ANO XV
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Editorial
É impressionante ver quantos novos núcleos de criadores estão se formando pelo nosso Estado. As ações do Sebrae e da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, através do Sistema-SAI, vêm dando muito certo e fortalecendo o associativismo dentro desses grupos, que passam depois a integrar a gama de núcleos regionais da ASPACO. Temos um Sebrae extremamente atuante na figura do amigo Sílvio César de Souza, Gestor Estadual da Cadeia de Ovinos e Caprinos, que está se reunindo com vários grupos em todo o Estado, mostrando as ferramentas disponíveis para os produtores e implantando trabalhos que estão sedimentando nossa atividade. A ASPACO realizou uma reunião com os gerentes de seus núcleos regionais em São Manuel, com o
intuito de direcionar trabalhos futuros, promover a troca de informações e experiências. Cada núcleo fez uma apresentação breve de suas ações realizadas, das próximas metas a serem alcançadas, suas principais conquistas e necessidades, e sobre como a ASPACO poderá ajudá-los para um melhor desenvolvimento. Nesta oportunidade, Silvio apresentou propostas de trabalho por parte do Sebrae com os diversos grupos, bem como esclarecimentos sobre o Programa Estadual de Melhoramento Genético, a formatação de nosso próximo Campeonato Cordeiro Paulista e as novidades sobre o nosso entreposto de carnes, entre outras. Este ano a ASPACO fincou os pés na AGRISHOW em Ribeiro Preto, onde os organizadores, Senhores Luiz Mário Machado Salvi e Hiroyuki Sato, entenderam que esta associação deveria estar presente no evento que é vitrine para o mundo, mostrando uma nova alternativa de renda para o campo, e que vive em sinergia com as demais atividades agropecuárias. Para tal, disponibilizaram um excelente espaço, onde a ASPACO, capitaneada por Luiz Otávio Pereira de Souza e Eduardo
o ovelheiro Arnaldo dos Santos Vieira Filho - Presidente
Biagi da Carpa Serrana, em parceria com as associações regionais de Ribeirão Preto – ASCORP, com seu presidente André Rodini, e de Jaboticabal – ASCORJ, presidida por Arnaldo de Paula Ribeiro, não mediram esforços para deixar o ambiente um dos mais bonitos, simpáticos, e atraentes da feira. Parabéns a vocês e a todos os expositores da região que participaram e fizeram bonito! Também na AGRISHOW ocorreu, a convite do Secretário de Agricultura e Abastecimento, que infelizmente teve de se ausentar minutos antes, a Reunião Extraordinária com os Presidentes das Câmaras Setoriais de nosso Estado, no estande da Secretaria. Cada presidente expôs a visão de seu setor, cada qual com suas preocupações e demandas, e a troca de informações foi bastante válida, pois as atividades agropecuárias em questão passam por problemas semelhantes, onde essas experiências e acertos podem ser transferidos para as demais. Nós, que somos a Câmara mais recente, temos muitos bons exemplos a seguir, informações e experiências a serem transferidas para que nossas dificuldades sejam facilitadas. A FACILPA aconteceu com um número fantástico de criadores com
seus animais de qualidade trazidos em massa, ultrapassando a casa de 600 somente para exposição, além daqueles que participaram dos dois leilões do evento. Olha que os criadores ainda tiveram que optar pela Agrishow ou pela Expoguará, que também realizaram seus eventos nas mesmas datas. E pelo segundo ano a ASPACO se mostrou presente em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, onde a ovinocaprinocultura vem crescendo assustadoramente, em consórcio ou ocupando espaços deixados pela pecuária leiteira. No mês de junho teremos dois eventos ranqueados, a FAPI de Ourinhos, através do núcleo regional e a Feicorte em São Paulo, evento realizado pelo Agrocentro, além da Expolact de São José do Rio Preto, com realização da Associação Noroeste Paulista de Ovinocultores – Anpovinos, nosso núcleo da região. Seguido depois pela Expovinos de Araçatuba, em julho, o “Ranking Cabanha do Ano” da ASPACO vem com novidades neste ano, com mais exposições ranqueadas e trazendo oportunidade para os eventos se credenciarem para esta premiação, desde que reúnam os requisitos para cumprir as exigências deste novo regulamento.
