ANO XVI - 2008
JANEIRO/FEVEREIRO
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Editorial
Não poderíamos deixar de lembrar que O Ovelheiro entra em seu 16º ano de “vida”, trajetória marcada por momentos de glória da ovinocultura e momentos nem tão favoráveis assim. Nenhuma atividade econômica é diferente! Porém a nossa caminha a passos largos, traçando um presente espetacular e almejando um futuro brilhante e de destaque internacional, tanto em produção de carne quanto de genética. Vamos analisar o quanto vem crescendo a FEINCO, gigante, majestosa e profissional. É o único evento onde toda a cadeia produtiva se encontra presente. Produtor, empresas de insumos agropecuários, frigoríficos, atacadistas, varejistas, vários elos da pesquisa, governo e como não poderia
deixar de ser, a gastronomia. O Congresso Internacional Feinco mostra profissionalismo, trazendo as informações criteriosas de toda parte do país e do mundo, com programação técnica, de gestão e mercado. Imperdível até para quem acha que conhece muito do assunto! Este ano o querido Estado da Bahia, onde se encontra o maior rebanho da raça Santa Inês, estará sendo homenageado durante a FEINCO. Estado que já homenageou São Paulo na Exporural de 2006, é muito reconhecido no meio da ovinocultura pela competência dos criadores em produzir bons animais e pela irreverência e alegria de seu povo. “The Dorper World” é o mais novo acontecimento da FEINCO. A feira cresceu também em área ocupada dentro do Centro Imigrantes, e um dos grandes responsáveis é o crescimento da raça Dorper no país, com uma pista e espaço para animais e criadores à parte dentro do recinto, prometendo ser o glamour da
o ovelheiro Arnaldo dos Santos Vieira Filho - Presidente
feira. Também destacamos a presença e julgamento da raça Crioula neste evento, animais de excelentes características produtivas e beleza sem igual que merecem ser apreciados. Aos que se preparam para ir à FEINCO, o Agrocentro e a ASPACO promovem no final de fevereiro o I Curso sobre Exterior e Interpretação de Julgamento de Ovinos em nosso Estado. A demanda foi tanta que aí está a oportunidade dos participantes se capacitarem para o desenvolvimento da interpretação de características morfológicas nos ovinos relacionados à produtividade, funcionalidade e padrão racial, bem como, entender a dinâmica de julgamento praticada nas pistas das exposições de ovinos. Os instrutores e palestrantes serão os inspetores técnicos Márcio Armando G. de Oliveira, Francisco M. Nogueira Fernandes e Gustavo Martins Ferreira, todos de São Paulo. O IBGE acaba de divulgar os números do Censo Agropecuário 2006, com surpreendentes resultados do nosso setor. Embora o rebanho ovino nacional tenha diminuído 0,7%, passando de 13.954.555 para 13.856.747 (97.808 animais), o estado de São Paulo teve um crescimento de 75% de 1995 a 2006, passando seu rebanho de 263.217 para 460.746 animais, se posicionando agora como
o 7º estado brasileiro com o maior efetivo de ovinos. Criados em 11.027 propriedades com um rebanho médio de 41,8 animais, nosso Estado segue em pleno desenvolvimento, produzindo genética de ponta e carne de altíssima qualidade. Como a ASPACO possui um quadro de associados ativos de 608 associados, concluímos que 5,5% dos criadores do Estado são nossos associados! Neste informativo os leitores ainda terão a oportunidade de saber o que ocorreu com a raça Samm no Brasil e como foi a EXPOBAURU e a FEOVELHA em Pinheiro Machado - RS, e ainda o que está por vir no III Piracicaba Show Ovinos, que acontecerá a partir de 11 de fevereiro no Engenho Velho daquela bela cidade. O evento impressiona por seu vultuoso crescimento, graças ao mercado próspero da região e da dedicação dos organizadores da ACOPI, Associação dos Caprinocultores e Ovinocultores da Região de Piracicaba, presidida pelo Jaime José Grisotto, que vem fazendo um trabalho exemplar, auxiliando seus associados na criação e comercialização, bem como com ações de divulgação da qualidade e consumo da carne ovina. Parabéns a vocês! Desejo um próspero 2008 e boa leitura.
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Ovinotícias Regulamentado o SAMM no Brasil
Conforme a portaria nº 111 de 8 de junho de 2.007 do MAPA, a ARCO fica autorizada a abrir o Livro de Registro Genealógico de Ovinos da Raça SAMM – South African Mutton Merino. Originária da África do
Sul a partir de ovinos Merino desenvolvidos na Alemanha, a SAMM é considerada uma raça mista, com um equilíbrio zootécnico de 60% para carne e 40% para lã. Apesar da lã fina que varia de 20 a 24 micra (Merina
a Prima A), seu velo não possui uniformidade. No entanto, quando se avalia a conformação e a velocidade de ganho de peso de seus cordeiros, nota-se que a SAMM está preparada para produzir os dois principais produtos
da ovinocultura. A SAMM chegou ao Brasil em 2004 através do criador paulista Hélio Dias dos Santos Duarte (Estância Cachoeira – Botucatu/SP) e vem se difundindo por criatórios paulistas e mineiros.
