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Número 125
Ano 21
Janeiro/Fevereiro/Março, 2015
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to:
ASPACO tem nova diretoria Página 07
Matéria Técnica
Estudo sócio-econômico e gestão do agronegócio da ovinocultura paulista Página 04
Na capital
ASPACO seu reúne com secretário de agricultura do Estado de São Paulo Página 03
Prezados Leitores, Orgulho de fazer parte da família ASPACO!
Bruno Garcia Moreira Presidente
ASPACO – Associação Paulista de Criadores de Ovinos é uma entidade promocional fundada na década de 60. Está sediada em São Manuel desde a sua reativação em 1984. De um modo geral, a ASPACO atua com o objetivo de promover e fomentar a ovinocultura no Estado de São Paulo, prestando serviços de: • Orientação na criação de ovinos e na
Como muitos de vocês já devem saber, eu fui reeleito presidente da ASPACO, na última Assembleia Geral Ordinária, que aconteceu na sede da ASPACO, em São Manuel. Serão mais dois anos de muito trabalho e eu me comprometo, ao máximo, dar a minha contribuição para o desenvolvimento da ovinocultura paulista. Dessa forma, quero agradecer a todos os criadores e parceiros que, de alguma forma, colaboram com a ASPACO e que confiam no meu trabalho. Pra mim é um orgulho estar a frente desta instituição maravilhosa. Uma das bandeiras que carregaremos neste mandato, é uma Proposta de Mapeamento, Diagnostico e Quantificação da Ovinocultura Paulista, que pode se tornar um divisor de águas na criação de ovinos no Estado de São Paulo. É um projeto ambicioso, mas fundamental para que possamos traçar metas e objetivos para a ovinocultura paulista, para que ela cresça de forma forte e sustentável. Na busca pela implementação dessa proposta, eu e o presidente da ABC Dorper, o criador paulista, Paulo Franzine, pelo intermédio do deputado estadual Itamar Borges (PPS), estivemos reunidos com o secretário de agricultura e abastecimento de São Paulo, Arnaldo Jardim, que se comprometeu em apoiar o “start” dessa proposta. Aliás, nesse encontro, o secretário também anunciou que a GTA de ovinos será informatizada. Um anseio meu e da maioria dos criadores de ovinos paulistas. Esses dois temas estão presentes nas “Ovinotícias”, desta edição. Outro tema que me orgulha muito é a primeira edição da FENOVI. O evento foi estreante no calendário da ASPACO, reuniu mais de 300 ovinos em Indaiatuba e foi muito bem capitaneado pelo vice presidente da ASPACO, Edison Caretta. Um evento muito interessante, num local com boa infraestrutura e que agradou muito os criadores que participaram. Esta edição do O Ovelheiro ainda traz a matéria técnica escrita por Guilherme Pilan da FMVZ – UNESP/Botucatu. Além de uma matéria sobre os eventos oficiais deste ano da ASPACO; as parcerias em capitação que firmamos no primeiro trimestre de 2015, a padronização importação de embriões de ovinos in vivo; e uma receita de “Cordeiro a sete ervas”. Como sempre, prezo o diálogo e estamos sempre prontos para trocarmos informações para o crescimento e fortalecimento da ovinocultura paulista. Boa leitura!
comercialização dos produtos • Serviço de registro genealógico • Promoção de cursos; palestras e dias de campo facebook.com/ASPACOvinos Acesse e siga a página da ASPACO no Facebook!
• Promoção e apoio em feiras, exposições e eventos • Apoio e execução de programas e planos de interesse ao ovinocultor • Realização e apoio em leilões e em outros meios de comercialização de ovinos e seus produtos
“O Ovelheiro” Órgão informativo da ASPACO (Associação Paulista de Criadores de Ovinos) Rua Marcelo Giorgi, 69 Jd. Progresso São Manuel - SP Cep: 18.650-000 Fone: (14) 3841-6841 e-mail: oovelheiro@aspaco.org.br
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Ovinotícias
ASPACO busca apoio do Governo do Estado de São Paulo
O presidente da ASPACO, Bruno Garcia Moreira e o presidente da ABC Dorper, Paulo Franzine, por intermédio do deputado estadual Itamar Borges (PPS), se reuniram com o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, no último dia 30 de março, na sede da Secretaria, em São Paulo. Na ocasião, o presidente da ASPACO solicitou o apoio do Governo do Estado para o fortalecimento da ovinocultura paulista, sobretudo no que tange a cadeia produtiva da atividade.
