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O Ovelheiro - Ed134

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Número 134

Ano 24

Abril/Maio/Junho, 2017

Araçatuba: ovinocultura em destaque Página 07

Matéria Técnica

Problemas de umbigo em cordeiros recém-nascidos Página 04

Criador em destaque

Conheça um pouco mais sobre Renato Mantovani

Página 06


Editorial

Prezados Leitores, Seguimos acreditando

Francisco M. Nogueira Fernandes Presidente da ASPACO

ASPACO – Associação Paulista de Criadores de Ovinos é uma entidade promocional fundada na década de 60. Está sediada em São Manuel desde a sua reativação em 1984. De um modo geral, a

“Desde a sua formação e, principalmente, depois de sua reativação em 1984, a ASPACO tem participado de projetos e programas com o intuito de valorizar a produção, melhorar a renda proveniente da atividade, escoar a produção e atender os elos da cadeia para que ela se organize.” Esse é um trecho da história da ASPACO, talvez o que mais sintetize o porquê associados, diretores, funcionários e prestadores de serviço se dedicam tanto em prol da ovinocultura paulista. A produção de carne de cordeiro é o nosso negócio e temos estado cada vez mais próximos de todos os elos de nossa cadeia produtiva. Trabalhamos duro para realizar mais uma edição da FACILPA e agradeço a participação de todos os criadores que estiveram presentes. TNa Expovinos em Araçatuba, também, tivemos uma participação expressiva. Quero agradecer a presença de todos e parabenizar o núcleo de criadores, bastante atuante na região. No meio acadêmico, estamos planejando ampliar a parceria com o Instituto de Zootecnia, de Nova Odessa. Também participamos do Congresso Brasileiro de Zootecnia, o ZooTec, em Santos. O Campeonato Cordeiro Paulista (CCP) vem com força total este ano; uma experiência pioneira que, sem dúvida, é uma referência no Brasil.” Não é segredo para ninguém que a nossa atividade tem passado por desafios cada vez mais instigantes, mas também tenho a certeza que tem muita gente boa e envolvida em superá-los. O mercado de carnes é crescente e há um público ávido pelo consumo de carne de cordeiro e nós sabemos como fornecer um produto de qualidade! Por fim, deixo a missão da ASPACO para que continuemos firmes e juntos nesse propósito: “Fomentar a atividade da ovinocultura no Estado de São Paulo, sendo um agente fundamental na cadeia produtiva”. Saudações aspaquianas!

ASPACO atua com o objetivo de promover e fomentar a ovinocultura no Estado de São Paulo, prestando serviços de:

Curta a página no Facebook: facebook.com/ ASPACOvinos

• Orientação na criação de ovinos e na comercialização dos produtos • Serviço de registro genealógico • Promoção de cursos; palestras e dias de campo • Promoção e apoio em feiras, exposições e eventos • Apoio e execução de programas e planos de interesse ao ovinocultor • Realização e apoio em leilões e em outros meios de comercialização de ovinos e seus produtos

“O Ovelheiro” Órgão informativo da ASPACO (Associação Paulista de Criadores de Ovinos) Rua Marcelo Giorgi, 69 Jd. Progresso São Manuel - SP Cep: 18.650-000 Fone: (14) 3841-6841 e-mail: oovelheiro@aspaco.org.br

Próximos eventos

Setembro a Novembro Campeonato Cordeiro Paulista Araçatuba

Organização, Redação e Revisão: Márcio A. G. de Oliveira Edição e diagramação: Manacá Comunicação Jornalista responsável: Bruno Piesco - MTB 60724/SP

De 10 A 15 de outubro 30ª EXPOVELHALençóis Paulista Ranqueada ASPACO

Anuncie no O Ovelheiro (14) 3841-6841 (14) 99101-6262 oovelheiro@aspaco.org.br Qualquer artigo ou matéria contidos no “O Ovelheiro” poderá ser publicada em outros veículos desde que seja citada a fonte.


