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Número 126
Ano 22
Abril/Maio/Junho, 2015
ASPACO reafirma parcerias
Página 07
Matéria Técnica
Estudo sócio-econômico e gestão do agronegócio da ovinocultura paulista Página 04
Na capital
ASPACO seu reúne com secretário de agricultura do Estado de São Paulo Página 03
Prezados Leitores, Juntos contra a crise
Bruno Garcia Moreira Presidente
ASPACO – Associação Paulista de Criadores de Ovinos é uma entidade promocional fundada na década de 60. Está sediada em São Manuel desde a sua reativação em 1984. De um modo geral, a ASPACO atua com o objetivo de promover e fomentar a ovinocultura no Estado de São Paulo, prestando serviços de: • Orientação na criação de ovinos e na comercialização dos produtos • Serviço de registro genealógico • Promoção de cursos; palestras e dias de campo • Promoção e apoio em feiras, exposições e eventos • Apoio e execução de programas e planos de interesse ao ovinocultor • Realização e apoio em leilões e em outros meios de comercialização de ovinos e seus produtos
“O Ovelheiro” Órgão informativo da ASPACO (Associação Paulista de Criadores de Ovinos) Rua Marcelo Giorgi, 69 Jd. Progresso São Manuel - SP Cep: 18.650-000 Fone: (14) 3841-6841 e-mail: oovelheiro@aspaco.org.br
Infelizmente, os prognósticos para 2015 estão cada vez piores. A crise econômica afeta o Brasil como um todo e apesar do agronegócio não permitir que o País seja empurrado para o precipício, é preciso muita garra e muita vontade de crescer, para que possamos superar mais um ano difícil. “Juntos somos mais fortes”, a frase é batida, mas sintetiza o momento que vivemos hoje, que é o de fortalecimento das nossas parcerias. Muito provavelmente estamos vivendo um dos momentos mais importantes da ovinocultura paulista. Nós estamos nos organizando com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e o SEBRAE-SP, com o objetivo de diagnosticar e desenvolver a cadeia produtiva da ovinocultura paulista, ou seja, organizar todas as fases, desde a produção até o consumo da carne de cordeiro. Isso foi amplamente discutido na reunião da Câmara Setorial, que aconteceu no último dia 09 de junho e contou com a presença do secretário, Arnaldo Jardim. A partir desse diagnóstico, pretendemos traçar um planejamento estratégico, para que, independente das pessoas que estiverem no comando das instituições, tenhamos um objetivo a ser cumprido. Nesse caminho, a ASPACO junto com a ABC Dorper, o Núcleo de Criadores de Jales e o SEBRAE-SP, está ajustando um projeto piloto de melhoramento genético, que deve mostrar resultados em breve. Por fim, recentemente, no último dia 18 de junho, eu estive em Brasília e pude acompanhar a criação da Frente Ovino, que tem o objetivo de incentivar e fomentar, por meio da Câmara Federal, a ovinocultura no Brasil. O apoio dos deputados federais é fundamental, uma vez que eles estão no centro do poder e devem nos apoiar e defender, para que o Governo Federal entenda e incentive a ovinocultura que, como nós sabemos, tem um potencial enorme de crescimento. Este O Ovelheiro ainda traz os outros assuntos discutidos durante a reunião da Câmara, com o a apresentação da Markestrat, a sugestão de transformar a câmara em unicamente ovina e a inclusão de membros da indústria. Além da matéria técnica sobre x, escrita por x, as matérias sobre o 38ª FACILPA e a 49ª FAPI. Ou seja, muitas atividades estão acontecendo e estão previstas para acontecer. É tempo de arregaçar as mangas e trabalhar juntos, para fazer com que a ovinocultura paulista cresça com qualidade e que possamos gozar de uma atividade forte e rentável para todos. Contem sempre conosco! Boa leitura!