“É preciso que haja um diagnóstico, mapeamento e quantificação da ovinocultura paulista, desde a produção nas propriedades até a chegada da carne de cordeiro para o consumidor. Esse é um trabalho fundamental, no qual é possível ter como parceiras as cooperativas, a indústria, o SENAR, o SEBRAE, tudo capitaneado pela ASPACO e o Estado”, explicou Garcia Moreira. “O Governo do Estado de São Paulo precisa estar mais envolvido com a ovinocultura paulista. Os produtores querem vender e a
indústria está ávida por cordeiros. Aqui estão animais de excelente qualidade genética. Com o objetivo de incentivar e fomentar a ovinocultura paulista, a ABC Dorper, em parceria com a ASPACO, pretende criar um projeto em conjunto com o Estado. O principal objetivo é disponibilizar aos criadores de rebanho comercial a melhor genética ovina de São Paulo, fornecendo sêmen de reprodutores comprovados para garantir a melhora do rebanho comercial. Para iniciar, a ideia é fazer dois projetos pilotos, sendo um deles na região
de Jales e outro muito provavelmente na Região de Bauru”, disse Franzine. O secretário de agricultura se comprometeu em atender aos pedidos da ASPACO, sobretudo na Câmara Setorial de Ovinos. “O Estado de São Paulo acredita que a ovinocultura tem que ser umas das prioridades da pecuária paulista. Acredito que a gente deva começar pela Câmara Setorial, vamos ajustá-la para que possam estar presentes todos os envolvidos da cadeia produtiva. Talvez, possamos ter como exemplo o trabalho que vem sendo realizado pela Associação Brasileira de Suinocultura”, disse Jardim. O representante do Governo paulista também afirmou estar empenhado na formalização de parcerias. “A Secretaria está formalizando um convênio muito grande relacionado aos Recursos Humanos, com o SEBRAE de São Paulo e acredito que seja um bom caminho para que possamos ajustar uma parceria com o SEBRAE para os produtores. Na assistência técnica, podemos conversar com o SENAR e a CATI. Dessa forma, acredito que seja o início de um bom trabalho que será realizado”, finalizou.
SP terá GTA eletrônica a pedido da ASPACO O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, anunciou no último dia 30 de março, que até meados de maio, o Estado de São Paulo adotará um sistema informatizado da Guia de Trânsito de Animal (GTA) de ovinos. A alteração é um pedido antigo dos
produtores, sobretudo do presidente da ASPACO, Bruno Garcia Moreira. “Acredito que com a GTA informatizada o controle do transporte de animais será mais ágil e teremos mais informações a nossa disposição. Sem falar na facilidade para os criadores quando da necessidade
de transportar seus animais de forma legalizada. Ou seja, é uma mudança bastante significativa na nossa rotina”, ressaltou Garcia Moreira. O secretário também comunicou que a Secretaria de Agricultura está trabalhando na criação de um portal da agricultura paulista, que deve ajudar a
entender e fortalecer o agronegócio do Estado de São Paulo. “Ainda não podemos divulgar uma data precisa, mas podemos afirmar que estamos buscando aglutinar o maior número de informações importantes sobre a agricultura paulista, que poderá ser acessado por todos os cidadãos”, disse Jardim.
USP, IZ e Agripoint firmam parceria com a ASPACO A ASPACO firmou três parcerias no primeiro trimestre de 2015, com objetivo de aprimorar o conhecimento dos criadores associados. Sendo dois cursos com desconto, um na USP e outro na Agripoint. No terceiro, o diretor técnico da ASPACO, o zootecnista Márcio Gomes de Oliveira, abordou os conceitos
do Programa Cordeiro Paulista, programa realizado pela ASPACO que tem o objetivo certificar o sistema de produção e a carne de cordeiro produzida em São Paulo, no 4º Curso sobre carcaça de ovinos, realizado em março, na sede do Instituto de Zootecnia (IZ). O curso “Gestão Econômica
na Produção de Ovinos”, realizado pelo Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas (PECEGE), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (ESALQ/ USP) ainda está com inscrições abertas. Os associados da ASPACO tem desconto de 10% e ainda
podem parcela-lo em três vezes sem juros. Saiba mais no site da ASPACO (aspaco.org.br). Os associados da ASPACO também tiveram 15% de desconto no curso online “Produção Intensiva de Cordeiros: do nascimento ao abate”, realizado online pela AgriPoint, que teve início em abril.