Ovinotícias

ASPACO e IZ acertam parceria com foco no rebanho comercial

O presidente da ASPACO, Francisco Manoel Nogueira Fernandes, acompanhado pelo diretor técnico da ASPACO, Márcio Armando Gomes de Oliveira e o professor Hélio de Almeida Ricardo, foram recebidos pelo diretor do Centro de Pesquisa em Zootecnia Diversificada, Ricardo Lopes Dias da Costa, do Instituto de Zootecnia, de Nova Odessa (SP). Durante a reunião, dia 23 de maio, foram discutidos potenciais projetos com foco no rebanho comercial. “Abriremos para a ASPACO e aos produtores, a possibilidade do projeto de seleção por eficiência, realizado em instalações com cochos eletrônicos e

seleção para resistência à verminose. Assim, ao se selecionar animais mais eficientes, tem-se também maior economia no processo produtivo, aumento na produção e maior sustentabilidade do Programa”, explicou Costa, sobre Programa de Melhoramento de Ovinos do Instituto de Zootecnia. De acordo com o presidente da ASPACO, o Instituto de Zootecnia é parceiro de longa data da ovinocultura. “Há muitos anos o IZ vem colaborando com a ovinocultura paulista. Neste momento, também estamos planejando alguns cursos para o produtor rural, especialmente para as pequenas

Ovinos está contemplado no Plano Safra 2017-2018 O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento anunciou no último dia 07 de junho, em Brasíla (DF), o Plano Safra para o exercício 2017/2018, que traz uma novidade e o atendimento de uma demanda do setor da ovinocaprinocultura por meio da inclusão da retenção de matrizes de ovinos e caprinos. A demanda foi apresentada ao secretário de Políticas Agrícolas, Neri Geller e ao ministro da agricultura, Blairo Maggi, pelo presidente da ARCO, Paulo Afonso Schwab, que preside também a Câmara Setorial de Caprinos e Ovinos e por outras entidades que pertencem a Câmara. “Era uma necessidade já há muito apontada pelo setor e hoje, graças ao empenho da nossa entidade, do importante trabalho da Câmara Setorial e o apoio do

Deputado Afonso Hamm, temos atendida nossa solicitação”, disse Schwab. Os produtores de ovinos e caprinos poderão acessar o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), que terá juros de 7,5% ao ano e contará com R$ 21,7 bilhões, com alta de 12%. Os médios produtores rurais terão à disposição R$ 18 bilhões em custeio e R$ 3,7 bilhões em investimentos. Geller ressaltou o avanço do Plano Safra deste ano em contemplar a cadeia produtiva de caprinos e ovinos. “Estamos contemplando um pedido de muitos anos do setor, incluindo a retenção de matrizes na ovinocaprinocultura que representa muito na geração de renda e na diversificação da produção”, afirmou.

propriedades. Seguimos muito firmes acreditando no potencial da carne de cordeiro de

qualidade para os consumidores do Estado de São Paulo”, destaca Fernandes.

ASPACO participa do ZOOTEC 2017 O 27º Congresso Brasileiro de Zootecnia (ZOOTEC) aconteceu entre os dias 22 e 24 de maio, em Santos (SP) e a ASPACO foi a entidade responsável para participação da ovinocultura. Durante o evento, foram ministradas três palestras sobre a produção de ovinos, além de um estande disponível para visitas, em parceria com a Minermais e a revista Cabra e Ovelha. “Eu acredito que o ZOOTEC é uma excelente oportunidade para que possamos mostrar a força e as potencialidades da ovinocultura para o mercado da produção de carne no Brasil. Além das palestras com espe-

cialistas exclusivos em ovinos, o estande é fundamental para que possamos tirar dúvidas e fornecer informações aos visitantes”, afirma o presidente da ASPACO, Francisco Manoel Nogueira Fernandes. O ZOOTEC 2017 é organizado pela Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ), pela Faculdade de Zootecnia, Engenharia de Alimentos (FZEA/USP) e pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE). Recebeu milhares de pessoas, entre estudantes, zootecnistas e membros da cadeia produtiva de produção de carne no Brasil. Durante o evento, foram apresentados mais de 1,4 mil trabalhos científicos.

