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O Ovelheiro - Ed86

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ANO XV

JANEIRO/FEVEREIRO

Nยบ 86


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Janeiro/ Fevereiro

Editorial

Iniciamos o ano com boas perspectivas para o setor. Grandes eventos, inúmeros leilões agendados, novos núcleos regionais de criadores, a Câmara Setorial instalada, entre outras... Gostaria de agradecer ao ex-Secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Sr. Alberto José Macedo Filho, pela confiança depositada em mim quando da nomeação para dirigir os trabalhos da Câmara Seto-

rial Especial de Caprinos e Ovinos do Estado de São Paulo. Pretendo inicialmente escutar todos os membros, identificar os principais entraves e elaborar uma agenda de trabalho, elencando as prioridades e formando comissões estratégicas para gerarmos as demandas com competência e organização. A regionalização dos grupos de criadores é muito importante para que ganhem força. Prova disso foi a recente união do já oficial núcleo da ASPACO da região de São Carlos - NUCOSC com o núcleo da região de Pirassununga, formando o NUCEP – Núcleo Central Paulista, que juntos criaram corpo e já mostram bastante trabalho e união. Na região de Franca surge o

o ovelheiro Arnaldo dos Santos Vieira Filho - Presidente

mais recente Núcleo Regional de Criadores, lá que já é uma tradicional região produtora e pólo de criação da raça Morada Nova em nosso Estado. Na capital do calçado se concentra a raça de melhor pele de nosso país. Nossa FEINCO está bombando! Quanta procura! Cada ano que passa este evento se solidifica e mostra ao mundo a qualidade e a força da ovinocaprinocultura nacional. Uma outra diferença é que nela todos os elos da cadeia produtiva se fazem presentes, além do tradicional show dos animais em exposição e julgamento. Congressos, cursos, palestras, discussões, mesas redondas, reuniões, cozinha interativa, etc..., são inúmeras as atrações desta feira. Na segunda edição do Piracicaba Show Ovinos, de 05 a 11 de fevereiro, o evento já se torna oficial para o “Ranking Cabanha do Ano” da ASPACO. Também pudera, com profissionalismo e dedicação d a c o m i s s ã o o rg a n i z a d o r a

liderada pelo Fernando Benato, já contamos com mais de 500 animais este ano, com predominância da raça Santa Inês mas com a participação das principais raças de ovinos encontradas no país. Um fator fundamental para o desenvolvimento de uma atividade pecuária é o melhoramento genético de seus animais. Por isso a ASPACO está tornando esta realidade mais próxima de seu associado. A zootecnista Karina Gianlorenço, especialista no assunto, já está implantando este trabalho, desenvolvido pelo Prof. Bento Ferraz da USP -Universidade de São Paulo e pelo Dr. Arnaldo Dantas da ASCCO - Associação Sergipana dos Criadores de Caprinos e Ovinos. Este programa é reconhecido pelo Ministério da Agricultura, e está inicialmente disponível para os rebanhos da raça Santa Inês, e em breve ele estará disponível para qualquer plantel das raças tipo carne. Espero que tenhamos um ano bastante produtivo!


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Ovinotícias ASPACO aposta no melhoramento genético No último dia 29 de janeiro criadores de ovinos e técnicos se reuniram no Sindicato Rural de São Carlos para ouvir as palestras do Dr. José Bento Sterman Ferraz e do Dr. Arnaldo Dantas Barreto Neto. Estes especialistas são os criadores do Programa de Melhoramento Genético da raça Santa Inês. O programa já existe há 4 anos e foi inicialmente implantado no Estado de Sergipe

através da ASCCO – Associação Sergipana dos Criadores de Caprinos e Ovinos. À disposição de qualquer plantel Santa Inês, o trabalho, recentemente reconhecido pelo Ministério da Agricultura, vem tomando proporção nacional. A diretoria e o corpo técnico da ASPACO sempre acreditaram nos programas de melhoramento genético para a evolução real dos

rebanhos ovinos. Por isso, a adesão ao trabalho centralizado em Sergipe sob a coordenação do Dr. Dantas passou a ser um programa oficializado pela associação em São Paulo. Para divulgar e organizar as coletas de dados dos rebanhos paulistas a ASPACO contará com os serviços de Karina Gianlorenço, zootecnista com pós-graduação na área de melhoramento genético. Durante

Franca mantém ovinocultura A criação de ovinos na região de Franca existe há muitos anos e já foi referência para outros pólos criadores. Conhecido pela preservação da raça Morada Nova em São Paulo, o grupo se reorganizou para virar um núcleo regional da ASPACO. Em reunião no dia 17 de janeiro passado o Núcleo de Criadores de Ovinos de Franca e Região se oficializou sob a direção de Marcos Antonio Carrijo Filho, presidente, e de Sérgio Berteli Garcia, gerente técnico. Segundo Sérgio, o núcleo terá duas finalidades primordiais: a compra em conjunto de insumos e a reativação junto à ASPACO da exposição de ovinos na EXPOAGRO/ Franca, com o ranqueamento paulista “Cabanha do Ano” principalmente para a raça Morada Nova.

sua palestra, Prof. Bento ressaltou a importância do PMGSI, principalmente nos resultados financeiros, segundo sua larga experiência na área de melhoramento em bovinos. Mediante solicitação, o programa, hoje para o Santa Inês, será adaptado e desenvolvido para as demais raças. Para maiores informações sobre o PMGSI entrar em contato com Karina: (16) 8112-3424.