Núcleos Regionais se reúnem para discutir momento da ovinocultura paulista
Na terça-feira, 15 de maio, ocorreu a primeira reunião de 2007 da ASPACO com integrantes dos Núcleos Regionais de Criadores. O encontro ocorreu no Esporte Clube Banespa, em São Manuel, cidade sede da ASPACO. Atualmente, a entidade conta com 15 grupos, que são seus braços de trabalho em diferentes pontos do Estado de São Paulo. Estiveram presentes 22 representantes dos núcleos de Tupã, Marília, São Manuel (Centro-Oeste Paulista), NUCEP (São Carlos), Araçatu-
ba, NOBRE (Bauru), Ampovinos (Nova Granada e São José do Rio Preto), Fartura e Bragantino. Além dos núcleos, participaram da reunião diretores e zootecnistas da ASPACO, Sílvio César de Souza, coordenador de Ovinocultura na Cadeia de Agronegócios do SEBRAE-SP, Marcel Tenore, agente de desenvolvimento do SAI e José Carlos Vazzanelli, empresário que está formando parceria com a ASPACO para a utilização do Entreposto de Carne Ovina da entidade. A reunião, que teve início às
9h e término às 18h, inicialmente teve a apresentação dos trabalhos desenvolvidos atualmente em cada núcleo, em cada região do Estado. Foi um momento de interação entre os participantes e de troca de experiências, já que todos puderam acompanhar o trabalho que cada grupo vem desenvolvendo, as metas a serem alcançadas e as dificuldades enfrentadas. No período da tarde, o representante do SEBRAE, Sílvio César de Souza, explicou o que é o GEOR – Gestão Estratégica Orientada para Resultados, uma parceria da ASPACO com o SEBRAE, e informou que os Núcleos de Fartura, Ampovinos, Araçatuba e Votuporanga estão se organizando para entrar neste programa. Vários temas ainda foram discutidos, mas o destaque fica para uma necessidade levantada pelos integrantes dos Núcleos: a compra conjunta de insumos para a criação. Os produtores presentes deram o primeiro passo nas discussões de como se organizarem e de que forma a ASPACO pode lhes auxiliar, para
que a aquisição de insumos em maior quantidade e, consequentemente, menor preço, possa começar a ocorrer para se diminuir custos dentro da propriedade. Ao final, o presidente da ASPACO, Arnaldo dos Santos Vieira Filho, agradeceu a presença de todos e avaliou a reunião como extremamente positiva para a ovinocultura do nosso Estado.
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Ovinotícias Curso de parasitologia O Departamento de Parasitologia do Instituto de Biociências (IB) da UNESP – Campus de Botucatu estará realizando no período de 17 a 20 de julho próximo um curso teórico-prático intitulado CONTROLE DE PARASITAS DE OVINOS. Sob o comando do Prof. Dr. Alessandro F. T. Amarante, docente responsável, este curso que vem se repetindo periodicamente, traz o conhecimento dos ciclos dos parasitas que acometem os ovinos e as mais modernas for-
mas de controle. Dr. Alessandro, especialista na área, tem larga experiência no assunto, principalmente quando se avalia os problemas da parasitose ovina no Estado de São Paulo. Com vagas limitadas para 20 pessoas, o curso apostilado será ministrado na Central de Aulas do IB em Rubião Jr., Campus de Botucatu, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Terá a seguinte programação: 1 – Verminose a) Principais espécies de
nematódeos, biologia e epidemiologia. b) Exames coprológicos e sanguíneos – interpretação de resultados. c) Tratamento seletivo – método FAMACHA. d) Métodos alternativos de controle de verminose. e) Cestódeos e trematódeos: principais espécies, importância e profilaxia. 2 – Coccidiose: importância, transmissão e profilaxia. 3 – Ectoparasitas: identifi-
cação e profilaxia. As inscrições deverão ser feitas até o dia 15 de junho de 2007, na Fundação do Instituto de Biociências (FUNDIBIO), UNESP, Campus de Botucatu – SP, CEP 18.618-000, sob o valor de R$ 100,00. Maiores informações na própria FUNDIBIO pelo telefone (14) 3811-6074, pelo e-mail fundibio@ibb.unesp.br ou pelo site http://www.ibb.unesp. br/extensao/controle_de_parasitas_de_ovinos/
ASPACO e ARCO com novos sites Desde 2006 o site da ASPACO www.aspaco.org.br vem passando por diversas reformulações. Inicialmente pelo visual, e desde então, do conteúdo. O criador, sócio ou não, encontra informações sobre todos os eventos rankiados e oficializados pela entidade, com suas respectivas fichas de inscrição e resultados dos julgamentos, quando ocorrem. Além disso, os Núcleos Regionais estão sendo trabalhados para que divulguem suas atividades, nas mais diferentes regiões do nosso Estado, confirmando o crescimento do setor. A ASPACO também disponibiliza o Informativo do site, onde rotineiramente, quase 3.000 emails cadastrados por interessados no setor, recebem informações sobre ovinocultura,
gratuitamente. A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO) também dispõe do site www. arcoovinos.com.br, no qual os criadores de todo o Brasil podem agilizar boa parte dos processos
de registro ovino. A novidade de 2007 é que o site apresenta as principais informações sobre a ARCO, sobre o que está acontecendo na ovinocultura brasileira e mundial, trará cotações, informações
sobre raças e agenda de leilões e eventos. Os dois sites tem acesso gratuito e foram criados para facilitar e aproximar criadores. As sugestões e a colaboração de todos são bem vindas.
Site especializado em ovinos e caprinos O FarmPoint (www.farmpoint. com.br) é um portal de internet que há um ano vem trabalhando na difusão de conhecimento, informação e tecnologia no agronegócio da ovinocaprinocultura. Com a colaboração de profissionais de destaque no setor, o site traz artigos técnicos atuais e aplicáveis sobre a produção de ovinos e caprinos, além de estudos de mercado e notícias diárias do Brasil e do mundo. O acesso ao conteúdo do site é gratuito, mediante cadastro, e hoje já são mais de 7.800 interessados na ovinocaprinocultura participando da comunidade FarmPoint. A internet permite que o leitor participe do conteúdo do site, enviando cartas,
sugestões, artigos, ou ainda trocando experiências com outros usuários por meio da ferr amenta F órum Técnico. “O FarmPoint oferece aos usuários um espaço para obter informações e debater sobre a realidade atual da ovinocaprinocultura”, afirma Marina A. Camargo Danés, coordenadora do portal. A empresa também atua na área de treinamento, oferecendo cursos e palestras que, também via internet (www.agripoint.com.br/palestras), abordam temas fundamentais para uma condução eficiente do sistema de produção, como manejo de pastagens, controle parasitário, nutrição, entre outros.
