Boletim Diário
ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

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GOVERNO CONTRATA CONSULTORA INTERNACIONAL ALVAREZ & MARSAL FRANCE SAS PARA GESTÃO DA DÍVIDA PÚBLICA
Aconsultora internacional Alvarez & Marsal France SAS acaba de ser contratada pelo Governo para prestar serviços de assessoria financeira especializada na área de gestão da dívida pública, de acordo com a nota do Ministério das Finanças, desta quinta-feira, 2 de Abril.
"Esta decisão vem na sequência da actual situação da dívida pública que vem pressionando a despesa pública", refere a nota do Executivo, justificando que face a este cenário crítico, "tomou a decisão de contratar expertise internacional dada a complexidade técnica excepcional dos desafios da divida moçambicana”.
A assessoria financeira visa apoiar a implementação da Estratégia da Dívida Pública 2025-2029, bem como, apoiar "nas negociações com credores bilaterais, multilaterais e comerciais, e identificar oportunidades de reestruturação e re-

perfilamento da carteira de divida com o objectivo de reduzir custos do serviço da divida”, lê-se, ainda.
Sob forte pressão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para implementar reformas fiscais, o Governo espera uma
redução significativa do serviço da dívida através de negociações estratégicas e reestruturações, melhoria do perfil de risco da carteira de dívida através de reperfilamento de maturidades e optimização de termos contratuais, entre outros.
FIM DA ERA MOZAL EXPORTAÇÕES BATEM RECORDE DE 1,3 MIL MILHÕES DE DÓLARES ANTES DE FECHO HISTÓRICO
As exportações de alumínio de Moçambique atingiram o valor recorde de 1,3 mil milhões de dólares em 2025, um aumento expressivo de quase 20% face ao ano anterior. O desempenho histórico, surge como último acto da Mozal, que suspendeu oficialmente a sua produção em Março de 2026, encerrando um ciclo de 25 anos de operação na economia nacional.
De acordo com dados do Banco de Moçambique (BdM)o crescimento foi impulsionado por uma combinação favorável de alta nos preços internacionais que favoreceu a balança comercial e pelo volume de exportação, tendo operado em níveis elevados ao longo de 2025, superando os 1,1 mil milhões de dólares facturados em 2024.
Apesar dos lucros recordes, a australiana South32, principal accionista da Mozal, confirmou que a unidade entrou
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em regime de manutenção e conservação no passado dia 15 de Março.
O Director-executivo da empresa, Graham Kerr, explicou que a incapacidade de garantir energia acessível foi o
factor decisivo. “Não conseguimos garantir um fornecimento de energia suficiente para além de Março de 2026”, afirmou Kerr, referindo-se às negociações infrutíferas com o Governo moçambicano e a sul-africana Eskom.






FMI
GOVERNO ESCLARECE QUE PAGAMENTO ANTECIPADO DA DÍVIDA VISA GARANTIR ESTABILIDADE
OGoverno, através do Ministério das Finanças, confirmou esta quinta-feira (2), o pagamento antecipado de cerca 700 milhões de dólares ao Fundo Monetário Internacional (FMI), ficando totalmente liquidados os saldos pendentes no âmbito do Fundo para a Redução da Pobreza e o Crescimento (PRGT).
A operação, realizada a 27 de Março, zerou o saldo de crédito que o país detinha junto à instituição. O montante reembolsado refere-se a três janelas de financiamento distintas: facilidade de Crédito Rápido (2019); facilidade de Crédito Rápido (2020) e facilidade de Crédito Alargado (2022).
Segundo o Executivo, como estes programas já tinham expirado e não se previam novos desembolsos, a decisão estratégica foi antecipar o pagamento para aliviar a pressão sobre as contas públicas.
Um dos pontos centrais desta decisão