Confira os eventos que serão realizados pela ASPACO em 2015 De 08 a 12 de julhoXVIII EXPOVINOS Araçatuba Ranqueada ASPACO
De 02 a 07 de setembro 8ª EXPOANPOVINOS São J. do Rio PretoRanqueada ASPACO
De 12 a 16 de agosto 9ª EXPO NOBREBauru Ranqueada ASPACO
De 12 a 18 de outubro 28ª EXPOVELHA Lençóis Paulista Ranqueada ASPACO
Setembro/Novembro XIII Campeonato Cordeiro Paulista Araçatuba
De 10 a 15 de novembro 9ª FECORB Bragança PaulistaRanqueada ASPACO
Organização, Redação e Revisão: Márcio A. G. de Oliveira Edição e diagramação: Manacá Comunicação Jornalista responsável: Bruno Piesco - MTB 60724/SP
Anuncie no O Ovelheiro (14) 3841-6841 (14) 99101-6262 oovelheiro@aspaco.org.br Qualquer artigo ou matéria contidos no “O Ovelheiro” poderá ser publicada em outros veículos desde que seja citada a fonte.
O presidente da ABCOS e ASPACO, Bruno Garcia Moreira, esteve em Brasília (DF), no último dia 17 de junho, para acompanhar a criação da Frente Parlamentar Mista de Apoio à Ovinocultura (Frente Ovino), que conta com 228 parlamentares e é presidida pelo deputado federal Giovani Cherini (PDT-RS). O objetivo da Frente é criar e apoiar as políticas públicas e ações privadas que promovam a melhoria da atividade. De acordo com o presidente da ABCOS, a criação da Frente Ovino é uma iniciativa que deve estimular a ovinocultura no País. “A Frente Ovino é a ponte que a ovinocultura possui dentro da câmara federal. Nós ainda temos muitos desafios e o apoio dos deputados federais é fundamental para a interlocução com o Governo Federal, que deve incentivar
mais a criação de ovinos no Brasil”, afirmou Garcia Moreira. Segundo Cherini, o rebanho do País contempla aproximadamente 27 milhões de cabeças entre as duas categorias (sendo 17 milhões de ovinos e 10,4 milhões de caprinos) distribuídas em aproximadamente 650 mil produtores. “Tenho certeza que o setor terá grande cres-
Ovinos terá Câmera Setorial estadual exclusiva Durante a reunião da Câmara Setorial de Ovinos e Caprinos, que aconteceu no último dia 09 de junho, no Sindicato Rural de São Manuel (SP), o presidente da Câmara, na qualidade de presidente da ASPACO, Bruno Garcia Moreira, solicitou ao coordenador das Câmaras Setoriais, Alberto Amorim, que houvesse a desmembração da Câmara Setorial em duas, uma exclusiva para ovinos e outra para caprinos. O presidente ainda pediu a inclusão de membros da indústria e dos insumos para comporem câmara. “Os interesses das duas atividades são bastante distintos
e há projetos e membros da ovinocultura em maior número. Acredito que uma câmara exclusiva de ovinos deve ser mais atrativo as ambas partes interessadas”, explicou Garcia Moreira. O coordenador das Câmaras Setoriais adiantou que o desmembramento é possível e que deve ocorrer, mas que é necessário fazer um pedido formal. “Eu entendo o intuito do presidente da ASPACO e acredito que isso deve ocorrer em breve, após o pedido protocolado. A inclusão de novos membros é fundamenta e o convite deve ocorrer já no próximo encontro”, finalizou.
cimento em nosso país. Sou criador de ovinos e percebo um grande potencial econômico, principalmente, nos pequenos produtores. Também é uma ótima alternativa de renda para as famílias brasileiras”, defendeu o parlamentar. O presidente da ARCO e da Câmara Setorial Nacional da Cadeia Produtiva de Caprinos e
Ovinos, Paulo Afonso Schwab, ressaltou a importância de se criar políticas nacionais de incentivo, pesquisa e fomento à criação de ovinos e caprinos no Brasil, com o objetivo de tornar a atividade cada vez mais forte. “Precisamos nos unir para alavancar e profissionalizar cada vez mais a cadeia produtiva da ovinocultura”, disse.