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Técnica

Profilaxia, controle e tratamento dos problemas de umbigo em cordeiros recém-nascidos

Introdução As infecções umbilicais dos recém-nascidos são causadas por diversos fatores ambientais, higiênicos, traumáticos, bacterianos, entre outros, que isolados em associação provocam onfalite, onfaloflebite, onfaloarterite, uraquite, onfaloarterioflebite, onfalouracoflebite, onfalouracoarterite, panvasculite com septicemia e metástase para outros órgãos, em muitos casos, e ocasionados por diversos agentes infectantes. Devido á diversificação dos agentes infectantes e as diferentes sensibilidades aos antibióticos, é de suma importância a identificação do principal agente etiológico através de cultura e identificação dos tecidos afetados, prática muitas vezes difícil ao nível de campo. Profilaxia e controle A contaminação do ambiente pode dever-se a secreções uterinas ou do úbere materno sobre a cama, ou mesmo de partos anteriores, ou ainda a secreção de outros animais recém-nascidos com problema (BLOOD E RADOSTITS 1991). O local destinado à parição deve estar limpo e a cama substituída logo após o parto. As mãos do operador precisam estar

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bem limpas, com unhas aparadas e desinfetadas (JARDIM 1977; JARDIM 1987; ALMEIDA 1998). Logo após o nascimento e quando a região umbilical ainda não teve contacto com o solo, age-se da seguinte maneira: com pinça hemostática esterilizada, fixa-se a parede do cordão umbilical e, com pinça simples, abre-se o orifício do mesmo e ai coloca-se tintura de iodo; esta manobra é necessária, porque o tratamento das paredes externas do cordão umbilical é pouco eficiente contra possíveis infecções. Quando for conveniente, recomenda-se o uso de substâncias repelentes a moscas (GRUNERT 1989; GARCIA 1996). Sempre é conveniente cortar o cordão umbilical do recém nascido a poucos centímetros da base (JARDIM 1977; FIGUERÊDO 1999). Segundo SOERENSEN et al. 1994, em estudo com Láparos, a letalidade da doença era de 82% e, quando foi instituída a desinfecção do umbigo com tintura de iodo, no dia do nascimento, não somente foi solucionado o aparecimento dos abscessos subcutâneos, mas também o da onfaloflebite. Grande parte do êxito na parição quer na percentagem

de cordeiros nascidos, como principalmente na maior sobrevivência dos mesmos, estará na dependência direta das condições em que viveu a ovelha gestante. Sempre que houver carência alimentar durante a gestação, especialmente nos últimos 60 dias, poderemos prever, como resultado: a) o nascimento de um cordeiro débil; b) deficiência no aleitamento da cria e, por ultimo c) uma redução apreciável no peso da lã, agravado ainda com a falta de resistência das suas fibras, pelo excessivo afinamento (VIEIRA S/R). Segundo BLOOD 1991, quatro são os princípios de controle e prevenção de doenças infecciosas em animais pecuários recém-nascidos. - Eliminação da causa da doença no ambiente: O animal deve nascer num ambiente limpo e seco. A aplicação de tintura de iodo no umbigo previne a aquisição de infecções. Num ambiente altamente contaminado é recomendável, podendo ser mais eficaz a ligadura dos vasos umbilicais ao nível do abdome. - Afastamento do recém-nascido do ambiente infectado: Em alguns casos de densidade populacional elevada e na

