Nº 93 ANO XVI - 2008 MARÇO/ABRIL
A 31º FACILPA – Feira Agropecuária Comercial e Industrial de Lençóis Paulista tem início no dia 25 de abril e prossegue até 04 de maio. A presença de grande quantidade de ovinos na nesta é uma tradição. Na edição 2008, haverá em torno de 1,3 mil animais. Uma das razões é a quantidade crescente de ovinocultores na região. A Facilpa fará parte do ranking “Cabanha do Ano” da ASPACO para todas as raças presentes. Os julgamentos têm início no dia 30 de abril, quarta-feira, a partir das 14h, prosseguindo até sábado, dia 03 de maio.
E mais: ASPACO estará presente em seis exposições até maio página 4 A pirâmide está invertida página 5 Feinco 2008 movimenta mais de R$ 10 milhões em leilões e recebe mais de 20 mil visitantes página 8
o ovelheiro - março/abril
02
Editorial Arnaldo dos Santos Vieira Filho - Presidente
É difícil falar em ovinocultura neste momento sem que a FEINCO não esteja no pensamento. O Estado da Bahia foi o homenageado deste ano e fez bonito, recepcionando o público num lindo espaço com delícias daquele lugar. Foram dias abarrotados de informações, acontecimentos, competições, negócios, discussões, congregação e muita alegria, que passavam num piscar de olhos, desde cedo até tarde da noite culminando com leilões que mais pareciam peças teatrais de tanta beleza, na organização e na apresentação dos animais. Cifras, nem precisamos falar! Mais de 10 milhões somente em 13 leilões extremamente bem sucedidos. Gostaria de apresentar meu profundo respeito e admiração pela equipe do Agrocentro pelo profissionalismo com que fazem acontecer as coisas, que tornaram a FEINCO o maior evento da ovinocaprinocultura das Américas. Meus cumprimentos à entidade irmã CAPRIPAULO que trabalha ao nosso lado com muita competência. Fico agora sem palavras para agradecer a equipe da ASPACO, que mais uma vez me deixa sempre emocionado ao receber tantos elogios pelo seu desempenho e profissionalismo. Nossa luta é sempre fazer melhor, por isso acolhemos com muito carinho as sugestões daqueles que querem fazer uma associação e uma ovinocultura mais forte. Obrigado a todos! A Câmara Setorial de Caprinos e Ovinos do Estado de São Paulo realizou na FEINCO sua 7ª reunião, com as presenças ilustres do Secretário de Agricultura e Abastecimento João de Almeida Sampaio Filho, acompanhado do Secretário Adjunto Antonio Júlio Junqueira de Queiroz, Dr. José Cassiano Gomes dos Reis, Coordenador da CODEAGRO – Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios, Dr. Cláudio Alvarenga de Melo Coordenador
da CDA – Coordenadoria da Defesa Agropecuária, Dr. João Paulo Feijão Teixeira Coordenador das APTAs Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, representantes da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Caprinos e Ovinos (nacional), entre eles Ênio Queijada de Souza do SEBRAE Nacional que fez uma apresentação dos trabalhos realizados e em desenvolvimento pela Câmara Nacional, Dr. Paulo Afonso Schwab, Presidente da ARCO, autoridades do MAPA e muita gente interessada no setor. O Secretário João Sampaio exibiu números da linha de financiamento do FEAP – Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista, que já possui 949 contratos assinados, fora os que estão em andamento e análise. O teto de financiamento é de R$ 100.000,00 por produtor. Elogiou os trabalhos desenvolvidos por nossa Câmara e ficou encantado com a evolução da FEINCO. Não poderia esquecer de meu amigo Robson Leite da Savanna Carnes que “botou para quebrar” na cozinha interativa. Por lá passaram inúmeros cheffs de cozinha de vários lugares do mundo trajados a caráter, liderados pelo Cheff Bruno, presidente da Federação Internacional de Cozinha Italiana. Todos os dias os shows aconteciam em três etapas, sempre enaltecendo a carne de cordeiro e sua importância na culinária internacional Também foi palco de reuniões da Sociedade Rural Brasileira, lançamento do Livro de Receitas de Caprinos e Ovinos da Embrapa da querida Dra. Maria Pinheiro, do Encontro de Relacionamentos e Negócios entre outros. O SEBRAE é sem dúvida o maior parceiro da ovinocaprinocultura nacional e aposta muito na FEINCO. Além de várias ações, congresso, reuniões e apresentações, foi realizado em parceria com a feira, a cozinha interativa e a ASPACO, o Encontro
de Relacionamento e Negócios que teve como intuito de intensificar relações comerciais entre produtores e frigoríficos, gerando oportunidades de negócio e fortalecendo este elo da cadeia produtiva. Mais de cem produtores e doze frigoríficos estiveram presentes, vindos dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e São Paulo. Em nome do Dr. Silvio César de Souza, Gestor Estadual de Caprinos e Ovinos, parabenizo e agradeço toda a equipe do SEBRAE. Agora lançado, o Curso sobre Exterior e Interpretação de Julgamento de Ovinos realizado no final de fevereiro no Agrocentro em parceria com a ASPACO foi uma grande oportunidade dos participantes se capacitarem para o desenvolvimento da interpretação de características morfológicas nos ovinos relacionados à produtividade, funcionalidade e padrão racial, bem como, entender a dinâmica de julgamento praticada nas pistas das exposições de ovinos. Pelos comentários, o nível de satisfação foi além da expectativa. Fica a certeza de que novos cursos virão! Parabéns Márcio Armando Gomes de Oliveira e Gustavo Martins Ferreira, pela competência com que criaram e ministraram o curso. Nesta edição também falamos nas sete exposições que estaremos realizando neste mês de abril, com destaque para a Facilpa, a maior delas, e para a Ovinos Pec-Show de Barretos, em parceria com Os Independentes, que acontecerá com julgamento pela primeira vez, no Parque do Peão naquela cidade. Notícias do setor como a criação da PauliTexel, parceria da ASPACO com EJAV – Empresa Júnior de Assistência Veterinária da USP, como anda o Ranking Cabanha do Ano da ASPACO e muitas outras vocês poderão ver aqui. Boa leitura e até a próxima
“o ovelheiro” Órgão informativo da Associação Paulista de Criadores de Ovinos ASPACO Rua Marcelo Giorgi, 69 Jd. Progresso São Manuel - SP Cep: 18.650-000 Fone: (14) 3841-6841 e-mail: oovelheiro@aspaco.org.br Organização, Redação Revisão: Márcio A. G. de Oliveira Jornalista Responsável e Editora: Tania Cecília Tavares Casquel MTB 23291/SP Diagramação e arte: Gustavo Simões Publicidade (14) 9101-6262 (14) 3841-6841 Qualquer artigo ou matéria contidos no “o ovelheiro” poderá ser publicada em outros veículos desde que seja citada a fonte.
