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ASUG News 99 - ano 2026

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Novos papéis e mercados para os consultores SAP INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

2026: O ano decisivo para a migração

Nesta edição da ASUG News, decidimos fazer algo diferente.

Ao longo dos anos, nossa capa tradicionalmente destacou temas diretamente ligados ao universo SAP, à tecnologia, à transformação digital e às jornadas corporativas que movem a nossa comunidade. Desta vez, porém, escolhemos contar uma história que, à primeira vista, poderia parecer fora do padrão editorial, mas que, na essência, representa exatamente tudo o que defendemos.

Estampamos na capa o Jaraguá Futsal, um dos clubes mais vitoriosos do país, que reconstruiu sua trajetória a partir de uma gestão profissional e orientada por dados. Um case do esporte? Sim. Mas, acima de tudo, um case de liderança, governança, cultura e estratégia.

O que torna essa história ainda mais simbólica é que à frente desse movimento está Wandair Garcia, ex-CIO e profundo conhecedor do mundo corporativo. Wandair levou para o clube pilares clássicos da alta gestão: estratégia, governança e gestão disciplinada, aplicando conceitos que conhecemos bem: tomada de decisão baseada em informação, alinhamento entre planejamento e execução, uso de tecnologia e construção de uma cultura sustentável de alta performance.

O resultado não aconteceu por acaso. Ele foi construído.

Ao conversar com Wandair e com toda a liderança do Jaraguá, ficou evidente que os desafios do esporte de alto rendimento são surpreendentemente semelhantes aos enfrentados pelas empresas: ambientes de pressão extrema, necessidade de decisões rápidas, equilíbrio entre curto e longo prazo, responsabilidade financeira e, principalmente, gestão de pessoas.

Essa conexão entre estratégia, dados, governança e cultura aparece, de diferentes formas, ao longo desta edição.

No Impact Awards 2025, vimos empresas que transformaram tecnologia em vantagem competitiva concreta. Os jurados acadêmicos reforçam que implementar sistemas é apenas o ponto de partida. O verdadeiro diferencial está no alinhamento estratégico, na inovação com propósito e na capacidade de gerar impacto ..

mensurável. Mais do que tecnologia, o que se premia é maturidade de gestão.

Falamos também sobre futuro e protagonismo profissional. A consultora e influenciadora Bruna Paes analisa como a Inteligência Artificial redefine o papel do consultor SAP, exigindo uma postura cada vez mais estratégica e orientada a negócio.

Na entrevista com Kelly Teixeira, reforçamos que 2026 será um ano decisivo para a migração ao SAP S/4HANA.

O fim do suporte ao ECC e a Reforma Tributária impõem urgência e planejamento estruturado. Não se trata apenas de migrar tecnicamente, mas de assumir a transformação como agenda estratégica de liderança.

E no agro, com Nailson Rego, vemos como grandes projetos de transformação digital exigem governança robusta, engajamento, colaboração e visão de longo prazo, mesmo em ambientes de altíssima complexidade operacional.

Todas essas histórias, do futsal à indústria, do agro à tecnologia, compartilham os mesmos fundamentos: governança estruturada, decisões orientadas por dados, cultura de melhoria contínua e coragem para transformar.

Escolher o Jaraguá Futsal como capa é uma mensagem de que alta performance não pertence a um setor específico. Ela é construída seja em uma empresa global, em uma cooperativa agrícola ou em uma quadra de futsal lotada.

No fim, falamos sobre o mesmo desafio: gerar valor sustentável.

Que esta edição inspire você: líder, executivo, especialista, membro da comunidade ASUG, a olhar para sua organização com a mesma mentalidade de quem entra em quadra para vencer: preparado, estruturado, conectado ao time e comprometido com resultados que vão além do placar: porque performance sustentável nunca é obra do acaso.

Boa leitura.

CLÁUDIO FONTES

Presidente da ASUG

3. GESTÃO | Liderança de alta performance: como governança, dados e cultuta controem organizações vencedoras

7. AGRO | SAP no campo: eficiência e inovação no agronegócio brasileiro

9. ASUG Impact Awards: | Inovação que transforma e gera valor real

12. IMPACT AWARDS 2025 | Jurados do Impact Awards 2025 destacam diferencial dos projetos vencedores

14.EVENTOS | ASUG Days e Conferência anual movimentam comunidade SAP em 2026

15.CARREIRA | Inteligência Artificial redefine o papel do consultor SAP e amplia oportunidades no mercado de TI

16.RELACIONAMENTO | Relacionamento estratégico e decisões orientadas a valor: as prioridades da ASUG para 2026

17.APRIMORAMENTO | Parceria entre ASUG e FIA amplia acesso à formação executiva e impulsiona desenvolvimento profissional

18.S/4HANA | 2026: o ano decisivo para a migração ao SAP S/4HANA

20. TRANSFORMAÇÃO DIGITAL | IA que gera valor: como alinhar dados, processos e pessoas para transformar resultados

DIRETORIA ASUG

PRESIDENTE

Cláudio Fontes

VICE-PRESIDENTE

Celso Bueno

DIRETOR ASSOCIATIVO

Fabrício Simas Mielke

DIRETOR DE MARKETING E RELACIONAMENTO

Domingos Bruno

DIRETORA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Kelly Teixeira

DIRETOR DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO

Nailson Rego

DIRETORA DE EDUCAÇÃO

Ana Paula Corazzini

DIRETOR DE OPERAÇÕES

Orlando Fogaça

CONSELHO ADMINISTRATIVO

Fernando Birman

Italo Flammia

Marcelo Hirata

PRODUÇÃO

CPNE - Connecting People

Negócios e Eventos

JORNALISTA RESPONSÁVEL

Yasmim Taha - MTB Nº 62.264/SP

PROJETO GRÁFICO

JMB Design

FOTOGRAFIA

Eduardo Souza

DISTRIBUIÇÃO, COMERCIAL E MARKETING

CPNE - Connecting People

Negócios e Eventos

EXECUTIVA DE CONTAS

Rosilene Alvernaz

rosi@rscorp.com.br

LIDERANÇA DE ALTA PERFORMANCE: COMO GOVERNANÇA, DADOS E CULTURA CONSTROEM ORGANIZAÇÕES VENCEDORAS

A experiência do Jaraguá Futsal mostra como pilares do mundo corporativo também podem ser decisivos para sustentar resultados no esporte de alto rendimento

Alta performance não acontece por acaso. Ela é resultado de decisões difíceis, liderança consistente, governança sólida e uma cultura que sustenta resultados no longo prazo. Essa é a premissa que conduziu um bate-papo entre entre Cláudio Fontes, presidente da ASUG, e as lideranças do Jaraguá Futsal, clube brasileiro com maior número de títulos nacionais e destaque internacional na modalidade. “O que vemos no esporte de alto rendimento é muito semelhante ao mundo corporativo: ambientes de pressão extrema, decisões rápidas e a necessidade de alinhamento entre estratégia e execução”, destaca Fontes.

Cláudio Fontes, Presidente da ASUG

Durante a entrevista, o presidente da ASUG conversoucom:WandairGarcia,Presidente do Jaraguá; Patrick Gai Mercer, diretor financeiro e presidente do conselho; Junai Roza, superintendente do Jaraguá Futsal; e Fernando Oliveira, gerente do departamentotécnico.

