Acesse o nosso Portal aspaco.org.br
Número 122
Ano 21
37ª FACILPA abre ranking paulista Pág 06 48ª FAPI atrai mais de 300 ovinos em Ourinhos Pág 06 Matéria Técnica
A qualidade da carcaça e carne para o produtor
Pág 04, 05
Abril/Maio/Junho, 2014
Prezados Leitores, Ovinocultura em exemplos
Bruno Garcia Moreira Presidente
ASPACO – Associação Paulista de Criadores de Ovinos é uma entidade promocional fundada na década de 60. Está sediada em São Manuel desde a sua reativação em 1984. De um modo geral, a ASPACO atua com o objetivo de promover e fomentar a ovinocultura no Estado de São Paulo, prestando serviços de: • Orientação na criação de ovinos e na comercialização dos produtos • Serviço de registro genealógico • Promoção de cursos; palestras e dias de campo • Promoção e apoio em feiras, exposições e eventos • Apoio e execução de programas e planos de interesse ao ovinocultor • Realização e apoio em leilões e em outros meios de comercialização de ovinos e seus produtos
2
“O Ovelheiro” Órgão informativo da ASPACO (Associação Paulista de Criadores de Ovinos) Rua Marcelo Giorgi, 69 Jd. Progresso São Manuel - SP Cep: 18.650-000 Fone: (14) 3841-6841 Abr - oovelheiro@aspaco.org.br Mai - Jun 2014 e-mail:
A ovinocultura ganha cada vez mais espaço no cenário do agronegócio. São recorrentes as iniciativas para que haja o melhoramento genético das raças e o constante aprimoramento da cadeia produtiva dos ovinos. Inclusive, a frente da Câmara Setorial de Ovinos e Caprinos do Estado de São Paulo, pretendemos realizar um estudo sobre a cadeia produtiva da caprinovinocultura no Estado, uma vez que esta cadeia ainda não está definida e este processo é fundamental para evolução do setor, compreendendo sistematicamente o que acorre e o que pode ser melhorado, desde a produção do cordeiro até o consumo. E é na produção do cordeiro que a ASPACO está cada vez mais próxima dos criadores. Para quem não sabe, além de presidente da ASPACO, eu também sou presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos Suffolk (ABCOS) e, recentemente, fizemos o primeiro curso de atualização de jurados da raça Suffolk. O objetivo foi evidenciar o padrão de Suffolk que queremos em nossas cabanhas e treinar os jurados em potencial para esse novo modelo de animal. Outro exemplo bastante interessante é o Projeto Cordeiro Paulista que surgiu de uma iniciativa conjunta entre a ASPACO e a UNESP/Araçatuba e tem como objetivo a tipificação e certificação de carcaças de cordeiros. O projeto continua a ser divulgado e pode se tornar modelo de produção, como em Mato Grosso do Sul. Ou seja, uma iniciativa paulista que está sendo exportada para outros estados brasileiros. Aliás, os trabalhos nessa linha estão a todo vapor. Aos poucos estamos nos consolidando com uma produção forte e cada vez mais eficiente. Contudo, é no Uruguai onde há um mercado bastante forte no segmento de ovinos. Então, eu fui convidado para participar da “V Missão Técnica Brasil - Uruguai Ovinos”, no qual pude trocar muitas informações. Pude conhecer o sistema de produção no Uruguai, vinculado ao Programa Cordeiro Pesado, mas há muitas peculiaridades que nos diferem dos uruguaios. De qualquer forma, foi uma oportunidade para observar exemplos de como a carne de ovinos chega na mesa dos consumidores. Se estamos buscando os melhores resultados e os melhores exemplos, há quem nos considere um exemplo a ser seguido e um segmento em franca expansão. Uma comitiva da Nova Zelândia veio a São Manuel, com o objetivo de conhecer a ovinocultura brasileira. Eles fazem parte de um órgão do governo neozelandês, que apoia a expansão internacional de empresas daquele país. No segmento de ovinocultura, eles acreditam que o Brasil, mais especificamente em São Paulo, há a maior possibilidade de abertura do mercado, uma vez que a profissionalização dos criadores está cada vez mais apurada. Outro tema que nos deixa bastante satisfeitos foi a realização da 37ª Facilpa, uma feira que movimentou mais de 200 mil pessoas. Um dos destaques ficou por conta dos ovinos, que teve mais de 400 animais expostos. A feira foi a primeira etapa do ranking Cabanha do Ano da ASPACO, na qual foi possível ver belos animais. A feira também foi ranqueada pela Associação Brasileira de Santa Inês (ABSI), que sediou a primeira etapa da Copa Paulista de Santa Inês e terá prêmios entregues na Nacional da raça. Os ventos estão soprando cada vez mais forte e cabe a nós ajustar as velas e navegar pela rota que queremos traçar. Contamos sempre com o apoio de todos os criadores paulistas, dessa forma, fiquem a vontade para participar e dar a sua contribuição no desenvolvimento da ovinocultura paulista. Boa leitura e até a próxima
Organização, Redação e Revisão: Márcio A. G. de Oliveira Jornalista Responsável e Editor: Bruno Piesco MTB 60724/SP Diagramação e arte: Douglas Siqueira
Anuncie no O Ovelheiro (14) 3841-6841 (14) 99101-6262 oovelheiro@aspaco.org.br Qualquer artigo ou matéria contidos no “O Ovelheiro” poderá ser publicada em outros veículos desde que seja citada a fonte.