ASPACO, SEBRAE e ASCORJ estudam projeto de melhoramento genético Membros da ASPACO e da Associação dos Criadores de Ovinos da Região de Jales (ASCORJ) se reuniram no último dia 24 de abril, na sede da ASPACO, com a consultora do SEBRAE Viviane Karina Gianlorenço. O objetivo foi iniciar a elaboração de um projeto piloto para o melhoramento genético do rebanho comercial de ovinos, em parceria com os criadores da região de Jales, no noroeste do Estado, utilizando sêmen das raças Dorper e White Dorper. O projeto faz parte de uma das medidas adotadas durante a reunião com o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, no mês passado. Na ocasião, o presidente da ABC Dorper, Paulo Franzine, se comprometeu em fazer uma doação de sêmen das raças Dorper e White Dorper, com o intuito de melhorar ainda mais a genética do rebanho comercial de ovinos no Estado de São Paulo. Tam-
bém durante a reunião, ficou decido que o projeto iniciaria pela região de Jales. “A ideia é reunir além da ASPACO, a ABC Dorper, o SEBRAE e o Governo do Estado para que nesse projeto piloto possamos incentivar e fomentar a ovinocultura paulista”, afirma o presidente da ASPACO, Bruno Garcia Moreira. “O melhoramento genético é fundamental para o desenvolvimento dos criadores de ovinos, sobretudo para a região de Jales, que está fora do centro do Estado. É muito importante a ASPACO encabeçar um projeto como esse, que incentiva a adoção de novas tecnologias, como a inseminação artificial, essencial para o melhoramento genético. Não tenho dúvidas que haverá um ganho muito grande para a produção de carne ovina e o SEBRAE está apto para auxiliar nesse processo e na gestão da propriedade rural”, ressalta a consultora do SEBRAE.
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Ovinotícias
Presidente da ASPACO participa da criação da Frente Ovino
Técnica
Perfil sócio-econômico e diretrizes para a gestão do agronegócio da ovinocultura no Estado de São Paulo Zoot. Guilherme José Guimarães Pilan Introdução É incontestável a importância do agronegócio no contexto da economia brasileira, pois representa 40% do PIB e disponibiliza empregos para significativa parcela da população nacional. A ovinocultura é um dos componentes do agronegócio. Mas, sua potencialidade produtiva é real? Sem dúvida; considerando-se a vocação agropecuária do Brasil, sua extensão territorial continental, suas condições edáficas e climáticas favoráveis e seu enorme mercado consumidor. Mas até que ponto usufrui-se, com eficácia, desta indiscutível potencialidade? O tão propalado desenvolvimento da atividade é compatível com o potencial latente? Será que não se confunde crescimento e aprimoramento técnico das criações voltadas à comercialização de animais de alto potencial genético - uma realidade irrefutável - com desenvolvimento do agronegócio, que inclui os sistemas de produção comerciais? Os sistemas ditos comerciais são realmente comerciais, ou para consumo próprio? Ou seja, atendem os requisitos do módulo mínimo? Se as criações comerciais, eventualmente, não estiverem propagando-se como deveriam, quais as razões? Há problemas estruturais na cadeia produtiva? Se houver, quais são eles? Quais seriam as soluções para propiciar um verdadeiro arranque da ovinocultura rumo à conquista de um patamar de maior destaque no cenário do agronegócio brasileiro? Por meio de um estudo amostral, este trabalho teve como objetivo elucidar o atual perfil sócio-econômico da ovinocultura paulista e, diante dos resultados, sugerir diretrizes para a solução de eventuais fatores limitantes encontrados. Caracterização dos criatórios de ovinos de São Paulo Distribuição Os resultados apresentados se basearam em dados colhidos em levantamento efetuado num total de 130 criações de ovinos, distribuídas em 89 municípios do estado de São Paulo. De 1984 (reativação da associação estadual seguido por outras medidas essenciais) a 2012 temos 26 anos de existência de uma condição mínima ao crescimento da produção ovina no estado. Nesse trabalho constatou-se que, em média, os criadores entrevistados declararam estar há 19 anos na atividade. Depreende-se, portanto, que a ovinocultura em São Paulo é relativamente recente. Levando-se em consideração a classificação brasileira de propriedades Área total e seus extratos
