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O Ovelheiro - Ed128

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Número 128

Ano 22

Outubro/Novembro/Dezembro, 2015

ASPACO define Ranking Cabanha do Ano 2015

Matéria Técnica

As diferenças entre Dermatofilose e Dermatofitose Página 06

Página 09

Ganho de peso

Os resultados do Campeonato Cordeiro Paulista 2015

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Editorial

Prezados Leitores, Chega ao fim 2015, mas 2016 bate a porta com novos desafios

Bruno Garcia Moreira Presidente

ASPACO – Associação Paulista de Criadores de Ovinos é uma entidade promocional fundada na década de 60. Está sediada em São Manuel desde a sua reativação em 1984. De um modo geral, a ASPACO atua com o objetivo de promover e fomentar a ovinocultura no Estado de São Paulo, prestando serviços de: • Orientação na criação de ovinos e na comercialização dos produtos • Serviço de registro genealógico • Promoção de cursos; palestras e dias de campo • Promoção e apoio em feiras, exposições e eventos • Apoio e execução de programas e pla-

Nos próximos dias, chega ao fim o ano de 2015, que certamente ficou marcado pelo crescimento da ovinocultura no Estado de São Paulo. Se o número de cabeças de ovinos não cresceu, certamente, “colocamos na cabeça” de muitos criadores e interessados pela atividade, motivos para acreditar que a ovinocultura tem muito espaço para crescer e que estamos no caminho certo, para que conquistemos resultados cada vez mais positivos, sobretudo na sustentabilidade financeira. Aliás, a sustentabilidade financeira da ovinocultura passa pela cadeia produtiva. Isto é, quais os processos e os membros envolvidos por cada etapa, desde o criador de ovinos até a carne no prato do consumidor. Ainda engatinhamos nesses estudos, mas tenho certeza que 2016 será marcado por avanços nessa área. Prova disso, foram as parcerias que desenvolvemos ao longo deste ano, como, por exemplo, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, no nome do secretário Arnaldo Jardim. Se precisamos do poder público do nosso lado, sabemos que também precisamos contar com o apoio de instituições como o Sebrae, as associações de raça, a indústria e os próprios criadores, para que possamos, de fato, conquistar os resultados que desejamos não só para a ovinocultura paulista, mas para a ovinocultura brasileira. E como todos sabem, a ASPACO está, literalmente, com as portas abertas, em sua sede em São Manuel, para que possamos construir esse caminho de crescimento juntos. Portanto, é essa a expectativa que temos para 2016. Neste ano, não podemos deixar de destacar, a qualidade dos eventos que foram realizados pela ASPACO. Foram sete eventos, a começar pela FENOVI até a 9ª FECORB, que iniciou o Ranking Cabanha do Ano - ASPACO 2016. Aliás, a tradicional Expovelha consolidou-se como uma feira de repercussão nacional. Pela primeira vez, o evento sediou uma Exposição Nacional das raças Dorper e White Dorper, que movimentou mais de R$ 900 mil. Ainda nesta edição do O Ovelheiro, temos as tradicionais Ovinotícias, uma entrevista com o nosso diretor técnico, o Márcio Armando Gomes de Oliveira, que merecidamente recebeu uma homenagem por seus serviços prestados à ASPACO. Uma matéria muito interessante sobre a edição 2015 do Campeonato Cordeiro Paulista, além dos detalhes sobre a 9ª FECORB, a Expovelha, 10ª Coopershow, que acontece agora em janeiro e os vencedores do Ranking Cabanha do Ano - ASPACO 2015. A matéria técnica é sobre as diferenças entre Dermatofilose x Dermatofitose. Por fim, eu gostaria de desejar a cada um de vocês, criadores, parceiros e amigos, um feliz Natal e um ótimo 2016. Estamos trabalhando cada vez mais firmes e fortes para que possamos fazer do próximo ano, um período de grandes realizações para a ovinocultura paulista e tenho convicção de que juntos, estamos preparados para qualquer desafio! Boa leitura!

nos de interesse ao ovinocultor • Realização e apoio em leilões e em outros meios de comercialização de ovinos e seus produtos

“O Ovelheiro” Órgão informativo da ASPACO (Associação Paulista de Criadores de Ovinos) Rua Marcelo Giorgi, 69 Jd. Progresso São Manuel - SP Cep: 18.650-000 Fone: (14) 3841-6841 e-mail: oovelheiro@aspaco.org.br

Próximos eventos

De 27 a 29 de janeiro 10º CooperShow Cândido Mota Ranqueada ASPACO

Organização, Redação e Revisão: Márcio A. G. de Oliveira Edição e diagramação: Manacá Comunicação Jornalista responsável: Bruno Piesco - MTB 60724/SP

17 a 28 de fevereiro Shopping Ovinos – Produção São Paulo São Roque

Anuncie no O Ovelheiro (14) 3841-6841 (14) 99101-6262 oovelheiro@aspaco.org.br Qualquer artigo ou matéria contidos no “O Ovelheiro” poderá ser publicada em outros veículos desde que seja citada a fonte.