Ovinotícias
Presidente da Aspaco participa de missão técnica no Uruguai Aconteceu no início de abril a V Missão Brasil - Uruguai Ovinos. O presidente da ASPACO, Bruno Garcia Moreira, esteve em terras uruguaias e pôde comprovar um dos mercados mais eficientes do Hemisfério Sul. Durante a visita, o presidente teve a oportunidade de conhecer o sistema de produção no Uruguai, vinculado ao Programa Cordeiro Pesado, como modelo para melhorar a competitividade brasileira no segmento. “A missão proporcionou uma observação mais apurada de um modelo de manejo que é bastante eficiente, mas é preciso levar em consideração que as propriedades uruguaias possuem uma quantidade muito maior
de animais, do que a maioria das cabanhas brasileiras”, definiu Garcia Moreira. A Missão Técnica Brasil-Uruguai Ovinos é organizada desde 2007 pelo
Grupo de Extensão da Pesquisa em Ovinos e Caprinos - GEPOC, juntamente com a ASPACO e ACCOMIG - Associação dos Criadores de Caprinos e
Ovinos de Minas Gerais, além do apoio institucional da ARCO - Associação Brasileira de Criadores de Ovinos e de parceiros no Uruguai.
Projeto paulista torna-se exemplo em MS Com o tema “Produção de Cordeiros ..., é Negócio?” a ASMACO – Associação Sul-Matogrossense de Criadores de Ovinos realizou, no último dia 26 de abril, o 12º Simpósio Sul-Matogrossense de Ovinocultura. O evento ocorreu no auditório da Acrisul, no parque de exposições durante a EXPOGRANDE em Campo
Grande, reunindo criadores, estudantes e pesquisadores na área de ovinocultura. As experiências bem sucedidas quanto à organização de ovinocultores e a produção de carne ovina foram apresentadas por: Zoot. Luciano Piovesan, Presidente da NUCCORTE – MG; Méd. Vet. Tarcísio Bartmeyer, responsável téc-
nico pelo Cordeiro Castrolanda – PR; e Zoot. Márcio Oliveira, coordenador do Projeto Cordeiro Paulista – SP. Ao final das palestras, um debate mediado pelo Dr. José Carlos da S. Osório, da Universidade Federal da Grande Dourados/MS, concluiu que todas as iniciativas com o intuito de aumentar e melhorar a
produção de carne ovina são exemplares, independente de raça ou sistema de produção que, podem variar com as condições ambientais e com os nichos de mercado regionais. Especialista em carne ovina, Dr. Osório enfatizou, no entanto, que todo o trabalho deve priorizar a carne de animais jovens.