o ovelheiro - março/abril
03
Ovinotícias ASPACO fecha parceria com EJAV-USP para consultoria aos criadores A ASPACO e a EJAV - Empresa Júnior de Assistência Veterinária USP fecharam parceria para atendimento de criadores de ovinos, possibilitando uma maior divulgação dos trabalhos desenvolvidos pela Empresa no sentido de incrementar a produtividade e a lucratividade do produtor rural. A EJAV oferece serviços de consultorias de qualidade e com preços diferenciados ao pequeno, médio e grande criador de ovinos. Entre os serviços estão:
estudos de viabilidade da criação de ovinos; implementação de projetos; melhoria de índices zootécnicos; treinamento de funcionários; orientações gerais em criações de ovinos; elaboração de projetos de confinamento; organização de dias de campo. A partir do contato do produtor, seguem-se os seguintes passos: entendimento dos objetivos básicos do cliente; desenvolvimento de equipe responsável; visita técnica à propriedade;
estudo de viabilidade do projeto com a participação do corpo docente responsável; fechamento de contrato de trabalho;
elaboração do projeto no prazo estabelecido sob a orientação e respaldo técnico de professores da faculdade.
Informações: Para obter maiores informações, entre em contato com a Gerência de Produção Animal da Empresa Júnior de Assistência Veterinária da Universidade de São Paulo – EJAV/USP no seguinte endereço: Av. Prof. Orlando Marques de Paiva, 87, Cidade Universitária - São Paulo – SP, CEP 05508-000, fone: 11 3091-7702 (segunda a sexta, das 12h às 14h), e-mail: ejav_usp@yahoo.com.br.
Criadores de Texel se organizam em SP A raça tipo carne que mais cresceu nos últimos anos nos estados do sul, também, é uma das que vem crescendo em São Paulo. Trata-se da Texel que, originária da Holanda, possui, ainda, as linhagens francesa e alemã, todas existentes no Brasil. Criadores paulistas que, investem nos plantéis de Texel, resolveram se unir para aumentar a representação da raça nos eventos, promovendo-a e difundido-a. Assim foi na FEINCO. O grupo em formação, já denominado,
PAULITEXEL recebeu em seu stand outros criadores e aficionados, num ambiente de muita confraternização. O trabalho de convocação feito pelo grupo trouxe mais de 150 animais para julgamento na maior exposição de caprinos e ovinos do país. A ASPACO, em perfeita sintonia com a PAULITEXEL, apoia estas iniciativas, entendendo que enquanto ela apoia e promove a ovinocultura como um todo, as associações de raça devem promover a sua raça. Parabéns ao grupo paulista do Texel.
A ASPACO em Bagé/RS Representada pelo Diretor Técnico Márcio Armando Gomes de Oliveira, a ASPACO participou da reunião do Conselho Deliberativo Técnico da ARCO – Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos nos dias 03 e 04 de março passado. Cumprindo novas determinações, o CDT, presidido por Dr. Araquen Dutra Telles, convocará todos os representantes das associações de raças e estaduais para suas reuniões. O encontro em março, assim como os ocorridos em janeiro, discutiram o Regulamento do Registro Genealógico de Ovinos no Brasil e o Regimento Interno do CDT. Segundo o Zootecnista Márcio Oliveira, a iniciativa da ARCO é muito importante porque esta integração
permite à ARCO aproximar-se de suas filiadas em todo o país, bem como permite às associa-
ções de raças e estaduais saber o que a ARCO está fazendo para melhorar os seus serviços,
sendo que todos opinam para democraticamente estabelecerse novas regras.
o ovelheiro - março/abril
04
Agenda ASPACO estará presente em seis exposições até maio De 28 de março a 04 de maio a ASPACO participa de seis exposições, sendo que três farão parte do Ranking ASPACO 2008 e as demais são oficializadas pela entidade. Os eventos começaram com a 30ª EXPOAL - Exposição Agropecuária de Altinópolis. Na seqü-
ência ocorreu a 21ª EXPOFAR,em Fartura/SP. A 2ª OVINOS PEC-SHOW BARRETOS será realizada de 16 a 21 de abril, no Parque do Peão, em Barretos/SP. O evento fará parte do calendário oficial da ASPACO. Já a Exposição de Ovinos que acon-
tecerá durante a 39ª EXPOAGRO, de 17 a 21 de abril, no Recinto de Exposições “Acácio Moraes Terra”, em Itapetininga/SP, e a 31º FACILPA – Feira Agropecuária Comercial e Industrial de Lençóis Paulista, que realizar-se de 27 de abril a 04 de maio, no Recinto de Exposições
“José de Oliveira Prado” - Lençóis Paulista/SP, farão parte do ranking “Cabanha do Ano” da ASPACO para todas as raças presentes. E em Ribeirão Preto, de 28 de abril à 3 de maio, a ASPACO estará presente, também, na Agrishow com exposição de ovinos.
