Edição 100 - Maio 2026

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Edição 100 - Maio 2026

Diálogo Estratégico
com o Presidente da SAP Brasil, Rui Botelho: “O futuro da transformação digital na visão da SAP Brasil” Pág. 8
O Novo Papel do IT
na construção das organizações do futuro: “Liderança estratégica, inovação e governança” Págs. 42 a 47
Como a ASUG estrutura o conhecimento do ecossistema: “O poder da inteligência coletiva na construção do conhecimento do ecossistema SAP” Págs. 48 a 51

Quem faz esta edição acontecer:
DIRETORIA ASUG
PRESIDENTE
Cláudio Fontes
VICE-PRESIDENTE Celso Bueno
DIRETOR ASSOCIATIVO
Fabrício Simas Mielke
DIRETOR DE MARKETING E RELACIONAMENTO
Domingos Bruno
DIRETORA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
Kelly Teixeira
DIRETOR DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO
Nailson Rego
DIRETORA DE EDUCAÇÃO
Ana Paula Corazzini
DIRETOR DE OPERAÇÕES
Orlando Fogaça
CONSELHO ADMINISTRATIVO
Fernando Birman
Italo Flammia
Marcelo Hirata
PRODUÇÃO, DISTRIBUIÇÃO, COMERCIAL E MARKETING
CPNE - Connecting People
Negócios e Eventos
JORNALISTA RESPONSÁVEL
Yasmim Taha - MTB Nº 62.264/SP
PROJETO GRÁFICO
JMB Design
Selo comemorativo 100 edições: Guilherme Balbinot Bitencourt
FOTOGRAFIA
Eduardo Souza
EXECUTIVA DE CONTAS
Rosilene Alvernaz
rosi@rscorp.com.br
Mensagem do Presidente da ASUG
Mensagem da Comunidade ASUG
Manifesto Institucional: "A Força da Comunidade na Era da Transformação Digital” 4 | 5 | 6 e 7 |
10 e 11 |
12 a 17 |
18 a 23 |
24 e 25 |
O poder global das comunidades SAP 8 e 9 |
Diálogo Estratégico: Entrevista com o presidente da SAP Brasil
Pesquisa & Inteligência Estratégica
Lideranças que construíram a ASUG
O ecossistema como pilar estratégico
26 e 27 |
28 e 29 |
30 e 31 |
32 e 33 |
Do ERP ao Digital Core
A evolução da tecnologia
RISE & GROW na América Latina
Da automação à decisão / Tecnologia como ajuda da responsabilidade
34 e 35 |
36 e 37 |
38 a 41 |
42 a 47 |
48 a 51 |
Liderança em Foco / Inovação aplicada em movimento
A nova liderança na era da transformação contínua
Liderar na incerteza: decisões, pessoas, e o verdadeiro teste da transformação
O papel do IT na nova era corporativa
Network e inteligência coletiva
Eventos que marcam a história
Conferência Anual ASUG
ASUG Days
Casos de Transformação 52 | 53 | 54 | 55 | 56 a 61 |
Impact Awards
62 e 63 |
64 a 68 | 69 |
Cronologia ASUG
Governança & Continuidade Institucional
Encerramento: "O Próximo Capítulo Começa Agora"
“Chegar à 100ª edição desta publicação é também reconhecer o papel da ASUG News como registro vivo dessa história”
ClaudioAFontes
Presidente da ASUG
EDITORIAL
PALAVRA DO PRESIDENTE

Celebrar a 100ª edição da ASUG News é, antes de tudo, reconhecer a força de uma comunidade que, ao longo de décadas, escolheu construir coletivamente o futuro da tecnologia no Brasil.
Quando olhamos para trás, para a jornada iniciada em fevereiro de 1998, vemos muito mais do que a evolução de uma entidade. Vemos a consolidação de um movimento. Um grupo de líderes que, diante de incertezas tecnológicas e econômicas, decidiu criar pontes entre empresas, entre profissionais e, principalmente, entre usuários e a SAP.
Ao longo desses anos, a ASUG se tornou uma referência no ecossistema SAP, sustentada por pilares que seguem atuais e essenciais: relacionamento, influência e educação. Mais do que representar interesses, a entidade ajudou a moldar soluções, impulsionar inovação e dar voz a uma comunidade que hoje é protagonista não apenas no país, mas também no cenário global.
Essa trajetória não foi construída sem desafios. Desde os primeiros encontros informais até a consolidação de estruturas, como o Comitê Estratégico e a atuação internacional no SUGEN, cada avanço exigiu compromisso, colaboração e visão de longo prazo. O que nos trouxe até aqui foi a capacidade de transformar desafios em evolução, sempre com base no diálogo e na confiança.
Chegar à 100ª edição desta publicação é também reconhecer o papel da ASUG News como registro vivo dessa história. Ao longo dos anos, ela acompanhou as transformações do mercado, deu visibilidade às conquistas da comunidade e reforçou o valor da troca de conhecimento como motor de crescimento.
Mas toda celebração de legado carrega, inevitavelmente, uma responsabilidade: a de continuar construindo.
Vivemos um momento em que a transformação digital redefine negócios, modelos operacionais e a própria relação entre tecnologia e estratégia. Nesse cenário, a ASUG tem um papel ainda mais relevante: o de continuar sendo um espaço de conexão, influência e desenvolvimento, preparando seus associados para os desafios que ainda virão.
O futuro não começa agora. Ele vem sendo construído há décadas. E é justamente esse legado que nos dá a confiança para seguir avançando.
Continuamos juntos, fortalecendo uma comunidade que transforma, influencia e lidera.
Assinam esta mensagem os coordenadores dos SIGs ASUG:
Amaro Barros
SIG S/4HANA
Cledi Lima
SIG Enterprise Support
Donato Locaspi
SIG Recursos Humanos
Eid Haddad
SIG Inovação e Novas Soluções
Fernando Cerqueira
SIG SuccessFactors
Guilherme Domiciano
SIG Ariba
Luciano Mauro Giunzioni
SIG Gestão de Projetos
Marco Gracindo
SIG Agronegócio
Mauro Ferraz
SIG Localização
Nei Dias
SIG Auditoria e GRC
Nubia Rodrigues
SIG Banks, Brokers and Insurance
Paulo Cruz
SIG Business One
Paulo Palmeira
SIG Retail
Rivalino Pereira
SIG TDF & DRC
Yohan Bonança
SIG Analytics Cloud (SAC)
Eles representam a diversidade, a colaboração e a força coletiva da nossa comunidade.

Ao longo de sua trajetória, a ASUG se consolidou como muito mais do que uma associação. Tornou-se um espaço vivo de colaboração, em que experiências são compartilhadas, desafios debatidos e caminhos construídos em conjunto.
Essa força não está em uma única liderança, empresa ou iniciativa. Ela nasce da participação ativa de cada associado, da troca constante entre profissionais e da capacidade de transformar conhecimento coletivo em impacto real para o mercado.
Ao chegar à sua edição número 100, a ASUG News reafirma aquilo que sempre esteve em sua essência: a construção de uma comunidade baseada em confiança, relevância e propósito.
Cada encontro, discussão, pesquisa e iniciativa representam um passo na evolução de um ecossistema que cresce coletivamente, aprende de forma contínua e avança de maneira colaborativa.
Vivemos um momento em que tecnologia, negócio e sociedade estão profundamente conectados. Nesse cenário, a inteligência coletiva deixa de ser diferencial e passa a ser essencial. É ela que permite interpretar mudanças, antecipar tendências e transformar desafios em oportunidades.
A ASUG é, acima de tudo, a soma de suas vozes. É essa diversidade de visões, experiências e perspectivas que sustenta sua relevância ao longo do tempo.
Seguimos construindo, juntos, o próximo capítulo dessa história, com responsabilidade, colaboração e visão de futuro.
A diversidade de visões nos fortalece. A colaboração nos impulsiona. Juntos, construímos o futuro.
Nesse cenário, a inteligência coletiva deixa de ser diferencial e passa a ser essencial.

Vivemos um momento singular na história das organizações. A transformação digital deixou de ser uma agenda futura para se tornar uma realidade contínua, acelerada e estrutural. Tecnologias evoluem em ciclos cada vez mais curtos, modelos de negócios são redefinidos em escala global e a complexidade das decisões estratégicas cresce na mesma proporção.
Nesse novo cenário, a tecnologia deixou de ser suporte para assumir um papel central na definição do próprio futuro das empresas. O que antes era operacional tornou-se estratégico. O que antes era implementação passou a ser transformação. E, acima de tudo, o que antes era individual passou a ser coletivo.
Foi nesse contexto, ainda em seus estágios iniciais, que nasceu a ASUG Brasil.
Desde sua origem, a comunidade surgiu como resposta a um desafio real: navegar um ambiente de profundas mudanças tecnológicas sem referências consolidadas. Em um mercado ainda em formação, marcado pela escassez de conhecimento e pela necessidade de adaptação local, a ASUG tornou-se um espaço essencial de troca, aprendizado e construção conjunta.
O que antes era individual passou a ser coletivo.
Ao longo dessa trajetória, a relação com a SAP evoluiu para um modelo de colaboração estratégica, conectando a visão global da tecnologia às necessidades reais do mercado brasileiro.
Comunidade não é suporte,
Ali, mais do que compartilhar experiências, formava-se algo maior: confiança. Uma rede de líderes que compreendia que os desafios enfrentados por uma empresa eram, na essência, os mesmos enfrentados por muitas outras. Essa percepção deu origem a um dos pilares mais duradouros da associação: a crença de que o conhecimento se multiplica quando compartilhado.
Ao longo do tempo, essa base colaborativa evoluiu.
Com o crescimento da comunidade, surgiram novos desafios: estruturar governança, organizar processos e sustentar a expansão sem perder a proximidade entre os associados.
A ASUG respondeu a esse momento com maturidade institucional, fortalecendo sua estrutura e consolidando sua atuação de forma estratégica e coordenada.
Esse movimento não apenas sustentou o crescimento, como redefiniu o papel da comunidade.
A ASUG deixou de ser percebida apenas como um espaço técnico e passou a ocupar uma posição de influência real dentro do ecossistema. A voz da comunidade começou a ganhar relevância em decisões estratégicas, dialogando com lideranças, contribuindo para a evolução de soluções e estabelecendo uma relação de colaboração madura com a SAP, baseada em transparência, independência e construção conjunta.
Esse é, talvez, um dos maiores diferenciais da ASUG: sua capacidade de equilibrar proximidade e autonomia. Desde decisões fundamentais, como a conquista de sua independência institucional, até a construção de mecanismos estruturados de contribuição, a associação consolidou-se como uma entidade que representa, de forma legítima, os interesses e as demandas de sua comunidade.
Hoje, essa trajetória se reflete em um ecossistema vivo, dinâmico e cada vez mais estratégico.
A ASUG conecta empresas, especialistas e parceiros em um ambiente onde a colaboração não é apenas um valor, é um ativo competitivo. A inteligência coletiva tornou-se um instrumento de transformação real, capaz de acelerar jornadas, reduzir incertezas e ampliar a capacidade de tomada de decisão das organizações.
A inteligência coletiva é o verdadeiro motor da transformação.
Mais do que acompanhar a evolução tecnológica, a comunidade passou a influenciar o seu direcionamento. E é justamente nesse ponto que o presente se encontra com o futuro.
Os próximos anos trarão desafios ainda mais complexos. A adoção de novas arquiteturas digitais, a incorporação da inteligência artificial nos processos de negócio e a necessidade de decisões cada vez mais rápidas exigirão um novo nível de maturidade das organizações e das comunidades que as sustentam.
O próximo capítulo da ASUG será definido pela sua capacidade de expandir ainda mais sua base, integrar novos participantes e fortalecer a conexão com todo o ecossistema SAP, consolidandose como o principal centro de influência e articulação da comunidade na América Latina.
Mas, acima de tudo, será definido pela responsabilidade de continuar cumprindo o seu papel essencial: ser um espaço onde conhecimento se transforma em valor, colaboração se transforma em impacto e comunidade se transforma em direção.
E nenhuma transformação é mais poderosa do que aquela construída em conjunto.
Porque, na era da transformação digital, nenhuma organização evolui sozinha.

