Administração, Artur Palermo, reconhece

que a empresa não alcançou os objectivos financeiros definidos para o período, apesar de ter registado um crescimento de 29% nas receitas, medido pelos prémios adquiridos líquidos de resseguro. Segundo Palermo, o ano de 2025 foi marcado por desafios operacionais, mas
também pela consolidação do negócio e pela captação de novos clientes. O gestor considera que o período permitiu reforçar a estratégia delineada no final de 2024 e criar condições para uma maior contribuição das diferentes áreas de negócio para o crescimento da actividade.
INCLUSÃO FINANCEIRA EM MOÇAMBIQUE CRESCE 42% IMPULSIONADA PELOS SERVIÇOS
DIGITAIS
Ainclusão financeira em Moçambique registou avanços significativos em 2025, impulsionada sobretudo pela expansão dos serviços financeiros digitais e pelo aumento expressivo da cobertura dos agentes das Instituições de Moeda Electrónica (IME), que passou de 3.940 para 5.587 agentes por cada 10 mil km2, representando um crescimento de cerca de 42% em relação a 2024. Os dados constam do Relatório Anual do Banco de Moçambique (BdM) pulicado recentemente.
O mesmo refere que em contrapartida, o número de agentes bancários registou uma redução acentuada de 69%, fixando-se em quatro agentes por cada 10 mil quilómetro quadrado (km2), mas mantiveram níveis de cobertura relativamente estáveis, passando de 9,2 para 9 por igual espaço físico.

O número de terminais de pagamento automático (POS) também registou uma redução de 9%.
Nos indicadores de acesso demográfico, o BdM destaca igualmente a expansão da rede de agentes das IME, cuja cobertura aumentou 37% passando de 1.686 para
2.306 agentes por cada 100 mil adultos. Por outro lado, a cobertura dos agentes bancários diminuiu de 5,5 para 2,0 por cada 100 mil adultos.
Enquanto os indicadores relativos às agências bancárias e aos ATM permaneceram inalterados.

Assessoria








FMI PREVÊ DETERIORAÇÃO DAS CONTAS EXTERNAS EM 2026 DEVIDO AO AUMENTO DAS IMPORTAÇÕES DOS MEGAPROJECTOS
OFundo Monetário Internacional (FMI) prevê que Moçambique registe uma deterioração das suas contas externas em 2026, contrariando a tendência de melhoria esperada para a maioria dos países da África Subsaariana.
A evolução negativa é atribuída ao aumento das importações associadas aos megaprojectos em curso no país.
A projecção foi apresentada esta quarta-feira (3), em Maputo, durante a divulgação do relatório Perspectivas Económicas Regionais para a África Subsaariana (REO) e de uma mesa-redonda subordinada ao tema “Impacto do Choque nos Preços dos Combustíveis em Moçambique”.
Segundo a representante residente do FMI em Moçambique, Olamide Harrison, embora se espere uma melhoria geral dos saldos da conta corrente na região, o caso Moçambique apresenta características particulares que justificam uma trajectória distinta.

“Prevê-se uma variação negativa no caso de Moçambique, mas devido a uma estrutura diferente da economia, com um aumento da importação, como os megaprojectos aqui”, afirmou.
Défice mediano da conta corrente na África Subsaariana deverá reduzir-se
em 0,3 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB), situando-se em 3,5% do PIB em 2026.
Esta melhoria será impulsionada principalmente pelos países exportadores de petróleo e por economias ricas em recursos naturais.
FDH BANK MOÇAMBIQUE REFORÇA CAPITAL COM INJECÇÃO DE 1,2 MIL MILHÃO DE METICAIS
Os accionistas do FDH Bank Moçambique, ex Ecobank Moçambique, reforçaram a base de capital da instituição com uma injecção de 1,2 mil milhão de meticais, medida que permitiu assegurar o cumprimento dos requisitos mínimos regulamentares de capital exigidos pelo Banco de Moçambique (BdM).
A recapitalização ocorreu no âmbito do processo de integração da instituição no Grupo FDH, após a conclusão da aquisição do então Ecobank Moçambique pelo FDH Bank.
De acordo com o Relatório de Disciplina de Mercado referente ao exercício económico de 2025, recentemente divulgado pelo banco, o reforço foi efectuado em duas tranches, sendo a primeira realizada em Dezembro de 2025 e a segunda em Janeiro deste ano.
“No âmbito do processo de integração e fortalecimento da capacidade financeira do banco, o novo accionista procedeu à recapitalização da instituição,

permitindo o reforço da sua base de capital e assegurando o cumprimento dos requisitos mínimos regulamentares de capital estabelecidos pelo Banco de Moçambique”, refere o documento. Além do reforço financeiro, o banco destaca a adopção de uma estrutura de governação corporativa e gestão de risco alinhada com os requisitos regulamentares e com as melhores práti-
cas internacionais do sector bancário.
Segundo a instituição, o modelo de governação de risco tem como objectivo assegurar uma gestão prudente, integrada e eficaz dos riscos inerentes à actividade bancária, contribuindo para a solidez financeira, sustentabilidade do negócio, protecção dos depositantes e preservação da estabilidade operacional e reputacional do banco.





MOÇAMBIQUE REFORÇA QUADRO LEGAL PARA GESTÃO DE RECURSOS ESTRATÉGICOS E PARTICIPAÇÃO NACIONAL NA ECONOMIA
Moçambique passou a contar com um novo conjunto de instrumentos legais destinados a fortalecer a gestão dos recursos estratégicos do país e a aumentar os benefícios económicos para os cidadãos moçambicanos.
Trata-se da Lei de Revisão da Lei do Sector Empresarial do Estado, da Lei de Revisão da Lei de Minas, da Lei de Revisão da Lei de Petróleos e da nova Lei do Conteúdo Local, recentemente promulgadas pelo Presidente da República, Daniel Chapo.
As revisões introduzidas na legislação do Sector Empresarial do Estado, das Minas e dos Petróleos procuram adequar o quadro jurídico aos desafios actuais da economia nacional, reforçando a capacidade do Estado de gerir sectores considerados estratégicos para o desenvolvimento do país.
Os instrumentos visam igualmente assegurar uma maior valorização dos recursos naturais e uma distribuição












