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Número 117
Ano 21
Janeiro/Fevereiro/Março, 2013
ASPACO elege nova diretoria para o biênio 2013-2015
Aos 04 de março de 2013 instalou-se a Assembléia Geral Ordinária da ASPACO - Associação Paulista de Criadores de Ovinos, realizada na sede da entidade, localizada na cidade de São Manuel/SP. Conforme circular enviada aos sócios, a convocação teve como objetivo a aprovação do Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultados Econômicos referentes ao ano civil de 2012, bem como a Eleição da Diretoria para o biênio 2013/2015. Após a aprovação do balanço e resultados econômicos, os sócios presentes votaram por aclamação na única chapa inscrita na secretaria da associação, sob protocolo em 05/11/2012. Assim, a nova Di-
Quem é o novo Presidente da ASPACO? Bruno Garcia Moreira é formado em Fisioterapia, com grande experiência em administração pública. É criador de ovinos desde 1997 e se tornou sócio da ASPACO em 02/01/2001. Proprietário da Cabanha Leone, no município de Platina/SP, se dedica aos plantéis das raças Suffolk e, mais recentemente,White Dorper. Foi 1° Secretário da ASPACO na gestão anterior e, em 29 de agosto, passou a presidir a ABCOS – Associação Brasileira de Criadores de Ovinos Suffolk no biênio 2012 - 2014.
retoria da ASPACO conta com: Bruno Garcia Moreira (Presidente), Alexandre Pinto César (1° Vice Presidente), Fábio Cotrin Rodrigues (2° Vice Presidente), Bolivar Figueiredo Silva Filho (1° Secretário), Giselle Pardelli (2° Secretário), Francisco Manoel N. Fernandes (1° Tesoureiro), Carmen Cecília Sicherle (2° Tesoureiro), Márcio Armando G. de Oliveira (Diretor Técnico), Renato Mantovani (Diretor de Eventos) e José Maurício L. V. Guimarães (Diretor de Núcleos Regionais). Arnaldo dos Santos Vieira Filho, André de Camargo Assumpção e Claudia Boucinhas são os membros efetivos do Conselho Fiscal. Seus suplentes são Décio Ribeiro dos Santos, José de Agrela e Thiago César Ribeiro.
Prezados Leitores,
Este é um momento de muita alegria, pois após um mandato como Vice Presidente e quatro como Presidente, deixo a presidência da ASPACO com a certeza de ter cumprido com dignidade minhas gestões, de ter procurado cumprir as missões da associação e de ter contribuído para elevar a ovinocultura paulista ao patamar que se encontra. Paira agora sobre mim um vazio, de não mais participar diariamente das decisões, dos encontros que me proporcionaram inúmeros amigos e de estar escrevendo o derradeiro editorial para nosso informativo.
Arnaldo dos Santos Vieira Filho Presidente
ASPACO – Associação Paulista de Criadores de Ovinos é uma entidade promocional fundada na década de 60. Está sediada em São Manuel desde a sua reativação em 1984. De um modo geral, a ASPACO atua com o objetivo de promover e fomentar a ovinocultura no Estado de São Paulo, prestando serviços de: • Orientação na criação de ovinos e na comercialização dos produtos • Serviço de registro genealógico • Promoção de cursos; palestras e dias de campo • Promoção e apoio em feiras, exposições e eventos
O mais importante órgão de divulgação da ASPACO desde 1991, O Ovelheiro, é um agradável instrumento de comunicação que leva as informações de nosso meio aos associados e a todas as pessoas que recebem o informativo. Foi através dele que fiz vários amigos no Brasil inteiro, e nos lugares por onde ando, sempre encontro alguém que diz: já te conheço do O Ovelheiro. A consolidação deste trabalho é um orgulho para a ASPACO e agradeço a todos que a ele se dedicam, em especial Márcio A. G. Oliveira, nosso Diretor Técnico e realizador deste informativo, e nossa Assessora de Imprensa e Jornalista Tânia Casquel. Sempre tive em minha mente a vontade de um dia “passar o bastão” a um sucessor que comungasse com as minhas ideias e pudesse dar continuidade e melhoria a um trabalho que realizei com muito afinco, dedicação e amor. Consegui atingir este objetivo, e hoje deixo a presidência nas mãos de Bruno Garcia Moreira, meu amigo, dedicado criador e habilidoso administrador, que aceitou este desafio e certamente fará um trabalho exemplar frente à ASPACO. O mais justo agradecimento que quero registrar é para a minha fiel escudeira Melissa da Fonseca Oliveira, meu braço direito e às vezes esquerdo também. Sem ela certamente os trunfos e glórias das minhas gestões não poderiam ser alcançados. Para esta incansável, nunca existiu “agora não, deixa para depois”, e sempre com a ASPACO no coração, deixa de lado compromissos particulares e familiares em detrimento da associação. Obrigado Melissa, pela sua dedicação, sua perseverança, sua fidelidade e, principalmente, por sua amizade. Quero agradecer a minha família pela compreensão e apoio para cumprir este trabalho; a todos os diretores e funcionários pelo companheirismo ao trilharmos juntos os rumos da nossa entidade; aos associados que, ao representá-los, procurei honrá-los da melhor maneira possível, buscando ser e agir da forma mais imparcial e justa; aos nossos inúmeros parceiros e a todos os leitores do nosso querido O Ovelheiro. Finalizo este editorial agradecendo a Deus por tudo que vivemos e fizemos acontecer à frente da ASPACO. Saudades!!!
