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Número 133
Ano 24
Janeiro/Fevereiro/Março, 2017
ASPACO tem nova diretoria Página 07
Matéria Técnica
Tipificação qualitativa da carcaça de ovinos Página 04
Criador em destaque
Conheça um pouco mais sobre Rosangela Fernandes Camiloti
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Editorial
Prezados Leitores, De novo e melhor
Francisco M. Nogueira Fernandes Presidente da ASPACO
ASPACO – Associação Paulista de Criadores de Ovinos é uma entidade promocional fundada na década de 60. Está sediada em São Manuel desde a sua reativação em 1984. De um modo geral, a
A ASPACO é uma entidade que, invariavelmente, reflete a situação dos criadores de ovinos no Estado de São Paulo. Não é segredo para ninguém, que o Brasil vive uma crise financeira histórica, que afeta o agronegócio, os criadores de ovinos e, infelizmente, a ASPACO. Porém, não podemos desistir, precisamos resistir! No último dia 03 de março, fui eleito novamente presidente da ASPACO. Assumi a associação com a missão de fazer com que a ASPACO continue desempenhando as atividades de sempre, que é o de auxiliar os criadores de ovinos em São Paulo. Todos nós sabemos do esforço e dedicação que o Bruno Garcia Moreira dispendeu nos últimos quatro anos. Este é meu agradecimento público a todo o trabalho que ele desempenhou. Contudo, me coloquei a disposição para tomar as decisões necessárias, drásticas ou não, para que a ASPACO continue seu caminho. O desenvolvimento da ASPACO só será possível com o apoio dos diretores e associados. Todos, sem exceção, têm meu total respeito e confiança. Tenho certeza que juntos vamos passar por mais essa adversidade. Conto com o apoio e trabalho, irrestrito, de todos os nossos associados, que são fundamentais neste momento. A ovinocultura é a minha atividade principal; a minha história como zootecnista e criador de ovinos se mistura com a da própria ASPACO. Com o apoio de todos os diretores e associados, a minha experiência e o envolvimento de toda a equipe da ASPACO, tenho certeza que vamos superar todos os nossos desafios. Seja em uma mesa com a indústria, com os governos ou nos currais de manejo, vamos todos juntos trabalhar em prol da ovinocultura paulista. É preciso desenvolver a cadeia produtiva da ovinocultura. Sem criador, não há carne de cordeiro. Vamos juntos construir o futuro que tanto almejamos! Saudações aspaquianas!
ASPACO atua com o objetivo de promover e fomentar a ovinocultura no Estado de São Paulo, prestando serviços de:
Curta a página no Facebook: facebook.com/ ASPACOvinos
• Orientação na criação de ovinos e na comercialização dos produtos • Serviço de registro genealógico • Promoção de cursos; palestras e dias de campo • Promoção e apoio em feiras, exposições e eventos • Apoio e execução de programas e planos de interesse ao ovinocultor • Realização e apoio em leilões e em outros meios de comercialização de ovinos e seus produtos
“O Ovelheiro” Órgão informativo da ASPACO (Associação Paulista de Criadores de Ovinos) Rua Marcelo Giorgi, 69 Jd. Progresso São Manuel - SP Cep: 18.650-000 Fone: (14) 3841-6841 e-mail: oovelheiro@aspaco.org.br
Próximos eventos
De 12 a 16 de julho11º XX EXPOVINOS Araçatuba Ranqueada ASPACO
Organização, Redação e Revisão: Márcio A. G. de Oliveira Edição e diagramação: Manacá Comunicação Jornalista responsável: Bruno Piesco - MTB 60724/SP
Setembro a Novembro Campeonato Cordeiro Paulista Araçatuba
De 10 A 15 de outubro 30ª EXPOVELHALençóis Paulista Ranqueada ASPACO
Anuncie no O Ovelheiro (14) 3841-6841 (14) 99101-6262 oovelheiro@aspaco.org.br Qualquer artigo ou matéria contidos no “O Ovelheiro” poderá ser publicada em outros veículos desde que seja citada a fonte.