A ASPACO e a ABSI definiram os vencedores da Copa São Paulo de Santa Inês 2015. A FECORB 2015, que terminou no último dia 15 de novembro, foi a última etapa da Copa e os criadores tiveram suas participações pontuadas. A ABSI premiou os melhores da Copa durante a cerimônia de entrega de prêmios “Santa Inês Prêmio 2015” na Nacional da raça em Recife no dia 21 de novembro, somando um total de R$ 5 mil. O melhor criador e expositor ficou com o Rebanho TAP, de Piraju (SP). O segundo melhor criador foi Claudio Esberard de Lauro, do Sítio Santa Mônica, de Munhoz (MG). O segundo melhor expositor foi Boa Nova Comercial Agropecuária e Participações, de Avaré (SP). A melhor fêmea foi o animal de identificação TAP. HINNA IA 276, seguida por TAP. IMALAIA 323. O melhor macho

estimular e promover a interação entre os criadores, durante as feiras e exposições oficiais. Contamos com a presença de muitos criadores da raça Santa Inês durante a Copa e isso é muito bom”, firma o presidente da ASPACO, Bruno Garcia Moreira. Confira o valor das premiações:

foi o animal de identificação Santa Mônica Estadio 825, seguido por MUMBUCA FLECHA 4293. Esses receberam os prêmios da ABSI. A Copa São Paulo é Fruto de uma parceria entre a ASPACO e a Associação Brasileira de Santa Inês (ABSI), a Copa tem o objetivo de estimular a competição e a participação dos

ABCIF tem nova diretoria para o biênio 2015/2017 A Associação Brasileira de Criadores de Ile de France (ABCIF) elegeu sua diretoria para o biênio 2015/2017. A eleição aconteceu durante a Expointer 2015. Nos próximos dois anos, a entidade será presidida pelo criador gaúcho, Rafael Gargioni Paim. O primeiro tesoureiro da ASPACO, Franscisco Manoel

Fernandes, foi eleito um dos vice presidentes da ABCIF, ao lado dos criadores Luiz Alfredo Horn Júnior e Fabiano Cândido de Paula. A ABCIF tem aproximadamente 50 criadores associados entre os estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Confira o corpo diretivo da ABCIF: Presidente: Rafael Gargioni Paim 1º Vice-Presidente: Luiz Alfredo Horn Jr. 2º Vice-Presidente: Francisco Manoel Nogueira Fernandes 3º Vice-Presidente: Fabiano Cândido de Paula 1º Secretário: Carlos Ely Garcia Júnior 2º Secretário: Maristela Genro Gessinger 1º Tesoureiro: Linon Rose Vieira Magrin 2º Tesoureiro: Rodrigo Lovato Paim Diretor Técnico: Fabrício Wollmann Wilke Comissão Técnica: Luis Carlos Maggi, Marcelo Grazziotin, João Vasco Vargas Alves, Theófilo Garcia de Garcia, Luis Fernando Coelho Cunha Fº e José Otávio Nunes Maggi Conselho Fiscal Titular: Sérgio Ferro, Telmo Antonio Optiz e Vilson Ferreto Conselho Fiscal Suplente: Cleto José Antoniazzi, Luis Marcelo Gasparetto e Osvaldo Chaves Lima

criadores da raça Santa Inês nos eventos oficiais da ABSI, ASPACO e ARCO. Os eventos que formaram a Copa em 2015 foram a FACILPA, a FAPI, a ANPOVINOS, a EXPOVELHA e a FECORB. “A aproximação entre a ASPACO e as associações de raça, como é essa parceira com a ABSI, são fundamentais para

- R$ 800 Melhor Criador da Copa - R$ 450 Segundo Melhor Criador da Copa - R$ 800 Melhor Expositor da Copa - R$ 450 Segundo Melhor Expositor da Copa - R$ 800 Melhor Macho da Copa - R$ 450 Segundo Melhor Macho da Copa - R$ 800 Melhor Fêmea da Copa - R$ 450 Segunda Melhor Fêmea da Copa

Informativo O Ovelheiro deixará de ser impresso O informativo O Ovelheiro, que nesta edição está na 128ª edição e no 22º ano, deixará de ser um veículo impresso e se tornará apenas digital, disponível no site da ASPACO (aspaco. org.br). A decisão foi tomada, recentemente, durante uma reunião de diretoria da ASPACO. “O Ovelheiro é um veículo bastante tradicional e sabemos da importância dele para os ovinocultores paulistas e até de fora do Estado, mas a crise econômica do Brasil também

está interferindo na impressão do nosso informativo, por isso optamos por não extingui-lo, mas apenas deixa-lo no site, o que é muito mais econômico”, afirma um dos criadores do O Ovelheiro, Márcio Armando Gomes de Oliveira. Contudo, ele não descarta que o informativo volte a ser impresso. “Se houver um número bom de anunciantes, voltaremos a ter edições impressas, mas não podemos precisar quando isso vai acontecer” esclarece.