De 16 a 21 de abril Ovinos PEC-Show Barretos Oficializado ASPACO
Dias 16 e 17 de maio I Curso Sistema Dolly e I Curso Sistema Dolly + Inseminação Artificial transcervical com sêmem congelado Inf.: (11) 9260-0219 com Fabiana
De 04 a 13 de julho EXPOVINOS - Araçatuba Ranking ASPACO 2008
De 17 a 21 de abril EXPOAGRO - Itapetininga Ranking ASPACO 2008
4 de maio 1º Leilão Virtual Fazenda Talisman e Convidados - às 20h Dorper & White Dorper Transmissão TERRAVIVA Leiloeira NOVA Leilões Inf.: www.fazendatalisman.com.br
De 27 de abril a 04 de maio FACILPA - Lençóis Paulista/SP Ranking ASPACO 2008
De 07 a 11 de maio EXPOGUARA - Guaratinguetá Oficializado ASPACO
De 28 de abril a 03 de maio Agrishow - Ribeirão Preto Oficializado ASPACO
De 16 a 19 de maio EXPOAGRO - Franca Ranking ASPACO 2008
De 20 a 25 de maio EXPOPORTO - Porto Feliz Ranking ASPACO 2008 De 03 a 08 de junho FAPI - Ourinhos Ranking ASPACO 2008 De 17 a 21 de junho FEICORTE - São Paulo Ranking ASPACO 2008
De 08 a 13 de julho EXPOVAP - Pindamonhangaba Oficializado ASPACO De 31 de julho a 02 de agosto Agrifam - Agudos Oficializado ASPACO De 02 a 08 de agosto Santa Inês Show - Serrana Ranking ASPACO 2008 De 06 a 10 de agosto EXAPIT - Tupã Oficializado ASPACO De 06 a 10 de agosto FEPAGRI - Araraquara Oficializado ASPACO De 07 a 17 de agosto FISAV - Votuporanga Oficializado ASPACO De 08 a 11 de agosto EXPOJAU - Jaú Oficializado ASPACO De 11 a 17 de agosto EXPOBAURU - Bauru Ranking ASPACO 2009 De 12 a 17 de agosto FEPAGRI - Araraquara Oficializado ASPACO De 10 a 14 de setembro EXPOVERDE 2008 - Adamantina Oficializado ASPACO De 12 a 19 de setembro 21ª EXPOVELHA - Lençóis Paulista Ranking Cabanha do Ano 2008 De 15 a 18 de setembro FAITA - Itápolis Oficializado ASPACO De 28 de setembro a 01 de outubro FEILEITE - São Paulo Oficializado ASPACO
A pirâmide está invertida
por Zoot. Márcio Armando G. de Oliveira
A crescente expansão da ovinocultura brasileira nunca foi tão discutida antes. Será que ela está realmente crescendo? Se nós considerarmos o número de profissionais envolvendo-se no setor, o interesse por parte de instituições (de pesquisa e governamentais) e os preços de comercialização nos leilões de reprodutores e matrizes de plantel, a ovinocultura cresce. O perigo reside exatamente em considerar apenas estes parâmetros como medida de desenvolvimento da atividade. Os dirigentes das associações promocionais, técnicos e profissionais mais envolvidos ao setor não se iludem, no entanto, com este quadro. Sabem que uma significativa parte da cadeia produtiva da carne ovina não decola como deveria. Trata-se dos rebanhos comerciais que, quase que estagnados, não acompanham as necessidades do mercado consumidor. Segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil permanece com menos de 14 milhões de cabeças de ovinos. Mais precisamente, são 13,8 milhões, menos que há 20 anos atrás. Estimase, entretanto, que o Estado de São Paulo tenha atingido 500 mil cabeças. Um aumento de pouco mais de 10% em relação ao levantamento feito pela Secretaria da Agricultura em 1997, ou seja, quase nada para o maior consumidor de carne ovina da América Latina. Há muitos anos o panorama se mantém: a produção de carne ovina não consegue atender a crescente demanda interna. Incentivos bancários, projetos de desenvolvimento, pesquisas no setor de produção, cursos e treinamentos de profissionais e funcionários, enfim, muitas ações já foram e continuam a ser desen-
volvidas para aumentar a produção de carne ovina. Mas, continuamos deficientes. Freqüentemente assistimos empresários comprando matrizes registradas e formando um plantel. Mas, não vemos empresários comprando matrizes para produzir carne de cordeiro. Ouve-se projetos para atingir 2.000 matrizes PO, mas não se vê um projeto para formar 500 ovelhas comerciais. Observamos criadores se unindo para formar parcerias de compra e venda de reprodutores ou se unindo para realizar um sofisticado evento comercial. Mas, dificilmente consegue-se colocar em prática projetos, como o CORDEIRO PAULISTA, que tentou unir produtores em torno de um nicho de mercado regional, escalonando a produção e padronizando as carcaças de cordeiros. A situação preocupa. Dr. Perelló Medeiros, Superintendente do Serviço de Registro Genealógico de Ovinos – ARCO diz que “deveríamos ficar satisfeitos com o crescimento dos registros de ovinos, mas onde vamos colocar tantos reprodutores se os rebanhos comerciais estão se acabando?”. É a típica situação da pirâmide invertida. A base deveria ser composta pelos rebanhos comerciais que produzirão os cordeiros destinados ao abate. As camadas superiores seriam formadas pelos plantéis, onde se produz matrizes e principalmente reprodutores para atender um moderado número de outros plantéis e um grande número de rebanhos comerciais. São estes últimos que giram o sistema. Sabemos das dificuldades de se organizar a cadeia produtiva da carne ovina. É por isso que as câmaras setoriais nacional e estadual estão tão empenhadas nesta questão. Seus
dirigentes sabem que o crescimento deve ser ordenado e proporcional à função de cada setor. A genética já está consolidada. Temos material de sobra para usar e vender. Mas, a base da pirâmide está necessitada de medidas urgentes. Comecemos
por mudar o foco de visão da ovinocultura, valorizando a criação comercial como ela merece. Afinal, produzir carne de cordeiro num país tropical que importa mais de 60% deste produto não deve ser um negócio ruim.
