ANO XV
JULHO/AGOSTO
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Editorial
Estamos completando, com esta edição de “O Ovelheiro”, dois anos que reestruturamos nosso informativo e o colocamos novamente à leitura dos envolvidos com a atividade pelo Brasil afora. Meus agradecimentos aos responsáveis Márcio Armando Gomes de Oliveira e Tânia Casquel, respectivamente Diretor Técnico e Assessora de Imprensa da ASPACO, bem como a todos os nossos colaboradores. Aos anunciantes que confiam na credibilidade e aceitação deste meio de comunicação, meus agradecimentos também, esperando cada vez mais proporcionar o resultado que esperam. O Campeonato Cordeiro Paulista – ASPACO / Araçatuba 2007, evento que unificou todos os Campeonatos Cordeiro Paulista, traz agora um maior brilhantismo e
magnitude para a prova, e está sendo realizado na Central de Ovinos nas dependências do Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária da Unesp de Araçatuba. São 17 lotes com quatro animais cada, num total de 68 cordeiros de criadores que colocam seus animais à prova neste evento que tem como objetivos divulgar nossos produtos, conhecer o desempenho das diferentes raças na engorda dos cordeiros em confinamento, promover o consumo de carne de cordeiro e, principalmente, congregar os produtores. A participação desses criadores é fundamental para desenvolvermos este trabalho. Participamos de eventos importantíssimos nos últimos dias, como as ranqueadas EXPOPORTO em Porto Feliz, FAPI em Ourinhos, FEICORTE em São Paulo, EXPOVINOS em Araçatuba, bem como a exposição oficializada EXPOLACT, em São José do Rio Preto, e agora vem chegando a ranqueada Santa Inês Show, em Serrana e as oficializadas EXAPIT em Tupã, EXPOJAÚ em Jaú e pela primeira vez a AGRIFAM, Feira da Agricultura Familiar e do Trabalho Rural em
o ovelheiro Arnaldo dos Santos Vieira Filho - Presidente
Agudos, com a participação principalmente dos núcleos regionais de Bauru e São Manuel. O novo núcleo regional da ASPACO, Núcleo de Ovinos Centro-Oeste Paulista, da região de São Manuel, presidido por Sidney Primos, com grande diretoria, inclusive com a participação incansável da também Diretora de Eventos da ASPACO Fernanda Pupo, está mostrando por que veio. Várias reuniões, objetivos traçados para seu trabalho e participação efetiva em todos os acontecimentos do setor na região. Promete muito. Os trabalhos para a Expovelha não param e se intensificam para fazermos desta a maior e melhor de todas. Sem dúvida este é o objetivo da ASPACO e da ARLP que recebem apoios essenciais, principalmente do Sebrae na pessoa de Fleide Rosana Anequini e da Prefeitura Municipal de Lençóis Paulista através do prefeito ovinocultor José Antonio Marise, que vê neste evento, uma divulgação e promoção da atividade e do município, trazendo também lazer e entretenimento à população da região. A Câmara Setorial Especial de
Caprinos e Ovinos de nosso Estado está fazendo juz à sua criação. Na primeira demanda, encaminhamos ao Secretário João de Almeida Sampaio Filho, um ofício pleiteando novos valores e mudanças nos direcionamentos das linhas de financiamento do FEAP/Banagro, no intuito de viabilizar esses investimentos, adequando-os às necessidades do produtor atual, quanto à utilização desses recursos. Boas novas devem surgir nos próximos dias, como algumas alterações no perfil dos beneficiários, aumento do teto de financiamento, diminuição de juros e claro, nova liberação de recursos. Outros trabalhos também já estão em andamento. Até breve e boa leitura!
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Ovinotícias Criadores de Bergamácia querem formar associação Como já publicamos em outras edições, cresce o interesse pelas raças ovinas leiteiras, bem como pelas que apresentam maior aptidão para esta produção. A raça Bergamácia Brasileira é uma delas que, agora, toma novos rumos. Depois de ter sido alvo das atenções durante a FEINCO/2007 em São Paulo, fato que se concretizou com a explanação do jurado Eng. Agrônomo Giancarlo Antoni, o criador sul mato-grossense Luiz Otávio Carneiro e seu Retiro dos Carneiros se uniu ao Dr. Juan R. O. Perez, experiente professor de ovinocultura da UFLA - Universidade Federal de Lavras em Minas Gerais, para dar início a um processo de cadastramento de rebanhos, visando se formar
uma associação dos criadores de ovinos da raça Bergamácia. Segundo Luiz Otávio existem muitos criadores da raça no Brasil, no entanto, seus rebanhos não são registrados e não entram nas estatísticas da ARCO. O objetivo desta iniciativa, além de defender os interesses e difundir a raça, é unir os criadores visando a permuta de animais e o melhoramento genético dos rebanhos. A FMVZ - UNESP/Botucatu apóia o projeto, já que o setor de ovinocultura do Departamento de Produção desta faculdade possui um rebanho Bergamácia Brasileiro há 12 anos, num processo de reseleção da produtividade leiteira. Atualmente o rebanho formado por 200 ovelhas PC produzem uma média de 500 ml de leite em
uma ordenha/dia, num manejo mecanizado na Faz. Edgárdia em Botucatu, sob o comando do Diretor da FMVZ, Prof. Edson Ramos de Siqueira, e da Zootec-
nista Simone Fernandes. Os interessados podem mandar e-mail para: jperez@ufla. br ou bergamaciabrasileira@ hotmail.com
Campeonato Cordeiro Paulista O VI Campeonato “Cordeiro Paulista” que está em andamento nas dependências do Hospital Veterinário da UNESP/Araçatuba este ano apresenta um diferencial. Os participantes serão remunerados pelo peso vivo dos cordeiros na entrada do concurso, que ocorreu do dia 18 a 21 de julho. O valor pago será o preço de mercado vigente. A primeira pesagem ocorreu em 28 de julho e a última
será no dia 15 de setembro. A primeira etapa do campeonato, que envolve a prova de ganho de peso, conta com a ração Supra de ovinos da empresa Alisul Alimentos do RS, que patrocina o evento. Após o término da etapa de avaliação de carcaças os resultados gerais serão lançados no site da ASPACO e as premiações ocorrerão durante a próxima EXPOVELHA no mês de outubro em Lençóis Paulista.