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Ovinotícias

Copa São Paulo de Santa Inês 2015 premia os vencedores


Eventos

Expovelha recebe Nacional das raças Dorper e White Dorper e movimenta R$ 900 mil A 28ª edição da Exposição e Feira de Ovinos do Estado de São Paulo (Expovelha) aconteceu entre os dias 10 a 18 de outubro, no Recinto de Exposições José Oliveira Prado, Lençóis Paulista (SP) e contou com a presença de mais de 800 animais. Neste ano, o evento sediou a 9ª Exposição Nacional das raças Dorper & White Dorper, que em dois leilões e em vendas avulsas somou aproximadamente R$ 900 mil de negócios fechados. “Pela primeira vez a Expovelha recebeu uma Exposição Nacional das raças Dorper e White Dorper. Estamos muito satisfeitos de termos realizado a parceria com a ABC Dorper, em especial ao presidente Paulo Augusto Franzine, para que a Expovelha recebesse a 9ª Exposição Nacional das raças Dorper e White Dorper. Tivemos a presença de criadores do Brasil inteiro e visitantes da América do Sul, como Colômbia e Venezuela, além de visistantes da

África do Sul. Tivemos um bom número de animais presentes e diversos negócios fechados durante a Exposição. Portanto, faço uma avaliação bastante positiva da Expovelha 2015”, afirmou o presidente da ASPACO, Bruno Garcia Moreira. Para as raças Suffolk e Ile de France o jurado foi médico veterinário e inspetor técnico da ARCO no Rio Grande do Sul, Roberto Moreira de Azambuja. A raça Santa Inês foi julgada pelo

médico veterinário Mineiro, Rodrigo Ozil. Já as raças Dorper e White Dorper, o jurado de classificação foi o sul africano Wynand Lodewicus Cronje (Wicus Cronje). “Estou muito feliz de ter vindo ao Brasil e encontrar animais de tão boa qualidade. Os criadores estão de parabéns e futuro da ovinocultura brasileira, para os criadores das raças Dorper e White Dorper é promissor”, disse Cronje. O evento ainda teve a rea-

lização 15º Seminário Paulista de Ovinocultura que, este ano, teve o tema Produção de carne de cordeiro e contou com a presença de mais de 50 pessoas. A Expovelha também foi palco do Campeonato Supremo, que foi conquistado pela raça Dorper nas duas categorias: macho e fêmea. Mais detalhes e os resultados desse evento estão disponíveis no site da ASPACO (aspaco. org.br).

Mais de 5 mil pessoas 10ª Coopershow abre visitam FECORB calendário 2016 A 8ª edição da Feira de Caprinos e Ovinos (FECORB) aconteceu entre os dias 11 a 15 de novembro. O evento teve a presença de mais de 200 ovinos. A 8ª FECORB abrigou a Feiras das Nações, atividades esportivas, shows, apresentações culturais, artesanatos, entre outras atividades, que no total reuniram mais de 5 mil pessoas. A FECORB faz parte do ranking Cabanha 2016 da ASPACO, além de ter sido um evento oficial da ARCO

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“Este ano foi bastante atípico, mas tudo aconteceu como planejávamos e tivemos a realização de uma boa feira que movimentou a cidade de Bragança Paulista. Para o ano que vem já estamos organizando um grande evento e tenho certeza que será ainda melhor que o de 2015”, afirma o criador e um dos organizadores da feira, José de Agrela. Mais detalhes e os resultados desse evento estão disponíveis no site da ASPACO (aspaco.org.br).

A 10ª Coopershow será realizada entre os dias 27 e 29 de janeiro, no Campo de Difusão de Tecnologia Coopermota, em Cândido Mota (SP). A Coopershow abre o calendário de eventos da ASPACO em 2016 e é um evento oficial da ASPACO e ARCO. No dia 29 de janeiro, o evento também abrigará a entrega de prêmios do Campeonato Cordeiro Paulista 2015, a partir das 14 horas, no recinto de julgamento do evento. A inscrição será cobrada por animal levado para exposição, julgamento ou venda na baia, no valor de R$ 60 para pagamentos efetuados até o dia 18 de janeiro. Após essa data será cobrado o valor de R$ 70. Para criadores do Estado de São Paulo não sócios da ASPACO, será cobrada a inscrição em dobro. As inscrições podem ser feitas no site da ARCO (arcoovinos.org.br).A Cooper-