Váriável Média Mínima Máxima DP Área Total (n=125) 151,05 1,00 2385,00 300,55 Área Total de pastagens (n=119) 74,14 0,70 1700,00 200,75 Área de Pastagens para ovinos (n=123) 19,04 0,60 84,70 20,52 Área de preservação natural (n=93) 26,25 0,00 500,00 65,98 Área de agricultura (n=85) 50,66 0,00 690,00 110,14 n = número de criadores
Tabela 1 – Áreas (ha) média, mínima e máxima dos criatórios pesquisados, estratificados conforme a utilização. rurais em pequenas, médias e grandes (Lei N° 8629, de 25 de Fevereiro de 1993), a maior parte daquelas que criam ovinos no estado de São Paulo foi classificada como pequenas. Informações da ovinocultura Escrituração zootécnica Na ovinocultura nacional o uso da escrituração zootécnica é considerado baixo relativamente às propriedades rurais de países desenvolvidos (GARCIA, 2010; QUIRINO et al., 2004). Entretanto, o resultado encontrado
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nessa pesquisa surpreende: 70,08% dos entrevistados declararam ter seus rebanhos objetivamente monitorados por meio do registro de variáveis importantes à tomada de decisões estratégicas, sobretudo no que tanja ao processo de seleção. Tipo e finalidade da produção A produção comercial de ovinos se destacou frente aos demais tipos de produção no estado de São Paulo, representada por 59,40% dos criadores entrevistados, ao passo que 21,80% dos criadores atuam na produção de reprodutores (os denominados animais de elite). As propriedades que desenvolvem ambas atividades representam 12,78% dos criadores entrevistados, enquanto 6,02% realizam a criação somente para consumo próprio. Como finalidade principal da produção, nas propriedades estudadas, a carne se mostrou superior quando comparada aos demais tipos de atividade relacionadas à ovinocultura, representando 83,21% do total que envolve, além da carne, reprodutores, matrizes, leite e lã. A divisão dos rebanhos em estratos, conforme as categorias animais, tem seus resultados apresentados na Tabela 2. Composição quantitativa do rebanho
Categoria Reprodutor (n=128) Matrizes em reprodução (n=129) Matrizes pré-puberes (n=112) Cordeiros (n=109) Capões (n=35)
Média Mínimo Máximo DP 6,73 1 66 9,93 183,35 4 2600 282,48 55,63 0 850 100,47 72,23 0 1600 173,43 2,20 0 20 4,20
n = número de criadores
Tabela 2 – Estratificação dos rebanhos por categorias animais Ressalta-se na tabela 2 a baixa média referente ao número de matrizes por criatório (183,35). Talvez seja este um dos principais valores para profunda reflexão dos integrantes das entidades públicas e privadas ligadas à ovinocultura. Se no estado de São Paulo houvesse predomínio das criações voltadas à produção de leite, afirmar-se-ia que a média estaria dentro do esperado. Todavia, sendo a carne o produto principal, 183 matrizes por criador permite inferir que a ovinocultura paulista não existe como atividade economicamente importante, pois o contingente de fêmeas reprodutoras está bastante aquém do módulo mínimo, pois segundo estudos realizados por Macedo (1998), citado por Macedo et al. (2000), o módulo mínimo para sistemas de produção de carne com 500 cordeiros é de 500 matrizes. Nesse sentido, dos rebanhos pesquisados, 67,44% ainda não se en-