XX Expovelha: criadores aguardam evento com expectativa De 30 de setembro à 07 de outubro realiza-se a XX Expovelha, no recinto de Exposições “José Oliveira Prado”, em Lençóis Paulista - SP. Considerado um dos maiores eventos da área no país, a Feira recebe cerca de 150 criadores de vários estados do Brasil, que expõem e comercializam seus produtos, abrigando aproximadamente 2 mil animais de diversas raças ovinas. Na edição de 2007 a expectativa da ASPACO e da Associação Rural de Lençóis Paulista é de receber 50 mil visitantes, presentes nas várias atrações que a Expovelha oferecerá. Durante a Expovelha ocorrerão os julgamentos dos animais e se dará o encerramento do Ranking Cabanha do Ano ASPACO 2007 para todas as raças. Também será feita a premiação do Campeonato
“Cordeiro Paulista”. Já no dia 5 de outubro será realizado o Encontro Estadual de Ovinocultura – ASPACO/SEBRAE a partir das 8h30 e no dia 6 de outubro, a partir das 9h ocorrerá o 8º Seminário Paulista de Ovinocultura. Assuntos de interesse de criadores e estudantes da área serão abordados por capacitados palestrantes do setor. Três leilões já estão programados e outros poderão ser marcados ainda: no dia 5 de outubro, às 15h ocorrerá o Leilão Cabanha Amoras e convidados; no dia 5 de outubro, às 20h30, será o 4º Leilão Seleção Expovelha com animais premiados; e no dia 6 de outubro, às 14h, será realizado o Leilão Geral de Ovinos - Expovelha. Em nossa próxima edição traremos mais informações. Aguarde!
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Cadeia produtiva da carne ovina: quando vamos conseguir organizá-la?
Por Zoot. Márcio Armando G. de Oliveira
Muito se fala e até se constata do crescimento da ovinocultura paulista e nacional. Para tirar esta conclusão, levamos em consideração o visível aumento dos rebanhos, os altos preços e liquidez nas vendas de reprodutores e matrizes, a presença da carne ovina em novos pontos comerciais, etc. Por outro lado observamos mais reclamações e lamentos de quem não está satisfeito: baixos preços pagos pelos cordeiros comerciais, má qualidade do produto, dificuldade em colocar a produção, etc. O que estará acontecendo, então, já que estamos no maior centro consumidor de cordeiros da América Latina? Esta pergunta está sendo feita há vários anos e não conseguimos respondê-la, uma vez que a atividade se desenvolve num contexto geral. É muito provável que, apesar do crescimento, a resposta esteja baseada num fato nítido e certo: existe uma acentuada desorganização na cadeia produtiva do setor. As tentativas de estruturar a cadeia de produção de carne ovina em São Paulo são frequentemente discutidas. Há 20 anos já se falava em um organizado sistema de produção de cordeiros, abate e distribuição do produto final. Em pouco tempo, após a reativação da ASPACO, surgiu em São Paulo uma cooperativa que, através de um Departamento de Ovinocultura, passou a realizar estas funções. Alguns rebanhos comerciais cresceram, outros diminuíram. Passou a faltar estrutura e organização. Criou-se um ciclo vicioso: os empresários não montavam seus negócios baseados em estruturas de abate e distribuição porque não havia produção de cordeiros suficiente para justificar os altos investimentos; e por outro lado, os criadores não aumentavam seus rebanhos para módulos empresariais porque não tinham acesso a abatedouros e distribuidores , sendo que muitos pararam de criar ou voltaram aos módulos artesanais, de “fundo de quintal”. Sob a conclusão que o ciclo acima tinha que ser quebrado, e que o aumento dos rebanhos poderia ser a solução, no final da década de 90 um amplo projeto chamado “Cordeiro Paulista” foi criado. Ele contava com a liberação de recursos para pequenos e médios produtores que poderiam começar ou aumentar seus reba-
nhos ovinos com o objetivo de produzir mais cordeiros. Dentro do mesmo projeto, um fundo foi direcionado para a construção de um entreposto de carne ovina. Em São Manuel, com a ajuda da Prefeitura Municipal, o prédio foi levantado e os equipamentos instalados. Criou-se uma cooperativa, COOPEROVINOS, que passaria a receber e comercializar os cordeiros produzidos pelos cooperados ou associados da ASPACO. Concomitantemente, surgiram estruturas frigoríficas específicas para a espécie e prestadoras de serviços. Tudo parecia estar em harmonia, se houvesse a participação dos produtores. Na verdade, os preços que poderiam ser pagos pela cooperativa limitavam-se pelos altos custos operacionais, altas taxas de impostos e serviços, além da baixa produção que não viabilizava o sistema. Tudo isto levou a estrutura a se desativar em pouco tempo. Outros frigoríficos pararam em virtude da falta de cordeiros. O projeto “Cordeiro Paulista” foi engavetado. E voltamos à estaca zero. Uma nova tentativa de se organizar vem recentemente sendo preconizada com a inclusão, no novo estatuto da ASPACO, da formação dos núcleos regionais. Um dos problemas no plano anterior, a falta de uma administração centralizada e específica, poderá ser contornado. Um núcleo deverá se organizar e formar o seu próprio nicho de mercado, com características próprias, inclusive. Não é fácil. Alguns grupos não entenderam a finalidade do proposto e já sucumbiram ou trabalham isoladamente, sem objetivo, mesmo depois de inúmeras palestras, reuniões, cursos e sugestões. Quando realmente vamos conseguir nos organizar? Durante a FEICORTE, em São Paulo, no dia 21 de junho, representei a ASPACO no I Workshop sobre Análise dos Pontos Críticos da Cadeia da Ovinocultura no Estado de São Paulo. Primeiramente houve a apresentação por parte do Prof. Dr. Celso da Costa Carrer sobre um projeto de pesquisa financiado pela FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa para diagnóstico e estudo da cadeia produtiva na ovinocultura em São Paulo. O trabalho inclui vários profissionais, a maioria