Fusão de Núcleos A proximidade geográfica de alguns grupos de criadores pode levar à uma fusão de núcleos regionais. É o que aconteceu com o núcleo de criadores de São Carlos e um grupo de criadores de Pirassununga que começava a se organizar e pretendia se filiar à ASPACO. Unir os esforços para desenvolver a ovinocultura regional, já que distam em menos de 50 km, foi uma idéia bem aceita pelos dois grupos de criadores e pelos representantes regionais do SEBRAE. Assim sendo, o projeto GEOR – Gestão Estratégica para Obtenção de Resultados, que envolve os parceiros Núcleo Regional/ASPACO/SEBRAE, também envolverá os criadores de Pirassununga, que receberão a assessoria técnica para alcançar índices que caracterizarão o aumento da produtividade. Além disso, a fusão dos núcleos levará à um aumento do rebanho e à uma melhor estrutura para produção e comercialização da carne ovina. Esta fusão levou à formação do NUCEP - Núcleo Central Paulista.


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Agenda 42ª Emapa - Avaré De 26 de fevereiro à 11 de março está ocorrendo a 42ª EMAPA, no Recinto de Exposições “Fernando Cruz P i m e n t e l ” – Av a r é / S P. O evento faz parte do calendário oficial da ASPACO.

No total, 9 raças participam da Exposição: Santa Inês, ABCDorper, Dorper, White Dorper, Ile de France, Texel, Suffolk, Hampshire Dowm e Pool Dorset. No sábado, dia 03 de mar-

ço, a partir das 14h, acontece o 1º Leilão Túnel do Tempo, o único remate de ovinos na programação da 42ª Emapa. Promovido pelo criador Fred Bezerra, da Estância Dolly, o remate ofertará cerca de 28

lotes, provenientes de uma seleção especial entre grandes plantéis brasileiros na raça Santa Inês. Em nossa próxima edição traremos mais informações sobre este evento

3 de março de 2007 XV Leilão de Verão - às 14h Matrizes e reprodutores comerciais e registrados das raças: Suffolk, Ile de France, Hampshire Down, Texel, Dorper, White Dorper e Santa Inês Local: Recinto da Pratânia Leilões Rurais Realização e Organização: Pratânia Leilões Rurais(14) 38441181 e ASPACO (14) 3841-6841

FEINCO Transmissão: Agrocanal Informações: www.mbaleiloes. com.br

Preto/SP Informações: (11) 5591-6300 E-mail: agrishow@agrishow. com.br Site: www.agrishow.com.br

3 de março de 2007 1º Leilão Túnel do Tempo - às 14h Durante a EMAPA Informações: www.programaleiloes.com.br

16 de março de 2007 2º Leilão Integração - Santa Inês - às 19h Durante a FEINCO Informações: www.agresteleiloes.com.br

Nutrição de Ruminantes Público Alvo Profissionais da área, Produtores, Pesquisadores, Estudantes O lll Simpósio de Nutrição de Ruminantes - Internacional - abordará especificamente o assunto “Saúde do Rúmen” e contará com a presença de renomados pesquisadores Nacionais e Internacionais, como TG Nagaraja, Fredric Owens, Clinton Krehbiel, na área de Nutrição de Ruminantes. Informações: E-mail: nutrir@fca.unesp.br Site: www.fca.unesp.br/nutrir

3 de março de 2007 FEINCO - Feira Internacional de Caprinos e Ovinos Local: Centro de Exposições Imigrantes/SP Informações: www.feinco.com. br

17 de março de 2007 Leilão 3 Ases e 1 Curinga Feinco - às 19h Durante a Feinco Transmissão: Canal do Boi Informações: www.agresteleiloes.com.br

13 de março de 2007 Leilão SIM-Santa Ines Mumbuca 10 anos - às 20h Durante a FEINCO Transmissão: Canal Terra Viva Informações: www.agresteleiloes.com.br 14 de março de 2007 3º VPJ de Doadoras Dorper - às 20h30 - Durante a FEINCO 2007 Transmissão: Agrocanal Informações: www.mbaleiloes. com.br De 14 a 16 de março de 2007 Simpósio IZ - Produção Intensiva de Ovinos Local: No Centro de Exposições Imigrantes - São Paulo Informações: (19) 3466-9440 E-mail: ovinos@iz.sp.gov.br 15 de março de 2007 2º Leilão Dorper São Paulo - às 14h Durante a FEINCO Transmissão: AgroCanal Informações: www.mbaleiloes. com.br 15 de março de 2007 1º Leilão Nacional Premiados Dorper - às 20h30 Durante a

15 de março de 2007 6º Leilão Santa Inês de Valor - às 20h Santa Inês Transmissão: Terra Viva Informações: www.leilonorte. com.br

17 de março de 2007 Leilão Cabanha Esther - às 14h Durante a FEINCO Local: Centro de Exposições Imigrantes Transmissão: AgroCanal Informações: www.mbaleiloes. com.br De 5 a 15 de abril de 2007 47ª Exposição Agropecuária e Industrial - Londrina Local: Parque de Exposições Ney Braga - Londrina Informações: (43) 3378-2013 E-mail: secretaria@srp.com.br Site: www.srp.com.br 15 de abril de 2007 1º Curso de Inseminação Artificial Transcervical em Ovinos com Noções Básicas em Laparoscopia Fazenda Talisman - Itapira - SP Promotores: Fazenda Talisman e Vetservice Investimento: 2x paercelas de R$ 250 Informações em www.fazendatalisman.com.br De 27 a 28 de abril de 2007 lll Simpósio de Nutrição de Ruminantes Local: UNESP de Botucatu Organização: NUTRIR - Grupo de

De 30 de abril a 5 de maio de 2007 Agrishow Ribeirão Preto 2007 Local: No Pólo de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Centro - Leste Anel Viário Km 321, em Ribeirão

De 23 a 27 de maio de 2007 2ª Expo Porto de Caprinos e Ovinos Porto Feliz - SP Mais informações: (15) 3262-9386 E-mail: sofia@expoporto.com. br Site: www.expoporto.com.br Dias 24 e 25 de maio de 2007 3º Simpósio sobre Enfermidades de Caprinos e Ovino Organização: CPDSA / Instituto Biológico Informações: Maristela Cardoso (11) 5087-1773 / Maria do Carmo (11) 5087-1779 www.biologico.sp.gov.br


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Você confia no seu peão?