ABCOS realiza atualização de jurados Nos dias 23 e 24 de maio a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos Suffolk (ABCOS) realizou o I Curso de Atualização de Jurados da Raça Suffolk. O objetivo principal do curso foi padronizar os trabalhos de julgamento da raça nas exposições em todo o país e formar o Colegiado de Jurados da Raça Suffolk, direcionando a seleção nos plantéis para um biótipo mais competitivo e eficiente
na produção de carne ovina diante das adversidades ambientais brasileiras. Em virtude da vinda para o Brasil de matrizes e reprodutores de diferentes países, linhagens distintas da original inglesa promoveram fenótipos variados dificultando a uniformidade nos trabalhos de seleção e classificação dos animais em pista de julgamento. Baseado num anseio comum entre a maioria dos
criadores de ovinos Suffolk, a ABCOS preconiza a volta aos animais de tipo menos longilíneo, de boa conformação e de crescimento rápido, buscando a precocidade na formação da carcaça melhor. O I Curso de Atualização de Jurados da Raça Suffolk, que contou com a participação de 20 técnicos entre inspetores da ARCO e criadores da raça, foi ministrado pelo Zoot. Gustavo Martins Ferrei-
ra, Diretor Técnico da ABCOS e pelo Zoot. Márcio Armando G. de Oliveira, Diretor Técnico da ASPACO, associação paulista que apoiou o evento juntamente com a ARCO. Satisfeito com o resultado final do encontro, Bruno Garcia, Presidente da ABCOS, acredita que a próxima EXPOINTER será o marco inicial deste trabalho recém implantado na raça Suffolk do Brasil.
3
Técnica
A qualidade da carcaça e carne para o produtor José Carlos da Silveira Osório¹, Maria Teresa Moreira Osório², Francisco Augusto Burkert Del Pino³, Juliano Hideo Hashimoto4, Roger Marlon Gomes Esteves5
Determinar o momento de sacrificar o animal, para que se possa obter uma carcaça que propicie uma carne com o grau máximo de satisfação ao consumidor de um determinado mercado em um determinado tempo, é o ponto chave para o produtor e para o(s) intermediário(s) da cadeia. O peso e a condição corporal são utilizados pelo produtor desde o nascimento do animal. As diferenças de peso corporal durante o crescimento e desenvolvimento, permitem determinar as necessidades, uma vez que a variação no peso corporal explica as mudanças na composição corporal. Segundo REID et al. (1968) citado por OWEN (1976), 63% da variação no conteúdo mineral, 95% da proteína e 88% da gordura é explicada pela variação no peso corporal. A característica mais importante e simples, para o produtor, no momento de sacrifício do animal, é o peso corporal e sua utilidade é maior quando combinado com a condição corporal, pois esta permite estimar o engorduramento da carcaça desejado pelo consumidor. Também, ou acima de tudo, para o produtor o mais importante é a eficiência econômica. Para este setor a evolução da qualidade pode ser constante, sempre que esteja diretamente relacionada com o aspecto econômico. Além disso, a busca da eficiência econômica é necessária, devido à concorrência que sofrem os produtos (tanto no mercado interno como no exterior) em relação a eles mesmos ou com similares, associado a um consumidor cada vez mais exigente. Esta eficiência econômica pode ser obtida pelo aumento no peso do velo, na quantidade de leite, na taxa reprodutiva, na taxa de crescimento e no peso da carcaça; diminuindo os custos e aumentando a qualidade do produto com respeito aos requerimentos do mercado. Portanto, não basta somente produzir mais a preços econômicos, mas, também, deve ser melhorada a qualidade do produto. O nível de desenvolvimento de um setor pode ser medido pelo grau de preocupação, dedicação ou interesse que demonstra para a qualidade, devendo-se passar do conceito de controle de qualidade para o de melhoria sistemática da qualidade. Logo, o que se deve buscar no aperfeiçoamento dos processos de produção e comercialização para obter um produto de qualidade, são técnicas claras e práticas para descrever os caracteres relacionados com a qualidade da carne, que possam ser medidos na carcaça e que tenham uma relação biológica com uma avaliação in vivo. Isso é indispensável para consolidar os processos de produção e comercialização visando obter carne de qualidade. As características quantitativas da carne ovina normalmente estão relacionadas ao peso corporal, peso de carcaça, peso dos componentes regionais (cortes), perdas por resfriamento e cocção. Entretanto, existem características que estão relacionadas com