Claudio Fontes: Autoperformance não acontece por acaso. Exige liderança, governança, seja no esporte ou no mundo coorporativo. Resultado de decisões difíceis. Wandair, como você se define hoje e na sua época como CIO, quais eram os maiores desafios de liderança que vocêenfrentava?

Wandair Garcia: Fui diretor da ASUG quando você foi presidente. Sempre me vi como um conselheiro confiável e alguém capaz de fazer boas conexões. Após minha saída da WEG, comecei a atuar em conselhos. Entendo que uma jornada empresarial de sucesso se consolida em três pilares: estratégia, governança e gestão. Foi isso que levei para oJaraguáFutsal.

O clube buscava resultados e alto rendimento. Trouxemos gestão para o Jaraguá, potencializandocomlíderesexperientesdo mundo empresarial e ex-jogadores à frente da gestão. Eu atuo como mentor, conectandopessoasparaquecadaumaentregue oseumáximo.

Nosso grande objetivo era prover informaçãodigitalparaatomadadedecisãonos níveis estratégico e tático da operação. A tecnologia é o meio, mas o mais importante sãoaspessoas,tantootimedeTIquantoos profissionaisdasáreasdenegócio.

MeudesafioerafazeressaconexãoentreTI, modelo de negócio e usuários. Esse desafio é transferível para o esporte. Na quadra

Uma jornada empresarial de sucesso se consolida em três pilares: estratégia, governança e gestão. Foi isso que levei para o Jaraguá Futsal
Wandair Garcia

precisamos tomar decisões rápidas, mas conectadas ao planejamento de longo prazo. Como passar as estratégias do clube e da comissão técnica para os atletas? Meu papel como CIO e agora como presidente doJaraguáseconectambastante.

Claudio Fontes: Depois de uma carreira consolidada no mundo corporativo, o que te motivou a assumir a presidência do Jaraguá?

Wandair Garcia: O Jaraguá Futsal teve um período áureo, quando os melhores atletas estavam no clube, durante o patrocínio da Malwee. Após o encerramento daquele projeto, o time teve um declínio, mas houve uma reconstrução com lideranças que vieram depois. Quando assumi como vicepresidente e depois presidente, quis resgatar os tempos de glória do Jaraguá. Definimos três pilares: formar um time competitivo, com espírito vencedor; estruturar uma gestão profissional; e transformar patrocinadores em parceiros estratégicos.

Claudio Fontes: O Jaraguá está se destacando com uma performance impressionante, sendo o clube brasileiro com maior númerodetítulos.Oqueissorevelasobreo modelodegestãodoclube?

Wandair Garcia: Cheguei ao Jaraguá também como forma de devolver o que a

Wandair Garcia e Patrick Mercer: dois líderes, uma gestão de alto impacto no Jaraguá Futsal

Junai, superintendente de Futsal (segundo, a partir da esquerda) e a equipe administrativa do Clube

cidade proporcionou para minha carreira e minha família. Esses três pilares permitiram criar uma cultura de alta performance sustentada como em uma empresa: processos, pessoas e tecnologia. Trabalhamos tecnologia da informação, inteligência artificial e também tecno-logia aplicadaaoesporte.Issoenvolvetécnicado atleta, prática do time e preparo físico e mental.Essaculturadealtaperformancese constrói com pessoas, processos, tecnologia, disciplina, planejamento e respeito às pessoas, gerando um ciclo virtuosodentroeforadaquadra.

Claudio Fontes: Patrick, como a governança contribui para sustentar uma liderança de alta performance ao longo do tempo?

Patrick Gai Mercer: Criamos um conselho consultivo porque, ao assumir a tesouraria de um clube que capta recursos públicos, a responsabilidade aumenta muito. Buscamos transparência e criamos um portal onde as pessoas podem acessar atas de reuniões e informações financeiras do clube. Também estruturamos o planejamento estratégico com quatro pilares: pessoas, processos e procedimentos, sustentabilidade financeira e desenvolvimento comercial. Trouxemos para o

conselho ex-jogadores e empresários que contribuem com soluções e visão do mundocorporativo.

Claudio Fontes: Existe sempre uma tensão entre resultados imediatos e os de longo prazo.Comoequilibrarisso?

Patrick Gai Mercer: Nossa diretoria atua de forma voluntária, motivada pelo desejo de devolver à comunidade aquilo que recebemos. A Arena Jaraguá se tornou um espaço de lazer e convivência, além dos resultados esportivos. Queremos vencer competições, mas também construir valor ..

institucional, criando uma rede de apoio para atletas e suas famílias e buscando reconhecimento como clube estruturado nacional e internacionalmente.

Claudio Fontes: Junai, vocês foram campeões da Liga Nacional em 2025. O que foi determinante nos bastidores para esse título?

Junai Roza: A função do superintendente é transformar estratégia em prática. Acreditamos que os resultados começam antes da bola rolar. Desde o planejamento até o perfil dos atletas, tudo precisa estar alinhado aos valores do clube, como

resiliência e lealdade. Criamos uma equipe multidisciplinar com profissionais de diversas áreas para dar suporte à comissão técnica. Identificamos lacunas e trouxemos psicologia esportiva e melhorias na estratégia de jogo. Isso gerou uma virada de chave e maior identificação da torcida com o time.

Claudio Fontes: Patrick, como construir uma cultura de alta performance no dia a dia?

Patrick Gai Mercer: Sempre reforçamos aos atletas a importância do protagonismo e da busca constante por evolução. Queremos os melhores atletas, mas não dependemos apenas do talento individual. Investimos em capacitação, buscamos recordes de público e ampliamos a credibilidade do clube. Saímos de cerca de 320 para mais de 1.500 sócios. Também

buscamos oferecer retorno e visibilidade aos patrocinadores, posicionando o clube comoumaplataformadenegócios.

Claudio Fontes: Fernando, o departamento técnico conecta planejamento, técnica e execução. Como garantir alto níveldeperformance?

Fernando Oliveira: Busco aproximar práticas do mundo corporativo à gestão esportiva. Não podemos depender apenas dos resultados. Trabalhamos com metodologia, planejamento e integração entre áreas como psicologia, nutrição e preparação física. Também temos forte foco na formação de atletas. Hoje contamos com dez atletas da base no elenco principal, o que representa um marcoimportante.

Claudio Fontes: Tecnologia e dados são cada vez mais decisivos para organizações de alta performance. O que motivou o clubeaestruturaressaestratégia?

Fernando Oliveira: Criamos um departamento de análise de dados com diversos indicadores para tomada de decisão. O esporte envolve emoção, mas precisamos ser assertivos. Utilizamos inteligência artificial, análise em tempo real durante treinos e jogos e acompanhamento de indicadoresfinanceiroseesportivos.

Compartilhamos esses dados com os atletas para orientar evolução e metas. Desde a criação desse departamento tivemosresultadosimportantes.

Claudio Fontes: Qual aprendizado pode inspirarlídereseorganizações?

Fernando Oliveira: Nunca se contentar apenas com conquistas. Buscar capacitação constante. Quanto mais nos desenvolvemos, mais conseguimos inspirar outraspessoas.

Junai Roza: No esporte dizemos que a bola não entra por acaso. Resultado exige estratégia, planejamento e execução alinhadosaopropósito.

Patrick Gai Mercer: Performance sustentável não é obra do acaso, mas do planejamento, processos estruturados, tecnologia e equipes capacitadas. Nossos valores inegociáveis são transparência e respeitoàspessoas.