• Apoio e execução de programas e planos de interesse ao ovinocultor
Boa leitura!
• Realização e apoio em leilões e em outros meios de comercialização de ovinos e seus produtos
“O Ovelheiro” Órgão informativo da ASPACO (Associação Paulista de Criadores de Ovinos)
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Rua Marcelo Giorgi, 69 Jd. Progresso São Manuel - SP Cep: 18.650-000 Fone: (14) 3841-6841 Jan - Fev - Mar 2013 e-mail: oovelheiro@aspaco.org.br
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Ovinotícias
ABSI promove curso de atualização A ABSI – Associação Brasileira de Santa Inês estará realizando do dia 13 a 16 de abril próximo o Curso de Atualização para Jurados na ABSI – 2013, no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador/BA. Com uma carga de 40 horas, o curso é voltado aos profissionais que já atuam como jurados, nas classes Efetivo e Master, junto ao Colegiado de
Jurados da Raça Santa Inês (CJRSI). A idéia desta atualização surgiu durante a última EXPO BRASIL, a Exposição Nacional da Raça Santa Inês, que ocorreu em dezembro na FENAGRO em Salvador/BA. Atendendo os pedidos de criadores, a ABSI promove este curso com o objetivo de padronizar os critérios de avaliação fenotípica da raça.
Circuito Paulista de Leilões Depois da parceria firmada entre a diretoria da ASPACO e AAPA – André Assumpção Planejamento e Assessoria os leilões de ovinos nos eventos oficializados pela associação paulista têm mostrado liquidez na comercialização de ventres e dado garantia de bons negócios aos novos e tradicionais ovinocultores paulistas. No leilão realizado na exposição de ovinos da EMAPA, no dia 09/03 passado, foram vendidas 270 fêmeas com uma média de R$ 328,06; e 09 reprodutores à média de R$ 1,5 mil. 87% dos lotes foram comercializados gerando um faturamento de mais de R$ 100 mil.
Ovinos e caprinos recebem isenção No último dia 08 de março de 2013 foi publicado no Diário Oficial da União a Medida Provisória 609/13, que já está em vigor. A mesma desonera todos os produtos da cesta básica e, também, beneficia a ovinocaprinocultura. A venda de carne ovina e caprina terá redução a zero das alíquotas da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação e sobre a receita bruta de venda no mercado
interno. Na avaliação do Deputado Federal Jerônimo Goergen, do Rio Grande do Sul, que protocolou proposta semelhante, a desoneração irá garantir tratamento tributário equivalente às demais carnes. “Mesmo que tardiamente, houve a compreensão de que a redução da carga tributária é o melhor caminho para aquecer a economia”. O impacto da medida foi abordado na reunião da Câmara Setorial da Ca-
deia Produtiva de Caprinos e Ovinos, em Brasília, no dia 12 de março, na qual os representantes da ASPACO Arnaldo dos Santos Vieira Filho e Bruno Garcia Moreira, ex e atual presidente, estavam presentes. De acordo com o presidente da ARCO – Associação Brasileira de Criadores de Ovinos, Paulo Schwab, a alíquota zero de Pis/Pasep e Confins deverá colaborar, também, para a redução do abate informal.
ASPACO nas Redes Sociais A ASPACO também está presente nas redes sociais. Através do Facebook no endereço www.facebook.com/Aspaco o internauta poderá acompanhar as notícias da ovinocultura e a atuação da entidade. Acesse, curta e nos acompanhe. Em breve também estaremos no Twitter.