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A identificação dos ovinos no serviço de registro genealógico
Por Zoot. Márcio Armando G. de Oliveira
Identificar cada indivíduo do rebanho é o meio fundamental de controle afim de buscar o sucesso na criação. Aliada à uma boa escrituração zootécnica, a identificação do rebanho permite manejos mais precisos, rápido desenvolvimento genético, detecção de eventuais problemas, como sanitários, e maior lucratividade, já que nos leva a tomada de medidas imediatas. Exemplo: num determinado lote de matrizes nota-se que ao final de uma estação reprodutiva obteve-se 50% de parições; sabendo-se que durante a cobertura os carneiros se encontravam aptos à reprodução e que o motivo das falhas podem estar ligadas às matrizes, não há outra forma de promover um descarte delas se não estiverem individualmente identificadas. Quando o rebanho é formado por animais registrados destinados à produção de reprodutores e reprodutoras, ou seja, um plantel, a correta identificação individual é, ainda, mais importante. Diante das várias formas de identificação, como brincos, colares, marcação com tinta, marcação com nitrogênio líquido, marcação australiana (piques nas orelhas) e, atualmente, os códigos de barra através de “chips”, a tatuagem é o método oficializado pela ARCO – Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos. Trata-se de furos deixados por tatuadores na face interna das orelhas ou virilhas ou prega da cauda que, após a passagem de tinta especial e cicatrização, permitem a leitura. Todos os ovinos registrados no F.B.B. (Flock Book Brasileiro), sejam PO ou PC, devem, obrigatoriamente, ser identificados através de tatuagem, embora possam possuir, também, brincos, colares, etc. Segundo o capítulo XV do Manual Técnico da ARCO, “Da identificação, tatuagens, nomes e afixos”, a identificação consiste na tatuagem dos animais com símbolos e números. Os símbolos utilizados atualmente são: a) ARCO ou ARCO/ARCO identifica os animais PO (orelha direita ou prega caudal) b) RGB ou RGB/RGB identifica os animais PC (orelha esquerda ou prega caudal) c) SO ou SO/SO identifica os animais selecionados (orelha direita ou prega caudal)
d) RD identifica os animais de Raça Definida (orelha esquerda ou prega caudal) e) CG identifica os animais de Geração Controlada (orelha esquerda ou prega caudal) f) CT identifica os animais com Tosquia Controlada (virilha direita) Estes símbolos são de uso exclusivo dos Inspetores Técnicos da ARCO. Além dos símbolos, os animais registrados devem apresentar números acompanhados ou não por letras. Estes algarismos ou algarismos com letras determinam a identificação dos produtos em série numérica progressiva para cada criador, iniciando em 01 ou 001, não podendo haver repetição, mas podendo utilizar os números pares para fêmeas e ímpares para machos ou vice-versa. Esta identificação deve ser feita pelo criador no máximo 60 dias após o nascimento dos produtos, antes de solicitar a visita do Inspetor Técnico para proceder a Inspeção-ao-Pé-daMãe. Como muitos criadores não possuem os equipamentos para tatuar, a maioria das vezes quem identifica os produtos são os técnicos mediante a certificação de suas mães. Um apelo feito pelos inspetores, no entanto, é que sejam avisados antes do desmame dos produtos e que se procure usar menos algarismos possível. Exemplo, alguns produtores querem colocar mais informações na tatuagem, como o ano de nascimento e o tipo de parto, simples ou duplo. Assim, um produto nascido em 2007 receberia a tatuagem 008-07D, ou vice-versa. Em raças de ore-
lhas pequenas estas compridas numerações não ficam boas, dificultando o futuro trabalho de identificação, principalmente nas exposições. Outra recomendação aos criadores é que prestem atenção na seqüência numérica. A repetição de números leva aos atrasos no envio da documentação, mesmo após ter que usar letras para diferenciar animais com a mesma identificação. A ARCO permite que as seqüências numéricas sejam para cada grau de registro, ou seja, uma para PO, outra para PCOC (PROV) e outra para PCOD (RGB Base) ou que se use a mesma seqüência para os três tipos, lembrando que os números de identificação para PO são feitos na orelha esquerda e para PC na orelha direita, com a possibilidade de repetição na prega caudal. Outra marca de extrema importância é o chamado código de rebanho. Trata-se de uma série numérica para cada raça seguida de uma letra em ordem alfabética que identifica o criador. Todos os produtos PO ou PC devem receber esta tatuagem no momento da Inspeção-aoPé-da-Mãe, ou no momento de registro de ovelhas RGB Base. Já observamos compradores de reprodutores revendidos que, por falta do código de rebanho, não puderam ser identificados quanto à sua origem e consequentemente toda sua produção não pôde ser registrada. Antigamente o código de rebanho era feito por ocasião da confirmação de registro. Entretanto, com a participação de produtos a partir dos 4 meses de idade nas exposições e a comercialização precoce des-
tes, esta identificação deverá ser feita antecipadamente. Embora o código de rebanho também seja uma obrigação do criador, é possível que seja feita pelo Inspetor Técnico. Ela deve ser tatuada na orelha oposta à numeração de identificação do animal. Portanto, animais PO devem apresentar o código de rebanho na orelha direita e animais PC na orelha esquerda, com opção na prega caudal dos deslanados. Para obter melhor resultado na tatuagem dos animais recomendamos, conforme as ilustrações: - limpe as orelhas ou prega caudal com uma estopa seca (1). - utilize tintas ou pastas de boa qualidade, de preferência de coloração verde, pois são as melhores, principalmente em animais de pele escura. - passe a tinta na orelha ou nos números a serem tatuados e mire bem no centro dos dois vasos que passam pelo pavilhão auricular, ou seja, capriche na posição da tatuagem (2). - passe a tinta novamente após tatuar, de preferência com um pincel ou escova de dentes; as cerdas destas facilitam a penetração da tinta nos furos feitos (3). - não deixe que os animais recém tatuados sejam banhados ou peguem chuva evitando-se, assim, uma possível diluição ou lavagem da tinta. - evite colocar brincos nas orelhas ou posições das tatuagens; brinque após a inspeção ou consulte seu técnico para como proceder.