No dia 20 de março, uma comitiva da ASPACO, composta pelo presidente, Francisco Manoel Nogueira Fernandes, pelo diretor técnico, Marcio Armando Gomes de Oliveira, pela primeira tesoureira, Claudia da Costa Boucinhas e pela coordenadora executiva, Melissa da Fonseca Oliveira, estiveram em Cândido Mota (SP), a pedido da Coopermota, para acertar diversos projetos voltados para a ovinocultura paulista. A cooperativa é responsável pela Coopershow e uma tradicional patrocinadora da ASPACO. De acordo com dados apresentados durante a reunião, a Coopermota tem observado
com atenção o mercado da ovinocultura, sobretudo no Estado de São Paulo. A ideia da cooperativa é contribuir com toda a cadeia produtiva da ovinocultura nas regiões onde atua, criando no final do processo uma carne de cordeiro com a marca da Coopermota. O projeto prevê incentivo ao produtor, orientação técnica e garantia de compra dos cordeiros para abate. “O Coopermota mais uma vez acredita e investe na ovinocultura. Temos certeza que essa parceria será muito boa para Coopermota e, principalmente, para os criadores de ovinos paulistas. A equipe da
ASPACO não medirá esforços para que possamos alcançar os melhores resultados e até superar as expectativas. A nossa atividade precisa que as em-
presas confiem e acreditem no potencial da carne de cordeiro. A Coopermota é um exemplo disso”, afirma o presidente da ASPACO.
ASPACO e ABC Dorper Ovinos: São Paulo tem mais um firmam acordos de cooperação frigorífico autorizado pelo SISP No dia 29 de março, o presidente da ASPACO, Francisco Manoel Nogueira Fernandes, esteve em Valinhos (SP) e foi recebido pela presidente da ABC Dorper, Vilma Gomes, sua vice, Jaqueline Marques, e a Diretora Técnica Regina Valle. Na pauta: a cooperação entre as duas entidades para a promoção de ações de incentivo à ovinocultura e outras que possam contribuir com o crescimento da atividade no Estado de São Paulo. Fazendo parte do assunto, a exposição nacional das raças Dorper e White Dorper, em outubro, em Valinhos e a Expovelha, principal feira de ovinos no Estado de São Paulo, são eventos que exigem a parceria entre as duas entidades. “A ABC Dorper está muito adiantada na organização de
sua nacional; há um importante compromisso assumido pela Prefeitura de Valinhos e, portanto, não haverá mudança na agenda do evento. No entanto, o apoio e participação da ABC Dorper na Expovelha, foi prometida por suas dirigentes, mesmo com a data tão próxima dos dois eventos. Nós da ASPACO estudaremos a melhor forma para que os criadores de Dorper e White Dorper possam, também, participar em Lençóis Paulista”, explica o presidente da ASPACO. A participação de todas as raças nos eventos oficializados pela ASPACO requer forte parceria com as promocionais de raça. Atualmente a Dorper e White Dorper são as raças mais expressivas nos eventos paulistas.
