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Número 113
Ano 20
Janeiro/Fevereiro/Março, 2012
IX Feinco
Feira Internacional de Caprinos e Ovinos
De 12 a 16 de março de 2012 Centro de Exposições Imigrantes/SP Entrada gratuita
Prezados Leitores, Começamos o ano trabalhando para fazer uma FEINCO cada vez mais profissional buscando a participação dos melhores animais das principais raças criadas no Brasil, permitindo ao público apreciar a comparação entre eles e objetivando a prospecção de excelentes negócios. Principal palco da ovinocaprinocultura latino-americana, a Feinco é esperada por todos os elos do setor, pois é a base do que acontecerá com nossa atividade no corrente ano. Por isso se torna um evento de participação obrigatória para o mundo envolvido com essas espécies. Aguardamos sua participação! Arnaldo dos Santos Vieira Filho Presidente
ASPACO – Associação Paulista de Criadores de Ovinos é uma entidade promocional fundada na década de 60. Está sediada em São Manuel desde a sua reativação em 1984. De um modo geral, a ASPACO atua com o objetivo de promover e fomentar a ovinocultura no Estado de São Paulo, prestando serviços de: • Orientação na criação de ovinos e na comercialização dos produtos • Serviço de registro genealógico • Promoção de cursos; palestras e dias de campo • Promoção e apoio em feiras, exposições e eventos • Apoio e execução de programas e planos de interesse ao ovinocultor • Realização e apoio em leilões e em outros meios de comercialização de ovinos e seus produtos
Em 18 de janeiro de 2012 nossa entidade maior, a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos – ARCO completou 70 anos de existência. Não podemos deixar de lembrar e agradecer o trabalho de todos que por lá passaram e construíram uma entidade séria e representativa da ovinocultura nacional. A todos os funcionários e ex-funcionários, diretores e ex-diretores, recebam os parabéns e agradecimentos da ASPACO. A ASPACO planeja para este ano atuar mais intensivamente na realização de leilões de ovinos comerciais, principalmente para produção de carne, nos principais eventos que participamos. Sentindo o aumento da demanda por esses animais e com o intuito de estar sempre ao lado criador procurando auxiliá-lo de todas as formas, nesses eventos trazemos facilidades àqueles que querem comprar e/ou vender animais, tudo isso com vistoria prévia dos nossos técnicos. Através de uma parceria entre a FAESP/SENAR-SP e a ASPACO, em 2005 um grupo de técnicos da associação dirigidos por Teodoro Miranda do SENAR/SP elaborou o Programa de Capacitação na Ovinocultura, oferecido de forma gratuita a todos os produtores através dos sindicatos rurais de nosso estado, que é composto por 09 módulos aplicados ao longo do ano, num total de 176 horas. Visando aprimorar a produção de ovinos, a ASPACO está elaborando novamente em parceria com o SENAR, um curso rápido e eficiente para melhorar a sua mão de obra de forma prática, pois percebeu a lacuna existente neste quesito e sabendo que atualmente o tempo de todos é muito valioso e escasso.Voltado especificamente para os trabalhadores na Ovinocultura, seus freqüentadores aprenderão na prática, em um só dia, as mais diversas etapas de manejo de um rebanho ovino. Lamentamos a inestimável perda de nosso associado e criador companheiro de muitos anos. Fernando Minomo deixou esta morada e partiu deixando saudades dos tempos em que participava dos eventos levando seus animais da raça Ile de France. Lutou por vários anos contra uma séria doença e agora descansa ao lado do PAI. Valeu Minomo! Desejo a todos um excelente ano e coloco nossa associação à sua disposição. Participe, venha e associe-se à ASPACO. A ovinocultura responsável espera por você. Até a FEINCO!