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Plano de Nutrição X Verminose Introdução O parasitismo é uma das principais limitações da lucratividade na produção de bovinos e, principalmente, de ovinos (URQUHART, 1980) que são acometidos por vários agentes causadores de enfermidades parasitárias, destacando-se os nematódeos gastrintestinais, que causam grandes perdas econômicas devido à mortalidade, gastos com anti-helmínticos e mão-de-obra (AMARANTE, 1995). As condições climáticas brasileiras favorecem diversos parasitas de ovinos, dentre eles o Haemonchus contortus, altamente patogênico (ECHEVARRIA, 1996) e capaz de sugar 0.05 ml/dia de sangue (Clark et al. citados por ALLOMBY, 1973). Outras espécies importantes de parasitas estão envolvidas no parasitismo gastrintestinal destes animais: Ostertagia circumcincta e Trichostrongylus axei no abomaso; Trichostrongylus colubriformes, Cooperia spp, Nematodirus spathiger, Strongyloides papillosus, Moniezia expansa no intestino delgado; Oesophagostomum spp e Trichuris ovis no intestino grosso (UENO e GONÇALVES, 1994). No Estado de São Paulo os principais gêneros envolvidos na etiologia da verminose são: Haemonchus spp e Trichostrongylus spp (AMARANTE, 1995). Anti-helmínticos se constituem no principal meio para controlar a verminose nos rebanhos, porém, em diversas áreas, os nematódeos apresentam-se resistentes a diversas bases químicas, fato do uso errôneo dessas drogas como sua utilização. A resistência é favorecida, principalmente pelo uso intensivo de vermífugos, que seleciona os indivíduos, dentro de uma população normal de parasitas (ECHEVARRIA, 1996). Alternativas devem ser aplicadas para o controle de verminose ovina incluindo: nutrição adequada, raças mais resistentes ao parasitismo e desenvolvimento de vacinas para auxiliar o desenvolvimento da imunidade (WALLACE et al., 1995). Outra alternativa seria a criação de cordeiros em confinamento, onde as parasitoses são menos expressivas.
Esse fato foi comprovado por SIQUEIRA et al (1993), em ensaio com cordeiros recriados em confinamento e em pastagem de coast-cross. Concluem que o ganho de peso diário e o peso vivo final são superiores nos cordeiros confinados, comparativamente aos recriados na pastagem. As parasitoses são maiores no grupo recriado a campo, explicando assim o pior desempenho, já que a condição nutricional da pastagem utilizada era de boa qualidade. Efeitos do parasitismo sobre a nutrição Diversos estudos mostram os efeitos do parasitismo gastrintestinal sobre a nutrição dos animais (CROMPTOM, 1984; KIMAMBO et al., 1988; PARKINS e HOLMES, 1989; MACRAE, 1993). Dentre os efeitos do parasitismo, nos animais, destacamse a redução do consumo voluntário de alimentos e perda de proteína com maiores demandas energéticas (CROMPTON, 1984; BORBA, 1996). Os distúrbios na ingestão voluntária de alimento, os metabolismos protéicos e energéticos e o equilíbrio hidroeletrolítico, refletem na resposta à infecção. Embora seja evidente que isso aconteça, a inapetência desenvolvida durante a infecção é resultante da redução de energia ingerida (KYRIAZAKIS et al., 1996). O parasitismo intestinal desvia aminoácidos da síntese protéica dos músculos e ossos, para reparar e reagir aos danos da parede intestinal, para a produção de muco e para substituir as perdas de sangue total e plasma (MACRAE, 1993).