Figura 1 – Frequências dos sistemas de criação nas propriedades pesquisadas to da produtividade. Se o rebanho ovino for representado por uma pirâmide, no topo estariam os criatórios produtores de reprodutores, de onde emana o fluxo dos genes a disseminar-se pela base da figura geométrica metaforicamente considerada. Qual a realidade de São Paulo? O Estado detém a pirâmide, com um topo relativamente bem delineado, mas sem a base de sustentação. Desta forma, o valioso fluxo de genes se perde no vazio. A ovinocultura apresenta elevado potencial sócio-econômico; esta realidade precisa ser modificada. -Sistemas de criação de ovinos e terminação de cordeiros Os sistemas de criação praticados nas propriedades pesquisadas estão representados na figura 1. Um percentual de 66,94 dos criadores terminam os cordeiros em confinamento, sendo a idade média observada, para os cordeiros de abate, de 140,28 dias. A terminação de cordeiros em pastagens com suplementação é executada em 28,23% das criações, enquanto a terminação em pastagens, sem suplementação, responde por 4,84% do total. Estruturação da cadeia produtiva A maior parte dos criadores entrevistados afirmou que a cadeia produtiva ovina não é estruturada em sua região de atuação. Somando-se as respostas negativas com as parcialmente positivas (53,72% e 15,70%, respectivamente), conclui-se que 69,42% dos ovinocultores não dispõem de uma
estrutura de comercialização adequada. Certamente, esta situação não estimula o empresário a investir na ovinocultura, possivelmente explicando o tamanho médio dos rebanhos aquém do módulo mínimo, bem como a baixa produção dos criatórios, sob o ponto de vista quantitativo. É extremamente relevante que nessa pesquisa 88,70% dos criadores entrevistados declararam que aumentariam a produção se houvesse organização da cadeia produtiva. Esta constatação pode ser considerada um alento às entidades públicas e privadas ligadas à ovinocultura, que poderiam romper o círculo vicioso: não há produção por desorganização da cadeia produtiva que não se organiza porque não há produção. Conclusão Os resultados desse estudo permitiram concluir que a ovinocultura no estado de São Paulo demonstrou ser uma atividade recente, desenvolvida em pequenas propriedades, sob sistema semi-intensivo de criação, utilizando áreas pouco extensas de pastagens cultivadas, com terminação de cordeiros em confinamento e com predomínio da produção de carne; apesar do tamanho dos rebanhos situar-se muito abaixo do módulo mínimo. Diante desse perfil, identificaram-se alguns fatores limitantes ao desenvolvimento da ovinocultura paulista: - Deficiências tecnológicas, a iniciar-se pela inexistência de planejamento da atividade com base em normas técnicas e econômicas; - São raros, consequentemente, os rebanhos verdadeiramente comerciais; - Sistemas de manejo nutricional e sanitário inadequados; - Canais de comercialização desestruturados, fator que impede o crescimento dos investimentos na área; - Evidências de elevada prevalência de abates clandestinos; - Dificuldades associativas; - Carência de mão-de-obra especializada, bem como de oportunidades de treinamento e capacitação de novos técnicos; - Deficiência na assessoria técnica aos rebanhos comerciais; O não atingimento do módulo mínimo econômico para produção de carne permite inferir que a ovinocultura paulista, apesar de ter um elevado potencial sócio-econômico, não existe como atividade economicamente sólida, podendo ser considerada apenas como subsistência. As criações voltadas à produção de reprodutores demonstraram bom grau de desenvolvimento, no entanto, a razão da existência delas são os rebanhos comerciais, ainda ausentes no estado de São Paulo. A ovinocultura apresentou uma pequena participação no ingresso financeiro total das propriedades rurais pesquisadas, sendo considerada uma atividade marginal. No contexto global da pesquisa conclui-se que, a atenção das entidades públicas e privadas ligadas ao setor ovino, à estruturação da cadeia produtiva poderá tornar a ovinocultura atividade importante ao agronegócio paulista. “Perfil Sócio-econômico e Diretrizes para a Gestão do Agronegócio da Ovinocultura no Estado de São Paulo” Zoot. Guilherme J. G. Pilan Botucatu/SP – 2013 Parte da dissertação no Programa de Pós- Graduação em Zootecnia para o título de Mestre O projeto completo se encontra no site da ASPACO (aspaco.org.br)
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Técnica