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Zoot. Márcio Armando G. de Oliveira

A mão-de-obra tem uma importância fundamental no sucesso das atividades rurais, principalmente em se tratando da ovinocultura, uma atividade pecuária que exige mais cuidados. Apesar dos treinamentos e da própria expansão da atividade, esperava-se que o número de funcionários crescesse na mesma proporção. No entanto, os tratadores e cabanheiros responsáveis e eficientes estão cada vez mais escassos. O que mais preocupa, no entanto, é o desconhecimento que os criadores têm pela questão, atribuindo os insucessos da criação à vários fatores com exceção àqueles ligados ao seus funcionários. Esta matéria relatará alguns casos, pretendendo informar aos ovinocultores o quão necessário é poder contar com uma boa mão-de-obra. A mão-de-obra na ovinocultura é uma questão que sempre vem à tona nas rodas de criadores. Há sempre um se queixando de seu funcionário ou pedindo indicação de outro para substituí-lo. Sabe-se que a ovinocultura é uma atividade exigente. Apesar da fácil manipulação dos animais pelo porte e até pela docilidade, a atividade exige vigilância constante e cuidados que, quando comparados com a bovinocultura, não permitem esperas. Quando a ovinocultura em São Paulo foi reativada em meados da década de oitenta, houve muitos insucessos em função do despreparo e desconhecimento da atividade. Nada anormal ao se introduzir uma nova espécie que os peões comparavam aos bovinos e equinos quanto ao manejo. Além da errônea similaridade, São Paulo importou mão-deobra com resultados negativos. Os cabanheiros que vieram do sul do país trouxeram práticas de manejo inadequadas para as condições paulistas. Fato comum, por exemplo, relaciona-se às altas taxas de mortalidade no rebanho em função de estratégias não apropriadas de controle de verminose. As diferenças climáticas que interferem diretamente na sobrevivência das larvas infestantes dos parasitas gastrointestinais não permitem as mesmas formas de controle nas duas regiões. Formar e treinar o trabalhador na ovinocultura foi um dos serviços desenvolvidos pela ASPACO e posteriormente pelo SEBRAE e SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. Há, no entanto, criadores que não dão a devida importância para isso. Outros não associam os problemas e falta de resultados à deficiência de seus cabanheiros. Geralmente, a ovinocultura em São Paulo não é a atividade mais importante. Os criadores não moram na propriedade, não têm tempo de visitá-la frequentemente e confiam sua criação à pessoas que, em muitos casos, não gostam de ovelhas e não as tratam como deveriam. Conhecemos um criador que oferece à seu funcionário comissão por cordeiro desma-

mado. A mortalidade, que era de 40%, diminui para 15%. Por outro lado, o responsável pela criação vizinha, que não ganha nada além pela maior produtividade, sabendo do colega ao lado, não muda o seu pensamento mesmo que passe a receber uma comissão: “aqui, eu mato os cordeiros guachos para não precisar tratá-los na mamadeira; falo para o patrão que eles morreram”. Com comissão ou sem comissão, permitir a sobrevivência dos produtos é uma obrigação do trabalhador consciente e cuidadoso. Assim como os cordeiros sem mãe, muitas ovelhas e reprodutores morrem por descuido, relaxo e preguiça de seus tratadores que mentem ao dizer que o animal estava bem no dia anterior. Durante muitos anos temos observado situações extremamente prejudiciais à ovinocultura. Uma propriedade que assessoramos em Atibaia não apresentava progresso em seu rebanho. Mudamos dietas e estabelecemos manejos sanitários, sem contar os altos investimentos na aquisição de matrizes e reprodutores. Nosso trabalho ficou comprometido e a ovinocultura taxada de péssimo negócio até descobrirmos que o funcionário revendia medicamentos e ração que o produtor autorizava comprar, e até comercializava a capineira. Neste momento já não havia o que fazer. A ovinocultura nesta propriedade

estava destinada à acabar. Os casos de roubo são comuns. Os animais são vendidos pelos tratadores e o criador, que não tem controle do rebanho, não percebe que o número deles não cresce ou está diminuindo. Quando entramos nos rebanhos dos selecionadores, o problema referente à mão-de-obra parece ser mais grave. Formar e manter um plantel requer extrema dedicação e cuidados. Afinal, estamos falando de animais de altos valores comercial e genético. Infelizmente, muitos cabanheiros não manifestam esta sensibilidade. Ao contrário, suas mentes ficam voltadas para desenvolver artimanhas e ludibriar técnicos, jurados e demais criadores. Podemos citar o caso de tratadores que alteram a data de nascimento dos produtos para poderem apresentar animais de maior peso e desenvolvimento nas pistas de julgamento. Podemos citar, ainda, as trocas de pais e mães afim de formar progênies mais uniformes, além das trocas de animais na entrada das pistas de julgamento, quando, por segundos, há distração da equipe responsável. Há aqueles que, por falta de consideração e respeito aos técnicos de admissão não atendem aos chamados para pesar os animais e nos minutos finais os trazem molhados para ganhar alguns quilos. Piores, são os procedimentos que podem comprometer a saúde e o bem