Maturidade da comunidade
Rui
Em um cenário marcado pela aceleração da transformação digital, a visão das lideranças ganha ainda mais relevância na definição de caminhos sustentáveis para inovação. À frente da SAP Brasil, Rui Botelho acompanha de perto as mudanças que estão redesenhando empresas, mercados e a forma como a tecnologia se conecta diretamente à geração de valor para o negócio.
Nesta entrevista para a ASUG News, ele explora a evolução da comunidade ASUG como um hub estratégico de colaboração, que supera o papel técnico e passa a influenciar decisões de negócio e o próprio roadmap da SAP. A partir de um modelo cada vez mais orientado à cocriação, clientes, parceiros e a SAP reduzem a distância entre desenvolvimento e aplicação prática, acelerando a adoção de soluções mais aderentes às demandas reais do mercado.
Rui também destaca o papel central do digital core como base para inovação escalável e o protagonismo do Brasil como um ambiente complexo e altamente inovador, capaz de antecipar tendências globais. Ao olhar para o futuro, ele aponta a convergência entre dados, inteligência artificial e automação como forças que irão redefinir as organizações e reforça o papel das comunidades na formação de lideranças preparadas para um mundo cada vez mais orientado por dados e decisões em tempo real.
ASUG News: Ao longo das últimas décadas, a comunidade ASUG consolidou-se como um espaço de colaboração entre empresas, especialistas e líderes de tecnologia. Na visão de vocês, qual é o estágio de maturidade que essa comunidade alcançou hoje e qual é o seu papel no ecossistema SAP?
Rui Botelho: A comunidade ASUG atingiu um nível elevado de maturidade, deixando de ser um espaço predominantemente técnico para se consolidar como um fórum estratégico de troca entre líderes de negócio, tecnologia e inovação. Hoje, ela funciona como um verdadeiro hub de inteligência coletiva, em que experiências reais orientam decisões críticas. A ASUG atua como uma ponte estruturada entre clientes, parceiros e a SAP, contribuindo para acelerar a adoção de inovação com mais segurança, compartilhamento de boas práticas e visão de longo prazo.
ASUG News: Em um ambiente de transformação digital acelerada, como comunidades de usuários podem evoluir de fóruns técnicos para plataformas de influência estratégica nas organizações?
Rui Botelho: Essa evolução acontece quando a conversa deixa de ser sobre tecnologia isolada e passa a ser sobre impacto no negócio. Comunidades como a ASUG ganham relevância ao conectar desafios reais das empresas com tendências globais, criando um ambiente em que decisões estratégicas são discutidas de forma colaborativa. Além disso, o acesso direto a outros líderes que podem estar enfrentando problemas semelhantes permite que essas comunidades se tornem espaços de validação de caminhos. Isso transforma o conhecimento coletivo em influência concreta dentro das organizações.
Influência no roadmap
ASUG News: Historicamente, comunidades de usuários têm contribuído para orientar o desenvolvimento de soluções tecnológicas. De que forma a ASUG influencia hoje as prioridades de inovação e o roadmap da SAP?
A comunidade ASUG atingiu um nível elevado de maturidade.
Rui Botelho: A ASUG tem hoje um papel ativo na evolução do portfólio SAP. Esse diálogo acontece de forma estruturada, com canais contínuos de escuta, grupos de trabalho e iniciativas de inovação que capturam as necessidades reais dos clientes. Na prática, isso significa que muitas das prioridades de inovação, especialmente em áreas como automação, inteligência artificial e experiência do usuário, são diretamente influenciadas por esse feedback coletivo, garantindo maior aderência ao que o mercado realmente precisa.
de dados colocam as empresas brasileiras na vanguarda de desafios que, muitas vezes, antecipam tendências globais.
A ASUG tem hoje um papel ativo na evolução do portfólio SAP. Esse diálogo acontece de forma estruturada, com canais contínuos de escuta.
ASUG News: Além da influência conceitual no roadmap, como o diálogo entre clientes, parceiros e SAP se traduz em melhorias concretas nas plataformas e soluções que chegam ao mercado?
Rui Botelho: Esse diálogo se materializa principalmente em ciclos contínuos de cocriação. Hoje, clientes e parceiros participam desde a identificação do problema até a validação da solução, o que reduz a distância entre o desenvolvimento e a aplicação real no negócio. Isso se materializa em funcionalidades mais alinhadas a cenários operacionais, integrações mais fluidas entre sistemas e soluções que já nascem preparadas para escalar. É uma mudança importante: a inovação deixa de ser algo desenvolvido para o cliente e passa a ser construída com o cliente, o que aumenta significativamente a velocidade de adoção e o retorno gerado.
Digital core, geopolítica tecnológica e o Brasil
ASUG News: O conceito de digital core tornou-se central nas estratégias de transformação empresarial. Na visão de vocês, qual é o papel desse núcleo digital no redesenho das organizações nos próximos anos?
Rui Botelho: O digital core é a base que sustenta toda a transformação. Ele garante processos padronizados, dados confiáveis e governança, elementos essenciais para que a inovação aconteça de forma escalável. Nos próximos anos, o papel desse núcleo será ainda mais crítico, especialmente com a expansão da inteligência artificial. Sem um core limpo, integrado e preparado, as empresas não conseguem capturar o valor pleno dessas tecnologias. Por isso, conceitos como clean core deixam de ser técnicos e passam a ser estratégicos.
O digital core é a base que sustenta toda a transformação.
ASUG News: Diante da atual reconfiguração da geografia global da inovação, que fatores explicam a crescente relevância do Brasil para a evolução e expansão do ecossistema SAP?
Rui Botelho: O Brasil reúne uma combinação única de fatores: escala de mercado, complexidade regulatória e um ambiente empresarial altamente resiliente e inovador. Isso faz com que o país se torne um laboratório natural para soluções mais robustas e adaptáveis. Além disso, temas como a reforma tributária e a necessidade de maior governança
ASUG News: O que diferencia o perfil das empresas brasileiras na forma como adotam e adaptam novas tecnologias?
Rui Botelho: As empresas brasileiras se destacam pela capacidade de adaptação e pela velocidade de resposta. Existe uma cultura de fazer mais com menos, o que impulsiona criatividade e pragmatismo na adoção de tecnologia. Ao mesmo tempo, vemos uma evolução clara na maturidade. As organizações estão saindo de iniciativas isoladas para estratégias estruturadas, com foco em dados, governança e escalabilidade, especialmente quando falamos de inteligência artificial.
Temas como a reforma tributária e a necessidade de maior governança de dados colocam as empresas brasileiras na vanguarda de desafios que antecipam tendências globais.
ASUG News: Olhando para os próximos dez anos, quais transformações tecnológicas terão maior impacto nas empresas que hoje fazem parte da comunidade ASUG?
Rui Botelho: A próxima década será marcada pela convergência entre inteligência artificial, dados e automação de processos. A IA deixará de ser uma camada adicional e passará a estar embutida em todas as operações. Outro ponto central será a capacidade de integrar ecossistemas, empresas, parceiros e plataformas de forma fluida. Quem conseguir transformar dados em decisões em tempo real terá uma vantagem competitiva significativa.
ASUG News: Que papel a comunidade deve desempenhar para preparar líderes e organizações para essa nova fase da economia digital?
Rui Botelho: A comunidade terá um papel fundamental na preparação de lideranças para esse novo cenário. Mais do que compartilhar conhecimento técnico, ela será um espaço de desenvolvimento de visão estratégica. Isso inclui discutir governança de IA, novos modelos de negócio e competências necessárias para liderar em um ambiente cada vez mais orientado por dados. Em um mundo de mudanças aceleradas, aprender com o coletivo deixa de ser diferencial e passa a ser essencial.
A comunidade terá um papel fundamental na preparação de lideranças para esse novo cenário.
Nos últimos anos, as pesquisas conduzidas pela ASUG deixaram de ser apenas levantamentos técnicos para se consolidarem como um verdadeiro termômetro da realidade empresarial brasileira. Mais do que reunir dados, passaram a representar inteligência aplicada, capaz de orientar decisões, antecipar tendências e fortalecer a conexão entre empresas, parceiros e o mercado.
Por Nailson Rego
Esse movimento acompanha a própria evolução do papel da tecnologia dentro das organizações. Em um cenário cada vez mais dinâmico e orientado a dados, transformar informação em ação tornou-se um diferencial competitivo. E é exatamente nesse ponto que a ASUG vem ampliando sua relevância.
Para Nailson Rego, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da ASUG, essa evolução é clara e consistente. “Nos últimos anos, as pesquisas evoluíram de levantamentos técnicos para se tornarem um verdadeiro termômetro da realidade empresarial brasileira. A consistência metodológica e o crescimento no número de respostas consolidaram a credibilidade da associação como fonte de inteligência estratégica”, afirma.
Inteligência coletiva com impacto econômico real
A força das pesquisas da ASUG está diretamente ligada à qualidade da sua base. Reunindo empresas que representam uma parcela significativa do PIB brasileiro, os resultados deixam de ser apenas estatísticos e passam a refletir decisões que movimentam setores estratégicos da economia.
Esse fator confere às análises um caráter único: elas não apenas capturam tendências, mas influenciam investimentos, estratégias corporativas e direcionamentos de mercado.
Nailson reforça esse ponto ao destacar o peso econômico da comunidade: “Os resultados das pesquisas ganham um caráter único: não são apenas estatísticas, mas indicadores estratégicos que refletem setores que movimentam bilhões de reais.”
Trata-se de um ciclo virtuoso: participação gera credibilidade, credibilidade gera influência, e influência fortalece todo o ecossistema.

Nailson Rego
Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da ASUG e CIO Coopercitrus
Opapeldaspesquisasnofortalecimentodacomunidade
Ao longo do tempo, as pesquisas se consolidaram como um dos principais pilares da ASUG. Mais do que coletar dados, elas traduzem a voz dos associados, revelando desafios, expectativas e oportunidades.
Cada contribuição reforça a construção de uma inteligência coletiva, um ativo compartilhado que beneficia toda a comunidade. É a partir desses insights que a associação consegue direcionar iniciativas, estruturar conteúdos, desenvolver programas de capacitação e preparar o ecossistema para momentos estratégicos.
Nesse contexto, a ASUG assume um papel claro: atuar como ponte entre as demandas reais das empresas e as soluções disponíveis no mercado.
Como destaca Nailson: “cada resposta fortalece a relevância dos resultados e transforma os estudos em ferramentas que orientam decisões internas, inspiram estratégias e ampliam o diálogo com parceiros e fornecedores.”
Dodadoàdecisão:valorpráticoparaasempresas
Para os associados, participar das pesquisas significa acessar algo que vai além de relatórios: é fazer parte de um processo que transforma experiências individuais em conhecimento estruturado.
Na prática, os resultados têm sido utilizados para orientar o planejamento estratégico, apoiar decisões de investimento, promover benchmarking entre empresas e direcionar a capacitação de equipes.
“O maior valor é fazer parte de uma inteligência coletiva que traduz a realidade empresarial em informações estratégicas”, explica Nailson.
“Na prática, as empresas usam esses resultados para planejamento, capacitação e benchmarking.”
A combinação entre análises quantitativas e qualitativas garante consistência e profundidade, permitindo que as empresas não apenas entendam o cenário, mas ajam sobre ele. Mais do que números, são insights que ajudam a transformar desafios em oportunidades.
Maturidadedigitalenovoscaminhos
Os dados também têm revelado um retrato importante da maturidade digital das empresas brasileiras. Enquanto parte significativa dos associados já demonstra alto nível de atualização tecnológica, outros identificam pontos claros de evolução, especialmente em temas como automação, integração e adoção de soluções em nuvem.
Essa leitura é fundamental para que cada organização entenda seu posicionamento e construa planos mais assertivos para avançar em sua jornada de transformação.

O futuro das pesquisas da ASUG está diretamente conectado às transformações que já impactam o mercado. Inteligência artificial, automação e compliance deixaram de ser tendências e passaram a ser exigências estratégicas.
Nesse cenário, a associação atua como catalisadora de conhecimento, trazendo dados concretos, promovendo discussões e compartilhando experiências reais da comunidade.
“Inteligência artificial, automação e compliance já estão redefinindo o mercado e exigem respostas rápidas e certeiras”, afirma Nailson. “As pesquisas oferecem dados reais e revelam oportunidades concretas para apoiar as empresas nessa jornada.”
Entre os temas prioritários que ganham destaque estão o uso de IA aplicada ao ERP, a evolução dos modelos de automação e o conceito de Clean Core, voltado à redução de customizações e aumento de agilidade.
Esses elementos refletem uma necessidade clara: empresas precisam ser mais rápidas, mais eficientes e mais aderentes às melhores práticas para acompanhar a velocidade das mudanças.
O maior valor é fazer parte de uma inteligência coletiva que traduz a realidade empresarial em informações estratégicas.
Segundo Nailson: “os resultados mostram o nível de maturidade digital das empresas. Muitos já têm alto grau de atualização, enquanto outros identificam oportunidades claras de evolução, seja em automação, integração ou nuvem.”
Ao transformar percepções em evidências, as pesquisas ajudam a reduzir incertezas e tornam as decisões mais seguras e embasadas.
OprotagonismodosCIOs
Outro ponto fundamental nesse processo é o papel dos CIOs. Cada vez mais ativos e engajados, esses líderes têm contribuído diretamente para a construção das pesquisas, ampliando a qualidade e a representatividade dos dados.
Ao compartilhar experiências, desafios e visões estratégicas, os CIOs ajudam a transformar as pesquisas em algo maior do que um levantamento, um instrumento de posicionamento para todo o ecossistema.
Como observa Nailson: “os CIOs ajudam a transformar os resultados em muito mais do que números: em posicionamento estratégico para toda a comunidade.”
Essa participação ativa fortalece a comunidade e garante que os resultados reflitam, de fato, a realidade das empresas brasileiras.
Umabússolaparadecisõesestratégicas
Em um ambiente de constantes transformações, a capacidade de interpretar o presente e antecipar o futuro tornou-se essencial. As pesquisas da ASUG cumprem exatamente esse papel.
Elas funcionam como uma bússola coletiva, orientando empresas, conectando experiências e fortalecendo a tomada de decisão com base em dados reais.
“Mais respostas significam mais credibilidade. Mais credibilidade significa maior influência”, resume Nailson. “É nesse ciclo que as pesquisas se consolidaram como um patrimônio coletivo da comunidade.”
Mais do que um instrumento de análise, tornaram-se um ativo estratégico construído de forma colaborativa, que gera valor, promove conhecimento e impulsiona o desenvolvimento do ecossistema SAP no Brasil.
Uma associação sem fins lucrativos não se constrói do dia para a noite. Décadas de história, tradição e evolução se fortalecem com muito trabalho, compromisso e lideranças com disposição para transformar o presente em prol de um futuro longevo.
Ao longo de sua história, a ASUG foi moldada por diferentes momentos, cada um marcado por contextos específicos do mercado, avanços tecnológicos e, principalmente, pela atuação de seus presidentes que, em suas respectivas épocas, ajudaram a transformar os desafios em soluções que revolucionaram a realidade de empresas brasileiras.
Nesta edição especial, revisitamos essa jornada a partir de quatro fases que ajudam a compreender a evolução da associação.
A fase de Consolidação, liderada por Fernando Birman (1999–2000), foi marcada pela construção dos alicerces institucionais em meio a um cenário de rápidas transformações tecnológicas. Como relembra o ex-presidente: “O grande desafio real foi construir a ASUG enquanto a comunidade de usuários se movimentava para acompanhar o ritmo da evolução”.

Na sequência, a fase de Influência, conduzida por Edgar Marçon (gestão 2020-2022), representa o momento em que a ASUG amplia seu papel e passa a se posicionar de forma mais estratégica dentro do ecossistema. Como destaca: “Desde o início da ASUG, já planejávamos que fosse algo mais amplo”, sinalizando uma atuação que ia além do suporte técnico.
A fase de Expansão, sob a liderança de Ítalo Flammia (2006–2008), consolidou o crescimento da associação e trouxe novos desafios relacionados à escala e à governança. “À medida que o número de associados aumentava, ficou claro que o modelo inicial já não era suficiente”, afirma, ao destacar a necessidade de estruturar melhor processos e garantir sustentabilidade.
Por fim, a fase de Transformação, representada por Cláudio Antônio Fontes, reflete o momento atual da ASUG, em que tecnologia e estratégia caminham juntas. Como ele define: “A ASUG deixou de ser apenas uma comunidade de usuários e passou a atuar como protagonista da transformação digital”.
Mais do que uma retrospectiva, esse é um convite à reflexão sobre o papel do associativismo em um mundo em constante mudança e sobre como a colaboração continua sendo o principal motor de evolução.
Fernando Birman
Quando a base define o futuro
As primeiras reuniões da ASUG eram marcadas por CIOs e gerentes de projeto ansiosos por respostas em um mar de incertezas sobre as implementações.
No fim dos anos 1990, falar em SAP no Brasil era, ao mesmo tempo, oportunidade e incerteza. O mercado ainda carecia de profissionais qualificados, as implementações eram desafiadoras e o próprio sistema passava por uma evolução significativa. Foi nesse cenário que a ASUG começou a se consolidar e que a gestão de Fernando Birman ajudou a transformar uma iniciativa promissora em uma instituição estruturada.
Mais do que criar uma associação, o desafio era acompanhar o ritmo acelerado da tecnologia. “O grande desafio real foi construir a ASUG enquanto a comunidade de usuários se movimentava para acompanhar o ritmo da evolução imposta pela própria SAP”, relembra Birman. Segundo o ex-presidente, a entidade se consolidou em um momento semelhante ao atual. O software da SAP passava por uma evolução crítica, comparável com a transição para o S/4HANA.
A necessidade de um espaço de troca era evidente. Empresas enfrentavam dificuldades práticas e buscavam referências confiáveis para suas decisões. “A criação da ASUG tornou-se necessária para oferecer um porto seguro de troca de experiências e aprendizados”, afirma. Esse ambiente colaborativo rapidamente atraiu lideranças do mercado, formando uma rede qualificada e altamente engajada.

Desde o início, havia também decisões estruturais importantes a serem tomadas. Uma das mais estratégicas foi optar por uma associação independente no Brasil, em vez de um braço internacional. “Insistir em uma organização nacional foi a decisão correta”, destaca Birman, apontando que essa escolha permitiu à ASUG evoluir até se tornar uma referência no Cone Sul.
Outro marco decisivo foi a busca pela autonomia em relação à SAP. Inicialmente apoiada pela fornecedora, a associação precisou dar um passo ousado para garantir sua independência. “Sair do conforto das instalações da SAP para montar uma sede própria foi o passo que conferiu à associação a postura ética e correta que ela mantém até hoje”, afirma.
A confiança da comunidade foi construída de forma consistente, apoiada em entregas concretas. “A confiança foi alicerçada na eficácia dos grupos de trabalho, eventos e reuniões executivas com a SAP”, lembra Birman.
O resultado foi a formação de uma base sólida, sustentada por valores que permanecem até hoje. “A crença na força da comunidade, o compromisso com a multiplicação do conhecimento e o papel estratégico de influenciar a SAP” seguem como pilares da ASUG.
Mais do que consolidar uma estrutura, essa fase definiu a essência da associação e estabeleceu as bases para tudo o que viria a seguir.
A confiança foi alicerçada na eficácia dos grupos de trabalho, eventos e reuniões executivas com a SAP.
Com a estrutura já consolidada, a ASUG entrou em uma fase decisiva de sua trajetória: ampliar sua relevância para além do ambiente técnico e se posicionar como uma voz ativa dentro do ecossistema SAP.
Durante a gestão de Edgar Marçon, entre 2000 e 2002, a associação começou a dar passos mais firmes nessa direção. Sem abandonar sua essência colaborativa, passou a fortalecer sua capacidade de articulação e influência junto a empresas e à própria SAP.
Esse movimento, no entanto, não foi uma ruptura, mas sim uma evolução natural. “Desde o início da ASUG, já planejávamos que fosse algo mais amplo”, afirma Marçom. A proposta sempre foi ir além do suporte técnico, incorporando o compartilhamento de experiências, boas práticas e conhecimento entre os associados.
A ampliação desse papel se refletiu na forma como a entidade passou a se relacionar com o mercado. Reuniões temáticas e eventos ganharam relevância como espaços de discussão estruturada. “Inicialmente através de reuniões temáticas e eventos específicos”, relembra o ex-presidente.
Ao mesmo tempo, a ASUG avançava em sua autonomia institucional, fortalecendo sua posição no diálogo com a SAP. “A independência foi estruturada desde a criação da ASUG, mas com a autonomia financeira, ela foi fortalecida”, destaca. Esse equilíbrio entre proximidade e independência tornou-se um dos pilares da atuação da associação.
A relação com a SAP, aliás, passou a ser cada vez mais estratégica. “O conceito sempre foi o de trabalho em conjunto, com transparência”, afirma Marçom. Mesmo diante de interesses distintos, a construção de uma agenda comum foi priorizada. “Sempre ocorrem tensões, pois alguns interesses são antagônicos, mas privilegiou-se o bom relacionamento e a visão de conjunto”.