Wandair Garcia: O esporte de alto rendimento tem dois fatores muito fortes: imprevisibilidade e paixão. Assim como nas empresas, lidamos com mercados dinâmicos e transformação constante. O futsal busca transformar torcedores em consumidores engajados, pois além de conquistas, temos que tornar os clubes viáveis; enquanto as empresas buscam transformar consumidores em verdadeiros torcedores de suas marcas. Unindo essas experiências, queremos gerar entretenimento e também atuar como plataformadenegócios.

O time do Jaraguá Futsal e a equipe administrativa levantam a taça de campeão da Liga Nacional Edição 2025

Fernando Oliveira: Gerente do Departamento Técnico

SAP no campo: eficiência e inovação no agronegócio brasileiro

Transformação digital, conectividade e colaboração colocam a tecnologia no centro da modernização e da competitividade do agro nacional

A transformação digital do agronegócio brasileiro deixou de ser uma tendência futura para se consolidar como realidade operacional. Em um setor marcado por alta complexidade, operações distribuídas e desafios históricos de conectividade, as soluções SAP vêm assumindo um papel cada vez mais estratégico ao integrar processos, dados e pessoas. A trajetória de Nailson Rego, executivo com ampla experiência em grandes projetos de digitalização no agro, exemplifica esse avanço por meio de iniciativas lideradas na Citrosuco e na Coopercitrus.

Na Citrosuco, Nailson, que é diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da ASUG, esteve à frente de um movimento pioneiro no setor: a migração do SAP ECC para o SAP S/4HANA em um ambiente altamente complexo, com mais de 20 mil programas customizados e integração com sistemas de automação industrial. O principal desafio foi manter o máximo possível de standard SAP sem comprometer a operação, fundamental para uma empresa com processos críticos distribuídos por diversas regiões.

O projeto envolveu mais de 25 consultorias, incluindo a própria SAP Consulting, e exigiu uma governança robusta, com comitês frequentes e ritos claros de decisão. “Mesmo em plena pandemia, o go-live foi um sucesso, e conseguimos estabilizar o ambiente do S/4HANA, já integrado a 58 soluções, em cerca de 90 dias, operando em cloud pública com alta disponibilidade e performance”, avalia. Na sequência, já na Coopercitrus, o desafio foi diferente e igualmente relevante.

Hoje, os desafios de levar as soluções SAP para o campo já não têm o mesmo peso de anos atrás.
A maturidade das soluções evoluiu muito

A migração para o SAP RISE foi concluída em apenas quatro meses, um recorde no setor. “Um fator determinante foi o alto nível de engajamento dos embaixadores de processo, que aceleraram validações, comunicação e alinhamento entre negócio e TI”, relata Nailson. O uso de Inteligência Artificial nos ciclos de testes permitiu concentrar esforços nos processos mais estratégicos, garantindo a estabilização completa do ambiente em apenas uma semana após o go-live.

Essas experiências reforçam um ponto central: operar com um ERP global, seguro e capaz de processar milhares de transações por segundo tornou-se um diferencial competitivo no agronegócio. A escalabilidade, a confiabilidade operacional e a integração de ponta a ponta criam uma base sólida para inovação contínua e novos modelos de negócio. Paralelamente, avanços em conectividade, como 4G, LTE privado, redes 5G e satélites de baixa órbita, viabilizam a operação estável de aplicações SAP mesmo em regiões remotas.

A inovação no agro também é impulsionada por iniciativas colaborativas, como o Hub UniAgro e o movimento dos CIOs do Agro, que promovem troca de experiências e aceleram a maturidade digital do setor. Nos próximos anos, dados, automação e Inteligência Artificial devem intensificar esse movimento, com a SAP evoluindo para um ecossistema orientado a dados, integrado a IoT, rastreabilidade e métricas ESG, consolidando um agro cada vez mais conectado, inteligente e sustentável. “Esse espaço colaborativo gera um legado coletivo, onde cada empresa contribui para acelerar a maturidade digital de todo o ecossistema”

ASUG Impact Awards: Inovação que transforma e gera valor real

Os projetos vencedores do ASUG Impact Awards 2025 mostram como a tecnologia SAP, quando aliada à estratégia e às pessoas, impulsiona transformação digital, sustentabilidade e eficiência operacional em diferentes setores da economia.

O Impact Awards, promovido anualmente pela ASUG, reafirma o papel da tecnologia como agente de transformação nos negócios. A premiação reconhece organizações que vão além da implementação de sistemas e utilizam soluções SAP de forma estratégica para gerar impacto mensurável, seja em eficiência operacional, inovação, sustentabilidade ou crescimento sustentável. Em 2025, não foi diferente. Durante a Conferência Anual, a associação premiou três cases que se destacaram pela maturidade na execução, pelo alinhamento com os objetivos de negócio e pela capacidade de transformar desafios complexos em oportunidades reais. Os projetos da Cenibra, Coopercitrus e Intelbras representam diferentes jornadas, mas compartilham um mesmo propósito:

usar a tecnologia como alavanca para resultados concretos e duradouros.

Nesse contexto, o presidente da ASUG, Cláudio Fontes, destaca que o objetivo do prêmio é evidenciar resultados concretos e inspirar todo o ecossistema. “O Impact Awards existe para mostrar, na prática, como a tecnologia SAP pode ser um agente real de transformação nos negócios. Mais do que sistemas, estamos falando de visão estratégica, inovação aplicada e geração de valor concreto para as empresas e para a sociedade”, afirma.

Nesta edição, a ASUG News traz os três projetos vencedores do Impact Awards, para inspirar as empresas e equipes de TI em suas jornadas de transformação digital.

1º LUGAR | INTELBRAS

Projeto INPulse e a construção de uma empresa inteligente

A Intelbras, referência nacional em soluções de segurança, redes, comunicação e energia, viveu nos últimos anos um crescimento acelerado que trouxe novos desafios à gestão de suas operações. A limitação do sistema legado, a falta de integração entre processos e a ausência de dados em tempo real tornaram evidente a necessidade de uma transformação digital profunda.

O Projeto INPulse, desenvolvido em parceria com a NTT Data, baseou-se na implementação do SAP S/4HANA no modelo RISE with SAP, marcando um novo capítulo na história da companhia. Mais do que uma migração tecnológica, o projeto foi tratado como uma iniciativa estratégica, envolvendo diferentes áreas do negócio e adotando uma abordagem de ponta a ponta.

Com a adoção do SAP S/4HANA Cloud Private Edition e soluções avançadas como EWM, aATP,

TM e ferramentas financeiras, a Intelbras alcançou ganhos expressivos em eficiência logística, visibilidade operacional e governança financeira. O projeto integrou 32 depósitos em 9 plantas, automatizou processos críticos e trouxe dados em tempo real para apoiar decisões estratégicas.

O go-live, realizado em janeiro de 2025, foi concluído com sucesso absoluto, evidenciando a maturidade da governança, da metodologia SAP Activate e da colaboração entre equipes internas e parceiros. Os resultados incluem redução de custos operacionais, aumento de produtividade, maior escalabilidade e fortalecimento da confiança de acionistas e clientes.

Reconhecido no ASUG Impact Awards 2025, o case da Intelbras mostra como a combinação entre estratégia, tecnologia e pessoas é essencial para construir uma empresa verdadeiramente inteligente e preparada para o futuro.

2º LUGAR | COOPERCITRUS

Simplicidade que entrega valor ao negócio

Inovar também é simplificar: menos complexidade, mais eficiência e decisões mais rápidas para o negócio.

