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Número 121
Ano 21
Janeiro/Fevereiro/Março, 2014
Câmaras Setorias estão Sob Novo Comando pág 06
Matéria Técnica: “Qualidade de Carne e Mercado”
Pgs 04 e 05
EXPOVELHA é incluida No Calendário Oficial do Estado de São Paulo Pág 07
Prezados Leitores, ASPACO começa o ano a todo vapor Primeira edição do O Ovelheiro 2014, primeiro editorial. As realizações nesse primeiro trimestre já começaram a aparecer e as expectativas para os próximos meses é bem grande. Afinal, este ano promete ser muito especial para a ovinocultura paulista.
Bruno Garcia Moreira Presidente
ASPACO – Associação Paulista de Criadores de Ovinos é uma entidade promocional fundada na década de 60. Está sediada em São Manuel desde a sua reativação em 1984. De um modo geral, a ASPACO atua com o objetivo de promover e fomentar a ovinocultura no Estado de São Paulo, prestando serviços de: • Orientação na criação de ovinos e na comercialização dos produtos • Serviço de registro genealógico • Promoção de cursos; palestras e dias de campo
Para se ter uma ideia, em janeiro, o portal de notícias G1 publicou uma matéria com os criadores Francisco Manuel Fernandes e Sidney Roberto Corá, que mostrou o excelente ano de 2013. O consumo de carne ovina cresceu em São Paulo no ano passado e 2014 começou com o mesmo pique. A ASPACO e seus criadores estão se esforçando ao máximo para suprir essa demanda, sobretudo para o aumento e o aprimoramento do rebanho de ovinos em nosso Estado. Aliás, esse é um dos meus objetivos na Câmara Setorial. Em novembro do ano passado fui indicado para a presidência da Câmara Setorial de Ovinos e Caprinos do Estado de São Paulo e, desde então, já exerço a função. Mas este ano é que as engrenagens começam a rodar. A Câmara funciona como uma espécie de fórum, no qual os criadores de ovinos e caprinos se reúnem para que, com o auxílio do Governo do Estado, possam aumentar a produção e melhorar o rebanho. Nesse sentido, meu principal objetivo a frente da Câmara é iniciar a criação do “Protocolo Sanitário”, uma vez que já há um estudo sendo realizado. Se for possível, também desejo que possa ser realizado um estudo sobre a cadeia produtiva da caprinovinocultura em São Paulo, que ainda não está definida e este processo é fundamental para evolução do setor no Estado. Outro tema de muita importância para os criadores paulistas é o Campeonato Cordeiro Paulista (CCP), que mais uma vez será realizado na Central de Ovinos nas dependências do Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária da Unesp, em Araçatuba. Em sua décima terceira edição, a ASPACO convida os criadores para repetir o sucesso da competição, que no ano passado analisou 40 lotes de 34 produtores, somando 160 cabeças. Como já é de conhecimento de todos, os principais objetivos do CCP é conhecer a performance das diferentes raças no desempenho de engorda dos cordeiros em confinamento, promover o consumo de carne de cordeiro e, principalmente, congregar os produtores.
• Promoção e apoio em feiras, exposições e eventos • Apoio e execução de programas e planos de interesse ao ovinocultor • Realização e apoio em leilões e em ou-
No O Ovelheiro, os destaques ficam por conta do Fórum Brasileiro de Ovinocultura Leiteira, promovido pela Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos Leiteiros (ABCOL), que aconteceu em Chapecó (SC), e foram discutidos temas como o mercado leiteiro, melhoramento genético, captação de recursos e o futuro da produção de leite por ovinos.
tros meios de comercialização de ovinos e seus produtos
O Programa Estadual de Sanidade de Caprinos e Ovinos de São Paulo (Pesco) também está gerando bastante expectativa entre os criadores paulistas, uma vez que a saúde dos animais garante carne de qualidade além de maiores investimentos para o setor. Por fim, quero deixar aqui o meu convite aos criadores que sempre que quiserem se manifestar, as portas da ASPACO estarão sempre abertas. Boa leitura e até a próxima!