Esse amadurecimento institucional abriu portas importantes. A ASUG passou a ter interlocução direta não apenas no Brasil, mas também com a matriz da SAP. “Tivemos inclusive reuniões em Walldorf, mostrando a importância que a ASUG criou desde o princípio”, relembra.
As pautas refletiam os desafios do momento, com forte foco em localização e na troca de experiências sobre implementação e operação dos sistemas. “Tínhamos forte pauta com a localização, as boas práticas de implantação e gestão da operação”, explica.
Mais do que ampliar sua atuação, essa fase consolidou a ASUG como uma entidade capaz de representar seus associados de forma estruturada e qualificada.
Foi nesse período que a associação deixou de ser apenas um fórum técnico para se afirmar como uma voz estratégica preparada para influenciar e acompanhar a evolução do ecossistema SAP.
Tivemos reuniões em Walldorf, mostrando a importância que a ASUG criou desde o princípio.
O crescimento da ASUG marcou uma virada importante em sua trajetória. Se nas fases anteriores o foco esteve na consolidação e no fortalecimento da influência, o período da gestão de Ítalo Flammia, de 2006 a 2008, trouxe um novo desafio: sustentar a expansão da comunidade com organização, governança e visão de longo prazo.
O primeiro sinal dessa mudança veio com o aumento expressivo da base de associados e do nível de engajamento. “À medida que o número de associados aumentava e a participação se tornava mais ativa, ficou claro que o modelo inicial já não era suficiente”, relembra Flammia. A estrutura baseada em voluntariado e iniciativas pontuais precisava evoluir para acompanhar a nova realidade.
A resposta veio por meio do amadurecimento da governança. “Passamos a ter papéis mais claros entre o Conselho de Administração, a Diretoria e os grupos de estudo”, explica. “Esse movimento trouxe mais organização às decisões e ajudou a alinhar prioridades. Ao mesmo tempo, o back office ganhou protagonismo, apoiando de forma mais estruturada a execução das iniciativas”, complementa.
A profissionalização da associação foi uma consequência natural desse processo. “Passamos a atuar com planejamento estratégico, metas e acompanhamento mais estruturado”, afirma Flammia. Essa evolução permitiu maior previsibilidade e consistência nas ações, além de fortalecer a capacidade da ASUG de canalizar as demandas da comunidade para o ecossistema SAP.
Mas crescer também significava lidar com riscos. “Havia o risco de perder o foco, de não conseguir manter o mesmo nível de engajamento ou até enfrentar desafios financeiros”, destaca. Outro ponto sensível era preservar a proximidade entre os associados, uma das principais características da entidade desde sua origem.
Para enfrentar esse desafio, a estratégia foi ampliar, sem descaracterizar, os espaços de interação. “A ideia era ampliar a escala da comunidade sem perder a essência colaborativa”, resume. Nesse

contexto, ganharam força os grupos de estudo, os fóruns de discussão, os eventos temáticos e regionais, além do desenvolvimento do portal da ASUG.
A sustentabilidade financeira também entrou definitivamente na agenda estratégica. “Buscamos um equilíbrio entre garantir sustentabilidade financeira e preservar a independência da associação”, afirma. A estruturação de modelos de patrocínio e a transparência na gestão foram fundamentais nesse processo.
Para evitar dispersão em meio ao crescimento, o planejamento estratégico foi decisivo. “Definimos missão, prioridades e pilares de atuação claros”, explica Flammia. Essa diretriz garantiu que a expansão estivesse sempre alinhada ao propósito da associação.
No entanto, talvez o maior desafio tenha sido outro: equilibrar crescimento com maturidade institucional. “À medida que a comunidade crescia, aumentava também a necessidade de coordenação, comunicação e alinhamento”, observa.
Ao final desse ciclo, a ASUG emergiu mais estruturada, mais profissional e preparada para lidar com um ambiente cada vez mais complexo.
Mais do que crescer, a associação aprendeu a crescer com consistência, preservando aquilo que sempre a definiu: a força da comunidade.
Passamos a atuar com planejamento estratégico, metas e acompanhamento mais estruturado.
Uma comunidade em constante evolução
A ASUG que hoje se apresenta à comunidade é resultado de uma transformação profunda: não apenas tecnológica, mas principalmente de mentalidade. Se antes o foco estava na operação, hoje a comunidade assume um papel estratégico dentro das organizações e do próprio ecossistema SAP. “A principal mudança foi a evolução de uma comunidade focada em viabilizar uma operação eficiente para uma que atua como protagonista da transformação digital”, resume Cláudio Antônio Fontes, atual presidente da entidade.
Essa mudança acompanha a própria evolução do mercado. Com o avanço de tecnologias como cloud, dados e inteligência artificial, a discussão deixou de ser apenas técnica e passou a impactar diretamente os negócios. “Hoje, a mentalidade é claramente mais estratégica, focada em como a tecnologia pode gerar valor real e aumentar a competitividade”, explica.
Nesse contexto, a ASUG ampliou seu papel. “Ela atua como um verdadeiro hub estratégico de conhecimento e influência”, afirma Fontes. A entidade passou a conectar clientes, parceiros e a SAP de forma mais integrada, contribuindo não apenas com boas práticas, mas também com a evolução do próprio ecossistema.
A virada para uma agenda mais estratégica ganhou força nos últimos anos. “A comunidade começou a incorporar discussões de negócio principalmente com a chegada do S/4HANA e o avanço da transformação digital”, diz. A pandemia, segundo ele, acelerou ainda mais esse movimento.
Outro ponto marcante é a mudança no perfil da comunidade. “Hoje observamos um público mais diverso, com lideranças que valorizam inovação, adaptação e colaboração”, destaca. Esse novo perfil reflete uma ASUG mais dinâmica e conectada com as demandas contemporâneas.
A transformação também se materializa em iniciativas concretas. “Eventos híbridos, expansão digital, fortalecimento dos grupos de

interesse e maior proximidade com os associados” são alguns dos avanços recentes, segundo Fontes. Ele também ressalta o protagonismo da associação no ambiente digital, com forte presença em redes e novos formatos de conteúdo.
Apesar de todas as mudanças, um elemento permanece central: a comunidade. “O maior ativo institucional da ASUG é, sem dúvida, a sua comunidade”, afirma. Um capital construído ao longo dos anos, baseado em confiança, colaboração e troca de experiências.
Olhando para o futuro, o desafio é claro. “Precisamos ser cada vez mais uma comunidade que antecipa tendências, e não apenas reage a elas”, projeta. Temas como inteligência artificial, formação de talentos e transformação digital devem ganhar ainda mais relevância.
Se o passado foi marcado pela construção e pela evolução, o futuro aponta para algo ainda mais ambicioso. “O próximo capítulo será, mais do que nunca, coletivo”, conclui.
inteligência coletiva

A evolução das plataformas digitais e a crescente complexidade das jornadas de transformação exigem mais do que tecnologia, demandam articulação estratégica entre empresas, parceiros e conhecimento aplicado. Nesse contexto, o ecossistema SAP assume um papel central ao conectar visão de futuro com execução em escala.
Nesta mesa-redonda, líderes de empresas que integram esse ecossistema compartilham não apenas suas leituras de mercado, mas também aprendizados derivados de experiências reais em projetos de transformação. A partir de diferentes perspectivas, o debate explora como decisões estratégicas em cloud, dados, inteligência artificial e sustentabilidade estão sendo conduzidas na prática.
Mais do que discursos institucionais, o que emerge é uma visão coletiva sobre como colaboração, inovação e capacidade de execução estão redefinindo o papel dos parceiros na nova economia digital.

Não migre dados, migre
Por Francis Eduardo Dedavid
A modernização dos ambientes SAP deixou de ser uma decisão técnica para se tornar uma escolha estratégica de negócio. Com o fim do suporte ao SAP ECC, o aumento dos custos de infraestrutura em cloud e o avanço acelerado da inteligência artificial, as empresas enfrentam um momento decisivo: continuar replicando estruturas do passado ou redefinir a forma como utilizam seus dados.
Nesse contexto, migrar sistemas sem repensar o modelo de dados significa levar ineficiências históricas para uma nova plataforma. O verdadeiro ganho está em transformar essa transição em uma oportunidade de evolução, reduzindo complexidade, aumentando eficiência e, principalmente, extraindo valor das informações.
Durante anos, os dados históricos acumulados nos ambientes SAP foram tratados como um passivo necessário. Hoje, esse cenário mudou. O volume crescente impacta diretamente performance, custos e governança, especialmente em ambientes em nuvem.
O primeiro passo para reverter esse quadro está no arquivamento inteligente. Ao separar dados ativos daqueles que já não participam de processos operacionais, as empresas reduzem significativamente o tamanho e a complexidade do ambiente produtivo, melhorando desempenho e diminuindo custos. Nesse contexto, soluções amplamente utilizadas no ecossistema SAP, como o OpenText Core Archive for SAP Solutions, reforçam essa abordagem ao viabilizar estratégias estruturadas de arquivamento com governança e conformidade.
Mas o verdadeiro diferencial surge quando esses dados deixam de ser apenas armazenados e passam a ser utilizados de forma estratégica. Com o apoio da inteligência artificial, é possível acessar informações históricas em linguagem natural, acelerar análises e transformar o acervo em fonte ativa de decisão. Tecnologias como o OpenText Aviator AI, incluindo recursos como MyAviator, para consultas em linguagem natural, e Aviator Studio, para criação de agentes de IA sem necessidade de desenvolvimento complexo, ampliam esse potencial ao aproximar usuários de negócio dos dados de forma mais intuitiva e eficiente.
Com o apoio da inteligência artificial, é possível acessar informações históricas em linguagem natural, acelerar análises e transformar o acervo em fonte ativa de decisão. O que antes representava custo passa a gerar valor.

contínua: eficiência sem interrupção
Outro ponto crítico na jornada para o SAP S/4HANA é a própria migração. Modelos tradicionais exigem longas janelas de parada, elevando riscos e impactando diretamente o negócio.
A abordagem de migração contínua evolui esse conceito ao incorporar metodologias especializadas, como o modelo SAP Data Migration Non-Stop, que permite a pré-migração estruturada de dados mestres, transações abertas, ordens de venda, contratos, itens em aberto, ativos, ordens de produção e documentos de logística ao longo do projeto, mantendo o sistema em operação. No momento da virada, apenas os dados mais recentes são migrados.
O resultado é uma transição mais previsível, com downtime mínimo e maior controle sobre riscos, fator decisivo para empresas que operam em ambientes críticos e não podem interromper suas atividades.
Modelos tradicionais exigem longas janelas de parada, elevando riscos e impactando diretamente o negócio.
Em um cenário em que decisões precisam ser cada vez mais rápidas e bem fundamentadas, transformar informação em inteligência é o que diferencia empresas que apenas operam daquelas que evoluem.
Arquivamento inteligente, inteligência artificial e migração contínua não são iniciativas isoladas. Juntas, formam uma estratégia integrada que torna o ambiente SAP mais leve, mais eficiente e preparado para o futuro.
Mais do que atualizar sistemas, trata-se de reposicionar o papel dos dados dentro das organizações. Em um cenário em que decisões precisam ser cada vez mais rápidas e bem fundamentadas, transformar informação em inteligência é o que diferencia empresas que apenas operam daquelas que evoluem.

A transformação digital entrou definitivamente em uma nova fase. Se antes o desafio era iniciar a jornada, agora a pressão está em escalar com velocidade, eficiência e resultados concretos. Nesse cenário, um elemento ganha protagonismo: o ecossistema de parceiros.
Longe de um papel meramente técnico, esses atores passam a operar como articuladores da transformação, conectando estratégia e execução em um ambiente cada vez mais complexo. A digitalização em larga escala exige mais do que tecnologia, demanda coordenação, integração e uma visão sistêmica do negócio.

Francis Eduardo Dedavid Fundador e CEO – First Decision
Recomendação aos líderes de tecnologia

Para CIOs e líderes de tecnologia, a mensagem é direta: a modernização do SAP não deve ser tratada como um projeto de TI, mas como uma oportunidade de transformação do negócio.
Organizar o ambiente, reduzir complexidade, preservar a continuidade operacional e aplicar inteligência sobre os dados são etapas fundamentais para capturar valor real dessa jornada.
No fim, a diferença não está em migrar sistemas, está em evoluir a forma como a empresa pensa, estrutura e utiliza seus dados.
Com mais de 20 anos de experiência em inteligência de dados, migração e modernização SAP, essa visão reforça a importância de tratar dados como ativo estratégico na jornada de transformação digital.

Por
Wagner Marcelo
A modernização das empresas acontece, hoje, em um território fragmentado. Sistemas legados convivem com plataformas modernas, dados se multiplicam em diferentes ambientes e a integração se torna um dos principais gargalos.
Nesse contexto, o avanço não depende apenas de novas soluções, mas da capacidade de organizá-las. Arquiteturas mais limpas, baseadas em APIs e orientadas à integração, surgem como resposta a esse cenário, permitindo maior fluidez operacional e redução da complexidade.
Mais do que eficiência técnica, o que está em jogo é a capacidade de transformar operações inteiras sem comprometer a continuidade do negócio.
O avanço não depende apenas de novas soluções, mas da capacidade de organizá-las.
A computação em nuvem também amadureceu. De promessa tecnológica, passou a ser uma escolha estratégica com impacto direto na competitividade e no modelo econômico das organizações.
Mas, migrar, já não é suficiente. O retorno real aparece quando a mudança atinge processos, modelos operacionais e a própria lógica de inovação das empresas. Sem essa transformação, a nuvem corre o risco de ser apenas uma troca de infraestrutura.
Por isso, cresce a importância de decisões mais estruturadas, com clareza de objetivos, controle financeiro e uma jornada de adoção progressiva.
Se há alguns anos a inteligência artificial era tratada como experimentação, hoje o debate mudou de patamar. O desafio deixou de ser testar e passou a ser escalar.
O desafio deixou de ser testar e passou a ser escalar.
Na prática, isso esbarra em obstáculos conhecidos: dados de baixa qualidade, dificuldade de integração com sistemas centrais, falta de governança e barreiras culturais dentro das organizações.
A resposta tem sido incorporar a IA diretamente aos processos de negócio, tornando-a parte do fluxo operacional. Ao mesmo tempo, cresce a necessidade de modelos de governança que garantam uso responsável e segurança.

A busca por eficiência tecnológica se conecta a temas como consumo de recursos, governança e impacto ambiental.
Outro movimento que se consolida é o da inovação colaborativa. Em vez de iniciativas isoladas, empresas passam a operar em rede, envolvendo parceiros, plataformas e diferentes especialidades. Esse modelo reduz riscos, acelera entregas e aumenta a aderência das soluções às necessidades reais do mercado. A inovação deixa de ser episódica e passa a ser contínua, sustentada por um ecossistema que combina diferentes competências.
A transformação também passa a incorporar, de forma mais consistente, a agenda ESG. A busca por eficiência tecnológica se conecta a temas como consumo de recursos, governança e impacto ambiental.
Nesse contexto, decisões digitais deixam de ser neutras e passam a carregar implicações estratégicas mais amplas, exigindo maior responsabilidade na forma como sistemas e processos são desenhados.

Wagner Marcelo COO Evox
À medida que a complexidade aumenta, muda também o papel dos parceiros. Mais do que implementadores, eles passam a atuar como conselheiros estratégicos, ajudando empresas a navegar em um ambiente de transformação contínua.
O ERP, por sua vez, evolui para além de um sistema transacional e se consolida como uma plataforma de inovação permanente integrando dados, processos e inteligência.
No fim, o que se desenha é um novo modelo: menos centrado em tecnologia isolada e mais apoiado em ecossistemas capazes de sustentar, ao longo do tempo, a evolução dos negócios.