A redução no consumo voluntário é a principal causa da baixa disponibilidade energética para manutenção e crescimento (HOLMES, 1985). O parasitismo irá proporcionar menor aporte de minerais devido à diminuição da ingestão do alimento, reduzindo a absorção do fósforo (WILSON e FIELD, 1983; MACRAE, 1993), retardando o crescimento ósseo e provocando a osteoporose da matriz óssea (COOP et al.., 1976). A elevação do pH abomasal leva à menor absorção de cobre (BANG et al., 1990) e redução de 45% e 50% respectivamente, nos níveis hepáticos e plasmáticos desse elemento em cordeiros infectados com Haemonchus contortus (Ortolani et al. citados por BORBA 1196). Efeitos do parasitismo na produção Os efeitos do parasitismo gastrintestinal em ruminantes incluem prejuízos na produção e, ocasionalmente, a morte dos animais (PARKINS e HOLMES, 1989), alterações no valor dos animais, baixo peso corporal, redução no desenvolvimento do esqueleto, menor produção/rendimento de carne, lã, leite e pele. Tratando-se de rebanho, essas alterações irão determinar menor vida produtiva, redução de fertilidade e fecundidade, bem como interferir na identificação dos animais geneticamente superiores, alterando o modelo de reposição do rebanho e diminuindo a capacidade de melhoramento genético (BORBA, 1996). Alterações na composição das carcaças e massa muscular total foram observados em bovinos infectados por tricos-
trongilídeos (ENTROCASSO, 1986). O parasitismo pode ainda afetar negativamente a produção de lã (Donald citado por PARKINS e HOLMES, 1989). Ensaios realizados por STEEL et al. (1982), utilizando cordeiros com infecções mistas por T. colubriformes e O. circumcincta mostraram que o crescimento de lã pode apresentar-se reduzido em até 66%. Recentemente têm sido considerados os possíveis efeitos da tricostrongilose na produção de leite (PARKINS e HOLMES, 1989). Estudos indicam que o uso de anti-helmínticos em bovinos infectados durante o período pré-parto causam aumento significativo na produção leiteira (Bliss e Todd citados por PARKINS e HOLMES, 1989). Influência da dieta no parasitismo Atualmente, diversos estudos têm sido desenvolvidos para estabelecer a influência de suplementação da dieta em ovinos parasitados (ABBOTT et al., 1985; ABBOTT et al., 1988; ABBOTT e HOLMES, 1990; KAMBARA et al.; 1993; COOP et al. 1995; WALLACE et al., 1995; WALLACE et al., 1996; ISRAF et al., 1996). Pesquisas com diversas espécies animais têm demonstrado que o status nutricional do hospedeiro pode influenciar o impacto patológico do parasitismo (Hunter citado por VAN HOUTERT, 1995) e pode variar o nível de aquisição de imunidade para parasitas gastrointestinais (Bundy e Golden citados por VAN HOUTERT, 1995).
o ovelheiro Os estudos sobre os efeitos patofisiológicos dos parasitas gastrintestinais no metabolismo protéico, energético e mineral revelaram que há uma possibilidade de manipular a resposta do hospedeiro, através da suplementação de alguns nutrientes (BORBA, 1996). A dieta, principalmente a proteíca, pode influenciar sobre a resistência do hospedeiro à reinfecção e à capacidade de suportar a expoliação dos parasitas (ABBOTT et al., 1988; ABBOTT et al., 1995; WALLACE et al., 1995). WALLACE et al. (1995) não verificaram diferenças significativas entre os períodos pré-patentes de infecções por Haemonchus contortus, em animais da raça Hampshire Down submetidos a diferentes dietas, sugerindo que o tipo de dieta não influencia sobre o nível de desenvolvimento larval, em cordeiros infectados submetidos a dietas basais (98 g de PB/kg de MS) apresentam altas contagens de ovos por grama de fezes (OPG), em relação a animais suplementados com 173 g de PB/kg de MS, na forma de farinha de soja, mostrando que alguns aspectos na resposta imune são melhor desenvolvidos , quando os animais são submetidos a dietas com melhores níveis protéicos. Em relação ao número total de parasitas, não foram constatadas as diferenças, porém os animais suplementados apresentaram menor número de fêmeas, explicando assim o menor número de OPG. Os animais submetidos a dietas basais mostraram-se menos capazes de controlar os efeitos patofisiológicos da infecção subclínica. Em outro estudo, WALLACE et al. (1996), confirmaram os resultados de ABBOTT et al. (1986), utilizando cordeiros de raça Scottish Blackface, resistentes a infecção. Não observaram diferenças significativas na contagem de OPG e carga parasitária em animais submetidos a diferentes dietas. Estes resultados sugerem que a suplementação protéica (172 g de PB/Kg de MS) melhora o desenvolvimento da imunidade em raças susceptíveis à hemoncose e que, em raças geneticamente resistentes ao parasitismo, não é necessária a suplementação . Neste mesmo ensaio, também foram observados, nos animais su-