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“O Ovelheiro” Órgão informativo da ASPACO (Associação Paulista de Criadores de Ovinos) Rua Marcelo Giorgi, 69 Jd. Progresso São Manuel - SP Cep: 18.650-000 Fone: (14) 3841-6841 Jan - Fev - Mar 2014 e-mail: oovelheiro@aspaco.org.br
Organização, Redação e Revisão: Márcio A. G. de Oliveira Jornalista Responsável e Editora: Tânia Cecília Tavares Casquel MTB 23291/SP Diagramação e arte: Douglas Siqueira
Anuncie no O Ovelheiro (14) 3841-6841 (14) 99101-6262 oovelheiro@aspaco.org.br Qualquer artigo ou matéria contidos no “O Ovelheiro” poderá ser publicada em outros veículos desde que seja citada a fonte.
Com o objetivo de discutir as políticas para o desenvolvimento da ovinocultura leiteira no Brasil, a ABCOL – Associação Brasileira de Criadores de Ovinos Leiteiros promoveu no último dia 21 de fevereiro um fórum que contou com cerca de 40 participantes, entre criadores e técnicos ligados ao setor, que se reuniram no Hotel Lang Palace, em Chapecó/SC. A reunião, que alternou palestras e discussões, foi coordenada pelo Prof. Jorge Ramela da UDESC/Lages – SC. Os depoimentos e apresentações, tanto por parte de pequenos produtores artesanais como por grandes empresários, apontaram as dificuldades do setor, como baixa produção de leite,
alto custo da produção e logística dos queijos de ovelha e falta de marketing dos produtos finais. Os zootecnistas da ASPACO, Márcio Oliveira e Melissa da Fonseca, participaram deste fórum e ofereceram a estrutura da EXPOVELHA para abrigar o próximo encontro do setor. A organização de um evento técnico sobre ovinocultura leiteira na exposição paulista foi uma das propostas de trabalho aprovadas pela plenária de forma unânime. Antes de entregar o cargo ao sucessor Anderson Elias Bianchi, o Presidente da ABCOL, Érico Tormem, promoveu no dia seguinte as visitas ao Laticínio GranPaladare do empresário Jorge Zanotto, e aos seus
empreendimentos, a Cabanha Chapecó (no momento com 700
ovelhas em lactação) e a sorveteria “O Mundo da Ovelha Béé”.
Comissão especial para o programa estadual de sanidade de caprinos e ovinos - SP Diante da solicitação levantada durante a 24ª Reunião da Câmara Setorial de Caprinos e Ovinos do Estado de São Paulo, que ocorreu no dia 28/11/2013 na SAA/SP, foi formada uma comissão especial para dar início ao processo de elaboração de um programa estadual de sanidade de caprinos e ovinos. Bruno Garcia Moreira, Presidente da ASPACO e da ABCOS – Associação Brasileira de Criadores de Ovi-
nos Suffolk, colocou a importância de se ter um protocolo sanitário com o objetivo de exportação de material genético, mediante a qualidade de nossos plantéis e o interesse por parte de ovinocultores de outros países sul-americanos e de outros continentes. Artur Luiz de Almeida Felício, Méd. Veterinário da CDA – SAA/SP, foi eleito o coordenador destes trabalhos que em reunião realizada
no dia 28 de janeiro passado formatou juntamente com os demais membros da comissão as seguintes propostas de ação: realização de um “workshop” para conhecimento dos últimos trabalhos relacionados a sanidade de caprinos e ovinos, além, de promover a participação e envolvimento das instituições de pesquisa e ensino do Estado de São Paulo; relacionar as doenças de caprinos e ovinos divi-
dindo-as em doenças de possível controle (que exigem uma ação dos órgãos governamentais competentes) e doenças de manejo; elaboração de uma cartilha sanitária que relacione as principais doenças das espécies em questão e oriente os produtores quanto a melhor forma de controle; e formação de um comitê permanente de sanidade de pequenos ruminantes em São Paulo.