Em um mundo cada vez mais orientado por tecnologia e colaboração, as ASUGs desempenham um papel essencial nesse contexto, promovendo conexões que vão além das fronteiras e garantindo que a transformação digital aconteça de forma prática, relevante e alinhada às realidades locais.
Na América Latina, essa força também se destaca pela diversidade de mercados, culturas e desafios que enriquecem o intercâmbio de experiências e fortalecem o ecossistema como um todo. O Brasil, em particular, assume um papel de liderança nesse cenário, não apenas pelo tamanho de seu mercado, mas pela maturidade e protagonismo da ASUG Brasil nas discussões globais. Integrada a iniciativas como a SUGEN e conectada a organizações ao redor do mundo, a comunidade brasileira contribui ativamente para a evolução das soluções SAP e para a construção de uma agenda comum de inovação.
Para celebrar esse momento e ampliar a visão sobre o impacto das comunidades de usuários, reunimos a seguir reflexões de líderes de diferentes ASUGs e da própria SAP. Suas perspectivas evidenciam como a colaboração, o compartilhamento de conhecimento e o engajamento coletivo seguem sendo pilares fundamentais para potencializar resultados, acelerar a inovação e fortalecer o papel das comunidades no cenário global.
“À medida que a tecnologia evolui em um ritmo cada vez mais acelerado, o papel das comunidades nunca foi tão importante. Os grupos de usuários SAP, como a ASUG, oferecem ambientes estruturados e confiáveis onde clientes, parceiros e a SAP colaboram para moldar a forma como a inovação é adotada, garantindo ao mesmo tempo que ela permaneça conectada às experiências reais do ecossistema.”
Geoff Scott – Presidente ASUG
“As comunidades organizadas de usuários SAP, como a ASUG Brasil e a ASUG México, são essenciais para maximizar o valor da tecnologia. Reúnem profissionais que enfrentam desafios semelhantes e criam um espaço confiável para aprender, compartilhar e resolver problemas reais. A colaboração se torna uma vantagem estratégica: a troca de experiências, boas práticas e lições aprendidas acelera a adoção, reduz riscos e fortalece a tomada de decisões. Além disso, promovem uma relação mais próxima e transparente entre clientes, parceiros e a SAP, impulsionando melhorias contínuas. Seu impacto vai além de cada organização: ao elevar capacidades e eficiência, contribuem para o desenvolvimento tecnológico e para a competitividade do país”.
Equipe ASUG México
“Nossos User Groups desempenham um papel fundamental para que possamos ser o melhor parceiro possível de transformação para nossos clientes. Eles são um canal crucial entre nossos clientes ao redor do mundo e as soluções, serviços e áreas de suporte da SAP e oferecem uma plataforma inestimável para todos os seus stakeholders promoverem troca de experiências, feedback e educação.”
Christian Klein, CEO SAP
“A ASUG Brasil participa ativamente da SUGEN (SAP User Group Executive Network). que é a entidade responsável por conectar líderes de User Groups de todo o mundo, promovendo um diálogo aberto entre clientes e SAP. Essa rede global fortalece a colaboração, impulsiona inovação e contribui para orientar o mercado em direção à excelência.”
Equipe SUGEN
“Por meio dos SAP User Groups, nossos clientes podem ampliar significativamente o retorno de seus investimentos em SAP. Ao promover a conexão entre clientes, especialistas de indústria e tecnologia, os User Groups criam um espaço poderoso para aprendizado, colaboração e troca de experiências sobre as mais recentes inovações.”
Norbert Nowak, VP SAP Global User Groups Organization

Nas últimas décadas, a tecnologia empresarial deixou de ocupar um papel essencialmente operacional para se tornar um dos principais eixos estratégicos das organizações. Sistemas que antes eram responsáveis por organizar processos administrativos evoluíram para plataformas digitais capazes de conectar dados, aplicações e pessoas em tempo real.
Esse movimento acompanha uma transformação mais ampla no ambiente de negócios, em que a capacidade de integrar informações, analisar dados e responder rapidamente a mudanças passou a ser determinante para a competitividade. Nesse contexto, as soluções SAP não apenas acompanharam essa evolução, mas, em muitos momentos, ajudaram a direcioná-la.
Ao longo dessa trajetória, uma constante se mantém: a busca por maior integração, eficiência e capacidade analítica, elementos que sustentam a evolução dos sistemas empresariais até o modelo atual de plataformas digitais.

A evolução da tecnologia SAP reflete diretamente as mudanças no papel dos sistemas dentro das empresas. O que começou como uma solução para integrar processos administrativos tornou-se, ao longo do tempo, o núcleo digital que sustenta operações e estratégias.
Fundada em 1972, a SAP nasceu com a proposta de integrar processos de negócios por meio de software. Desde então, suas plataformas acompanharam a crescente complexidade das organizações, incorporando novas capacidades e ampliando seu papel dentro das empresas.
Se antes os sistemas tinham como principal função registrar transações, hoje são capazes de analisar dados em tempo real, automatizar operações e apoiar decisões com base em informações continuamente atualizadas.
Essa transformação pode ser compreendida a partir das principais etapas da evolução tecnológica da SAP.


R/3–Aeradaintegraçãodosprocessos
O lançamento do SAP R/3, nos anos 1990, marcou um ponto de inflexão na história dos sistemas empresariais. Baseado em arquitetura clienteservidor, o sistema permitiu integrar diferentes áreas da empresa em uma única plataforma.
Até então, era comum que departamentos operassem com sistemas independentes, muitas vezes desconectados. O R/3 introduziu uma nova lógica de gestão, ao consolidar dados e processos e oferecer uma visão integrada das operações.
Esse avanço trouxe ganhos significativos em controle, padronização e confiabilidade das informações, criando as bases para a disseminação do ERP em larga escala.


Nos anos 2000, o SAP ECC consolidou o ERP como o centro das operações corporativas. Mais robusto e adaptável, o sistema acompanhou o crescimento das empresas e a complexidade crescente dos ambientes de negócios.
Com maior capacidade de customização e integração com sistemas externos, o ECC ampliou o alcance do ERP dentro das organizações. Nesse período, tornou-se a espinha dorsal de processos críticos, sustentando desde operações financeiras até cadeias de suprimentos globais.
A necessidade de lidar com grandes volumes de dados e responder com mais agilidade levou à evolução da arquitetura dos sistemas empresariais. Em 2015, o lançamento do SAP S/4HANA representou uma nova etapa nesse processo.
Baseado em tecnologia in-memory, o sistema permite análises em tempo real e simplifica estruturas antes complexas. Essa mudança viabilizou o conceito de Digital Core, no qual o ERP passa a atuar como o núcleo digital das operações empresariais.
Nesse modelo, o sistema deixa de apenas registrar transações e passa a oferecer insights, apoiar decisões estratégicas e integrar diferentes camadas de tecnologia.
ANTES DO S/4HANA X DEPOIS DO S/4HANA
ANTES (ERP / ECC)
• Banco de dados: tradicional (em disco)
• Processamento: em lote (não em tempo real)
• Dados: complexos e redundantes
• Interface: técnica (SAP GUI)
• Decisão: baseada em relatórios históricos
• Arquitetura: sistemas mais rígidos e isolados
DEPOIS (S/4HANA / Digital Core)
• Banco de dados: in-memory (tempo real)
• Processamento: instantâneo
• Dados: simplificados e integrados
• Interface: moderna (Fiori)
• Decisão: baseada em insights em tempo real
• Arquitetura: aberta, integrada e flexível
Com o avanço da digitalização, as empresas passaram a demandar maior flexibilidade para desenvolver aplicações e integrar sistemas. Nesse cenário, surge a SAP Business Technology Platform (BTP), como base para inovação.
A plataforma reúne serviços de desenvolvimento, integração, análise e automação, permitindo que o ERP deixe de ser um sistema isolado e passe a integrar um ecossistema tecnológico mais amplo.
A incorporação de inteligência artificial e automação avançada marca a fase mais recente da evolução tecnológica. Essas tecnologias ampliam a capacidade analítica dos sistemas e permitem desde previsões até automação de processos.
Com isso, a tecnologia passa a atuar de forma mais ativa na geração de insights e na orientação estratégica das organizações, deixando de ser apenas um instrumento operacional.
PREVISÃO DE
DEMANDA AUTOMAÇÃO ANÁLISE PREDITIVA
A evolução das plataformas SAP revela uma transformação consistente: o ERP deixou de ser um sistema de registro para se tornar o núcleo digital das organizações.
Hoje, em um ambiente orientado por dados e plataformas digitais, esse núcleo sustenta não apenas as operações, mas também a capacidade de adaptação e inovação das empresas. Mais do que apoiar o presente, ele passa a orientar decisões que definem o futuro.
O ERP deixou de registrar o passado para ajudar a construir o futuro.
A evolução tecnológica nas empresas é resultado de uma construção contínua, marcada por marcos que transformaram, etapa a etapa, a forma de gerir negócios. Ao longo desse percurso, sistemas deixaram de apenas registrar operações para assumirem papel central na integração de processos, na análise de dados e na tomada de decisão. A trajetória da SAP acompanha esse movimento: dos primeiros ERPs à computação em nuvem e às plataformas inteligentes, cada avanço reflete não apenas inovação tecnológica, mas uma nova forma de pensar a gestão.
Hoje, a comunidade SAP opera em um cenário marcado por plataformas inovadoras, como o RISE with SAP e o GROW with SAP. Esse estágio, o Digital Core, no entanto, é resultado de uma trajetória construída ao longo de décadas. Antes da nuvem, da inteligência e da integração em tempo real, CIOs e suas equipes enfrentaram o desafio de implementar, adaptar e evoluir soluções que pavimentaram esse caminho, de sistemas como o SAP R/3 ao SAP ERP 6.0. Cada etapa dessa jornada não apenas respondeu às demandas de seu tempo, mas também lançou as bases para o modelo atual, em que tecnologia e estratégia caminham de forma indissociável.
R/3
Introdução da arquitetura cliente-servidor e integração dos processos empresariais, consolidando o conceito de Enterprise Resource Planning (ERP)
SAP ERP 6.0 (ECC)
Versão consolidada do ERP, amplamente adotada por empresas globais
Plataforma tecnológica para integração de aplicações e serviços
NetWeaver

Digital Core refere-se ao núcleo digital das operações Trata-se da camada central de sistemas que integra dados e aplicações em tempo real.
ecossistema SAP, esse núcleo é representado principalmente S/4HANA, que conecta áreas como finanças, logística, suprimentos e gestão de pessoas.
registrar transações, o Digital Core permite analisar instantaneamente e apoiar decisões estratégicas dados.

Nova geração de ERP baseada na tecnologia HANA e no conceito de Digital Core
Iniciativa global para acelerar a transformação digital e migração para a nuvem
Banco de dados in-memory capaz de processar grandes volumes de dados em tempo real
Plataforma integrada para dados, desenvolvimento de aplicações, integração e analytics
Programa voltado à adoção rápida de ERP em nuvem, especialmente para empresas de médio porte

Nos últimos anos, a transformação digital deixou de ser uma iniciativa pontual para se tornar um eixo central nas estratégias empresariais ao redor do mundo. Na América Latina, esse movimento ganha contornos próprios, moldado por desafios estruturais, diferentes níveis de maturidade tecnológica e um ambiente regulatório em constante transformação.
É nesse cenário que iniciativas como o RISE with SAP e o GROW with SAP se consolidam como caminhos estruturados para apoiar organizações em suas jornadas de modernização.
Lançado globalmente em 2021, o RISE with SAP foi concebido como uma oferta integrada para acelerar a migração de empresas para a nuvem e para o ERP de nova geração, o SAP S/4HANA. A proposta vai além da tecnologia: reúne software, infraestrutura, ferramentas de transformação de processos e serviços em um modelo
unificado, que busca simplificar uma jornada historicamente complexa.
Dois anos depois, em 2023, o lançamento do GROW with SAP ampliou essa estratégia, ao direcionar o foco para empresas de médio porte e organizações que buscam adoção mais ágil de soluções em nuvem, com maior padronização e rapidez de implementação.
Embora façam parte de uma estratégia global, essas iniciativas encontram, na América Latina, um ambiente que exige adaptações.
Maturidadedigital:umcenárioheterogêneo
A região reúne empresas em diferentes estágios de digitalização. De um lado, organizações com estruturas tecnológicas avançadas e estratégias já consolidadas; de outro, companhias que ainda percorrem etapas iniciais de modernização.
Esse contraste impõe um desafio relevante: não há um único caminho possível. Programas de transformação precisam considerar níveis distintos de maturidade e adaptar suas abordagens à realidade de cada organização.
Para muitas empresas latino-americanas, migrar para a nuvem não significa apenas atualizar sistemas; trata-se de uma mudança mais profunda, que envolve cultura, processos e modelo de gestão. A adoção de novas plataformas exige revisão de rotinas, desenvolvimento de competências digitais e uma nova forma de operar.
Outro fator que influencia o ritmo da transformação digital na região é a infraestrutura tecnológica. Apesar dos avanços recentes em conectividade e serviços digitais, ainda existem diferenças significativas entre países e setores.
Nesse contexto, a modernização tende a ocorrer de forma gradual. Ambientes tradicionais continuam coexistindo com novas plataformas digitais, formando arquiteturas híbridas que refletem a realidade de transição vivida por muitas organizações.
Ambiente regulatório: complexidade como variável estratégica
A transformação digital na América Latina também é impactada por um ambiente regulatório diverso e dinâmico. Leis de proteção de dados, exigências fiscais específicas e regulamentações setoriais impõem desafios adicionais à adoção de novas tecnologias.
Sistemas empresariais precisam, portanto, ser capazes de operar em múltiplos contextos regulatórios, garantindo conformidade sem comprometer eficiência. Nesse cenário, flexibilidade deixa de ser diferencial e passa a ser requisito.
Transformaçãoemcurso
Apesar dos desafios, a transformação digital na região avança de forma consistente. Pressionadas por um ambiente cada vez mais competitivo, as empresas buscam maior agilidade, capacidade de adaptação e eficiência operacional.

O que são RISE e GROW with SAP?
A modernização das plataformas de gestão, nesse contexto, deixa de ser apenas uma iniciativa tecnológica para se tornar um elemento estratégico, essencial para sustentar crescimento, inovação e relevância no mercado.
RISE with SAP é um pacote de soluções e serviços, lançado em 2021, para apoiar empresas na transformação digital e na migração para ambientes de nuvem. Ele combina:
• ERP S/4HANA Cloud
• Infraestrutura em nuvem
• Ferramentas de transformação de processos
• Serviços de suporte e migração
Já o GROW with SAP, lançado em 2023, foi concebido para empresas que buscam implementar rapidamente soluções em nuvem com processos padronizados e escaláveis.
A incorporação da inteligência artificial aos sistemas corporativos marca uma das transformações mais profundas na evolução da tecnologia empresarial.
Se, no passado, os sistemas de gestão tinham como principal função registrar e organizar dados, hoje passam a assumir um papel mais ativo, analisando informações, identificando padrões e apoiando decisões.
Nos últimos anos, a inteligência artificial vem sendo integrada a diferentes camadas das plataformas empresariais, redefinindo a forma como as organizações utilizam tecnologia em suas operações.
Automaçãoqueaprende
Um dos primeiros impactos da inteligência artificial nas empresas está na automação de processos. Tarefas repetitivas, antes dependentes de intervenção humana, passam a ser executadas por sistemas capazes de aprender com dados históricos e aprimorar seu desempenho ao longo do tempo.
Entre as aplicações mais recorrentes estão o processamento automatizado de documentos, a análise de dados, a previsão de demanda e a otimização de cadeias de suprimentos.
O resultado é direto: mais eficiência operacional, redução de erros e maior agilidade na execução das atividades.