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CCP
Projeto Cordeiro Paulista em fase final Em meados de 2011 anunciamos no OVINOTÍCIAS deste informativo a aprovação, por parte da FAPESP – Fundo de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo, de um trabalho que pode ser importante marco na ovinocultura do Estado de São Paulo. Trata-se do Projeto Cordeiro Paulista, que informalmente pode ser definido como o sonho de muitos técnicos e idealizadores que, pensando numa ovinocultura com sua cadeia produtiva bem organizada, possa oferecer ao produtor rural significativa remuneração e lucratividade. O termo “Cordeiro Paulista” já tem muito tempo. Foi criado para nomear projetos de produção de carne ovina nas décadas de 90 e 2000, iniciados pelo Prof. Edson Ramos de Siqueira, então, Diretor Técnico da ASPACO e um dos líderes na reativação da associação paulista. Tais projetos não surtiram os efeitos esperados. Uns tiveram pouco tempo de permanência. Outros foram arrojados para a época, ou seja, surgiram num momento em que a lã, ainda, era de relevante importância, ou, num momento em que a carne ovina constituía-se num produto para ser consumido em ocasiões muito especiais, como Natal e Páscoa. As tentativas de organizar a cadeia produtora de carne ovina empregadas pela ASPACO, entretanto, não foram em vão. Elas abriram portas para uma série de trabalhos, formaram duradouras parcerias e permitiram o amadurecimento de ideias, todas objetivando o fortalecimento do produtor, da associação e da ovinocultura estadual. O Projeto Cordeiro Paulista financiado pela FAPESP, surgiu de uma iniciativa conjunta entre ASPACO e UNESP/Araçatuba. O Conselheiro Técnico da associação, Prof. Luiz Cláudio Mendes, Médico Veterinário do Curso de Medicina Veterinária da instituição universitária, é o Coordenador do projeto que tem como objetivo primário a tipificação e certificação de carcaças de cordeiros. Um sistema de classificação de carcaças permite facilitar a comercialização destas pela descrição das características mais importantes comercialmente. Além disso, um sistema de classificação bem elaborado direciona os produtos para nichos de mercado apropriados, auxilia o marketing desses produtos e pode ser utilizado como uma ferramenta de políticas públicas com intuito de regulamentar o setor, principalmente com relação à formação de preços. Um sistema de certificação da produção ou denominação de origem, que estabelece os critérios de produção, auxilia ainda mais esses sistemas de classificação na busca por produtos de quali-
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dade diferenciada facilitando sua identificação pelo consumidor e remuneração adequada dos produtores. Além das características diretamente relacionadas às qualidades do produto final, que é a carne ovina, a proposta do Projeto Cordeiro Paulista é formatar um sistema de produção deste cordeiro. Assim, baseado no perfil das propriedades rurais paulistas, nas peculiaridades ambientais (clima, solo, topografia, etc), na disponibilidade de recursos tecnológicos e nas características do mercado consumidor, ficou estabelecido que o sistema de produção Cordeiro Paulista deverá obedecer as seguintes exigências: 1 – que o cordeiro seja proveniente de genótipos com aptidão para a produção de carne (por exemplo, cruzamentos industriais); 2 – que os cordeiros devam ser suplementados em cocho privativo (“creep-feeding”); 3 – que os cordeiros devam ser terminados ou acabados em regime de confinamento; 4 – que os cordeiros prontos para abate devam apresentar-se com dentes de leite; 5 – que os cordeiros prontos para abate devam apresentar escore de condição corporal mínima igual a 3, com deposição de gordura subcutânea entre 2,0 e 4,0 mm de espessura; 6 – que as carcaças devam apresentar entre 13,0 e 20,0 kg de peso (carcaça quente);
7 – que as carcaças classificadas apresentem conformação a partir do escore de Boa Conformação pelo modelo SEUROP (UNIÃO EUROPÉIA, 2008); 8 – que as carcaças classificadas apresentem classe de camada de gordura a partir do escore 2 pelo modelo SEUROP. O Projeto Cordeiro Paulista, iniciado em 2011, foi dividido em 2 fases e tem a duração de 3 anos. No primeiro ano foi feita a avaliação da produção da carne ovina pela implantação do sistema de produção Cordeiro Paulista. No segundo ano foi realizada a análise econômica com a comparação entre os dois sistemas (cordeiro paulista e cordeiro não paulista). Os dois primeiros anos compreenderam a fase 1 do projeto. A fase 2, que se iniciou neste ano de 2013, corresponde à etapa final e envolve a disseminação do trabalho e formação de pólos de difusão do Cordeiro Paulista, espalhados pelo Estado de São Paulo. Esta fase é a de contrapartida da ASPACO, instituição parceira neste projeto. O desenvolvimento do projeto contou com o trabalho de dois profissionais, bolsistas da FAPESP, a Zootecnista Verena Micheletti Protes e o Médico Veterinário Eugênio Moreira. Eles monitoraram periodicamente 8 propriedades produtoras de cordeiros comerciais, sendo 4 na região de São Manuel (região sede da ASPACO) e 4 na região de Araçatuba. Destas, metade se enquadrou no modelo Cordeiro Paulista de produção para efeito de comparação.