O S/4HANA se tornou a espinha dorsal de uma Intelbras mais integrada, escalável e orientada por dados.

RESULTADOS EM DESTAQUE

Projeto INPulse (Intelbras)

• Implementação do SAP S/4HANA Cloud Private Edition via RISE with SAP

• Integração de 32 centros de distribuição em 9 plantas industriais.

• Maior visibilidade operacional e financeira com dados em tempo real.

• Aumento da eficiência logística e redução de custos operacionais.

• Ambiente escalável, preparado para suportar o crescimento contínuo do negócio.

Com atuação em larga escala no agronegócio, a Coopercitrus enfrentava o desafio de manter eficiência operacional e agilidade em um ambiente cada vez mais complexo, marcado pelo crescimento da cooperativa, pela diversificação dos serviços e pela necessidade de respostas rápidas ao produtor rural.

O projeto Simplicidade que Entrega nasceu com o propósito de revisar processos, reduzir complexidades e extrair o máximo valor das soluções SAP já adotadas pela cooperativa. Mais do que uma iniciativa tecnológica, o projeto foi conduzido como uma transformação de processos, colocando o usuário e o negócio no centro das decisões.

A Coopercitrus, em parceria com a Mignow e AWS, apostou na padronização,

na automação e na redução de customizações desnecessárias, adotando as melhores práticas SAP para tornar os processos mais simples, integrados e eficientes. Como resultado, a cooperativa obteve ganhos expressivos em produtividade, melhoria na qualidade das informações e maior agilidade na tomada de decisão.

Outro ponto de destaque foi o engajamento das áreas de negócio ao longo da jornada. A participação ativa dos usuários foi fundamental para garantir aderência às soluções e acelerar a adoção das mudanças.

O case reforça que inovação não está necessariamente ligada à complexidade, mas sim à capacidade de simplificar, gerar eficiência e entregar valor tangível ao negócio.

RESULTADOS EM DESTAQUE

Simplicidade que Entrega (Coopercitrus)

• Simplificação e padronização de processos críticos com base em boas práticas SAP.

• Redução de customizações e maior estabilidade do ambiente.

• Ganhos expressivos de produtividade operacional.

• Melhoria na qualidade das informações e maior agilidade na tomada de decisão.

• Maior engajamento e adesão dos usuários às soluções.

Transformar dados ambientais em ativos digitais confiáveis foi o passo decisivo para fortalecer a governança ESG da Cenibra

3º LUGAR | CENIBRA

Green Token: tecnologia a serviço da sustentabilidade

A Celulose Nipo-Brasileira S.A. (Cenibra) sempre teve a sustentabilidade como um de seus pilares estratégicos. No entanto, à medida que as exigências regulatórias, ambientais e de mercado se intensificaram, surgiu a necessidade de ampliar a rastreabilidade, a transparência e a governança das informações ambientais associadas às suas operações.

Foi nesse contexto que nasceu o projeto Green Token, uma iniciativa inovadora, em parceria com a NTT DATA, que utiliza tecnologia SAP para estruturar e gerenciar dados ambientais de forma confiável, auditável e integrada aos processos corporativos. O objetivo foi claro: transformar informações ambientais em ativos digitais confiáveis, capazes de apoiar decisões estratégicas, relatórios ESG e compromissos públicos de sustentabilidade.

Com apoio das soluções SAP, a Cenibra conseguiu consolidar dados antes dispersos em diferentes sistemas e áreas, criando uma base única e estruturada para o controle de indicadores ambientais. O projeto permitiu maior rastreabilidade das informações, redução de riscos operacionais e aumento da confiabilidade dos dados utilizados em relatórios e auditorias.

Além dos ganhos operacionais, o Green Token fortaleceu a governança corporativa e posicionou a Cenibra de forma ainda mais sólida diante de investidores, parceiros e da sociedade.

RESULTADOS EM DESTAQUE

• Centralização e padronização dos dados ambientais em uma única base integrada ao SAP.

• Aumento da confiabilidade e auditabilidade das informações usadas em relatórios ESG.

• Redução de riscos operacionais e maior transparência para stakeholders.

• Apoio direto à tomada de decisão estratégica relacionada à sustentabilidade. O case demonstra como a tecnologia pode ser uma aliada estratégica na agenda ESG, indo além do compliance e gerando valor real para o negócio.

Green Token (Cenibra)

Jurados do Impact Awards 2025 destacam diferencial dos projetos vencedores

Para entender os diferenciais dos projetos vencedores e as principais tendências observadas nesta edição, a ASUG News conversou com três integrantes do júri acadêmico do Impact Awards 205: Profº Dr. Alexandre Cappellozza (Universidade Presbiteriana Mackenzie); Profº Dr. César Alexandre de Souza (Faculdade FEA/USP); Profº Dr. Claudio Luis Carvalho Larieira (Universidade Presbiteriana Mackenzie).

Para o professor Claudio Larieira, os projetos mais bem avaliados foram aqueles que demonstraram ganhos concretos e mensuráveis para as organizações. Segundo ele, três fatores foram determinantes na análise dos cases.

“Procurei me balizar por três critérios: se a implementação demonstrava aumento da eficiência no uso dos recursos da organização, se elevava a eficácia do negócio sob a perspectiva dos clientes e, por fim, se a efetividade da implementação realmente transformava o negócio, trazendo vantagem competitiva.”

O professor também destacou que as empresas vencedoras conseguiram ir além da simples adoção de sistemas.

“Implementar o SAP torna as empresas iguais em termos de competência organizacional. O diferencial surge quando a organização utiliza essa base para inovar e criar processos que realmente atendam às expectativas dos stakeholders, gerando inovação mais duradoura e impactante.”

INOVAÇÃO ALIADA À ESCALA E IMPACTO ESTRATÉGICO

Já o professor César Souza ressaltou que a combinação entre inovação e abrangência dos projetos foi um dos principais fatores de diferenciação entre as iniciativas.

“O critério da inovação considera o grau da transformação digital, ou seja, fazer diferente e digitalmente um processo tradicional. Mas também considero transformadoras as iniciativas de grande porte, como implantações ou atualizações amplas, especialmente quando são ousadas em termos de prazos, abrangência e uso de métodos inovadores.”

Profº Dr. Alexandre Cappellozza

Ele cita exemplos de empresas que se destacaram na edição de 2025, como Intelbras, Copercitrus e CENIBRA.

“Nos casos da Intelbras e da Copercitrus, observamos a combinação de inovação tecnológica e grande abrangência organizacional. Já na Cenibra, o destaque foi a adoção de uma tecnologia inovadora baseada em blockchain integrada a diversos processos e módulos, mostrando uso avançado e estratégico da tecnologia.”

ALINHAMENTO ESTRATÉGICO E USO INTENSIVODE

DADOS

Na avaliação do professor Alexandre Cappellozza, os projetos vencedores evidenciaram forte conexão entre tecnologia e estratégia de negócios.

“Nesta edição, os critérios relacionados ao alinhamento estratégico, inovação e originalidade foram diferenciais importantes. Algumas iniciativas ilustraram claramente a busca por objetivos estratégicos por meio da tecnologia, seja com redução de custos, aumento de produtividade ou melhoria do nível de serviço.”

Ele também ressaltou o papel crescente dos dados e da sustentabilidade nas iniciativas analisadas.

“O uso intensivo de dados em tempo real e inovações conectadas à sustentabilidade e governança são diferenciais notáveis observados nos projetos.”