Maio/Junho plementados, menores efeitos patogênicos de infecção, bem como melhoria na composição da carcaça. Cordeiros, submetidos a dietas de alta proteína e repetitivamente infectados com pequenos números de larvas de H. contortus, desenvolvem resistência para futuras infecções. Em contraste, animais que recebem dietas de baixa proteína não desenvolvem resistência a infecções subseqüentes e apresentam, na necropsia, grande número de vermes adultos (ABBOTT et al., 1988). Avaliando níveis protéicos, na resposta de cordeiros à vacinação com duas doses de 10.000 larvas de 3º estádio de H. contortus irradiadas, ABBOTT e HOLMES (1990) concluíram que não houve influência dos níveis de proteína da dieta sobre a resposta dos cordeiros, provavelmente devido às diferenças nas quantidades de larvas utilizadas nos diversos experimentos mostrados anteriormente. Ovinos infectados por Nematodirus battus, não apresentam interação de suplemento proteíco com resposta imune e conclui-se que, quando há adequado suprimento de proteína, a patogenicidade dos parasitas é influenciada pela susceptibilidade genética do hospedeiro. Foram utilizados 4 grupos, sendo que 2 grupos foram suplementados com 10% de farinha de peixe com 183g de PB/Kg de MS e 95 g de PM/Kg de MS, enquanto outros dois grupos receberam uma dieta basal com 132 g de PB e 66 g de PM/Kg de MS (ISRAF et al., 1996). Níveis adequados de proteína influenciam positivamente a resistência ao parasitismo gastrintestinal por Trichostrongylus colubriformis, em cordeiros jovens, porém isto não é observado em animais adultos (KAMBARA et al., 1993). Animais da raça Merino Australiano com 3 meses de idade foram infectados com T. colubriformis e submetidos à suplementação protéica com farinha de peixe, em diferentes níveis. Aqueles cordeiros que receberam 100g por dia de farinha de peixe apresentaram queda de OPG, menor carga parasitária na necropsia, maior ganho de peso e maior concentração de eosinófilos em relação àqueles que receberam dietas com menores níveis
protéicos (VAN HOUTERT et al., 1995). A imunidade contra Ostertagia circumcincta foi acelerada em cordeiros suplementados com infusão de caseína no abomaso e apresentaram, apesar de não significativos, menores contagens de ovos por grama de fezes (OPG), menores cargas parasitárias e menores proporções de parasitas desenvolvidos (COOP et al.,1995). A dieta não influenciou sobre o número de larvas de Oesophagostomum columbianum e seu estabelecimento, em ovinos. Animais que receberam dietas com alta proteína eliminaram mais vermes e apresentaram-se, imunologicamente, mais competentes do que aqueles submetidos a dietas com baixa proteína. O aumento da susceptibilidade em ovinos carentes de proteínas está associado ao mau funcionamento da imunidade intestinal, envolvendo diminuição do peristaltismo, falência da resposta celular da mucina e perda da competência imunológica (DOBSON e BAWDEN, 1974). Deficiências minerais afetam a atividade leucocitária e a ligação antígeno-anticorpo, em varias doenças (MILLER, 1985). Embora o selênio esteja relacionado com imunocompetência, o mecanismo ainda não está bem esclarecido. O zinco, quando em concentrações deficientes, induz a atrofia do timo, interferindo na resposta imune celular e humoral (Yong et al. citados por ATSON et al., 1986). Deficiência de cobalto diminui a sobrevivência de cor-
Página 07 deiros e aumenta a susceptibilidade a infecções parasitárias duradouras, enquanto o selênio tem sido associado com a resposta de anticorpos (SUTTLE e JONES, 1989). BANG et al (1990) verificaram que o cobre administrado oralmente a cordeiros, com dose preconizada, tem um significante efeito anti-helmíntico. Apresenta grande eficácia contra H. contortus (96%), Ostertagia circumcincta (56%) e nenhum efeito contra Trichostrongylus colubriformis. Conclusões A resistência anti-helmíntica atinge hoje os principais países produtores de ovinos como Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Argentina, Brasil e Uruguai. Diante desta situação, alternativas para o controle das parasitoses gastrintestinais, especialmente medidas não químicas, devem ser instituídas. Atualmente, a pesquisa trata de dar novo enfoque ao problema, através de programas que incluem o desenvolvimento animal para resistência a parasitos. No entanto, a maioria destas alternativas não estarão disponíveis a curto prazo. O manejo nutricional adequado torna-se uma importante ferramenta para o produtor, bem como para o técnico, já que os efeitos sobre os endoparasitas são de grande valia e não necessitam de alta tecnologia. Fonte: Curso de Especialização em Produção de Ovinos – FMVZ Unesp/Botucatu-SP Méd. Veterinária: Patrizia Ana Bricarello
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Agenda Estão abertas as inscrições para quatro eventos que serão realizados até o dia 15 de julho de 2007. De 07 a 17 de junho de 2007 realiza-se a XXXXI FAPI – Feira Agropecuária e Industrial de Ourinhos, no Recinto de Exposições “Olavo Ferreira de Sá” De 7 a 17 de junho de 2007 XXXXI FAPI – Feira Agropecuária e Industrial de Ourinhos no Recinto de Exposições “Olavo Ferreira de Sá Ranking Cabanha do Ano 2007 De 12 a 17 de junho de 2007 EXPOLACT 2007 – Exposição de Ovinos durante a EXPOLACT 2007. Evento oficializado pela ASPACO Recinto de Exposições “Alberto Bertelli Lucatto” – São José do Rio Preto/SP. De 19 a 23 de junho de 2007 FEICORTE – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne Centro de Exposições Imigrantes/SP Organização: Agrocentro Ranking Cabanha do Ano 2007 21 de junho de 2007 Palestra on-line: Manejo de pastagens para ovinos com a Profª. Alda L. Gomes Monteiro, UFPR Disponibilidade constante link para assistir ao trailler e realizar inscrição: http://formacao.agripoint. com.br/?actA=8&pacoteID=31 21 de junho de 2007 Leilão Virtual Santa Inês de Valor – Safira – às 20h Transmissão: Terra Viva Informações: www.leilonorte.com.br 25 de junho de 2007 Leilão Dolly + Cantinho - às 20h Santa Inês
- Ourinhos/SP. A FAPI fará parte do ranking “Cabanha do Ano” da ASPACO para todas as raças. De 12 a 17 de junho de 2007 realizase a Exposição de Ovinos durante a EXPOLACT 2007. O evento, oficializado pela ASPACO, será no Recinto de Exposições “Al-