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Técnica
Perfil sócio-econômico e diretrizes para a gestão do agronegócio da ovinocultura no Estado de São Paulo Zoot. Guilherme José Guimarães Pilan Introdução É incontestável a importância do agronegócio no contexto da economia brasileira, pois representa 40% do PIB e disponibiliza empregos para significativa parcela da população nacional. A ovinocultura é um dos componentes do agronegócio. Mas, sua potencialidade produtiva é real? Sem dúvida; considerando-se a vocação agropecuária do Brasil, sua extensão territorial continental, suas condições edáficas e climáticas favoráveis e seu enorme mercado consumidor. Mas até que ponto usufrui-se, com eficácia, desta indiscutível potencialidade? O tão propalado desenvolvimento da atividade é compatível com o potencial latente? Será que não se confunde crescimento e aprimoramento técnico das criações voltadas à comercialização de animais de alto potencial genético - uma realidade irrefutável - com desenvolvimento do agronegócio, que inclui os sistemas de produção comerciais? Os sistemas ditos comerciais são realmente comerciais, ou para consumo próprio? Ou seja, atendem os requisitos do módulo mínimo? Se as criações comerciais, eventualmente, não estiverem propagando-se como deveriam, quais as razões? Há problemas estruturais na cadeia produtiva? Se houver, quais são eles? Quais seriam as soluções para propiciar um verdadeiro arranque da ovinocultura rumo à conquista de um patamar de maior destaque no cenário do agronegócio brasileiro? Por meio de um estudo amostral, este trabalho teve como objetivo elucidar o atual perfil sócio-econômico da ovinocultura paulista e, diante dos resultados, sugerir diretrizes para a solução de eventuais fatores limitantes encontrados. Caracterização dos criatórios de ovinos de São Paulo Distribuição Os resultados apresentados se basearam em dados colhidos em levantamento efetuado num total de 130 criações de ovinos, distribuídas em 89 municípios do estado de São Paulo. De 1984 (reativação da associação estadual seguido por outras medidas essenciais) a 2012 temos 26 anos de existência de uma condição mínima ao crescimento da produção ovina no estado. Nesse trabalho constatou-se que, em média, os criadores entrevistados declararam estar há 19 anos na atividade. Depreende-se, portanto, que a ovinocultura em São Paulo é relativamente recente. Levando-se em consideração a classificação brasileira de propriedades Área total e seus extratos
Váriável Média Mínima Máxima DP Área Total (n=125) 151,05 1,00 2385,00 300,55 Área Total de pastagens (n=119) 74,14 0,70 1700,00 200,75 Área de Pastagens para ovinos (n=123) 19,04 0,60 84,70 20,52 Área de preservação natural (n=93) 26,25 0,00 500,00 65,98 Área de agricultura (n=85) 50,66 0,00 690,00 110,14 n = número de criadores
Tabela 1 – Áreas (ha) média, mínima e máxima dos criatórios pesquisados, estratificados conforme a utilização. rurais em pequenas, médias e grandes (Lei N° 8629, de 25 de Fevereiro de 1993), a maior parte daquelas que criam ovinos no estado de São Paulo foi classificada como pequenas. Informações da ovinocultura Escrituração zootécnica Na ovinocultura nacional o uso da escrituração zootécnica é considerado baixo relativamente às propriedades rurais de países desenvolvidos (GARCIA, 2010; QUIRINO et al., 2004). Entretanto, o resultado encontrado
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nessa pesquisa surpreende: 70,08% dos entrevistados declararam ter seus rebanhos objetivamente monitorados por meio do registro de variáveis importantes à tomada de decisões estratégicas, sobretudo no que tanja ao processo de seleção. Tipo e finalidade da produção A produção comercial de ovinos se destacou frente aos demais tipos de produção no estado de São Paulo, representada por 59,40% dos criadores entrevistados, ao passo que 21,80% dos criadores atuam na produção de reprodutores (os denominados animais de elite). As propriedades que desenvolvem ambas atividades representam 12,78% dos criadores entrevistados, enquanto 6,02% realizam a criação somente para consumo próprio. Como finalidade principal da produção, nas propriedades estudadas, a carne se mostrou superior quando comparada aos demais tipos de atividade relacionadas à ovinocultura, representando 83,21% do total que envolve, além da carne, reprodutores, matrizes, leite e lã. A divisão dos rebanhos em estratos, conforme as categorias animais, tem seus resultados apresentados na Tabela 2. Composição quantitativa do rebanho