MATURIDADE DO MERCADO BRASILEIRO E PRINCIPAISTENDÊNCIAS

Os jurados concordam que o mercado

brasileiro demonstra evolução significativa na condução de projetos de transformação digital. Entre as tendências mais presentes estão a modernização de ambientes tecnológicos, o uso ampliado de cloud e a crescente importância da governança.

Segundo Larieira, embora muitas iniciativas ainda estejam focadas na modernização tecnológica, o país demonstra maturidade na condução dessas jornadas.

“As estratégias de implementação, gestão de projetos e gestão de mudanças descritas mostram que os implementadores no Brasil já possuem grande maturidade nesse tipo de ação, o que é relevante diante da complexidade dessas transformações.”

Souza reforça essa percepção ao destacar a qualidade da governança e das metodologias aplicadas.

“Os projetos demonstram alta maturidade das empresas, seja na governança e conformidade, na atualização tecnológica ou no uso criativo da tecnologia em processos que atravessam toda a companhia.”

Cappellozza acrescenta que a evolução deve continuar nos próximos anos.

“O cenário atual mostra uso intensivo de cloud e consolidação da análise de dados como ativo estratégico. Além disso, devemos observar crescimento significativo do uso de inteligência artificial e automação avançada nos processos empresariais.”

PESSOAS E LIDERANÇA COMO PILARES DA

TRANSFORMAÇÃO

Profº Dr. César Alexandre de Souza

Outro ponto recorrente nas análises foi o impacto das mudanças culturais nos projetos premiados. Para Larieira, muitas vezes o maior desafio não está na tecnologia, mas na transformação organizacional.

“A questão técnica por vezes é menos complexa do que a mudança cultural. Por isso, alguns projetos estavam sob responsabilidade direta do C-level e não apenas do CIO, sendo tratados como transformações de negócio e não apenas tecnológicas.”

Souza destaca o papel da alta liderança na condução dessas mudanças.

“O suporte da alta direção é essencial, especialmente quando as mudanças exigem tirar as pessoas da zona de conforto e demandam novos aprendizados. A mensagem de que todos trabalham por um objetivo comum é um dos elementos essenciais.”

Cappellozza complementa reforçando o papel das equipes.

“O alinhamento e apoio das lideranças e dos times são fatores críticos de sucesso no gerenciamento das mudanças e na promoção de uma cultura orientada à melhoria contínua.”

RECOMENDAÇÕES PARA FUTURAS CANDIDATASAOPRÊMIO

Os jurados também deixaram orientações para empresas que desejam participar das próximas edições do Impact Awards. Entre os principais pontos estão a clareza do problema de negócio, a mensuração dos resultados e o planejamento estruturado da transformação.

Para Larieira, as organizações devem questionar a real necessidade das iniciativas e comprovar seus benefícios.

“É importante demonstrar como a solução melhora o negócio, aumenta a satisfação dos clientes e gera benefícios tangíveis, como ROI, e intangíveis, como engajamento e reputação.”

Souza recomenda que as empresas utilizem o próprio histórico de cases como referência.

“A leitura dos casos já apresentados é uma rica fonte para apoiar decisões e auxiliar na elaboração de novos projetos.”

Já Cappellozza destaca a importância da visão estratégica desde o início das iniciativas.

“Um bom início surge da identificação precisa de problemas ou oportunidades do mercado. A clareza do impacto esperado, o alinhamento estratégico, o investimento em governança e o uso da inovação como diferencial competitivo são aspectos fundamentais.”

Profº Dr. Claudio Luis Carvalho Larieira

A ASUG já prepara uma agenda estratégica de encontros presenciais ao longo de 2026, reforçando seu compromisso de promover troca de experiências, networking qualificado e discussão dos principais temas que impactam o ecossistema SAP.

A programação prevê eventos regionais de norte a sul do Brasil: Belo Horizonte, São Paulo, Goiânia, Rio de Janeiro e Fortaleza, além da tradicional Conferência Anual, que acontecerá no dia 20 de outubro, no Hotel Pullman Vila Olímpia, em São Paulo. A iniciativa busca aproximar ainda mais a comunidade, promovendo debates sobre inovação, transformação digital, inteligência artificial, arquitetura, processos e geração de valor para os negócios.

Apairdas8h HotelPullmanVilaOlímpia Conferência Anual ASUG 2026 28ª

20deoutubro

São eventos criados para promover a interação dos associados, nas principais capitais do Brasil.

O objetivo é levar o conhecimento através de palestras comconteúdos riquíssimos, apresentados pelos parceiros da ASUG.

CARREIRA

Inteligência Artificial redefine o papel do consultor SAP e amplia oportunidades no mercado de TI

Inteligência Artificial redefine o papel do consultor SAP e amplia oportunidades no mercado de TI

A Inteligência Artificial já deixou de ser tendência para se tornar realidade no ecossistema SAP. Presente em soluções, automações e análises avançadas, a tecnologia vem transformando o papel dos profissionais da área, especialmente em frentes como AMS, suporte e projetos de evolução. Mais do que dominar ferramentas, o novo cenário exige visão estratégica, compreensão de processos de negócio e aprendizado contínuo.

Para Bruna Paes, consultora SAP FI/CO, instrutora e influenciadora digital parceira da ASUG, o mercado vive uma mudança clara no perfil do consultor SAP. Com mais de dez anos de experiência em AMS e projetos, atualmente atuando na Tata Consultancy Services (TCS) em projetos para a Petrobras, ela observa que a atuação técnica isolada já não é suficiente. “O que já é muito visível é a transição do consultor puramente operacional para um profissional muito mais estratégico. A IA acelera análises, sugere soluções e apoia decisões, o que muda completamente o papel do consultor”, afirma.

Segundo Bruna, a evolução não elimina oportunidades, mas exige novas competências. Entre elas, destacam-se o entendimento dos processos de negócio, capacidade analítica, pensamento crítico, comunicação e atualização constante. “A IA não elimina carreiras. Ela redefine quem cresce mais rápido e quem fica estagnado”, destaca.

Um dos principais impactos da IA está na automação de tarefas repetitivas, tradicionalmente presentes no dia a dia do suporte SAP. Esse movimento permite que profissionais deixem de atuar apenas na resolução reativa de chamados e passem a trabalhar de forma mais preventiva e orientada à melhoria contínua. “No AMS, isso significa sair do ciclo infinito de incidentes e atuar com análise, prevenção e evolução do ambiente. Já nos

projetos, a IA apoia desde o blueprint até testes e documentação, tornando o consultor mais produtivo e assertivo”, explica.

GOVERNANÇA DE DADOS GANHA PROTAGONISMO

Outro ponto fundamental nesse novo cenário é a governança de dados. Para Bruna, o uso eficiente da Inteligência Artificial depende diretamente da qualidade e confiabilidade das informações. “O SAP já possui uma estrutura muito sólida de governança, o que permite aplicar IA com segurança. Para os clientes, isso significa decisões mais inteligentes, previsões mais precisas e redução de riscos”, afirma.

Esse movimento também amplia o espaço de atuação estratégica dos consultores, que passam a contribuir não apenas na implementação técnica, mas também na definição de boas práticas, compliance e gestão da informação.

Durante sua participação em iniciativas e debates da comunidade SAP, incluindo o ASUG Talk, Bruna reforça que a Inteligência Artificial deve ser vista como aliada de carreira e não como ameaça. “O mercado não espera que o consultor vire especialista em IA, mas espera que ele saiba utilizá-la de forma prática no dia a dia. Ignorar essa evolução é se afastar das demandas que já estão chegando às empresas”, alerta.