estar dos animais, como por exemplo, a administração forçada de salmoura, para estimular o consumo de água antes das pesagens e as “palmadas” com tábuas de madeira no posterior para que o “inchaço dê a impressão de melhor conformação”. Pode parecer lógico que os criadores conheçam todas estas artimanhas. Mas, há situações em que desconhecem os fatos e atribuem o sucesso de seus resultados à um “funcionário experiente”. Estes tratadores, inclusive, estão recebendo prêmios de Melhor Cabanheiro nos eventos. Mas, comprometem seus patrões, que podem ser penalizados pelas ações de má fé, e repassam seus vícios aos outros. O fato é que os profissionais que trabalham com ovinos são peças fundamentais no processo de produção e devemos, talvez, nos dedicar melhor a eles. Vamos investir na formação e treinamento dos trabalhadores. Vamos inibir suas ações desonestas e vamos fazer com que gostem daquilo que foram predestinados a fazer: cuidar dos ovinos. Em nossa experiência, julgando ovinos no México, tivemos a oportunidade de presenciar o trabalho de incentivo aos novos tratadores e apresentadores de animais de exposição. Crianças de quatro à quatorze anos apresentaram seus animais, numa simulação com todas as exigências de um julgamento normal. O jurado classificou os animais, que podiam ser de raças diferentes, levando-se em consideração a performance dos apresentadores. Numa competição saudável, houve os que choraram por não ter se saído tão bem e houve vencedores que por uma questão de treinamento e dedicação se apresentaram melhor. Observamos que o torneio é esperado por todos e as crianças se preparam para isto. No final todos ganharam prêmios numa grande confraternização. Baseado nesta experiência, fica nossa sugestão aos organizadores dos eventos: vamos investir nas nossas crianças. Certamente teremos no futuro melhores profissionais para atuarem em nossos rebanhos.


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O Programa de Melhoramento Genético da Raça Santa Inês Introdução Este programa traz para os participantes, de forma pioneira no Brasil, a mais recente tecnologia aplicada ao melhoramento genético dos animais domésticos. Através de medições e anotações zootécnicas cuidadosas, acopladas a uma técnica avançada de análise genética, poderemos avaliar, a baixo custo, uma grande população de animais quanto a características consideradas importantes. A escolha destas características já foi objeto de estudo e estão descritas no documento: “DEPs para a raça Santa Inês”. Além de ferramenta valiosa no trabalho de seleção, as Deps vem se constituindo em informação com valor de mercado na venda de animais em outras espécies. Espera-se que aconteça o mesmo com os ovinos. 1 - O que é uma Avaliação Genética? Um dos grandes desafios no trabalho do selecionador é identificar os animais geneticamente superiores. A dificuldade reside no fato de nós não podermos “ver” os genes do animal. Tudo o que apreciamos e medimos é algo chamado “fenótipo”. Na realidade o fenótipo é o resultado da interação dos genes com o meio ambiente onde o animal foi criado. Deste modo, animais com genes inferiores podem apresentar fenótipos superiores, na dependência do

valor genético da progênie do animal se desviará da Base Genética da Raça.

Cabra 517, Talismã, grande reprodutor e que fez parte do PMGSI em Sergipe manejo a que foram submetidos: alimentação, vermifugações, etc. Fenótipo = Genética X Ambiente Recentemente os geneticistas encontraram uma maneira de “enxergar” os genes dos animais: este trabalho é denominado “Avaliação Genética”. A maneira pela qual os geneticistas informam a qualidade genética de um determinado animal para uma certa característica é chamada de Diferença Esperada na Progênie ou simplesmente DEP. A DEP informa quanto a progênie de determinado animal deve ser melhor (ou pior) que a

Base Genética da raça. Exemplificando: um animal A com DEP Peso 270 dias = + 2 kg e um animal X com DEP Peso 270 dias = - 3 kg, significa que a prole do animal A deverá apresentar um Peso aos 270 dias superior em 2 kg a Base genética da Raça e pesar mais 5 kg em relação a prole do animal X. Para cada DEP calculada existe um número gêmeo chamado “Acurácia” (ACC). Este número, que varia de 0 a 1 (ou 0 a 100%) indica a confiabilidade com que a DEP foi calculada. Quanto mais perto de 1 (ou 100%) mais confiável é o valor da DEP. A ACC depende de alguns fatores como número de parentes avaliados, composição do grupo de contemporâneos, inter-relação genética entre os diversos grupos avaliados. Para elevar rapidamente a ACC o programa prevê a utilização dos chamados “carneiros de amarração”, inicialmente filhos do mesmo pai (Meio-Irmãos). As DEPs sempre são expressas na forma de um número (+) ou (-) indicando quanto o

2 - Para que servem as DEPs? As DEPs são uma ferramenta muito poderosa no processo de seleção. Utilizando o valor da DEP, o criador pode classificar os animais do rebanho para efeito de descarte e/ou incorporação ao rebanho; pode escolher o reprodutor mais adequado para o acasalamento com uma matriz específica. Na venda/compra serve como orientação segura a respeito do valor do animal. As DEPs devem ser sempre utilizadas em conjunto com a Acurácia no intuito de manter o risco das decisões em limites aceitáveis. Muitas vezes temos DEPs muito altas, porém com Acurácia próximo de 0 (zero). Utilizar um reprodutor nestas condições o risco do insucesso é muito alto. 3 - Quais as DEPs que serão calculadas? Após uma série de estudos, técnicos e criadores estabeleceram que as DEPs abaixo são as mais importantes a serem calculadas e utilizadas pelos criadores: 3.1. Peso ao Nascer – será expressa em kg; 3.2. Peso aos 60 dias – será expressa em kg. Mede a chamada Habilidade Materna pois indica a produção de leite e o instinto materno da ovelha; 3.3. Materno Total – expressa em kg. Peso aos 60 dias dos borregos que as filhas de um reprodutor deverão ter, devido à ação de seus genes. 3.4. Peso aos 180 dias – expressa em kg. É útil para os criadores que utilizam sistemas intensivos de produção: creep-feeding, confinamento pós-desmama; 3.5. Peso aos 270 dias – ex-