berto Bertelli Lucatto” – São José do Rio Preto/SP. De 19 a 23 de junho de 2007 realiza-se a Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne – FEICORTE, no Recinto de Exposições Imigrantes (Parque da Água Funda) em São Paulo, Capital. A FEICORTE
Transmissão: Terra Viva Informações: www.leilonorte.com.br
17 de julho de 2007 1º Leilão Pompeu Borba Virtual –Santa inês – às 20h30 Transmissão: Terra Viva Informações: www.agresteleiloes. com.br
26 de junho de 2007 1º Leilão Mumbuca Virtual de Animais –Santa Inês – às 20h30 Transmissão: Terra Viva Informações: www.agresteleiloes. com.br De 1 a 4 de julho de 2007 Pindamonhangaba Oficializado ASPACO 1 de julho de 2007 Palestra on-line: Sistema de produção de cordeiros precoces Palestrante: Izaltino Cordeiro, UEPG Disponibilidade constante link para assistir ao trailler e realizar inscrição: http://formac a o. a gr i p o i n t . co m . b r / d e f a u l t . asp?actA=8&pacoteID=77 De 6 a 15 de julho de 2007 EXPOVINOS – Recinto de Exposições Clibas de Almeida Prado, Araçatuba/SP Ranking Cabanha do Ano 2007 De 6 a 15 de julho de 2007 25ª FAPIJA – Jacareí Oficializado ASPACO 7 de julho de 2007 3º Leilão da ACCOCERJ – Santa Inês – às 19h Informações: www.agresteleiloes. com.br
Agosto de 2007 - data a confirmar 2º Santa Inês Show – Serrana Ranking Cabanha do Ano 2007
fará parte do ranking “Cabanha do Ano” da ASPACO. E de 06 a 15 de julho de 2007 realiza-se a X EXPOVINOS no Recinto de Exposições Clibas de Almeida Prado, Araçatuba/SP. A exposição fará parte do ranking “Cabanha do Ano” 2007 da ASPACO. Agosto de 2007 - data a confirmar Votuporanga Oficializado ASPACO De 4 a 12 de agosto de 2007 Tupã Oficializado ASPACO De 10 a 19 de agosto de 2007 EXPOJAÚ – Jaú Oficializado ASPACO
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Maio/Junho
Eventos trazem ovinos em diversas regiões do Estado Mais quatro eventos, trazendo a ovinocultura, agitaram o interior paulista de 12 de abril a 6 de maio. Todas foram realizadas com apoio oficial da ASPACO: a Fepagri, EXPOAGRO, a Agrishow e a EXPOGUARÁ. A Fepagri - Feira de tecnologia, serviços e produtos para pequenos e médios produtores rurais, em sua quinta edição, que aconteceu de 12 a 15 de abril de 2007, teve por objetivo oferecer ao pequeno e médio produtor rural alternativas para melhorar sua renda, usando modernas técnicas de gestão e agregando valor a seus produtos. Durante este período ocorreu a Exposição de Ovinos, com a presença de 70 animais e 9 criadores. De 19 a 30 de abril realizouse a Exposição de Ovinos que durante a 38a EXPOAGRO, no Recinto de Exposições “Acácio Moraes Terra”, Itapetininga/SP, com a presença de 140 animais e 12 criadores. Na edição 2007 do Agrishow Ribeirão Preto, um dos maiores eventos agropecuários do mundo, com faturamento superior a R$ 700 milhões (crescimento
de 40% sobre o ano passado) e público aproximado de 140 mil visitantes (20% mais na mesma comparação), os organizadores levaram para a feira tecnologias para ovinos, suínos e caprinos, que foram de encontro às necessidades de pequenos produtores. De 03 a 06 de maio realizou-se a EXPOGUARÁ 2007 – Exposição de Ovinos e Caprinos de Guaratinguetá e Região. O evento ocorreu no Recinto de Exposições Manoel Soares de Azevedo - Guaratinguetá/SP. Além de exposição de ovinos, também ocorreram julgamentos. Estiveram presentes 150 animais e 5 criadores.
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Maio/Junho
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Facilpa destaca região como produtora de ovinos Os ovinos são, tradicionalmente, uma grande atração da Facilpa, tanto para o público, como para os expositores. Os leilões realizados pela organização do evento costumam reunir os mais belos animais e da mais alta genética. A Facilpa 2007 contou com a presença de mais de 800 ovinos, através de 80 expositores da Bahia, Sergipe, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul, além do expressivo número de criadores do Estado de São Paulo. O julgamento dos animais também foi outro ponto forte, com a
presença constante e maciça dos criadores, acompanhando os resultados passo-a-passo. Os resultados somam pontos para a “Cabanha do Ano” da ASPACO, que se encerrará, este ano, durante a EXPOVELHA em outubro. Os jurados presentes foram Weaver Braga, analisando a raça Santa Inês, Francisco Fernandes, junto ás raças Dorper, White Dorper, Texel e Suffolk e Márcio Oliveira julgando a raça Ile de France. Além destas raças, também esteve presente animais Hampshire Down. Nos dias 4 e 5 de maio, durante a 30ª Facilpa, foram realizados três
leilões de ovinos, que contaram com cerca de 500 animais. A região Aimportância econômica desses animais na região garante a presença de ovinocultores de diversos estados brasileiros, como Bahia, Sergipe, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul Grande atrativo da Facilpa, a ovinocultura vive um bom momento no país. Atualmente, o Brasil tem uma cota de exportação de 30 mil toneladas anuais com a União Européia. No entanto, nunca conseguiu
ultrapassar 10 mil toneladas, o que torna o mercado um enorme ramo para investimento. Em São Paulo, a criação de ovinos cresceu significativamente nos últimos anos: passou de 257,4 mil cabeças em 1996 para 324,7 mil cabeças em 2005, o que representa um aumento de 26,1% na produção. Criados principalmente na região Nordeste e Sul do Brasil, os ovinos começam a invadir outras regiões. Lençóis Paulista se destaca como um desses novos pólos de criação, com exposições que chegam a movimentar negócios perto de R$ 1 milhão.