a quantidade e qualidade da carne e são consideradas de quanti-qualitativas; entre estas estão o peso e proporção dos componentes teciduais, relação músculo:gordura, músculo:osso e, proporção dos cortes da carcaça. As características qualitativas da carne, de maior importância, são a velocidade de queda, curva e pH final, atributos químicos e físico-químicos, perfil lipídico, atributos sensoriais como a aparência, aroma, sabor (flavor), suculência, maciez e textura, parâmetros obtidos através de aferições por instrumentos, como a capacidade de retenção de água, cor, dureza e apreciação geral do consumidor. A divisão das características, acima, tem sido motivo de discussões e conclusões controvertidas, dependendo do ponto de vista que se apresente. Por exemplo, a separação regional da carcaça influi na qualidade da carne, uma vez que, ao agrupar em um corte músculos com deter-
4
Abr - Mai - Jun 2014
minadas características propicia-se maior uniformidade da carne (OSÓRIO & OSÓRIO, 2003). Por outro lado, sabendo-se da importância da relação animal, carcaça e carne e das dificuldades de estudar isoladamente os parâmetros quantitativos e qualitativos da carne, obviamente, buscamos resumidamente na abordagem produtiva um entendimento dos aspectos carne ovina, do animal ao garfo. Como conclui SAÑUDO (2002): “Para obter um produto de qualidade para um mercado específico deve ser considerado o processo inteiro (da fazenda ao garfo)”. As carcaças são resultantes do processo biológico individual, sobre o qual, interferem fatores genéticos, ecológicos e de manejo que se oferecem ao comprador como um todo. Porém, se diferenciam por caracteres qualitativos e quantitativos, susceptíveis de serem identificados. Os estudos e descrições destes caracteres apresentam importância tanto para comercialização, como para qualidade e produção. Do ponto de vista comercial, o interesse em oferecer aos compradores uma imagem clara da carcaça, através da descrição facilmente compreensível e, o mais completa possível de seus caracteres baseia-se na necessidade de obter mútuo entendimento entre a oferta e a demanda. Quanto à qualidade, a descrição, o mais exaustiva possível destes caracteres, é necessária, já que os compradores elegem e pagam em função da importância relativa destes e do valor a eles atribuídos. Do ponto de vista do produtor, o conhecimento das características do produto final e das relações que guardam com a preferência dos compradores, pode oferecer os elementos de julgamento para determinar o tipo de produção. Portanto, a comercialização, a qualidade e a produção serão consolidadas se existir uma linguagem inequívoca de descrição dos caracteres da carcaça. Os caracteres qualitativos da carcaça que podem ser identificados são: sexo, maturidade óssea e fisiológica, conformação, distribuição dos tecidos adiposos, cor e consistência da gordura, desenvolvimento muscular, cor e consistência do músculo e infiltração de gordura no músculo. Os caracteres quantitativos da carcaça que podem ser identificados são: peso da carcaça, idade cronológica, espessura e profundidade dos planos musculares, pH do músculo, espessura da gordura, peso da gordura renal e pélvica, medidas de comprimento, profundidade, largura e perímetros, comprimento e espessura dos rádios ósseos e a coloração do músculo e da gordura. Os estudos apontam os critérios de qualidade da carcaça. Mas a identificação e descrição dos caracteres da carcaça apresentam dificuldades, que vão desde aquelas que dependem da natureza da carcaça, passando pelas que apresentam interesses comerciais, até chegar a dificuldades dos custos da criação de uma estrutura idônea e eficiente para identificação e descrição dos caracteres. As dificuldades imediatas dependem da natureza da carcaça e se referem às limitações em realizar as medições e estimar os caracteres. Isto ocorre porque as manipulações sobre a carcaça podem afetar as propriedades higiênicas, alterar a integridade física e retardar ou modificar a seqüência normal do trabalho em nível de matadouro. A descrição da carcaça requer, entre outras determinações, a do estado de engorduramento e a da quantidade de músculo. Estas duas estimativas exigem a medida da espessura de gordura e a da superfície do músculo Longissimus em pontos anatômicos precisos. Evidentemente que estas operações apresentam inconvenientes que se tornam inviáveis comercialmente. Em vista destas dificuldades se recorre à estimativa subjetiva destes e outros caracteres.