Governançaeconfiança:onovoeixocrítico
À medida que a inteligência artificial ganha espaço, cresce também a importância da governança de dados e da transparência dos algoritmos.
Mais do que adotar tecnologia, as organizações precisam garantir que suas decisões estejam baseadas em dados confiáveis e que os modelos analíticos possam ser compreendidos e auditados.
Isso envolve práticas estruturadas de gestão de dados, controle de acesso à informação e monitoramento contínuo do desempenho dos modelos. Nesse contexto, governança deixa de ser um tema técnico e passa a ocupar posição estratégica.
Impactoorganizacional:novascompetências,novasdecisões
A adoção de inteligência artificial vai além da tecnologia e impacta, diretamente, a estrutura das organizações.
Novas competências tornam-se essenciais, como ciência de dados, arquitetura de informação e análise avançada. Ao mesmo tempo, lideranças passam a incorporar análises preditivas em seus processos decisórios.
A inteligência artificial, assim, deixa de ser apenas uma ferramenta de apoio e se consolida como parte integrante da estratégia corporativa.
IA nas empresas: onde já está presente
A inteligência artificial já está integrada a diversas atividades corporativas, como:
• previsão de demanda
• automação de processos financeiros
• análise de comportamento do cliente
• otimização de cadeias de suprimentos
• detecção de riscos e fraudes
Essas aplicações permitem que empresas utilizem grandes volumes de dados para tomar decisões com maior precisão.
A sustentabilidade deixou de ocupar um espaço periférico nas organizações para se tornar um dos pilares das estratégias corporativas. Critérios ambientais, sociais e de governança, reunidos sob a sigla ESG, passaram a orientar decisões, investimentos e práticas empresariais em diferentes setores.
Nesse cenário, a tecnologia assume um papel cada vez mais relevante.
Dadosquerevelamimpacto
Sistemas empresariais modernos permitem coletar, organizar e analisar informações relacionadas a consumo de recursos, emissões de carbono, eficiência energética e práticas de governança.
Esses dados são fundamentais para que as empresas acompanhem seu desempenho em sustentabilidade e atendam às crescentes demandas de investidores, reguladores e da sociedade.
Monitoramentoe
Uma das principais contribuições da tecnologia para a agenda ESG está na capacidade de monitorar indicadores com precisão.
Plataformas digitais ampliam a visibilidade sobre métricas ambientais e sociais, facilitando a elaboração de relatórios e aumentando a transparência das informações. Esse nível de controle fortalece a

governança corporativa e contribui para ampliar a confiança entre empresas e seus públicos de interesse.
Sustentabilidadecomoestratégia
Mais do que atender exigências externas, muitas organizações passam a incorporar sustentabilidade como parte de sua estratégia de longo prazo. Isso inclui iniciativas voltadas à redução de impactos ambientais, promoção de diversidade e adoção de práticas de gestão responsáveis.
A tecnologia, nesse processo, atua como elemento integrador, conectando dados, mensurando resultados e apoiando decisões.
Inovaçãocomresponsabilidade
À medida que a transformação digital avança, torna-se cada vez mais evidente que inovação tecnológica e responsabilidade corporativa caminham juntas.
Sistemas inteligentes e análise de dados oferecem às empresas melhores condições para compreender seus impactos e agir de forma mais consciente.
Assim, a tecnologia não apenas impulsiona eficiência e competitividade, mas também contribui para que as organizações desempenhem um papel mais ativo na construção de um futuro sustentável.

Nos últimos anos, relatórios de sustentabilidade passaram a fazer parte da estratégia corporativa de muitas empresas.
Entre os principais indicadores monitorados estão:
• emissões de carbono
• consumo de energia
• uso de recursos naturais
• diversidade e inclusão
• governança corporativa
Sistemas de gestão empresarial ajudam a consolidar esses dados e transformar sustentabilidade em um processo mensurável.

Quando a liderança se encontra, a transformação ganha direção
Em um cenário em que a transformação digital deixou de ser uma escolha e passou a ser uma exigência permanente, surgiu a necessidade de criar algo além dos fóruns tradicionais de discussão. Foi nesse contexto que nasceu o LIderança em Foco, iniciativa construída a partir das interações do Comitê Executivo da ASUG, com um objetivo claro: transformar diálogo em direção estratégica.
Mais do que um espaço de troca, o Liderança em Foco foi concebido como um ambiente de construção. Um ponto de convergência em que lideranças empresariais se reúnem não apenas para compartilhar experiências, mas para refletir, questionar e, sobretudo, antecipar os caminhos da transformação no ecossistema SAP.
O desafio: transformar com velocidade em um cenário decomplexidadecrescente
As empresas enfrentam hoje um paradoxo cada vez mais evidente. Ao mesmo tempo em que precisam acelerar suas jornadas de transformação digital, lidam com um ambiente de alta complexidade tecnológica, organizacional e cultural.
Executivos participantes apontam que a dificuldade já não está apenas na adoção de novas soluções, mas na capacidade de integrar mudanças em escala, alinhar diferentes áreas da organização e tomar decisões em contextos de incerteza constante.
A transformação deixou de ser um projeto com início, meio e fim. Tornou-se um processo contínuo, que exige novas competências de liderança, maior capacidade de adaptação e uma visão mais integrada entre tecnologia e negócio.
A experiência: um espaço de construção coletiva entre líderes
O Liderança em Foco, originado das dinâmicas do Comitê Executivo da ASUG, foi estruturado como um ambiente de interação qualificada. Ao longo dos encontros, líderes de diferentes setores e realidades compartilharam suas experiências, desafios e estratégias em um formato que privilegia profundidade e troca genuína.
Diferente de eventos tradicionais, o foco não esteve em apresentações formais, mas em discussões abertas, em que a diversidade de perspectivas se tornou um ativo essencial. A interação entre executivos, especialistas e representantes do ecossistema permitiu

ampliar a compreensão dos desafios comuns e identificar padrões que atravessam diferentes organizações.
Nesse contexto, a presença da SAP contribuiu com visão estratégica e direcionamento tecnológico, enquanto a ASUG atuou como elemento integrador, garantindo a conexão entre os diferentes atores do ecossistema.
Os aprendizados: da tecnologia à transformação de mentalidade
Entre os principais insights consolidados ao longo do Liderança em Foco, um ponto se destacou com clareza: a transformação digital não é, essencialmente, um desafio tecnológico, mas um desafio de mentalidade.
Há um consenso entre os participantes de que a adoção de novas plataformas e soluções, por si só, não garante resultados. O verdadeiro diferencial está na capacidade das organizações de promover mudanças culturais, revisar modelos de decisão e estimular uma atuação mais colaborativa entre áreas.
Outro aprendizado relevante é o papel crescente da liderança como agente de transformação. Mais do que conduzir projetos, líderes precisam criar ambientes que favoreçam experimentação, aprendizado contínuo e adaptação rápida às mudanças.
A inteligência coletiva, nesse cenário, emerge como um fator decisivo. A troca de experiências entre empresas permite reduzir incertezas, acelerar decisões e evitar erros já enfrentados por outros.
O impacto: da reflexão à ação estratégica
Os resultados do Liderança em Foco não se limitam ao ambiente das discussões. Os insights gerados ao longo do projeto têm impacto direto na forma como as empresas estruturam suas jornadas de transformação.
Ao compartilhar desafios e soluções, as organizações ganham maior clareza sobre seus próprios caminhos, fortalecem sua capacidade de decisão e ampliam sua visão estratégica. Mais do que respostas prontas, o projeto entrega direcionamento, um elemento cada vez mais valioso em um cenário de mudanças rápidas.
Além disso, iniciativas como o Liderança em Foco reforçam o papel da ASUG como articuladora do ecossistema e consolidam a colaboração entre comunidade, empresas e SAP como um diferencial competitivo.
Em um mundo onde a transformação é contínua, a capacidade de aprender em conjunto deixa de ser uma vantagem e passa a ser uma necessidade.

Se houve um ponto de convergência claro entre as lideranças reunidas no Liderança em Foco, derivado das interações do Comitê Executivo da ASUG, foi a percepção de que o papel do líder mudou de forma definitiva. Em um ambiente marcado por mudanças constantes, já não basta executar com eficiência é preciso decidir com velocidade, adaptar-se continuamente e conduzir organizações em cenários nos quais as respostas ainda não existem.
A transformação digital elevou o nível de exigência da liderança. Não apenas pela complexidade tecnológica, mas pela necessidade de integrar diferentes dimensões do negócio, cultura, processos, pessoas e estratégia em uma única direção coerente.
Odesafio:liderarsemmodelosprontos
Executivos destacam que um dos maiores desafios atuais é a ausência de referências consolidadas. Diferente de ciclos anteriores, em que havia caminhos mais definidos, o momento atual exige decisões em ambientes de alta ambiguidade.
A pressão por resultados rápidos convive com a necessidade de construir bases sólidas para o futuro. Ao mesmo tempo, iniciativas de inovação precisam coexistir com estruturas organizacionais ainda baseadas em modelos tradicionais.
Nesse contexto, o risco não está apenas em errar, mas em não conseguir evoluir na velocidade exigida pelo mercado.


Ao longo do Liderança em Foco, tornou-se evidente que a liderança deixou de ser uma jornada individual. A troca entre executivos revelou que muitos dos desafios enfrentados são compartilhados, ainda que em diferentes contextos.
O ambiente criado pelo projeto permitiu que experiências fossem discutidas de forma aberta, sem a formalidade típica de eventos corporativos. Essa dinâmica favoreceu um tipo de interação mais profunda, em que não apenas soluções eram compartilhadas, mas também dúvidas, aprendizados e caminhos ainda em construção. Essa abertura revelou um novo padrão de liderança: mais colaborativo, mais conectado e mais disposto a aprender continuamente.
Os aprendizados: liderança como agente de transformação cultural
Entre os principais aprendizados, destaca-se a compreensão de que a transformação organizacional começa pela liderança. Não apenas pelo direcionamento estratégico, mas pela capacidade de influenciar cultura, comportamento e tomada de decisão.
Há um reconhecimento crescente de que iniciativas tecnológicas só geram impacto quando acompanhadas de mudanças estruturais na forma como as organizações operam. Isso inclui desde a revisão de modelos de governança até a criação de ambientes que estimulem experimentação e inovação.
Outro ponto recorrente foi a necessidade de desenvolver novas competências, como escuta ativa, visão sistêmica e capacidade de operar em cenários incertos.
A principal contribuição do Liderança em Foco, sob essa perspectiva, é ampliar a capacidade das lideranças de lidar com a complexidade.
Ao compartilhar experiências e refletir coletivamente, executivos passam a enxergar seus desafios sob novas óticas, identificam caminhos alternativos e fortalecem sua capacidade de decisão.
Mais do que soluções imediatas, o projeto contribui para formar lideranças mais preparadas para um futuro em constante transformação, um futuro em que a adaptação contínua deixa de ser diferencial e passa a ser condição de sobrevivência.

A transformação digital já não é mais um projeto. É o ambiente. Um cenário permanente de mudança, onde decisões precisam ser tomadas antes que todas as variáveis estejam claras e onde errar rápido, aprender e ajustar se tornou parte da própria estratégia. Nesse contexto, o papel do líder mudou e continua mudando.
Entre CIOs de diferentes setores, a convergência é clara: a liderança deixou de ser técnica para se tornar essencialmente estratégica. Hoje, liderar é menos sobre dominar tecnologia e mais sobre tomar decisões com impacto direto no negócio, equilibrando risco, velocidade e valor.
Para uma maior profundidade sobre o tema, a ASUG News contou com a participação de três CIOs com muita experiência: França Bandeira, Rolim Souto e Marco Antonio Gracindo.
Liderar hoje é tomar decisões que gerem valor real; ou evitar as que não geram.
França Bandeira

Com mais de 30 anos de experiência em Tecnologia da Informação e Gestão de Processos, sendo os últimos 21 anos em cargos de liderança, trabalhou nas empresas Manah, Gessy Lever, Coca-Cola, PwC e está na Usiminas há 25 anos, atualmente no cargo de Diretor de Sistemas.
Ao longo deste período vivenciou grandes transformações tecnológicas com implementações de sistemas em diversas tecnologias e plataformas e revisões de processos, para as diversas áreas de negócio, mas com grande experiência para processos industriais e de Supply Chain.
Desde 1996 tem atuado com soluções da SAP nos mais variados tipos de projetos como o ERP com seus módulos (PP, PM, QM, FI, CO, MM, PS, VC, SD, LES, WM, HR e EHS), o MDM, BPC, MII, BW, MDM, Nfe Outbound e Inbound, GRC-AC, SRM, SCM APO, SAP SucessFactors, SAP Ariba, Lean IX e Signavio.
Liderou a implementação do COE SAP na Usiminas e também implementou um escritório de processos com foco na automação inteligente com a adoção combinada das tecnologias de RPA (Uipath) , BPMS (Lecom) e Mineração de Processos (Celonis). É coordenador do SIG Mills & Mining desde 2006 e membro do SAP Council de Metals & Mining.
Diretor de Tecnologia (CIO) da Bemol, onde lidera Tecnologia, eCommerce, Marketplace e Telecom, sendo um dos responsáveis pela transformação digital da companhia. Com 32 anos de experiência no varejo, atua na fusão entre estratégia de negócios e inovação.
Participa do Comitê de Estratégia e Inovação da Bemol, é Conselheiro do GTIAM e Conselheiro representante da Bemol no Grupo Navegam. Graduado em Processamento de Dados e Mestre em Engenharia de Produção pela UFAM, com MBA pela FGV, possui ampla experiência em gestão de projetos, liderança e estratégia empresarial.
Palestrante em eventos nacionais, leva para o mundo corporativo a filosofia aprendida no montanhismo, sua grande paixão, em que trilhas e expedições se tornam caminhos de autoconhecimento, resiliência e inspiração para equipes e líderes na sua jornada profissional.


Profissional com ampla experiência em gestão de áreas de tecnologia em ambientes de alta complexidade. Atuou nos últimos anos em operações ligadas ao agrobusiness com enfoque em iniciativas de inovação e desenvolvimento do segmento.
Possui formação acadêmica voltada ao desenvolvimento de skills em conhecimento de negócio com foco em utilização de tecnologia como diferencial competitivo nas corporações.

