ANO XIV
JANEIRO/FEVEREIRO
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o ovelheiro
Editorial
Neste 2006 que se inicia, já começamos a sentir a força de nosso setor, pois nem bem aconteceu a virada do ano e os eventos já estão a todo vapor, como se a suspensão para estes acontecimentos em nosso Estado, no final do ano, nem tivesse acontecido, ou melhor, como se este episódio tivesse incendiado nos ovinocultores, a vontade de cada vez mais estar realizando e participando das exposições. Eventos novos como o Piracicaba Show Ovinos, a EXPOAL de Altinópolis e a FEPAGRI de Araraquara estão certamente
chegando para ficar em nosso calendário, pois são de extrema importância para suas regiões e comandados por equipes que realmente estão com o espírito profissional que alguns outros parceiros já vêm dedicando aos eventos com ovinos. Por falar em eventos... FEINCO! Ah,... FEINCO!!! Nossa nova vedete. A “menina dos olhos” de todos os ovinocultores!!! Quanta expectativa e que sucesso, com certeza, será este magnífico evento, que já não só é o maior e mais importante evento da caprinovinocultura nacional, como o será mundialmente. Competência e determinação são fatores primordiais para se atingir estas plataformas, e essas qualidades a equipe do Agrocentro comandada pelo Décio Ribeiro dos Santos tem de sobra!! A programação dos eventos paralelos à exposição e julgamento dos animais é gigantesca. Não se pode falar que falta informação do setor quando nos deparamos com
esta vasta gama de cursos, palestras, debates entre outras formas de informação e incentivo nesta FEINCO. Não se encontram mais áreas comerciais disponíveis, e estou certo de que todas as empresas que participarão da feira estão eufóricas e contando os dias para a chegada do evento. A culinária também será um acontecimento à parte e certamente teremos agradáveis surpresas neste quesito, nesta que será a terceira edição da FEINCO. Novas ações estão sendo introduzidas pela ASPACO, como programas de melhoramento genético, que visam a melhorar as raças puras e também os cruzamentos industriais, extraindo daí, as melhores características da espécie otimizando o aproveitamento econômico da atividade. Estaremos inovando o I Leilão Aliança dos Núcleos da ASPACO, evento itinerante, idealizado pelos membros do Núcleo de Ourinhos e Região, onde todos os núcleos são
convidados a participar. Acontecerá no recinto da FAPI, na referida cidade, no dia 25 de março próximo. Também realizaremos o XV Leilão de Verão, na cidade de Pratânia, no dia 1º de abril, ambos com a presença de reprodutores puros, fêmeas puras e comerciais, selecionados e devidamente vistoriados segundo os padrões exigidos pela associação. Objetivamos a oficialização de outros novos núcleos regionais neste ano, para que a ASPACO consiga atuar em novas localidades do Estado, apoiando e ajudando a estruturar a cadeia produtiva da carne ovina. A associação está aí para somar, e peço, vamos nos unir para fortalecer os produtores e o setor. Façam contato conosco, estamos nos estruturando para servir, cada vez mais, aos nossos associados, da forma e no momento que precisarem. Meus votos de prosperidades e um ótimo 2006.
ASPACO é membro da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Caprinos e Ovinos Desde setembro último, a ASPACO passou a ser representada na Câmara Setorial Nacional de nosso setor. O convite veio para nosso presidente que passou a participar das reuniões a partir do 4º encontro realizado. As reuniões ocorridas no Ministério da Agricultura em Brasília contaram com a par-
ticipação de membros dos mais expressivos órgãos relacionados com o setor produtivo da caprinovinocultura . Entre as discussões mais urgentes, estavam a implantação do PNSCO – Programa Nacional de Sanidade Caprina e Ovina, adequações às linhas de crédito oferecidas aos produtores rurais e a redação da agenda de
discussão dos principais problemas relacionados ao setor, como as políticas públicas, inovações tecnológicas e as novas formas e estratégias de organização e coordenação da cadeia produtiva. O convite feito por Arnaldo dos Santos Vieira Filho, presidente da ASPACO, para realizar a próxima reunião no mês de
março durante a FEINCO, em São Paulo, foi prontamente aceita por todos os membros da câmara. A diretoria do Agrocentro estará recepcionando mais este importante acontecimento, que fará parte do calendário da FEINCO 2006, maior evento que a caprinovinocultura do país já pode assistir.
Erramos Em nossa edição anterior, foi publicado erroneamente os proprietários dos seguintes animais campeões na XVIII EXPOVELHA, que nesta edição já estão com os nomes oficiais: Dorper Reservada Grande Campeã – VPJ TEI 112 BD – Paulo Tosni, Cabanha do Sol, Tanabi/SP Suffolk Reservada Grande Campeã
EXPEDIENTE
– Panda 04 – 288 PO – Paulo Roberto S. Dzierwa e Emílio Dzierwa, Fazenda Serrana, Palmeira/ PR Ile-de-France Grande Campeã – São Paulino 325 PO – Paulo Pelicci e outros, São Manuel/SP Hampshire Down Grande Campeã – Bazalto 1744 PO – Mauro Duarte Mabilde Silveira, Cabanha da Saudade, Canguçu/RS
“o ovelheiro” - órgão informativo da Associação Paulista de Criadores de Ovinos ASPACO. Rua Marcelo Giorgi, 69 - Jardim Progresso (14) 3841.6841 - São Manuel / SP e-mail: aspaco@aspaco.org.br
Organização, Redação e Revisão: Márcio A. G. de Oliveira Jornalista Responsável: Tânia Cecília Tavares Casquel - MTB 23291/SP Impressão: Power Graph
Qualquer matéria deste jornal poderá ser publicada em outros veículos desde que seja citada a fonte.