“O Ovelheiro” Órgão informativo da ASPACO (Associação Paulista de Criadores de Ovinos)
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Rua Marcelo Giorgi, 69 Jd. Progresso São Manuel - SP Cep: 18.650-000 Fone: (14) 3841-6841 Jan - Fev - Mar 2012 e-mail: oovelheiro@aspaco.org.br
Organização, Redação e Revisão: Márcio A. G. de Oliveira Jornalista Responsável e Editora: Tânia Cecília Tavares Casquel MTB 23291/SP Diagramação e arte: Gustavo Simões
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Ovinotícias
A Nacional de 2011 das raças Dorper e White Dorper Ocorreu, no período de 26 de novembro a 04 de dezembro passado durante a 24ª FENAGRO – Feira Nacional da Agropecuária em Salvador/BA, a Exposição Nacional das Raças Dorper e White Dorper, edição 2011. Cerca de 530 animais da raça Dorper e 170 da raça White Dorper totalizaram 700 exemplares em pista, que foram avaliados e classificados pelos jurados brasileiros Giancarlo Antoni (SP) e Wilson Braga Jr. (BA), além de Dan Bosman, jurado sul africano pertencente à Associação Sul Africana de Criadores de Ovinos Dorper. Organizado pela ABC DORPER – Associação Brasileira de Criadores de Ovinos Dorper e ACCOBA – Associação de Criadores de Caprinos e Ovinos da Bahia, o julgamento obedeceu o modelo adotado pelos africanos, ou seja, os dois primeiros dias de avaliação foram destinados a uma pré-classificação, onde apenas os 12 melhores animais por categoria
“INTERLAGOS TE RAVI 324”, Grande Campeão Nacional/2011
voltaram para serem comparados e classificados. Destacou-se como Melhor Criador e Melhor Expositor, em ambas as raças, Mário A.
de Castro, Fazenda Campo Verde – Jarinú/SP, seguido da Cabanha Interlagos de Jamer e Jaqueline Marques (Valinhos/SP). Todos
os resultados deste evento se encontram no site da ABCDORPER (www.abcdorper.org.br) e da ASPACO (www.aspaco.org.br).
Novos regulamentos em vigor Maior dinâmica nos trabalhos de julgamento, melhores oportunidades para pequenos e novos cabanheiros e maior valorização dos produtos apresentados em pista foram as causas que levaram a ASPACO e determinadas associações de raça a acionar seus conselhos técnicos para alterar, excluir e acrescentar novos artigos em seus regulamentos oficiais de exposição. O regu-
lamento utilizado pela ASPACO para o ranking paulista sofreu alterações no índice que multiplica os pontos obtidos por criadores e expositores em função do tamanho do evento, ou seja, número de expositores. Ficou definido, também, que a ASPACO usará o Regulamento de Exposições da ARCO para todos os seus eventos e para todas as raças, excetuando-se a Santa Inês, Dor-
per e White Dorper que utilizarão regulamentos próprios este ano. Com pequenas mudanças, a ABC DORPER apresenta como principal alteração questões ligadas aos trabalhos de julgamento, como a possibilidade de se realizar o julgamentocom 5 jurados, excluindo-se as duas piores classificações. Por outro lado, o regulamento de exposições e do ranking da raça Santa Inês foi am-
plamente modificado pelo Conselho Técnico da ABSI e apresentado à diretoria e associados em Assembléia Geral ocorrida em 30 de novembro passado, durante a FENAGRO/2011, em Salvador/BA. Sugerimos para aqueles que participarão dos eventos oficializados em 2012 que leiam atentamente os novos regulamentos disponíveis no site das associações.
Curso de gestão na caprino-ovinocultura O Instituto Qualittas de Pós-Graduação, em conjunto com a Qualyagro Consultoria e Treinamento em Agronegócios, promove o Curso de Especialização em Gestão da Produção de Caprinos e Ovinos de Corte com apoio da Associação Paulista de Criadores de Ovinos. O curso tem como objetivo principal qualificar e capacitar produtores rurais e pro-
fissionais que atuam no agronegócio da Caprino-Ovinocultura transmitindo-lhes métodos e mecanismos da gestão empresarial agropecuária e as modernas tecnologias presentes nas produções caprinas e ovinas. A duração é de 24 meses, com carga horária de 420 horas. Será adotada a metodologia presencial, com aulas expositivas e intensos deba-
tes entre professores e alunos. Haverá apresentação de estudos de caso e contará com todo o suporte técnico-pedagógico da QUALITTAS e QUALYAGRO Consultoria e Treinamento, biblioteca virtual, console multimídia em sala de aula, entre outros. O corpo docente é formado por professores de reconhecida expressão na área, representando o que há
de mais qualificado para os módulos. O curso será oferecido em Campinas/SP, Petrolina/PE, Teresina/PI, Sobral/CE e Recife/PE. As inscrições poderão ser feitas através do fone 0800 725-6300 (www.qualittas.com.br). Associados da ASPACO, bem como seus filhos e agregados, terão descontos especiais. Maiores informações constam no site da ASPACO.