prende-se com a protecção do banco central.
Devido às condições financeiras restritas que Moçambique enfrenta desde o final de 2024, existia o risco de estas dívidas afectarem negativamente o balanço do
BdM que servia de garante às obrigações. “O reembolso antecipado permite preservar o balanço do banco central e, assim, a sua capacidade de consolidar a estabilidade macroeconómica”, justificou o Ministério das Finanças em comunicado.
AUTOGÁS AVALIA PERSPECTIVAS DE EXPANSÃO DO GÁS NATURAL VEICULAR EM MOÇAMBIQUE
Aexistência de poucas infra-estruturas de abastecimento e centros de conversão continua a condicionar a expansão do fornecimento do Gás Natural Veicular em Moçambique (GNV), segundo assumiu o desafio o ministro de Recursos Minerais e Energia, Cristóvão Pale, esta quinta-feira, 2 de Abrial.
O governante, que falava na abertura do Seminário Anual organizado pela empresa Autogás com o objectivo de avaliar o estágio de implementação e as perspectivas do GNV, manifestou expectivas sobre os resultados do encontro, que permitam a avançar com a massificação do uso do gás natural, em particular no sector dos transportes.
O encontro reuniu diversos intervenientes, desde o sector público ao privado e académicos, para a discussão de estratégias de massificação deste recurso, com foco particular no sector automóvel e no progresso registado nas províncias de

Maputo e Gaza, onde até então, existem infra-estruturas mais de dez aos depois da implementação do projecto.
O PCA da Autogás, Octávio Mutemba, tem convicção de que o conflito entre os Estados Unidos da América e o Irão, que pode vir a generalizar a crise dos
combustíveis, possa fazer com que "o Governo a “acelere ou desperte maior interesse em resolver os nós de estrangulamentos que existem neste momento”, afirmou, apontando o gás natural como recurso abundante face ao cenário de incerteza da crise energética.






ONU ALERTA QUE CONFLITO NO ESTREITO DE ORMUZ AMEAÇA SEGURANÇA ALIMENTAR EM MOÇAMBIQUE
AOrganização das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) alertou que Moçambique está entre os países com risco de sofrer aumento dos preços dos alimentos, como consequência do conflito dos EUA e de Israel contra o Irão.
De acordo com a UNCTAD, a provável subida dos preços dos alimentos deve ser provocada pela redução da disponibilidade de fertilizantes, considerando que o país importa-os através do Estreito de Ormuz
“A interrupção do trânsito pelo Estreito de Ormuz poderá agravar o acesso aos fertilizantes para alguns dos países mais pobres”, lê-se no documento da UNCTAD, citado pela AIM. O mesmo acrescenta que: “A escalada do conflito que afecta a região do Estreito de Ormuz reflecte-se cada vez mais nos mercados

de fertilizantes, ligando as perturbações na energia e no transporte marítimo aos mercados agrícolas, ao futuro abastecimento alimentar e ao comércio”.
“Quando os preços do petróleo sobem,
os preços dos alimentos tendem a aumentar em conformidade, e quando os preços do gás sobem, os preços dos fertilizantes costumam subir. Os efeitos já são visíveis.
ESTADOS UNIDOS REFORÇAM ASSISTÊNCIA PARA VÍTIMAS DE CRISES EM MOÇAMBIQUE
OVice-Presidente do Instituto
Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Gabriel Belém Monteiro, testemunhou nesta quinta-feira (02) em Maputo, a entrega de um donativo de assistência humanitária oferecido pela Embaixada dos Estados Unidos da América
O donativo foi entregue pela Encarregada de Negócios, Abigail L. Dressel, que destacou que a ajuda resulta da solidariedade do povo americano.
“Graças à generosidade do povo americano, tenho orgulho de fazer a entrega desta assistência humanitária para salvar vidas. Esta assistência será distribuída, em coordenação com o INGD e as autoridades moçambicanas, para famílias deslocadas por conflitos e inundações", disse Dressel.
Acrescentou ainda que o novo carregamento complementa apoios anteriores, incluindo mais de 1 milhão de dólares em assistência para alimentação, sa-

neamento e protecção social, além de 400 mil dólares adicionais em ajuda alimentar, beneficiando cerca de 35 mil pessoas na província de Gaza.
A diplomata sublinhou igualmente que a chegada de mais de 100 toneladas métricas de bens essenciais “reflecte o entendimento de que o caminho para
a recuperação é longo e que o engajamento contínuo é fundamental”.
Por sua vez, o Vice-Presidente do INGD, Gabriel Belém Monteiro, agradeceu o gesto, afirmando que os Estados Unidos “sempre foram um parceiro estratégico do Governo de Moçambique na assistência humanitária, água e saneamento”.




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