A maior concentração de ovinos do país Ocorreu do dia 24 a 27 de janeiro passado no Parque Charrua, Pinheiro Machado/ RS, a XXIV FEOVELHA – Feira e Festa Estadual da Ovelha. Trata-se de um evento tradicional que tem como marca registrada o leilão geral que
disponibiliza grande quantidade de ventres SO, RD e CG, além de cordeiros e capões. O número de inscrições aumenta a cada ano. Cerca de 10.000 cabeças passaram pelo remate que vendeu 96% do total, somando quase R$ 900.000,00 e
levando à conclusão de que as expectativas para aumento dos rebanhos para produção de lã e carne são as melhores. Outro atrativo da FEOVELHA são as classificações dos trios rústicos. As raças Merino Australiano, Ideal e Corriedale reuniram
cerca de 160 conjuntos que somados aos animais do leilão geral e aos de galpão, que concorreram nos julgamentos individuais, totalizaram quase 12.000 cabeças. Não há dúvidas de que a FEOVELHA é a maior feira de ovinos do país.
As maiores nacionais As raças Santa Inês e Dorper, as que mais crescem nos últimos anos em número de ovinos registrados no S.R.G. e no número de novos criadores, realizam anualmente seus eventos de âmbito nacional. Normalmente as exposições nacionais são realizadas no segundo semestre e estão vinculadas a grandes e tradicionais eventos agropecuários. A ABSI – Associação Brasileira da Raça Santa Inês, há mais tempo nestes torneios, realizará em 2008 a sua 7ª edição em Aracajú/SE, cumprindo fielmente um acordo firmado por diretorias passadas
de que as nacionais da raça serão intercaladas entre estados da zona livre de febre aftosa e estados com restrição à saída de animais, a chamada “zona fechada”. Em 2006, a nacional da Santa Inês foi realizada em Bauru/SP e no ano passado em Campina Grande/PB. As raças Dorper e White Dorper, realizaram a sua 1ª exposição nacional, com a chancela da ABC DORPER, em São Paulo, durante a FEINCO em 2007. Este ano, o palco será a FENAGRO, em Salvador/BA. Além do grande número de criadores e do melhor nível de qualidade
dos animais, conferidos nas pesadas pistas de julgamento, as exposições nacionais de raças chegam a movimentar milhões de Reais através do comércio informal nas baias e nos vários
leilões particulares. Durante a nacional do Santa Inês em Campina Grande, foram realizados 8 leilões, entre virtuais e presenciais, que faturaram um total de R$ 4.423.080,00.
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A importância das receptoras
por Zoot. Márcio Armando G. de Oliveira Inspirado numa visita à Fazenda Forquilha, em Araxá/ MG, este pequeno artigo técnico pretende mostrar a importância das receptoras no processo de transferência de embriões e, talvez, quebrar alguns paradigmas quando se fala em fêmeas de boa habilidade materna. A Transferência de Embriões ou TE trata-se da retirada de óvulos fecundados ou embriões de reconhecidas e boas matrizes, ditas doadoras, e a transferência para outras matrizes chamadas de “barrigas de aluguel” ou receptoras. É uma técnica relativamente nova na ovinocultura, mas dominada por profissionais da área de reprodução animal. A TE permite um aumento do número de descendentes de matrizes de genética superior, conserva linhagens e agrega valor comercial aos produtos, entre outras vantagens. Por outro lado, pode manter problemas sanitários e defeitos genéticos, diminuir a variabilidade genética e ocasionar altos custos ao processo de criação quando os resultados ficam abaixo do esperado. Independente dos resultados positivos, quando se pensa na quantidade de embriões produzidos por uma doadora e na qualidade zootécnica de seus descendentes (fenótipo), uma das responsáveis pelo sucesso de uma TE é a fêmea que gerará o produto: a receptora. Esta deve ser encarada com a mesma importância de uma doadora. Isto é, ela deve ser saudável, livre de defeitos que impeçam a criação do cordeiro e apresentar uma boa condição corporal. Receptoras com estas características mais um histórico de boas mães é o que todos procuram, mas o avanço da técnica e o aumento da demanda por ela leva selecionadores a recorrerem a fêmeas de baixa qualidade. Um dos exemplos típicos é a aquisição de ovelhas e borregas mal desenvolvidas de regiões muito diferentes. Sabemos que as variações climáticas e de manejo, principalmente nutricional, levam a grandes períodos de adaptação, momento no qual não se deve pensar em usar estas novas fêmeas para receberem embriões. Outro fato comum é descobrir problemas sanitários nas receptoras, como a mastite, depois dos implantes efetuados, por ocasião do final de gestação ou do nascimento dos cordeiros.