CCP Avaliando os resultados da Fase 1 do Projeto Cordeiro Paulista, informações importantes podem ser tiradas, concluindo que, de modo geral, há significativas vantagens para os cordeiros produzidos com maior tecnificação, ou seja, no sistema Cordeiro Paulista, lembrando, no entanto, que qualidade de carne está muito relacionado com hábito de consumo, o que pode ser uma questão meramente regional. De forma bastante simplificada, podemos dizer que a carne das amostras de Lombo dos cordeiros produzidos no modelo Cordeiro Paulista apresentou maior luminosidade (L*), teor de vermelho (a*) e amarelo (b*), e menor perda de peso por cocção (PPC), cor subjetiva e força de cisalhamento (FC) em comparação com o modelo não tecnificado de produção. Pelos resultados obtidos, podemos dizer que o diferencial entre os modelos de produção é a obtenção de uma carne mais “atrativa” ao consumidor, com cor mais suave, subjetivamente, e tons mais vivos, pela maior intensidade dos componentes de cor (L*, a* e b*). Para ambos os modelos de produção foram utilizados animais jovens, cordeiros, que por natureza apresentam carne macia. Neste estudo, provavelmente a menor PPC contribuiu para reduzir os valores de FC das amostras do modelo Cordeiro Paulista, favorecendo uma diferenciação qualitativa entre os produtos obtidos em cada modelo. As características sensoriais
de intensidade do aroma, sabor, suculência e mastigabilidade foram influenciadas pelo modelo de produção. O Lombo dos animais produzidos no modelo Cordeiro Paulista apresentou aroma e sabor mais intenso e característico de carne ovina em comparação com o modelo não tecnificado. A suculência e mastigabilidade também foi melhor avaliada pelos provadores para amostras do Cordeiro Paulista. Já era esperado, no entanto, um maior custo de produção para os cordeiros no sistema tecnificado.
O Projeto Cordeiro Paulista foi aprovado na linha de Políticas Públicas da FAPESP que destina-se a apoiar o desenvolvimento de pesquisas voltadas ao atendimento de demandas sociais concretas e buscar a aproximação do sistema de ciência e tecnologia paulista com a sociedade. Esperamos que nesta fase final a ASPACO possa contar com o aumento da produção de cordeiros e com os demais elos da cadeia para valorização e demanda de um produto com denominação de origem e qualidade.