Categoria Reprodutor (n=128) Matrizes em reprodução (n=129) Matrizes pré-puberes (n=112) Cordeiros (n=109) Capões (n=35)
Média Mínimo Máximo DP 6,73 1 66 9,93 183,35 4 2600 282,48 55,63 0 850 100,47 72,23 0 1600 173,43 2,20 0 20 4,20
n = número de criadores
Tabela 2 – Estratificação dos rebanhos por categorias animais Ressalta-se na tabela 2 a baixa média referente ao número de matrizes por criatório (183,35). Talvez seja este um dos principais valores para profunda reflexão dos integrantes das entidades públicas e privadas ligadas à ovinocultura. Se no estado de São Paulo houvesse predomínio das criações voltadas à produção de leite, afirmar-se-ia que a média estaria dentro do esperado. Todavia, sendo a carne o produto principal, 183 matrizes por criador permite inferir que a ovinocultura paulista não existe como atividade economicamente importante, pois o contingente de fêmeas reprodutoras está bastante aquém do módulo mínimo, pois segundo estudos realizados por Macedo (1998), citado por Macedo et al. (2000), o módulo mínimo para sistemas de produção de carne com 500 cordeiros é de 500 matrizes. Nesse sentido, dos rebanhos pesquisados, 67,44% ainda não se en-
Figura 1 – Frequências dos sistemas de criação nas propriedades pesquisadas to da produtividade. Se o rebanho ovino for representado por uma pirâmide, no topo estariam os criatórios produtores de reprodutores, de onde emana o fluxo dos genes a disseminar-se pela base da figura geométrica metaforicamente considerada. Qual a realidade de São Paulo? O Estado detém a pirâmide, com um topo relativamente bem delineado, mas sem a base de sustentação. Desta forma, o valioso fluxo de genes se perde no vazio. A ovinocultura apresenta elevado potencial sócio-econômico; esta realidade precisa ser modificada. -Sistemas de criação de ovinos e terminação de cordeiros Os sistemas de criação praticados nas propriedades pesquisadas estão representados na figura 1. Um percentual de 66,94 dos criadores terminam os cordeiros em confinamento, sendo a idade média observada, para os cordeiros de abate, de 140,28 dias. A terminação de cordeiros em pastagens com suplementação é executada em 28,23% das criações, enquanto a terminação em pastagens, sem suplementação, responde por 4,84% do total. Estruturação da cadeia produtiva A maior parte dos criadores entrevistados afirmou que a cadeia produtiva ovina não é estruturada em sua região de atuação. Somando-se as respostas negativas com as parcialmente positivas (53,72% e 15,70%, respectivamente), conclui-se que 69,42% dos ovinocultores não dispõem de uma
estrutura de comercialização adequada. Certamente, esta situação não estimula o empresário a investir na ovinocultura, possivelmente explicando o tamanho médio dos rebanhos aquém do módulo mínimo, bem como a baixa produção dos criatórios, sob o ponto de vista quantitativo. É extremamente relevante que nessa pesquisa 88,70% dos criadores entrevistados declararam que aumentariam a produção se houvesse organização da cadeia produtiva. Esta constatação pode ser considerada um alento às entidades públicas e privadas ligadas à ovinocultura, que poderiam romper o círculo vicioso: não há produção por desorganização da cadeia produtiva que não se organiza porque não há produção. Conclusão Os resultados desse estudo permitiram concluir que a ovinocultura no estado de São Paulo demonstrou ser uma atividade recente, desenvolvida em pequenas propriedades, sob sistema semi-intensivo de criação, utilizando áreas pouco extensas de pastagens cultivadas, com terminação de cordeiros em confinamento e com predomínio da produção de carne; apesar do tamanho dos rebanhos