Inscrição “on line” nos eventos oficializados pela Aspaco é novidade para 2014 Como ocorre anualmente, Conselho Técnico e Diretoria da ASPACO avaliam criteriosamente os artigos que regulamentam os eventos oficializados pela associação. As possíveis mudanças ocorrem pelas particularidades do momento, como o aumento ou diminuição de exposições de ovinos, ou mediante sugestões que vêm dos expositores participantes. O objetivo é, sempre, permitir a livre concorrência no Ranking Cabanha do Ano e manter o sucesso do evento e a satisfação dos participantes, apesar dos custos gerados a cada momento em
que os regulamentos são alterados. Este ano, com exceção das raças Dorper e White Dorper que se utilizarão do regulamento oficial da ABCDORPER, será utilizado o “Regulamento Padrão para Julgamento de Ovinos da ARCO”, e os resultados das premiações serão acrescentados no registro genealógico dos animais. Outra novidade que permitirá maior dinamismo no processo de inscrição dos animais para os eventos oficializados é a inscrição “on-line”. Esta, mais o cadastro dos animais disponibilizado num banco de dados, permitirão maior agilidade e me-
nor probabilidade de erros na inscrição. Atualizado e funcionando de forma eficiente, o Programa de Julgamento de Ovinos da ASPACO
está apto a ser utilizado em qualquer exposição, conforme prestação de serviços autorizado pela diretoria da associação paulista.
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Ovinotícias
Fórum sobre ovinocultura leiteira
Técnica
Qualidade de carne e mercado José Carlos da Silveira Osório¹ , Maria Teresa Moreira Osório², Juliano Hideo Hashimoto³ , Roger Gomes Esteves4
alete para retirada dessa, o preço recebido é inferior ao que foi pago pela carcaça. Da mesma forma, o custo de produção da gordura é maior do que para produção de músculo. Porém, existem critérios de escolha, espaciais e temporais, pelos quais se rege a oferta e a demanda, cuja importância relativa é o fator primordial no estabelecimento do preço. É o caso, por exemplo, da composição tecidual da carcaça e o rendimento dos três tecidos fundamentais, osso, músculo e gordura. A qualidade pode ser enfocada e apresentada segundo os níveis tradicionais da cadeia da carne: consumidor, cozinheiro, distribuidor e produtor. a) Qualidade para o consumidor
1.
Introdução
No cenário mercadológico da ovinocultura, o enfoque do agronegócio, que antes era o produtor, passou a ser o consumidor. Com isso, houve necessidade de reorganização da cadeia produtiva, com mudanças significativas nos critérios de valorização da qualidade do produto. Passando o grau de exigência e valorização da qualidade do produto a depender do mercado consumidor. Nos melhores mercados, dispostos a pagar por qualidade, os consumidores são mais exigentes, “o consumo se dá mais por satisfação do que por necessidade” e as exigências em qualidade são cada vez maiores e abrangentes para os segmentos da cadeia produtiva. Portanto, a produção de carne ovina deve buscar a satisfação do consumidor. Considerando-se como ovino de qualidade aquele que apresente a carne com o maior grau de satisfação possível do consumidor e que tenha garantia de proteção das características inerentes do produto. 2. O que é qualidade para os principais segmentos da cadeia da carne As mudanças de comportamento do homem e de seus hábitos são constantes na busca da satisfação plena de seus sentidos, o que permite considerar que a evolução da qualidade é dinâmica no espaço e no tempo. Assim, a busca de produzir para “satisfazer” vem aprimorar a definição da qualidade do ponto de vista do consumidor. Entretanto, para que se alcance a satisfação é necessário um entendimento claro do que vem a ser qualidade para os principais segmentos da cadeia da carne. Porém, as exigências de qualidade variam segundo as preferências dos mercados e oscilam dentro destes e às vezes são contraditórias nos diferentes níveis da cadeia de comercialização, que vai do produtor ao consumidor. Um exemplo simples do antagonismo da qualidade na cadeia produtiva é a valorização comercial pelo peso, ou seja, quando as carcaças mais pesadas são mais valorizadas, e pagas mais por kg. Entretanto, com o aumento de peso há também aumento do engorduramento e, gordura em excesso não interessa ao açougueiro, pois, além do trabalho de to-