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Técnica
Silagem de capim
A ensilagem é um processo de conservação que tem como objetivo final preservar o valor nutritivo da forragem com o mínimo de perdas. As melhores silagens para a alimentação de ruminantes são aquelas produzidas a partir de culturas ricas em energia, como milho e sorgo. Os grãos ricos em carboidratos constituem-se em excelente condição para a proliferação de microorganismos que em anaerobiose (falta de oxigênio) permitem a fermentação que conserva a forrageira. Ainda que os diversos capins, diferentemente do milho, possam apresentar problemas que interfiram na fermentação, eles têm vantagens que os tornam estrategicamente interessantes como reserva de alimento para a seca, na forma de silagem, tais como a elevada produção, perenidade, menor custo por quilograma de matéria seca, baixo risco de perda e maior flexibilidade na colheita (Corrêa e Pott, 2001). O corte de capins destinados a ensilagem deve ser feito no estádio vegetativo, ocasião em que a planta se encontra no seu “ponto de equilíbrio” entre produção de matéria seca e qualidade nutricional (Pereira e Reis, 2001). Porém, gramíneas ensiladas em estádio inicial de crescimento vegetativo apresentam como inconvenientes um alto teor de umidade, alta capacidade tampão e baixos teores de carboidrato solúveis (Woolford, 1984; Morais, 1999). Para McCullough (1977) a fermentação ideal no silo é esperada quando a forragem ensilada apresenta teor de matéria seca entre 28 e 34%, associada ao teor de carboidratos solúveis variando entre 6 e 8% na matéria seca. Catchpool e Henzel (1971) preco-
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nizaram teores de carboidratos solúveis entre 13 e 15%, sendo que quanto maior esse teor, mais rápida e intensa será a acidificação. Segundo Morais (1999) no Brasil, os estudos para ensilagem de gramíneas tropicais, assumiram basicamente três direções: a aplicação de aditivos no momento da ensilagem, a utilização de outras espécies além do capim-Elefante e a associação de áreas exploradas para pastejo rotacionado e produção de silagem. Entre todas as gramíneas tropicais utilizadas em processo de ensilagem no Brasil o capim-Elefante tem se destacado (Morais, 1999) principalmente por apresentar alta produção de massa por unidade de área, pois quando bem manejado pode produzir até 80 toneladas de matéria seca por hectare/ano. Está entre as gramíneas que apresentam teor de carboidratos solúveis mais elevado, variando de 9 a 16% na matéria seca, que segundo Corrêa e Pott (2001), é o suficiente para garantir razoável fermentação láctica, porém a maior limitação para se produzir silagem de capim-Elefante é o teor de umidade do momento do corte. Muitas alternativas têm sido avaliadas para corrigir a umidade do capim, assim Rezende (2001) ensilou o girassol em associação com o capim-Elefante e concluiu que as silagens de capim-Elefante com associação de rolão de girassol apresentaram maiores porcentagens de MS, PB e EE, além de aumentos na DIVMS e menores porcentagens de FDN na MS com o aumento dos níveis de associação. Demarchi et al. (1998) observaram efeitos positivos na digestibilidade aparente de silagens de capim-Elefante com a inclusão de níveis crescentes de farelo de milho úmido (0, 25, 50 e 75%), recomendando o nível de
Técnica 30% (base úmida) em função de custos e viabilidade de manuseio. Para Pereira e Reis (2001) a remoção parcial de água da planta através do emurchecimento ou pré-secagem, pode ser uma opção interessante, por proporcionar condições ideais para o crescimento de bactérias láticas, e assim permitir que o excedente da forragem produzida nas pastagens ou em áreas de cultivo exclusivas para o corte, possa ser armazenado e utilizado na alimentação dos animais durante o período de escassez. A pré-secagem tem como finalidade a extensão da fermentação durante o processo de conservação de forragens através da ensilagem e reduzir a incidência de fermentações secundárias indesejáveis (Monteiro, 1999). Deste modo, pode-se considerar que o ideal para ensilagem é que a forragem apresente teores de MS entre 35 e 45%, sendo que para os teores de 40 a 45% é recomendável que a forragem seja picada em partículas menores, a fim de se conseguir uma melhor compactação. As forrageiras mais utilizadas para produção de silagem pré-secada são as gramíneas de clima temperado: aveia, azevém, triticale e cevada; mais recentemente gramíneas tropicais como as espécies do gênero Cynodon como os “tiftons”, “coast cross” e até algumas braquiárias. Outra alternativa para