o ovelheiro - março/abril
05
o ovelheiro - março/abril
06
Escore de Condição Corporal. Instrumento de Tomada de Decisão Octaviano Alves Pereira Neto — Médico Veterinário, Mestre em Produção Animal — Supervisor Regional - SENAR-RS
A eficiência dos sistemas de cria ovina pode ser avaliada por alguns indicadores reprodutivos, tais como, a alta taxa de natalidade, a alta prolificidade (número de gêmeos nascidos/parto), o baixo índice de mortalidade peri-natal e a alta taxa de desmama. Para atingir essas metas, os cuidados com a nutrição, a sanidade e o manejo de modo geral do rebanho são fundamentais, pois a junção dessas ações resultará em uma maior produção de cordeiros, razão primeira dos sistemas de produção de carne ovina. Um fator que influencia o desempenho animal são as reservas corporais do animal (gorduras), usadas como fonte de energia nas distintas fases dos ciclos produtivos dos ovinos. O produtor, ao avaliar o estado corporal do animal, tem condições de estimar seu potencial produtivo frente ao estado do ciclo fisiológico em que esse se encontra, adequando sua dieta de maneira a alcançar e obter melhores resultados produtivos. 1) Avaliação do estado nutricional dos ovinos No dia-a-dia da produção, infelizmente, é raro o produtor pesar seus animais para tomar decisões de manejo, fato esse menos freqüente ainda quando se trata de criação de ovinos. Há diversas razões apontadas para esse fato, desde a falta de equipamentos (balanças) até a velha “falta de tempo”. Em certos casos, a simples pesagem traz poucas informações, como para ovelhas gestantes, animais com velo inteiro ou em pastejo de campo nativo grosseiro, pois o conteúdo ruminal ou fetal levam a erros na avaliação do animal, superestimando sua condição (parecem mais pesados do que realmente estão, ou seja, induz o produtor a não melhorar sua condição nutricional). A técnica de avaliação do estado nutricional mais importante é Escore de Condição Corporal (ECC), por sua praticidade e baixo custo. Esse procedimento visa avaliar, de forma subjetiva, os depósitos de gordura corporal subcutânea do animal, principal forma de armazenagem de energia pelo organismo, que são usados
quando necessário, em especial pelas fêmeas em final de gestação durante a lactação. Os nutrientes ingeridos e que não são utilizados pelo metabolismo de manutenção ou produção do animal são transformados em tecido gorduroso, sendo armazenados para uso futuro, sendo comum, no ovino, depositar gordura na região das vísceras, junto aos rins (peri-renal) e sob a pele (gordura subcutânea), exceção vista em raças ovinas de rabo largo, onde como o nome sugere, a gordura é depositada na região da cauda, como ocorre, com ovinos Karakul, Somalis, entre outras raças. A técnica baseia-se na palpação da região do lombo e garupa animal, logo após última costela, sobre a região dos rins, avaliando a deposição de gordura e o desenvolvimento muscular, que recobrem as estruturas ósseas regionais. O avaliador deve palpar com as duas mãos, sentindo as estruturas ósseas e a deposição de gordura local. Os animais são contidos ou colocados no brete e avaliados individualmente, palpando a região indicada. Avalie os animais toda vez que os trouxer às instalações (dosificação, vacinação, etc...), pois melhora sua capacidade de avaliação (cria um padrão confiável) e mantém severo controle sobre o desempenho animal. Os achados obtidos deverão ser interpretados em base às condições climáticas, sanitárias, nutricionais, idade do animal e ciclo de produção, melhorando a qualidade da análise. Os pontos de avaliação são as vértebras lombares (processos espinhosos e transversos), gordura local e músculos. Região do lombo do ovino
Escala de 5 pontos do ECC de ovinos (RUSSEL, 1991).
Animal muito magro. Os processos espinhosos e transversos estão pontiagudos e se pode identificar com os dedos os espaços entre eles. O músculo do lombo está muito reduzido de tamanho.
Animal magro, praticamente sem gordura subcutânea. Os processos transversos e espinhosos são proeminentes e com bordas suaves (ondulações). Isola-se os processos transversos por meio de pressão leve. Os músculos estão reduzidos e côncavos.
Estado regular, onde os processos espinhosos e transversos são sentidos por leve pressão como elevações lisas e arredondadas. Os músculos estão desenvolvidos e há deposição moderada de gordura subcutânea.
As vértebras e seus processos estão cobertos e são sentidos com muita dificuldade, mesmo com forte pressão. Músculos convexos e cobertos por uma camada de gordura, tendo uma linha dura ao centro do lombo.