situar-se muito abaixo do módulo mínimo. Diante desse perfil, identificaram-se alguns fatores limitantes ao desenvolvimento da ovinocultura paulista: - Deficiências tecnológicas, a iniciar-se pela inexistência de planejamento da atividade com base em normas técnicas e econômicas; - São raros, consequentemente, os rebanhos verdadeiramente comerciais; - Sistemas de manejo nutricional e sanitário inadequados; - Canais de comercialização desestruturados, fator que impede o crescimento dos investimentos na área; - Evidências de elevada prevalência de abates clandestinos; - Dificuldades associativas; - Carência de mão-de-obra especializada, bem como de oportunidades de treinamento e capacitação de novos técnicos; - Deficiência na assessoria técnica aos rebanhos comerciais; O não atingimento do módulo mínimo econômico para produção de carne permite inferir que a ovinocultura paulista, apesar de ter um elevado potencial sócio-econômico, não existe como atividade economicamente sólida, podendo ser considerada apenas como subsistência. As criações voltadas à produção de reprodutores demonstraram bom grau de desenvolvimento, no entanto, a razão da existência delas são os rebanhos comerciais, ainda ausentes no estado de São Paulo. A ovinocultura apresentou uma pequena participação no ingresso financeiro total das propriedades rurais pesquisadas, sendo considerada uma atividade marginal. No contexto global da pesquisa conclui-se que, a atenção das entidades públicas e privadas ligadas ao setor ovino, à estruturação da cadeia produtiva poderá tornar a ovinocultura atividade importante ao agronegócio paulista. “Perfil Sócio-econômico e Diretrizes para a Gestão do Agronegócio da Ovinocultura no Estado de São Paulo” Zoot. Guilherme J. G. Pilan Botucatu/SP – 2013 Parte da dissertação no Programa de Pós- Graduação em Zootecnia para o título de Mestre O projeto completo se encontra no site da ASPACO (aspaco.org.br)
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Técnica
contram estabilizados, sendo o número médio de matrizes a ser atingido quando estabilizado foi de 366,14, ainda abaixo do módulo mínimo econômico, portanto, urge a adoção de estratégias para que estes rebanhos, que podem ser considerados como mera subsistência, transformem-se em rebanhos comerciais. Neste contexto se inserem também os criatórios dos animais geneticamente superiores voltados à produção de reprodutores, aos quais não se aplica o conceito de módulo mínimo; calculado exclusivamente aos rebanhos comerciais produtores de carcaças de cordeiros. Entretanto, far-se-ia a seguinte pergunta: Para que existem os rebanhos de animais geneticamente superiores? A resposta óbvia seria: Para que seus genes sejam utilizados nos rebanhos comerciais visando o aumen-
Eventos
1ª FENOVI reúne mais de 300 ovinos A 1ª edição da Feira Nacional de Ovinos de Indaiatuba (FENOVI) aconteceu entre os dias 24 e 29 de março. O evento teve a presença de mais de 300 ovinos, das raças Suffolk, Santa Inês, Dorper e White Dorper. A 1ª FENOVI é um evento oficial da ASPACO e ARCO e estreou no Ranking Cabanha do ano – ASPACO 2015. Um dos organizadores da feira e vice presidente da ASPACO, Edison Caretta, fez um balanço positivo do evento. “Foi uma exposição excelente com a atuação de duas faculdades de medicina veterinária, onde os alunos participaram de todas as atividades, desde a entrada dos animais até o julgamento. Gostaríamos que este evento fizesse parte do
calendário anual da ASPACO”, disse. No evento foi utilizado o Regulamento Padrão para
Julgamento de Ovinos ARCO 2015 para todas as raças. O jurado para todas as raças foi o engenheiro agrônomo e inspe-
tor técnico da ARCO, Giancarlo Antoni. Confira os resultados completos no site da ASPACO (aspaco.org.br).
ASPACO tem oito exposições oficiais em 2015 A ASPACO definiu oito exposições oficiais para este ano que acontecerão entre os meses de março e outubro. O circuito começou com a 1ª edição da Feira Nacional de Ovinos de Indaiatuba (FENOVI) e terminará com a 28ª Exposição e Feira de Ovinos do Estado de São Paulo (EXPOVELHA), em outubro.
