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Revista Agriculturas V7, N4 - Artigo 1

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Mutirão para construção de horta circular


Medeiros (2002, p. 1) nos lembra que “o tema da reforma agrária está presente no debate político nacional, de maneira mais ou menos intensa, pelo menos desde a década de 1920, to do número de agricultores assentados é que parece ter realimentado a discussão sobre o papel da agricultura familiar camponesa no desenvolvimento brasileiro. Esse crescimento foi fruto de grandes lutas e mobilizações nacionais ocorridas principalmente na segunda metade dos anos 1990. Como expressão sociopolítica de uma nova territorialidade no campo brasileiro, surgem diversas demandas, como ria como territórios camponeses com um espaço muito amplo

tanto, desenvolve ações de Educação de Jovens e Adultos (EJA) nalizantes (nível médio, superior e especialização). O programa é executado por meio de parcerias que o Incra, gestor do programa, estabelece com as instituições de o desenvolvimento dos cursos nos diferentes níveis e são as Em 12 anos, essa estratégia propiciou o acesso à escolarização e à formação em todos os níveis a cerca de 400 mil sólidas parcerias com os movimentos sociais e organizações do campo efetivadas por meio das universidades federais, es-

a educação como uma das dimensões fundamentais para o de-

cindível protagonismo de jovens e adultos dos projetos de assentamento de reforma agrária. A organização e o envolvimento das instituições representativas dos assentados, jun-

nas áreas de reforma agrária, promovendo o acesso à educação

novos espaços dentro dos institutos federais e universidades, rias ao desenvolvimento sustentável do campo.

Jovens participam de visitas de intercâmbio durante o curso de agroecologia


gia, agropecuária, saúde comunitária, comunicação comuni-

Alguns desses cursos, embora aprovados, não foram ainda implantados, devido ao contingenciamento de recursos e

cursos superiores já desenvolvidos e em andamento, há os vinculadas à área da produção agrícola, como Agroecologia, atuarem nas causas muito frequentes de defesa dos direitos humanos, políticos e sociais dos que vivem e trabalham no campo. -

de resistência conservadora à expansão da Educação do Campo e da reforma agrária. Mas o importante é que, mesmo nesse cenário adverso, houve um crescimento da intenção de envolvimento de várias

os assentados de reforma agrária se deu em todas as regiões

dos cursos de qualquer campo do conhecimento relativo à de especialização lato sensu em regime de alternância, recebendo bolsa para atuar nos assentamentos.

Incra, visa atuar mais diretamente no apoio à consolidação produtiva nos assentamentos em todo o Brasil, com base na Agroecologia e na soberania alimentar.

A ação também visa atender aos jovens e adultos as-

só encontra materialidade se for indissociável da luta por um

período, recebem bolsa de estudo/estágio para atuarem nos assentamentos, cumprindo os estágios curriculares obrigacom seu trabalho e seus estudos, colaboram para a melhoria da qualidade do trabalho e das condições de vida nos projetos de assentamento.

cursos voltados para a alfabetização e a escolarização primária de assentados. Entretanto, de forma a promover uma educação orientada para a realidade dos assentamentos, percebemos serem imprescindíveis ações que integrassem outras áreas de conhecimento e outros níveis de ensino. Nesse sentido, o programa buscou estimular projetos de

esse que tem sua centralidade na produção camponesa, senagrárias na Educação do Campo. Faz-se necessário que eles

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importância desse tema para a consolidação produtiva dos Ò±®¼»-¬» ó íèû

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ensino superior. No nível médio, predominam os cursos de técnico em agropecuária (67%), com diversas habilitações perior, predominam os cursos de agronomia (69%), também com enfoque agroecológico.

2009 (Org. dos autores).


de saberes entre academia e camponeses, provocando uma predominância concedida ao agronegócio nos currículos tralecer a perspectiva agroecológica não apenas nas turmas do cos dessas instituições como um todo. Outra contribuição importante é a aproximação das inso universo da reforma agrária. Em várias instituições, essa ex-

de desenvolvimento rural e, nesse sentido, a perspectiva agroecológica também é fundamental.

ensino tradicional no interior das instituições públicas e/ou

extensão com atuação permanente, que persistem mesmo após a conclusão do curso pelos assentados. O fato de o programa ser executado pelo Incra também facilita esse processo, pois permite a complementaridade com outras políticas públicas de apoio à reforma agrária e ao desenvolvimento dos comercialização, a inovação agroecológica, a infraestrutura, o desenvolvimento territorial, etc., que passam a contar com o apoio e o envolvimento dos grupos constituídos dentro das instituições de ensino.


Relação movimentos e governo

Incra

principalmente na relação entre o Incra e as instituições de ensino, em função da burocracia inerente ao Estado brasileiro e da própria orientação das políticas públi, B. M. Educação do Cam-

dos agricultores camponeses acumulado historicamente a partir da relação com o meio socioambiental em que vivem. O reconhecimento da importância da dimensão pedagógica no trabalho da pesquisa agropecuária e da extensão rural, assim como a assimilação da dimensão produtiva nos cursos de formação de educadores do campo. Uma mudança na concepção pedagógica institucional, com a incorporação dos cional para a formação. ção dos movimentos sociais e agricultores familiares camponeses na concepção, construção e execução dos cursos de educação e Agroecologia, buscando uma institucionalização das ações sem perder o controle social necessário para a garantia dos princípios da Educação do Campo.

trovérsias e questões .


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