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Agenda
ASPACO divulga calendário de eventos 2012 A ASPACO – Associação Paulista de Criadores de Ovinos divulga a lista dos eventos onde sua equipe estará atuando em 2012, exDe 12 a 16 de março de 2012 FEINCO Evento Ranqueado pela ASPACO Centro Imigrantes - Agrocentro São Paulo/SP De 20 a 29 de abril de 2012 EXPOAGRO (Itapetininga) Evento Ranqueado pela ASPACO Itapetininga/SP De 27 de abril a 06 de maio de 2012 FACILPA Evento Ranqueado pela ASPACO Lençóis Paulista/SP Maio de 2012 EXPOAGRO (Franca) Evento Oficializado pela ASPACO Franca/SP De 23 a 27 de maio de 2012 ATIBAIA Evento Ranqueado pela ASPACO Atibaia/SP De 31 de maio a 10 de junho de 2012 FAPI Evento Ranqueado pela ASPACO Ourinhos/SP De 06 a 15 de julho de 2012 EXPOVINOS Evento Ranqueado pela ASPACO Araçatuba/SP De 11 a 15 de junho de 2012 FEICORTE Evento Ranqueado pela ASPACO Centro Imigrantes - Agrocentro São Paulo/SP
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posições oficializadas e ranqueadas. Vale lembrar que este calendário poderá sofrer alterações. De 07 a 12 de agosto de 2012 GRAND EXPO BAURU Evento Ranqueado pela ASPACO Bauru/SP Setembro de 2012 CAMPEONATO CORDEIRO PAULISTA - CCP Evento Oficializado pela ASPACO Setembro à novembro Araçatuba/SP De 24 a 30 de setembro de 2012 BRAGANÇA PAULISTA Evento Ranqueado pela ASPACO Bragança Paulista/SP Outubro de 2012 BORREGA DE OURO SIM Evento Oficializado pela ASPACO Cidade/SP De 04 a 14 de outubro de 2012 EXPO RIO PRETO Evento Oficializado pela ASPACO Rio Preto/SP De 15 a 21 de outubro de 2012 EXPOVELHA Evento Ranqueado pela ASPACO Lençóis Paulista/SP
Informamos que o Regulamento de Exposições de Ovinos Oficializadas pela Aspaco e Ranking Cabanha do Ano Aspaco foi atualizado para o ano de 2012, verifique no site www.aspaco.org.br/regulamentos as principais mudanças.
Comunicado
Arco comunica Em virtude do envio de documentos fora dos prazos regulamentares ao Serviço de Registro Genealógico de Ovinos, a ARCO – Associação Brasileira de Criadores de Ovinos informa que, a partir de 01/03/2012, tomará medidas que visem coibir tais ocorrências, já que os atrasos prejudicam o sistema de cobrança, a emissão de certificados e o controle genealógico de modo geral. Dessa forma, serão atribuídas multas, cujos valores serão proporcionais aos dias de atraso do envio regulamentar, conforme segue abaixo. Notificação de Cobertura (Monta Natural) – O prazo regulamentar de envio para a ARCO é de no máximo até 120 dias após o início do período de cobertura. – A notificação de cobertura enviada no prazo regulamentar NÃO PAGA EMOLUMENTOS. – Com atraso, além de 120 dias após o inicio do periodo de cobertura até no máximo 270 dias após o inicio do periodo de cobertura a aceitação é automática, gerando, no entanto, multa de R$ 5,00 por ventre. – Com atraso, além de 270 dias após o inicio do periodo de cobertura até no máximo 450 dias após o inicio do periodo de cobertura a aceitação requer autorização do Superintendente do SRG, gerando multa de R$ 10,00 por ventre. – Com atraso, além de 450 dias após o inicio do periodo de cobertura até no máximo 635 dias após o inicio do periodo de cobertura a aceitação requer autorização do Superintendente do SRG, gerando multa de R$ 15,00 por ventre.
Relatorios de IA - TE - FIV – O prazo regulamentar de envio para a ARCO é de no máximo até 30 dias após o procedimento de IA - TE - FIV. – O relatorio de IA - TE - FIV enviado no prazo regulamentar NÃO PAGA EMOLUMENTOS. – Com atraso, além de 30 dias após o procedimento até no máximo 180 dias após o procedimento a aceitação é automática, gerando, no entanto, multa de R$ 5,00 por ventre. – Com atraso, além de 180 dias após o procedimento até no máximo 360 dias após o procedimento a aceitação requer autorização do Superintendente do SRG, gerando multa de R$ 10,00 por ventre. – Com atraso, além de 360 dias após o procedimento até no máx-
imo 545 dias após o procedimento a aceitação requer autorização do Superintendente do SRG, gerando multa de R$ 15,00 por ventre.