O frigorífico Fribordogue, em Bariri (SP), ampliará suas atividades na produção de carne suína e bovina e passará a atender produtores de ovinos e caprinos, com a obtenção de um certificado de registro no Sistema de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISP) que autoriza o aumento da planta. O documento emitido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, foi entregue no dia 02 de março. “A criação de um local adequado para o abate estimula os produtores a investirem na criação e aumenta o consumo da proteína animal. O brasileiro consome carne de cordeiro, mas o País atualmente importa cerca de 75% dessa carne do Uruguai, Chile e Nova Zelândia. Por isso, é papel da Secreta-
ria fiscalizar estabelecimentos como este, para que daqui saia um produto pronto para o consumo, saudável à população, afirma o secretário, Arnaldo Jardim. Com a autorização, o frigorífico poderá abater 143 ovinos por dia, além de ampliar o abate diário de 75 para 255 bovinos e de 150 para 390 suínos. “Há uma demanda crescente de produtores de ovinos na região e o frigorífico mais próximo para abate fica a 100 quilômetros de Bariri. Será mais uma vertente da nossa atuação e poderemos auxiliar os produtores a realizar o abate correto, dentro das normas e legislações”, explicou a gerente administrativa do Fribordogue, a médica veterinária, Ana Beatriz Bertoncello Rodrigues Urbano
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Ovinotícias
ASPACO e Coopermota fecham parceria de fomento para ovinocultura
Técnica
Tipificação Qualitativa da Carcaça
A tipificação de carcaças consiste em diferenciá-las em tipos hierarquizados ou ordenados de acordo com aspectos quantitativos e qualitativos da carne presente na carcaça. A tipificação quantitativa se baseia em características que são indicadoras de produção (rendimento) de carne pela carcaça, enquanto que a tipificação qualitativa fundamenta-se em caracteres preditores da palatabilidade da carne originada por cada tipo de carcaça.
A predição da qualidade da porção comestível da carcaça e, consequentemente, a determinação dos tipos dentro da grade qualitativa, devem ser baseados em métodos que utilizem parâmetros indicadores que tenham uma boa correlação com os parâmetros de qualidade da carne determinados em laboratórios. A maioria dos sistemas de tipificação utiliza para indicar ou predizer a qualidade da carne gerada pelas carcaças, alguns
aspectos de aparência visual, com destaque para a cor, e textura no momento da aquisição, que tem relação direta com a maciez da carne, e para o marmoreio, que se relaciona bem com o flavor (sabor e odor), a suculência e a maciez da carne no momento do consumo. Com base no exposto, sugerimos como preditores da qualidade da porção comestível, os seguintes critérios: A. Marmoreio Dentre os três parâmetros
preditores da qualidade da carne gerada por uma dada carcaça, o marmoreio parece ser aquele que se comporta de forma mais diferente entre as três espécies. O comportamento do marmoreio entre as carcaças das três classes de pequenos ruminantes, em termos quantitativos e qualitativos, assemelha-se aquele do acabamento e, provavelmente, os fatores determinantes destes provavelmente sejam os mesmos daqueles (Quadro 1)
Quadro 1 – Grade de tipificação do marmoreio individualizada e comparativa das três classes de espécie. Parâmetro Quantidade Escore Tipo Caprina Individual Deslanada Lanada Tipo Caprina Deslanada Comparativo Lanada
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Muito baixa 1 Muito ralo Muito ralo Muito ralo Muito ralo Muito ralo Muito ralo
Baixa 2 Mediano Ralo Ralo Mediano Ralo Ralo
Marmoreio Média 3 Farto Mediano Mediano Muito Farto Mediano Mediano
Elevada 4
Muito elevada 5
Farto Farto
Muito farto
Muito Farto Farto
Muito farto
mas, principalmente idade do animal, são mais importantes na sua determinação. Talvez por esse motivo, não tenhamos encontrado diferenças marcantes da cor em função do
genótipo avaliado, tanto que a sugestão para a tipificação desse critério é igual para as três classes de espécies, indo desde Rosa clara até a Vermelha escura (Quadro 2). Espera-se que,
à medida que a cor vai se tornando mais escura, a dureza da carne vai aumentando e, por conseguinte, a aceitabilidade do produto pelo consumidor diminui.
