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BOLETIM BANCA & SEGUROS 04.05.2026

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Boletim Diário

- feira, 04 de Maio de 2026, Ano 06, n0

HCB OBTEVE 344 MILHOES DE DÓLARES DE RECEITA E 112 MILHÕES DE RESULTADOS LIQUIDOS

AHidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), empresa do Sector Empresarial do Estado (SSE), alcançou, no ano de 2025, uma receita de 344 milhões de dólares e um resultado líquido de 112 milhões de dólares, e contribuiu com 300 milhões de dólares no cofre do Estado por meio de impostos, taxas e dividendos. No mesmo período, a HCB produziu um total de 10.921 GWh, num contexto marcado por uma das secas mais severas das últimas décadas na Bacia do Zambeze, que condicionou os níveis de armazenamento da albufeira e, na sequência, o plano de produção energético.

A informação consta de um comunicado da empresa, no qual admite que 2025 foi um ano mar cado por desafios operacionais decorrentes da redução contínua do armazenamento de água na Albufeira, que no final da época chuvosa 2024/20 25, se situava em 26,01%. Actualmente, o encaixe da albufeira situa-se em 56%.

Para fazer face a situação, a empresa implementou um programa de restrição e recuperação, que permitiu melhorar os níveis de armazenamento para 27,23% a 31 de Dezembro de 2025, acima dos 21,19% registados no período homologo de 2024, sinalizando uma trajectória de recuperação. Apesar do contexto hidrológico adver-

so, em 2025, a empresa manteve a sua solidez e robustez, demonstradas pelos seus indicadores económico-financeiros, nomeadamente: liquidez geral na ordem dos 20,4; solvabilidade de 41,5 e autonomia financeira de 97,6%. A empresa projecta um aumento de produção superior a 7,29%, em a 2026.

STANDARD BANK ALERTA PARA CRESCIMENTO ECONÓMICO ABAIXO DE 1,1%

EM 2026 E

RECUPERAÇÃO LENTA

As perspectivas económicas do Standard Bank indicam um risco acrescido de a economia nacional crescer abaixo de 1,1% este ano, após uma contracção de 0,5% em 2025, denotando uma recuperação lenta da actividade económica.

Os dados foram anunciados durante a vigésima segunda edição do Economic Briefing, do Standard Bank realizado, recentemente, na cidade de Maputo, uma iniciativa que proporcionar aos seus clientes e à sociedade em geral informações sobre as perspectivas de evolução da economia nacional e internacional.

Dados preliminares disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam um PIB nominal de 1.431,6 biliões de meticais em 2025, ou seja, cerca de 22,4 biliões de dólares norte-americanos, o que, para o economista-chefe do Standard Bank, Fáusio Mussá, representa

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um PIB per capita de apenas 657 dólares. "Estimamos que, após uma recuperação no último trimestre de 2025, o crescimento do PIB se torne negativo neste segundo trimestre de 2026, devido, essencialmente, ao impacto da paralisação da Mozal, da materialização de riscos climáticos desde o início do ano, de pressões fiscais recorrentes, de desequilíbrios entre a oferta e a procura de moeda externa, bem como de episódios de oferta intermitente de combustíveis", sublinhou. COMUNICAMOS

Cobertura de Conferências e

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

PREPARATIVOS DA FACIM 2026

MOÇAMBIQUE APOSTA NA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL E ENERGÉTICA PARA IMPULSIONAR EXPORTAÇÕES

AAgência de Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX) apresentou esta segunda-feira (4) as actividades e perspectivas para a 61ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM 2026), que vai decorrer de 30 de Agosto e 6 Setembro, sob o lema “Transformação Digital e Energética: Rumo a uma Economia Sustentável”.

O evento promete consolidar-se como a maior montra de negócios da região, focando na internacionalização de Pequenas e Médias Empresas (PME) e na retenção de investimentos estratégicos.

A edição de 2026 introduz uma categorização estratégica para os expositores, com destaque para a criação de áreas especializadas, respectivamente, o Pavilhões Premium, dedicados exclusivamente aos pilares do evento — Energia e Transformação Digital; o Pavilhão Platina, destinado às potencialidades das províncias nacionais, com foco especial em Niassa e o seu potencial em créditos de carbono.

Igualmente, o Pavilhão Prata (PME)um espaço exclusivo para as Pequenas e Médias Empresas fomentarem trocas comerciais e o Pavilhão Municipal, uma inovação que reunirá municípios para promover a geminação e o desenvolvimento local.

Alinhada ao lema deste ano, a FACIM 2026 será híbrida. Além dos sete dias de exposição presencial em Marracuene, as empresas terão uma vitrine virtual activa durante 7 dias. O processo de registo já é totalmente online, e a APIEX confirmou que cerca de 60% das inscrições já foram asseguradas.