Notificação de Nascimento – O prazo regulamentar de envio para a ARCO é de no máximo até 210 dias após a data de nascimento do primeiro produto. – A notificação de nascimento enviada dentro do prazo regulamentar gera a cobrança do emolumento de R$ 3,00 por inscrição de cada produto. – A notificação de nascimento enviada com atraso gera multa proporcional ao atraso, somada ao emolumento de R$ 3,00 de inscrição de cada produto. – Com atraso, além de 210 dias a partir da data do nascimento do primeiro produto até no máximo 360 dias a aceitação é automática, gerando, no entanto, multa de R$ 3,00 por produto notificado. – Com atraso, além de 360 dias a partir da data do nascimento do primeiro produto até no máximo 540 dias a aceitação requer autorizaçãodo Superintendente do SRG, gerando multa de R$ 6,00 por produto da notificado. – Com atraso, além de 540 dias a partir da data do nascimento do primeiro produto até no máximo 725 dias a aceitação requer autorização do Superintendente do SRG, gerando multa de R$ 9,00 por produto notificado.
Confirmações PO e PC – Acima de 36 meses de idade do animal, se solicitada e sendo autorizada pela Superintendência, será cobrado em dobro o valor do emolumento correspondente.
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Técnica
Vitaminas na alimentação dos ovinos Fonte: Criação de Ovinos Geraldo Velloso Nunes Vieira É por demais conhecida a importância das vitaminas no perfeito estado de saúde dos animais. Embora pela maneira de vida com que, geralmente, os animais se alimentam seja difícil haver carência de vitaminas, é interessante conhecer o papel que essas substâncias desempenham na fisiologia dos ovinos. Vitamina A Ela é sintetizada pelo animal a partir do beta caroteno presente nas forragens. O caroteno é um pigmento abundante nas partes verdes das plantas e no milho amarelo e cenouras. É essencial para a formação e função das células epiteliais, visão, resistência a doenças, crescimento, fertilidade, formação óssea e aproveitamento dos alimentos para a produção (carne, lã, leite, etc). A ausência da Vitamina A ocasiona paralisação parcial ou total do desenvolvimento. Os cordeiros são muito susceptíveis à deficiência de Vitamina A, pois nascem com pouca reserva desta vitamina e dependem do aporte no colostro e leite da mãe, já que não podem aproveitar o beta caroteno. Se a ovelha não recebe uma alimentação adequada, que contenha o mínimo desta vitamina, o cordeiro ficará carente, apresentando grande susceptibilidade a doenças, principalmente no trato respiratório e digestivo. A deficiência de Vitamina A em ovinos é caracterizada por cegueira noturna, perda de apetite e fraqueza geral; as fêmeas podem abortar ou os cordeiros podem nascer e morrer logo após o parto; mais facilmente ocorrem infecções respiratórias. Importante é o seu papel na reprodução. Nos reprodutores, a deficiência desta vitamina diminui a atividade sexual, com diminuição do número e motilidade dos espermatozóides. Em matrizes, ocorrem distúr-
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bios reprodutivos, como alteração no cio, ovulação e gestação (aborto e retenção de placenta). Os animais adultos têm a faculdade de acumular grandes reservas dessa vitamina no fígado, que lhes é fornecida então, nos momentos em que ela não se encontra na forragem consumida. Foi verificado, no entanto, que à medida em que se aumenta o nível de caroteno na dieta dos ruminantes, a conversão em Vitamina A diminui. A exigência mínima de Vitamina A para um crescimento normal pode ser menor do que as requeridas para se obter altas taxas de ganho, resistência a várias doenças e desenvolvimento normal dos ossos e do sistema nervoso. Existem vários fatores que podem aumentar a exigência de Vitamina A, seja por uma diminuição na disponibilidade desta vitamina na dieta ou um aumento necessário para se obter um ótimo desempenho ou por motivos de stress, doenças, etc. As melhores fontes de Vitamina A são as forragens verdes. Beta Caroteno – Os carotenos ocorrem na natureza, principalmente nas forragens verdes e em menor quantidade nas forragens secas e silagens, como também em alguns grãos, como o milho. Vários carotenos são precursores de Vitamina A, isto é, têm atividade pró-Vitamina A. Eles são convertidos em Vitamina A, primeiramente, na parede intestinal dos animais. O all-trans-beta caroteno é a forma biologicamente mais ativa. Na reprodução de vacas, comprovam-se os efeitos negativos na ingestão de baixos níveis de beta caroteno, como cio silencioso ou fraco, atraso na ovulação, alta incidência de cistos ovarianos, baixa taxa de concepção e abortos precoces. A ingestão diária de caro-