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Começando pelo “consumidor” que, em definitivo, estabelecerá o preço e que hoje é o foco do agronegócio da cadeia da carne ovina, a qualidade depende do grau de satisfação, que se pode obter da carne. No prato do consumidor a qualidade da carne é avaliada por três grupos de fatores: aparência, composição e sensoriais. A aparência é determinada pelo consumidor, especialmente pela forma do pedaço de carne que vai consumir, pela massa ou peso do corte e pela coloração da carne. Portanto, o peso da carcaça, que está diretamente relacionado ao peso das regiões ou cortes que compõem a carcaça, é critério de qualidade. Quanto á composição, o consumidor considera a importância do músculo, gordura e osso e, de uma maneira geral, a importância dos resíduos que ficam no prato depois do ato de consumo. Os fatores sensoriais através dos quais o consumidor julga a qualidade da carne são, principalmente, o sabor, maciez e suculência. Porém, nem todos os consumidores avaliam estes fatores de qualidade da mesma maneira. Diferenças notáveis aparecem entre as populações dos distintos países e dentro de um país, entre as regiões e classes sociais. Os determinantes destas preferências, neste nível, dependem dos hábitos de consumo, das tradições culinárias e da educação do gosto dos consumidores. Assim, dos três grupos de fatores com os quais o consumidor avalia a qualidade da carne no prato, a aparência e a composição estão diretamente relacionadas e têm suas implicações biológicas com o peso e composição tecidual da carcaça. b) Qualidade para o cozinheiro Para o segmento “cozinheiro”, dona de casa ou aquele que compra para preparar para o consumo do produto, tanto em família como em nível de restaurante, a qualidade é julgada sobre a peça ou corte da carcaça, adquirido na mesa do açougue ou super mercado. Os fatores considerados, além dos anteriormente mencionados, são: a aptidão para a preparação culinária, o rendimento na preparação da carne, o valor nutritivo intrínseco ou alimentício (aquilo que o comprador atribui, segundo seus prejuízos) e a forma de apresentação do corte. A escolha do comprador ou dona de casa está condicionada por três classes de fatores: fatores sociais, fatores fami-
c) Qualidade para o distribuidor de carne Para o “distribuidor”, açougueiro, supermercado, boutique, casa de carne, enfim, daquele que prepara a carcaça e a separa em partes comerciais a qualidade depende dos caracteres quantitativos e qualitativos da carcaça. A qualidade é julgada pelo rendimento cárnico definido pelo rendimento da carcaça ao despece (separação da carcaça em peças ou cortes) e pela quantidade de carne vendável dos cortes. Estes dois parâmetros são função do peso da carcaça, estado de engorduramento e da conformação. A ponderação desses três critérios oferece a proporção de músculo, de osso e de gordura. O açougueiro, além da quantidade de gordura, considera a distribuição na carcaça e sua qualidade, ou seja, a coloração e consistência. Estes dois fatores influem nas propriedades de conservação da carcaça e na quantidade de desperdícios que pode produzir.
riação no peso corporal explica as mudanças na composição corporal. Segundo estudo de Reidet al. (1968) citado por Owen (1976), 63% da variação no conteúdo mineral, 95% da proteína e 88% da gordura são explicados pela variação no peso corporal. 3.
O que busca o mercado
Pode-se afirmar que houve uma mudança de mentalidade para a qualidade, antes a qualidade se referia a produtos, era problema técnico, coisa de inspetores, significava controle e era dirigida por especialistas; hoje a qualidade passou a organizações, é estratégico, coisa de todos, de melhora constante e dirigida por gerenciamento. Antes, os requisitos de qualidade eram mínimos, era que o produto fosse: sadio, nutritivo, apetecível, comercial e vendível. Hoje, os requisitos de qualidade passaram a valorizar as propriedades, buscando, qualidade higiênica, bromatológica, organoléptica, produtos genuínos com marca que garanta a qualidade. Hoje se consome mais por satisfação do que por necessidade (nos melhores mercados). Acabou a crença de que qualquer coisa do passado era melhor. A carne de melhor qualidade é aquela que oferece ao consumidor o mais alto grau de satisfação, em todos os aspectos. Na compra por sua aparência, no preparo através da facilidade e no consumo pelas características nutritivas e sensoriais; as nutritivas pela propaganda e esclarecimento dos benefícios e as sensoriais através da estimulação dos órgãos dos sentidos, provocando a satisfação de consumir. No agronegócio da carne ovina o mercado consumidor, com preços mais atrativos, é para a carne de cordeiro, animal jovem. Dentro das carnes de animais jovens existem variações importantes que fazem diferença de preço. Principalmente, em função do sistema de criação e terminação dos animais e da influência deste sobre a qualidade funcional da carne (OSÓRIO & OSÓRIO, 2006).