o ovelheiro Por este motivo, alguns médicos veterinários, especialistas no assunto, preferem que seus clientes adquiram borregas e as recriem dentro de normas sanitárias corretas, afim de evitar este tipo de problema, mesmo sabendo que ovelhas que já pariram são mais garantidas como mães, fisiologicamente falando, do que as fêmeas jovens. Boa habilidade maternal, conjunto formado pela produção suficiente de leite e pelos comportamentos de cuidado aos cordeiros, são características fundamentais às mães de aluguel. No entanto, se dá muito crédito ao aspecto racial e pouca importância ao indivíduo, ou seja, se a receptora faz parte de um rebanho selecionado para esta característica. Não há dúvidas de que certas raças apresentam maior habilidade materna. As raças produtoras de leite, como a Lacaune e a Bergamácia, são exemplos disto. Raças exóticas, como a maioria do tipo carne, também tendem a produzir mais leite, já que em sua formação houve infusão de raças de alta prolificidade que, automaticamente, são mais leiteiras. Apesar de tudo isto, pode haver dentro destes grupos raciais
Janeiro/Fevereiro indivíduos de baixa performance. Tal problema pode, inclusive, ser fruto de uma má recria, susceptibilidade à doenças e erros de manejo. Há de se considerar, também, que fêmeas multíparas apresentam maior habilidade maternal do que as primíparas. Podem haver erros no protocolo de preparo hormonal ou erros no manejo nutricional da receptoras, como mantê-las em condições corporais muito inferiores aos 3, no momento da implantação, e 3,5, no momento da parição. No entanto, é mais fácil atribuir a culpa à raça. Portanto, todos os fatores citados acima devem ser avaliados. Não compensa gastar fortunas nas doadoras e no processo de TE em si, e economizar nas fêmeas que gerarão e amamentarão os produtos. As fotos apresentadas, ovelhas cruza Ile de France e ovelhas cruza Texel com cordeiros Santa Inês e Dorper, são testemunhas do excelente processo de seleção e qualidade das receptoras no trabalho de TE realizado pela AC Agromercantil, em Araxá/ MG. São imagens como estas que nos enchem os olhos e nos fazem apostar na ovinocultura.
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Comportamento materno
Dra. Simone Fernandes DPA – FMVZ – UNESP Botucatu
1. Comportamento da ovelha ao pré-parto Na eminência do parto, a ovelha indica mudanças de comportamento como um aumento de inquietação, caminhar em círculos, abaixar-se e levantarse repetidamente. (Fraser, 1937; Wallace, 1949; Hersher et al., 1963; Smith, 1965; Arnold & Morgan, 1975). O tempo até o parto, após essas mudanças de comportamento, é curto e algumas ovelhas nem demonstram todos eles, de acordo com Arnold & Morgan, 1975), que ao estudarem o comportamento de ovelhas de várias raças, a maioria descendentes de Merino, encontraram que muitas ovelhas mostraram sinais de comportamento de parição 2 h antes do parto, e em poucas isso ocorreu 11 horas após o parto. Dois fenômenos são reportados no parto de ovelhas: o isolamento e a busca de proteção, os quais são vantajosos para os cordeiros (Arnold & Dudzinski, 1978). O isolamento da ovelha ao pré-parto tem sido registrado em várias raças em diferentes partes do mundo, porém existem diferenças de raças ao maior ou menor isolamento, como também de técnicas de manejo, como tamanho de piquete, taxa de lotação e outros (Arnold e
Dudzinski, 1978). Segundo trabalhos de Winfield el al. (1969), ovelhas da raça Scottish Blackface foram mais sensíveis às condições climáticas perto do parto do que em meses mais tarde; já ovelhas Welsh Moutain foram encontradas buscar sombra ao parto quando o vento teve velocidade maior que 11 km/ hora. Muitos trabalhos recentes na Austrália têm mostrado que quando sujeitos ao estresse pelo frio, depois da tosquia, ovelhas ao pré-parto procuram mais por abrigo (Lynch & Alexander, 1976). A tosquia pré-parto é praticada por muitos criadores para encorajar a busca de proteção ao parto (Coop & Drake, 1949), mas Mc Bride et al. (1967) in Arnold & Dudzinsk, (1978), registraram que não há evidências que sugerem que as ovelhas busquem mais proteção para seus cordeiros quando tosquiadas. Resultados de Pollard et al. (1998) mostraram um aumento pela procura de abrigo de 0,8% no final de gestação, para 21,9% no 1º dia após o parto (21,9%), diminuindo quando os cordeiros atingiram 20 dias de idade(7%). O interesse em cordeiros neonatos é um comportamento que pode ocorrer durante o período pré-parto, levando a confusão