Polioencefalomalácia em ovinos
teno depende do tipo e quantidade de forragem usada. Forragens verdes e frescas usualmente fornecem uma boa quantidade de beta caroteno. A silagem e o feno não são boas fontes, pois boa parte destes é perdida na conservação e estocagem. Vitamina K Também chamada anti-hemorrágica, pela sua função de garantir a saúde dos vasos capilares. É tão abundante em todas as forragens que é difícil que se verifique a falta dessa vitamina nos animais domésticos. Além disso, os ruminantes, como o ovino, a sintetizam no rúmen. Vitamina D Também chamada de anti-raquítica, a Vitamina D é uma das vitaminas mais importantes na nutrição animal. Tem por função estimular a absorção de cálcio (Ca) e fósforo (P) na mucosa intestinal, seu transporte sanguíneo e a mobilização e fixação destes elementos nos ossos. Ela também regula a excreção do Ca e P pela urina. A deficiência da Vitamina D provoca o raquitismo nos animais jovens e osteomalácia nos adultos. Isto pode resultar numa diminuição de taxa de crescimento e no consumo de
alimentos, como também um desempenho ósseo anormal e laminite nos animais. Através de sua influência, no metabolismo, de Ca e P, a Vitamina D afeta indiretamente a fertilidade. Ela não pode substituir nem o cálcio nem o fósforo, porém estes minerais não serão efetivamente usados em ausência da vitamina D. A maioria das forragens contém pouca ou nenhuma vitamina D, porém, estão presentes nelas certas substâncias (fitoesteróis) que ao serem expostas aos raios solares se convertem nesta vitamina, pela ação dos raios ultravioleta. Esta conversão pode ter lugar na própria pele dos animais expostos diretamente à luz do sol, pela ação dos mesmos raios sobre os zooesteróis, que se encontram sob a epiderme. Por isso, animais estabulados e confinados, devem receber uma fonte suplementar desta vitamina. Há algum tempo, pensava-se que a Vitamina D, obtida através da dieta e da ação de luz solar sobre a pele, atuava diretamente (sem transformações) nos ossos e intestinos, permitindo uma calcificação óssea normal. Recentemente, pesquisadores, usando Vitamina D3 marcada, demonstraram que, primeiramente, esta vitamina era convertida em outros metabólitos.
Opistótomo por polioencefalomalácia em bovino
A Vitamina D3 (Colecalciferol) e a Vitamina D2 (Ergocalciferol) são fontes de vitaminas para os animais. A maior fonte de Vitamina D para os ruminantes é a pró-Vitamina D (7-dehidrocolesterol), presente na pele dos animais. A ação da luz solar (raios ultra-violeta), nesta pró-vitamina na pele, produz a Vitamina D3. A Vitamina D2 é derivada do ergosterol das plantas. Está provado que a exposição de plantas verdes cortadas (caso do feno) aos raios solares faz com que seu conteúdo de substâncias pró-vitamina D se transforme na própria vitamina. Vitamina E Em alguns animais a reprodução normal é impossível sem a vitamina E, mas há muito poucos trabalhos confirmando esta situação em relação aos ovinos. A doença muscular branca em cordeiros é resultante de uma deficiência de vitamina E. Dificilmente haverá carência desta vitamina na alimentação dos animais, dada a sua presença na maioria das forragens. Vitamina C É conhecida como ácido ascórbico ou vitamina antiescorbútica, por ter sido provado que a sua ausência no organismo humano ocasiona o escorbuto. Esta vitamina é sintetizada no corpo da maioria dos animais, incluindo os ovinos. Portanto, com exceção dos cordeiros recém-nascidos, a sua inclusão na alimentação não é necessária.