professores da FZEA - Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP, sendo o Prof. Celso um dos coordenadores que conta com o apoio da ASPACO, SEBRAE, PTA/SAA/SP, GEAGRO, Projeto Empreender no Campus (PEC) e Grupo PET. Depois dos esclarecimentos do projeto, liderados por Silvio César de Souza do SEBRAE, uma mesa redonda foi formada por representantes de núcleos regionais, pesquisadores, criadores e técnicos, da qual fiz parte representando nosso presidente Arnaldo dos Santos Vieira Filho. Discutimos, em conjunto com a platéia (cerca de 70 pessoas), os gargalos da cadeia produtiva da ovinocultura, onde gostaria de fazer algumas observações: – Preços pagos pela carne ovina - o produtor sempre reclama dos preços pagos pelos frigoríficos, no entanto, esquece que a estrutura de abate tem um custo muito alto, inclusive impostos, que o abate informal não tem. Por isso, é impossível vender cordeiros para o frigorífico e receber por eles o mesmo valor que recebia quando comercializava na porta da propriedade. – Custos de produção - a justificativa, inclusive, pelas reclamações dos baixos valores pagos, é referente aos altos custos de produção. Realmente, quando comparamos a ovinocultura com as outras criações pecuárias, observa-se um maior custo de produção. Entretanto, ele é compensado pelo ciclo mais curto e maior rentabilidade por área. Na ovinocultura de carne só há duas formas de aumentarmos a renda ou tornar o negócio viável: diminuir os custos de produção (como recria em pasto) ou melhorar a qualidade do produto final buscando valores de comercialização melhor. – Concorrência uruguaia - alguns têm chamado até de desleal. A carne ovina vinda, não somente do Uruguai, mas da Argentina, Chile, Nova Zelândia e até do Sul do país, tem menor valor. Ou seja, as terras menos valorizadas, grandes propriedades, grandes rebanhos, pastagens de baixa qualidade e recria em pasto só podem produzir carne mais barata. Infelizmente temos que conviver com isto, restando algumas poucas opções para
concorrer com elas, como diferenciar e valorizar nosso produto, e solicitar de nosso governo políticas que possam torná-lo mais competitivo, por exemplo, diminuindo os impostos no abate e comercialização. – Escala de produção - não há dúvidas de que este é um ponto muito importante. A produção pequena e não escalonada leva a uma desmotivação do mercado consumidor. Quem se arriscará a comprar um produto que sofre constantemente variações de qualidade? Ou, que restaurante colocará cordeiro no seu cardápio para correr o risco de não ter o produto disponível ao cliente? Neste aspecto, nossos concorrentes sulamericanos têm plena vantagem, têm quantidade e padrão. – Qualidade da carne - este tópico gera grandes discussões desnecessárias. O que é qualidade de carne? O gaúcho do campo considera a de ovelha gorda a melhor e os paulistas da capital podem preferir os cordeiros de 8 kg de carcaça. Portanto, temos que produzir o que o mercado pede. Talvez o nosso consumidor, de um modo geral, não saiba, ainda, o que quer. Cabe a nós preconizarmos um produto que, viavelmente, seja produzido nos nossos sistemas de produção. – Marketing - no mundo moderno é impossível vender sem fazer um mínimo de promoção do produto. Promover uma carne ovina é determinar, de repente, um hábito que permitirá que o consumidor prefira este tipo, que acredite que ele tenha mais “qualidade” e que pague valores melhores por esta preferência. Este é o caminho para concorrer com os produtos produzidos nos países vizinhos, ou seja, promover uma carne com denominação de origem e qualidade. – Raça - gera mais uma discussão desnecessária. Quando dizemos que uma raça é melhor que a outra, devemos definir em qual ambiente e em qual sistema de produção é criada. Felizmente, São Paulo consegue abrigar todas as raças presentes no Brasil. Procurar pequenos detalhes relacionados à adaptação e à produção podem fazer o diferencial na criação e nas características do produto final. Vamos deixar que os criadores de diferentes raças briguem para ver qual é a melhor,
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afinal, trata-se de uma questão natural, onde cada um deve promover a sua. No entanto, aqueles que estão envolvidos com os rebanhos comerciais, com a produção de carne e com a organização da cadeia produtiva devem focar o produto carne ovina. – União e organização como tínhamos que definir em duas palavras o maior problema da cadeia produtiva da ovinocultura, “organização” foi a palavra que rapidamente veio em mente. Infelizmente não temos hábito de nos unirmos e fazermos as coisas em grupos. Trata-se de uma questão cultural e que leva muito tempo para mudar. O SEBRAE, por exemplo, traz nas suas linhas de trabalho a estimulação e preconização da união dos produtores em grupos, associações ou cooperativas. E como já dissemos, poucos são os grupos que conseguem
se firmar. Muito bem lembrado, Silvio Souza do SEBRAE comentou que os grandes criadores e investidores estão se unindo e formando parcerias para comprar e vender reprodutores. Mas os pequenos produtores de ovinos não se juntam para determinar uma escala de produção de cordeiros e atender um nicho de mercado sequer. Quando participam de reuniões querem discutir problemas particulares e se consideram concorrentes na comercialização dos cordeiros, na compra de reprodutores, etc. Consideramos os núcleos regionais da ASPACO a grande oportunidade para acabar com estes estigmas que continuam mantendo nossa ovinocultura no amadorismo. Quando falamos em organização não é só a de produtores. Os outros elos da cadeia, também, devem ser organizar. O criador Marcos Santim de Nova
Granada/SP, representante de seu núcleo regional, falou sobre a proposta de se montar uma associação vertical. A associação vertical é uma entidade promocional que engloba representantes de todos os elos da cadeia, de produtores à consumidores do produto final, onde os recursos captados são destinados à cadeia produtiva como um todo. Sendo uma tendência moderna e natural para um futuro próximo, devemos lembrar que o objetivo da Câmara Setorial Paulista da Ovinocaprinocultura é exatamente reunir os representantes de cada elo da cadeia para discussão e, principalmente, buscar soluções para os problemas do setor. – Profissionalismo - embora muitas criações não tenham fins lucrativos, a ovinocultura deve ser encarada como um importante agronegócio. Acredito que
Página 05 pela quantidade de profissionais envolvidos e pelo simples fato de estarmos nos reunindo para discutir os problemas, este status está garantido. Falta aos produtores se caracterizarem como profissionais e empresários da ovinocultura. Como pôde ser notado através dos pontos acima, este wokshop tratou-se de mais uma reunião, onde se discute os mesmos assuntos há anos, com uma pequena, mas importante diferença: todos os pontos foram anotados pelo Prof. Celso que irá, juntamente com o seu grupo, analisar e, provavelmente, passar prudentes observações à Câmara Setorial Estadual de Caprinos e Ovinos. Esta, como representante do setor, tomará as devidas providências para buscar as soluções afim de permitir que a ovinocaprinocultura seja um agronegócio estável, seguro e organizado.