o ovelheiro pressa em kg. Considerada a idade padrão para abate, é útil para avaliar a capacidade total de ganho de peso do animal; 3.6. Musculosidade da Perna – expressa com dois dígitos após a vírgula. Indica quantas unidades, numa escala de 1 a 5, o animal se desvia da Base Genética. DEPs acima de zero indicam uma perna mais musculosa e, portanto, mais apreciado; 3.7. Pêlo aos 270 dias – expressa com dois dígitos após a vírgula. Indica quantas unidades, numa escala de 1 a 6, o animal se desvia da Base Genética. E de forma optativa pelo criador 3.8. Área de Olho de Lombo – expressa em cm² . É uma medida indireta da relação Carne/ossos do animal. Animais com DEPs maiores terão mais músculo na carcaça; 3.9. Cobertura de Gordura – expressa em mm. Deve ser utilizada como controle, sendo preferível animais com DEPs próximas de zero; 3.10. Prolificidade – expressa com dois dígitos após a vírgula. Indica o número de borregos (nascidos vivos + natimortos); 3.11. Índice de sobrevivência aos 10 dias – expressa em %. Indica o percentual de sobrevivência até os 10 dias de vida; 3.12. Índice de sobrevivência aos 60 dias – expressa em %. Indica o percentual de sobrevivência até os 60 dias; 3.13. Tamanho Adulto – expressa em kg. Indica o peso adulto do animal. Recomendase um DEP próximo de zero. 3.14. Longevidade da Matriz – expressa em dias. Indica uma maior ou menor permanência no rebanho. 4 - Como usar as DEPs? É muito fácil utilizar as DEPs no processo de seleção. A partir dos sumários de “Carneiros Reprodutores” podemos verificar dentre os machos disponíveis qual o mais adequado para melhorar uma característica específica. Nos sumários de “Matrizes e Animais Jovens” encontramos uma classificação dos animais para que decidamos quais devem ser descartados, quais deverão ser mantidos no rebanho e quais as melhores opções de acasalamento. Podemos,

Janeiro/ Fevereiro ainda, preparar catálogos dos animais disponíveis para venda de forma a melhor informar o comprador e estabelecer uma base mais realista para a definição de preços. 5 - Índices de Seleção Dificilmente selecionamos uma característica em qualquer animal. Normalmente o que fazemos é ponderar várias delas para obter um valor equilibrado em relação a cada animal. Com as DEPs podemos calcular um número que expressa o valor total do animal e com isto facilitar o uso da informação. O PMGSI disponibiliza um índice padrão juntamente com os sumários, porém, índices de interesse particular poderão ser desenvolvidos pelo PMGSI. 6 - Como se inscrever no programa? O associado só precisa preencher a Ficha de Adesão e esperar a visita de técnico credenciado que verificará se as condições mínimas para a realização das avaliações estão disponíveis. 7 - Tarefas do Criador Para que o programa apresente resultados seguros algumas tarefas precisam ser efetuadas pelo criador. a) Faça o cadastro inicial de todos os animais existentes no seu rebanho; para isso utilize o formulário Cadastro Inicial. b) Programe e realize estações de monta com duração entre 45 e 60 dias a cada 8 meses. Elas barateiam e aumentam a eficiência da avaliação. Nossos técnicos orientarão sobre como realizá-la. c) Instale o programa Rebcontrole ou outro credenciado pelo PMGSI; mantenha-o atualizado com os dados e realize a remessa de dados periodicamente. d) Identifique os borregos com uma plaqueta numerada no mesmo dia em que nasceram. e) Na época da parição e amamentação confie a uma pessoa treinada e responsável as anotações referentes a: natimortos e abortos, peso ao nascer, data da morte de borregos. Para facilitar o trabalho, o PMGSI desenvolveu um formulário para ser usado a campo. f) Ao final do mês transcreva estas anotações para a

Comunicação de Nascimento e para a Comunicação de Mortes de Borregos encaminhando-os para o PMGSI. g) O criador fica responsável por efetuar a pesagem quando os borregos(as) estiverem com idade entre 150 a 210 dias. Além do peso, o criador deve registrar, no formulário Relatório de Pesagem, o Grupo de Contemporâneos a que pertence o animal na época da pesagem. Encaminhe para o PMGSI. Atenção: pese os animais antes de fornecer qualquer alimentação do dia. h) Utilizando os já conhecidos formulários da ARCO, semestralmente, comunique mortes e descartes de animais.

Página 07 pública, onde constarão as Diferenças Esperadas na Progênie (DEPs) e respectivas Acurácias para: a) os 100 melhores carneiros com um número mínimo de 5 filhos nascidos nos últimos 12 meses; b) as 100 melhores matrizes que tiveram pelo menos um parto nos últimos 12 meses; c) os 100 melhores carneiros jovens nascidos nos últimos 22 meses e que tiveram medições de 270 dias completadas.

Lembre-se: a boa qualidade das suas anotações vai lhe render bons frutos em termos de resultados mais exatos.

2. Planilha de DEPs: é uma planilha em Excel, de natureza particular, que será fornecida a todo participante. Nela constarão todos os animais que compõem o rebanho do criador: carneiros, matrizes, carneiros jovens e marrãs, independente ou não de estarem no sumário.

8 - Apresentação dos resultados A cada quadrimestre, o PMGSI emitirá os seguintes documentos: 1. “Sumário de Carneiros e Matrizes”: de divulgação

Fonte: Anexo 4 do Programa ASCCO/USP de Melhoramento Genético da Raça Santa Inês Universidade de São Paulo Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos


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Piracicaba Show Ovinos A 2º Piracicaba Show de Ovinos contou com a presença de trinta expositores de vários Estados do Brasil e que apresentaram 600 animais de alta performance genética. O evento, que foi realizado no Parque de Exposições do Engenho Central e atraiu um público de aproximadamente 2.000 pessoas, faz parte do calendário oficial da ASPACO e, também, do ranking “Cabanha do Ano”. Um dos destaques desta Exposição foi a realização de um leilão de prenhezes, onde cada expositor colocou uma prenhez à venda. O preço variou de R$ 2 mil a R$ 40 mil, dependendo da qualidade genética dos reprodutores. Para a geração de uma prenhez, é recolhido o material de um macho e uma fêmea e gerado um embrião in vitro, que depois é implantado no útero de outra fêmea. A exposição contou com animais das raças Dorper, White Dorper, Pool Dorset, Ile de France, Texel, Suffolk, Hampshire Down e Santa Inês. Os julgamentos ocorreram nos dias 8, 9 e 10 de fevereiro e tiveram os seguintes resultados: Santa Inês

Machos Grande Campeão: MUMBUCA DOMO 1539 Criador: Isnar Bastos, Fábio Cotrin e Outros Expositor: Rômulo S. Jorge & Carlos Eduardo N. Jorge Reservado Grande Campeão : FANTA VARRELA 103 Criador: Fernando Antonio Baltar Maia Expositor: Varrela Pecuária Ltda.