Vitamina B Não existe propriamente uma única vitamina B, mas sim um complexo vitamínico B abrangendo as seguintes vitaminas: Tiamina ou Vitamina B1, Riboflavina ou Vitamina B2, Vitamina B6, Vitamina B12, Biotina, Niacina, Ácido Fólico e Ácido Pantotênico. Os ovinos, como ruminantes que são, possuem a capacidade de sintetizar todas estas vitaminas no rúmen. Entretanto, sob certas condições de criação, como suprimento inadequado de proteína e energia ou diminuição da função ruminal, podem reduzir a síntese das vitaminas do Complexo B. Em animais doentes e/ou com anorexia, a capacidade e a fermentação ruminal diminuem em torno de 10 a 15%, como também ocorre uma queda acentuada nos microorganismos do rúmen, havendo um desequilíbrio na microflora, que é alterada drasticamente. Todas estas mudanças podem reduzir as quantidades de energia e proteína e da vitaminas do Complexo B que seriam sintetizadas no rúmen. Sob estas condições, deve-se fazer uma suplementação das vitaminas do Complexo B para compensar a diminuição da síntese destas vitaminas no rúmen. O complexo B estimula o apetite, protege contra distúrbios nervosos e gastrintestinais e é essencial para a reprodução e lactação. Além da síntese bacteriana no rúmen, o complexo B é fornecido de modo geral, em grandes quantidades, pela maioria dos alimentos. Recentemente,
Tiamina ou Vitamina B1 – A síntese de Tiamina no rúmen sofre grandes variações, dependendo da alimentação. As concentrações de Tiamina no rúmen são baixas, indicando uma rápida destruição desta vitamina. A deficiência de Vitamina B1 nos ruminantes resulta em poliencefalomalácia, que consiste numa alteração severa do sistema nervoso, caracterizada por cegueira, incoordenação, tremores musculares, opistótomo (cabeça para traz), perda de apetite, parada do rúmen e paralisia. Em casos avançados desta doença, pode ocorrer convulsão, coma e morte. Nos casos iniciais, pode-se obter a cura, administrando a Vitamina B1 por via endovenosa, em doses de 1 mg/0,5 kg de peso vivo. A poliencefalomalácia pode ser causada pela tiaminase ou outras enzimas antagonistas da Vitamina B1 presentes no rúmen que podem ocorrer no feno mofado, palhadas e certas plantas. Niacina – A Niacina é uma das vitaminas do Complexo B. Tradicionalmente, a síntese de Niacina no rúmen sempre foi considerada adequada, para atender às exigências dos ruminantes para o crescimento, gestação e lactação. Entretanto, esta idéia esta sendo superada, em vista das recentes mudanças nos sistemas de alimentação, demanda atual de produção e melhoramento genético, que têm aumentado muitas das exigências nutricionais. A Niacina é um nutriente essencial e precursor direto das
coenzimas NAD e NADP. Estas coenzimas estão envolvidas em reações de transferência de energia no organismo e são essenciais para a produção metabólica e utilização de energia. Neste contexto, elas são essenciais para a síntese e degradação dos ácidos graxos, carboidratos e aminoácidos. Uma diminuição na disponibilidade de Niacina e, consequentemente, destas coenzimas, irá reduzir a disponibilidade energética e vai diminuir o desempenho do animal. Vitamina B12 – Os ruminantes, através da microflora do rúmen, são capazes de sintetizar a Vitamina B12. Geralmente, admite-se que a síntese microbiana de Vitamina B12 seja suficiente para atender as necessidades dos animais, desde que quantidades adequadas de cobalto sejam fornecidas pela dieta. Quando, em 1948, a Vitamina B12 cristalina foi isolada, descobriu-se que no centro da sua estrutura molecular estava presente um átomo de cobalto e que este era necessário para a atividade desta vitamina. Smith e Marston registraram que a conversão de cobalto à Vitamina B12 variava de 3 a 13%. As quantidades de cobalto podem variar conforme o tipo de solo, forragens e grãos. Existem evidências de que quantidades e tipos de forragens afetam a síntese de Vitamina B12, mesmo quando níveis adequados de cobalto são supridos. Em animais com restrição de volumoso ou com dietas ricas em concentrado, ocorre um aumento do nível do fluido ruminal, com elevação dos níveis séricos e redução dos níveis de Vitamina B12 no leite e fígado, aumentando a excreção desta vitamina, quando comparados a animais recebendo forragem à vontade.
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Técnica
foram feitos estudos sob certas condições de produção, onde se exige alta performance dos animais. Verificou-se que a suplementação de algumas vitaminas do Complexo B ajuda o desempenho dos animais.