mota irá fornecer a alimentação para todos os animais inscritos no evento. O jurado para todas as raças será o zootecnista e inspetor técnico da ARCO, Márcio Armando Gomes de Oliveira. O Regulamento Padrão para Julgamento de Ovinos ARCO 2015 será utilizado para o julgamento de classificação para todas as raças. A data base para cálculo da idade será dia 26 de janeiro, conforme regulamentos da ASPACO. Em setembro de 2015, aproximadamente 150 pessoas e diversas autoridades se reuniram em Cândido Mota para o lançamento da 10º edição da Coopershow, que deve reunir centenas de visitantes. O evento terá diversas palestras que serão divulgadas em breve. Mais informações sobre esse evento bem como a circular estão disponíveis no site da ASPACO (aspaco.org.br).


Após os julgamentos de pista da 28ª Expovelha, que aconteceu entre os dias 10 e 18 de outubro, em Lençóis Paulista (SP), a ASPACO finalizou a pontuação e definiu os vencedores do Ranking Cabanha do Ano - ASPACO 2015. Na ocasião, também foram entregues os pratos de premiação para os criadores e expositores vencedores. Conforme o Regulamento de Exposições de Ovinos

Oficializada pela ASPACO e Ranking Cabanha do Ano ASPACO, o Melhor Criador e Melhor Expositor de cada raça resultou dos pontos somados nos eventos ranqueados, obedecendo os pesos em função do número de expositores. O Ranking Cabanha do Ano ASPACO tem o objetivo de destacar o trabalho de criadores e expositores, que participaram das sete feiras e exposições espalhadas pelo Estado

de São Paulo, que formaram as etapas do Ranking, neste ano de 2015. De acordo com o presidente da ASPACO, Bruno Garcia Moreira, o Ranking, além de reconhecer, também ratifica e valoriza os animais dos produtores e expositores . “A cada etapa os criadores e expositores apresentam seus melhores animais para que possam ter o melhor desempenho nos julgamentos

das exposições. Dessa forma, é possível observar os melhores animais e os respectivos responsáveis, que são valorizados no mercado. Isso é fundamental para o crescimento e desenvolvimento da ovinocultura paulista e também para o mercado”, define o dirigente Mais detalhes sobre o Ranking Cabanha do Ano deste e de outros anos estão disponíveis no site da ASPACO (aspaco.org.br).

Confira os vencedores: Ile de France Melhor criador e expositor: Francisco Manoel Nogueira Fernandes (Cabanha Chico Borborema) Suffolk Melhor criador e expositor: Bruno Garcia Moreira (Cabanha Leone) Santa Inês Melhor criador e expositor: Boa Nova Comercial Agropecuária Dorper Melhor criador e expositor: Marcio Afonso Cordeiro (Cabanha Kaiowas) White Dorper Melhor criador e expositor: Edison Nalin Caretta (Cabanha Caretta)

Melhor criador e expositor Ile de France: Francisco Fernandes

Melhor criador e expositor Santa Inês: Boa Nova Agropecuária

Melhor criador e expositor Suffolk: Bruno Garcia Moreira

Melhor criador e expositor White Dorper: Edison Nalin Caretta

Melhor criador e expositor Dorper: Marcio Afonso Cordeiro

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Capa

Ranking Cabanha do Ano - ASPACO 2015: definidos os melhores Criadores e Expositores


Técnica

Doenças dermatológicas em ovinos: Dermatofilose x Dermatofitose Méd. Vet. Dr. Danilo Otávio Laurenti Ferreira Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo - SAA Coordenadoria de Assistência Técnica Integral - CATI Escritório de Desenvolvimento Rural de Bauru Assistente Agropecuário – Casa de Agricultura de Agudos

Fonte da foto: Luiz Claudio N. Mendes Prof. Adj. Clinica Medica de Grandes Animais Supervisor do Hospital Veterinário “Luiz Quintiliano de Oliveira” FMVA - Unesp - Campus de Aracatuba