Fêmea Grande Campeã: F.V.A. 124 Criador: Cornélio de Almeida Brennand Expositor: Frederico Bezerra

Reservada Grande Campeã: SAN FRANCESCO BALIZA 265 Criador e expositor: San Francesco Agropecuária Comercial Ltda.

ReservadQa Grande Campeã: VASSOURAL 364 Criador e expositor: Elbel Comércio e Participações Ltda

White Dorper Machos Grande Campeão: CACH.-HD DOURADO 070 Criador e Expositor: Hélio Duarte

Dorper Machos Grande Campeão: SAN FRANCESCO ALTO 99A Criador e expositor: San Francesco Agropecuária Comercial Ltda. Reservado Grande Campeão: V.P.J. DORPER TEI 132 BD Criador: Valdomiro Poliselli Júnior Expositor: Fernando de Albuquerque Fêmea Grande Campeã: F.B.J. TE MUSA 126 Criador: Rolderick Lins de Brito Expositor: Fernando de Albuquerque

Reservado Grande Campeão: INTERLAGOS NIKE WD 005 Criador e expositor: Jamer Mascarenhas Marques Fêmea Grande Campeã: V.P.J. WDORPER TE 249 - WD Criador: Valdomiro Poliselli Júnior Expositor: Jamer Mascarenhas Marques Reservada Grande Campeã: VPJ-JSM WDORPER TE 050-P Criador: Valdomiro Poliselli Júnior e José Suzano de Medeiros Expositor: Jamer Mascarenhas Marques


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Feinco 2007 será realizada de 13 a 17 de março e espera receber mais de 3,5 mil animais superando a marca de animais inscritos para o evento no ano passado, que foi de 3 mil. Além dos julgamentos, na programação da Feinco destacam-se para os nove leilões que serão realizados, a Cozinha Interativa focada na promoção das qualidades dos produtos e subprodutos da ovinocultura-caprino, o Congresso Internacional, cursos e workshops.

A 4ª edição da Feira Internacional de Caprinos e Ovinos (Feinco 2007) está programada para os dias 13 a 17 de março, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, com mais um dia de realização, ampliando aos empresários, investidores e interessados na ovinocultura- caprino as excelentes oportunidades de negócios. Nesse ano, o Agrocentro, realizador da feira, reservou uma surpresa aos participantes como a criação de uma nova ala no pavilhão: a Alameda dos Criadores, um corredor destinado só aos criadores onde todos os estandes terão baias. Outra novidade será a “Vitrine dos Campeões”, onde o criador poderá expor seu animal de elite no corredor central do evento, aumentando sua visibilidade e seu potencial de comercialização. Serão realizados os julgamentos das raças ovinas Santa Inês, Dorper, White Dorper, Ile de France, Suffolk, Hampshire Down, Texel e Poll Dorset. Além disso, a Feinco 2007 irá sediar a I Exposição Nacional da Raça Dorper. A programação dos ovinos será a seguinte: 09 e 10 de março: entrada dos

animais, das 8h às 19h30 09 a 11 de março: pesagem e admissão dos animais a partir das 8h 13, 14, 15, 16 e 17 de março: Julgamento de classificação de todas as raças a partir das 8h 18 e 19 de março: Saída dos animais das 8h às 20h Pista 1 13 de março: Campeonato das Américas da raça Santa Inês a partir das 14h 14, 15, 16 e 17 de março: Campeonato das Américas da raça Santa Inês a partir das 8h Pista 2 13 de março: raça Texel a partir das 14h 14 de março: raça White Dorper a partir das 8h 15 de março: raça Dorper a partir das 8h 16 de março: raça Dorper, Ile de France e Poll Dorset a partir das 8h 17 de março: raça Suffolk, Hampshire Down e demais a partir das 8h A Associação Paulista de Criadores de Ovinos (ASPACO) e a Associação Paulista dos Criadores de Caprinos (CAPRIPAULO) esperam levar para a feira cerca de 3,5 mil animais,

2006 Em 2006, a Feinco encerrou sua terceira edição com números recordes. Em uma área de 22 mil m2, o evento obteve faturamento de R$ 2,6 milhões com venda de animais (seis leilões) e reuniu mais de 120 expositores, 3 mil animais, 200 criadores e cerca de 21 mil visitantes, inclusive estrangeiros, como as comitivas do Canadá, México e Uruguai.


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Ovinocaprinocultura já tem Câmara Setorial em São Paulo Arnaldo dos Santos Vieira Filho, Presidente da ASPACO, é o presidente

os consumidores com produtos de melhor qualidade, promover a competitividade e garantir a distribuição dos lucros de forma igualitária a cada um dos elos da cadeia” afirma. De acordo com o Presidente da Associação Paulista de Criadores de Ovinos (ASPACO), Arnaldo dos Santos Vieira Filho, os desafios iniciais que a Câmara

encontrará estão ligados a articulação das cadeias produtivas e linhas de atuação específicas para estas atividades. “Queremos superar os entraves e aprimorar as cadeias produtivas de caprinos e ovinos, buscando sistematizar as informações sobre o setor; o acesso a diagnóstico, insumos e assistência técnica especializada”, explica.