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ARCO Assinatura do Convênio entre Secretaria de Agricultura e a Arco (1942)
ARCO completa 70 anos de fundação Todo esse tempo tem sido marcado por importantes ações junto a seus associados Talvez aqueles visionários e apaixonados criadores de ovinos da região dos pampas gaúchos não tivessem a verdadeira noção das suas ações nos idos de 1942, e que a criação de uma associação estadual se tornaria em pouco tempo a associação que congregaria todos os criadores de ovinos do Brasil. Tudo começou em 18 de janeiro de 1942, numa reunião durante a III Exposição Estadual na cidade de Santana do Livramento. Sob a presidência de João Farinha nascia a ARCO – Associação Riograndense de Criadores de Ovinos, com a finalidade de congregar todos os criadores de ovinos do Estado do Rio Grande do Sul e trabalhar na classificação e seleção de rebanhos e plantéis de ovinos no estado. Depois de anos de um profícuo trabalho, a entidade gaúcha passou a ter status de nacional e através da Portaria nº 14, de 08 de junho de 1977, a ARCO se tornou a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos, com sede em Bagé/RS. Atualmente a entidade conta com 18 colaboradores entre funcionários e prestadores de serviços distribuídos pelos setores de assessoramento técnico, administrativo e de registros. Além dos servidores internos, a ARCO disponibiliza em todo o território nacional mais de 100 Inspetores Técnicos. Estes realizam os trabalhos de campo diretamente relacionados à orientação técnica, inspeção e registro dos ovinos para cerca de 3.000 associados distribuídos pelos 26
Prédio da sede da ARCO – Bagé/RS
estados brasileiros e Distrito Federal. Já foram registrados mais de 1,34 milhões de animais de 28 raças diferentes. O Engenheiro Agrônomo Francisco José Perelló Medeiros, Superintendente do Registro Genealógico de Ovinos no Brasil, ressalta que “a
cada novo dia aumentamos consideravelmente a quantidade de ovinos registrados no Brasil”. A ARCO é uma entidade de expressiva representatividade e exerce um importante papel na seleção e aprimoramento das raças ovinas, chancelando o
Descerramento da placa que homenageia os 70 anos da ARCO
trabalho dos criadores brasileiros no melhoramento genético dos seus plantéis. O presidente da entidade, Paulo Afonso Schwab, diz que “desde sua criação, a ARCO tem se pautado por trabalhar na assistência técnica e, de certa forma, na extensão rural do setor, buscando auxiliar os produtores no trabalho de seleção genética e aprimoramento do rebanho; com o fortalecimento como uma entidade que é sinônimo de um moderno e eficiente cartório de registro, e com o foco voltado ao nível nacional, ganhamos mais responsabilidade de direcionar a ovinocultura para a posição de destaque que ela sempre mereceu ter no Brasil”. E ainda, ressalta, “começamos este caminho fazendo a tarefa de casa, buscando estruturar a parte administrativa, treinando todo o pessoal operacional para a melhoria no atendimento às necessidades do nosso associado e trabalhando no aperfeiçoamento de nosso banco de dados para permitir agilidade e facilidade de acesso, tanto para os produtores, quanto para os Inspetores Técnicos”. Aos 70 anos de sua fundação, a ARCO está solidamente estabelecida como entidade nacional de ovinocultura, atuando de forma incisiva nas várias câmaras setoriais regionais, estaduais e nacional. “A entidade é, hoje, a representação do setor em todos os níveis governamentais e privados; ela permanecerá sempre a disposição para contribuir quando o assunto é OVINOCULTURA”, conclui Schwab.
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Ranking Feira
Vem aí a Feinco 2012 A IX Feinco – Feira Internacional de Caprinos e Ovinos ocorrerá de 12 a 16 de março de 2012. Nesta edição, o foco principal será a Produção de Carne de Cordeiro e Cabrito, Leite e Derivados de Leite de Cabra, Exportação e Importação de Carne e Programas de Incentivo ao Produtor de diferentes Estados e regiões. Em 2012, participarão da feira ovinos com aptidão para produção de leite, carne e lã. Já está confirmada a presença das raças Santa Inês, Ile de France, Suffolk, Merino Australiano, Bergamácia, Romney Marsh, Border Leicester, Lacaune, Karakul, Texel, Dorper, Poll Dorset, Hampshire Down, Crioula e White Dorper. Toda a equipe da ASPACO estará presente, na admissão, pesagem e julgamento dos animais, além de ficar à disposição no stand da associação. Segundo o presidente da ASPACO, Arnaldo dos Santos Vieira Filho, “a Feinco vem se consolidando, assim como a ovinocultura, como uma atividade rentável e extremamente promissora para o Estado de São Paulo e também para o Brasil”.