Para profissionais que desejam se manter competitivos, ela recomenda ampliar o olhar além das atividades técnicas. O domínio funcional, a compreensão do impacto financeiro das soluções e a visão da experiência do usuário são diferenciais cada vez mais valorizados.

Além da atuação como consultora, Bruna

também se dedica à formação de novos profissionais SAP e a iniciativas voltadas à inclusão no mercado de tecnologia. “Para quem está começando, a IA pode acelerar o aprendizado, ajudar a compreender conceitos complexos e simular cenários reais de projetos e AMS. Ela reduz a insegurança inicial e encurta o tempo de desenvolvimento profissional”, explica.

Na visão da especialista, quando utilizada de forma consciente, a tecnologia não substitui talentos, mas amplia possibilidades de crescimento e acelera trajetórias de carreira.

O avanço da Inteligência Artificial reforça que o futuro do consultor SAP estará cada vez mais ligado à capacidade de interpretar dados, conectar tecnologia à estratégia empresarial e atuar como agente de transformação dentro das organizações. “O profissional que busca aprendizado contínuo e entende a tecnologia como parceira terá mais espaço e protagonismo no mercado”, conclui Bruna.

Bruna Paes, consultora SAP FI/CO, instrutora e influenciadora digital

Relacionamento estratégico e decisões orientadas a valor: as prioridades da ASUG para 2026

Diretor

Com o ecossistema SAP cada vez mais complexo e orientado por dados, inteligência artificial e nuvem, a ASUG se prepara para ampliar seu papel como agente estratégico de conexão e geração de valor para seus associados. Em entrevista à ASUG News, o diretor de Marketing e Relacionamento, Domingos Bruno, detalha as prioridades da entidade

de Marketing e Relacionamento, Domingos Bruno, destaca o fortalecimento do vínculo com associados, a importância de benchmarks reais e o papel da ASUG na jornada de transformação digital do ecossistema SAP

para 2026, que passam pelo fortalecimento do relacionamento com a comunidade, apoio às decisões estruturais de tecnologia e ampliação da representatividade dos clientes SAP no país. Segundo o executivo, o foco está em transformar a troca de experiências em um ativo estratégico capaz de apoiar organizações em decisões cada vez mais críticas para o futuro dos negócios.

ASUG News: Olhando para 2026, quais são as principais prioridades e desafios que você enxerga para a área de Marketing e Relacionamento da ASUG, especialmente no fortalecimento do vínculo com os associados?

Domingos Bruno: O principal desafio para 2026 é evoluir de um relacionamento pontual para um relacionamento estratégico e contínuo com os associados. O ecossistema SAP está cada vez mais sofisticado em termos de maturidade digital, prioridades e desafios de negócio, o que exige uma atuação mais próxima, segmentada e contextualizada.A prioridade da ASUG é fortalecer esse vínculo partindo de uma convicção clara: o associado é a alma da ASUG. Não existe associação forte sem associados engajados, participativos e no centro das decisões. Nosso foco está em criar um ambiente onde o associado encontra troca qualificada, aprendizado real e apoio concreto para decisões relevantes, contribuindo ativamente para a agenda e os rumos da entidade. Mais do que comunicar, trata-se de construir relevância a partir da própria comunidade.

ASUG News: A transformação digital segue acelerada no ecossistema SAP. Como a ASUG pretende apoiar os associados em 2026 na jornada de adoção de soluções como S/4HANA, BTP, IA e automação inteligente?

Domingos Bruno: A inteligência artificial amplifica o caos quando decisões estruturais são mal feitas. Por isso, escolhas relacionadas a dados, arquitetura e processos precisam ser tratadas com ainda mais critério. É exatamente nesse ponto que a ASUG gera valor. Atuamos quando

as escolhas deixam de ser conceituais e passam a ter impacto direto no negócio, ajudando os associados a tomar decisões mais conscientes, informadas por experiências reais e benchmarks concretos. Soluções como S/4HANA, BTP, inteligência artificial e automação inteligente não são apenas escolhas tecnológicas, mas decisões que impactam eficiência operacional, crescimento e competitividade; e que exigem investimentos relevantes, financeiros e organizacionais. A ASUG contribui promovendo benchmarks concretos e troca honesta de experiências, aprendendo tanto com iniciativas bem-sucedidas quanto, principalmente, com decisões que não entregaram o valor esperado.

ASUG News: Em um cenário cada vez mais orientado por dados e experiência do cliente, como o marketing de relacionamento da ASUG deve evoluir em 2026 para gerar ainda mais valor, engajamento e proximidade com a comunidade SAP?

O associado é a alma da ASUG. Não existe associação forte sem associados engajados

Domingos Bruno: O marketing de relacionamento da ASUG precisa acompanhar a sofisticação do ecossistema. Em 2026, ele será cada vez mais orientado por dados, contexto e intencionalidade e, além de informativo, se torna verdadeiramente relacional. Isso passa por compreender melhor os diferentes momentos dos associados, personalizar interações e construir jornadas mais contínuas. O objetivo não é comunicar mais, mas ser mais relevante. Proximidade se constrói quando o associado percebe que sua experiência, inclusive seus erros e aprendizados, influencia as prioridades da ASUG.

ASUG News: A SAP vem ampliando seu portfólio com foco em inovação, sustentabilidade e nuvem. Quais temas você acredita que serão mais estratégicos para os associados da ASUG em 2026, e como ser facilitadora desse debate?

Domingos Bruno: Em 2026, dois temas centrais precisam avançar juntos: geração de valor para o negócio com uso de dados e inteligência artificial, e decisões estruturais sobre arquitetura e processos. A tecnologia deve gerar impacto real, apoiando eficiência, competitividade e experiência do cliente. Ao mesmo tempo, é essencial adotar boas práticas, clean core e reduzir customizações para garantir sustentabilidade das plataformas. Ignorar a base estrutural gera custos e retrabalho, enquanto focar apenas em processos sem valor traz frustração. A maturidade está em equilibrar esses dois pilares simultaneamente. Nesse contexto, a ASUG se fortalece como espaço de troca de experiências, ajudando empresas a tomar decisões mais assertivas e evitar erros recorrentes.

Parceria entre ASUG e FIA amplia acesso à formação executiva e impulsiona desenvolvimento profissional

Iniciativa amplia acesso à educação executiva de alto nível e fortalece a qualificação estratégica dos associados

Com o objetivo de fortalecer a capacitação e o desenvolvimento contínuo dos profissionais do ecossistema SAP, a ASUG mantém uma parceria estratégica com a FIA Business School para oferecer condições especiais em programas de MBA e pós-graduação. A iniciativa amplia o acesso à educação executiva de alto nível e reforça o compromisso da associação com o crescimento técnico e estratégico da comunidade.

Por meio da parceria, associados da ASUG, além de seus cônjuges e dependentes, têm acesso a descontos exclusivos em cursos reconhecidos pelo MEC e voltados para os desafios atuais do mercado corporativo. Entre as opções disponíveis estão programas como Inteligência de Mercado, Gestão Baseada em Valor e Vendas, Varejo e E-commerce, estruturados para conectar teoria, estratégia e aplicação prática.