Reprodução Diário Oficial - Poder Executivo - Seção I São Paulo, sexta-feira, 12 de janeiro de 2007 Volume 117 • Número 9 . pág 17/18 www.imprensaoficial.com.br Resolução SAA nº 2 ,de 11 de janeiro de 2007

Foi publicado no Diário Oficial do Estado em 12 de janeiro de 2007, a nomeação de Arnaldo dos Santos Vieira Filho, presidente da ASPACO – Associação Paulista de Criadores de Ovinos, como presidente também da Câmara Especial de Caprinos e Ovinos do Estado de São Paulo. Embora a ovinocaprinocultura venha aumentando sua participação no agronegócio brasileiro, e a tendência seja de que esse quadro se mantenha em expansão, ainda existem desafios que devem ser superados ou aprimorados pela cadeia produtiva de caprinos e ovinos, como a falta de informação sistematizada sobre o setor; acesso a diagnóstico, insumos e assistência técnica especializada; cadastro de criadores; programas sanitários específicos; crédito compatível; desarticulação da cadeia; tecnologias adequadas (genética, manejo sanitário); sazonalidade da produção; e qualidade dos produtos. Por isso a importância de se criar esta Câmara Setorial, o que ocorreu já em dezembro de 2006. Em prol do setor O início da criação da Câma-

ra Especial de Caprinos e Ovinos do Estado de São Paulo partiu do presidente da ASPACO - Associação Paulista de Criadores de Ovinos, Arnaldo dos Santos Vieira Filho, há quase um ano. Ele buscou e alcançou o apoio da Associação Paulista dos Criadores de Caprinos (CAPRIPAULO) e dos demais integrantes da cadeia produtiva, desde empresários até da área governamental. O lançamento oficial, em 08 de dezembro de 2006, contou com a participação do então Secretário Estadual da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Alberto Macedo. O objetivo desta nova câmara é definir parâmetros e medidas para o desenvolvimento e o fortalecimento da ovinocultura e do Estado de São Paulo. Para o secretário Alberto Macedo, a Câmara tem papel fundamental para o bom desempenho do setor. “A ovinocaprinocultura é uma atividade pecuária crescente em nosso Estado. Com a criação deste novo fórum, que une produtores, cooperativas, técnicos e empresários, a cadeia produtiva irá dar um salto em eficiência, conseguindo atender

Designa o Presidente da Câmara Setorial Especial de Caprinos e Ovinos O Secretário de Agricultura e Abastecimento, no uso de suas atribuições legais e com fundamento no parágrafo único, do artigo 5º, da Resolução SAA n° 02, de 14 de janeiro de 2004, resolve: Artigo 1º - Fica designado Presidente da Câmara Setorial Especial de Caprinos e Ovinos desta Secretaria, criada nos termos da Resolução SAA nº 53, de 11 de dezembro de 2006, ARNALDO DOS SANTOS VIEIRA FILHO, representante dos criadores de Caprinos e Ovinos, que apresentará ao Titular da Pasta, em 30 (trinta) dias, proposta de estruturação das ações da Câmara. Artigo 2º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação (PSAA 5610/06).

EDITAL São Manuel, 25 de janeiro de 2007. Em conformidade com o disposto no Estatuto Social da ASPACO, vimos convocar os senhores associados para a ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA, a realizar-se no dia 03 de março de 2007, na sede social da Associação Paulista de Criadores de Ovinos, localizada na Rua Marcelo Georgi, 69 – Jardim Progresso, na Cidade de São Manuel, Estado de São Paulo, às 9h em primeira convocação, com a presença mínima da metade mais um dos associados com direito a voto e, em segunda convocação, as 9h30, com qualquer número de associados com direito de voto. Ordem do Dia: a) Balanço Financeiro; b) Eleição da Nova Diretoria Biênio 2007/2008.

Arnaldo dos Santos Vieira Filho Presidente


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Ranking Cabanha Do Ano Depois de avaliar com muito cuidado todas as questões que envolvem o ranking paulista “Cabanha do Ano”, a Diretoria da ASPACO definiu o torneio para 2007. Todas as exposições que pleitearem sediar uma etapa do ranking devem apresentar as seguintes condições mínimas: - que o evento já tenha sido oficializado pela ASPACO com julgamento em anos anteriores; - total de100 animais para julgamento no evento independente de raças, sendo que se isso não acontecer o evento sai do ranking no ano seguinte;

- mínimo de 2 expositores para que haja julgamento de classificação e ranqueamento de cada raça. Estas condições foram definidas mediante os números do ano de 2006. Com relação aos pesos

multiplicadores da pontuação obtida nos eventos, ficou estabelecida a tabela mostrada abaixo. Também ficou definido que o ranking inicia-se na exposição seguinte à EXPOVELHA, evento que encerra o ranqueamento de

todas as raças. As comissões organizadoras dos eventos deverão entrar em acordo prévio com a ASPACO que ficará responsável pela divulgação da etapa, admissão e julgamento dos animais, além da compilação dos resultados.

Atualizações do regulamento de exposições para o Ranking Nacional da raça Santa Inês Durante o II Congresso Brasileiro da Raça Santa Inês, em maio de 2.006, o Conselho Técnico da ABSI se reuniu, atualizou e apresentou aos congressistas o novo regulamento de exposições para ser aplicado nos julgamentos de classificação de ovinos Santa Inês, nos torneios que irão compor o ranking nacional da raça. Portanto, em 2007 as alterações que deverão entrar em vigor são as seguintes: Atualizações do regulamento de exposições para o Ranking Nacional da raça Santa Inês Capítulo I Art. 1º - c) Animais serão julgados em duas classes, uma para animais PCOC/PO (Classe A) e outra para animais PCOD (Classe B). Regulamento de Expocição Capítulo II Art.7º - Os animais deverão obedecer às indicações abaixo em relação à dentição. Os que apresentarem-se diferentes, passarão para a categoria equivalente a sua dentição. Dente de leite para animais até 12 meses. Art. 8º - Obs. Fica suspensa a aplicabilidade, deste artigo, até que sejam atualizados os dados. Art. 10º Os animais de 4 (quatro) a 8 (oito) meses serão admitidos com notificação de nascimento e ficha de inspeção ao pé da mãe. Os animais de 8 (oito) a 18 (dezoito) meses serão admitidos com a carta de apto positivo. Os animais com idade acima de 18 (dezoito) meses somente serão admitidos no recinto da exposição se tiverem Registro Genealógico Definitivo ou ficha de confirmação. Caso contrário não podem entrar em julgamento.