d) Qualidade para o produtor Por fim e não menos importante, está o segmento referente ao “produtor”, para o qual são levadas técnicas visando alcançar um produto de “qualidade” que varia no espaço e no tempo. Para o produtor a qualidade está relacionada ao preço, ou seja, é o que recebe sistematicamente melhor preço. Quando a transação comercial é realizada sobre o animal vivo, tanto para o produtor como para o atravessador (intermediário, compra e vende) há o interesse em vender ou comprar um animal de qualidade. Determinar o momento de sacrificar o animal, para obter a carcaça que propicie a carne com o grau máximo de satisfação ao consumidor de determinado mercado em determinado tempo, é o ponto chave para o produtor e para o(s) intermediário(s) da cadeia. O peso corporal e a condição corporal são parâmetros utilizados, na prática, pelo produtor, como indicativo para venda e/ou destino do animal. Por outro lado, as diferenças de peso corporal durante o crescimento e desenvolvimento permitem determinar as necessidades para a adequada terminação (indicada pela condição corporal), uma vez que a va-
Fonte: parte da dissertação intitulada “Organização da Cadeia Produtiva da Carne Ovina com Enfoque no Consumidor e na Qualidade do Produto” [1] Professor Titular. jcosorio@ufpel.tche.br. Bolsista do CNPQ. Universidade Federal de Pelotas. Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel. Departamento de Zootecnia. Caixa Postal 354. Campus Universitário. CEP 96019900 – Pelotas, RS. [2] Professora Associada. mtosorio@ufpel.tche.br. [3] Doutorando do Programa de Pós-graduação em Zootecnia da UFPEL. Bolsista do CNPQ. [4] Mestrando do Programa de Pós-graduação em Zootecnia da UFPEL
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Técnica
liares e fatores econômicos. Estes fatores são explicados: pelo nível cultural ou grau de educação da família, composição da família, qualidade de trabalho que realiza cada membro da família, estado de saúde das pessoas integrantes da família e pelo nível econômico da família. Assim, para este segmento, a característica diretamente relacionada com a carcaça é o peso do corte e indiretamente, a composição tecidual do corte.
Câmaras
Câmara Setorial paulista está sob novo comando Na 24ª Reunião da Câmara Setorial de Caprinos e Ovinos do Estado de São Paulo, ocorrida em 28 de novembro de 2013 na SAA-SP, capital paulista, Arnaldo dos Santos Vieira Filho, então Presidente, passa o comando da câmara para Bruno Garcia Moreira, que, ao manifestar interesse pelo cargo, teve voto unânime dos membros presentes, repetindo a sucessão ocorrida anteriormente quanto à direção da ASPACO. Enaltecendo os trabalhos que este fórum vem realizando no setor, Bruno agradece o apoio de Arnaldo e se dis-
ponibiliza para manter a câmara como um importante elo entre os diferentes segmentos que compõem a cadeia produtiva do setor. Além da sucessão, esta reunião ficou marcada pela formação de uma comissão especial para estudo e elaboração de um Programa Estadual de Sanidade de Caprinos e Ovinos. Artur Felício, Médico Veterinário da CDA – Coordenadoria de Defesa Agropecuária, foi convidado para coordenar os trabalhos a serem desenvolvidos pela comissão que conta com nove profissionais.
Paulo Schwab assume a Câmara Nacional O Presidente da ARCO – Associação Brasileira de Criadores de Ovinos, Paulo Afonso Schwab, assumiu a presidência da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Caprinos e Ovinos do MAPA. Em seu primeiro compromisso, a 37 ª Reunião Ordinária, que ocorreu no dia 18 de fevereiro no auditório maior da sede do MAPA em Brasília/DF, foram definidas as prioridades de trabalho resu-
midas em três programas: - Programa de Aumento do Rebanho Nacional de Caprinos e Ovinos; - Programa Nacional de Sanidade de Caprinos e Ovinos; - Programa de Extensão Rural e Formação de Mão-de-Obra. Estiveram presentes nesta reunião o Vice-Presidente da ARCO, Arnaldo dos Santos Vieira Filho, e o Presidente da ASPACO, Bruno Garcia Moreira.