Bruno Mattos, aluno de MBA do curso

Inteligência de Mercado Avançada da parceria FIA - ASUG

OPORTUNIDADE PARA ASSOCIADOS ASUG

A iniciativa tem sido um diferencial para profissionais que buscam ampliar conhecimentos e acelerar a carreira Foi o caso de Bruno Mattos, profissional com 17 anos de experiência em arquitetura de soluções de negócio e dados, que participou do curso de Inteligência de Mercado Avançada da FIA.

Bruno destaca que o conteúdo do curso trouxe conhecimentos relevantes para o contexto corporativo atual “O curso de Inteligência de Mercado da FIA é atrativo e aborda temas altamente relevantes para o contexto corporativo atual. A estrutura conceitual é sólida e oferece uma base teórica consistente.”

Ele ressalta ainda que a experiência contribuiu para ampliar sua visão estratégica e repertório profissional. “Essa oportunidade teve um impacto direto no meu desenvolvimento profissional ao ampliar e aprofundar conhecimentos em áreas que até então não faziam parte do meu escopo de atuação.”

Conhecimento aplicado ao dia a dia corporativo Além do conteúdo técnico, o networking e a troca de experiências com outros profissionais foram fatores importantes durante a formação Segundo Bruno, o ambiente colaborativo proporcionado pelo curso agregou valor à sua atuação profissional.

“O curso proporcionou um ambiente rico de troca com colegas experientes, permitindo discussões qualificadas, compartilhamento de vivências reais e diferentes perspectivas sobre os desafios do dia a dia corporativo.”

Esse aprendizado, segundo ele, reflete diretamente nas decisões e resultados no ambiente de trabalho “Contribuiu significativamente para o fortalecimento do meu repertório profissional, trazendo maior segurança, visão crítica e propriedade na tomada de decisões.”

Fortalecimento do ecossistema SAP por meio da educação

Para a ASUG, incentivar a formação continuada é parte essencial do desenvolvimento do mercado e

A parceria com a FIA Business School reforça a estratégia da ASUG de apoiar o crescimento profissional da sua comunidade, conectando associados a programas educacionais reconhecidos e alinhados às demandas do mercado.

da evolução das organizações que utilizam tecnologia SAP.

Visão da Diretoria de Educação

Para a diretoria de Educação da ASUG, a parceria com a FIA Business School representa mais do que um benefício aos associados, trata-se de uma iniciativa estratégica para fortalecer a maturidade técnica e executiva do ecossistema SAP no Brasil. “Acreditamos que a evolução tecnológica precisa caminhar junto com o desenvolvimento de competências estratégicas, analíticas e de liderança Ao aproximar nossos associados de uma instituição reconhecida como a FIA, ampliamos o acesso a programas que contribuem diretamente para a formação de profissionais mais preparados para atuar em ambientes complexos e em constante transformação.”

A diretoria reforça que a educação executiva não é apenas um diferencial competitivo individual, mas um vetor de fortalecimento coletivo “Quando investimos na qualificação da nossa comunidade, estamos investindo na evolução das empresas que utilizam tecnologia SAP e na qualidade das decisões que impactam o mercado como um todo.”

A parceria com a FIA integra a agenda contínua da ASUG de oferecer oportunidades que conectem conhecimento acadêmico, prática de mercado e networking qualificado, ampliando o repertório estratégico dos associados e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do ecossistema.

OS INTERESSADOS PODEM OBTER MAIS INFORMAÇÕES SOBRE OS CURSOS E CONDIÇÕES ESPECIAIS DIRETAMENTE NOS CANAIS OFICIAIS DA ASUG E DA FIA.

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O MBA Inteligência de Mercado visa ampliar os soft skills em estratégia, liderança, finanças e pessoas para a ampliação da consciência como gestor, fechando o programa com um business game hands on focado na tomada de decisão. O aluno possui uma vasta experiência técnica e profissional pelas empresas que passou, o que o chancela como um talento em sua área de atuação. Para a FIA Business School ter um aluno que veio indicado pela ASUG é um privilégio, por ser uma entidade que promove educação técnica e estimula o desenvolvimento dos colaboradores das empresas associadas. Teresa Cristina Charotta - Diretora Executiva IBEVAR, Coordenadora Acadêmica FIA Labin.Provar

PELO MEC
Ana Paula Corazzini
Diretora de Educação da ASUG

2026: o ano decisivo para a migração ao SAP S/4HANA

Fim do suporte ao ECC se aproximando e a Reforma Tributária avançando, são sinais de urgência para decisões estratégicas e planejamento estruturado na jornada para o SAP S/4HANA

Com o fim do suporte padrão ao SAP ECC se aproximando e a Reforma Tributária brasileira trazendo impactos profundos nos processos fiscais e contábeis, 2026 se consolida como um ano-chave para as empresas que ainda não iniciaram sua jornada para o SAP S/4HANA. Nesta entrevista à ASUG News, Kelly Teixeira, diretora de Relações Institucionais da ASUG, analisa os riscos da postergação, os desafios do mercado e os principais pontos de atenção para uma migração bem-sucedida e sustentável.

ASUG News: Por que 2026 é considerado um ano decisivo para a migração para o SAP S/4HANA?

Kelly Teixeira: 2026 marca o início da reta final do ciclo do SAP ECC, cujo suporte padrão termina no fim de 2027. Isso pressiona as empresas a acelerarem suas decisões. Além disso, há dois fatores críticos: a capacidade limitada do mercado, com alta demanda por consultorias e especialistas SAP; e a agenda regulatória. A Reforma Tributária exige revisões profundas de processos e configurações, algo muito mais viável no S/4HANA do que no ECC. Portanto, 2026 é o ano de decidir e avançar para evitar riscos operacionais e financeiros.

ASUG News: Qual é o maior risco para as empresas que deixaremamigraçãoparaaúltimahora?

Kelly Teixeira: O principal risco é não conseguir migrar a tempo. Isso envolve indisponibilidade de especialistas, aumento de custos, limitações de suporte ao ECC, riscos de

O principal risco é não conseguir migrar a tempo. Isso envolve indisponibilidade de especialistas, aumento de custos, limitações de suporte ao ECC, riscos de compliance

compliance, especialmente fiscais, e impactos diretos na operação e no fechamento contábil. Há também um risco estratégico: permanecer no ECC significa ficar preso a uma plataforma sem evolução, inovação, IA nativa ou integração avançada com BTP.

ASUG News: Como a Reforma Tributária impacta diretamente o mundo SAP?

Kelly Teixeira: A Reforma Tributária altera estruturas de impostos, cálculos, obrigações e regras de origem. Isso exige revisão de processos fiscais e contábeis, reconfigurações no SAP, atualização de regras hoje espalhadas em customizações (Zs, tabelas e exits), além de novos relatórios e modelos de apuração. No ECC, essas adaptações se tornam cada vez mais limitadas. Já o S/4HANA oferece suporte nativo, flexibilidade e escalabilidade para lidar com mudanças profundas.

Kelly Teixeira: Cinco pontos são fundamentais: Diagnóstico rápido e realista, considerando processos, integrações e customizações; Definição do modelo de migração (Brownfield, Greenfield ou Selective Transformation); Governança clara, com papéis e decisões bem definidos; Preparação e qualidade de dados, um dos maiores fatores de risco; Gestão da mudança e capacitação, envolvendo negócio e TI.

ASUG News: Como equilibrar a migração técnica com as necessidades de inovação?