Ranking Parcial Cabanha do Ano ASPACO Melhores Criadores e Expositores 2007
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Maedi-visna: será esta doença a nova preocupação da ovinocultura? Luiz Claudio Nogueira Mendes – Prof. Ass. Dr. de Clínica Médica de Grandes Animais – Unesp - Araçatuba Adriana Longo Lombardi – Mestranda em Ciência Animal – Unesp – Araçatuba Heloise Pazian Paulo – Discente do Curso de Medicina Veterinária – Unesp - Araçatuba Evoluindo de criações voltadas para a subsistência, hoje a expansão do agronegócio da ovinocultura está transformando o cenário produtivo no Brasil. Nos últimos anos houve um crescente interesse na criação de ovinos para a produção de carne, principalmente na região Noroeste do Estado de São Paulo. O mercado vem crescendo rapidamente, exigindo uma maior preocupação com aspectos sanitários. A produção de ovinos deve ser fundamentada em sistemas de exploração que possam garantir melhores condições sanitárias para estes animais, através de medidas de biossegurança e de exames diagnósticos confiáveis e acessíveis. Através da Instrução Normativa Nº. 87 da Secretaria de Defesa Agropecuária, de 10 de dezembro de 2004, foi aprovado o Regulamento Técnico do Programa Nacional de Sanidade dos Caprinos e Ovinos (PNSCO). Dentre os objetivos do PNSCO, que ainda não foi implementado, estão o controle e erradicação da Maedi-Visna por meio de ações sanitárias e de vigilância epidemiológica, que incluem a necessidade de sorologia negativa para obtenção de guia de trânsito animal (GTA) e sacrifício dos animais positivos. Mas para uma correta implantação do PNSCO é necessário um melhor conhecimento desta doença no Brasil, pois segundo o Ministério da Agricultura a real situação desta doença é desconhecida (BRASIL, 2006). A Maedi-Visna é uma doença sistêmica crônica e progressiva de ovinos causada pelo Maedi-Visna Vírus (MVV), primeiramente descrito em ovinos na Islândia (SIGURDSSON et al., 1952 apud CAPUCCHIO et al., 2003), mas presente no mundo todo, com exceção da Austrália e da Nova Zelândia (CARLTON; ISHIZUKA et al., 2005; MCGAVIN, 1998). A Islândia foi o único país a erradicar a MaediVisna com sucesso (FOURNIER et
al., 2006). Os nomes são de origem islandesa: Maedi que significa dispnéia, caracterizada por pneumonia intersticial progressiva crônica e Visna que significa desorientação, caracterizada por leucoencefalomielite (CALLADO et al., 2001). O MVV é classificado na subfamília dos Lentivírus da família Retroviridae e se relaciona antigenicamente com o vírus da artrite encefalite caprina (CAEV), vírus da anemia infecciosa eqüina (AIE) e vírus da imunodeficiência humana (HIV) (GONZÁLEZ et al., 2005). Os MV e CAE vírus são denominados de lentivírus de pequenos
ruminantes (LVPR) por possuírem características patogênicas, epidemiológicas e organização genômica semelhantes (LIMA et al., 2004). Estudos de soroprevalência realizados em diversos países têm resultados diversos dependendo da região e prova sorológica. No Brasil, o primeiro estudo sorológico de MV foi no Rio Grande do Sul em 1995 e isolamento viral em 1997 (ISHIZUKA et al., 2005) e desde então poucos foram os levantamentos publicados em revistas, algumas vezes sendo apenas encaminhados para congressos, dificultando o acesso a estes dados. OLIVEIRA et al. (2006), utilizando material de
abatedouro, obteve soroprevalência entre 4% a 8,2%. Na região de Araçatuba a soroprevalência está em 2,5% (Lombardi et al, dados não publicados). No Canadá a soroprevalência tem variado entre 12 a 44% (LAMONTAGNE et al., 1983; SIMMARD et al., 1991; ARSENAULT et al., 2003) Em estudos realizados em abatedouros nos Estados Unidos a soroprevalência variou entre 33,7 a 43% (CUTLIP et al., 1977; MADEWELL et al., 1990). Entre os ovinos a transmissão ocorre por via digestiva, através de colostro e leite contaminados, e por via respiratória, mais freqüentemente nos períodos de confinamento (CHRISTODOULOPOULOS, 2006). Após introdução dos LVPR em uma criação, a prevalência de animais soropositivos e clinicamente afetados, bem como da intensidade das alterações são bastante variadas, dependendo de fatores relacionados à intensidade de estresse, tipo de nutrição e condições gerais de higiene (CALLADO et al., 2001). O período de incubação é superior a um ano e a doença é detectada em ovinos de mais de dois anos de idade (ISHIZUKA et al., 2005). Aproximadamente em seis meses
o ovelheiro após a infecção o animal soroconverte. Subseqüentemente e após um longo período, um a dois anos, achados histopatológicos podem ser encontrados em um ou mais órgãos alvo incluindo pulmão, sistema nervoso central, glândula mamária e articulações (CHRISTODOULOPOULOS, 2006). Muitos ovinos permanecem portadores assintomáticos durante toda sua vida e de acordo com Christodoulopoulos (2006) somente uma porcentagem de 25-30% dos animais soropositivos desenvolve os sinais clínicos. Os sintomas observados são tosse, dispnéia (após exercícios físicos), taquipnéia, consolidação pulmonar, som úmido à auscultação e comprometimento do estado geral (CALLADO et al., 2001). Maedi é a manifestação clínica mais comum