BCI, MILLENNIUM BIM E STANDARD BANK LIDERAM LISTA DE INSTITUIÇÕES DE IMPOR- TÂNCIA SISTÉMICA PARA 2026

OBanco de Moçambique publicou a lista das instituições de crédito classificadas como de Importância Sistémica Doméstica (D-SIB) para o ano de 2026, cumprindo o estabelecido no Aviso número 10/GBM/2018. Esta classificação identifica os bancos cuja robustez e solidez financeira são vitais para o sistema financeiro e a economia nacional. A avaliação baseia-se numa pontuação média que considera o tamanho da instituição com um peso de 50 por cento, a interligação com 25 por cento e a substituibilidade com os restantes 25 por cento. As instituições que superam os 130 pontos são designadas como D-SIBs, enquanto aquelas que pontuam entre 65 e 130 são classificadas como Quase D-SIBs.

De acordo com os dados de 2026, o BCI lidera o grupo das D-SIBs com 230 pontos, e um capital adicional de 3,0 por

cento. Seguem-se o Millennium BIM, com 184 pontos, e o Standard Bank, com 151 pontos, ambos no escalão um e com exigência de 2,0 por cento de capital adicional.

Na categoria de Quase D-SIBs encontram-se o Absa Bank, com 117 pontos, e o Moza Banco, com 71 pontos, ambos pertencentes ao escalão zero e com um requisito de 1,0 por cento de capital adicional.

BRASIL CONFIRMA PARTICIPAÇÃO DE MAIS DE 40 EMPRESAS NA 61ª EDIÇÃO DA FACIM

OEmbaixador do Brasil em Moçambique, Ademar Seabra, confirmou esta segunda-feira (4) a participação de mais de 40 empresas brasileiras na 61ª edição da Feira Agro-pecuária, Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM-2026), com foco em sectores estratégicos como energias renováveis, agropecuária e transformação digital.

O diplomata anunciou o facto em Maputo, durante uma reunião dos preparativos com o Governo e Sector Privado, no âmbito das relações bilaterais entre Moçambique e Brasil e consolidação de agenda de investimentos, que abrange as áreas de hidrocarbonetos e economia verde.

Ademar Seabra destacou que o Brasil pretende trazer soluções de vanguarda em sustentabilidade para a próxima edição FACIM, que decorrerá sob sob “transformação digital energética rumo à economia sustentável

Estão em fase de discussão projectos em

biocombustíveis (biodiesel e etanol); mercados carbono (gestão e créditos de carbono) e transformação digital.

O Embaixador apelou a um maior aproveitamento das potencialidades da província de Niassa, que se projecta como uma “referência económica para Moçambique nos créditos de carbono”. A ideia é que o conhecimento brasi-

leiro na gestão de biomassa e activos ambientais ajude a província a tirar o máximo proveito desta nova economia.

O Brasil, focado em biomassa e Pequenas e Médias Empresas (PME), trabalhará em conjunto com Portugal (parceiro tradicional) e a África do Sul (potência regional multissetorial) para garantir o êxito do evento.

INGD E OCHA REFORÇAM COOPERAÇÃO PARA ASSISTÊNCIA HUMANITÁRIA

APresidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Celma Meque, recebeu em audiência de trabalho uma delegação do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), com o objectivo de reforçar a capacidade de resposta do INGD face a desastres naturais.

O encontro visou fortalecer a coordenação interinstitucional e definir estratégias conjuntas para uma assistência humanitária mais eficiente às populações afectadas.

Durante a audiência, o Representante da OCHA em Moçambique, Vincent Omuga, manifestou a intenção de apoiar o INGD, de forma coordenada, num projecto de reconstrução pós-eventos extremos, com duração prevista de seis meses no Distrito de Metuge, Província de Cabo Delgado.

A intervenção visa criar condições para

o reassentamento digno e seguro das famílias afectadas pelas intempéries, garantindo habitação, serviços básicos e meios de subsistência.

Em resposta, a Presidente do INGD, Luísa Celma Meque, concordou com a necessidade de trabalho coordenado,

sublinhando que só com alinhamento institucional é possível identificar falhas em projectos anteriores e introduzir melhorias sustentáveis.

A dirigente aproveitou para apelar à ampliação da cobertura humanitária a mais províncias.

A edição 35 da Banca & Seguros mergulha no coração das transformações que estão a redesenhar o sistema financeiro, da ascensão das fintechs à nova arquitetura digital do dinheiro, revelando riscos, oportunidades e os interesses em disputa. Com uma abordagem crítica e aprofundada, esta edição desafia o leitor a repensar o papel da banca, da regulação e do consumidor num mercado em mutação acelerada. Entre análises exclusivas, entrevistas e dados reveladores, traça-se um retrato rigoroso de um sector em ponto de viragem. Uma publicação de referência, agora sob gestão editorial do grupo MBC, que afirma o seu compromisso com informação de qualidade e impacto.

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