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BOLETIM BANCA & SEGUROS 02.09.2026

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Boletim Diário ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

Quarta - feira, 02 de Setembro de 2026, Ano 06, n0 971 Contacto: +258 871 850 850

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

MAIS DUAS EMPRESAS ENTRAM NO TERCEIRO MERCADO BOLSISTA NESTE MÊS DE SETEMBRO

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ais duas empresas vão entrar no terceiro mercado bolsista ao longo do mês em curso, juntando-se às outras quatro já registadas na Bolsa de Valores de Moçambique (BVM). A informação foi avançada pelo Administrador Alcino Michaque à margem do seminário sobre financiamento à economia, realizado esta terça-feira (2), na 61ª Feira Internacional de Maputo (FACIM), que decorre de 31 de Agosto a 6 de Setembro Ricatla, distrito de Marracuene, província de Maputo. O Administrador da BVM, declinando indicar a data exacta, revelou que as duas empresas actuam na área de prestação de serviços, e o processo de admissão está a ser finalizado. " Ao longo deste mês de Setembro a BVM, como é do seu interesse, vai anunciar logo que terminar a preparação do processo de admissão", adiantou.

empresas do segmento de pequenas e médias empresas (PME) integradas após recentes reestruturações e exclusões regulamentares. Nomeadamente, a Rede Viária de Moçambique (REVIMO), Zaya Group,

Actualmente, a BVM conta com quatro

Trassus e RGS Agro registadas e activas.

Por seu turno, o Director de Estudos e Marketing na BVM, Celso Filmão, que falava como painelista do seminário sobre financiamento à economia, explicou que o terceiro mercado foi criado precisamente para preparar as PME para ascender aos grandes mercados da bolsa.

PRIME RATE MANTÉM-SE NOS 15,5% PARA O MÊS DE SETEMBRO

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Associação Moçambicana de Bancos (AMB) anunciou a manutenção da taxa de juro de referência para o crédito no País em 15,5% para o mês de Setembro. Este é o quinto mês consecutivo que a taxa permanece inalterada, depois de três cortes de 10 pontos base realizados em Janeiro, Março e Abril. A taxa passou de 15,8% para 15,7% em Janeiro, para 15,6% em Março e para 15,5% em Abril. A Prime Rate do Sistema Financeiro Moçambicano é a taxa única de referência para as operações de crédito de taxa de juro variável e resulta da soma do Indexante Único e do Prémio de Custo. Esta taxa aplica-se às operações de crédito contratualizadas (novas, renovações e renegociações) entre as instituições de crédito e sociedades financeiras e os seus clientes, acrescida de uma margem (spread) que será adicionada ou subtraída à Prime Rate, mediante a análise de risco de cada categoria de crédito ou operação em concreto.

É determinada com base na taxa MIMO, definida pelo Banco de Moçambique. No final de Julho, o Banco de Moçambique decidiu manter a taxa MIMO em 9,25%, interrompendo o ciclo de des-

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cidas iniciado em Janeiro de 2024. A decisão foi justificada pela redução da liquidez em moeda nacional no sistema bancário e pelos riscos associados às perspectivas de inflação.


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03 PR DESAFIA NOVO GOVERNADOR DO BANCO DE MOÇAMBIQUE A IMPULSIONAR A ECONOMIA REAL

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Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, desafiou o novo Governador do Banco de Moçambique, Felisberto Dinis Navalha, a romper com uma visão restrita à estabilidade macroeconómica e a colocar a instituição no centro da transformação económica do país. Durante o seu discurso por ocasião da tomada de posse do novo dirigente do Banco Central, o Chefe de Estado sublinhou que a prioridade é conciliar a estabilidade financeira com o crescimento, garantindo que esta sirva de base para o investimento, o aumento da produção e a criação de emprego. O chefe do Estado alertou que a estabilidade não é sustentável numa economia que produz abaixo do seu potencial e mantém uma base de exportações pouco diversificada. Entre as prioridades destacadas estão o aprofundamento do mercado cambial para facilitar o acesso a divisas pelos agentes económicos e a gestão prudente da dívida pública interna,

de modo a evitar a pressão sobre as taxas de juro e a liquidez do sector produtivo. “O desafio não é escolher entre estabilidade e crescimento”, afirmou, defendendo que os benefícios devem ser

sentidos na economia real. "Quem dirige a política monetária, quem dirige a política fiscal e quem dirige a política financeira devem, permanentemente, conversar", acrescentou.