Julho/Agosto de infecção por MVV. O primeiro sinal clínico é a perda de condição corporal com a evolução da doença para taquipnéia, que é um achado aparente mesmo em repouso. Pirexia, tosse e corrimento nasal não são sinais de Maedi, a menos que infecção bacteriana secundária esteja presente (CHRISTODOULOPOULOS, 2006). A forma nervosa é pouco importante, tendo sido relatada em ovinos adultos geralmente como complicação da forma respiratória. Os animais mesmo mantendo o apetite e estado ativo, apresentam ataxia e paresia uni ou bilateral dos membros posteriores, que evolui para tetraparesia. Em fêmeas adultas observa-se quadro de mastite com endurecimento do tecido mamário (ISHIZUKA et al., 2005) Visna tem um período pré-clínico mais curto do que o Maedi. Ge-
ralmente os sinais clínicos de Visna são vistos em ovinos com mais de 2 anos de idade, e os de Maedi em animais com mais de 3 anos, ou mais freqüentemente, com 4-5 anos de idade. Após o início dos sinais clínicos, o curso da doença é razoavelmente previsível e finalmente fatal (CHRISTODOULOPOULOS, 2006). Pelas características da infecção persistente pelos LVPR, a forma mais prática de diagnóstico é a sorologia, pois a presença de anticorpos demonstra indiretamente a existência de infecção (CALLADO et al., 2001). A infecção pelos LVPR é caracterizada pela existência de animais soropositivos aparentemente saudáveis, sendo assim a sorologia é o meio mais freqüentemente utilizado para diagnóstico laboratorial da infecção (OIE, 2003). Dentre os testes sorológicos, a imunodifusão em gel de ágar (IDGA) tem sido amplamente utilizada sendo o método clássico para a detecção de
Página 07 anticorpos contra MVV (CHRISTODOULOPOULOS, 2006). No Brasil existe um kit produzido comercialmente pela Biovetech em Pernambuco. Como não existe vacina contra o vírus, o diagnóstico e separação ou descarte dos animais soropositivos associado ao uso de certas práticas de manejo, especialmente das crias, e testes periódicos dos animais são, real e atualmente, os melhores meios implantados para prevenir a disseminação de LVPR (CALLADO et al., 2001). O manejo da enfermidade deve visar à diminuição do risco de transmissão e à redução da taxa de prevalência de animais soropositivos do rebanho (PUGH, 2005). Podemos concluir que a situação da doença no Brasil ainda é desconhecida e para que os programas de controle e manejo possam ser eficazes e dimensionados de maneira realista, outros levantamentos sorológicos deveriam ser realizados antes da implementação destes.
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Agenda O “Santa Inês Show”, que fará parte do “Cabanha do ano”, será realizado do dia 6 a 10 de agosto. Este evento é destinado à exposição, julgamento de classificação e comercialização de ovinos da raça Santa Inês, além da confraternização entre os criadores desta, que é a raça que mais cresce no país. Este evento ocorrerá no Recinto de Leilões da Carpa Serrana, em Serrana/SP, a 15 km de Ribeirão Preto. De 4 a 12 de agosto de 2007 38ª EXAPIT - Parque de Exposições “Otávio Barros Castanheira” - Tupã Oficializado ASPACO
Setembro de 2007 Lins Setembro - data a confirmar Oficializado ASPACO
De 6 a 10 de agosto de 2007 2º Santa Inês Show – Serrana Recinto de Leilões da Carpa Serrana Ranking Cabanha do Ano 2007
Setembro de 2007 EATEC – São João da Boa Vista Setembro - data a confirmar Oficializado ASPACO De 5 a 9 de setembro de 2007 Expoverde - Adamantina Oficializado ASPACO
9 agosto de 2007 4º Leilão Carpa Santa Inês - 12h Ribeirão Preto Transmissão: Canal do Rural Informações: www.agresteleiloes. com.br de 10 a 19 agosto de 2007 XVII EXPOJAÚ - Recinto de Exposições “Sebastião Ferraz de Camargo” Oficializado ASPACO 13 agosto de 2007 2º Leilão Cabra & Ovelha - às 19h - Recinto de Eventos Centro Imigrantes Santa Inês, Dorper e Boer Transmissão: Terra Viva Informações: www.agresteleiloes. com.br 23 agosto de 2007 Leilão Virtual Santa Inês de Valor às 20h Transmissão: Canal Terra Viva Informações: www.leilonorte.com.br
17 setembro de 2007 2º Leilão Máquinas do Futuro Virtual - às 20h30 - Durante a Nacional da Santa Inês Transmissão: Terra Viva Informações: www.agresteleiloes.com.br 18 setembro de 2007 Leilão Virtual Dolly + - às 20h Santa Inês Transmissão: Terra Viva Informações: www.leilonorte.com.br De 20 a 23 de setembro de 2007 2º EXPOBRAGANÇA – Bragança Paulista Oficializado ASPACO De 30 de setembro a 7 de outubro de 2007 XX EXPOVELHA – Lençóis Paulista Ranking Cabanha do Ano 2007 - final
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Expoporto 2007 atrai 500 animais De 23 a 25 de maio a Prefeitura Municipal de Porto Feliz/SP, e a Embriatec realizaram, no Cemex, a ExpoPorto Caprinos e Ovinos 2007, um evento técnico e especializado
com a presença de juizes dos EUA e África do Sul e realização de cursos, workshops e comercialização de animais. O evento teve caráter técnico e
comercial, com a presença de cerca de 500 animais para os julgamentos. A ExpoPorto 2007 foi uma exposição rankiada pela ASPACO e contou pontos para as raças Santa
Inês (jurado Inspetor Técnico Gustavo Martins Ferreira), Dorper e White Dorper (jurado africano Stephaans Malan). Acompanhe os resultados dos julgamentos:
Raça: Santa Inês Fêmeas Grande Campeã: Mumbuca Graça 2450 Criador e Expositor: Isnar Bastos, Fabio Cotrin e outros Reservada Grande Campeã: Tam Badalada 37 Criador e Expositor: Tarcisio Angelo Mascarim Machos Grande Campeão: Mumbuca Forte 1669 Criador e Expositor: Isnar Bastos, Fabio Cotrin e outros Reservado Grande Campeão: Mum-
buca Fantastico 1769 Criador e Expositor: Isnar Bastos, Fabio Cotrin e outros Melhor Criador e Melhor Expositor: Isnar Bastos, Fabio Cotrin e outros Raça: Dorper Fêmeas Grande Campeã: V.P.J. Dorper TEI BD 678 Criador e Expositor: Valdomiro Poliselli Junior Reservada Grande Campeã: V.P.J. Dorper TEI BD 411 Criador e Expositor: Valdomiro Poliselli Junior
Machos Grande Campeão: V.P.J. Dorper TEI BD 432 Criador e Expositor: Valdomiro Poliselli Junior Reservado Grande Campeão: V.P.J. Dorper TEI BD 490 Criador e Expositor: Valdomiro Poliselli Junior Melhor Criador e Melhor Expositor: Valdomiro Poliselli Junior Raça: White Dorper Fêmeas Grande Campeã: V.P.J. Wdorper TE WD 559 Criador e Expositor: Valdomiro
Poliselli Junior Reservada Grande Campeã: V.P.J. Wdorper TE WD 619 Criador e Expositor: Valdomiro Poliselli Junior Machos Grande Campeão: V.P.J. Wdorper WD 510 Criador e Expositor: Valdomiro Poliselli Junior Reservado Grande Campeão: Capricórnio 039 Criador e Expositor: Antonio M. M. Gama Rocha Melhor Criador e Melhor Expositor: Valdomiro Poliselli Junior
FAPI supera expectativas de organizadores De 07 a 17 de junho de 2007 realizou-se a 41ª FAPI – Feira Agropecuária e Industrial de Ourinhos, no Recinto de Exposições “Olavo Ferreira de Sá” - Ourinhos/SP. A organização geral da feira é do Sindicato
Rural de Ourinhos que conta com o apoio da Prefeitura e da Câmara Municipal. Na área de ovinos, o Núcleo Regional de Criadores de Ovinos, encabeçado por Alfredo e Luiz Antonio, coordenaram o evento.
A edição superou mais uma vez as expectativas de toda a comissão organizadora. A FAPI fez parte do ranking “Cabanha do Ano” da ASPACO para as raças: Santa Inês, Texel,
Suffolk, Ile de France, Dorper e White Dorper. Acompanhe os resultados dos julgamentos que teve como jurado o Inspetor Técnico Márcio Armando G. de Oliveira.
Raça: Santa Inês Fêmeas Grande Campeã: Rancho Velt Antonela 246 Criador: Roosevelt Guedes Pedrosa Expositor: Frederico Bezerra Reservada Grande Campeã:2R 220 Criador e Expositor: Ronaldo Garcia Machos Grande Campeão: Brasil Corcovado 05A Criador e Expositor: Frederico Bezerra Reservado Grande Campeão: Brasil Pancada TE 15A Criador e Expositor: Frederico Bezerra Melhor Criador e Melhor Expositor: Frederico Bezerra
Criador: Erivon Silveira de Aragão Expositor: José Roberto Sobral Reservado Grande Campeão: Amoras 238 Criador e Expositor: Ênio Muller Melhor Criador: Eduardo Avelino Bergstein Melhor Expositor: José Roberto Sobral
Raça: Ile de France Fêmeas Grande Campeã: Yren I.F. 927 Criador: Cesar Renaldo Kuze Nery Expositor: Carlos Orlando Carraro Reservada Grande Campeã: Chico Borborema 415 Criador e Expositor: Francisco Manoel Nogueira Fernandes Machos Grande Campeão: Chico Borborema 421 Criador e Expositor: Francisco Manoel Nogueira Fernandes Reservado Grande Campeão: Chico Borborema 431 Criador e Expositor: Francisco Manoel Nogueira Fernandes Melhor Criador e Melhor Expositor: Francisco Manoel Nogueira Fernandes
Pedro Nacib Jorge Neto Machos Grande Campeão: CBL Black 09 TE Criador: Salvador Olegário Abílio Expositor: Gabriel Jorge Neto e Pedro Nacib Jorge Neto Reservado Grande Campeão: Criador e Expositor: Melhor Criador e Melhor Expositor: Rolderick Lins de Brito
Raça: Texel Fêmeas Grande Campeã: Alamos TE 04 Criador e Expositor: Eduardo Avelino Bergstein Reservada Grande Campeã: S.F.B. 077 Criador e Expositor: Cláudio Marcelo Borja Machos Grande Campeão: Surgida 159
Raça: Suffolk Fêmeas Grande Campeã: Estancia Velha 199 Criador: Afonso de Almeida Costa e Filho Expositor: Renato Eugenio de Rezenda Barbosa e Outros Reservada Grande Campeã: Panda 04-299 Criador e Expositor: Paulo Roberto S. Dzierwa e Emilio Dzierwa Machos Grande Campeão: G.M.F. 115 Criador e Expositor: Gustavo Martins Ferreira Reservado Grande Campeão: Joá 044 Criador: Marcelo H. Hannud Expositor: Bruno Garcia Moreira Melhor Criador e Melhor Expositor: Marcelo H. Hannud
Raça: Dorper Fêmeas Grande Campeã: F.B.J. Primavera 118 Criador e Expositor: Rolderick Lins de Brito Reservada Grande Campeã:Cbl Saab T.E. 24 Criador: Salvador Olegario Abilio Expositor: Gabriel Jorge Neto e
Raça: White Dorper Fêmeas Grande Campeã: Bons Ventos 009 Criador: Sergio Colaço / Adyr Silva / Foscolina Saragioto Expositor: Gisele Pardelli Reservada Grande Campeã:Interlagos 001-WD Criador e Expositor: Jamer Mascarenhas Marques Machos Grande Campeão: Cach.-HD Dourado 070 Criador: Helio Dias Santos Duarte Expositor: Gabriel Jorge Neto e Pedro Nacib Jorge Neto Reservado Grande Campeão: Interlagos Nike WD 005 Criador e Expositor: Jamer Mascarenhas Marques Melhor Criador e Melhor Expositor: Jamer Mascarenhas Marques
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Julho/Agosto
o ovelheiro
Expolact recebe ovinos De 12 a 17 de junho realizou-se, no Recinto de Exposições “Alberto Bertelli Lucatto” em São José do