Quadro 2 – Grade de tipificação da cor individualizada e comparativa das três classes de espécie. Parâmetro Cor Escore Tipo Individual
Caprina Deslanada Lanada
C. Textura O comportamento da textura da carne presente nas carcaças assemelha-se muito
Vermelho escuro 1 Vermelho escuro Vermelho escuro Vermelho escuro
Vermelho 2 Vermelho Vermelho Vermelho
àquele da cor, de forma que a sugestão de tipificação para as três classes de espécie não poderia ser diferente daquela
Cor Vermelho claro 3 Vermelho claro Vermelho claro Vermelho claro
sugerida para a coloração, ou seja, a textura independente da espécie ser caprina, ovina deslanada ou ovina lana-
Rosa 4 Rosa Rosa Rosa
Rosa claro 5 Rosa claro Rosa claro Rosa claro
da, apresentará tipos desde Muito fino até Muito grosso, conforme Quadro 3 aponta. Observe.
Quadro 3 – Grade de tipificação da textura individualizada e comparativa das três classes de espécie. Parâmetro Granulometria Escore Tipo Caprina Deslanada Individual Lanada
Muito grossa 1 Muito grosso Muito grosso Muito grosso
Grossa 2 Grosso Grosso Grosso
Textura Média 3 Médio Médio Médio
Fina 4 Fino Fino Fino
Muito fina 5 Muito fino Muito fino Muito fino
Fonte Marcílio Fontes Cezar Wandrick Hauss de Sousa Carcaças ovinas e caprinas – Obtenção, Avaliação e Classificação
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Técnica Capa
B. Cor Diferentemente do marmoreio, a cor é um parâmetro que parece ser menos dependente do genótipo, onde fatores não genéticos como alimentação,
Eventos
Criador em destaque: Rosangela Camiloti Apaixonada pela ovinocultura, com uma visão profissional e sistemica da produção de carne de cordeiro, a criadora santa-cruzense, Rosangela Camiloti, comenta, nesta primeira edição da editoria “Criador em Destaque”, sobre o futuro da atual situção da ovinonultura em São Paulo.
Perfil Nome: Rosangela Fernandes Camiloti Idade: 58 anos Local de nascimento: Santa Cruz do Rio Pardo (SP) Local onde vive: São Paulo (SP) Formação: Farmacêutica Quais raças cria? Temos um rebanho comercial, predominando as matrizes de raças Ille de France, Sulffolk, White Dorper. Com reprodutores Ille de France e White Dorper. Quais são as principais características que você destaca no mercado de ovinos? Atualmente, o mercado é carente de carne ovina. Importamos cerca de 60% do consumo interno, ou seja, tudo o que se produz tem escoamento praticamente garantido, portanto, um mercado promissor em crescimento. A produção de carne ovina é uma atividade que vem se desenvolvendo gradativamente no País. Crescendo em regiões onde antes era insignificante, viabilizando sistemas de produção animal em pequenas propriedades e tornando-se mais uma alternativa de investimento no meio agropecuário. Quais a vantagens da carne de cordeiro? A carne de cordeiro é uma carne nobre, tem um nível médio de gordura e é uma excelente fonte de proteínas de alta qualidade, pois contém todos os aminoácidos essenciais, e precisamos divulgar estes benefícios, através da mídia, de palestras e degustação, por exemplo. Existe uma certa resistência a experimentação, pois muitos não sabem distinguir a carne de cordeiro com a do carneiro, geralmente guardam a lembrança do consumo do carneiro, e realmente a diferença é muito grande, e isto precisa ser mudado. Algumas vantagens da criação de ovinos são: facilidade de produção em pasto; possibilidade de ser explorada em áreas pequenas; grande mercado