Aspaco participa da Coopershow Representando a ovinocultura paulista nos eventos estaduais, a ASPACO abre a temporada em Cândido Mota/SP, participando da COOPERSHOW. Trata-se de um evento técnico organizado pela Coopermota – Cooperativa dos Cafeicultores da Média Sorocabana que este ano ocorreu nos dias 30 e 31 de janeiro passado. Em sua 8ª edição a COOPERSHOW tem por finalidade a difusão de tecnologia no agronegócio. Embora não tenha um departamento específico para a ovinocultura, a Coopermota tem colaborado muito com a atividade na região, expandindo a oferta de insumos para todo o Estado de
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São Paulo. A parceria com a ASPACO já ocorre a mais de três anos, desde quando forneceu pela primeira vez a ração de dieta total para os cordeiros no Campeonato Cordeiro Paulista. A qualidade deste produto e a assessoria nutricional da Coopermota têm garantido o produto no maior torneio comercial em ovinos no Brasil. A ASPACO esteve representada na COOPERSHOW pela Zoot. Melissa da Fonseca Oliveira que orientou e prestou informações ao grande número de visitantes que criam ou pretendem criar ovelhas. Bruno Garcia Moreira, Presidente da ASPACO, Bolivar Figueiredo, Diretor da ASPACO e Antonio Flauzi-
no, Cabanha Flauzino expuseram animais comerciais e puros das raças Suffolk, Dorper e White Dor-
per. O evento é um estimulo para aumentar os rebanhos ovinos na região.
Segundo o Diário Oficial do Poder Executivo do Estado de São Paulo: “LEI Nº 15335, DE 12 DE MARÇO DE 2014 (Projeto de lei nº 1011/11, do Deputado José Bittencourt – PDT) Inclui evento no Calendário Oficial do Estado O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei: Artigo 1º - Fica incluída no Calendário Oficial do Estado a EXPOVELHA, que se realiza, anualmente, no mês de outubro, em Lençóis Paulista. Artigo 2º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Palácio dos Bandeirantes, 12 de março de 2014. GERALDO ALCKMIN Mônika Carneiro Meira Bergamaschi Secretária de Agricultura e Abastecimento Edson Aparecido dos Santos Secretário-Chefe da Casa Civil Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 12 de março de 2014.”
Parabéns ASPACO por mais esta conquista.
Alterações para o Ranking Cabanha do Ano - 2014 A ASPACO com objetivo de possibilitar cada vez mais a transparência, visibilidade e livre concorrência entre os participantes do RANKING CABANHA DO ANO ASPACO, apresenta as alterações do REGULAMENTO DE EXPOSIÇÕES DE OVINOS OFICIALIZADAS PELA ASPACO E RANKING CABANHA DO ANO ASPACO que irá reger o calendário 2014. As alterações introduzidas nos regulamentos são: Art. 21 A presença de apenas um expositor da raça e classe poderá incidir no julgamento de classificação dos animais; no entanto, não serão computados pontos para expositor e criador no evento e no Ranking Cabanha do Ano. Art. 23 Para concorrer ao Ranking Cabanha do Ano, o expositor terá que participar de 45% dos eventos ranqueados para a raça incluindo a participação na Expovelha. Parágrafo primeiro - Para que o “Melhor Macho” e a “Melhor Fêmea” sejam classificados, os mesmos devem participar de 45% dos eventos ranqueados para a raça incluindo a participação na Expovelha. Art. 24 Paragrafo Primeiro - Para o expositor concorrer ao ranking Cabanha do Ano Melhor Expositor, Melhor Macho e Melhor Fêmea o mesmo terá que participar da Expovelha. Parágrafo Quarto - Para a classificação de “Melhor Macho” e “Melhor Fêmea” do “RankingCabanha do Ano” será considerado o índice de eficiência do animal, onde a soma dos pontos obtidos individualmente, desconsiderando o peso do evento, é dividida pelo número de exposições que participou do ranking anual, de
acordo com o Parágrafo doArtigo 23º deste regulamento.