Rio Preto, a Expolact - Exposição Estadual de Pecuária Leiteira. O evento, oficializado pela ASPACO,
contou com julgamentos para as raças: Santa Inês, Dorper e Suffolk com o jurado Inspetor Técnico
Gustavo Martins Ferreira. Acompanhe os resultados dos julgamentos:
Raça: Santa Inês Fêmeas Grande Campeã: Ribeirópolis 156 Criador: José Carlos Ribeiro Expositor: Joaquim Antonio de Medeiros Reservada Grande Campeã: Dubom Esther 042 Criador: Agrop. Dubom Ltda Expositor: Lucas Quintas Radel
Machos Grande Campeão: Estância Esther TE 77 Criador e Expositor: Lucas Quintas Radel Reservado Grande Campeão: Cícero Dantas 575 Criador: João Batista Pereira de Andrade Expositor: Joaquim Antonio de Medeiros Melhor Criador e Melhor Expositor: Lucas Quintas Radel
Raça: Suffolk Machos Grande Campeão: Filomena 03 Criador e Expositor: Fábio Lopes Calderia Reservado Grande Campeão: Panda 06-381 Criador e Expositor: Paulo Roberto S. Dzierwa e Emilio Dzierwa Melhor Criador e Melhor Expositor: Fabio Lopes Calderia
Raça: Dorper Fêmeas Grande Campeã: Estância Esther 02 Criador e Expositor: Lucas Quintas Radel Reservada Grande Campeã: Estância Esther 006 Criador e Expositor: Lucas Quintas Radel Melhor Criador e Melhor Expositor: Lucas Quintas Radel
Feicorte 2007 movimenta mais de R$ 10 milhões e recebe 25 mil visitas Em sua 13ª edição, a Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte), maior evento indoor do setor na América Latina, realizado entre os dias 19 e 23 de junho, transformou São Paulo na capital da pecuária de corte, reunindo cerca de quatro mil animais. Promovida pelo Agrocentro, com o apoio da ASPACO na área de ovinocultura, a Feira foi mais uma vez uma grande vitrine da pecuária de
corte nacional, reunindo todos os elos da cadeia produtiva da carne. Nela, o publico pôde conferir a melhor genética do Brasil, equipamentos de última geração, produtos e serviços para a produção de carne e muita informação sobre o setor, além de boas oportunidades de investimentos. Entre os 14 leilões realizados durante o evento, chamou a atenção na Feira o Leilão Santa Inês de Valor, que arrecadou R$
793.200,00. Por este e outros números, os ovinos e caprinos foram uma atração especial durante o evento. Ao todo, foram cerca de 700 animais voltados para criação de corte de mais de 100 criadores, entre caprinos e ovinos de todo o Brasil, representações de altíssimo padrão genético das raças Santa Inês, Dorper, White Dorper e Bôer. “Com a participação na FEICORTE a ovinocultura ganha espaço dentro da maior feira da bovinocultura, despertando a atenção de novos criadores. Esta tendência também vem sendo percebida pela ASPACO - Associação Paulista de Criadores de Ovinos, através do mercado que a ovinocultura
vem ganhando dentro da cadeia produtiva da carne”, comenta Arnaldo dos Santos Vieira Filho, Presidente da ASPACO. Para Décio Ribeiro dos Santos, presidente do Agrocentro, todos os resultados foram alcançados devido ao foco dado ao evento, priorizando a qualidade dos animais, com o que há de melhor no mercado, alto nível dos visitantes brasileiros e estrangeiros, grande número de informações e, principalmente, a reunião de todos os elos da cadeia produtiva em um mesmo local, durante 5 dias. Acompanhe os resultados dos julgamentos, que teve como jurado Elton Corrêa Boch:
Raça: Santa Inês Fêmeas Grande Campeã: Mumbuca FIA 2286 Criador: Isnar Bastos, Fábio Cotrin e outros Expositor: Agrop. Dubom Ltda Reservada Grande Campeã: Rancho Velt Antonela 246 Criador: Roosevelt Guedes Pedrosa Expositor: Frederico Bezerra Machos Grande Campeão: Brasil Corcovado 05A Criador e Expositor: Frederico Bezerra Reservado Grande Campeão: Dubom Petróleo 19 Criador e Expositor: Agrop. Dubom Ltda Melhor Criador e Melhor Expositor: Isnar Bastos, Fábio Cotrin e outros
Machos Grande Campeão: Top Raça Dorper 35 Criador e Expositor: Alaide Cristina Barbosa Ulson Quércia Reservado Grande Campeão: V.P.J. Dorper Tei 132 BD Criador: Valdomiro Poliselli Junior Expositor: Fernando de Albuquerque Melhor Criador e Melhor Expositor: Valdomiro Poliselli Junior Raça: White Dorper Fêmeas Grande Campeã: V.P.J. Wdorper TE 232 WD Criador e Expositor: Valdomiro Poliselli Junior Reservada Grande Campeã: V.P.J. Wdorper TE WD 559 Criador e Expositor: Valdomiro Poliselli Junior Machos Grande Campeão: V.P.J. Wdorper 215-WD Criador e Expositor: Valdomiro Poliselli Junior Reservado Grande Campeão: Cach.-HD Dourado 070 Criador: Hélio Dias Santos Duarte Expositor: Gabriel Jorge Neto e Pedro Nacib Jorge Neto Melhor criador e melhor expositor: Valdomiro Poliselli Junior
Raça: Dorper Fêmeas Grande Campeã: F.B.J. Primavera 118 Criador e Expositor: Rolderick Lins de Brito Reservada Grande Campeã: F.B.J. Xaiene 614 Criador: Rolderick Lins de Brito Expositor: Jamer Mascarenhas Marques
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Expovinos cresce em número de animais A Expovinos, mostra de ovinos realizada durante a Exposição Agropecuária de Araçatuba, chegou à sua 10ª edição e reunindo 500 animais das raças Santa Inês, Dorper, White Dorper, Suffolk, Ile de France, Hampshire Down e Texel. No ano passado foram expostos 450 exemplares. A mostra teve o