ENH: GÁS NATURAL PODE REDUZIR IMPORTAÇÕES E GERAR NOVA VAGA DE INVESTIMENTO INDUSTRIAL EM MOÇAMBIQUE

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representante da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Tito Nhacomba, argumentou que a crescente disponibilidade de gás natural em Moçambique poderá abrir uma nova frente de investimento privado e reduzir a factura de importações do país, sobretudo nos sectores de energia, combustíveis, indústria química e transformação. A perspectiva foi apresentada esta quarta-feira, 2 de Setembro, durante o fórum MozInduz, realizado no âmbito da 61.ª edição da FACIM, dedicado às perspectivas de desenvolvimento industrial em Moçambique. Na sua intervenção, o responsável destacou as reservas do país que segundo ele, são recursos capazes de alimentar a cadeia de investimentos. “Com reservas superiores a 180 trilhões de pés cúbicos de gás natural, o país dispõe de um recurso com potencial para alimentar uma cadeia de investimentos que vai para além da simples exportação da matéria-prima”, disse

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Um dos exemplos apontados pela ENH é a produção nacional de gás de petróleo liquefeito, GPL, a partir de Pande e Temane. A produção anual de cerca de 30 mil toneladas permite substituir entre 55% e 70% do volume que anteriormente era importado.

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Do ponto de vista financeiro, a substituição de importações representa uma oportunidade para reduzir a saída de divisas e aumentar o valor acrescentado gerado internamente, à medida que se desenvolvem empresas ligadas à produção, armazenamento, distribuição e utilização do gás.


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05 INSS EXPÕE SERVIÇOS DIGITALIZADOS DE SEGURANÇA SOCIAL NA FACIM 2026

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Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) levou à Feira Internacional de Maputo (FACIM), edição de 2026, os diversos serviços de segurança social e as soluções inovadoras de atendimento presencial e digital que a instituição vem introduzindo nos últimos anos. Entre os serviços disponibilizados pelo INSS no local destacam-se a emissão de cartões de beneficiários, a consulta e emissão de extractos, a comunicação da situação contributiva, a inscrição de trabalhadores por conta própria (TCP), a actualização do estágio de processos, bem como esclarecimentos e orientações gerais sobre os serviços prestados pela instituição. Uma das principais novidades do INSS nesta 61ª edição é a sala de Podcast, um espaço de comunicação digital criado para a divulgação dos serviços da instituição através de entrevistas, conversas e conteúdos informativos sobre a segurança social obrigatória em Moçambique. Na sua passagem pelo stand do INSS, a ministra do Trabalho, Género e Acção

Social, Ivete Alane, destacou os avanços operados no quadro do funcionamento do sistema, apontando o contributo da instituição na prevenção e redução da vulnerabilidade social, através do siste-

ma de contribuições para a segurança social, que visa garantir a protecção aos trabalhadores e às suas famílias em situações de falta ou redução da capacidade para o trabalho.

CTGD REFORÇA PREPARAÇÃO MULTISSECTORIAL FACE À OCORRÊNCIA DO EL NIÑO

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Conselho Técnico de Gestão de Desastres (CTGD) realizou, nesta terça-feira, 01 de Setembro, a terceira sessão ordinária, presidida pela Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Celma Meque. A sessão avaliou a evolução das previsões climáticas e a situação do fenómeno El Niño, analisando os possíveis impactos, com destaque para a disponibilidade de água, bem como as medidas de prevenção, preparação e resposta a adoptar pelos diferentes sectores. Na ocasião, Luísa Celma Meque apelou ao reforço da resposta multissectorial e à mobilização de recursos provenientes de diversas fontes, sublinhando a necessidade de uma preparação atempada e coordenada.

responsabilidades de cada sector, com indicação de acções prioritárias, orçamentos e prazos.

“Temos que começar a preparar”, afirmou, defendendo a definição clara das

A Presidente do INGD destacou ainda a importância de reforçar a coordena-

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ção não apenas ao nível do CTGD, mas também nas províncias e distritos, bem como intensificar a divulgação das previsões climáticas apresentadas pelos sectores competentes.


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A 39.ª edição da B&S mergulha no universo do resseguro, uma engrenagem pouco visível, mas decisiva para a estabilidade do mercado segurador e para

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a capacidade do País de proteger investimentos de grande dimensão. À medida que crescem os projectos de gás, mineração, energia e infra-estruturas, cres-

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ce também a dimensão dos riscos. E uma pergunta torna-se inevitável: quanto desses riscos Moçambique consegue realmente reter?


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