contram estabilizados, sendo o número médio de matrizes a ser atingido quando estabilizado foi de 366,14, ainda abaixo do módulo mínimo econômico, portanto, urge a adoção de estratégias para que estes rebanhos, que podem ser considerados como mera subsistência, transformem-se em rebanhos comerciais. Neste contexto se inserem também os criatórios dos animais geneticamente superiores voltados à produção de reprodutores, aos quais não se aplica o conceito de módulo mínimo; calculado exclusivamente aos rebanhos comerciais produtores de carcaças de cordeiros. Entretanto, far-se-ia a seguinte pergunta: Para que existem os rebanhos de animais geneticamente superiores? A resposta óbvia seria: Para que seus genes sejam utilizados nos rebanhos comerciais visando o aumen-
Eventos
49ª FAPI faz sucesso entre os criadores A 49ª Feira Agropecuária e Industrial de Ourinhos (FAPI) reuniu aproximadamente 200 ovinos, entre os dias 09 e 14 de junho, no Recinto de Exposições “Olavo Ferreira de Sá”, em Ourinhos (SP). A 49ª FAPI sediará a segunda etapa da Copa Santa Inês São Paulo. “Esse ano foi mais difícil realizar a Exposição de Ovinos na FAPI. Como em todo País, a situação financeira dificultou o orçamento do evento. Com a somatória de esforços do Núcleo de Ovinos, ASPACO, grupo G-FAPI e patrocinadores como Minermais e Toyota. Vale ressaltar o empenho
de expositores e criadores, que todo ano estão presente para participar do rank da Exposição de ovinos, e tivemos a satisfação de recepcionar novos criadores”, afirmou um dos organizadores da feira, João Antônio Salles. No evento foi utilizado o Regulamento Padrão para Julgamento de Ovinos ARCO 2015 para todas as raças. O jurado para todas as raças foi o zootecnista, inspetor técnico da ARCO e diretor técnico da ASPACP, Marcio Armando Gomes de Oliveira. Confira os resultados completos no site da ASPACO (aspaco.org.br).
38ª FACILPA reuniu mais de 400 ovinos A 38ª edição da Feira Agropecuária Comercial e Industrial de Lençóis Paulista (FACILPA) reuniu mais de 400 ovinos, entre os dias 12 e 17 de maio, no Recinto de Exposições “José Oliveira Prado”, em Lençóis Paulista (SP). A 38ª FACILPA também sediou a primeira etapa da Copa Santa
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Inês São Paulo, que deve reuniu os melhores criadores brasileiros da raça. “Apesar da crise que afeta o País, nós tivemos um excelente evento este ano. Tivemos a presença de aproximadamente 200 mil pessoas, que passaram pelo Recinto nestes 10 dias de festa. Os show fo-
ram muito bons e as exposições de animais, como as de ovinos, também foram muito positivas e esperamos que para o ano que vem, a feira seja ainda melhor”, ressalta o organizador da feira, José Oliveira Prado. No evento foi utilizado o Regulamento Padrão para
Julgamento de Ovinos ARCO 2015 para todas as raças. O jurado também para todas as raças foi o engenheiro agrônomo e inspetor técnico da ARCO, Gustavo Martins Ferreira. Confira os resultados completos no site da ASPACO (aspaco.org.br).
O secretário de agricultura e abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, esteve presente na última reunião da Câmara Setorial de ovinos e caprinos, que aconteceu no dia 09 de junho, na sede do Sindicato Rural de São Manuel. Na ocasião, o representante do governo paulista afirmou estar convicto de que a ovinoculura pode ser uma alternativa para o agronegócio paulista e que o Governo do Estado também é um interessado no crescimento da atividade. “São Paulo é campeão internacional na produção de cana, na citricultura e na avicultura. Contudo, o País enfrenta uma grave crise econômica, que também está afetando essas três áreas. Então, será necessário alternativas para os produtores e algumas cadeias terão um impulso maior e acredito que a ovinocultura pode abrir esse caminho. Tenho convicção que a cadeia produtiva da ovinocultura é bastante promissora e que será uma ótima alternativa, sobretudo para os pequenos produtores”, disse o Jardim. O secretário também pode acompanhar outras apresentações que compunham a agenda da reunião, como o Programa Cordeiro Paulista (PCP), ministrada pelo diretor técnico da ASPACO, Márcio Armando Gomes de Oliveira. O Programa Esta-