melhorar a qualidade das silagens de gramíneas tem sido o uso de aditivos, que além de promover aumento no teor de matéria seca também são utilizados com os objetivos de melhorar a qualidade de fermentação no silo, reduzir perdas de nutrientes e aumentar a ingestão e o desempenho animal (Wilkinson, 1998). A polpa cítrica, subproduto da indústria do suco de laranja, por apresentar alto teor de matéria seca, alta capacidade de absorver água, boa palatabilidade, fácil manipulação, disponibilidade e principalmente elevado teor de carboidratos solúveis, reúne as características ideias para ser utilizada como aditivo em silagens de gramíneas. Evangelista et al. (1996) registraram aumento linear nos teores de MS à medida em que se aumentou os níveis de inclusão de polpa cítrica seca na silagem de capim-Elefante, demonstrando a alta capacidade de absorção de água desse material. Ávila (2002) avaliou o efeito da polpa cítrica, farelo de trigo e fubá de milho em quatro doses (3, 6, 9 e 12%) como aditivos na silagem de capim-Tanzânia. Todos os aditivos promoveram redução nos teores de FDN, FDA e hemicelulose das silagens, porém o fubá de milho foi o mais eficiente neste sentido. O farelo de trigo foi o único a aumentar o teor proteico e foi o aditivo que mais elevou o teor de matéria seca. A polpa cítrica contribui mais para elevar o teor de carboidratos solúveis e para redução do poder tampão. O uso de aditivos melhorou o perfil de fermentação do capim-Tanzânia, sendo que no geral, o fubá de milho foi o aditivo mais eficiente. Conforme relatos de Corrêa e Pott (2001) na Embrapa Pecuária Sudeste alguns estudos têm sido feitos com silagem de capim, integrando pastejo e conservação de forragem, utilizando o capim-Tanzânia e o capim-Coast Cross (Cynodon dactylon cv. Coast Cross). A silagem é feita com a sobra de forragem nas águas, aproveitando parte dos piquetes para esse fim. A forragem é colocada diretamente, sem emurchecimento, em silo de superfície, sem aditivo ou com 6 a 8% de polpa cítrica peletizada ou 5% de milho moído. No caso do capim-Tanzânia, a colheita é efetuada com 55 dias de crescimento das plantas e do capim-Coast Cross, com 30,
35 e 45 dias. Segundo os pesquisadores, o capim-Tanzânia e o capim-Coast Cross, apresentam boa qualidade de forragem, quando ensilados com teor de matéria seca mais elevado, próximo ou superior a 20% e, com isso, mesmo sem adição de aditivos, podem apresentar fermentação razoável (tabela). O capim-Tanzânia foi escolhido com 55 dias de idade, com o objetivo de aumentar o teor de matéria seca, o que aparentemente não compensou a queda da qualidade da silagem e o pequeno incremento no teor de matéria seca. Teor de matéria seca de 25% é facilmente alcançado com o capim-Coast Cross, que apresenta boa qualidade de forragem e teor de matéria seca mais elevado do que o capim-Tanzânia. A silagem de capim-Coast Cross apresentou melhor qualidade do que a de capim-Tanzânia, mesmo sem adição de polpa cítrica, provavelmente melhor fermentação. O capim-Coast Cross, mesmo cortado com 30 dias e adição de apenas 4% de milho moído, apresentou fermentação adequada e elevado teor de proteína bruta na silagem. Segundo Monteiro (1999), se forem comparadas as silagens pré-secadas com a de milho, verifica-se que a silagem de milho possui de 6 a 8% de PB enquanto a silagem pré-secada de azevém apresenta de 13 a 14% de PB e a de aveia de 10 a 12% de PB, além de apresentarem maior teor de matéria seca. Porém, a produção por área é maior para o milho, que atinge de 12000 a 15000kg MS/há contra 5000 a 6000 kg MS/há obtido pelo azevém ou aveia. Andrade et al. (1997) citados por Pedreira e Mello (2000) conservaram o capim-Coast Cross nas forma de feno, silagem e pré-secado e concluíram, para as condições do experimento, que o pré-secado é o melhor método de conservação para esta gramínea, que deve ser cortada no intervalo de 28 a 35 dias de rebrota. Tabela - Características das silagens de capim-Tanzânia e capim-Coast Cross com e sem aditivo, produzidas na Embrapa Pecuária Sudeste.
Fonte: Forragem para ovinos Antônio Ricardo Evangelista Rosana Cristina Pereira Joadil Gonçalves de Abreu Juan Ramón Olalquiaga Pèrez
Agenda
44ª EXPOAGRO em Itapetininga Itapetininga recebe a ovinocultura entre os dias 17 e 21 de abril.
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A Exposição de Ovinos acontecerá durante a 44ª EXPOAGRO, no Recinto de Exposições
“Acácio Moraes Terra”. O evento fará parte do Ranking Cabanha do Ano da ASPACO e terá
como jurado para todas as raças o Engenheiro Agrônomo e Inspetor Técnico Giancarlo Antoni.