Decidir sem todas as respostas
Se existe um ponto comum entre esses líderes, é a convivência constante com a incerteza.
As decisões mais relevantes já não são puramente tecnológicas, são decisões de negócio. Escolher migrar ou não um sistema, investir ou postergar, acelerar ou proteger a operação. Em muitos casos, o custo não é apenas financeiro, mas organizacional: envolve esforço, foco e impacto direto na capacidade de inovar.
Há momentos em que avançar significa frear outras iniciativas. Em outros, significa assumir riscos calculados sem garantias de retorno imediato. O que diferencia a liderança, nesse cenário, é a capacidade de sustentar essas escolhas com clareza estratégica e levá-las adiante mesmo sob pressão.
O obstáculo invisível: pessoas
Inovar sem controle deixou de ser opção.
Disciplina é parte da inovação.
França Bandeira
Sem percepção de valor, não há mudança. Rolim Souto
Mudar mindset não é opcional
Entre os CIOs, há um consenso pragmático: mudança de mindset não acontece de forma espontânea. Ela exige direção clara, comunicação objetiva e, sobretudo, exemplo. Em muitos casos, precisa ser conduzida de forma estruturada e até impositiva, não no sentido autoritário, mas como prioridade organizacional inequívoca.
Ao mesmo tempo, outro fator se mostra decisivo: a percepção de valor. Quando a tecnologia simplifica, acelera e melhora o dia a dia, a adesão acontece com muito mais naturalidade.
No fim, mudar mindset é menos sobre discurso e mais sobre experiência concreta.
Apesar da velocidade da tecnologia, o principal desafio da transformação continua sendo humano. A resistência à mudança ainda é o maior bloqueio, muitas vezes silencioso. Processos consolidados, modelos que funcionaram no passado e estruturas organizacionais rígidas criam uma barreira difícil de romper.
Mas há uma leitura mais profunda: não se trata apenas de resistência, mas de desconexão. Quando as pessoas não percebem valor claro na mudança, ela não acontece. Por isso, a transformação cultural ganha protagonismo. E ela não nasce de ferramentas, nasce de liderança.
Se a tecnologia não facilita, ela não se sustenta.
Marco Gracindo
Inovar com responsabilidade

A inovação segue como imperativo, mas o espaço para experimentação mudou. Se antes era possível testar em ambientes isolados, hoje muitas iniciativas acontecem diretamente sobre operações críticas. Isso eleva o risco e exige disciplina.
Experimentar, agora, significa trabalhar com hipóteses claras, controle rigoroso e capacidade de reversão rápida. Não há mais espaço para inovação desconectada do negócio.
Ainda assim, o espaço existe e cresce quando há escuta ativa. Entender profundamente a experiência do usuário, seja colaborador ou cliente, tornou-se uma das formas mais eficazes de orientar decisões e equilibrar risco e inovação.
Quem se adapta mais rápido, lidera.
Rolim Souto
A experiência do usuário define o sucesso da inovação.
Marco Antonio Gracindo
Outro ponto recorrente é o papel do líder como agente de mobilização. Em cenários de alta pressão, com prazos agressivos e recursos limitados, liderar passa a ser também um exercício de energia emocional. Engajar times, sustentar confiança e manter o foco em meio à complexidade se torna tão importante quanto qualquer decisão técnica. Isso exige presença. Exige comunicação. E, acima de tudo, exige coerência entre discurso e prática.
Olhando para frente, as competências mais relevantes deixam de ser puramente técnicas. Adaptabilidade, inteligência emocional, empatia e capacidade de aprender continuamente aparecem como atributos centrais. Em um ambiente em que tudo muda rapidamente, não será o mais forte ou o mais inteligente que se destacará, mas aquele que melhor se adapta.
Ao mesmo tempo, surge uma nova exigência: entender e aplicar inteligência artificial de forma estratégica, sem perder de vista o papel das pessoas nesse processo.
Transformação não é sobre tecnologia. É sobre pessoas.
Rolim Souto

Nas últimas décadas, a tecnologia da informação deixou de ocupar um papel de suporte para assumir uma posição central na estratégia das organizações. O que antes sustentava a operação passou a definir o futuro dos negócios. Hoje, decisões tecnológicas não são mais apenas técnicas, são decisões estratégicas. Plataformas, arquitetura de sistemas e gestão de dados passaram a influenciar diretamente a capacidade das empresas de inovar, escalar operações e responder a um ambiente de mudanças cada vez mais acelerado.
Nesse cenário, o papel do líder de tecnologia também foi redefinido. O CIO, antes concentrado na gestão de infraestrutura e sistemas, tornou-se um agente ativo de transformação, responsável por conectar tecnologia, negócio e estratégia. Sua atuação passa a abranger temas como dados, inteligência artificial,
plataformas digitais, governança e integração organizacional.
Essa mudança não ocorre de forma isolada. Ela reflete uma nova dinâmica corporativa, em que o IT deixa de ser uma área de suporte e passa a atuar como elemento estruturante da organização.
Para aprofundar essa discussão, a ASUG reuniu CIOs e líderes da comunidade em uma mesa-redonda editorial, explorando os principais desafios enfrentados pelas organizações na atualidade. Entre eles, destacam-se o equilíbrio entre governança e velocidade, a tensão entre padronização e inovação e a necessidade de construção de culturas mais abertas à experimentação.
Mais do que um debate sobre tecnologia, esta seção revela uma mudança definitiva: o IT deixou de viabilizar o negócio, passou a conduzir sua transformação.
O protagonismo do IT não será definido pela tecnologia que implementa, mas pelas decisões que viabiliza.
DIRETORES DA ASUG PARTICIPANTES DESTE DEBATE

Ana Paula Corazzini
Diretora de Educação da ASUG e Diretora de Tecnologia na Elgin S/A

Fernando Birman Membro do Conselho Administrativo da ASUG

Celso Bueno Vice Presidente da ASUG e CIO da Leo Madeiras

Kelly Teixeira

Domingos Bruno Diretor de Marketing e Relacionamento da ASUG


Diretora de Relações Internacionais da ASUG
Gerente Geral de Projetos de Tecnologia na ArcelorMittal Sistemas

Entre controle e agilidade, o novo modelo de decisão
O dilema entre governança e velocidade deixou de ser uma escolha binária e passou a ser um dos principais testes de maturidade das organizações. Em um ambiente onde a pressão por inovação é constante, manter estruturas rígidas pode significar perda de relevância, enquanto flexibilizar sem critério pode comprometer o próprio negócio.
Executivos apontam que governança sem velocidade se torna burocracia, enquanto velocidade sem governança representa risco. O problema não está na governança em si, mas em como ela é concebida.
Modelos tradicionais, baseados em controle excessivo, tendem a travar a inovação, enquanto abordagens mais modernas buscam transformar a governança em um elemento habilitador.
Governança sem velocidade é burocracia. Velocidade sem governança é imprudência. Domingos Bruno
Nesse contexto, ganha força a necessidade de simplificar estruturas e adotar modelos mais ágeis, com decisões mais rápidas e responsabilidade distribuída. Ainda assim, muitas organizações oscilam entre excesso de controle e flexibilização arriscada.
O caminho é simplificar a governança e adotar modelos mais ágeis. Celso Bueno

Eficiência estrutural ou liberdade para criar?
A padronização é amplamente reconhecida como essencial para garantir escala, eficiência e sustentabilidade operacional. Em ambientes complexos, ela permite integração, controle e consistência.
Mas o risco surge quando essa estrutura deixa de ser um meio e passa a ser um fim.
Quando tudo precisa seguir o mesmo caminho, a inovação perde espaço.
Ana Corazzini
A tensão aparece na fronteira entre o que sustenta o negócio e o que o diferencia. Enquanto processos core exigem rigor e estabilidade, as áreas de inovação demandam flexibilidade.
O modelo mais adotado hoje combina uma base padronizada com zonas controladas de experimentação: um ambiente onde eficiência e inovação coexistem.
Cabe ao líder saber onde manter o rigor e onde assumir risco calculado.
Fernando Birman

Transformação digital é, antes de tudo, transformação humana
Apesar dos avanços tecnológicos, o principal bloqueio à transformação digital continua sendo cultural. O desafio não está nas ferramentas, mas na forma como as organizações pensam, decidem e operam.
Entre os principais entraves aparecem padrões recorrentes: resistência à mudança, baixa tolerância ao erro, estruturas em silos e desalinhamento entre tecnologia e negócio.
Executivos destacam que, sem engajamento da liderança e mudança real de mentalidade, a tecnologia não gera impacto relevante.
O maior obstáculo à transformação nunca foi tecnológico, foi cultural.
Domingos Bruno
A ausência de letramento digital na liderança também surge como ponto crítico. Sem compreensão das novas capacidades tecnológicas, decisões estratégicas tendem a ser limitadas.
Sem engajamento da liderança, a tecnologia não gera impacto real.
Celso Bueno
O que precisa ser deixado para trás
A transformação digital exige ruptura e, principalmente, desapego. O primeiro movimento é abandonar a ideia de que transformação é um projeto com início, meio e fim. Na prática, trata-se de um processo contínuo de evolução.
Executivos destacam que os principais entraves não são externos, mas internos, relacionados à forma como as organizações decidem, priorizam e reagem à mudança.
Entre eles, destacam-se estruturas hierárquicas rígidas, decisões lentas e apego a modelos que já não respondem à dinâmica atual.
A transformação não é um projeto com início e fim, mas um processo contínuo.
Ana Corazzini
As empresas precisam abandonar modelos excessivamente hierárquicos e pouco colaborativos, além de deixar de tratar tecnologia como um domínio isolado.
As empresas precisam abandonar estruturas hierárquicas lentas.
Kelly Teixeira

O papel do IT será cada vez mais o de integrador de ecossistemas e acelerador de valor, conectando plataformas, dados e negócio de forma estratégica.
Mais do que nunca, a liderança em TI será definida pela sua capacidade de influenciar decisões, integrar visões e conduzir transformação real dentro das organizações.

Em um ambiente de negócios cada vez mais dinâmico e orientado por tecnologia, a troca de experiências entre profissionais ganha papel central na evolução das organizações. Nesse contexto, os Special Interest Groups (SIGs) da ASUG Brasil se consolidam como espaços estratégicos de colaboração, onde associados compartilham desafios, discutem tendências e constroem soluções de forma conjunta. Mais do que fóruns técnicos, os SIGs funcionam como verdadeiros ecossistemas de conhecimento aplicado, conectando diferentes setores, perfis e níveis de maturidade digital.
A atuação desses grupos reforça um dos pilares mais relevantes da comunidade: o aprendizado contínuo. Ao promover debates qualificados e a disseminação de boas práticas, os SIGs ampliam o repertório dos participantes e fortalecem o networking entre empresas e especialistas. Nesse ambiente, experiências reais se transformam em conhecimento coletivo, contribuindo não apenas para o aprimoramento individual, mas também para a evolução do mercado como um todo.
Nesta edição especial que marca a 100ª ASUG News, os grupos de estudo são organizados em clusters temáticos que refletem as múltiplas dimensões da transformação empresarial, da estratégia e governança à operação, às pessoas, à tecnologia e ao compliance. Essa estrutura evidencia a diversidade da comunidade ASUG e sua capacidade de conectar especialistas em torno de desafios comuns, promovendo uma visão integrada da inovação e da gestão.
Mais do que uma organização temática, essa dinâmica reforça o princípio central da associação: o valor do conhecimento compartilhado. Nos SIGs, a troca de experiências e a colaboração contínua transformam desafios em soluções e fortalecem não apenas as empresas participantes, mas todo o ecossistema SAP.
É nessa rede de conexões que a ASUG consolida seu papel como espaço de aprendizado e construção coletiva, onde a inteligência compartilhada se torna um ativo estratégico para o futuro.

Foca na modernização dos ambientes tecnológicos e na construção de arquiteturas flexíveis e integradas. Inclui temas como ERP, nuvem e inovação, sustentando a escalabilidade dos negócios.
É a base técnica que viabiliza a transformação digital.

“O SIG ajuda os associados a tomarem decisões arquiteturais mais seguras, ao promover neutralidade tecnológica, discutindo tanto soluções SAP quanto fornecedores integrados ao ecossistema SAP, desde que aderentes às melhores práticas de arquitetura. Essa visão reduz dependências, evita customizações frágeis e amplia opções sustentáveis de inovação. Inovar não é adicionar camadas, é usar melhor o que já existe; e arquitetura sólida é escolher um caminho eficiente que permaneça válido no tempo.”
Trata da conformidade com exigências legais, fiscais e regulatórias em um ambiente cada vez mais complexo. Destaca a importância de transparência, controle e rastreabilidade das informações. Garante segurança e aderência às normas sem comprometer a eficiência operacional.

”Em um ambiente regulatório altamente complexo, especialmente no contexto brasileiro, o SIG desempenha um papel essencial ao promover discussões antecipadas sobre mudanças legais, fiscais e de compliance, como obrigações acessórias, requisitos de reporting digital e evoluções relacionadas ao TDF e ao DRC. O grupo permite que os associados compartilhem interpretações, impactos sistêmicos e abordagens de implementação no SAP, transformando exigências legais em oportunidades de melhoria de processos e governança. Dessa forma, as empresas deixam de atuar de forma reativa e passam a incorporar a conformidade regulatória como parte de uma gestão mais eficiente, integrada e estratégica.”
Reúne discussões sobre direcionamento estratégico, priorização de iniciativas e modelos de governança. O foco está em garantir alinhamento entre tecnologia e negócio, com execução eficiente e geração de valor. Trata da base que orienta decisões e sustenta a transformação.
“Em um cenário de transformação constante no ecossistema SAP, discutir estratégia e governança de forma colaborativa entre os associados é essencial, porque ninguém enxerga todo o tabuleiro sozinho. Quando escuto a experiência de outras empresas, consigo testar minhas ideias, evitar erros que outros já cometeram e tomar decisões mais maduras para os projetos SAP da organização.”

Luciano Lance Coordenador do SIG Gestão de Projetos
Aborda a eficiência operacional e a integração de processos ao longo da cadeia de valor. Engloba temas como logística, fiscalização e gestão em tempo real, com foco em produtividade e desempenho. É onde a tecnologia se traduz diretamente em resultados para o negócio.

Mauro Ferraz Coordenador do SIG Localização
”Nas discussões do SIG Localização buscamos apresentar tópicos na prática, assim os associados saem com um plano claro de ação, não apenas com conceitos. Tudo acontece com naturalidade e cooperação entre os associados. Buscamos e incentivamos: benchmarking entre empresas; discussão de soluções SAP aplicadas; aceleração da tomada de decisões, entre outros. Na prática, o grupo SIG Localização reduz o custo de aprender sozinho.”
Coloca as pessoas no centro da transformação digital, discutindo cultura, desenvolvimento de competências e gestão de talentos. Reflete o papel estratégico do capital humano em ambientes cada vez mais tecnológicos. Destaca a necessidade de adaptação contínua das organizações.
“Cada vez mais notamos que as corporações estão trabalhando com equipes reduzidas e com turnover alto. As soluções SAP são feitas com alto grau de orientação e, nas reuniões do SIG, buscamos tirar dúvidas e informar que as novidades entregues têm baixo esforço de implementação e como seguir um roteiro correto. Isso busca mitigar erro, chamados e retrabalho.”


Em 100 edições de ASUG News, eventos promovidos pela entidade preencheram as páginas da revista com experiências inesquecíveis
Ao longo de sua trajetória, a ASUG construiu mais do que uma rede de relacionamento entre usuários de tecnologia. Formou uma comunidade ativa, baseada na troca de experiências, no aprendizado contínuo e na construção coletiva de soluções. Nesse processo, os eventos da associação desempenham um papel central, funcionando como pontos de convergência entre estratégia, inovação e prática.
Mais do que encontros pontuais, essas iniciativas refletem a evolução do próprio ecossistema SAP. A cada edição, temas emergentes ganham espaço, novas demandas são discutidas e diferentes perspectivas se conectam. É por meio desses momentos que a comunidade se fortalece, amplia seu repertório e transforma conhecimento em ação.
Entre os principais marcos dessa agenda estão a Conferência Anual, os ASUG Days e o Impact Awards, iniciativas que, cada uma à sua maneira, traduzem o propósito da associação e sua capacidade de gerar valor para os associados.
Juntos, esses três pilares: Conferência Anual, ASUG Days e Impact Awards, traduzem a essência da ASUG. São iniciativas que conectam pessoas, promovem conhecimento e reconhecem conquistas, criando um ciclo contínuo de evolução.
Na edição que celebra os 100 números da ASUG News, revisitar esses eventos é também reconhecer sua importância na construção de uma comunidade sólida e colaborativa. Mais do que momentos no calendário, eles representam a materialização de um propósito: transformar conhecimento em valor e conexão em resultado.

Principal evento da ASUG Brasil, a Conferência Anual se consolidou como o mais relevante ponto de encontro da comunidade de usuários SAP no país. Ao longo dos anos, o evento acompanhou a evolução das prioridades das organizações, ampliando sua agenda e incorporando discussões cada vez mais estratégicas, com o apoio fundamental dos parceiros e patrocinadores.
Em 2026, a Conferência Anual chega a sua 28ª edição e, a cada ano, bate recorde de público, reunindo milhares de usuários SAP de todo o país e também grandes lideranças da SAP. Nomes como Cristina Palmaka, Adriana Arolho e Rui Botelho, que assumiram a presidência da SAP no Brasil, figuraram na palestra magna do evento. Também foi palco de reuniões do Comitê Estratégico, reunindo os CIOs de grandes multinacionais com sede no Brasil e empresas brasileiras de peso.
Cláudio Fontes, atual presidente da ASUG, durante abertura oficial do evento
Empresas implementadoras de soluções SAP marcam presença na exposição do evento, que é oportunidade de network


Edição após edição, a cobertura da ASUG News acompanhou a evolução da Conferência Anual, registrando as mudanças de agenda e a ampliação dos temas discutidos. O que antes era predominantemente técnico passou a incorporar discussões estratégicas, envolvendo inovação, nuvem, dados e inteligência artificial.
Além do conteúdo, a Conferência Anual se destaca pela capacidade de promover conexões. Ao reunir executivos, especialistas, parceiros e usuários, cria um ambiente propício para networking qualificado e troca de experiências reais. É nesse espaço que desafios comuns são debatidos e soluções ganham forma a partir da colaboração.
E, é claro, há também os momentos de descontração, como na 20ª edição, que foi encerrada ao som e embalo da banda Blitz.
Presidentes da SAP Brasil marcaram presença nos encontros, entre eles
Cristina Palmaka, Adriana Aroulho e Rui Botelho

Banda Blitz já animou a Conferência Anual da ASUG

Evento bate recorde de público a cada nova edição

Complementando a agenda de eventos da associação, os ASUG Days reforçam a proposta de proximidade com a comunidade ao longo do ano. Com um formato mais dinâmico e descentralizado, esses encontros permitem aprofundar discussões específicas e levar conteúdo relevante para diferentes públicos e regiões.
As cidades que costumam receber os Asug Days são Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Fortaleza e Curitiba.
Ao promover encontros mais frequentes e próximos da comunidade, a iniciativa contribui para manter o fluxo contínuo de aprendizado e colaboração. Mais do que eventos complementares, os ASUG Days ampliam o alcance da ASUG e fortalecem o engajamento dos seus membros.