Animal muito gordo. As vértebras não são sentidas mesmo por forte pressão. Músculo lombar bem convexo e com grossa capa de gordura cobrindo-o. Há uma depressão no “fio do lombo” e depósitos de gordura na cauda. Após obter segurança na identificação, é possível estabelecer escores intermediários ao descrito acima, considerando valores para os animais que estejam entre dois pontos (ex: 2,5; 3,5; etc...). Evite, no entanto, criar uma subdivisão muito complexa, o que traz mais complicações que auxílio na interpretação dos achados do exame. 2) Uso do ECC para manejar o rebanho Estabelecido um padrão seguro, onde o produtor identifique com exatidão o estado de seus animais, já há condições de avaliar os animais e os classificar dentro de um determinado escore de condição corporal, estabelecendo estratégias de manejo que permitam obter melhores desempenhos dos animais. Dentre as vantagens do método, podemos ressaltar que há possibilidade de avaliar o estado corporal dos animais, estimando seu desempenho futuro dentro do ciclo de produção, independente das diferenças de tamanho e peso vivo, quantidade de lã, sexo ou idade, pois todos esses fatores variam de animal para animal, entre e dentro das raças e entre rebanhos ou lotes muito heterogêneos. É uma ferramenta de baixo custo e alto impacto! O esquema na página ao lado resume dados de dezenas de trabalhos científicos, sendo os valores dos ECCs correlacionados na escala com os descritos anteriormente.
Adotando essa técnica é possível avaliar os indivíduos, determinar o quão preparados estarão para enfrentar o desafio da produção, principalmente o da atividade reprodutiva. Os animais identificados abaixo do valor esperado deverão receber cuidados especiais do produtor, melhorando suas condições nutricionais. Uma regra básica é que na palpação não sejam identificadas as vértebras com facilidade (processos transversos e espinhos), ao menos muito pontudas, sinalizando que há gordura localizada. Durante o ciclo reprodutivo, os momentos chaves para determinação do ECC são: préacasalamento, pré-parto e durante a lactação, pois nestes três momentos as reservas corporais serão utilizadas para garantir altos desempenhos. Trabalhos evidenciam que quanto maior o ECC no acasalamento, maiores as taxas de ovulação (DONEY et. ai. 1982) e menor a mortalidade embrionária. Animais ganhando peso apresentam também maior ocorrência de gestações com gêmeos. No início do terço final da gestação se concentra o período de maior crescimento fetal (70%), portanto, é o momento em que serão demandados altos níveis de nutrientes pelo útero e feto(s), devendo a ovelha ter condições de suprir essas demandas. Situação mais grave evidencia-se em gestações gemelares (duplos ou triplos) onde mesmo em condições nutricionais adequadas, pode ocorrer a incapacidade de consumir alimento pela ovelha ao final da gestação, devido à pressão exercida pelos fetos e útero sobre o aparelho digestivo. Quanto maior a intensificação do sistema, maiores e mais complexas serão as tomadas de decisão para garantir os resultados esperados. Um bom momento para realizar a avaliação descrita acima é durante o pré-parto (45 a 60 dias antes da parição) onde se realizam o diagnóstico de gestação (caso já não tenha sido realizado), a ver-
mifugação com produtos de largo espectro e a vacinação da mãe, garantindo a imunidade do cordeiro contra diversas doenças via o colostro (imunidade passiva). A lã das regiões do entre-pernas, virilha, úbere e barriga da ovelha deve ser tosada, facilitando o acesso do cordeiro ao úbere, evitando que tenha dificuldade de mamar após seu nascimento, podendo inclusive morrer de desnutrição (freqüente em certas raças de lã). Nessa fase, as ovelhas devem ser avaliadas, determinando o ECC de cada uma e estabelecendo distintos grupos de manejo. As fêmeas com ECC abaixo de 3,0 deverão ser alocadas em potreiros com condições que garantam ganhos de peso ou ainda deverão receber suplementação alimentar para que possam acumular gordura, a qual será consumida pelo organismo logo após o parto, durante a lactação. As em melhores condições (ECC 3,5) devem receber também alimento de boa qualidade, porém se há poucos recursos, a prioridade passa a ser para aquelas em piores condições. Não adianta nada chegar à parição com algumas ovelhas muito gordas e outras magras, o ideal será a buscar um meio termo, ou seja, animais com um ECC 3,0 ou 3,5 ao parto. Cordeiros nascidos de ovelhas com ECC acima de 3,0, durante a gestação e parto apresentam maior peso ao nascimento (3,5kg) e daí menor mortalidade peri-natal (MONTOSSI et ai. 2003). Os autores observaram que as ovelhas produziram também mais que aquelas ovelhas com ECC <3,0, demonstrando que essa técnica promove impactos sobre a produção de carne e lã ovina. Por outro lado, ovelhas gestantes com ECC >4,0, devem receber cuidados do criador, em especial se houver probabilidade de haver gestações gemelares (duplos ou triplos), com riscos de perda de peso ao prévio ao parto. Essas duas condições fazem com que haja a formação de substâncias tóxicas (metabólitos) a partir da degradação da gordura, levando o animal à morte na maioria dos
casos em que ocorre o quadro clínico. Essa doença metabólica conhecida como Toxemia da Prenhez, tendo uma letalidade próxima a 100%. Para evitá-la, estabeleça programas nutricionais para que atendam as necessidades das ovelhas ao final da gestação, prevenindo a degradação extrema das reservas de gordura. O ECC pode ser usado também para determinar o acabamento de cordeiros para o abate, obtendo animais dentro das exigências de mercado. SUITER (1994) apresentou um comparativo de carcaças e a deposição de gordura à altura da 13º costela, conforme se observa em ANEXO. Programas de produção de cordeiros, como o Cordeiro Pesado do Uruguai e o Conselho Regulador Herval Premium têm regido sua definição do ponto de abate pela avaliação do ECC dos cordeiros prévio ao embarque. Assim, é possível selecionar os animais com o acabamento necessário, obtendo alta qualidade de carcaça sem ocasionar perdas produtivas por excesso de condição corporal nos cordeiros, e gastos desnecessários com alimentação ou a necessidade de toalete na carcaça (remoção de gordura), - pelas quebras no resfriamento da carcaça, quando for insuficiente. A produção de Cordeiros Super Pesados (carcaças acima de 20kg) vem sendo proposta no Uruguai e daí introduzindo novas técnicas de manejo, tal como, a adoção da criptorquidia, ou seja, a castração térmica de cordeiros, onde os testículos são mantidos na cavidade abdominal do cordeiro, garantindo a produção hormonal, porém eliminando a espermatogênese, fazem com que o cordeiro diminua a deposição de gordura, apresentando uma alta produção de carne magra na carcaça. Mais uma vez o ECC poderá monitorar o acabamento desse cordeiro. 3) Considerações finais Os benefícios alcançados com a adoção da técnica do ECC são medidos pela qualidade nas tomadas de decisão, ou seja, o produtor deverá ter um objetivo ao aplicar