Dermatofilose e dermatofitose são doenças de pele, de caráter infecto-contagioso, de caráter zoonótico e de importância econômica na ovinocultura. Apesar destas enfermidades serem semelhantes clinicamente, seus agentes etiológicos são completamente distintos, e por isso os tratamentos também se diferenciam, o que justifica a necessidade do diagnóstico diferencial e definitivo. Devido a sua importância, inclusive de saúde pública, as doenças tem sido fiscalizadas na admissão em exposições e feiras agropecuárias a fim de se evitar a proliferação da doença clínica de forma endêmica, além do risco de transmissão aos seres humanos contactantes. O prejuízo econômico de ambas enfermidades se relacionam aos custos com tratamento, e no caso de animais de elite, no impedimento de participar de julgamentos e leilões. A dermatofilose é uma dermatite exsudativa causada pela infecção pela bactéria Dermatophilus congolensis, que está relacionada com áreas de abrasão da pele frequente e condições de umidade, portanto é comum em orelhas, focinho, face, cernelha e cauda. Esta afecção é amplamente distribuída no mundo, porém apresenta maior prevalência em regiões úmidas, tropicais e subtropicais. A sua ocorrência em climas secos é descrita como esporádica ou rara. Diversos fatores estressantes, entre eles desmama, carência alimentar e traumatismos por manejo inapropriado, associados a períodos chuvosos e quentes, promovem um desequilíbrio das barreiras superficiais de defesa imunológica e inespecíficas (pH, ácidos graxos e flora normal), quebrando a integridade da pele e permitindo que os zoósporos de D. congolensis invadam o

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Ovino com Dermatofilose

tegumento e produzam a dermatite bacteriana. O ciclo de invasão bacteriana, inflamação e regeneração da epiderme é o responsável pela formação das crostas e pústulas, que caracterizam clinicamente a enfermidade. A doença tem evolução aguda, subaguda ou crônica. Além de ovinos, pode acometer com maior frequência os bovinos e equinos, e ocasionalmente os suínos, caninos, felinos e humanos. Embora o D. congolensis esteja presente na pele de muitos animais clinicamente normais, a bactéria age como um agente oportunista. Os reservatórios são os próprios animais doentes e a transmissão pode ocorrer por contato direto, indireto e através de vetores mecânicos e biológicos. Inicialmente a lesão consiste numa pápula pequena, muitas vezes só detectável por palpação. A ocorrência de exsudação serosa envolvendo grupos de pelos causa a aglomeração dos mesmos em tufos eretos, que evoluem para crostas elevadas, arredondadas, espessas de aparência circunscrita e bem delimitadas, cinzento-acastanhada ou amareladas, duras e quebradiças que podem ser facilmente destacáveis. O destacamento das crostas revela uma superfície inferior côncava, deixando a descoberto a epiderme úmida e eritematosa. As dermatofitoses, conhecidas como “tinhas”, são micoses cutâneas causadas por um grupo de fungos chamados dermatófitos. Deste grupo, dois gêneros, Microsporum e Trichophyton, determinam doença em animais domésticos. São fungos filamentosos e queratinofílicos, o que limita a infecção ao estrato córneo da pele e anexos. Infectam várias espécies animais, inclusive o ho-


Para a dematofilose recomenda-se o tratamento local e sistêmico. A terapia antibiótica pode incluir penicilina ou tetraciclina. A terapia tópica pode ser feito com solução de Dakin (hipoclorito de sódio 0,5%) ou sulfato de zinco 0,2 a 0,5% ou sulfato de alumínio potássico 1%. Deve-se atentar para o potencial da bactéria infectar seres humanos. O fornecimento de dieta com teores adequados de minerais, proteína e energia, além do abrigo da chuva, são condutas para agilizar a cicatrização da pele e prevenir a doença. Para as dermatofitoses, o tratamento pode impedir a disseminação da infecção para os outros animais do rebanho. O tratamento tópico pode ser instituído de solução de Dakin (hipoclorito de sódio 0,5%) ou de clorexidine (2%) e/ou medicação antifúngica tópica (cetoconazol 2%) são úteis no tratamento das lesões. A administração de fármacos sistêmicos como a griseofulvina produz efeitos variáveis. As pessoas envolvidas no tratamento dos animais devem usar luvas, pois se trata de zoonose. Para prevenção deve-se proceder a limpeza adequadas dos materiais usados para tosquia, mantas e outros equipamentos com solução anti-séptica. Para prevenção de ambas enfermidades dermatológicas se preconiza manter os animais doentes isolados do restante do rebanho, para evitar a disseminação da doença. Referências bibliográficas CASTELO BRANCO, R.L.; DRUMMOND, V.O.; ANDRADE, H.H.; LACERDA, R.M.L.G.; MARQUES, A.D.S.S.; SOUZA MELLO, M.R.; OLIVEIRA, V.H.S.; PERECMANIS, S.; BORGES, J.R.J. Dermatofilose em ovinos da raça Santa Inês no Distrito Federal. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., v.64, n.5, p.1184-1187, 2012. PUGH, D.G. Clínica de Ovinos e Caprinos, 1 ed, São Paulo: Roca, 2005. RADOSTITS, O.M.; GAY, C.C.; BLOOD, D.C.; HINCHCLIFF, K.W. Clínica veterinária – um tratado de doenças em bovinos, ovinos, suínos, caprinos e equinos. 9.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. 1737p.