Técnica
Com exceção do critério peso, pode-se afirmar que os demais caracteres de interesse econômico da carcaça são estimados mediante apreciação subjetiva nos matadouros. Também ocorrem dificuldades relacionadas à contradição formal existente entre os objetivos técnicos, que tratam de oferecer, dentro do possível, uma imagem da carcaça que a defina do ponto de vista biológico e qualitativo, e os interesses contraditórios dos segmentos comerciais. O produtor, por exemplo, condiciona a qualidade à rapidez de crescimento do animal e ao peso de carcaça produzida, que determina, conseqüentemente, maior rendimento comercial e, geralmente, estado de engorduramento superior. O comprador ao fixar rendimentos de carcaça e peso pode levar a uma quantidade de gordura indesejada pelo consumidor. Estas e outras contradições mostram que há necessidade de um sistema que permita a descrição dos caracteres da carcaça sem compromissos de nenhuma ordem e livres de interesses setoriais, sem o que o sistema ficará no papel regimental e sem aplicação na prática comercial. O interesse em oferecer uma descrição idônea dos caracteres da carcaça, que permita aos diferentes segmentos da comercialização fazer eleição adequada do tipo de carcaça mais apropriada a suas particulares exigências, justifica os distintos métodos colocados em prática. Mas, pagar pelo conteúdo de carne comestível, em lugar de pagar pelo peso corporal ou da carcaça, colocaria os aspectos econômicos da alimentação do animal até alcançar níveis de engorduramento excessivos, dentro de uma perspectiva adequada, já que a unidade de preço da carne comestível seria um verdadeiro indicador do que o mercado está disposto a pagar pelo tipo ou classificação de carne (BERG & BUTTERFIELD, 1979). Deve-se entender como porção comestível, principalmente, músculo e gordura e considerando que a gordura é que dará sabor a carne e é o tecido de maior variação na carcaça, a qualidade da carcaça estaria diretamente relacionada com a relação músculo/gordura desejada pelo consumidor. Entretanto, mais importante que a proporção de músculo e de gordura e da relação entre estes tecidos, está a distribuição da gordura na carcaça e a gordura de marmoreio, além da composição da gor-
dura, o que torna o estudo da qualidade da carne de uma carcaça e da relação entre qualidade de carcaça e carne bastante complexo. Logo, a composição tecidual deve ser o principal critério de valorização na carcaça de cordeiro (animal jovem com carne macia) e que muitas vezes é estimado pelo estado de engorduramento geral avaliando a distribuição da gordura. 1 Professor Titular. Departamento de Zootecnia. Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel. Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS. Bolsista de Produtividade do CNPQ. Doutor. Correio eletrônico: jcosorio@ ufpel.tche.br 2 Professora Associada. Departamento de Zootecnia. FAEM, UFPEL, Pelotas, RS. Doutora. 3 Professor Associado. Departamento de Bioquímica. UFPEL. Doutor. 4 Discente do Programa de Pós-graduação em Zootecnia da UFPEL, nível doutorado. 5 Discente do Programa de Pós-graduação em Zootecnia da UFPEL, nível mestrado.
AGENDA A XVII EXPOVINOS será realizada entre os dias 09 e 13 de julho deste ano, no Recinto de Exposições Clibas de Almeida Prado, Araçatuba/SP. A XVII EXPO-
VINOS fará parte do ranking “Cabanha do Ano” da ASPACO para todas as raças presentes. Serão utilizados o regulamento oficial da ABSI para a raça Santa
De 09 a 13 de julho XVII EXPOVINOS Araçatuba Ranqueada ASPACO De 01 a 03 agosto AGRIFAM Lençóis Paulista Oficializada ASPACO De 13 a 17 de agosto 8ª EXPO NOBRE Bauru Ranqueada ASPACO Entre setembro e novembro 2014 XIII Campeonato Cordeiro Paulista Oficializada ASPACO
Inês, o regulamento oficial ABCDorper para as raças Dorper e White Dorper e o regulamento oficial da ASPACO para as demais raças.