Se os encontros promovem troca e aprendizado, o Impact Awards cumpre um papel igualmente relevante ao reconhecer iniciativas que geram valor real para as organizações. A premiação destaca projetos que se sobressaem pela inovação, pela aplicação de tecnologia e pelos resultados alcançados.
Ao dar visibilidade a essas iniciativas, o Impact Awards não apenas celebra conquistas, mas também inspira outras empresas a avançarem em suas próprias jornadas de transformação. Os casos apresentados tornam-se referências para a comunidade, evidenciando caminhos possíveis e boas práticas. As experiências de sucesso são analisadas e selecionadas por uma equipe de jurados extremamente gabaritados, vinculados às principais universidades de ponta do Brasil.
Mais do que um momento de reconhecimento, a premiação reforça a importância de conectar tecnologia a resultados concretos. Ao valorizar projetos que impactam negócios e pessoas, o Impact Awards contribui para fortalecer a cultura de inovação dentro do ecossistema SAP.





Transformação deixou de ser um projeto. Tornou-se um critério de sobrevivência. Nos últimos anos, empresas de diferentes setores têm sido pressionadas por um mesmo vetor: a necessidade de evoluir na velocidade de um mercado cada vez mais orientado por dados, eficiência e novas demandas regulatórias. Nesse contexto, tecnologia não é mais diferencial competitivo, é infraestrutura básica. O que diferencia, de fato, é a capacidade de transformar essa tecnologia em valor real para o negócio.
Mais do que implementar sistemas, as organizações que se destacam são aquelas que conseguem redesenhar processos, integrar operações, ampliar a visibilidade e, principalmente, tomar decisões melhores e mais rápidas.
Os cases apresentados a seguir refletem exatamente esse movimento. São histórias de empresas que enfrentaram pontos de inflexão distintos, crescimento acelerado, pressão por eficiência, exigências regulatórias ou necessidade de inovação e responderam com iniciativas que vão além da digitalização. Em comum, todas traduzem estratégia em execução e tecnologia em resultado.
Ao longo dessas páginas, vemos como diferentes organizações:
• transformaram dados em ativos estratégicos;
• elevaram o nível de governança e transparência;
• aumentaram produtividade sem ampliar estrutura;
• e reposicionaram a tecnologia como motor de decisão e crescimento.
Mais do que relatos de implementação, são exemplos concretos de como a transformação digital, quando bem conduzida, impacta diretamente operações, resultados e posicionamento de mercado.
Porque, no fim, inovar não é sobre adotar novas ferramentas.
É sobre gerar valor de forma consistente, mensurável e sustentável.

O crescimento acelerado da Intelbras trouxe um desafio comum às empresas que lideram seus mercados: como sustentar escala sem perder eficiência.
Com mais de 45 anos de atuação e presença consolidada em soluções de segurança, redes, comunicação e energia, a companhia passou a operar em um nível de complexidade que exigia mais do que evolução incremental. A fragmentação de sistemas, a baixa integração entre processos e a ausência de visibilidade em tempo real começaram a impactar diretamente a capacidade de decisão e a eficiência operacional.
Era o momento de redesenhar a base do negócio.
Dalimitaçãooperacionalàtransformaçãoestrutural
O ponto de partida foi claro: superar as limitações do modelo legado e construir uma operação integrada, capaz de acompanhar o ritmo de crescimento da empresa.
A Intelbras estruturou o projeto INPulse com um objetivo central: transformar o ERP em um sistema verdadeiramente integrado, conectando áreas críticas como logística, finanças, vendas e atendimento ao cliente em uma única plataforma.
A escolha pelo SAP S/4HANA, no modelo RISE with SAP, foi estratégica. Mais do que uma atualização tecnológica, a decisão representou a criação de uma base escalável, preparada para suportar expansão contínua, inovação e tomada de decisão orientada por dados.
Integraçãocomodiferencialcompetitivo
A transformação trouxe um ganho estrutural: a eliminação de silos operacionais.
Com a integração ponta a ponta dos processos, a Intelbras passou a operar com uma visão unificada do negócio, garantindo maior coordenação entre áreas e permitindo decisões mais rápidas e assertivas.
A implementação de soluções avançadas, como EWM (gestão de armazéns), aATP (promessa de entrega) e TM (gestão de transportes), elevou o nível de controle e eficiência da operação logística, reduzindo erros e aumentando a previsibilidade das entregas.
Na prática, a logística deixou de ser um ponto de pressão e passou a ser um diferencial competitivo.
Execuçãodealtacomplexidade,comprecisãooperacional
A implantação foi um dos momentos mais críticos da transformação.
Com uma operação distribuída em múltiplas plantas e centros de distribuição, a Intelbras optou por uma estratégia de go-live simultâneo (big bang), envolvendo dezenas de operações ao mesmo tempo, incluindo 32 depósitos gerenciados por EWM.
Apesar da complexidade, o projeto foi conduzido com alto nível de controle:
• execução dentro do prazo planejado;
• cutover concluído com antecedência;
• continuidade total das operações durante a transição.
Em ambientes desse porte, manter a operação ativa durante a mudança não é apenas um requisito, é um diferencial de maturidade.
Automaçãoeinteligênciaparaganhodeeficiência
A nova plataforma trouxe ganhos diretos na operação. A automação de processos críticos reduziu retrabalho, minimizou erros e aumentou a produtividade em áreas-chave como logística e finanças. Ao mesmo tempo, o acesso a dados em tempo real passou a suportar decisões mais rápidas e precisas, alinhando operação e estratégia.
No campo financeiro, a adoção de soluções avançadas ampliou o controle sobre fluxo de caixa, riscos e custos, aumentando a previsibilidade e fortalecendo a governança corporativa.
Resultadosquesustentamocrescimento
Os impactos da transformação são claros:
• redução de custos operacionais;
• aumento de eficiência e produtividade;
• melhoria no nível de serviço e prazos de entrega;
• maior precisão na gestão de estoques e pedidos;
• fortalecimento da governança e transparência para acionistas.
Mais do que ganhos pontuais, a Intelbras passou a operar com uma estrutura preparada para crescer com consistência.
Umabaseparainovaçãocontínua
A transformação não se encerra na implementação. Com uma arquitetura moderna, integrada e baseada em nuvem, a Intelbras estabelece uma plataforma pronta para evoluir, seja na adoção de novas tecnologias, seja na ampliação do uso de dados para decisões estratégicas.
Ao transformar sua base operacional, a empresa não apenas resolveu desafios do presente. Criou as condições para sustentar o futuro.

A Cenibra enfrentou um dos desafios mais críticos da agenda ESG: garantir rastreabilidade completa da madeira em um cenário de exigências regulatórias globais e impacto direto sobre sua receita internacional.
Com uma operação industrial de alta complexidade e presença relevante em mercados externos, a companhia precisava evoluir em um ponto central: transformar dados ambientais dispersos em informação confiável, auditável e estratégica. Mais do que uma questão tecnológica, tratava-se de governança e de competitividade.
Do controle operacional à inteligência ambiental
O ponto de partida era claro: fortalecer a rastreabilidade, a transparência e a confiabilidade das informações ambientais em toda a cadeia.
Antes, os dados estavam fragmentados, com baixa padronização e pouca integração entre áreas, um cenário que dificultava tanto o cumprimento de exigências regulatórias quanto a tomada de decisão.
A resposta veio com a criação de uma base única e integrada de dados ambientais, conectando operações, processos e indicadores em uma visão consolidada do negócio. O resultado foi imediato: mais consistência, mais controle e, principalmente, mais confiança na informação.
Tecnologia como base da governança
Para viabilizar esse novo patamar, a Cenibra adotou o SAP GreenToken, uma solução baseada em blockchain que permite rastrear a origem da madeira desde o plantio até o produto final.
A tecnologia cria registros digitais imutáveis para cada lote de matériaprima, integrando dados de geolocalização, documentos legais e informações operacionais em uma trilha completa de rastreabilidade. Na prática, isso garante não apenas transparência, mas prova auditável da origem da produção, um requisito cada vez mais crítico em mercados internacionais.
A solução foi integrada ao ambiente SAP da companhia, conectando áreas como logística, produção e comercial em um fluxo contínuo de dados, assegurando que a rastreabilidade seja mantida ao longo de toda a cadeia de valor.
Regulação como vetor estratégico
A transformação foi acelerada por um fator decisivo: a entrada em vigor da European Union Deforestation Regulation (EUDR), que exige comprovação rigorosa da origem de produtos ligados à cadeia florestal.
Para a Cenibra, que possui forte atuação internacional, o impacto é direto. Cerca de 40% da receita está vinculada ao mercado europeu, podendo chegar a 60% em operações indiretas. Nesse contexto, a conformidade regulatória deixa de ser apenas uma obrigação e passa a ser condição para continuidade do negócio.
Mais do que atender à legislação, a empresa estruturou uma resposta capaz de transformar risco em vantagem competitiva.
Sustentabilidade como decisão de negócio
Ao estruturar seus dados ambientais e garantir rastreabilidade em escala, a Cenibra avançou além do compliance.
A centralização das informações permitiu:
• maior confiabilidade e auditabilidade dos dados ESG;
• redução de riscos operacionais e regulatórios;
• aumento da transparência para stakeholders;
• suporte direto à tomada de decisão estratégica.
Na prática, sustentabilidade deixou de ser um tema paralelo e passou a integrar o núcleo da gestão do negócio.
Menos risco, mais previsibilidade
Um dos impactos mais relevantes da transformação foi a redução de incertezas. Com dados estruturados e integrados, a empresa passou a ter maior visibilidade sobre suas operações ambientais, antecipando riscos, aumentando sua capacidade de resposta e fortalecendo sua governança.
Ao mesmo tempo, a transparência gerada elevou o nível de confiança de clientes, investidores e órgãos reguladores, especialmente em mercados com alto nível de exigência.
Uma base para o futuro
Mais do que atender a uma demanda regulatória imediata, a iniciativa posiciona a Cenibra em um novo patamar de maturidade.
A empresa passa a operar com uma base preparada para evoluir, seja para responder a novas exigências globais, seja para ampliar sua agenda de sustentabilidade com mais profundidade e precisão.
Ao integrar tecnologia, dados e governança, a Cenibra demonstra que sustentabilidade não é apenas responsabilidade. É também inteligência de negócio e um diferencial competitivo em escala global.

A Coopercitrus tomou uma decisão pouco comum em projetos de transformação digital: evoluir antes da urgência.
Com uma operação de alta complexidade, que atende mais de 42 mil produtores, movimenta bilhões em faturamento e opera em 190 unidades, a cooperativa já possuía uma base tecnológica estável e uma governança de TI madura. Ainda assim, identificou um ponto de inflexão: manter o modelo atual significaria, no médio prazo, limitar a capacidade de inovação, aumentar custos e reduzir competitividade.
A decisão foi estratégica. E antecipada.
Estratégia antes da pressão
Diferentemente da maioria dos projetos desse porte, que nascem de problemas operacionais, a transformação da Coopercitrus surgiu de uma leitura clara de futuro.
A organização optou por migrar para o modelo RISE with SAP não por necessidade imediata, mas para garantir evolução contínua, acesso a inovação e sustentação do crescimento em escala.
Esse movimento foi viabilizado por um modelo financeiro altamente otimizado, que permitiu executar uma modernização profunda sem impacto direto no fluxo de caixa, transformando uma decisão tecnológica em uma oportunidade estratégica de investimento.
Tecnologia como acelerador da execução
Para viabilizar um projeto dessa magnitude em tempo reduzido, a Coopercitrus adotou uma abordagem inovadora baseada em automação e inteligência artificial.
O uso de IA foi determinante para acelerar uma das etapas mais críticas: a adaptação do código customizado. A tecnologia foi responsável por automatizar cerca de 98% das correções, reduzindo o esforço manual em mais de 90% e eliminando milhares de horas de trabalho.
Essa capacidade permitiu transformar um projeto tradicionalmente longo em uma execução ágil, com alto nível de previsibilidade e controle de riscos.
A transformação conduzida pelas pessoas
Se a tecnologia foi o acelerador, o diferencial real esteve na estratégia de engajamento.
A Coopercitrus substituiu o conceito tradicional de “usuário-chave” pelo de “embaixador de processo”, reposicionando os colaboradores como protagonistas da transformação. Mais de 140 profissionais participaram
ativamente da validação da solução, testando mais de mil cenários de negócio em um ciclo intensivo de execução.
O resultado foi um nível de engajamento incomum em projetos dessa natureza: equipes mobilizadas, senso de pertencimento elevado e participação ativa até nos momentos mais críticos da transição.
Execução em tempo recorde
O projeto foi concluído em apenas quatro meses, com um nível de precisão que se tornou um diferencial competitivo.
A fase de implantação foi conduzida com rigor técnico e planejamento detalhado:
• redução de 40% no tempo de deploy em relação ao previsto;
• continuidade total das operações durante a transição;
• execução do go-live sem impacto no atendimento às unidades e cooperados.
Em um ambiente com múltiplas frentes de negócio e alta complexidade operacional, entregar esse nível de estabilidade não é apenas eficiência, é excelência em execução.
Do sistema à estratégia
Os resultados da transformação vão além da modernização tecnológica.
A nova arquitetura, baseada em SAP S/4HANA, DataSphere e BTP, reposiciona a tecnologia como eixo central da estratégia, ampliando a capacidade de análise, integração e tomada de decisão em tempo real.
Na prática, a Coopercitrus passa a operar com mais previsibilidade, agilidade e inteligência, atributos essenciais em um setor marcado por volatilidade e pressão por produtividade.
Uma plataforma para o futuro
Mais do que um projeto bem-sucedido, a iniciativa estabelece uma nova base de crescimento.
A cooperativa consolida uma plataforma preparada para incorporar novas tecnologias, ampliar o uso de dados e evoluir continuamente, com destaque para o avanço em inteligência artificial e cultura datadriven.
Ao alinhar estratégia, tecnologia e pessoas, a Coopercitrus demonstra que a transformação digital não começa quando há um problema.
Ela começa quando há visão.