a técnica e a partir dos achados, tomam as devidas medidas que garantam o desempenho desejado, principalmente corrigindo desvio no manejo. Quando inclusa na rotina do estabelecimento, feita toda vez que o rebanho é trazido às instalações, permite ao responsável pelo manejo ter a noção exata de como estão seus animais, prevenindo problemas de produção ainda em tempo de reduzir os prejuízos. O crescimento da ovinocultura passa pela melhoria do desempenho reprodutivo dos rebanhos e o ECC é uma importante ferramenta de manejo para se alcançar essa meta. Rebanhos ovinos em boas condições produzem mais e garantem melhores resultados e rentabilidade ao produtor. A possibilidade de adoção da técnica sem necessidade do uso de equipamentos, torna-a uma prática de mínimo custo, sendo necessário apenas o treinamento do responsável e sua capacidade de identificar com precisão e eficácia os diferentes ECCs, tomando as medidas mais acertadas para contornar possíveis erros de manejo. 4) Referências MONTOSSI, F., SAN JULIÁN, R., DE MATTOS, D. et al. Impacto del Manejo de la Condición Corporal al Parto sobre la Productividad de Ovejas Corriedale. In: Congreso Mundial del Corriedale, 12., 6 e 7 setembro de 2003. Anais... Montevideo: SUL, 2003. 1 CD-ROM RUSSEL, A. Body Condition Scoring of Sheep In: Boden, E. (ed) Sheep and Goat Practice. London: Bailliere Tindall. p. 3 10. 1991. SUITER, J. Body Condition Scoring for Sheep and Goats. (Farm note 69/1994). Disponível em: < http: //agspsrv34.agric. wa.gov.au/agency/pubns/farmnote/1994/F06994.htm > Acesso em: 08/07/04. THOMPSON, J.M., MEYER, H. Body Condition Score of Sheep. Disponível em: <http:// oregonstate.edu/dept/animalsciences/bcs.htm > Acesso em 08/07/04.
o ovelheiro - março/abril
07
o ovelheiro - março/abril
08
Feinco 2008 movimenta mais de R$ 10 milhões em leilões e recebe mais de 20 mil visitantes Valor em questão é 145% maior do que o registrado na edição anterior Entre os dias 11 e 15 de março, o Brasil se tornou a capital mundial da ovinocaprinocultura. Em sua quinta edição, a Feira Internacional de Caprinos e Ovinos (Feinco), realizada no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, obteve um considerável crescimento, bateu recordes e se consolidou como o maior evento do setor na América Latina. Foram 13 leilões realizados, que, juntos, movimentaram mais de R$ 10 milhões, superando em 145% a marca registrada no ano anterior, de R$ 4,2 milhões. “Sem dúvida alguma, nesta edição, nos tornamos referência mundial. Além da renda gerada com os leilões, a feira também viabilizou o fechamento de inúmeros negócios e contribuiu para que muitos outros sejam concretizados durante o ano. Nosso objetivo foi alcançado”, revela Décio Ribeiro
dos Santos, organizador da Feinco. Mais de 20 mil pessoas passaram pelo local e puderam conferir as novidades e atrações apresentadas pelos mais de 150 expositores que apostaram na Feinco para promoverem suas marcas e produtos. Criadores, entidades e empresas de diversos ramos que integram a cadeia produtiva do setor, como nutrição, insumos, genética, inseminação, saúde, frigoríficos, tecnologia, dentre outras, marcaram presença no local. Além disso, o público também teve a oportunidade de entrar em contato com 2.500 animais, de diferentes raças ovinas, que foram expostas e julgadas durante a feira, que contou com uma área de 40 mil m². As mudanças promovidas pela AGROCENTRO mudaram a cara da FEINCO. A padronização dos “banners” das cabanhas nos corredores de baias e o local destinado à guarda das rações e materiais dos tratadores permitiram uma melhor aparência do evento como um todo.
A alameda dos criadores apresentou um grande número de stands, muitos representados por associações estaduais, como a Bahia, estado homenageado, e Sergipe, que será o anfitrião da próxima exposição nacional da raça Santa Inês. A ASPACO sempre se faz presente com seu stand, localizado ao lado de uma das pistas de julgamentos, neste ano participando em conjunto com a ARCO. No local, além de poderem relaxar, os criadores usaram o stand para fazer negócios e tirar dúvidas com veterinários e zootecnistas. Eventos paralelos O primeiro dia da Feinco iniciou-se com a reunião da Câmara Setorial de Ovinos e Caprinos, que tem como presidente, Arnaldo dos Santos Vieira Filho, reuniu autoridades do setor e discutiu os principais entraves do mercado e as iniciativas políticas que estão sendo aplicadas no sentido de desenvolver o potencial desse segmento. Na pauta da
reunião, destaque para o Programa Estadual de Consolidação da Caprinocultura e Ovinocultura. Já com relação à informação, a Feinco também foi um grande centro promotor de conhecimentos. A começar pelo III Congresso Internacional Feinco, realizado durante os dias 11 e 13 de março. Durante a ocasião, os presentes puderam contar com dois tipos de programações distintas: uma relacionada ao mercado e gestão, voltada para profissionais interessados em fortalecer e expandir seus negócios, e outra focada em aspectos técnicos, como sanidade, reprodução, manejo, dentre outros temas. Todas as palestras foram proferidas por profissionais de conceituadas instituições e empresas brasileiras, além de diversos especialistas internacionais. No penúltimo dia, o SebraeSP, em parceria com o Agrocentro (empresa promotora da Feinco) e a ASPACO, promoveu o encontro “Relacionamentos & Negócios”, ação realizada com o objetivo de
aproximar os diversos elos que integram a cadeia produtiva. O encontro colocou em um mesmo espaço produtores rurais - de confinamentos coletivos e individuais – e representantes de abatedouros e frigoríficos. A proposta foi viabilizar o contato entre vendedores e compradores do setor, intensificando as relações comerciais e criando novas oportunidades de negócios.