Neste ano, o Regulamento Padrão para Julgamento de Ovinos oficial da ARCO será utilizado para todas as raças. A ASPACO também divulgou o Regulamento de Exposições de Ovinos Oficializadas pela ASPACO e Ranking Cabanha do Ano ASPACO - 2015. A diretoria da ASPACO determinou que não
será mais utilizado o desconto progressivo no valor das inscrições em relação ao número de animais inscritos, permanecendo o desconto para inscrições realizadas até o prazo determinado nas circulares de cada exposição. De acordo com o presidente da ASPACO, Bruno Garcia
Moreira, a expectativa é de um ano com boa participação dos criadores. “A ovinocultura é um dos segmentos que mais cresce no Brasil. A ovinocultura paulista contribui muito para esse crescimento e a participação das feiras e eventos é o reflexo disso” afirma o presidente.
Confira os eventos que serão realizados pela ASPACO em 2015 De 24 a 29 de março 1ª FENOVI Indaiatuba Ranqueada ASPACO
De 08 a 12 de julhoXVIII EXPOVINOS Araçatuba Ranqueada ASPACO
De 02 a 07 de setembro 8ª EXPOANPOVINOS São J. do Rio PretoRanqueada ASPACO
De 12 a 17 de maio 38ª FACILPA Lençóis Paulista Ranqueada ASPACO
De 12 a 16 de agosto 9ª EXPO NOBREBauru Ranqueada ASPACO
De 12 a 18 de outubro 28ª EXPOVELHA Lençóis Paulista Ranqueada ASPACO
De 09 a 14 de junho 49ª FAPI Ourinhos Ranqueada ASPACO
Setembro/Novembro XIII Campeonato Cordeiro Paulista Araçatuba
De 10 a 15 de novembro 9ª FECORB Bragança PaulistaRanqueada ASPACO
Expovelha sediará a Nacional das raças Dorper e White Dorper A Exposição Nacional das raças Dorper e White Dorper será realizada durante a 28ª Expovelha, que acontecerá entre os dias 12 a 18 de outubro deste ano, no Recinto de Exposições José Oliveira Prado, em Lençóis Paulista (SP). A decisão foi tomada durante uma reunião realizada no últi-
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mo dia 8 de abril, entre membros da ASPACO e da ABC Dorper, em São Paulo (SP). Segundo o presidente da ASPACO, Bruno Garcia Moreira, a Exposição Nacional evidencia ainda mais a Expovelha no cenário da ovinocultura brasileira, que completa 28 anos em 2015. “A ASPACO
é capaz de realizar um grande evento e o interior pode, sim, sediar um grande evento da ovinocultura nacional. Talvez, a Expovelha possa suprir a falta da FEINCO, que não é realizada desde 2012”, afirma. Ainda de acordo o presidente da ASPACO o evento deve reunir os melhores cria-
dores brasileiros das raças Dorper e White Dorper e diversas outras atrações, que ainda estão sendo definidas, mas serão divulgadas nos próximos meses. A Exposição também deve atrair investidores da ovinocultura, estudantes de diversas áreas, empresas e turistas.
No último dia 30 de março, aconteceu a Assembleia Geral Ordinária, realizada na sede da ASPACO, em São Manuel (SP). Entre os principais assuntos da pauta estavam a aprovação do Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultados Econômicos relativos ao ano de 2014 e a eleição da diretoria da ASPACO. Em chapa única, o atual presidente da ASPACO, Bruno Garcia Moreira, foi reeleito e permanecerá no cargo até 2017. Os dois vices são o criador de Indaiatuba (SP) Edison Nalin Caretta e o criador de São José do Rio Preto (SP), Alexandre Pinto Cesar. O presidente da ASPACO faz uma análise modesta de sua gestão na ASPACO. “É difícil falar das nossas próprias ações, mas acredito que de uma maneira geral, a nossa proposta de reorganizar a ASPACO, de nos aproximarmos mais dos criadores e dos nossos parceiros tem acontecido de forma satisfatória. Entre conquistas e derrotas, tenho convicção que fomos mais vitoriosos nas nossas tratativas a frente da ASPACO em prol da ovinocultura paulista”, afirma Garcia Moreira. O gestor da ASPACO acredita que os desafios do próximo mandato passam pelos próprios desafios do crescimento da ovinocultura, que
é fazê-la voltar a crescer, de maneira sustentável e com projetos específicos, que atendam as necessidades dos criadores. “O Estado de São Paulo vem se destacando muito na produção de animais de alta qualidade genética. São Paulo também conseguiu desenvolver um sistema de produção de cordeiros voltado para o abate de animais em confinamento. Isso trouxe um produto final de alta qualidade para o consumidor final”, diz. Ainda de acordo com Garcia Moreira, o crescente aumento no consumo de carne ovina abre uma boa perspectiva para a ovinocultura paulista. “O mercado está avido por carne ovina de boa qualidade e nós temos, aqui no Estado de São Paulo, a tecnologia para desenvolver todo este sistema de produção em confinamento, que deve se tornar uma das principais técnicas para a produção de cordeiro”, explica. Segundo o presidente da ASPACO, para chegar a resultados positivos é necessário criar uma série de parcerias. “Dentre todos os nossos projetos, na minha opinião, o que pode ser um divisor de águas para a ovinocultura paulista é uma Proposta de Mapeamento, Diagnóstico e Quantificação da Ovinocultura Paulista.