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Ovinonotícias Reunião com os núcleos regionais Diretor Técnico Márcio Oliveira, a reunião, presidida por Arnaldo dos SantosVieira Filho, Dindo, se desenvolveu sobre vários assuntos, principalmente os relacionados ao mercado de carne ovina. O Núcleo de Botucatu, por exemplo, representa-
do pela Presidente Suely Zanluchi e pela Gerente Administrativo, Fernanda Pupo, pretende, dentro do Projeto Cordeiro Paulista, utilizar a estrutura do entreposto de carne junto à ASPACO, em São Manuel. Ações promovidas pelos núcleos, como
No último dia 08 de dezembro, foi realizada, no Sindicato Rural de São Manuel, a reunião semestral entre dirigentes da ASPACO e de seus Núcleos Regionais. Depois da explanação sobre o Projeto Cordeiro Paulista pelo
dias de campo, concursos Cordeiro Paulista e as próprias exposições municipais, serão compartilhadas com aASPACO, que apoiará estes eventos. Representantes de núcleos em formação, como o de Pirajú e Votuporanga, assim como os de recém formados, como o núcleo bragantino, participaram pela primeira vez do encontro. Segundo Dindo, este interesse por parte de novos grupos mostra o reconhecido trabalho da associação na busca de novos sócios e da organização regional de produtores profissionalizando a atividade.
Exposições paulistas com novos regulamentos
Com o objetivo de manter as exposições de ovinos mais competitivas, anualmente os regulamentos são revistos e mudados, atendendo os anseios dos criado-
res sem perder, no entanto, a coerência técnica. Em São Paulo, alguns eventos estão se tornando etapas de competição nacional obrigandose a utilizar o mesmo regulamento.A ABSI – Associação Brasileira do Santa Inês, por exemplo, criou um regulamento que vem sendo utilizado em São Paulo nos últimos anos. Com os mesmos objetivos, a ABC DORPER adaptou o seu. Recentemente o Conselho Técnico da AS-
PACO sugeriu à Diretoria que as demais raças usassem um regulamento, também, adaptado do da ABSI, por considerá-lo moderno e adequado ao julgamento de animais. A sugestão foi aceita e, segundo a zootecnista da ASPACO, Melissa da Fonseca Oliveira, a medida facilitará a utilização de programas de julgamento. As principais mudanças ficaram para o regulamento das raças Suffolk, Hampshire Down, Ile de
France, Texel e Poll Dorset. Entre elas, está a divisão das categorias onde os animais entram em julgamento a partir dos 4 meses de idade. Serão 5 categorias, subdivididas em 2, por idade. Para maiores esclarecimentos e conhecer os regulamentos que entrarão em vigor nas exposições de ovinos em São Paulo em 2006, acesse o site da ASPACO: www.aspaco.org.br.
Febre aftosa: depois da tempestade, a calmaria Felizmente, foram menos de 30 dias de medidas para proteger e preservar o patrimônio agropecuário do Estado de São Paulo. Entretanto, este período
de suspensão de exposições ou qualquer outro evento que concentrasse animais de cascos fendidos, foi o suficiente para causar prejuízos para alguns produtores
e setores, depois do surgimento de focos da febre aftosa nos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná, no final de outubro passado. A liberação dos eventos para bo-
vinos, suínos, caprinos e ovinos em São Paulo foi anunciada pelo próprio Governador Geraldo Alckmin em 18 de novembro. Os ovinos voltam às pistas.
São Carlos sai na frente no melhoramento genético
Representantes do NUCOSC - Núcleo de Criadores de Ovinos de São Carlos, e seu Presidente, Fábio Pinto da Costa (foto), estiveram no último dia 08 de dezembro na ASPACO em São Manuel. O motivo da visita foi a proposta de aplicação de um programa de melhoramento genético para ovinos da raça Santa Inês em São Paulo. O programa foi esclarecido pelo Médico Veterinário Ar-
naldo Dantas Barreto Neto, coordenador deste no Estado de Sergipe e Diretor Técnico da associação sergipana. Ele faz parte da equipe de melhoristas liderado pelo Prof. Dr. José Bento Stermam Ferraz, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia deAlimentos da USP. Os criadores de Santa Inês de São Carlos se interessaram e aplicarão o programa em seus rebanhos. Tomando conhecimento do assunto, o Diretor Técnico, Márcio Oliveira, o apresentou à Diretoria da ASPACO, já que uma das metas propostas pelo Conselho Técnico era iniciar um programa deste tipo. Concluiu-se que poderemos contar com o grupo da USP no melhoramento dos ovinos Santa Inês. Está em estudo um trabalho deste tipo para as demais raças. Segundo
Márcio, mais do que nunca, o Estado que mais consome carne ovina do país precisa aplicar um pro-
grama deste nível aos plantéis para melhorar a produção de nossos rebanhos.
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Acompanhe os eventos e leilões para 2006 em todo o Brasil XV Leilão de Verão O Leilão de Verão, realizado pela ASPACO, já tem uma tradição que dura 14 anos. Ele foi criado para atender os criadores que não haviam conseguido adquirir reprodutores nas exposições de final de ano, Evento com apoio oficial da ASPACO Evento Ranking Cabanha do Ano De 7 a 12 de fevereiro de 2006 Piracicaba Show Ovinos - Parque de Exposições do Engenho Central de Piracicaba/SP Reservas: (11) 5533-3288 11 de fevereiro de 2006 19h - Leilão Piracicaba Show Ovinos - Parque de Exposições do Engenho Central de Piracicaba/SP - Oferta de aproximadamente 60 lotes das raças Santa Inês e Dorper - 18 parcelas Transmissão: AgroCanal - Leiloeira: Leilopec (www.leilopec.com.br) - Reservas: (11) 55333288 11 de fever eiro de 2006 8h30 - Dia de Campo do Núcleo de Ovinocultores Botucatu e Região - Fazenda Estrela Azul - Informações fone: (14) 97088669/9718-2864/9163-9222 De 10 a 11 de fevereiro de 2006 XXVI Feira de Ovinos de Verão e a XVII Lã e Carne - Parque do Sindicato Rural Dom Pedrito/ Rio Grande do Sul www.sindicatoruraldp.com.br - Fone: (53) 3243-3378 De 15 a 18 de março de 2006 FEINCO 2006 - III Feira Internacional de Caprinos e Ovinos - Centro de Exposições Imigrantes - São Paulo www.feinco.com.br 16 de março de 2006 20h - 2º VPJ de Doadoras Dorper - FEINCO - 15 parcelas - Leiloeiro Aníbal Ferreira Marcelino Júnior - Transmissão:AgroCanal - www.mbaleiloes.com.br 17 de março de 2006 13h - 1º Leilão Dorper SP - FEINCO - 16 parcelas - Leiloeiro - Aníbal Ferreira Marcelino Júnior - Transmissão: AgroCanal www.mbaleiloes.com.br
mais precisamente na EXPOVELHA. Com o passar das edições o Leilão de Verão disponibilizou ovelhas comerciais, também. Hoje, portanto, os criadores de ovinos, principalmente os paulistas da região de São Manuel têm
uma grande oportunidade de vender e comprar matrizes e reprodutores de todas as raças, seja para plantéis, seja para rebanhos comerciais. O Leilão de Verão deste ano será realizado no dia 1º de abril,
às 14h, no mesmo Recinto do Pratânia Leilões Rurais, em Pratânia, a 11 km de São Manuel, sentido Avaré. Os interessados deverão entrar em contato com a ASPACO até o dia 27 de março.