De 23 a 28 de setembro 8ª FECORB Bragança Paulista Ranqueada ASPACO Outubro 2014 53ª EXPO RIO PRETO São José do Rio Preto Ranqueada ASPACO De 13 a 19 de outubro 27ª EXPOVELHA Lençóis Paulista Ranqueada ASPACO
5
Eventos
FACILPA volta aos velhos tempos A redução das exposições de animais de produção e a adequação econômica destes eventos é uma realidade nacional. Apesar da consciente importância que os produtores dedicam ao marketing de seus plantéis, a exposição e a classificação dos animais em pista ficaram restritas aos eventos de maior tradição e importância como as exposições nacionais de raças e as que distribuem prêmios em dinheiro. Neste contexto, voltando aos “velhos tempos” de tradição no Estado de São Paulo, a FACILPA – Feira Agropecuária Comercial e Industrial de Lençóis Paulista surpreendeu todos com a exposição de ovinos que ocorreu no período de 06 a 11 de maio passado, em sua 37ª edição. Graças aos esforços da Associação Rural de Lençóis Paulista (ARPL), que contou com o apoio e parceria da ASPACO, a FACILPA reuniu cerca de 400 animais. O evento seguiu o regulamento padrão da ARCO para julgamen-
to de ovinos e o regulamento da ABCDORPER, abrindo a pontuação para o ranking paulista Cabanha do Ano. A exposição da raça Santa Inês, também, entrou na Copa São Paulo que ofereceu R$ 5 mil em prêmios, distribuídos para Melhor Criador, Melhor Expositor,
grandes campeões individuais, de progênie e conjunto família. A Copa Santa Inês São Paulo é uma iniciativa de incentivo aos criadores da raça promovida pela Associação Brasileira do Santa Inês (ABSI), ASPACO e evento promotor. Serão 3 etapas ( 37ª FACILPA – Lençóis Paulista, 48ª FAPI - Ouri-
nhos e 27ª EXPOVELHA) totalizando R$ 20 mil e somando pontos para o ranking nacional da ABSI. A exposição de ovinos da 37ª FACILPA, também, foi oficializada pela ARCO. Confira com mais detalhes os resultados deste evento pelo site da ASPACO.
48ª FAPI faz sucesso entre os criadores A 48ª Feira Agropecuária e Industrial de Ourinhos (FAPI) aconteceu entre os dias 11 e 13 de junho e reuniu mais de 300 ovinos. Os animais presentes foram avaliados e pontuados para o “Ranking Cabanha do Ano” da ASPACO. A feira também é conhecida pela taça transitória, ofertada ao melhor expositor por raça que pode ficar com ela em definitivo ao conquista-la por três vezes. Nesta edição, três criado-
6
Abr - Mai - Jun 2014
res a levaram pra casa: Marcio Afonso Cordeiro (Dorper), Francisco M. N. Fernandes (Ile de France) e Bruno Garcia Moreira (Suffolk). Os melhores expositores das raças Santa Inês, Texel e White Dorper, foram Marcelo Ribeiro de Mendonça, José Roberto Sobral e Edison Caretta, respectivamente. A participação dos ovinos na feira encerrou no dia 14, com o sucesso do 10º Leilão dos Ovinos de Ouro e a tradicional queima do cordeiro.
7
aspaco.org.br Rua Marcelo Giorgi, 69 CEP. 18.650-000 - São Manuel - SP FECHAMENTO AUTPRIZADO PODE SER ABERTO PELA ECT
RECEITA Carré de cordeiro com purê de mandioquinha Ingredientes: 2 carrés de Cordeiro inteiros com 8 ossos cada ½ xícara de azeite ½ xícara de vinho tinto 2 colheres de sopa de alecrim fresco debulhado 4 dentes de alho amassados Sal e pimenta do reino branca moída na hora Purê de mandioquinha mandioquinha descascada leite integral ou creme de leite fresco 1/2 cebola picadinha 2 colheres de manteiga sal Modo de preparo Carré de cordeiro 1. Misture o vinho, o azeite, o alho, sal e pimenta do reino. Tempere bem o Carré de Cordeiro. Coloque por cima da carne o alecrim. Deixe os carrés de cordeiro fora da geladeira por uma hora. 2. Aqueça o forno para 250 °C. 3. Proteja as pontas dos ossos com folha de alumínio para não queimarem. Leve a carne ao forno bem quente com as pontas dos ossos viradas para baixo. 4. Depois de 10 minutos retire o alumínio e vire. Em mais 5 a 10 minutos o Carré estará ao ponto. Purê de mandioquinha 1. cozinhe a mandioquinha até ficar bem molinha. Transfira para uma travessa e amasse com o garfo. Finalize a amassada, com um pouquinho da água que cozinhou, para a massa ficar lisinha. 2. Numa panela, acrescente 2 colheres de manteiga de leite bem cheias e a cebola picadinha. Deixe dourar levemente e acrescente a mandioquinha amassada. 3. Misture com uma colher de pau e vá acrescentando leite. Mexa e observe a textura do purê. Dependendo do seu gosto, faça mais molinho, acrescentando mais leite, ou menos molinho, acrescentando menos leite. acerte o sal e pronto. Fonte: Cybercook.
8
Abr - Mai - Jun 2014