Julgamentos As raças Dorper e White Dorper ganharam um espaço exclusivo, com sua pista de julgamento, junto à ABC DORPER. Os julgamentos destas raças foram realizados por dois jurados sul africanos e um brasileiro. Apesar da pequena polêmica, causada pelos diferentes critérios sul africanos de classificação, os resultados foram positivos, já que os criadores bra-
sileiros foram despertados para a importância de se melhorar a apresentação e o maior rigor na escolha dos animais de pista. Estiveram em julgamento 1.500 animais, que foram avaliados pelos seguintes juízes: para a raça Santa Inês - José Teodorico de Araújo Filho (Maceió/AL, Wilson Goslan Palmeira Campos (Salvador/BA) e Marcos de Oliveira Franco (Aracajú/SE);
para a raça Dorper - Wilson Gomes Braga Junior (Salvador/BA), Raymond Read e Gideon Vivier (ambos da África do Sul); para a raça Texel - Edemundo Ferreira Gressler (Porto Alegre/RS), Acyr Loures Pacheco Filho (Paraná) e Giancarlo Antoni (São Paulo); e para as raças Ile De France, Suffolk, Hampshire Down e Poll Dorset - Edemundo Ferreira Gressler (Porto Alegre/RS).
Dorper Fêmeas Grande Campeã: Jmen 7011 Criador e Expositor: José Ribeiro Mendonça Reservada Grande Campeã: V.P.J. Dorper Tei Bd 425 Criador e Expositor: Valdomiro Poliselli Junior Machos Grande Campeão: Ponta Negra 005 Criador: Fernando de Albuquerque Expositor: Jamer Mascarenhas Marques Reservado Grande Campeão: Buria 783 Criador e Expositor: Eduardo Jose V. Teixeira/Luiz A. V. Teixeira Melhor Criador e Melhor Expositor: Valdomiro Poliselli Junior
Texel Fêmeas Grande Campeã: 3 Sinos 038 Criador e expositor: José Roberto Sobral Reservada Grande Campeã: Alamos TE 04 Criador e expositor: Eduardo Avelino Bergstein Machos G r a n d e C a m p e ã o : S . F. B . 106-07-5 Criador e expositor: Cláudio Marcelo Borja Reservado Grande Campeão: Lagoas do Horizonte 1059 Criador e expositor: Osvaldo Lima Melhor criador e melhor expositor: José Roberto Sobral
Santa Inês Fêmeas Grande Campeã: Carpa 1530 Criador e expositor: Carpa Serrana (Eduardo Biagi e Outros) Reservada Grande Campeã: Mumbuca TE Haloista 2890 Criador e expositor: Isnar Bastos, Fabio Cotrin e Outros Machos Grande Campeão: Cabra Magnífico AA 1133 Criador: Landulfo Jose de Almeida Expositor: União Nacional Reservado Grande Campeão: Mumbuca Te Hanoverio-O 2165A Criador e expositor: Isnar Bastos, Fabio Cotrin e outros Melhor criador e melhor expositor: Isnar Bastos, Fabio Cotrin e outros
Ile de France Fêmeas Grande Campeã: Lagoas do Horizonte 1281 Criador e expositor: Osvaldo Lima Reservada Grande Campeã: César 990 Criador: Décio Jacques César Expositor: Renata Elisa Green/ Bruno F. Sales Santos Machos Grande Campeão: Chico Borborema 416 Criador e expositor: Francisco Manoel Nogueira Reservado Grande Campeão: Lagoas do Horizonte 1267 Criador e expositor: Osvaldo Lima Melhor criador e melhor expositor: Osvaldo Lima
White Dorper Fêmeas Grande Campeã: V.P.J. Wdorper Te 232 Wd Criador e Expositor: Valdomiro Poliselli Junior Reservada Grande Campeã: Alamos Te 32A Criador e Expositor: Eduardo Avelino Bergstein Machos Grande Campeão: Interlagos Thor 009 WD Criador e Expositor: Jamer Mascarenhas Marques Reservado Grande Campeão: V.P.J. Wdorper Wd 510 Criador e Expositor: Valdomiro Poliselli Junior Melhor Criador e Melhor Expositor: Valdomiro Poliselli Junior
Suffolk Fêmeas Grande Campeã: Panda 06-375 Criador e expositor: Paulo Roberto S. Dzierwa e Emilio Reservada Grande Campeã: Phillipson 339 Criador e expositor: Fazenda Alvorada de Bragança Machos Grande Campeão: Do Contestado 723 Criador e expositor: Elvio de Oliveira Flores Reservado Grande Campeão: Panda 06-395 Criador e expositor: Paulo Roberto S. Dzierwa e Emilio Melhor criador e melhor expositor: Fazenda Alvorada de Bragança
Poll Dorset Fêmeas G r a n d e C a m p e ã : Ta t t y k e e l 416-06 Expositor: Edo Osvaldo Mallmann Reservada Grande Campeã: Panda 06-949 Criador e expositor: Paulo Roberto S. Dzierwa e Emilio Machos Grande Campeão: Tattykeel 292-06 Expositor: Edo Osvaldo Mallmann Reservado Grande Campeão: Panda 06-782 Criador: Paulo Roberto S. Dzierwa e Emilio Melhor criador e melhor expositor: Edo Osvaldo Mallmann
Hampshire Down Fêmeas Grande Campeã: Bugre 354 Criador: Jose Floribaldo Rigon Expositor: Dulce Racy Aun Reservada Grande Campeã: BAZALTO 1877 Criador e expositor: Aldear A. Antoniolli Machos Grande Campeão: Bazalto 1870 Criador e expositor: Aldear A. Antoniolli Reservado Grande Campeão: Bazalto 1965 Criador e expositor: Aldear A. Antoniolli Melhor criador e melhor expositor: Aldear A. Antoniolli