FEINCO - 16 parcelas - LeiloeiroAníbal Ferreira Marcelino Júnior - Transmissão: AgroCanal www.mbaleiloes.com.br
23 de junho de 2006 13h - 2º Leilão Virtual Ovinos Dorper Elite Corona - Agropecuária Corona - Raças Dorper FEICORTE - Campo Grande - MS - Transmissão: Canal do Boi - www.mbaleiloes.com.br Fone: (11) 3067-6111
- Fone: (51) 3288-6223
18 de março de 2006 20h - Leilão Mega Show 2006 - Raças Dorper e Boer - FEINCO - 16 parcelas - Leiloeiro Aníbal Ferreira Marcelino Júnior - Transmissão: AgroCanal - www.mbaleiloes.com.br 25 de março de 2006 1º Leilão Aliança dos Núcleos da ASPACO Recinto da FAPI - Ourinhos/SP 1º de abril de 2006 14h - XVLeilão de Verão - Recinto do Pratânia Leilões Rurais - em Pratânia - Os interessados deverão entrar em contato com aASPACO até o dia 27 de março
De 20 a 24 de junho de 2006 FEICORTE 2006 - Centro de Exposições Imigrantes - São Paulo - www.feicorte.com.br - Fone: (11) 5067-6767
Julho de 2006 EXPOVINOS - Araçatuba/SP
De 1º a 8 de outubro de 2006 XIX EXPOVELHA - Lençóis Paulista - Promotor -ASPACO eAssociação Rural de Lençóis Paulista
De 06 a 09 de abril de 2006 FEPAGRI -Araraquara/SP
De 07 a 16 de julho de 2006 FAPIJA - Jacareí/SP
De 05 a 09 de abril de 2006 EXPOAL - Altinópolis/SP
Agosto de 2006 FEAPAM - Ribeirão Preto/SP
De 27 de abril a 07 de maio de 2006 Facilpa - 2006 - Lençóis Paulista/SP - Organização:Associação Rural de Lençóis Paulista
EXPO JAÚ - Jaú/SP
17 de março de 2006 20h - Leilão Dolly Caruana - FEINCO - Transmissão: Terra Viva - www.leilonorte.com.br 18 de março de 2006 13h - Leilão Integração Santa Inês 2006 -
De 1º a 11 de junho de 2006 FAPI - Ourinhos/SP
De 1º a 3 de setembro de 2006 EATEC - São João da Boa Vista De 12 a 16 de setembro de 2006 FEIPECUS - São Carlos/SP
EXPO BOTU - Botucatu/SP
20 de maio de 2006 20h - Leilão Imperial Marambaia - Fazenda Marambaia - Raças Santa Inês e Dorper Fazenda Marambaia - Petrópolis - Rio de Janeiro - T ransmissão: Terra V iva www.leilonorte.com.br - Fone: (11) 68270300
Setembro de 2006 EXPO LINS - Lins/SP
23 de junho de 2006 13h - 2º Virtual Ovinos Dorper Elite Corona FEICORTE - 14 parcelas - Leiloeiro Adriano Marcos Barbosa Ferreira - Transmissão: Canal do Boi - www.mbaleiloes.com.br
De 04 a 07 de abril de 2006 EXPO FARTURA - Fartura/SP
De 23 a 28 de maio de 2006 Núcleo de T ietê e região e ASPACO apresentam: 1º Concurso Borregas Paulista Julgamento de animais da Raça Santa Inês de 1º a 8º categoria, seguindo regulamento ABSI - Premiações em dinheiro - 27/ 05 - 1º Leilão Schina com transmissão pelo Canal Terra Viva - Informações: (15) 9717-7692 e ASPACO (14) 3841-5330 www.agresteleiloes.com.br - Fone: (82) 3223-7000
De 19 a 27 de agosto de 2006 2ª Exposição Especializada de Caprinos e Ovinos de Porto Feliz/SP - Promotor - Embriatec
De 18 a 27 de agosto de 2006 EXPOINTER 2006 - Parque Assis - Brasil - Rio Grande do Sul - www.expointer.rs.gov.br
Outubro de 2006 EXPO RIO PRETO - São José do Rio Preto
09 de outubro de 2006 20h30 - 2º Capital Ovinos Santa Inês - Av. Francisco Matarazzo, 810 - Vila Country - SP - 16 parcelas - LeiloeiroAníbal Ferreira Marcelino Júnior - Transmissão: AgroCanal www.mbaleiloes.com.br Novembro de 2006 Grand Expo Bauru - Bauru/SP FICOVINOS - Jaguariúna/SP
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O controle de gerações Por Márcio Armando G. de Oliveira Zootecnista, Especialista em Produção de Ovinos e Inspetor e Diretor Técnico - ASPACO
Fêmeas CG1 Suffolk Entre os cruzamentos realizados dentro da ovinocultura, o absorvente constitui-se numa ferramenta que permite, à partir de uma determinada raça, se chegar à outra.A ARCO –Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos reconhece estes cruzamentos que, ao serem controlados, podem dar origem a animais PC ou puros por cruza, de composição racial 31/32. Este serviço é chamado Controle de Gerações. Primeiramente seleciona-se as matrizes que constituirão o rebanho base no processo. Elas devem ser isentas de defeitos graves que impeçam a produção de cordeiros, como peitos perdidos e defeitos crânio-faciais (prognatismo e retrognatismo). Estas fêmeas constituir-seão na raça absorvida. Por outro lado, os reprodutores são pertencentes à raça desejada ou absorvente. Deverão ser registrados (PO, RGB ou SO) e servir todas as matrizes em regime de cruzamentos. Os produtos provenientes dos cruzamentos são inspecionados ao pé-das-mães e tatuados na orelha
esquerda com o símbolo CG (Controle de Geração) seguido do número que indica ou grau de sangue, ou seja, 1 para o 1/2 sangue, 2 para o 3/4, 3 para o 7/8 e 4 para o 15/16 de sangue da raça absorvida. Do CG 1 ao CG 4, somente as fêmeas são controladas. Se não apresentarem defeitos graves, as cordeiras são tatuadas na seqüência imediata das mães, independente de suas características fenotípicas. Por exemplo: se a mãe for tatuada CG 1, sua filha será CG 2; se a mãe for CG 2, sua filha será CG 3; e se a mãe for CG 3, sua filha será CG 4. O filho ou filha de ovelha 15/16 de sangue, ou CG 4, será praticamente um puro por cruza, 31/32 de sangue. Neste caso, os produtos ao pé-das-mães recebem a tatuagem CG 5 na virilha, provisoriamente. Com cerca de um ano, serão inspecionados para receber a tatuagem de PC: RGB Base, SO ou RD conforme a apresentação do padrão da raça absorvida e das características zootécnicas por ela exigidas. Quando a fêmea CG 5 não estiver na altura de um produto no mínimo RD, ela pode receber o CG 4 na orelha esquerda, ficando apta a