Fonte da foto: Dermatofitose x Dermatofilose Alunos: Isabela Ávila, Lucas Bruno, Tayanne de Carvalho, Thais Figueiredo, Thiago Perdigão Disciplina: Histologia Especial Veterinária - UFMG Professor: José Dias Correa Junior www.slideshare.net

Ovinos com Dermatofitose

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Técnica Capa

mem. Também são enfermidades de distribuição mundial, sendo frequentes em regiões de clima tropical e temperado, particularmente em áreas quentes e úmidas. Devido a fatores imunitários, os animais jovens são mais suscetíveis que os adultos e a introdução de animais portadores, associada a fatores estressantes, como alta lotação, carência alimentar, desmama e mudança de alimentação, predispõem ao surgimento da doença. O fungo T. verrucosum é transmitido aos hospedeiros suscetíveis através do contato direto com um hospedeiro contaminado ou indiretamente por fômites ou ambiente, onde os conídeos podem manter-se viáveis por vários anos. A doença é estabelecida quando as barreiras de defesa superficial da pele encontram-se alteradas, o que resulta em queda dos pelos (alopecia). O crescimento vegetativo de aspecto circular das lesões é resultante do crescimento centrífugo do fungo que, por ser um microrganismo aeróbio, tende a fugir das áreas de intensa inflamação. As lesões clínicas caracterizam-se por áreas de alopecia de bordos regulares, com descamação e formação de crostas branco-acinzentadas, espessas e salientes. Atingem, principalmente, a cabeça e o pescoço, podendo disseminar-se para o tronco, membros e cauda. Em animais gravemente afetados, observa-se emagrecimento e formação de crostas disseminadas por todo o corpo, que ao serem removidas deixam áreas úmidas e hemorrágicas. O diagnóstico de ambas é realizado levando-se em consideração, em primeiro lugar, a epidemiologia e sinais clínicos observados. Confirma-se o diagnóstico pelo exame laboratorial. Na dermatofilose, a confirmação é feita quando há a visualização da bactéria na forma filamentosa, em esfregaços corados. Portanto, no caso de suspeita desta enfermidade, torna-se importante enviar ao laboratório crostas frescas, acondicionadas em recipientes limpos. Já na dermatofitose, o diagnóstico é realizado a partir de amostras de crostas e pelos coletados das bordas ativas das lesões. Confirma-se a infecção quando no exame direto encontram-se estruturas fúngicas (conídeos e hifas) parasitando os tecidos e pelos.


Homenage

Diretor técnico da ASPACO recebe homenagem durante a Expovelha 2015 Perfil Nome completo: Márcio Armando Gomes de Oliveira Idade: 51 anos Nascido em: São Paulo (SP) Vive em: São Manuel (SP) Casado: Sim Filhos: Sim, 2 filhos, Matheus e Miguel Formação: Zootecnista O diretor técnico da ASPACO, Márcio Armando Gomes de Oliveira, recebeu durante a Expovelha de 2015, uma merecida homenagem por seus serviços prestados a ASPACO. Conheça um pouco mais sobre ele! Quando surgiu o interesse pela zootecnia? O desejo em trabalhar com animais sempre foi grande. No primeiro ano de cursinho, ainda terminando o colégio, conheci a Zootecnia que me atraiu mais pelo lado da produção animal do que da saúde ou veterinária. Qual a sua relação com a ovinocultura? No 2º ano do curso de Zootecnia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UNESP- Botucatu, em meados de 1984, conheci o Prof. Edson Siqueira que me ofereceu o estágio na área de ovinocultura. Desde então, não deixamos mais de prestar serviços nesta área, tornando-a exclusiva na vida profissional. Desde quando e por que iniciou o trabalho na ASPACO? Me formei em julho de 1988, desenvolvi um projeto de criação de ovinos para um produtor e em abril de 1989 comecei o trabalho junto à ASPACO que, em parceria com a cooperativa CAFENOEL, na cidade de São Manuel, mantinha um departamento para comercializar os produtos da atividade e oferecer assistência aos criadores.

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Quais os projetos da ASPACO, captaneados por você, tem mais orgulho? Nestes 26 anos trabalhando junto à ASPACO e á ovinocultura, de um modo geral, tive a felicidade de participar de todos os projetos desenvolvidos, neste período, pela associação paulista em prol da atividade no Estado. A maioria se concretizou e ofereceu aos nossos ovinocultores condições de tornar a sua criação com maior desfrute, bem como, promover uma, certa, evolução na cadeia produtiva do setor. Entre os vários projetos, tenho orgulho de citar 2 deles. O primeiro, que permitiu uma parceria entre ASPACO e SENAR, no processo de capacitação da mão-de-obra na ovinocultura. Anos antes, vinha sendo o primeiro e único instrutor do SENAR para a ovinocultura. Entretanto, a demanda cresceu e o material que havíamos desenvolvido para criadores iniciantes, chamado “Base para a Criação de Ovinos no Estado de São Paulo”, foi utilizado como modelo para desenvolver as cartilhas do Programa de Ovinocultura do SENAR. Ainda neste projeto, treinamos vários colegas para ministrar os 9 módulos do programa, profissionais estes que se credenciaram como instrutores de ovinocultura do SENAR. Um segundo motivo de muito orgulho foi a confecção do livro de receitas de carne ovina que fez parte do processo de comemoração dos