do cordeiro e rejeição pela mãe (Fraser, 1926; Fraser, 1937; Alexander, 1960; Shelley, 1970). As incidências registradas variam de 0 – 2,2% em ovelhas mais velhas a 10 –15% em primíparas; e esse interesse maternal pré-parto tem sido observado nas duas semanas antes do parto, mas é mais comum nas 12 horas que precedem o nascimento (Alexander, 1960). Para Arnold e Morgan (1975), 20% do total de ovelhas mostraram interesse nos cordeiros de outras ovelhas no momento do nascimento de seu cordeiro. Essa incidência foi similar mesmo quando as ovelhas pariam em um piquete grande ou pequeno, e se com o rebanho ou isolada. Metade das ovelhas estudadas persistiu na atenção pelo cordeiro estranho e deserdaram seus próprios, que morreram. 2. Desenvolvimento do cuidado materno Com diferenças entre idades, a ovelha começa a limpar seu cordeiro em poucos minutos após o parto (Alexander, 1960; Hersher et al., 1963; Arnold & Morgan, 1975); sendo que as membranas do nascimento são normalmente ingeridas neste processo de limpeza (Arnold & Morgan, 1975). Como o recém-nascido de muitos ruminantes, o cordeiro
procura ficar em pé depois do nascimento e isso pode variar de 10 a 180 min. (Arnold & Morgan, 1975); 70% ficam em pé em 30 minutos (Alexander, 1960; Alexander & Williams, 1964). Em ovinos, como em outras espécies, as primeiras horas do nascimento do jovem animal caracterizam-se por interações comportamentais entre mãe e filhote, as quais causam um vínculo entre ovelha e cordeiro, particularmente dentro de duas horas do nascimento; e a deficiência desses comportamentos maternos e do neonato resulta em laços débeis entre mãe e filho, podendo resultar em doenças (Nowak, 1996). Antes, acreditava-se que somente a mãe era quem tinha um papel importante no estabelecimento desse vínculo (Gubernick, 1981, in Arnold & Dudzinski, 1978); entretanto (Nowak & Linsay, 1990) mostraram que o cordeiro neonato possui papel importante na formação desse vínculo, ao distinguir sua mãe das outras ovelhas. Durante os cuidados pós-parto, ovelha e cordeiro vocalizam, e isso é importante no desenvolvimento do laço mãe-filho; o estabelecimento desse vínculo obedece ao mesmo padrão, exceto quando em nascimento de gêmeos, quando o segundo cordeiro nascido interrompe os cuidados com o primeiro (Arnold & Dudzinski, 1978). De acordo com Dwyer et al. (1998), os ovinos têm uma vocalização específica ao parto: um balido de tom baixo ou ronco, que é feito exclusivamente para o cordeiro, e de grande importância no estabelecimento do vínculo ovelha-cordeiro. Em seu experimento, constataram que esse balido foi menor em ovelhas primíparas do que em multíparas, concordando com a questão do pobre comportamento materno de ovelhas de primeira cria, que desenvolvem um vínculo com seu filhote, muito mais lentamente. Muitos processos induzem que interações mais efetivas entre cordeiro e mãe, levam a melhorar a sobrevivência do cordeiro; e no processo de reconhecimento, o nível de nutrição do cordeiro, ou seja, a ingestão de colostro nas primeiras horas após o nascimento pode ter pa-
o ovelheiro pel importante: cordeiros bem alimentados são mais hábeis em reconhecer suas mães, por serem mais saudáveis e vigorosos (Nowak & Linsay, 1992). O período para a formação do laço entre mãe e filho, em ovinos e caprinos, encontrou ser menor que 5 horas (Smith et al., 1966). Depois disso, se não houver contato, há um rápido declíneo no interesse materno pelo filhote com aumento de comportamento agressivo contra ele (Arnold & Dudzinki, 1978). Depois do período crítico, o cordeiro passa a ser aceito mesmo depois de muitas horas de separação. De acordo com Nowak (1996), o vínculo entre mãe e filhote pode ser maximizado por práticas de manejo, como: 1) estratégias ótimas de alimentação durante a gestação e o parto, que não só melhoram o peso do cordeiro, como influenciam a qualidade do comportamento materno; 2) a permanência no local do parto por no mínimo 6 horas, onde ocorre o processo de ligação da mãe com o filhote. A habilidade para identificar seu filhote dos outros é desenvolvida dentro de horas após o parto e é dependente do odor do cordeiro, e normalmente feita ao cheirar a área anal-genital (Arnold & Dudzinki, 1978). Já a habilidade do cordeiro reconhecer sua mãe desenvolvese rapidamente na primeira semana de vida, principalmente pelo contato visual (Arnold & Dudzinki, 1978). O “imprinting” é um processo de aprendizagem que normalmente ocorre em um curto período, no caso de mãe e filhote, o período crítico é logo após o parto - cerca de 5 horas, conforme relatos de (Arnold & Dudzinki, 1978). Neste período é conveniente que se evite incômodos para a ovelha e o cordeiro, para que haja boa formação do vínculo entre ambos(Costa, 1989). 3. Amamentação No início da lactação, os cordeiros mamam pouca quantidade em várias vezes ao dia e depois com 1 a 2 semanas de idade, diminuem a freqüência e aumentam a duração da mamada (Ewbank, 1964; 1967), preferência esta desenvolvida por cordeiros gêmeos; e muito pouco por cordeiros únicos. Os cordeiros são rápidos para mamar, sendo o intervalo