produzir um produto PC na próxima formar plantéis de raças onde existe geração. O macho que não apresentar uma deficiente oferta de matrizes ou o nível de RGB Base (para as raças estas apresentam elevados valores nacionais com exceção da Santa Inês) de aquisição. O criador que faz o ou SO (para as raças exóticas e raça Controle de Gerações deve se conSanta Inês) deverá ser eliminado. ter, no entanto, em não disponibiliOs produtos CG 5 e subsequen- zar reprodutores cruzados para os tes serão identificados com a tatua- rebanhos comerciais.Afinal, além de gem CGD (Controle de Geração Defi- estar degradando seu próprio mernitivo), quando o criador solicitar. cado de reprodutores no futuro, A identificação das fêmeas a se- causará uma despadronização na rem utilizadas no cruzamento será co- produção de cordeiros, o que não é municada àARCO pelo Inspetor Téc- nada interessante ao mercado de nico, através da FICHA DE CONTRO- carne. LE DE GERAÇÕES, onde constará, A seguir o esquema do cruzaalém da identificação do criador, o mento absorvente controlado pela número de ventres identificados, raça ARCO, onde F corresponde às fêou tipo zootécnico dos mesmos, bem meas de tipos zootécnicos ou raças como a procedência e a categoria dos a serem absorvidas; M trata-se de carneiros que serão usados, e o perío- reprodutores puros da raça absordo de monta. A ARCO poderá proce- vente; CG 1, CG 2, CG 3 e CG 4 são der a transferência de ventres identifi- as fêmeas 1/2, 3/4, 7/8 e 15/16 de cados, de qualquer geração, median- sangue respectivamente da raça abte uma autorização de transferência ex- sorvente; e PC são os machos e/ou pedida pelo criador e em formulário fêmeas puros por cruza da raça abpróprio a ser instituído. A transferên- sorvente. cia habilitará o criador que adquiriu, prosseguir o cruzamento absorvente. O cruzamento absorvente e o controle de gerações pela ARCO já foi muito usado para formar rebanhos PC de algumas raças tipo carne. Continuam sendo, apesar da disponibilidade maior de tecnologias reprodutivas, uma forma viável de Fêmeas CG1 Dorper
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Produção de carne de cordeiro 1. Introdução O Brasil, país de dimensão continental, apresenta características ambientais das mais variadas, nas quais se encaixam, perfeitamente, sistemas de produção de ovinos, seja para lã, para carne, pele e até leite. A ovinocultura está concentrada, nos dias atuais, em duas regiões muito características: Rio Grande do Sul, com predominância da lã, tendo a carne como produto em expansão, e Nordeste, região de ovinos deslanados, explorados para carne e pele. Destacam-se, entretanto, uma terceira região emergente, composta principalmente pelos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Goiás, onde a produção de carne é o objetivo principal. Este segmento da ovinocultura, no entanto, precisa evoluir tecnologicamente, desde as técnicas de produção até a estrutura de comercialização. O mercado é ávido, a procura é maior que a oferta; todavia, é preciso que se altere completamente o esquema atual, no qual a qualidade do produto ofertado está muito distante das requisições dos consumidores modernos. Inovações mercadológicas como programas de produção de carne de cordeiro com denominação de qualidade, ou com denominação de origem, devem ser introduzidas, garantindo, assim a oferta do produto com características qualitativas homogeneizadas. O abate clandestino de ovinos, prática usual na atualidade, deverá transformar-se em coisa do passado, sendo um dos obstáculos à transformação da ovinocultura em atividade empresarial, notadamente na terceira região supra citada.
porém, a inconveniência da manutenção de ovinos lanados em clima quente e úmido. A implantação de uma criação de ovinos exige uma análise detalhada do ambiente para que se possa optar por uma raça ou mais de uma perfeitamente adaptáveis. Existem cerca de 800 raças ovinas no mundo, com as mais diferentes características adaptativas. A Merino Australiano, por exemplo, especializada na produção de lã fina, apresenta mecanismos anato-fisiológicos e comportamentos dos mais perfeitos para se manter em clima caracterizado por temperaturas elevadas, porém áridos, da mesma forma que as raças Santa Inês, Morada Nova, etc. Por outro lado, esses genótipos são pouco exigentes quanto ao nível nutricional. Ao contrário, as raças especializadas na produção de carnes são bastante exigentes, devendo ser criadas em áreas com solos férteis. Considerando-se que os cordeiros podem ser criados em pastagens de solos pobres, fato importante sob o ponto de vista socioeconômico, há que se compor combinações de genótipo para se auferir a máxima rentabilidade do sistema. O desrespeito à interação genótipo x ambiente representa o princípio do insucesso da criação.