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consumidor interno, alternativa viável para a integração lavoura-pecuária; possui ciclo curto de produção e são animais de fácil manejo. Quais as perspectivas para a ovinocultura nos próximos anos? O Brasil possui um enorme potencial para, em poucos anos, ter um dos maiores rebanhos comerciais do mundo devido ao País possuir grandes extensões territoriais, que permitem produzir animais em pasto. A ovinocultura é uma atividade que atende às exigências e potencialidades tanto da agricultura familiar, bem como da exportação empresarial. Além disso, ela possui intenso potencial a ser explorado para a geração de emprego e renda; pode ser explorada nas mais diversas condições climáticas; possui riqueza genética variável, com componentes exóticos e naturalizados diversos, permitindo, assim, o uso sustentável da biodiversidade. Mas, precisamos melhorar e muito ainda nossos rebanhos. Seleção genética, mapeamento do rebanho, muita atenção na dieta destes animais de acordo com as fases em que estão (borregas, prenhas, paridas, em fase de amamentação), pois as exigências nutricionais são diferentes, mão de obra especializada, melhoramento de pastagens , melhoria dos meios de escoamento desses cordeiros. O que pode ser aprimorado no desenvolvimento da ovinocultura? Precisamos de incentivos a produção, de facilidade e segurança no momento de venda destes animais e garantia de que tudo que produzirmos teremos mercado para entrega. Ficamos
sempre nas mãos de dois ou três compradores realmente sérios e muitas vezes no momento da comercialização, acabam recusando a oferta porque o frigorifico não tem capacidade suficiente para abate no mesmo dia ou mesmo o entreposto é limitado. O valor de venda fica ainda muito abaixo da realidade, pois o custo de produção é bem alto, deixando assim a margem muito pequena aos produtores. Qual importância das feiras e seus julgamentos para a ovinocultura? Os eventos de ovinocultura são de extrema importância na cadeia produtiva, mas ainda são muito direcionados aos criadores de ovinos de elite. Sentimos falta de uma área voltada exclusivamente ao produtor de carne, como palestras, cursos de especialização a mão de obra, dia de campo e até mesmo o comercio de matrizes/reprodutores direcionados a este mercado. Hoje, para o pequeno produtor os valores destes animais de elite são muito altos, e não tão interessantes para rebanhos comerciais, pois são animais são criados em baia, pouco adaptados em pasto, o que pode limitar o desempenho reprodutivo quando temos que diminuir suas dietas concentradas.
O que a ASPACO pode fazer para contribuir ainda mais para o fortalecimento da ovinocultura em São Paulo? A ASPACO e outras associações relacionadas a ovinocultura deveriam assessorar mais de perto os pequenos produtores, com incentivos, informações, apoio na área de treinamento de mão de obra, e ajudar na organização da cadeia produtiva. A carne ovina precisa se fortalecer como hoje são os outros mercados de carne, com implantação de programas como rastreabilidade, certificado de origem e formação de um núcleo onde todos os associados, por exemplo, possam enviar o seu cordeiro, e em uma única marca vender ao mercado. O que é preciso para que a carne de cordeiro ganhe uma fatia maior no mercado de carnes? O consumidor atual de carne ovina possui alta renda e busca consumir um produto alternativo e diferenciado pelo sabor e qualidade, seja para consumo familiar, seja nos restaurantes, hotéis e similares. É preciso adentrar no mercado dos consumidores que ainda não consomem esta carne. Há necessidade de um marketing forte e convincente de que o produto é de alta qualidade e traz grandes benefícios a saúde.