De 17 a 21 de abril 44ª EXPOAGRO Itapetininga/SP Ranking Cabanha do Ano 2013
De 6 a 11 de agosto 7ª EXPO NOBRE Bauru/SP Ranking Cabanha do Ano 2013
De 2 a 12 de maio 36ª FACILPA Lençóis Paulista/SP Oficializado ASPACO
Setembro XII Campeonato Cordeiro Paulista Araçatuba/SP Oficializado ASPACO
De21 a 26 de maio 5ª EXPOAGRO Atibaia/SP Ranking Cabanha do Ano 2013
De 16 a 22 de setembro 7ª FECORB Bragança Paulista/SP Ranking Cabanha do Ano 2013
De 06 a 16 de junho XXXXVII FAPI Ourinhos/SP Ranking Cabanha do Ano 2013
Setembro CABRA & OVELHA SHOW São Paulo/SP Oficializado ASPACO
17 a 21 Junho FEICORTE São Paulo/SP Ranking Cabanha do Ano 2013
Outubro 52ª EXPO RIO PRETO São José do Rio Preto/SP Ranking Cabanha do Ano 2013
De 10 a 14 de julho XVI EXPOVINOS Araçatuba/SP Ranking Cabanha do Ano 2013
De 14 a 20 de outubro 26ª EXPOVELHA Lençóis Paulista/SP Final Ranking Cabanha do Ano 2013
Feiras
Calendário de eventos começa com EMAPA Apesar da tradição na criação de ovinos na região de Avaré/SP, há algum tempo não víamos uma amostra significativa desta espécie na EMAPA – Exposição Municipal Agropecuária de Avaré, um dos maiores e mais importantes eventos do país. Este ano os ovinos retornaram à EMAPA graças aos esforços e colaboração do Núcleo de Criadores de Nelore de Avaré, administrador do Recinto de Exposições “Dr. Fernando Cruz Pimentel”, nas pessoas de Amauri Gouveia e João Amaury Sobrinho. A 48ª edição da EMAPA, que ocorreu de 01 a 09 de março passado apresentou 280 ovinos de criatórios paulistas. O julgamento de classificação dos animais, que contou com a organização da ASPACO teve, como jurado, o Zootecnista Gustavo Martins Ferreira, Inspetor Técnico da ARCO. Acompanhe os resultados: Dorper Fêmeas Grande Campeã: Buria Te 1950 Criador: Eduardo J.V. Teixeira / Luiz A.V. Teixeira Expositor: Giselle Pardelli Reservada Grande Campeã: Dorper Colorado Fiv 62 Criador e Expositor: Marcelo Ribeiro Mendonça e0 Outros Macho Grande Campeão: Agropastoril Marinah 152 Criador: Hermenegildo Gigo Neto
Expositor: Paulo Augusto Franzine Reservado Grande Campeão: Malu Dorper Te 085 Criador e Expositor: Paulo Augusto Franzine Melhor Criador e Melhor Expositor: Paulo Augusto Franzine White Dorper Fêmeas Grande Campeã: Interlagos Dafina 850 Criador: Jamer e Jaqueline Marques Expositor: Paulo Sérgio Corrêa Vianna Reservada Grande Campeã: Dorper Colorado W 58 Criador e Expositor: Marcelo Ribeiro Mendonça e Outros Machos Grande Campeão: Malu Dorper Te 270 Criador e Expositor: Paulo Augusto Franzine Reservado Grande Campeão: Agropastoril Marinah 172 Criador: Hermenegildo Gigo Neto Expositor: Paulo Augusto Franzine Melhor Criador e Melhor Expositor: Paulo Augusto Franzine Suffolk Fêmeas Grande Campeã: Leone 45 Criador e Expositor: Bruno Garcia Moreira Reservada Grande Campeã: 3 Estrelas 135
Criador e Expositor: Bruno Garcia Moreira Machos Grande Campeão: G.M.F. Canhao Te 244 Criador: Gustavo Martins Ferreira Expositor: Bruno Garcia Moreira Reservado Grande Campeão: Leone Ia 63 Criador: Ronald Luiz Monteiro Expositor: Bruno Garcia Moreira Melhor Criador e Melhor Expositor: Bruno Garcia Moreira Santa Inês Fêmeas Grande Campeã: S.I. Colorado Fiv 336 Criador e Expositor: Marcelo Ribeiro Mendonça e Outros Reservada Grande Campeã: H.D. Atibaia Fiv 547
Criador e Expositor: Luiz Roberto Dias Da Silva Machos Grande Campeão: S.I. Colorado Zik Fiv 259 Criador e Expositor: Marcelo Ribeiro Mendonça e Outros Reservado Grande Campeão: Mumbuca Carcara 4133 Criador e Expositor: Rebanho Mumbuca Melhor Criador e Melhor Expositor: Marcelo Ribeiro Mendonça e Outros Além do julgamento dos animais, o primeiro leilão do Circuito Paulista encerra com bons resultados comerciais o evento. Foram oferecidas fêmeas comerciais e reprodutores Santa Inês, Suffolk, Dorper e White Dorper. A ASPACO e AAPA foram servidas pela LEILO NORTE no remate.