2. A interação genótipo x ambiente Os sistemas de produção de ovinos envolvem, basicamente, a pastagem, em todo o ciclo produtivo ou, pelo menos, na fase de cria, quando se optar pela terminação em confinamento. Logo, é preciso considerar todas as variáveis ambientais: solo, planta e clima. O ovino se adapta às mais distintas condições ambientais: dos solos pobres aos mais férteis, do nível do mar às altitudes andinas, do clima quente e seco ao frio e úmido, dos campos com escassez de forragens às pastagens luxuriantes. Ressalta-se,
Existem muitas opções de raças a serem utilizadas para a produção de carne de cordeiro. É importante salientar que qualquer genótipo pode propiciar carne de alta qualidade, já que o fator que mais interfere nos caracteres sensoriais é a alimentação (70%). Em primeiro lugar, não se deve abrir mão dos animais autóctones (sem raça definida), em função da elevada adaptabilidade e resistência que apresentam, sobretudo, à verminose, em razão da própria seleção natural ocorrida ao longo do tempo. Além da necessidade de preservar esse material genético, pode-se utilizá-lo como rebanhobase em sistema de cruzamento
3. Raças e cruzamentos
industrial com reprodutores de raças especializadas para carne. Quando for possível implantar rebanhos grandes (ao redor ou acima de 1000 matrizes), as raças produtoras de lã ou de dupla aptidão poderão compor o rebanhobase a ser servido por carneiros tipo carne. Nesse caso, produzirse-á carne de cordeiros meio-sangue, explorando-se, assim, o efeito da heterose e também a lã proveniente das matrizes. Em rebanhos pequenos, mantidos em condições de bom nível nutricional, é viável a criação de raças puras tipo carne. Em vista da dificuldade de se encontrar grande número de fêmeas puras, uma opção de alta viabilidade é a utilização do cruzamento absorvente da raça eleita sobre fêmeas de qualquer genótipo. No cruzamento industrial, em que se elege uma raça paterna (especializada para carne), e na linha materna uma raça menos exigente e melhor adaptada ao meio (a qual manter-se-á sempre pura), todos os cordeiros mestiços, machos e fêmeas deverão ser comercializados, bem como os machos puros da raça-base, mantendo-se apenas as fêmeas desta para a reposição. 4. Manejo da reprodução O ovino é uma espécie poliestrica estacional, ou seja, apresenta estros ou cios que se repetem a cada 17 dias em média, em determinada época do ano, permanecendo em anestro o restante. O período de estro varia de raça para raça, desde um mínimo de aproximadamente 5 meses verificado na Romney, por exemplo, até ausência de anestro, como no caso das raças deslanadas, SRD (sem raça definida), etc. De maneira geral, o outono é o período em que todas as raças ovinas apresentam plenitude das funções reprodutivas. Num sistema de produção de ovinos, é fundamental que se determine a época da estação de monta, a qual não deve ter duração maior que 60 dias, evitandose, dessa forma, desuniformidade muito grande dos cordeiros nascidos e/ou chance para que ovelhasproblema venham a emprenhar-se. Nas condições de campos naturais do Rio Grande do Sul ou em condições de clima frio e úmido no inverno, a estação de monta deverá ser estabelecida para que os nascimentos ocorram na primavera, evitando-se, assim, mortalidade elevada pelo complexo inaniçãoexposição.
o ovelheiro Por Edson Ramos de Siqueira 1ª Parte
Já no centro do Brasil (inverno seco), pode-se empreender uma maior flexibilidade no período de acasalamento, que é aspecto auspicioso pela possibilidade de se obter nascimentos num espaço de tempo mais dilatado, fato importante sob o ponto de vista mercadológico. Em setembro – outubro, raças como a Santa Inês, Merino Australiano, Ideal, Poll Dorset e também SRD já podem entrar em monta. A Corridale, Suffolk, Ile de France, Hampshire Down e Texel, a partir de dezembro – janeiro; a Romney, em fevereiro – março. 5. O cordeiro 5.1. Cuidados durante a gestaçáo
A gestação pode ser dividida em duas fases: os primeiros 100 dias (2/3 iniciais) e os úItimos 50 dias (1/3 final). As exigências da gestante na 1ª fase são moderadas, crescendo substancialmente no terço final. É neste período que ocorrem 70% do crescimento fetal, bem como a preparação para a futura lactação. Deficiência alimentar, problemas sanitários e manejo inadequado, nessa fase, implicam em cordeiros fracos, com baixo peso ao nascer, baixa produção de leite e mortalidade elevada. Uma boa pastagem é suficiente para oferecer os nutrientes requisitados pelas gestantes nesta época, além de uma suplementação mineral balanceada. Deve-se ter cuidado especial com a verminose, pois o pico de infestação ocorre a partir do final da gestação e durante a lactação. Esse fato é fisiologicamente explicado, ocorrendo em função da supressão do sistema imunológico ocasionado pelos hormônios envolvidos na lactação. A sanidade, de maneira geral, deverá ser máxima. Qualquer enfermidade interferirá sobremaneira, na eficiência reprodutiva do rebanho. O deslocamento das ove-
o ovelheiro lhas deve ser feito com cuidado, devagar, sem atos bruscos, porque são causadores de estresse. As gestantes deverão permanecer em boa pastagem, com água pura à disposição e sombra. A ausência de sombreamento implica em sérios transtornos à gestação, sobretudo em regiões muito quentes, podendo ocasionar desde reabsorção embrionária, até subdesenvolvimento do feto. Os nascimentos deverão ocorrer em pastagens limpas, baixas, sombreadas e que facilitem a observação dos animais. Não é conveniente a interferência durante o parto ou após; quando o cordeiro estiver seco e firme e a ovelha mais calma, deve-se fazer a desinfecção do umbigo com tintura de iodo. 5.2. Sistemas de cria