Neugebauer acelera transformação digital com SAP S/4HANA e prepara o próximo ciclo de crescimento
Às vésperas de completar 135 anos, a Neugebauer dá um passo decisivo para o futuro. A tradicional marca brasileira de chocolates concluiu a implementação do SAP S/4HANA e inicia uma nova fase de sua trajetória, mais digital, mais integrada e preparada para crescer em um mercado cada vez mais exigente.
A movimentação não é apenas tecnológica. É estratégica. Marca a construção de uma base mais robusta para sustentar a expansão do negócio, aumentar eficiência e reforçar a capacidade de resposta diante das transformações do ambiente econômico.
Em um setor pressionado por competitividade, inovação e mudanças regulatórias, a Neugebauer aposta na tecnologia como elemento central para garantir consistência, escala e longevidade.
Quando crescer exige mudar
Depois de mais de uma década operando com o SAP ECC, a companhia chegou a um ponto de inflexão. O crescimento do negócio, aliado à crescente complexidade das operações, tornou evidente a necessidade de evoluir sua plataforma tecnológica.
A migração para o SAP S/4HANA – RISE with SAP foi definida com objetivos claros: elevar a performance, integrar processos, simplificar a experiência dos usuários e ampliar a capacidade de análise de dados em tempo real.
Ao mesmo tempo, a empresa se antecipa a um dos maiores desafios do ambiente corporativo brasileiro: a Reforma Tributária. A nova plataforma surge como peça-chave para garantir conformidade e segurança em um cenário de mudanças estruturais.
Mais do que modernizar sistemas, a decisão sinaliza uma mudança de patamar na gestão.
Uma operação de alta complexidade
O projeto foi executado em oito meses, com investimento de R$ 11 milhões e mobilização intensa de equipes internas e parceiros especializados.
Os números refletem a dimensão do desafio: cerca de 19 mil testes realizados para garantir a estabilidade dos processos e um amplo trabalho de saneamento de dados, que eliminou mais de 30 mil registros obsoletos.
A estratégia adotada privilegiou a utilização de processos standard SAP, com baixo nível de customização. O resultado é um ambiente mais limpo, eficiente e sustentável do ponto de vista tecnológico.
Internamente, o projeto ganhou nome próprio: Missão S/4 Nóig. Mais do que uma implementação, tornou-se um movimento coletivo, mobilizando diferentes áreas da companhia em torno de um objetivo comum: transformar a base tecnológica e preparar a empresa para um novo ciclo de crescimento.
Virada sem ruptura
Um dos maiores riscos em projetos dessa magnitude é a interrupção das operações, mas não foi o caso.
O Go Live foi conduzido sem impactos no dia a dia da empresa, um feito relevante diante da complexidade do ambiente e da abrangência do projeto. A transição ocorreu de forma estruturada, garantindo continuidade, estabilidade e segurança.
O resultado revela maturidade de gestão, disciplina na execução e forte alinhamento entre tecnologia e estratégia de negócio.
Mais eficiência, mais inteligência
Com o SAP S/4HANA, a Neugebauer passa a operar com uma arquitetura tecnológica mais moderna e integrada, capaz de transformar dados em decisões com maior velocidade e precisão.
Os ganhos são diretos:
• processos mais integrados e automatizados, elevando a eficiência operacional;
• informações confiáveis e disponíveis em tempo real;
• aumento de produtividade, com simplificação das rotinas;
• aderência às novas exigências regulatórias;
• maior capacidade de expansão, com uma estrutura escalável.
Na prática, a empresa reduz complexidade e ganha agilidade, dois fatores críticos em um mercado em constante transformação.
Tecnologia no centro da estratégia
Para a liderança da Neugebauer, o projeto representa mais do que uma atualização de sistema. É um passo estruturante dentro de um ciclo mais amplo de investimentos.
A evolução tecnológica fortalece a cultura de melhoria contínua e contribui diretamente para a eficiência operacional e para a sustentabilidade do negócio no longo prazo.
É também um movimento que posiciona a companhia de forma mais competitiva, ampliando sua capacidade de adaptação diante de novos cenários.

Fundada em 1891, a Neugebauer construiu sua história apoiada em qualidade, inovação e conexão com o consumidor. Nos últimos anos, a empresa vem acelerando seu crescimento, com taxas acima de dois dígitos e faturamento de R$ 1 bilhão em 2025.
Esse desempenho reforça a necessidade de uma base tecnológica capaz de acompanhar e sustentar essa expansão.
A implementação do SAP S/4HANA responde diretamente a esse desafio, consolidando a tecnologia como um dos pilares estratégicos da companhia.
Pronta para o que vem a seguir
Ao combinar tradição e transformação, a Neugebauer deixa claro que sua longevidade não é fruto apenas da história, mas da capacidade de evoluir. Com o SAP S/4HANA, a empresa se posiciona como uma organização mais ágil, integrada e preparada para capturar novas oportunidades.
O próximo capítulo já começou e ele será, inevitavelmente, mais digital.
O nascimento da ASUG News e o surgimento de uma comunidade organizada de usuários SAP. As primeiras edições registram o nascimento de uma comunidade dedicada a compartilhar conhecimento e fortalecer o uso das soluções SAP nas organizações.

A revista torna-se espaço de diálogo entre empresas, especialistas e líderes de tecnologia.
A ASUG News passa a refletir uma comunidade cada vez mais estruturada, ampliando a troca de conhecimento entre empresas e especialistas.

Integração com o ecossistema global SAP e ampliação da relevância institucional. A comunidade amplia sua presença e passa a integrar discussões globais sobre inovação, tecnologia e gestão empresarial.

2013 2016
A tecnologia passa a liderar mudanças profundas nos modelos de negócio. As capas dessa fase refletem a transformação digital das empresas e a crescente centralidade da tecnologia na estratégia corporativa.





EDIÇÃO 75



2017 2026
Um ecossistema orientado por dados, automação e inteligência.
A ASUG News acompanha uma nova era de inovação, marcada por dados, inteligência artificial e novas possibilidades para a transformação empresarial.










100 edições depois...

A ASUG foi fundada no dia 10 de fevereiro de 1998 e sua história continua sendo escrita por uma comunidade que acredita no poder da colaboração, da inovação e do conhecimento compartilhado.
Cada capa registra um momento da história da ASUG. Juntas, elas revelam a evolução de uma comunidade que continua moldando o futuro da tecnologia empresarial.


A força institucional da ASUG é sustentada por uma estrutura de governança que reúne executivos de referência no ecossistema empresarial e tecnológico
A solidez de uma instituição não se constrói apenas por sua história, mas pela consistência de sua governança e pela capacidade de transformar visão em continuidade. Na ASUG Brasil, a estrutura de liderança reflete esse compromisso: um modelo que equilibra estratégia, execução e representatividade, garantindo a evolução sustentável da Associação ao longo do tempo.
A Diretoria Executiva 2024–2026 reúne profissionais com sólida trajetória em transformação digital, governança corporativa e liderança de iniciativas estratégicas no ecossistema SAP. Mais do que funções formais, seus papéis se traduzem em atuação ativa na condução das prioridades institucionais, no fortalecimento da comunidade e na ampliação da relevância da ASUG no cenário empresarial.
Com um olhar voltado para o presente e para o futuro, a Diretoria atua de forma integrada, promovendo iniciativas que conectam empresas, especialistas e lideranças em torno de uma agenda comum: evolução tecnológica, compartilhamento de conhecimento e geração de valor para os associados. Essa atuação é marcada, sobretudo, pelo caráter voluntário de seus integrantes, executivos que dedicam tempo, experiência e visão estratégica para o desenvolvimento coletivo da comunidade.
Complementando essa estrutura, o Conselho Administrativo exerce papel consultivo essencial para a continuidade institucional da ASUG. Sua atuação contribui para a preservação das diretrizes, o alinhamento de longo prazo e o fortalecimento das decisões estratégicas, garantindo que a Associação mantenha sua consistência, relevância e capacidade de adaptação diante das transformações do mercado.
Mais do que uma estrutura organizacional, a governança da ASUG representa um modelo de liderança colaborativa, orientada por propósito e comprometida com a construção de um ecossistema cada vez mais forte, conectado e preparado para os desafios do futuro.

Celso Bueno
Vice-presidente | CIO LEo Madeiras
A Diretoria Executiva e o Conselho Estratégico atuam de forma integrada para orientar a evolução da comunidade, fortalecer sua relevância institucional e garantir a continuidade de sua missão no ecossistema SAP.
Cláudio Fontes
Presidente | Tech Advisor - Solar
Executivo com sólida trajetória em transformação digital e liderança estratégica no ecossistema SAP, conduz a ASUG Brasil com foco em fortalecimento institucional e expansão de sua relevância no mercado. À frente da Associação, atua na definição de diretrizes que impulsionam a integração da comunidade, promovem a geração de valor para os associados e ampliam a influência da ASUG no cenário empresarial. Sua liderança é marcada pela capacidade de conectar visão estratégica e execução, consolidando a entidade como referência no ecossistema SAP na América Latina.
Com atuação estratégica e olhar atento à governança da Associação, Celso Bueno exerce um papel fundamental na condução das iniciativas da ASUG. Em constante proximidade com a presidência, contribui para dar ritmo, alinhamento e consistência às decisões que orientam a entidade.
Seu relacionamento próximo com a SAP abre portas e cria conexões relevantes para a comunidade, aproximando executivos, especialistas e oportunidades que fortalecem o ecossistema, assegurando que a ASUG siga evoluindo com solidez e foco em geração de valor para os associados.


Ana Paula CoraZzini
Kelly Teixeira
Diretora de Relações InternacionaiS
Gerente de Projetos de Tecnologia na Acelor Mittal
Conectando a ASUG Brasil ao cenário global, Kelly atua na linha de frente das relações internacionais da Associação. Representando a entidade em fóruns estratégicos, como o SUGEN, acompanha discussões que influenciam diretamente o futuro das soluções SAP em escala mundial.
Sua atuação garante que a ASUG esteja sempre alinhada às tendências e movimentos do mercado internacional, trazendo para a diretoria uma visão ampliada e atualizada. Ao estabelecer essa ponte com o exterior, contribui para posicionar a Associação como uma entidade cada vez mais conectada, relevante e alinhada às melhores práticas globais.
Diretora de Educação | Diretora de Tecnologia na Elgin S/A
À frente da agenda de educação da ASUG, Ana Paula atua como uma das principais impulsionadoras da troca de conhecimento dentro da comunidade. Seu trabalho está diretamente conectado aos SIGs (Special Interest Groups), acompanhando de perto suas atividades e incentivando a criação de novas iniciativas que ampliem o engajamento dos associados.
Com uma atuação voltada à construção de ambientes colaborativos, contribui para aproximar profissionais, empresas e especialistas, fortalecendo a aprendizagem contínua no ecossistema SAP. Seu papel também é essencial na organização das demandas da comunidade, ajudando a transformá-las em pautas estruturadas junto à SAP.


Domingos Bruno
FabrÍcio Simas Mielke
Diretor Associativo | CIO Volksvagem do Brasil
Responsável por impulsionar o crescimento da comunidade, Fabrício atua diretamente na expansão e no fortalecimento da base associativa da ASUG. Seu trabalho combina estratégia e proximidade, buscando atrair novos membros ao mesmo tempo em que reforça o relacionamento com os associados atuais.
Por meio de campanhas, ações institucionais e iniciativas de relacionamento, contribui para tornar a ASUG uma comunidade cada vez mais ativa e conectada. Sua atuação é essencial para manter o dinamismo da Associação e garantir que mais profissionais façam parte desse ecossistema.
Diretor de Marketing e Relacionamento | Conselheiro e Tech Advisor
À frente das iniciativas de marketing e relacionamento, Domingos é um dos responsáveis por dar forma às experiências que conectam a comunidade ASUG. Seu trabalho está diretamente ligado à organização dos principais eventos da Associação, de grandes conferências a encontros técnicos, sempre com atenção à qualidade e ao impacto gerado aos participantes.
Sua atuação fortalece a presença institucional da ASUG e amplia sua visibilidade no mercado, criando oportunidades de conexão entre associados, parceiros e todo o ecossistema SAP. Mais do que eventos, Domingos contribui para a construção de espaços de troca, networking e geração de valor.

Orlando Fogaça
Diretor de Operações

Nailson Rego
Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento | CIO Coopercitrus
Com foco na evolução contínua da experiência dos associados, Nailson Rego atua na escuta ativa da comunidade e na transformação dessas demandas em iniciativas concretas. Por meio de pesquisas estruturadas, identifica necessidades, oportunidades e caminhos para aprimorar o uso das soluções SAP.
Sua atuação ganha destaque na condução do programa Customer Connection, acompanhando de perto as solicitações da comunidade e sua evolução junto à SAP. Ao mesmo tempo, trabalha na construção de novos benefícios e parcerias, contribuindo para ampliar o valor entregue aos associados e fortalecer o vínculo com a ASUG.
Responsável por fazer a ASUG acontecer no dia a dia, atua na linha de frente da operação da Associação, conduzindo a estrutura de BackOffice por meio da CPNE, empresa responsável pelo suporte operacional da entidade. É ele quem transforma as decisões estratégicas da diretoria em ações concretas, garantindo que projetos, iniciativas e entregas saiam do papel com consistência e eficiência.
Com olhar atento à organização, prazos e processos, conecta planejamento e execução, assegurando qualidade em cada etapa. Sua atuação é essencial para que a ASUG funcione com fluidez, sustentando a operação da Associação e viabilizando a entrega de valor para toda a comunidade.

Complementando a estrutura de governança, o Conselho Estratégico exerce papel consultivo fundamental na orientação institucional e na continuidade da missão da ASUG.
A solidez institucional da ASUG Brasil é resultado direto da experiência acumulada e da visão de longo prazo de suas lideranças. Nesse contexto, o Conselho de Administração exerce um papel estratégico, reunindo profissionais com sólida trajetória no ecossistema SAP e profundo entendimento das dinâmicas e transformações do mercado.
Mais do que uma instância consultiva, o Conselho se posiciona como um agente de continuidade institucional, contribuindo para a consistência das decisões e a preservação dos princípios que norteiam a atuação da Associação. Sua presença assegura o necessário equilíbrio entre evolução e identidade, permitindo que a ASUG avance de forma estruturada, sem se distanciar de sua essência.
Com uma atuação pautada por visão ampla e pensamento estratégico, os conselheiros apoiam a Diretoria Executiva na análise de

Fernando Birman

temas prioritários, na validação de direcionamentos e na identificação de oportunidades que fortalecem o posicionamento institucional da Associação. Sua principal contribuição reside na capacidade de agregar repertório, senso crítico e perspectiva qualificada às discussões.
Em um ambiente marcado por mudanças constantes e crescente complexidade, essa atuação torna-se ainda mais relevante. É ela que sustenta a continuidade, a coerência e a maturidade institucional, atributos essenciais para que a ASUG mantenha uma trajetória consistente de evolução.
Mais do que um órgão de apoio, o Conselho de Administração configura-se como um dos pilares da governança da ASUG Brasil: uma construção coletiva que integra diferentes níveis de liderança em torno de um propósito comum, fortalecer a comunidade e ampliar, de forma consistente, seu impacto no ecossistema SAP.
Em 35 anos como executivo, dedicou a carreira à gestão de TI e à transformação digital. Desempenha um papel ativo nos ecossistemas de inovação no Brasil e na Europa, contribuindo como mentor, investidor, conselheiro e avaliador de startups.
Protagonista no ecossistema de inovação e negócios digitais do país, no desenvolvimento de parcerias com startups, universidades e centros de pesquisa, possui experiência internacional em consultoria de projetos e aplicação de tecnologias a processos de negócios.

Marcelo Hirata
Executivo com experiência em transformação digital e inovação. Atua na implementação de canais digitais, soluções de dados e tecnologias para impulsionar novos negócios. Tem experiência na integração de startups e no uso de Big Data e analytics para geração de valor nas empresas.

Ao celebrarmos a centésima edição da ASUG News, não estamos apenas olhando para a trajetória construída até aqui, estamos reafirmando o compromisso com o futuro que seguimos construindo juntos.
Ao longo dessa jornada, a ASUG se consolidou como uma comunidade viva, formada por profissionais que compartilham conhecimento, impulsionam inovação e contribuem ativamente para a evolução do ecossistema SAP no Brasil e na América Latina. Cada encontro, cada iniciativa e cada conteúdo produzido refletem a força dessa rede, a relevância da colaboração e a capacidade de transformar experiências individuais em crescimento coletivo.
Essa história não pertence a uma única gestão, a um único momento ou a um único grupo. Ela é resultado do esforço contínuo de todos que, ao longo do tempo, dedicaram conhecimento, experiência e propósito para fortalecer a comunidade, profissionais que acreditam no valor da troca, na construção conjunta e na evolução constante.
Seguimos diante de um cenário em permanente transformação, no qual tecnologia e negócios evoluem de forma acelerada, exigindo adaptação, visão estratégica e capacidade de antecipação. É nesse contexto que a ASUG reafirma seu
papel: conectar pessoas, promover conhecimento relevante e apoiar seus associados na construção de valor para suas organizações e para o mercado como um todo.
Mais do que celebrar conquistas, este é um momento de renovação. Um convite para continuarmos avançando com consistência, fortalecendo relações, ampliando nossa atuação e preparando a comunidade para os desafios e oportunidades que estão por vir. Um compromisso com a continuidade, com a evolução e com o impacto que ainda podemos gerar juntos.
Porque a nossa história não termina aqui.
Ela evolui.
Ela se transforma.
E, juntos, seguimos escrevendo os próximos capítulos.
Presidente da ASUG ClaudioAFontes

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