50 anos da ASPACO e das 100 edições de O OVELHEIRO. Neste trabalho revimos a história da ovinocultura paulista e do informativo que virou exemplo e referência em todo o país, quando se fala na divulgação das ações da entidade paulista e de sua contribuição no setor. Apesar de não ter se concretizado, não podia deixar de citar os programas de produção de carne ovina de qualidade que por mais de uma vez o chamamos de Cordeiro Paulista. Tratam-se de iniciativas que procuraram levar à uma valorização do sistema de produção e do produto final, levando ao reconhecimento a qualidade do cordeiro produzido em São Paulo. A última versão deste projeto, que começou em 2011, teve a participação de especialistas e recursos disponibilizados pela FAPESP que aprovou com louvores a pesquisa na linha de políticas públicas. Dentro do proposto, concluímos a pesquisa, divulgamos os resultados em todo o país, propusemos a aplicação do trabalho (através, inclusive, de uma comissão especial dentro da câmara setorial estadual) e, mais uma vez, tivemos vários votos de reconhecimento. Por fim, o que para mim era a “menina dos olhos” tornou-se mais uma tentativa frustrada, já que o projeto, na forma de programa, não foi colocado em prática. Lamento pela série de fatores que levaram a diretoria da ASPACO tomar esta decisão, considerando, também, a falta

de profissionalismo e a informalidade no mercado da carne ovina Entretanto, ficamos satisfeitos pelo que aprendemos, pela afinidade que criamos com profissionais altamente capacitados e por ter cumprido aquilo que nos propusemos a fazer. Como é lidar com criadores de todo o Estado? Preferiria substituir o verbo “lidar” por “atender”, já que esta é a nossa missão. Estamos prontos para esclarecer as dúvidas e ajudar os criadores de ovinos a tornar a sua atividade lucrativa ou prazerosa, dependendo da finalidade a que se propôs. Infelizmente, nem sempre somos consultados em tempo. Muitos nos procuram quando não há mais solução e, muitas vezes, somos obrigados a desincentivar a criação. Já fui criticado por alertar produtores a não criarem ovinos porque não tinham as condições mínimas para tal. Por outro lado, já me parabenizaram pela recomendação, pois, sabiam que as condições para criar ovelhas eram limitadas, mas queriam a confirmação de um profissional. Gostaria de manifestar dois desejos em relação à classe produtora: que nós técnicos fôssemos mais consultados num projeto inicial de ovinocultura e que os criadores fossem mais unidos e organizados, seja na forma cooperativista, seja no associativismo, garantindo uma escala de produção e a força na comercialização.


Por Zootecnista, Márcio Armando Gomes de Oliveira Diretor Técnico - ASPACO Terminou no último dia 19 de novembro a 14ª edição do Campeonato Cordeiro Paulista – CCP 2015. Os 120 cordeiros, divididos em 30 lotes, pertencentes a 22 produtores, foram finalmente pesados no dia 18/11, no HV da Faculdade de Medicina Veterinária da UNESP/Araçatuba, onde passaram 62 dias confinados, sob os cuidados dos alunos do curso de Medicina Veterinária comandados pelo Prof. Luiz Claudio Nogueira Mendes, Conselheiro Técnico da ASPACO. Para concluir a segunda etapa do torneio, os cordeiros foram encaminhados ao Frigorífico Dom Pig, em São Manuel, onde foram abatidos no dia 18/11. No dia seguinte, o Zootecnista Gustavo Martini, sócio proprietário da empresa Vila das Carnes, em Araçatuba, avaliou as carcaças e as classificou conforme o regulamento do CCP. De um modo geral, o desempenho dos cordeiros participantes do CCP 2015 não variou muito em relação à edição passada, mesmo levando-se em consideração algumas mudanças na avaliação, como a valorização em 5% para o critério Conformação. Na 1ª etapa em 2015, o CCP apresentou um ganho médio de 322 g/dia na avaliação de todos os cordeiros e 340 g/dia na avaliação de três cordeiros de cada lote. Portanto, não houve diferença significativa em relação ao ganho de 332 g/ dia em 2014. O vencedor desta etapa foi o lote identificado como 16, pertencente à Renato Mantovani, Sítio Nossa Senhora Aparecida, Porangaba/ SP. Os três melhores cordeiros do quarteto ganharam 401 g/ dia em média. O cordeiro com o melhor desempenho neste quesito foi o cordeiro de brinco 58, pertencente ao lote 15, vice-campeão da 1ª etapa, com 462 g/dia, também pertencente à Renato Mantovani. Na etapa de avaliação das carcaças, o CCP 2015 apresentou uma média de 50,45% em rendimento destas. Nada muito diferente dos 51,19% do ano