A partir deste trabalho, poderemos traçar metas e objetivos concretos pra fazer com que a ovinocultura em São Paulo cresça de forma sustentável. Aliás, já iniciamos esse trabalhos solicitando o apoio da Secretaria de Agricultura do Estado”, disse o criador de Palmital (SP). Contudo, Garcia Moreira lembra o apoio que tem tido dos criadores paulistas para que possa continuar trabalhando. “Gostaria de agradecer a todos que direta ou indiretamente colaboraram
com a ASPACO e de maneira muito especial à toda minha Diretoria da primeira gestão e aos meus novos companheiros desta gestão, que comigo assumiram o compromisso de fazer da ovinocultura de São Paulo um setor forte e sustentável. Posso garantir muito trabalho, dedicação, a frente dessa instituição maravilhosa chamada ASPACO. Tenho muito orgulho de fazer parte desta família e conto com todos para fazer uma gestão democrática e transparente. Muito obrigado!”, finaliza.
Confira todos os membros do corpo diretor da ASPACO Presidente 1º Vice Presidente 2º Vice Presidente 1º Secretário 2º Secretário 1º Tesoureiro 2º Tesoureiro
Diretoria Bruno Garcia Moreira Edison Nalin Caretta Alexandre Pinto Cesar Renato Mantovani Hélcio Alves de Souza Francisco Fernandes Jose Mauricio Guimarães
Conselho Fiscal Efetivos Rafael Rodrigues Dias Jorge Arnaldo dos Santos Vieira Filho Walter Friedrich Vogt Conselho Fiscal Suplentes José de Agrela André Camargo de Assumpção Luis Antonio Sales de Oliveira Diretor Técnico Diretor de Eventos Diretor de Núcleos Regionais
Marcio A. Gomes de Oliveira Marcio Afonso Cordeiro Claudia da Costa Boucinhas
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Capa
Bruno Garcia Moreira é reeleito presidente da ASPACO por mais dois anos
aspaco.org.br
Rua Marcelo Giorgi, 69 CEP. 18.650-000 - São Manuel - SP FECHAMENTO AUTPRIZADO PODE SER ABERTO PELA ECT
RECEITA
Cordeiro a sete ervas Ingredientes: - 01 cordeiro de 12 kg picado - Manjericão - Orégano - Hortelã - Louro - Alecrim - Salsa - Cebolinha - Alho - Pimenta calabresa - 02 garrafas de vinho branco seco - 400 ml de azeite - 01 garrafa de vinagre - Sal a gosto (22g para cada kg) Observação: todos os temperos a gosto Modo de preparo: Lave bem os pedaços com ¼ do vinagre de cordeiro, escorra, tirando todo o excesso de gordura. Em seguida mergulhe no vinho branco e deixe marinar por 10 minutos; após, coloque os outros ingredientes a gosto e tempere com sal na medida. Coloque sobre a grelha ou espeto à, aproximadamente, 40 cm do braseiro. Asse a gosto e bom apetite!! Esta receita é de autoria de Belei, Cristiano Paccola, Tonho da Roça e Claudio Crês que participaram da 3ª Queima do Cordeiro na 20ª EXPOVELHA.
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