Janeiro/Fevereiro As ovelhas podem atravessar todo o ciclo produtivo anual exclusivamente em condições de pastagens, mesmo a fase de lactação. Em determinadas circunstâncias poderá haver necessidade de suplementação alimentar, sobretudo considerando-se que na maioria dos casos os nascimentos ocorrem em época de escassez forrageira. Tudo depende das condições climáticas e edáficas do local, determinantes da disponibilidade de alimento na pastagem. Há necessidade de estudos detalhados, tanto técnicos como econômicos; entretanto, pode-se aventar as seguintes possibilidades: 1) Suplementação das ovelhas com feno, silagem, com ou sem concentrado; 2) Suplementação apenas dos cordeiros em sistema de ‘’creep feeding”, com concentrado; 3) Suplementação tanto das matrizes, como dos cordeiros em “creep feding”; 4) Desmama precoce, com encaminhamento dos cordeiros ao confinamento. Nos itens 1, 2 e 3, é possível desmamar tardiamente. Todavia, em muitas situações, poder-se-á esbarrar num sério problema que é a verminose. Esse problema é freqüente, principalmente em regiões de
alta precipitação pluviométrica, sendo agravado pelas altas lotações propiciadas pelas boas condições dos pastos. Além disto, há a questão fisiológica da ovelha lactante, que se apresenta mais susceptível exatamente durante a amamentação. Ressalta-se que diminuir a lotação em pastagens com potencial produtivo compatível com elevadas cargas animais é anti-econômico. 5.3. Adesmama A desmama é como a supressão total da ingestão de leite pelo cordeiro, podendo ser precoce, se efetuada na faixa de 21 a 45 dias; semiprecoce, de 60 a 100 dias, e tardia, de 100 a 150 dias de idade. A desmama tardia caracteriza os sistemas extensivos de criação; a precoce ajusta-se tanto à exploração leiteira como aos sistemas intensivos de produção de carne, sendo, nesse caso, nas condições brasileiras, 45 dias a idade sugerida. Ultrapassar essa idade, em condições de altas precipitações pluviométricas e elevadas lotações, normalmente provoca perdas significativas na produção, ocasionadas pelo aumento da mortalidade. O pico da produção de leite ocorre entre a 3ª e 4ª semanas após o parto, do qual 75% do total da lactação é produzido nas oito pri-
Página 07 meiras semanas. Apesar de o desenvolvimento ruminal acompanhar o do organismo como um todo, sua velocidade, a partir da 3ª semana de idade, depende sobretudo do consumo de alimento sólido. Logo, a utilização do “creep-feeding”, a partir dos 10 dias de idade, é também recomendável para acelerar o desenvolvimento ruminal, bem como condicionar o animal à dieta que receberá no confinamento. Determinadas características da ração do “creep-feeding” deverão ser observadas, como: palatabilidade, alto nível energético, proteína bruta na faixa de 12% a 14% e adequado teor de minerais. Ex.: 88,5% de grãos de milho moído; 10% de farelo de soja; 1% de calcário calcítico; 0,5% de premix mineral. Quando a desmama for precoce, atentar-se-á contra o ubere das ovelhas descordeiradas, tendo em vista que a persistência da produção de leite poderá levar a graves problemas de mastite. Assim deve-se esgotá-las sempre que necessário. Continua na próxima semana Fonte: Anais do I Encontro Mineiro de Ovinocultura - Lavras/MG - 2000
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Santa Inês será destaque no Piracicaba Show Ovinos O Parque de Exposições do Engenho Central de Piracicaba/ SP será palco, de 07 a 12 de feve-
reiro, do Piracicaba Show Ovinos, um grande evento onde diversos criatórios do Brasil estarão expon-
do e leiloando animais de alto padrão genético. O evento fará parte do calendário oficial da ASPACO, sendo uma exposição especializada para a raça Santa Inês. A programação será a seguinte: 07/02 – Entrada dos animais das 8h às 20h 08/02 – Pesagem e julgamento de admissão a partir das 8h 09/02 – Julgamento de classificação a partir das 13h 10/02 – Julgamento de classificação a partir das 9h 11/02 – Leilão Piracicaba Show Ovinos às 20h 12/02 – Saída dos animais a partir das 10h A realização do evento está a cargo de Detoni Santa Inês, Ran-
cho Morro Verde, Estância Luma Santa Inês, Sítio Bela Vista, Cabanha Africano, Cabanha Sérgio Paschoal e Cabanha Guarany. E conta com o apoio da ASPACO – Associação Paulista de Criadores de Ovinos e da ABSI – Associação Brasileira de Santa Inês. Leilão O grande leilão do Piracicaba Show Ovinos será no dia 11 de fevereiro, às 20h, no local do evento, com a oferta de aproximadamente 60 lotes das raças Santa Inês e Dorper. As leiloeiras, Leilopec e Agreste Leilões, estão na organização deste leilão que terá transmissão pelo AgroCanal. Mais que uma excelente oportunidade de negócios, este evento é um encontro de amigos. Participe!
Determinações da ARCO no Serviço de Registro Genealógico
Prazos das comunicações: Considerando uma estação reprodutiva ou período de monta de até 120 dias, o criador terá 150 dias de prazo, a partir do início da estação para enviar a Notificação de Cobertura das Matrizes PO e PC (RGB). As comunicações devidamente preenchidas devem ser enviadas para a associação estadual ou para a ARCO, via
correio ou via internet, conforme formulário disponível no site www.arcoovinos.com.br As notificações de nascimento devem ser feitas por ocasião da Inspeção ao pé-da-mãe e rubricadas pelo Inspetor Técnico. Confirmações PO e RGB Para confirmação, os produtos devem ter no mínimo seis meses e se apresentarem aptos,
conforme carta emitida pela ARCO. Produtos que apresentarem irregularidades, conforme descrito abaixo, não deverão ser confirmados até que a situação seja regularizada: 1) Mãe não confirmada; 2) Pai não confirmado; 3) Irmãos gêmeos com datas de nascimento diferentes; 4) Mãe tem produtos com ou-
tro pai nessa data; 5) Mãe do produto não é de propriedade do criador; 6) Criador já possui produto com a mesma tatuagem; 7) Intervalo inválido entre partos; 8) Intervalo inválido entre cobertura e nascimento; 9) Cobertura não comunicada; 10) Pai do produto não é de propriedade do criador. Com exceção dos códigos 1 e 2, o criador tem no máximo até três meses, a partir da data de emissão da Carta de Aptos, para regularizar a situação de produtos NÃO APT OS. Após o prazo estipulado, não serão aceitas alterações referentes aos produtos com códigos: 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 10 e os mesmos não poderão mais serem apresentados para confirmação.