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Eventos
Expovelha é incluída no calendário oficial do Estado de SP
Nova instrução normativa regulamenta a comercialização de sêmen de caprinos e ovinos A Instrução Normativa nº 1, de 22 de janeiro de 2014 rege que a colheita, o processamento, a distribuição e a comercialização de sêmen de caprinos e ovinos somente poderão ser realizados em Centro de Coleta e Processamento de Sêmen – CCPS, registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA. Os requisitos sanitários da qual trata a mesma normativa diz: CAPÍTULO I - Da Pré-Quarentena Art. 4º - Para ingresso no CCPS, os ovinos e caprinos deverão estar acompanhados de documento oficial de trânsito animal, bem como de atestado de saúde emitido por Méd. Veterinário registrado no Conselho de Medicina Veterinária declarando que os mesmos não apresentavam sintomatologia clínica de doença infecto-contagiosa ao serem examinados; deverão também apresentar resultado negativo aos testes de diagnóstico para as doenças abaixo listadas, realizados dentro do período de 90 dias prévios ao ingresso: I – artrite/encefalite caprina: teste de imunodifusão em Gel de Ágar – IDGA, em caprinos; II – Maedi-visna: teste de IDGA, em ovinos; III – epididimite ovina (Brucella ovis): teste IGDA, em ovinos; e IV – brucelose (Brucella abortus): teste do Antígeno Acidificado Tamponado – AAT, ou teste do 2-Mercaptoetanol –
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2-ME, em caprinos e ovinos. Os mesmos testes serão exigidos para todos os animais antes de ingressarem no rebanho residente do CCPS, além de apresentar atestado de saúde e serem submetidos à quarentena por um período mínimo de 28 dias (art. 5º,CAPÍTULO II - Da Quarentena de Ingresso no rebanho Residente no CCPS). Os animais do rebanho residente no CCPS, segundo o art. 6º (CAPÍTULO III – Do Rebanho Residente no CCPS)deverão, ao menos uma vez ao ano, ser submetidos a testes diagnósticos com resultado negativo para as mesmas doenças acima citadas. No caso de serem observados animais com resultado positivo em qualquer dos testes de diagnóstico citados, deverão ser adotados os procedimentos de defesa sanitária animal definidos pelo MAPA para a doença em questão. As partidas de sêmen armazenadas no CCPS, originadas de animal considerado, por razões sanitárias, inapto para produção de sêmen com fins de comercialização, colhidas desde a data do último exame negativo deste animal para a doença, deverão ser destruídas. Os testes de diagnóstico dispostos nos arts. 4º, 5º e 6º deverão ser realizados em laboratórios integrantes de Rede Nacional de Laboratórios Agropecuários do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária.
Agenda
37ª Facilpa - Feira Agropecuária Comercial e Industrial de Lençóis Paulista De 06 a 11 de maio realiza-se a 37ª FACILPA - Feira Agropecuária Comercial e Industrial de Lençóis Paulista com Ex-
posição, Julgamento e Venda de Ovinos , no Recinto de Exposições “José de Oliveira Prado” - Lençóis Paulista/SP. O
evento fara parte do calendário oficial da ASPACO e iniciara o Ranking Cabanha do Ano e da Copa Santa Inês São Paulo
De 06 a 11 de maio 37ª FACILPA Lençóis Paulista Ranqueada ASPACO
De 13 a 17 de agosto 8ª EXPO NOBRE Bauru Ranqueada ASPACO
De 08 a 15 de junho 48ª FAPI Ourinhos Ranqueada ASPACO
Entre setembro e novembro 2014 XIII Campeonato Cordeiro Paulista Oficializada ASPACO
De 17 a 22 junho SP- INTERCORTE Avaré Ranqueada ASPACO
De 23 a 28 de setembro 8ª FECORB Bragança Paulista Ranqueada ASPACO
De 09 a 13 de julho XVII EXPOVINOS Araçatuba Ranqueada ASPACO
Outubro 2014 53ª EXPO RIO PRETO São José do Rio Preto Ranqueada ASPACO
De 01 a 03 agosto AGRIFAM Lençóis Paulista Oficializada ASPACO
De 13 a 19 de outubro 27ª EXPOVELHA Lençóis Paulista Ranqueada ASPACO
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Homenagem
Dr. Perelló, um exemplo de nossa Ovinocultura Aos 88 anos de idade, este incansável profissional da ovinocultura brasileira deixa a Superintendência do SRGO – Serviço de Registro Genealógico de Ovinos, mas continua como Inspetor Técnico da ARCO – Associação Brasileira de Criadores de Ovinos.