Janeiro/Fevereiro do nascimento à primeira mamada de 20 minutos a mais de 3 horas, mas 60-80% mamam dentro de 4 horas do nascimento, (Alexander, 1960; Arnold & Morgan, 1975), havendo diferenças nesses estudos, com relação ao plano de nutrição e tipo de nascimento. A amamentação pode possuir uma forte propriedade no estabelecimento do vínculo mãe e filho, mas não manteve a relação entre eles, conforme observou Nowak (1995), quando cordeiros que foram impedidos de mamar até 6 horas após o nascimento e também até os 3 dias de idade, conseguiram discriminar suas mães de ovelhas estranhas. Gonzalez & Goddard (1990) forneceram colostro extra para cada 1 dos pares de 18 cordeiros gêmeos Scottish Blackface, com o objetivo de avaliar se isso afetaria o comportamento entre mãe e filho. Obtiveram que cordeiros que receberam colostro extra foram menos ativos, gastaram mais tempo deitados, vocalizaram menos e receberam menor atenção de suas mães, havendo uma queda do desempenho comportamental e consequentemente uma diminuição da interação de sucesso entre mãe e filho. É grande a perda de cordeiros no período pré-natal por várias causas, algumas como inadequada quantidade de colostro ou leite, baixo peso ao nascimento, complexo exposição-inanição e comportamentos insuficientes da mãe e do cordeiro (Dalton et al., 1980), 4. Desmame O desmame combina dois fatores que podem ser agentes potenciais de estresse: 1) separação física da mãe e do cordeiro; 2) modificação do hábito alimentar dos cordeiros. Orgeur et al. (1998), compararam dois diferentes métodos de desmama: progressiva, com separação diária a partir de 3,5 semanas de idade até a definitiva aos 3 meses; e súbita aos 3 meses de idade, e verificaram que o método de desmama progressiva indicou uma maior situação de estresse, pela separação diária repetida, do que os desmamados subitamente. A separação precoce dos cordeiros de suas mães afeta a resposta imune e o desempenho dos cordeiros, proporcionando possíveis conseqüências como redução da habilidade de enfrentar estresse emocional e nutricio-
nal (Napolitano et al. 1995). Ao comparar três idades diferentes de desmama (2, 15 e 28 dias de idade) em cordeiros da raça Comisana, quanto aos níveis de cortisol e desempenho produtivo, Napolitano et al. (1995) obtiveram um menor desempenho para aqueles separados aos 15 dias de idade (37g/ dia), do que aos 2 e 28 dias de idade (107,1 e 120 g/dia respectivamente). Os níveis de cortisol aumentaram com a separação aos 15 dias de idade, não diferindo nas outras estudadas. Resultados de Sevi et al (2003) sugerem que a separação gradual dos cordeiros das ovelhas, pode não ser uma estratégia apropriada para fornecer bem estar na produção de cordeiros recriados artificialmente. Nesse experimento, a separação gradual (eram separados durante o dia e reencontravam-se a noite) induziu a distúrbios comportamentais (maior tempo para se mover quando expostos a um brinquedo), endocrinológicos ( taxa mais alta de cortisol no teste de isolamento), resposta imune menor, e pior taxa de crescimento. 5. Medo e comportamento materno Segundo Viérin & Bouisson (2002), criadores de ovinos relatam que ovelhas adultas são mais manejáveis que as jovens, e essas reações de medo diminuem depois da primeira parição. Os mesmos autores (2002), submeteram ovelhas da raça Ile de France nulíparas, primíparas e multíparas, a testes de situações de medo e verificaram que as ovelhas multíparas foram menos medrosas que as nulíparas, e estas tiveram mais medo que as primíparas. Seus resultados sugerem que reações de medo, como o isolamento do rebanho
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ou a novidade representada pelo neonato, podem prejudicar o comportamento materno. Embora, o enriquecimento do ambiente durante o início da vida pode algumas vezes ser capaz de reduzir reações emocionais, nos cordeiros, o forte laço entre mãe e filho é muito mais importante para minimizar esse impacto, conforme observou Vandenheede (1995). Seus resultados revelaram que já para as ovelhas, as reações de medo foram reduzidas naquelas submetidas ao ambiente enriquecido. 6. Raça e comportamento materno Muitos estudos tem demonstrado diferenças entre raças e comportamento de ovelhas paridas, como o tempo gasto no local do nascimento (Whateley et al., 1974), comprimento do comportamento pré-parto e do tempo dispendido a assistência requerida (Grommers et al., 1985) e outros. Dwyer & Lawrence (1998), observaram efeitos de genótipo (SuffolK e Scottish Blackface) em ovelhas primíparas, e embora alguns aspectos negativos de comportamento materno tenham sido demonstrados por ambas as raças, as ovelhas Scottish Blackface despenderam mais tempo para cuidar de seus cordeiros após o parto(81% dos seus primeiros 30´), comparada às ovelhas Suffolk (47%); comportamento também válido para atenções de requerimentos às mamadas (19,49% para Scottish e 1,92% para Suffolk), consequentemente maior mortalidade para cordeiros Suffolk (8,4%)no período pós natal que cordeiros Scottish (1,1%), sendo que os pesos dos cordeiros em qualquer idade tomada não diferiram entre os genótipos.