presença de doença conhecida, pode ser necessário transferir o animal recém nascido temporária ou definitivamente, para um ambiente que não esteja infectado. - Estimulo e manutenção da resistência inespecífica do recém-nascido: Após um parto bem sucedido, a medida subseqüente importante para prevenir a ocorrência de doença neonatal é assegurar que o recém-nascido mame o colostro o mais cedo possível. - Aprimoramento da resistência especifica do recém-nascido: A resistência especifica do recém-nascido às doenças infecciosas pode ser acentuada mediante a vacinação da mãe durante a gestação, para estimular a produção de anticorpos específicos que se concentram no colostro e são transferidos para o recém-nascido após o nascimento. Tratamento GARCIA 1996 E FIGUERÊDO 1999, relatam base do tratamento das afecções da região umbilical que pode ser resumida no esquema abaixo: 1. Terapia conservativa Terapia local (limpeza e desinfecção do local). Terapia sistêmica (antibioti-


em recém-nascidos e jovens, deve ser tratada puncionando e esgotando o liquido (CORREA et al.1984). Em seus estudos, BOELTER 1987, destacou como medicamentos de primeira escolha para o Corynebacterium a Penicilina G procaína e Ampicilina e, como segunda opção, Terramicina, Espiramicina e Eritromicina. Ambos usando como terapêutica auxiliar a drenagem dos abscessos e o uso de antisépticos. O princípio fundamental do tratamento conservativo consiste em obter um diagnóstico etiológico, se possível. Quase todos os antibióticos usados nos animais adultos também são utilizados em animais recém-nascidos. Têm-se empregado com êxito doses de antibióticos para adultos em animais recém-nascidos, embora tal prática ainda precise ser avaliada. Na infecção por Streptococcus, a penicilina é eficaz em todas as formas da doença, desde que não tenha havido lesões estruturais irreparáveis. Em recém-nascidos, a dose deve ser alta (20.000 UI/Kg PV), devendo ser repetida pelo menos uma vez por dia, durante três dias. Se houver supuração por sete a 10 dias. (BLOOD e RADOSTITS 1991). Na abertura umbilical podem ser colocados preparos de penicilina, sulfamidas ou aureomicina, pomadas ou pós. Para apoiar as próprias defesas corporais, pode ser tentada a administração de gamaglobulinas ou de soro hiperimune antiestreptocócico (BEER 1988). Nas infecções por Coryne-

Técnica Capa

coterapia injetável). 2. Terapia cirúrgica 2.1 Sem laparotomia Incisão e drenagem de abscessos: abscessos aderidos à parede muscular. Ressecção total de abscessos: abscessos com parede espessa. 2.2 Com laparotomia Herniorrafia: hérnia umbilical. Ressecção de estruturas umbilicais intra-abdominais com ressecção de ápice da bexiga: uraquite e onfaloarterite com envolvimento da bexiga. Drenagem com ressecção de estruturas umbilicais intraabdominais: abscessos maiores que 10 cm de diâmetro com envolvimento de estruturas umbilicais intra-abdominais. Marsupialização: onfaloflebite purulenta com envolvimento do fígado. Os casos de onfalite devem ser tratados localmente, através da limpeza do local e aplicação de soluções anti-sépticas. Caso sejam detectados sinais sistêmicos (febre, apatia, anorexia, etc.), pode ser necessária a antibioticoterapia sistêmica e eventual tratamento de suporte com hidratantes, glicose e vitaminas. Em certos casos, há ocorrência de abscessos intraperitoneais, quando se faz necessária á intervenção cirúrgica (GARCIA 1996). As artrites, sinovites e tendovaginites em bovinos, ovinos, caprinos, eqüinos e suínos, ocasionadas por diferentes microorganismos, principalmente Corynebacterium, Salmonella, Brucella, Escherichia, Staphylococcus e Streptococcus, 15 geralmente

bacterium pyogenes, em geral, são recomendados pelos seus bons resultados o soro antipasteurela (cerca de 50-100 ml. IM ou SC, repetidos até a cura), gamaglobulinas, sulfamidas e os antibióticos (estreptomicina, oxitetraciclina, clorafenicol, eritromicina e cloromicetina), se é o caso, em uma combinação com uma terapêutica estimulante inespecífica (BEER 1988). Considerações finais As infecções umbilicais acometem, com maior freqüência, animais recém-nascidos do que cordeiros com algumas semanas de vida. A mortandade de cordeiros em diferentes idades constitui, em nosso meio, um fato comum, que reduz consideravelmente a percenta-