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Galeria
Melhores animais do Ano 2012 DORPER
DORPER
DORPER
Melhor Reprodutor: DORPER CAMPO VERDE 038 (Propriedade de Mario A. de Castro)
Melhor Macho: CALIL 01 (Propriedade de Eduardo Ferreira Lobo)
Melhor Fêmea: INTERLAGOS SADIE TE 811 (Propriedade de Jamer e Jaqueline Marques)
WHITE DORPER
WHITE DORPER
WHITE DORPER
Melhor reprodutor: DORPER CAMPO VERDE 015 (Propriedade Giselle Pardelli)
Melhor Matriz: V.P.J. WDORPER TE WD 552 (Propriedade Paulo Augusto Franzine)
Melhor Macho: DORPER CAMPO VERDE TE 1721 (Propriedade Mario A. de Castro)
WHITE DORPER
ILE DE FRANCE
ILE DE FRANCE
Melhor Fêmea: DORPER CAMPO VERDE 995 (Propriedade Mario A. de Castro)
Melhor Matriz: LAGOAS DO HORIZONTE 2278 (Propriedade de Osvaldo Chaves de Lima)
Melhor Macho: LAGOAS DO HORIZONTE 2961 (Propriedade de Osvaldo Chaves de Lima)
SANTA INÊS
SANTA INÊS
SANTA INÊS
Melhor Reprodutor: MUMBUCA FORTE 1669 (Propriedade de 50% Rebanho Sim Pec. Ltda e 50% Rebanho Mumbuca Pec. Ltda)
Melhor Macho: S.I. COLORADO ROCHEDO IA 201 (Propriedade de Marcelo Ribeiro de Mendonça)
Melhor Fêmea: H.D. ATIBAIA FIV 547 (Propriedade de Luiz Roberto D. da Silva)
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Galeria
SUFFOLK
SUFFOLK
SUFFOLK
Melhor Reprodutor: GOLDSTREAM 128/07 (Propriedade de Ronald Luiz Monteiro)
Melhor Matriz: LEONE 04 (Propriedade de Bruno Garcia Moreira)
Melhor Macho: G.M.F. IA 296 (Propriedade de Gustavo Martins Ferreira)
SUFFOLK
TEXEL
Animais premiados que não tivemos acesso a fotos: DORPER Melhor Matriz: RHO DORPER TE 3i 154 (Propriedade de RHO Agropecuaria Ltda)
Melhor Fêmea: LEONE 45 (Propriedade de Bruno Garcia Moreira)
MELHOR MACHO: LAGOAS DO HORIZONTE 2160 (Propriedade de Osvaldo Chaves Lima)
ILE DE FRANCE Melhor Reprodutor: LAGOAS DO HORIZONTE 2685 (Propriedade de Osvaldo Chaves de Lima) Melhor Fêmea: LAGOAS DO HORIZONTE 3043 (Propriedade de Osvaldo Chaves de Lima) SANTA INES Melhor Matriz: F.B.O. 848 (Propriedade Eli Alves da Silva) TEXEL MELHOR REPRODUTOR: LAGOAS DO HORIZONTE 1307 MELHOR MATRIZ: LAGOAS DO HORIZONTE 768 MELHOR FEMEA: LAGOAS DO HORIZONTE 1635
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FECHAMENTO AUTPRIZADO PODE SER ABERTO PELA ECT
Rua Marcelo Giorgi, 69 CEP. 18.650-000 - São Manuel - SP
RECEITA
Hamburguer de cordeiro
Ingredientes: Paleta de cordeiro 1 colher (chá) de pimenta 1 colher (chá) de sal 1 colher (chá) de coentro em pó 1/2 de 1 colher (chá) de cominho 1 colher (chá) de páprica 1 colher (chá) de ras el hanout (tempero marroquino com especiarias) ou garam masala Azeite de oliva Modo de Preparo: Em um pilão, coloque todos os temperos e misture bastante. Pegue um punhado da carne e amasse fazendo o tamanho equivalente a uma bola de tênis e polvilhe com os temperos. Passe um fio de azeite sobre a carne para garantir a presença do sabor dos temperos e leve à grelha. Aproveite para esquentar também o pão de hambúrguer.
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Jan - Fev - Mar 2013