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Agenda O Sebrae, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, promoverá o Ciclo de Negócios Sebrae durante a 5ª Feinco. Na ocasião, temas técnicos sobre o cotidiano da propriedade e da produção estarão em debate. O evento contará ainda com a exposição de 200 trabalhos científicos realizados por grandes universidades brasileiras. Informações www.feinco.com.br. De 11 a 17 de fevereiro de 2008 Piracicaba Show Parque de Exposições do Engenho Central Ranking Cabanha do Ano ASPACO 16 de fevereiro de 2008 Leilão Bomar Às 12h Santa Inês Transmissão: Terra Viva Informações: www.agresteleiloes. com.br
Dias 28 e 29 de fevereiro Centro de Exposições Imigrantes – São Paulo/SP Para maiores informações, lig u e p a r a 11 - 5 0 6 7 . 6 7 6 7 o u 14-3841-6841 e pelo email secretaria@agrocentro.com.br. Vagas limitadas. De 11 à 15 de março de 2008 FEINCO Feira Internacional de Caprinos e Ovinos Centro de Exposições Imigrantes Ranking Cabanha do Ano 2008
20 de fevereiro de 2008 Leilão Virtual AC Produção Às 20h45 Ovinos Transmissão: Terra Viva Informações: www.leilonorte.com. br Dias 23 e 24 de fevereiro de 2008 Leilão e Workshop Estância Dolly Mais informações em breve
17 de março de 2008 8º Leilão Virtual Dolly + Às 20h45 Santa Inês Transmissão: Terra Viva Informações: www.leilonorte.com. br
28 de fevereiro de 2008 I Curso sobre Exterior e Julgamento de Ovinos
De 18 a 27 de abril de 2008 EXPOAGRO Itapetininga
1 de março de 2008 2º EXPOBRAGANÇA Bragança Paulista Oficializado ASPACO
Ranking ASPACO 2008 De 25 de abril a 04 de maio de 2008 FACILPA Lençóis Paulsita/SP Ranking ASPACO 2008 De 28 de abril a 03 de maio de 2008 Agrishow Ribeirão Preto Oficializado ASPACO De 07 a 11 de maio de 2008 EXPOGUARA Guaratinguetá Oficializado ASPACO De 29 de maio a 08 de junho de 2008 FAPI Ourinhos
Ranking ASPACO 2008 De 17 a 21 de junho de 2008 FEICORTE São Paulo Ranking ASPACO 2008 De 04 a 13 de julho de 2008 FAPIJA Jacareí Oficializado ASPACO De 31 de julho a 02 de agosto de 2008 Agrifam Agudos Oficializado ASPACO De 21 a 28 de setembro de 2008 21ª EXPOVELHA Lençóis Paulista Ranking Cabanha do Ano 2008
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Feinco chega a sua 5ª edição
Em relação a sua última edição, a feira terá o seu espaço duplicado, abrigará mais leilões e contará com um número maiorde animais e expositores
Entre os dias 11 e 15 de março, a capital paulista se transformará no principal centro de discussões e negócios da ovinocaprinocultura. É quando acontece a 5ª edição da Feira Internacional de Ovinos e Caprinos (Feinco 2008), maior evento indoor deste mercado na América Latina, que será realizado no Centro de Exposições Imigrantes (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5), em São Paulo. A edição 2008 da feira pretende superar o faturamento em leilões obtido no ano anterior. Em seus 40 mil m2, o evento reunirá mais de quatro mil animais de elite provenientes de criadores de todo o País. Cerca de 20 raças estarão presentes no local, demonstrando o grande potencial genético da ovinocaprinocultura brasileira, que hoje detém o 8º maior plantel do mundo. Entre as novidades da edição deste ano estão as exposições nacionais das raças Dorper e Boer e o II Campeonato das Américas da Raça Santa Inês. Nos corredores da Feinco, 200 expositores integrantes dos diversos elos da cadeia apresentarão as últimas novidades do setor, que possibilitarão ao pecuarista conhecer e adquirir produtos e serviços dedicados ao aprimoramento do rebanho. Além da negociação direta dos ovinos e caprinos em exposição, o criador poderá adquirir genética de ponta nas pistas de leilões da feira. Até o momento, 13 remates já estão confirmados. Para esta edição são esperados mais de 25 mil visitantes, vindos do Brasil e do exterior. Este público será composto por criadores, profissionais da indústria e do varejo e estudantes.