gem de sobreviventes e, conseqüentemente, ocorre uma queda na taxa de crescimento do rebanho, em proporção tal, que não permita a seleção de refugo anual e, substituição das matrizes que atingem a idade limite de reprodução. A higiene de recém-nascidos e de instalações é de grande importância para o controle das infecções umbilicais, bem como a utilização de manejo adequado do rebanho e instalações. O uso de antibioticoterapia e imunização é uma prática aconselhável para tratamento dos animais doentes ou como prevenção a infecções e, em alguns casos, onde a doença está mais avançada, a cirurgia é a uma prática de abordagem indicada.

Fonte: Alguns aspectos sobre as onfalopatias em cordeiros Prof. Adelmo Ferreira de Santana – Caprinocultura e Ovinocultura - E-mail afs@ufba.br Depto. de Produção Animal Escola de Medicina Veterinária Universidade Federal da Bahia André Luiz Lima Passos – Acadêmico de Medicina Veterinária Monografia apresentada como parte de conclusão do curso de Medicina Veterinária-Julho/2001

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Eventos

Criador em destaque: Renato Mantovani Jovem, mas experiente. O criador de ovinos de Porangaba, próximo a Tatuí (SP), Renato Mantovani tem 40 anos é zootecnista de formação, mas possui no pasto a experiência que lhe confere a autoridade para falar e projetar a ovinocultura no Estado de São Paulo. Exímio produtor de carne, o criador vê um mercado crescente no consumo de cordeiro, mas ressalva a necessidade do aprimoramento da atividade. Quais raças cria? Para a raça materna, utilizo cruza Texel e Suffolk. Para a raça paterna, Ile de France. Como iniciou sua trajetória na ovinocultura? Iniciei em 1999, depois de formado em Zootecnia, na propriedade da família, onde a exploração pecuária com bovinos apresentava limitação em relação ao módulo econômico pela extensão do imóvel. Já escolhida, a atividade de criação de ovinos para carne apresentava boas perspectivas de se adequar as condições da propriedade e chegar a um módulo econômico de produção. Também precisei fazer uma nova estrutura de produção e formação de plantel. É uma atividade, de certa forma, diferenciada, promissora em relação ao mercado e também poderia expandir para outras propriedades vizinhas. Foi um crescimento relativamente rápido, comercializando a carne para o mercado do Estado de São Paulo e também dando assistência e fazendo projetos para a atividade. Era uma criação intensiva e atualmente, mudei para uma criação semi-intensiva, tendo que diminuir o rebanho e ficando com um terço dos animais. Mas, sempre buscando a eficiência reprodutiva e a seleção dos animais para adaptação em pasto, durante todo o período do ano. Hoje estou com 350 animais, onde as ovelhas que permanecem totalmente a pasto. Quais são as principais características que você destaca no mercado de ovinos Atualmente, tudo o que se produz tem escoamento praticamente garantido. Além da venda de fêmeas totalmente adaptadas em campo Quais as perspectivas para a ovinocultura nos próximos anos? Na minha opinião, a procura por carne de cordeiro esta au-

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mentando e o número de criadores eficientes esta diminuindo. Então, o Brasil vai continuar importando carne. Em relação a novos criadores, ainda existem aventureiros que compram ovelhas e depois vão ver onde colocar, como e quem irá cuidar. Aí a culpa é da ovelha. A mão de obra também está desaparecendo, muitas vezes por falta de treinamento e condições de trabalho. O que pode ser aprimorado no desenvolvimento da ovinocultura? Para cada região pode haver uma solução mais adequada e, então, cabe ao produtor aprender, visitando uma ou várias regiões e, depois, adaptar os conhecimentos à sua localidade. O produtor deve descobrir seu próprio caminho na produção de carne, também de acordo com suas condições, pois há um sistema adequado a todas as situações econômicas. O melhor caminho é começar corretamente: participar de dias de campo, cursos básicos e treinamentos