passado. Entretanto, em 2014, 58% dos produtos deram mais de 51% de rendimento, contra 30% dos produtos deste ano. Considerando o item Conformação, pelo Sistema SEUROP, não houve mudanças nas porcentagens quando somamos as duas melhores classificações (E = excelente; U = muito boa): em 2015 foram 34,4% das carcaças dos trios participantes contra 37,5% em 2014. Mas, houve aumento das carcaças de baixa qualidade (O = relativamente boa; P = medíocre) em 2015, 26,6% contra 9,72% em 2014. Uma grande mudança benéfica, quando pensamos na qualidade de carne, surgiu nos itens relacionados à gordura, ou seja, acabamento e espessura de gordura subcutânea (EGS). Foi notório, até para o menos experiente observador, que as carcaças do CCP 2015 apresentaram-se com melhor acabamento. Esta distribuição de gordura mais uniformizada ao longo da carcaça permite menor perda de água nos processos de resfriamento e congelamento, conferindo, assim, maior suculência e maciez ao produto final. Trata-se este do melhor resultado entre as edições do CCP para estas características tão importantes na obtenção de carne de cordeiro de qualidade. Em 2014 apresentaram-se 54,17% de carcaças com a classificação máxima em acabamento, ou seja, nota 3 no modelo europeu SEUROP, que indica distribuição média. Em 2015 foram 76,6% que, juntamente com as carcaças 4 (distribuição de gordura abundante), a segunda melhor classificação, somou-se quase 85% do total. Na EGS, tomada com paquímetro na secção do músculo longíssimus dorsi, entre a 12ª e 13ª costelas, também, obtivemos as melhores pontuações: foram 40% de carcaças com espessuras entre 4 e 6 mm de gordura. Somando-se as porcentagens de carcaças entre 4 e 5 mm nos anos de 2011 a 2014 chega-se a 19%. Não podemos afirmar as causas destas grandes diferenças entre os campeonatos nos úl-

timos anos. É possível que haja interferência de um conjunto de fatores, como o aumento de alguns dias no tempo de confinamento e uma possível mudança na composição ou disponibilidade de nutrientes da dieta total utilizada. O vencedor da etapa de Avaliação de Carcaças do CCP 2015 foi Francisco M. N. Fernandes, Cabanha Borborema, São Manuel/SP. As três carcaças do conjunto 2 avaliadas por Gustavo Martini atingiram a nota máxima em conformação e acabamento, além, da uniformidade do lote. Este, entretanto, foi o 12º colocado na etapa de ganho de peso, com 287 g/dia, em média. Esta disparidade entre os resultados das duas etapas deste conjunto pode ser interpretada como precocidade. O estado de acabamento e distribuição de gordura do conjunto 2 indicaram que os animais estavam prontos para o abate, refletindo em menor ganho de peso, uma vez que a produção de tecido muscular confere maior peso. Neste caso, a conversão diminui e favorece-se a produção de tecido adiposo. Não podemos nos esquecer de que o CCP não tem o objetivo de comparar raças e grupos genéticos, mas há uma interferência delas no desempenho dos diferentes participantes. Há de se considerar, também, que em 2014 aumentamos o peso dos cordeiros na entrada da 1ª etapa e, certamente, temos a participação de cordeiros com maior propensão a diminuírem seus ganhos ponderais e, consequentemente, apresentarem carcaças melhor acabadas. Acreditamos que o “segredo” no CCP seja a busca do desempenho médio nas duas etapas. É o caso do conjunto 16 de Renato Mantovani que se consagrou o Campeão geral obtendo o primeiro lugar na 1ª etapa e terceiro lugar na 2ª etapa. O Vice Campeão geral foi o conjunto 11: terceiro lugar na 1ª etapa e sexto colocado na 2ª etapa. Este lote pertenceu à estreante Rosangêla Camilotti, Faz. Água da Divisa, Santa Cruz

do Rio Pardo/SP. A classificação dos 10 primeiros colocados, em cada etapa e no geral, estão disponíveis no site da ASPACO. Parabenizamos todos os participantes e agradecemos aqueles que compartilham deste evento, como os patrocinadores e parceiros do CCP.

Terceiro melhor conjunto etapa Avaliação de Carcaças e Lote Campeão Geral do CCP 2015

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CCP

CCP 2015: o que mudou em relação a 2014?


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