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São Paulo será palco da maior feira de ovinos da América Latina
A FEINCO 2006 - III Feira Internacional de Caprinos e Ovinos é a maior Feira do gênero já realizada na América Latina e acontece de 15 a 18 de março no Centro de Exposições Imigrantes em São Paulo. Com 22 mil m² de área total, duas pistas de julgamentos independentes de 364m² cada, área de estandes para mais de
150 expositores comerciais, mais de 1000 baias para animais, alojamento para 150 tratadores, recinto de leilões com ar condicionado, etc. Trata-se de uma feira estritamente de negócios, sem shows e parque de diversões, o que garante que o público visitante seja totalmente especializado. Na edição de 2005, estiveram presentes mais de 20 mil visitantes, nacionais e internacionais, todos credenciados ao entrar no pavilhão. A FEINCO 2006 estará dividida nos seguintes setores: nutrição animal; genética; produtos veterinários; adubos e fertilizantes; sementes; defensivos agrícolas; máquinas e equipa-
Eventos paralelos Com o objetivo de promover e divulgar as qualidades dos produtos e sub-produtos da caprino-ovinocultura, a FEINCO realizará novamente a Cozinha Interativa que contará com a presença de renomados chefes de cozinha ensinando como preparar diversos pratos.
Visando o desenvolvimento e a profissionalização da cadeia produtiva, a FEINCO estará realizando em 2006, seu primeiro Congresso Internacional com os seguintes temas já confirmados, além do Encontro Nacional de Criadores e vários Cursos, Workshops e Palestras:
Uso de ultrasson para avaliação de carcaças de ovinos PqC.Dr. Mauro Sartori Bueno - Instituto de Zootecnia VIII Reunião Técnica do Instituto de Zootecnia de Nova Odessa - Produção Intensiva de Ovinos Caprinos e Ovinos: a nobreza de seus cortes Dr. Anderson Luis Rocha da Silva Curso de Preparação de Animais para Exposições Cursos de Cercamento e Instalação de Cercas Elétricas Gerdau Curso de casqueamento de ovinos e caprinos Curso de Inseminação Artificial Transcervical em Caprinos e Ovinos com noções básicas em Laparoscopia e Ultrassonografia Méd.Vet. Dr. César Mateos Nunez (vagas limitadas) Cursos e apresentações de cães de pastoreio Equipe Eye Power I Simpósio Nacional da Raça Saanen Sistema de avaliação linear de caprinos leiteiros Daniel Considine - ADGA EUA Caprinocultura de corte Nico Botha - África do Sul
mentos; implementos agrícolas; frigoríficos; órgãos de pesquisa e desenvolvimento; insumos para agropecuária; balanças, cochos e troncos; veículos utilitários; bancos, seguradoras e universidades; informática e internet. O evento, que contará com a participação e apoio da ASPACO - Associação Paulista dos Criadores de Ovinos, tem como objetivo promover o encontro de produtores categorizados de São Paulo e de outros estados, a fim de avaliar e evidenciar o desenvolvimento da pecuária; agraciar com premiação criadores que se destacaram no trabalho de melhoramento animal, valorizando os animais regularmente inscritos no Registro Genealógico das Associações; proporcionar intercâmbio de experiências, tecnologia, desenvolvimento de novos projetos e informações entre técnicos e criadores com a finalidade de incentivá-los na prática de métodos racionais e modernos de manejo e criação; favorecer negócios de compra e venda de reprodutores, matrizes e tecnologia otimizando a rentabilidade da empresa agropecuária e da agroindústria; estimular o interesse e a participação de um maior número de pessoas, aproximando-as do setor da cadeia produtiva de ovinos, etc. A FEINCO fará parte da primeira etapa do ranking “Caba-
nha do Ano 2006” da ASPACO. Inscrições As inscrições para julgamento e exposição dos animais deverão ser feitas, impreterivelmente, até o dia 10 de fevereiro, através da ficha disponível em nosso site (www.aspaco.or g.br) e que deverá ser enviada para a sede da ASPACO na rua Marcelo Giorgi, 69, São Manuel/SP, CEP: 18650-000, acompanhada pelas cópias dos certificados de registro e/ou carta de aptos e/ou notificação de nascimento dos animais PO/PCOC/ PCOD e do cheque nominal à ASPACO. A programação de julgamentos de ovinos da III FEINCO será a seguinte: * 11 e 12 de março: entrada dos animais, das 7h30 até às 19h30 * 13 de março: pesagem e admissão dos animais a partir das 9h * 15, 16, 17 e 18 de março: julgamento de classificação de todas as raças a partir das 9h * 18 de março: saída dos animais a partir das 20h * 19 de março: saída dos animais até às 18h Os regulamentos para os julgamentos de classificação e o regulamento do recinto de exposição estarão disponíveis na página da internet www.aspaco.org.br.