básicos para funcionários. Qual a sua opinião sobre o CCP e como ele tem contribuído para a ovinocultura? O CCP tem como objetivos divulgar a qualidade dos cordeiros paulistas, conhecer as raças que os criadores estão utilizando, ver desempenho de ganho de peso dos cordeiros em confinamento e ver a importância de fazer o confinamento no Estado de São Paulo. O que é preciso para que a carne de cordeiro ganhe uma fatia maior no mercado de carnes? A carne bovina é a mais consumida no Brasil, seguida pela carne de frango (com preço muito mais baixo) e pela carne suína. O consumo per capita de carne ovina, no Brasil, foi estimado em cerca de 0,7kg, pouco representativo, em relação ao consumo das carnes bovina, frango e suína A ovinocultura vem se especializando na produção de um tipo de carne que é mais aceita

pelos grandes mercados consumidores do País. No entanto, deve-se salientar que esse mercado consumidor exige um tipo de carne com excelência em qualidade e padronizada, tanto em tamanho como em maciez e teores de gordura. A carne proveniente de animais jovens (cordeiros) apresenta menos gordura, maior maciez e aroma mais suave que a de animais velhos. A demanda vem crescendo de forma significativa nas grandes cidades onde os produtores não estão conseguindo manter essa oferta, principalmente no Estado de São Paulo. Eles estão mudando o foco da criação, onde faziam o ciclo completo e agora partiram só para o confinamento, tendo que trazer animais do sul do Brasil. Essa fatia no mercado das carnes esta crescendo, mas precisamos trabalhar melhor o fracionamento das peças em porções menores, para chegar ao consumidor final um produto de boa qualidade, fácil e pratico de fazer.


A Expovinos, que aconteceu no Recinto de Exposições Clibas de Almeida Prado, durante a Expo Araçatuba, entre os dias 12 e 16 de julho movimentou o mercado de ovinos na região. Mais de 100 animais estiveram presentes para o julgamento do Médico Veterinário e Inspetor técnico da ARCO, Acyr Loures Pacheco Filho. A Expovinos é um evento Oficial da ASPACO e ARCO e faz parte do ranking “Cabanha do Ano” da ASPACO. Na raça Suffolk, o Grande Campeão foi o animal G.M.F. IA 453, do expositor Gustavo Martins Ferreira, da Cabanha GMF. O Reservado de Grande Campeão foi o animal LEONE IA 203, do ex-

positor, Bruno Garcia Moreira, da Cabanha Leone. Já a Grande Campeã foi o animal G.M.F. IA 444, do expositor Gustavo Martins Ferreira, da Cabanha GMF. A Reservada de Grande Campeã foi o animal FAZENDA DESCANSO IA 540, do expositor, Bruno Garcia Moreira, da Cabanha Leone. Na raça Dorper, o Grande Campeão foi o animal LUXOR CALIGOLA 001 dos expositores Edison Caretta e Paulo Franzine, da Cabanha Luxor. O Reservado de Grande Campeão foi o animal L-BAOBA BARUK TE 47, dos expositores Tiago Lot da Silva Nunes e José Antônio Pivotto, da Cabanha Dorpoer Baoba. Já a Grande Campeã foi o animal INTERLAGOS

STAR IA 2086, do expositor, Fuad Eid Cunha, do Rancho Alegre. A Reservada de Grande Campeã foi o animal BACURIZINHO EDNALVA TE 151, do expositor, Paulo Sérgio Correa Vianna, da Estância Bacurizinho. Na raça White Dorper, o Grande Campeão foi o animal BACURIZINHO FULTON WD TE 100, do expositor, Paulo Sérgio Correa Vianna, da Estância Bacurizinho. O Reservado de Grande Campeão foi o animal BONFIM FIV 669, dos expositores Edison Caretta e Paulo Franzine, da Cabanha Luxor. Já a Grande Campeã foi o animal BACURIZINHO FARUSKA WD TE 75, do expositor, Paulo Sérgio Correa Vianna, da Estância Bacurizinho.