dual de Sanidade Ovina (PROESO), apresentada pelo médico veterinário da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (CODEAGRO), Artur Felício. O consultor da Markestrat, Mairun Junqueira Alves Pinto, também fez uma apresentação sobre a possibilidade da execução de um mapeamento e quantificação da ovinocultura no Estado. O presidente da ASPACO e da Câmara Setorial, Bruno Garcia Moreira, solicitou o desmembramento da Câmara Setorial em duas, uma específica para ovinos e outra específica para
caprinos. O presidente também pediu a inclusão de membros da indústria e da área de insumos. “A inclusão desses novos membros é muito importante para que possamos ter a presença dos vários elos da cadeia produtiva, que atualmente é diferente da de caprinos. Por isso essas alterações são importantes”, afirmou Garcia Moreira. O presidente da recém criada Associação dos Estabelecimentos com SISP e Aderidos ao SISBI/POA (ASSESISP), José Ovídio Sebastiani ficou bastante satisfeito com a reunião. “Esta reunião da câmara técnica de
Capa
Secretário de Agricultura de São Paulo reafirma parceria com a ASPACO
ovinos foi maravilhosamente proveitosa. O Estado de São Paulo é, sim, a locomotiva do Brasil e precisa que mais reuniões como essa aconteçam, para que possamos atingir o máximo de profissionalismo. Aliás, a ASSESISP foi criada justamente com esse objetivo”, disse. A reunião ainda contou com a presença do Sindicato Rural de São Manuel, Rafael Melillo e o deputado estadual Fernando Cury (PPS), além de mais de 50 pessoas envolvidas com a ovinocultura paulista. A próxima reunião ainda não tem data programada.
Markestrat apresenta modelo de mapeamento da cadeia produtiva No último dia 09 de junho, em São Manuel (SP), durante a reunião da Câmara Setorial de Ovinos e Caprinos, o consultor da Markestrat, Mairun Junqueira Alves Pinto, fez uma apresentação sobre as técnicas utilizadas pela empresa, no desenvolvimento de identificação e mapeamento de diversas cadeias produtivas. “Há diversas etapas que compõe o processo de mapeamento e quantificação, mas é importante ressaltar o estudo para chegar ao tamanho da cadeia, quais os negócios envolvidos, os públicos, os elos financeiros, os pontos fortes e fracos e o PIB da cadeia. Um ponto que deve ser levado em consideração é que esse mapea-
mento não é um senso, mas um estudo para identificar melhor a cadeia produtiva e servir de base para um planejamento estratégico”, salientou Pinto. A exemplo de outras atividades, como a suinocultura e produção de laranjas, a ASPACO busca apoio do SEBRAE e do Governo do Estado para fazer um diagnóstico, uma espécie de mapeamento da ovinocuLtura no Estado. “Nós precisamos compreender todos os processos da cadeia produtiva. Só assim poderemos ajustar as dificuldades e termos um projeto de melhoramento da atividade de forma contínua”, afirmou o presidente da ASPACO, Bruno Garcia Moreira.
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Rua Marcelo Giorgi, 69 CEP. 18.650-000 - São Manuel - SP FECHAMENTO AUTPRIZADO PODE SER ABERTO PELA ECT
RECEITA
Cordeiro a sete ervas Ingredientes: - 01 cordeiro de 12 kg picado - Manjericão - Orégano - Hortelã - Louro - Alecrim - Salsa - Cebolinha - Alho - Pimenta calabresa - 02 garrafas de vinho branco seco - 400 ml de azeite - 01 garrafa de vinagre - Sal a gosto (22g para cada kg) Observação: todos os temperos a gosto Modo de preparo: Lave bem os pedaços com ¼ do vinagre de cordeiro, escorra, tirando todo o excesso de gordura. Em seguida mergulhe no vinho branco e deixe marinar por 10 minutos; após, coloque os outros ingredientes a gosto e tempere com sal na medida. Coloque sobre a grelha ou espeto à, aproximadamente, 40 cm do braseiro. Asse a gosto e bom apetite!! Esta receita é de autoria de Belei, Cristiano Paccola, Tonho da Roça e Claudio Crês que participaram da 3ª Queima do Cordeiro na 20ª EXPOVELHA.
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