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Definidos os prêmios Cabanha do Ano 2005 para as raças Santa Inês, Dorper e White Dorper O impasse surgido pela não realização da exposição de ovinos na Grand Expo Bauru, em novembro de 2.005, levou a decisão do final do ranking para premiar os melhores expositores das raças Santa Inês, Dorper e White Dorper para a mesa de reuniões do Conselho Técnico e Diretoria daASPACO.A decisão foi tomada por unanimidade dos presentes: o ranking Caba-
nha doAno termina na XVIII EXPOVELHA, sendo eliminados de cada participante as piores pontuações. Considerou-se, portanto, 4 etapas para a raça Santa Inês e 5 etapas para as raças Dorper eWhite Dorper. Para estas últimas, a Grand Expo Bauru de 2.004 entrou como uma etapa no ranking.As tabelas a seguir mostram como ficou a classificação dos 10 melhores expositores:
A ASPACO parabeniza todos os participantes do ranking Cabanha do Ano, principalmente os melhores de 2.005: CABANHA DO ANO / 2.005 – RAÇA HAMPSHIRE DOWN Wilson Muniz Barbosa – Cabanha São Caetano – São Borja/RS CABANHA DO ANO / 2.005 – RAÇA ILE DE FRANCE Carlos Orlando Carraro – Cabanha Carraro – Lençóis Paulista/SP CABANHA DO ANO / 2.005 – RAÇATEXEL José Roberto Sobral – Cabanha 3 Sinos – Pedra Bela/SP CABANHA DO ANO / 2.005 – RAÇA SUFFOLK Fazenda Alvorada de Bragança Agropastoril – Bragança Paulista/SP CABANHA DO ANO / 2.005 – RAÇA SANTA INÊS PO/PCOC Luiz Roberto Dias da Silva – Rancho Morro Verde – Atibaia/SP CABANHA DO ANO / 2.005 – RAÇA SANTA INÊS PCOD Roberval Faria – Cabanha Samara – Franco da Rocha/SP CABANHA DO ANO / 2.005 – RAÇA DORPER LEF Agropecuária Ltda – Faz. Jurema – Macatuba/SP CABANHA DO ANO / 2.005 – RAÇAWHITE DORPER Hélio Dias dos Santos Duarte – Estância Cachoeira – Botucatu/SP CABANHA DO ANO / 2.005 – RAÇA POLL DORSET Paulo e Emílio Dzierwa – Fazenda Serrano – Palmeiras/PR Para tomar conhecimento da classificação geral e pontuações, pesquise o site da ASPACO: www.aspaco.org.br
Grande Campeão Sufolk na EXPOVINOS
Grande Campeão White Dorper
Grande Campeã Santa Inês na FEAPAM FEAPAM
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IV Campeonato Cordeiro Paulista Núcleo dos Criadores de Ovinos de Araçatuba Teve início em 14 de setembro de 2005 o IV Campeonato Cordeiro Paulista - Núcleo dos Criadores de Ovinos de Araçatuba, que contou com a participação de 16 criadores e 64 cordeiros de diversas raças. Os animais participantes foram identificados, vacinados e vermifugados comAbsolut e Poli-Star, da Vallée, e pesados na chegada ao local da prova, sendo que a primeira pesagem oficial aconteceu no dia 24 de setembro. Os animais receberam ração concentrada e sal mineral à vontade. O IV Campeonato Cordeiro Paulista – Núcleo dos Criadores de Ovinos deAraçatuba foi realizado com cordeiros nascido no mês de julho de 2005, a prova iniciou-se em setembro sendo realizada em duas etapas: a primeira foi o campeonato de ganho de peso e a segunda um concurso de carcaças, sagrando-se o Grande Campeão o lote (trio) que obteve o maior número de pontos nas duas etapas, cada prova corresponde a 60% e 40% da nota final, respectivamente. Este evento teve por objetivo divulgar os produtos do Núcleo dos Criadores de
Ovinos de Araçatuba e Região , conhecer a performance das diferentes raças e cruzamentos no desempenho de engorda dos cordeiros em confinamento e, principalmente ,congregar os criadores.A prova de ganho de peso aconteceu nas instalações da Central de Ovinos da FMVA – Faculdade de MedicinaVeterinária deAraçatuba. O abate e Concurso de Carcaça foram realizados nas instalações do Frigorífico Frigovinos. Os cordeiros ficaram confinados durante 52 dias, e atingiram um peso médio de abate de 35,510kg com ganho de peso de 0,316g/animal/dia. A equipe de técnicos do Núcleo dos Criadores de Ovinos de Araçatuba e Região, juntamente com a zootecnista daASPACO, Melissa da Fonseca Oliveira, realizaram as mensurações do concurso de carcaça, onde foram avaliados os índices de compacidade da carcaça (ICC), índices de comprimento da perna (ICP), espessura de gordura (EG) e rendimento de carcaça (REN). A média dos índices foram 30,83, 48,25, 13,82 (segundo a tabela de Sañudo & Sierra) e 47,66% respectivamente.Acompanhe ao lado os resultados da prova:
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Lombinho de cordeiro com purê de mandioquinha Ingredientes Lombo de cordeiro (mais ou menos entre 500 e 700 gramas) Sobras da limpeza do lombo passadas na farinha de trigo 6 mandioquinhas ½ xícara (chá) de leite 50 gramas de manteiga sem sal 6 xícara de (chá) de caldo básico de carne 2 colheres (sobremesa) de açúcar 4 xícaras (chá) de suco de laranja natural 8 colheres (sopa) de aceto balsâmico (ou vinagre balsâmico) Sal e pimenta moída na hora a gosto Azeite de oliva e noz-moscada Modo de fazer Limpe o lombo de cordeiro tirando todas as gorduras e membranas. Tempere a carne com sal e pimenta a gosto e regue-a com azeite. Reserve. Ponha num prato um pouco de farinha de trigo e passe as sobras da limpeza do lombo de cordeiro. Bata para tirar os excessos e reserve. Preparo do Purê de Mandioquinha Cozinhe as mandioquinhas em panela com água a meia-altura.
Quando estiverem amolecidas, limpe a pele e esprema, batendo em forma de purê. Tempere com sal, noz-moscada e pimenta, misture o leite e cozinhe até obter uma consistência bem amolecida. Passe no liquidificador e volte ao fogo. Se necessário coloque mais leite. Reserve. Coloque a manteiga numa panelinha e refogue, por alguns minutos, as sobras enfarinhadas da limpeza do lombinho, em seguida, acrescente o caldo de carne, o açúcar, o suco de laranja e o aceto balsâmico. Deixe cozinhar até engrossar o molho. Passe numa peneira fina, tempere com sal e pimenta e reserve. É importante que o molho esteja bem espesso, caso contrário volte ao fogo para reduzi-lo ainda mais. Depois de retirado do fogo, introduza alguns pedacinhos de manteiga gelada e mexa bem para aveludá-lo. Numa chapa de ferro ou frigideira bem quente, frite o lombinho inteiro, apenas com o azeite que ele próprio contiver. Não deixe a carne passar do ponto. Este prato fica melhor servido entre mal passado e no ponto. Esquente o purê de mandioquinha e o molho; corte o lombinho em fatias de 3 a 4 cm de espessura. Sirva as fatias na parte superior do prato, disponha em volta o purê bem pastoso e, sobre a carne, disponha o molho.