Capítulo II Parágrafo Primeiro As idades dos animais serão calculadas tomando-se por base a data de início da exposição. Classe B – animais registrados de origem desconhecida PCOD PCOD Campeão Borrega 1ª categoria – animais de 1ª muda ou 2 dentes Campeão Borrega Maior 2ª categoria – animais de 2ª muda ou 4 dentes Campeão Ovino Jovem 3ª categoria – animais de 3ª muda ou 6 dentes Campeão Ovino adulto 4ª categoria – animais boca cheia ou 8 dentes Parágrafo Primeiro O número máximo de animais por categoria, num mesmo julgamento, será de 30 (trinta); toda vez que esse número for ultrapassado, a categoria será subdividida em tantas subcategorias quantas forem necessárias para que o número de animais em cada subcategoria criada não ultrapasse a 30 (trinta). Parágrafo Segundo A colocação dos animais nas subcategorias criadas obedecerá a ordem crescente de idade, em dias. Parágrafo Terceiro Caso ocorra coincidência de idade, em dias, entre o último animal de uma subcategoria e os da próxima, estes animais serão mantidos agrupados na subcategoria anterior, não importando o número final de animais que

compõem uma ou a outra subcategoria. Parágrafo Quarto Nas categorias cujo número total de animais não permitir a divisão em subcategorias com número igual de animais, o excedente ficará na primeira subcategoria criada. Parágrafo Quinto Quando da subdivisão das categorias serão classificados os oito melhores animais de cada subcategoria, que concorrerão entre si para classificação final da categoria, que ficarão dispostos em tandas (fila indiana) onde serão comparados entre si e retirado os oito melhores que serão pontuados. Parágrafo Oitavo A data base para efeito de cálculo de categorias será a data da inauguração da exposição. Parágrafo Décimo Segundo Expositor que colocar em julga-

mento animais de outros criadores terão de apresentar os documentos devidamente transferidos para o expositor (tendo validade autorização de transferência devidamente preenchida e protocolada pela associação estadual). Os animais adquiridos em leilão poderão ser inscritos em nome do adquirente desde que apresentem carta de compra e venda devidamente assinada pelo vendedor. 12ª Categoria – Conjunto Progênie de Mãe: será constituído por 02 (dois) ou mais animais controlados/ registrados, que tenham participado do julgamento nas respectivas categorias, podendo ser gêmeos, quando de sexo diferente, ou produtos de Transferência de Embrião de qualquer sexo, pertencentes ao mesmo expositor e mesma classe. O regulamento completo e atualizado da ABSI pode ser acessado em nosso site: www.aspaco.org. br/regulamentos.


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Cordeiro marroquino Ingredientes: 700 g de carne de cordeiro 1/2 xícara (chá) de grão-de-bico 4 colheres (sopa) de azeite 1 cebola pequena fatiada 3/4 colher (chá) de cominho em grãos 1/2 colher (chá) de páprica picante 1/2 colher (chá) de canela em pó 2 colheres (chá) de raspa da casca do limão 1 1/2 colher (chá) de farinha de trigo 1 1/2 xícara (chá) de caldo de carne 1/3 xícara (chá) de azeitonas verdes s/ caroço 1 colher (sopa) de mel 2 colheres (sopa) de coentro fresco amêndoas laminada a gosto (opcional) sal e pimenta-do-reino a gosto Modo de preparo: 1. Numa panela, coloque o grão-de-bico e cubra com água. Leve ao fogo alto e deixe cozinhar por 50 minutos ou até os grãos ficarem macios, mas cuidado para não deixar desmanchar. Escorra a água e reserve o grão de bico.

cubos de carne e transfira para um recipiente. Coloque um pouco mais de azeite na panela, deixe esquentar e repita a operação. Não coloque a carne de uma só vez, pois ela soltará muita água e ficará dura e esbranquiçada.

3. Numa tigela, coloque a carne e tempere com sal e pimenta-doreino.

5. Ainda na mesma panela, acrescente um pouco mais de azeite e coloque a cebola para refogar por 2 minutos ou até ficar transparente, mexendo com uma colher de pau. Junte a farinha e mexa por mais 2 minutos. Volte a carne para a panela e adicione o cominho, a páprica, a canela, as raspas de limão e o caldo de carne. Coloque o mel e as azeitonas verdes. Cozinhe por cerca de 10 minutos (clique em dicas e veja também uma outra forma de fazer este prato).

4. Numa panela grande, aqueça o azeite em fogo alto. Quando esquentar, abaixe o fogo para médio e coloque uma porção pequena de carne. Deixe fritar até dourar. Com uma escumadeira, retire os

6. Ao final do cozimento, junte o grão-de-bico, o coentro e verifique os temperos. Desligue o fogo e sirva a seguir. Se quiser, sirva com lâminas de amêndoas e uvas-passas.

2. Lave bem o coentro sob água corrente. Numa tábua, corte a cebola em fatias bem finas. Pique o coentro e as azeitonas em pedaços. Corte a carne de cordeiro em cubinhos.


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O Ovelheiro - Ed86 by ASPACO - Associação Paulista de Criadores de Ovinos - Issuu