apoio do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), por meio do SAI (Sistema Agroindustrial Integrado) e a novidade deste ano foi a realização de uma degustação para convidados, para promover o consumo da carne de ovinos. Além da degustação, os con-
vidados assistiram à montagem dos pratos à base de cordeiros, por meio de um telão. Também foram distribuídos folhetos com informações sobre a qualidade da carne, cortes e receitas. O evento foi realizado no Restaurante Ponto do Cordeiro, que esteve presente no evento novamente para servir
pratos à base de cordeiro. A Exposição de Araçatuba faz parte do ranking Cabanha do Ano, da ASPACO. Os animais foram julgados pelo Inspetor Técnico Giancarlo Antoni. Acompanhe os resultados dos julgamentos:
Raça: Santa Inês Fêmeas Grande Campeã: Vassoural 339 Criador: Elbel Comércio e Participações Ltda Expositor: Tarcisio Angelo Mascarim Reservada Grande Campeã: 2R
Reservada Grande Campeã: Lagoa 284 Criador: Ademir Lucio Cornachini Expositor: Gustavo Martins Ferreira
Machos Grande Campeão: Del Palmas 667 Criador e Expositor: Domingos Brandini Reservado Grande Campeão: Paris 330 Criador e Expositor: Luís Henrique Fernandes Melhor Criador e Melhor Expositor: Francisco Manoel Nogueira Fernandes
Melhor Criador e Melhor Expositor: Katayama Alimentos Ltda
Machos Grande Campeão: JR & SS Lambari 83 Criador: José Ramos Filho Expositor: Tarcisio Angelo Mascarim Reservado Grande Campeão: Santa Elza 78 Criador e Expositor: Leandro Rodello Melhor Criador e Melhor Expositor: André Ferreira Rodrigues Raça: Texel Fêmeas Grande Campeã: 3 Sinos 003 Criador e Expositor: José Roberto Sobral Reservada Grande Campeã: 3 Sinos 017 Criador e Expositor: José Roberto Sobral Machos Grande Campeão: Surgida 159 Criador: Erivon Silveira de Aragão Expositor: José Roberto Sobral Reservado Grande Campeão: Amoras 238 Criador e Expositor: Ênio Muller Melhor Criador e Melhor Expositor: José Roberto Sobral Raça: Suffolk Fêmeas Grande Campeã: Phillipson 252-04 Criador e Expositor: Fazenda Alvorada de Bragança Agropastoril Ltda
Machos G r a n d e C a m p e ã o : G . M . F. 115 Criador e Expositor: Gustavo Martins Ferreira Reservado Grande Campeão: Phillipson 328 Criador e Expositor: Fazenda Alvorada de Bragança Agropastoril Ltda Melhor Criador e Melhor Expositor: Fazenda Alvorada de Bragança Agropastoril Ltda Raça: Ile De France Fêmeas Grande Campeã: Chico Borborema 415 Criador e Expositor: Francisco Manoel Nogueira Fernandes Reservada Grande Campeã: Cesar 984 Criador: Décio Jacques Cesar Expositor: Renata Elisa Green/ Bruno F. Sales Santos
Raça: Dorper Fêmeas Grande Campeã: KA Cigana TE 39 Criador e Expositor: Katayama Alimentos Ltda Reservada Grande Campeã: KA Espoleta TE 72 Criador e Expositor: Katayama Alimentos Ltda Machos Grande Campeão: Ka Belico TE 18 Criador e Expositor: Katayama Alimentos Ltda Reservado Grande Campeão: Phillipson 111 Criador e Expositor: Fazenda Alvorada de Bragança Agropastoril Ltda
Raça: White Dorper Fêmeas Grande Campeã: V.P.J. Wdorper TE WD 519 Criador: Valdomiro Poliselli Junior Expositor: Hermenegildo Gigo Neto Reservada Grande Campeã: Bons Ventos 009 Criador: Sergio Colaço / Adyr Silva / Foscolina Saragioto Expositor: Gisele Pardelli Machos Grande Campeão: Cach.-HD Dourado 070 Criador: Helio Dias Santos Duarte Expositor: Gabriel Jorge Neto e Pedro Nacib Jorge Neto Reservado Grande Campeão: Guarantan 25W Criador e Expositor: Fernando Hilario Fioravanti Melhor Criador: Valdomiro Poliselli Junior Melhor Expositor: Hermenegildo Gigo Neto
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Pernil de Cordeiro com Molho de Hortelã Ingredientes desta Receita:
Preparo da Receita
- pimenta-do-reino moída na hora a gosto - 1 colher (chá) de orégano - sal grosso - 2 colheres (sopa) de suco de limão - azeite de oliva extravirgem - 3 dentes de alho cortados em lascas - 1 pernil de cordeiro desossado e limpo de cerca de 2 kg molho: - sal a gosto - ½ xícara (chá) de vinagre de vinho branco - 2 maços de hortelã - 1 colher (sopa) de açúcar - 1 xícara (chá) de geléia de maçã
Ligue o forno à temperatura média (200ºC). Faça furos no cordeiro com a ponta de uma faca pequena e distribua as lascas do alho nos furos. Besunte o pernil com azeite e um pouco do suco de limão (guarde o restante para usar mais tarde, quando já estiver no forno); tempere com sal, orégano e pimenta. Amarre o pernil com um barbante e dê uma forma agradável. Coloque o pernil numa assadeira e leve ao forno, com a parte mais carnuda para cima, por 30 minutos. Reduza a temperatura e asse por mais 40 minutos, a partir deste mo-
mento já sobre o tian (receita a b a i xo ) p a ra obter uma carne rosada. Desligue o fogo e cubra a carne com papel-alum í n i o. D e i xe no forno até o momento de servir. Enquanto isso, faça o molho de hortelã. Aqueça 1/2 xícara (chá) de água numa panela com a geléia de maçã, o açúcar e uma boa pitada de sal, mexendo para amolecer. Quando a geléia estiver dissolvida, passe-a por uma peneira fina.
Junte a hortelã, com a geléia ainda quente. Adicione o vinagre e mexa bem. Se desejar, passe por uma peneira novamente para retirar as folhas de hortelã. Sirva com o cordeiro.