Entre os espaços de destaque, a Cozinha Interativa será uma vitrine gastronômica dentro da feira. Quem passar pelo local, poderá acompanhar o preparo de pratos refinados sob a batuta de chefs renomados, que darão dicas de preparos e informações sobre as potencialidades culinárias dos produtos de origem ovina e caprina. Após as aulas, haverá degustação dos pratos. Além disso, a Feinco contará com Lounge Bahia, espaço criado para homenagear o Estado da Bahia, detentor do maior rebanho da raça Santa Inês do País, e apresentar a cultura baiana. Além de fomentar o setor, a feira será também um centro de troca de conhecimento para criadores, pesquisadores e indústria. Para isso, palestras e cursos serão realizados com o objetivo de oferecer intensa informação aos participantes. Destaque para o III Congresso Internacional Feinco, que neste ano será realizado durantes três dias e divido em duas programações específicas, uma sobre mercado e gestão e outra para aspectos técnicos, de forma a se adequar às várias necessidades e anseios do mercado. Com o tema “Atualidades Tecnológicas em Reprodução, Gestão e Enfermidades de Pequenos Ruminantes”, o congresso contará com a participação de grandes nomes do setor, além de 10 palestrantes internacionais. Parceiro das feiras do Agrocentro com a realização de palestras e caravanas que viabilizam a vinda de produtores de todo o Brasil, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) também promoverá o Ciclo de Negócios Sebrae. Na ocasião,
temas técnicos sobre o cotidiano da propriedade e da produção estarão em debate. O evento contará ainda com a exposição de 200 trabalhos científicos realizados por grandes universidades brasileiras. Diretor do Agrocentro, empresa promotora da Feinco, Décio Ribeiro dos Santos enfatiza que
a atividade tem um potencial ainda pouco explorado no Brasil. “Apesar de termos o oitavo maior rebanho do mundo, ainda exploramos mal nosso potencial de produtividade. Pouco se pratica em termos de produção consorciada, por exemplo. Menos da metade do que o Brasil consome sai das propriedades brasileiras. Este cenário é a grande motivação da Feinco: ser um centro de fomento para uma atividade potencialmente rentável e, a partir daí, gerar renda e emprego para o Brasil”, destaca. Como já ocorre, a ASPACO estará presente com stand e equipe. No stand nossos associados podem realizar negócios e todos os presentes podem obter mais informações sobre a ovinocultura. Nossa equipe também estará responsável pelos julgamentos de animais, que neste ano ocorrerá de 11 a 15 de março. Na pista 1 passarão animais Santa Inês, Texel, Sufolk, Ile de France, Hampshire Down, Poll Dorset, Crioula, Bergámacia e demais raças e na pista 2 Dorper e White Dorper.
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NOBRE marca presença na Grand ExpoBauru 2007 O NOBRE, Núcleo dos Ovinocultores de Bauru e Região, participou ativamente da 34ª Grand ExpoBauru, realizada de 1 a 11 de novembro de 2007, quarta maior feira de exposição realizada pela ASPACO no Estado. Em um total de 441 animais expostos das raças Santa Inês, Dorper, Texel, Suffolk, Ile de France e White Dorper, estavam presentes animais do núcleo representando o perfil de carcaças e padrão raciais
que estão sendo estabelecidos tanto para matrizes como cordeiros destinados a abate. Eram ao todo 33 animais de diferentes cruzas como Dorper; Texel com Santa Inês. Além da exposição, houve julgamentos realizados pelo zootecnista Francisco Manuel Fernandes, diretor da ASPACO e inspetor técnico da ARCO. O núcleo ainda participou com o Espaço Nobre, que promoveu a integração dos produtores presentes
na exposição e trouxe palestras da cadeia de ovinocultura e leite aos criadores através da VII Grande Expotécnica. Neste espaço contou com as parcerias do Sebrae, Senar, Arco, Tortuga, Mineral Fanton, Pfizer, Biogêneses – Bago, Alta Genética, Socil e Raça Zootecnia.
Santa Inês Fêmeas Grande Campeã: TAM Katrina II TE 24 Criador: Tarcisio Ângelo Mascarim Expositor: Fred Bezerra Reservada Grande Campeã: TAM Badala 37 Criador: Tarcisio Ângelo Mascarim Expositor: União Paulista Machos Grande Campeão: Estância Dolly 2255 Criador e expositor: Fred Bezerra Reservado Grande Campeão: Mumbuca Gamado 2127A Criador e expositor: Isnar Bastos, Fábio Cotrin e outros
Marcelo Borja Machos Grande Campeão: RIBIVI 93 Criador e expositor: Jair de Lima Pereira Reservado Grande Campeão: S.F.B. 106-07-S Criador e expositor: Cláudio Marcelo Borja
Roberto S. Dzierwa e Emílio Dzierwa
Texel Fêmeas G r a n d e C a m p e ã : S . F. B . 093-06-S Criador e expositor: Cláudio Marcelo Borja Reservada Grande Campeã: S.F.B. 068 Criador e expositor: Cláudio
Suffolk Fêmeas Grande Campeã: J.O.F. 85 Criador: João Odi Farias Expositor: Armando de Biazi Júnior Reservada Grande Campeã: G.M.F. 135 Criador: Gustavo Martins Ferreira Expositor: Aparecido Donizete da Silva Machos Grande Campeão: G.M.F. 136 Criador: Gustavo Martins Ferreira Expositor: Aparecido Donizete da Silva Reservado Grande Campeão: PANDA 06-395 Criador e expositor: Paulo