Resultados de julgamentos Raça: Santa Inês Fêmeas Grande Campeã: Rancho Velt Antonela 246
Criador: Roosevelt Guedes Pedrosa Expositor: Frederico Bezerra Reservada Grande Campeã: Mumbuca TE IB Ganhadora 2386 Criador e expositor: Isnar Bastos, Fábio Cotrin e outros Machos Grande Campeão: Mumbuca Fantástico 1769 Criador e expositor: Isnar Bastos, Fábio Cotrin e outros Reservado Grande Campeão: Brasil Corcovado 05A Criador e expositor: Frederico Bezerra Melhor criador e melhor expositor: Isnar Bastos, Fábio Cotrin e outros Raça: Texel Fêmeas Grande Campeã: 3 Sinos 028 Criador e expositor: José Roberto Sobral Reservada Grande Campeã: 3 Sinos 005 Criador e expositor: José Roberto Sobral Machos Grande Campeão: Surgida 159 Criador: Erivon Silveira de Aragão Expositor: José Roberto Sobral Reservado Grande Campeão: Amoras 238 Criador e expositor: Ênio Muller Melhor criador e melhor expositor: José Roberto Sobral Raça: Suffolk Fêmeas Grande Campeã: Phillipson 252-04 Criador e expositor: Fazenda Alvorada de Bragança Agropastoril Ltda. Reservada Grande Campeã: Estância Velha 199
Criador: Afonso de Almeida Costa e Filho Expositor: Renato Eugênio de Rezenda Barbosa e outros Machos Grande Campeão: Joá 057 Criador e expositor: Marcelo H. Hannud Reservado Grande Campeão: Phillipson 328 Criador e expositor: Fazenda Alvorada de Bragança Agropastoril Ltda. Melhor criador e melhor expositor: Fazenda Alvorada de Bragança Agropastoril Ltda. Raça: Ile de France Fêmeas Grande Campeã: Yren I.F. 927 Criador: César Renaldo Kuze Nery Expositor: Carlos Orlando Carraro Reservada Grande Campeã: Yren I.F. 871 Criador: César Renaldo Kuze Nery Expositor: Carlos Orlando Carraro Machos Grande Campeão: CARRARO 252 Criador e expositor: Carlos Orlando Carraro Reservado Grande Campeão: Chico Borborema 421 Criador e expositor: Francisco Manoel Nogueira Fernandes Melhor criador e melhor expositor: Francisco Manoel Nogueira Fernandes Raça: Dorper Fêmeas Grande Campeã: F.B.J. TE Musa 126 Criador: Rolderick Lins de Brito Expositor: Fernando de Albuquerque Reservada Grande Campeã: Bons Ventos 004 Criador e expositor: Sérgio Colaço, Adyr Silva, Foscolina Saragioto Machos Grande Campeão: V.P.J. Dorper TEI 132 BD
Criador: Valdomiro Poliselli Júnior Expositor: Fernando de Albuquerque Reservado Grande Campeão: San Francesco Branco 215 Criador e expositor: San Francesco Agropecuária Comercial Ltda. Melhor criador e melhor expositor: San Francesco Agropecuária Comercial Ltda. Raça: White Dorper Fêmeas Grande Campeã: Bons Ventos 009 Criador: Sérgio Colaço, Adyr Silva, Foscolina Saragioto Expositor: Gisele Pardelli
Reservada Grande Campeã: Interlagos 001-WD Criador e expositor: Jamer Mascarenhas Marques Machos Grande Campeão: Cach. HD Dourado 070 Criador e expositor: Hélio Dias dos Santos Duarte Reservado Grande Campeão: Interlagos Nike WD 005 Criador e expositor: Jamer Mascarenhas Marques Melhor criador e melhor expositor: Jamer Mascarenhas Marques
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Maio/Junho
Parcial do “Ranking Cabanha do Ano 2007”
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Maio/Junho
Hambúrguer de Cordeiro Ingredientes: - 500 g de carne de cordeiro moída - 3 colheres (sopa) de cebola picada - 1 colher (sopa) de hortelã picada - 2 colheres (sopa) de azeite de oliva - pitada de canela - pitada de cravo em pó - pitada de cominho - sal e pimenta-do-reino - pão de hamburger - coalhada seca Modo de Preparo: Coloque o azeite em uma frigideira, aqueça e adicione a cebola. Refogue para que fique macia. Retire do fogo e deixe esfriar. Coloque a carne em uma tigela e adicione os temperos, a hortelã e a cebola. Misture rapidamente e molde 6 hambúrgueres. Arrume-os sobre papel manteiga e leve à geladeira por 4 horas. Aqueça uma chapa e grelhe os hambúrguers, lembrando de adicionar sal e pimentado-reino. Se quiser, monte sanduíches, com pão de hambúrguer e adicionando um pouco de coalhada seca.
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