Kelly Teixeira: A migração para o S/4HANA não deve ser apenas técnica. Ela é uma oportunidade para simplificar processos, eliminar customizações desnecessárias, habilitar IA, automação e analytics, além de repensar integrações com uso da BTP. O equilíbrio vem da definição clara do que é essencial para o go-live e do que pode ser evoluído depois, evitando escopos excessivos, atrasos e custos desnecessários.

ASUG News: Por que o SAP S/4HANA é uma plataforma mais preparada para o futuro?

Kelly Teixeira: Porque foi desenhado para processamento em tempo real, integração com IA generativa, automação, workflows modernos, arquitetura simplificada e padronizada, extensões via BTP, evitando customizações pesadas; e analytics nativo. Mais do que um upgrade, o S/4HANA conecta o ERP ao ecossistema digital da empresa.

ASUG News: Para quem ainda não começou, qual é o primeiro passo prático?

Kelly Teixeira: O primeiro passo é realizar um assessment estruturado da jornada para o S/4HANA. Esse diagnóstico responde onde a empresa está, qual a complexidade da base, o melhor caminho de migração, o tempo necessário e os principais riscos. A partir disso, é possível construir um roadmap realista e iniciar préprojetos essenciais, como limpeza de dados e revisão de customizações.

Kelly Teixeira: O mercado tem capacidade, mas não para todos ao mesmo tempo. A demanda por arquitetos S/4, especialistas fiscais, profissionais de BTP e integradores especializados cresce à medida que 2027 se aproxima. Quem se antecipa consegue acessar melhores talentos e evitar sobrecarga das equipes.

ASUG News: Qual é o papel da liderança em um programa de transformação SAP?

Kelly Teixeira: A liderança precisa ser orquestradora de prioridades, garantidora da governança, promotora da cultura de mudança, agente de simplificação e patrocinadora ativa da transformação. Não pode ser apenas espectadora. Quando a liderança se envolve, o projeto ganha velocidade, clareza e sustentabilidade.

ASUG News: Em uma frase, qual é o principal recado para a comunidade SAP em 2026?

Kelly Teixeira: “Não é apenas sobre migrar para o S/4HANA — é sobre estar preparado para um futuro digital, fiscal e de inovação que não espera ninguém.”

A migração para o S/4HANA não deve ser apenas técnica. Ela é uma oportunidade para simplificar processos, eliminar customizações desnecessárias, habilitar IA, automação e analytics

ASUG News: O que as empresas devem priorizar ao planejar sua migração?

ASUG News: O mercado brasileiro está preparado para essa corrida final?

IA que gera valor: como alinhar dados, processos e pessoas para transformar resultados

Vice-presidente da ASUG e CIO da Leo

Madeiras, Celso Bueno compartilha aprendizados sobre transformação digital, uso estratégico da inteligência artificial e os caminhos para gerar impacto real nos negócios.

ASUG News – Você esteve à frente, na Leo Madeiras, de um projeto de transformação digital por meio da IA que garantiu a geração de resultados concretos. Qual foi o principal fator para transformar um modelo de IA em uma ferramenta efetiva de apoio à decisão?

Celso Bueno – Na minha visão, o fator determinante é o alinhamento inegociável entre a solução tecnológica e a dor real do negócio, sustentado por uma gestão de mudança eficaz. A tecnologia por si só não gera valor; a adoção sim. No caso da Leo

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma tendência tecnológica para se tornar um diferencial competitivo nas organizações. À frente de projetos estratégicos na Leo Madeiras, Celso Bueno liderou iniciativas que demonstram como a IA pode gerar ganhos concretos quando aliada à governança de dados, maturidade de processos e gestão de mudança. Nesta entrevista à ASUG News, ele detalha experiências, desafios e recomendações para empresas que desejam transformar inovação em resultados sustentáveis.

Madeiras, o sucesso do nosso Motor de Desconto, baseado em Machine Learning, deve-se ao fato de não termos criado apenas um algoritmo, mas uma ferramenta de apoio que empoderou a força de vendas, garantindo proteção de margem e agilidade na ponta. Expandindo essa mentalidade para a eficiência operacional, estamos implementando Agentes de IA para otimizar o Service Desk, iniciando por TI e RH. O segredo está em sair do “hype” da IA e focar na métrica de negócio que queremos mover.

ASUG News – Um dos aprendizados destacados é que a IA só entrega valor quando está integrada a uma base de dados confiável. Como vocês estruturaram a evolução do uso de dados para permitir que a IA gerasse impacto real nas margens e na eficiência operacional?

Celso Bueno – Entendemos que dados são o oxigênio da IA. Por isso, desde 2024, executamos um movimento estruturante de unificação e governança de dados. Não se trata apenas de armazenamento, mas de criar uma “Fonte Única da Verdade” (Single

Source of Truth). Para sustentar essa visão, adotamos a stack completa do Google Cloud como nossa arquitetura de referência. Isso nos permitiu sair de dados silados para um ambiente integrado e escalável, garantindo que nossos modelos de IA consumam dados limpos, seguros e em tempo real.

ASUG News – O uso de IA para apoiar decisões de pricing aparece como um exemplo de aplicação prática e de alto impacto. Quais cuidados você considera essenciais para garantir que modelos de IA desse tipo sejam confiáveis, escaláveis e aceitos pelo negócio?

Celso Bueno – Para garantir confiabilidade e segurança em pricing, o segredo é estabelecer “guardrails” — travas de segurança inegociáveis. A IA opera dentro de limites de margem e regras de negócio pré-definidas, garantindo que nunca sugira preços que prejudiquem a saúde financeira da empresa. Além disso, a aceitação vem da estratégia de “Human-inthe-loop” (humano no comando): a IA atua como uma recomendação inte-ligente para o vendedor, e não como uma imposição cega. É importante validar os modelos exaustivamente em ambientes controlados, como testes A/B, para calibrar a elasticidade de preço, evitando tanto a perda de vendas quanto a erosão desnecessária de margem.

ASUG News – A maturidade de processos é pré-requisito para o sucesso da IA. Como esse alinhamento entre processos, tecnologia e pessoas foi trabalhado para evitar iniciativas que não gerassem retorno?

A tecnologia deve ser a última milha da transformação. O valor sustentável só aparece quando pessoas e processos estão sólidos

Celso Bueno – Partimos da premissa de que não devemos digitalizar a ineficiência. Antes de aplicar IA, estamos conduzindo uma revisão profunda de processos com foco em simplificação, seguindo conceitos Lean e eliminando etapas que não geram valor. Esse saneamento de processos é o prérequisito para a nossa modernização arquitetural. Ao simplificar o fluxo de trabalho primeiro, garantimos que a tecnologia e a IA entrem para escalar a eficiência, e não para automatizar a burocracia. O alinhamento com as pessoas ocorre justamente nessa simplificação: entregamos ferramentas que fazem sentido para o dia a dia delas, o que garante adoção e o ROI do projeto.

ASUG News – Para empresas que estão iniciando ou amadurecendo o uso de IA, qual seria o principal aprendizado que você destacaria para evitar projetos que ficam apenas na fase experimental e não chegam a gerar valor sustentável?

Celso Bueno - Costumo usar uma analogia direta: não adianta querer “turbinar” um processo que não para em pé. A IA não faz milagre em cima de sistemas legados desconexos ou processos quebrados. O erro mais comum é pular etapas. A tecnologia deve ser a última milha da transformação. O valor sustentável só aparece quando garantimos que a base, pessoas e processos, está sólida. Sem isso, a IA vira apenas uma camada de complexidade sobre um problema que já existia.

Celso Bueno

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