Sobre o NOBRE O Núcleo de Ovinocultores de Bauru e Região, o NOBRE, hoje abrange ovinocultores dos
Ile de France Machos Grande Campeão: CESAR 1062 Criador: João Pedrozago César, César Ramos e César Neto Expositor: José Paulo Tonhão Reservado Grande Campeão: CHICO BORBOREMA 419 Criador: Francisco Manoel Nogueira Fernandes Expositor: José Paulo Tonhão Dorper Fêmeas Grande Campeã: KA CIGANA TE 39 Criador e expositor: Katayama Alimentos Ltda Reservada Grande Campeã: BONS VENTOS 004 Criador e expositor: Sérgio Colaço, Adyr Silva e Foscalina Saragioto Machos Grande Campeão: KA BELICO
municípios de Bauru, Piratininga, Iacanga, Lucianópolis, Arealva, Agudos, Pirajuí, Gália, Boracéia, Borebi e Guarantã. O objetivo principal do núcleo é a organização da cadeia regional para a produção de animais precoces e com carcaças de qualidade para o abate e venda no mercado estadual. Acompanhe o resultado dos julgamentos: TE 18 Criador e expositor: Katayama Alimentos Ltda Reservado Grande Campeão: TOP RAÇA DORPER 35 Criador e expositor: Alaíde Cristina Barbosa Ulson Quércia White Dorper Fêmeas Grande Campeã: GUARANTAN 22W Criador e expositor: Fernando Hilário Fioravanti Reservada Grande Campeã: V.P.J. WDORPER TE WD 558 Criador e expositor: Valdomiro Poliselli Júnior Machos Grande Campeão: GUARANTAN 25W Criador e expositor: Fernando Hilário Fioravanti Reservado Grande Campeão: DORPER DOURADO TE 011 Criador: Henrique Dante Aparecido Pierine Expositor: Gabriel Jorge Neto e Pedro Nacib Jorge Neto
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I Curso sobre Exterior e Interpretação de Julgamento de Ovinos
Ação faz parte dos preparativos para a 5ª edição da Feira Internacional de Caprinos e Ovinos. Inscrições são limitadas Programado para os dias 28 e 29 de fevereiro, no Centro Imigrantes, o I Curso sobre Exterior e Interpretação de Julgamento de Ovinos – fruto de uma parceria entre o Agrocentro e a Associação Paulista de Criadores de Ovinos (Aspaco) - tem por objetivo capacitar os participantes a interpretar características morfológicas relativas à produtividade, funcionalidade e padrão racial em ovinos. Os presentes também terão a chance de aprender a dinâmica de julgamento das pistas de exposições, auxiliando na melhor seleção de seus animais. Para isto, temas como Noções Básicas de Anatomia e Morfologia, Exterior de Ovinos, Métodos e Critérios de Julgamentos em Ovinos, Regulamento das Exposições Oficializadas, entre outros, farão parte da programação, que obedecem às novas regras da ASPACO e das Associações Brasileiras das raças Santa Inês e Dorper. Juntamente com as aulas teóricas, os participantes acompanharão na prática como é feito o julgamento dos animais em pista. Além de esclarecer sobre os critérios de seleção em pista, o
curso possibilitará aos inscritos desenvolver a capacidade de julgar animais de seus próprios plantéis, primando pela alta genética possibilitando a obtenção de melhores resultados na propriedade. O curso será ministrado pelo Diretor Técnico, zootecnista da ASPACO e Inspetore Técnico da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos, ARCO, Márcio Armando Gomes de Oliveira, e também pelos Inspetores Técnicos da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos, ARCO, Francisco Manuel Nogueira Fernandes e Gustavo Martins Ferreira. Todos eles são juízes de pista. Este é o primeiro curso neste formato promovido pela associação, e o objetivo é esclarecer os criadores sobre os critérios utilizados nas pistas de julgamento para determinar qual animal é o melhor representante de cada raça. O I Curso sobre Exterior e Interpretação de Julgamento de Ovinos acontecerá entre as 8h30 e 18h. Cada inscrito receberá um material informativo. Ao final do evento, os presentes receberão certificados de participação. As vagas são limitadas. Informações e inscrições: www. feinco.com.br ou pelo telefone (11) 5067-6767.
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Pernil de Cordeiro Assado na Cerveja Ingredientes - Um pernil de cordeiro - 4 dentes de alho - quanto baste de sal - quanto baste de pimenta-do-reino branca - 1 colher de sopa de alecrim - 4 folhas de sálvia - 1 lata de cerveja - 8 fatias de bacon para cobrir - 8 batatas pequenas - 1 colher (sopa) de manteiga Modo de preparo Tempere o cordeiro de véspera com todos os temperos e deixe-o descansar na geladeira. Três horas antes de servir, coloque-o no forno coberto com papel alumínio e deixe-o coberto até que esteja macio. Só então descubra e deixe ficar mais no forno, até que doure. Cozinhe as batatas inteiras, descascadas, até que estejam “al dente”. Besunte-as com manteiga, sal e leve ao forno quente para dourar em separado. Elas podem cozinhar junto ao cordeiro, mas não ficarão douradas se não forem assadas à parte.
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