Piracicaba Show Ovinos traz animais de alta performance O Piracicaba Show Ovinos foi realizado de 13 a 17 de fevereiro no Engenho Central. Estiveram presentes cerca de 120 produtores de animais com alta performance genética, vindos de vários Estados brasileiros. O evento foi realizado pela Acopi em parceria com a Coplacana (Cooperativa dos Plantadores de Cana de Piracicaba e Região), Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas), Prefeitura de Piracicaba e a Casa do Produtor Rural da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz). A edição 2008 integra o ranking da ASPACO. No sábado, dia 16 de fevereiro, ocorreu o 2º Simpósio Piracicaba Show, com temas como Ovinocultura: Tendências do Mercado, Controle Estratégico de Verminoses e Opções de Volumosos para Alimentação de Ovinos.
o ovelheiro - março/abril
09
o ovelheiro - marรงo/abril
10
Ranking parcial 2008
Cursos de julgamento de ovinos O final de fevereiro e março foi um período marcado, em São Paulo, por cursos inéditos. Os dois foram referentes à julgamento de ovinos, atendendo uma procura e antiga expectativa. Nos dias 28 e 29 de fevereiro realizou-se o I Curso sobre Exterior e Interpretação de Julgamento de Ovinos, no recinto de exposições da Agrocentro na Imigrantes, São Paulo. Composto por um dia de palestras e um dia de atividades práticas, o curso ministrado pelos zootecnistas e Inspetores Técnicos da ARCO Márcio Oliveira e Gustavo Martins, se baseou na análise das raças deslanadas, com maior ênfase para a Santa Inês e a Morada Nova, e das raças tipo carne, como Suffolk, Hampshire Down, Ile de France, Texel, Poll Dorset, Dorper e White Dorper. Com o objetivo de orientar criadores e profissionais a selecionar e destinar os melhores animais para as pistas de julgamento, entender a dinâmica do julgamento e desenvolver a capacidade de comparação entre os indivíduos esta iniciativa da parceria AGROCENTRO/ASPACO teve pleno êxito, segundo o instrutor, Márcio Oliveira: “apesar de não ter o caráter de credenciamento o curso foi desenvolvido como se fôssemos formar novos jurados de ovinos e o resultado foi acima do esperado, quando ao final do treinamento os participantes nos procuraram para agradecer o aprendizado”. Cerca de 40
participantes entre criadores, funcionários e estudantes foram certificados, sendo que muitos, ainda, compõem uma lista para um próximo curso, já que houve limitação de vagas. A AGROCENTRO e a ASPACO pretendem realizar outros cursos como este ainda este ano. Ao final da FEINCO, de 16 a 19 de março, ocorreu o I Curso sobre Exterior e Julgamento das Raças Dorper e White Dorper. Realizado pelo criador e inspetor sul africano, o Médico Veterinário Raymond Read, este evento foi organizado pela ABCDORPER – Associação Brasileira dos Criadores de Dorper e faz parte de um conjunto de medidas que levará à formação do Colegiado de Jurados da raça. A parte teórica do curso ocorreu num auditório no recinto da AGROCENTRO e as aulas práticas se passaram em 5 propriedades: VPJ, Cab. Talismã, Cab. Interlagos, Top da Raça e Haras Vila dos Pinheiros. Entre os mais de 50 participantes estavam Dr. Perelló Medeiros e Edemundo Gressler, respectivamente Superintendente do S.R.G. e Superintendente do S.R.G. substituto, inspetores técnicos da ARCO, criadores e profissionais das áreas de agronomia, zootecnia e medicina veterinária. Os participantes foram submetidos às provas prática e teórica e receberam, ao final, apostila sobre o histórico, padrões raciais e o sistema sul africano de classificação dos animais.
Curso no Agrocentro sobre Exterior e Interpretação de Julgamento de Ovinos
o ovelheiro - março/abril
11
o ovelheiro - março/abril
12
Receita Bistecas de cordeiro com arroz piamontês
Ingredientes - 300 g de bistecas de cordeiro - farinha e ovos para empanar - 2 xícaras (chá) de arroz branco pronto - 1 xícara (chá) de creme de leite fresco - 100 g de queijo parmesão ralado - 50 g de cogumelos - 1 tomate - 2 colheres (sopa) de manteiga - sal a gosto - cominho a gosto
Modo de Preparo Tempere a carne com sal, cominho e fermentado de maçã. Deixe marinar. Empane os filés e frite-os. Corte os cogumelos em fatias. Refogue-as na manteiga. Junte o arroz banco cozido. Adicione um pouco de creme de leite fresco. Coloque em um refratário, por cima os tomates em rodelas e fatias de cogumelos. Polvilhe com queijo ralado e leve ao forno para gratinar.