A Reservada de Grande Campeã foi o animal BACURIZINHO FIFA WD TE 109, também da Estância Bacurizinho. “A atividade é bastante lucrativa, onde a gente produz mais carne com maior valor agregado por hectare. Também admite trabalhar em áreas marginais, com produção de cana e soja. Isso atrai o interesse dos produtores, mas é fundamental ter conhecimentos técnicos e ser profissional com relação ao negócio. Aqueles que entraram com amadorismo, não ficaram na atividade”, explica o vice-presidente do Siran e conselheiro fiscal da ASPACO, Arnaldo Vieira Filho, sobre o mercado de ovinos.

Criadores precisam separar os cordeiros para CCP 2017 Os preparativos para o Campeonato Cordeiro Paulista (CCP) já estão acontecendo. Os animais participantes terão que ser cordeiros machos nascidos a partir de 01 de julho. Portanto, os criadores devem estar atentos aos nascimentos e separar os lotes que serão encaminahdos para as dependências do Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária da Unesp de Araçatuba, onde será realizado todos os procedimentos do CCP. Os criadores que participarem

do Campeonato serão remunerados por seus cordeiros e não pagarão por vacinas, medicamentos, sal mineral e alimentação desde a data de chegada no local do confinamento até o término do Campeonato. Contudo, ainda não estão definidas as regras para o pagamento dos cordeiros aos criadores. Essas informações serão divulgadas em breve. “O CCP é o único evento nacional que avalia o desempenho de cordeiros de diferentes raças e seus cruzamentos em confina-

mento, inclusive atingindo notoriedade internacional, sobretudo na América Latina. A participação dos criadores é muito importante para o engrandecimento de nosso campeonato e fortalecimento da ovinocultura paulista!, ressalta o diretor técnico da ASPACO, o zootecnista Márcio Armando Gomes de Oliveira. O CCP é organizado pela ASPACO, com o apoio do Núcleo de Criadores de Ovinos de Araçatuba e Região e da Unesp de Araçatuba. O CCP conta mais uma vez

com o patrocínio da Coopermota e apoio da revista Cabra&Ovelha. Acesse mais informações no site da ASPACO

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Expovinos 2017 faz sucesso em Araçatuba


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Rua Marcelo Giorgi, 69 CEP. 18.650-000 - São Manuel - SP FECHAMENTO AUTPRIZADO PODE SER ABERTO PELA ECT

Pernil de cordeiro na cerveja O pernil é uma das mais tradicionais e conhecidas peças de cordeiro. Ingradientes - 1 peça de 2 kg de pernil de cordeiro - 1 lata de cerveja - 2 cebolas em pedaços - 1 cabeça de alho picado - ½ xícara de gengibre em pequenos pedaços - 3 colheres de sopa de alecrim - 1 maço de hortelã - Sal a gosto Modo de preparo -Em uma vasilha grande, coloque o pernil de cordeiro e regue-o com a cerveja. Tempere com sal o quanto baste, de acordo com seu paladar. Aco-

mode por cima do pernil todos os ingredientes. Tampe a vasilha e deixe a carne marinar no tempero por umas 2 horas. Depois de marinar, cubra uma forma com papel alumínio (um pedaço grande de forma que possa cobrir todo o cordeiro) e coloque o pernil. Despeje todos os ingredientes por cima, incluindo a marinada e feche o papel alumínio fazendo tipo uma cabana com o pernil para que o vapor vá circulando e a peça cozinhe no próprio caldo. Leve para o forno pré-aquecido por 1 hora e meia. Depois disso, abra o papel alumínio e leve novamente para o forno para dourar. Fonte: buonagente.com.br


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