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Julgamentos Os julgamentos das raças presentes ocorrem de 12 a 16 de março. Acompanhe a programação: * Pista 1 (Dorper e White Dorper) 12 de março – Pré-classificação das Raça White Dorper e Dorper a partir das 8h 13 de março – Pré-classificação das Raça White Dorper e Dorper a partir das 8h 14 de março – Raça White Dorper a partir das 8h 15 de março – Raça Dorper a partir das 8h 16 de março – Raça Dorper e Grande Campeonato de Machos e Fêmeas White Dorper e Dorper a partir das 8h
Crioula e demais raças) 12 de março – Raças Poll Dorset e Santa Inês a partir das 14h 13 de março – Raças Suffolk e Santa Inês a partir das 8h 14 de março – Raças Ile de France e Santa Inês a partir das 8h 15 de março – Raças Texel e Santa Inês a partir das 8h 16 de março – Raças Hampshire Down, Crioula, Grande Campeonato Santa Inês e demais raças a partir das 8h Atenção: as programações poderão sofrer alterações. Também estão definidos os jurados. São eles: Raça Santa Inês: Edmilson Lúcio de Souza Junior (PB) Raça Texel: Clairton Emerin Marques (RS); Marcio Armando Gomes de Oliveira (SP); Giancarlo Antoni (SP) Raças Ile de France, Suffolk, Hampshire Down e Poll Dorset: Clairton Emerin Marques (RS) Raça karakul: Sergio de Menezes Munõz (RS); Danilo da Rosa Farias (RS) Raça Crioula: Marcio Armando Gomes de Oliveira (SP)
* Pista 2 (Santa Inês, Texel, Suffolk, Ile de France, Hampshire Down, Poll Dorset,
FEINCO Vitrine da cadeia produtiva do setor e
Feira referência como a maior feira indoor da ovinocaprinocultura da América Latina, a FEINCO traz como um dos destaques de sua programação a agenda de leilões, com oferta diversificada, tanto de caprinos como de ovinos. Trata-se de uma oportunidade para os investidores fazerem o melhoramento genético do seu plantel. Além de empresas e criadores que apresentarão as tendências do setor, o Agrocentro espera receber criadores, empresários, técnicos, zootecnistas, veterinários, estudantes e outros profissionais interessados na ovinocaprinocultura. Como acontece todos os anos, a agenda de eventos paralelos à Feinco será bastante consistente. Expansão A ovinocaprinocultura é uma atividade em expansão no Brasil, garantindo emprego e renda em várias regiões, envolvendo o trabalho de profissionais que vivem da atividade, tais como, pesquisadores, professores de universitários, técnicos de registro, jurados, zootecnistas, veterinários,
empregados rurais, cabanheiros, técnicos agrícolas e comerciantes de animais e de carne, pele e leite de caprinos e ovinos. Vale ainda destacar a indústria de equipamentos e insumos diversos e serviços voltados para o setor. Segundo a FAO, o Brasil detém o 9º maior rebanho de ovinos e de caprinos do mundo (32,5 milhões de cabeças). De acordo com estimativas, mais de 90% da carne ovina e caprina consumidas no País provém de abate informal. Apenas 7,6% do total produzido no Brasil correspondem à carne inspecionada (FarmPoint – FAO/SIE/ SIF/Mapa). O produto importado representa 9% do consumo formal brasileiro, de 88,45 mil toneladas anuais (2009). Embora exista uma demanda crescente de consumo interno o que sinaliza uma grande oportunidade de investimento na cadeia produtiva, a eficiência da ovinocaprinocultura brasileira ainda está aquém da Nova Zelândia, Austrália e Uruguai, grandes líderes mundiais na exportação de caprinos e ovinos e referências em produção e produtividade.
Segundo Décio Ribeiro, diretor do Agrocentro, o Brasil está seguindo o caminho de aumento de eficiência, mas, para deslanchar, falta a organização da cadeia produtiva, além de mais investimentos em genética, tecnologias de melhoramento e aumento de produtividade através de ferramentas modernas como biotecnologia, DEPs, índices de seleção, entre outras. “Precisamos melhorar cada vez mais a produção de carne de alta qualidade, para atrair consumidores.” “É enorme o potencial de crescimento da ovinocaprinocultura brasileira. Precisamos reduzir a clandestinidade, com investimentos em plantas frigoríficas, de forma a incentivar o produtor a investir na atividade e garantir escala para o abate”, afirma Carla Tuccilio, gerente do Agronegócio do Agrocentro. “O Brasil tem todas as condições para se tornar referência mundial na ovinocultura”, acrescenta Décio Ribeiro que convida o setor para conhecer as novidades e as oportunidades na Feinco 2012.
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RECEITA Filé de cordeiro ao vinho tinto
Ingredientes: 500 gramas de filé de cordeiro 500 ml de caldo de galinha 1 xícara (chá) de vinho tinto 1 xícara (chá) de suco de uva 1 cebola 1 talo de salsão Sal, louro e alecrim a gosto Modo de Preparo: Faça um delicioso caldo de galinha. Tempere o cordeiro com louro, alecrim e salsão e deixe pegar o tempero. Doure a cebola e junte o suco de uva, o vinho, o salsão e deixe cozinhar. Retire o cordeiro da marinada e leve para grelhar na mesma frigideira. Junte o molho, deixe reduzir. Fonte: Rhttp://cybercook.terra.com.br/receita-de-file-de-cordeiro-comvinho-tinto.html?codigo=12538
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Jan - Fev - Mar 2012