Capa
Francisco Manoel Nogueira Fernandes é eleito presidente da ASPACO Nova diretoria ASPACO 2017/2019 Presidente Francisco Manoel Nogueira Fernandes 1º Vice Presidente Alexandre Pinto Cesar 2º Vice Presidente Edison Nalin Careta 1º Secretário Renato Mantovani 2º Secretário David Tischenberg 1º Tesoureiro Claudia da Costa Boucinhas 2º Tesoureiro Jose Mauricio Lima Verde Guimarães
A Assembleia Geral Ordinária da ASPACO ocorreu no último dia 03 de março, na sede da Associação. Na ocasião, o zootecnista Francisco Manoel Nogueira Fernandes foi eleito presidente da ASPACO. A nova diretoria da ASPACO tem a missão de superar a crise financeira que chegou ao agronegócio, sobretudo na ovinocultura, e que ainda tem tendências instáveis para os próximos dois anos. “Eu quero agradecer ao
Bruno Garcia Moreira por todo empenho nas duas últimas gestões como presidente da ASPACO. A associação vem sendo afetada pela crise financeira que assolou o Brasil, mas eu topei o desafio de voltar a presidência da ASPACO e me sinto a vontade para tomar as decisões que a entidade precisa. A ovinocultura é minha atividade principal e espero dar a minha contribuição de forma contundente”, afirmou Fernandes
Durante a assembleia, o Conselho apresentou os projetos realizados em 2016, o balanço financeiro, as projeções financeiras para 2017, bem como, os novos projetos que estão sendo desenvolvidos para este ano. Durante a reunião de diretoria, foram apresentadas algumas ações que estão em fase de estudos e devem ser apresentadas nas próximas semanas. Contudo, o foco é o apoio aos criadores de ovinos.
Conselho Fiscal Efetivos Arnaldo dos Santos Vieira Filho Rafael Rodrigues Jorge Walter Friedrich Vogt Conselho Fiscal Suplentes José de Agrela Márcio Afonso Cordeiro Luis Antonio Sales de Oliveira Diretor Técnico Marcio Armando Gomes de Oliveira Diretor de Eventos Hélcio Alves de Souza Diretor de Núcleos Regionais Danilo Otávio Laurenti Ferreira
Parte da história do presidente: Quando e porque você começou na ovinocultura? Fui o primeiro inspetor de cavalos da raça Appaloosa no Brasil, em 1980. Viajei pelo Brasil inteiro e no Rio Grande do Sul, conheci a atividade, na época a base econômica era a lã. Quando tive a disciplina na faculdade em 1983, ministrada pelo professor Edson Ramos de
Siqueira, achei interessante. Com o auxilio dele implantei a infraestrutura na Fazenda Borborema e em 1984 iniciei a criação. Um dos maiores motivos para iniciar a criação foi o ciclo rápido de produção comparativamente com a bovinocultura de corte, além do mercado da carne ovina que na época era inexistente, mas com grande potencial.
Qual o seu envolvimento com a ASPACO? Fiz parte do grupo que reativou a ASPACO em novembro de 1984, liderado pelo professor Edson e que teve como primeiro presidente, o doutor Orlando Prucoli. Porém, após os dois anos iniciais, fazendo parte do conselho técnico, assumi a presidência, onde permaneci por 17 anos.
Na sua opinião, qual os principais desafios da atividade? O grande desafio é ainda organizar a cadeia produtiva, atrair produtores comprometidos com a atividade como um todo, independente da raça ou aptidão, na produção em escala do produto ovino, unidos e fortalecidos, para atender esse maravilhoso mercado.
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Rua Marcelo Giorgi, 69 CEP. 18.650-000 - São Manuel - SP FECHAMENTO AUTPRIZADO PODE SER ABERTO PELA ECT
Carré de cordeiro com gratin de batatas O carré é uma das mais satradicionais e conhecidas peças de cordeiro. Ingradientes - 300g de carré de cordeiro - 2 cebolas - 2 tutanos - 3 cenouras - 1 salsão - 200ml de vinho tinto - Garam masala (a gosto) - 6 batatas - 50g de queijo grana padano - 100ml de creme de leite fresco - Azeite (a gosto) - Manteiga (a gosto)
Modo de preparo -- Passe as batatas no mandolim e corte-as finamente. - Refogue com o azeite. Junte o creme de leite e leve ao forno 180°. - Prepare o roti (um caldo de carne) com os legumes picados, o tutano, o vinho, garam masala e a água. Deixe reduzir. Coe e finalize com manteiga. - Sele o cordeiro com o sal e a pimenta.para 160º e asse por mais 20 minutos. - Retire do forno e pronto! Agora é só degustar! Fonte: The Taste