Genealógico da ARCO, dado seu conhecimento, experiência e respeito acumulados em 36 anos como um dos inspetores mais antigos do quadro. Sendo a ARCO uma entidade cartorial, o Superintendente do SRGO tem uma responsabilidade muito grande na condução e orientação de seus inspetores técnicos que, como diz o próprio Dr. Perelló, “são os meus olhos, meus ouvidos e meus braços” na tarefa de vistoriar e registrar os rebanhos ovinos do país. Mais de 100 inspetores credenciados no Brasil ficam sobre a responsabilidade do Superintendente e Dr. Perelló cumpriu bem o seu papel no treinamento, orientação e manutenção da ordem e qualidade de serviços de seus subordinados. Por toda a competência diante do trabalho no SRGO da ARCO, Dr. Perelló é reconhecido “elo” entre o Ministério da Agricultura (MAPA) e a associação brasileira. Em um de seus últimos e árduos trabalhos, o “mestre”, como alguns técnicos o apelidaram, estudou profundamente a comprovação de parentesco por DNA para implantação no SRGO, conforme exigência ministerial. Esta é uma das características do incansável Dr. Perelló: estudar e conhecer profundamente seu trabalho para por em prática as normas e regulamentações.
Francisco José Perelló Medeiros, nascido no município de Capão do Leão/RS, é Engenheiro Agrônomo, formado em 1951 pela Escola de Agronomia Eliseo Maciel, em Pelotas/RS. Em 1958 ingressou para a Secretaria de Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul onde, posteriormente, foi indicado para trabalhar na ovinotecnia, tornando-se Inspetor Técnico da ARCO em 1961. Em 1997, Dr. Perelló assume a Superintendência do Registro
No mês de março Dr. Perelló coloca em seu lugar o Superintendente Substituto, Dr. Edemundo Ferreira Gressler. Em uma confraternização na sede da ARCO em Bagé/RS, Dr. Perelló recebe uma placa de reconhecimento pelos funcionários da associação, mas, ressalta que vai continuar a servir a ovinocultura como inspetor técnico. Os inspetores paulistas e toda a Diretoria da ASPACO agradece ao “mestre” Perelló por tanto serviços prestados à ovinocultura brasileira.
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aspaco.org.br Rua Marcelo Giorgi, 69 CEP. 18.650-000 - São Manuel - SP FECHAMENTO AUTPRIZADO PODE SER ABERTO PELA ECT
RECEITA
Sanduíche turco de cordeiro Ingredientes: 1,5kg de paleta de cordeiro ou pescoço de cordeiro 3 cebolas roxas grandes 6 dentes de alho 50g de açúcar mascavo 1 colher de sopa de tomate em calda 1\2 lata de concentrado de tomate 2 colheres de sopa de mostarda francesa 1 colher de sopa de páprica picante 1 colher de sopa rasa de cominho em pó 5 colheres generosas de sopa de vinagre de vinho tinto 5 colher de sopa de molho inglês Azeite Sal (a gosto) Pimenta-do-reino (a gosto) Água com gás Pão sírio Modo de preparo Pré-aqueça o forno a 180ºC. Corte as cebolas em fatias finas e pique os dentes de alho. Em uma travessa, misture todos os temperos: mostrada, vinagre, molho inglês, pimenta e sal, açúcar mascavo, concentrado de tomate e tomates em calda, previamente amassados com um garfo. Reserve e corte a carne em pedaços médios. Doure a carne em um pouco de azeite bem quente e, quando estiverem dourados, coloque a cebola e o alho para fritar junto com a carne por 5 minutos a fogo médio. Adicione a mistura de tempero e cubra com um copo grande de água com gás. Tampe a panela e coloque no forno por 2 horas. De hora em hora, dê uma mexida e complete com água com gás se estiver pouco úmido. Quando estiver pronto, ou seja, a carne tem que desfiar com o garfo, tire do forno e deixe esfriar. Uma vez resfriada, desfie a carne e coloque novamente na panela, deixando secar um pouco no fogo e mexendo para não grudar no fundo da panela. Quando estiver consistente e levemente úmido, pegue o pão sírio aberto em dois e coloque uma metade em cima da carne para que umedeça no vapor do caldo da carne. Tire o pão e coloque uma porção da carne temperada e cozida. Enrole o pão como se fosse um wrap e bom apetite.
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