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Número 105
Ano 18
Março/ Abril, 2010
De 30 de março a 09 de abril de 2010
Prezados Leitores,
Arnaldo dos Santos Vieira Filho Presidente
ASPACO – Associação Paulista de Criadores de Ovinos é uma entidade promocional fundada na década de 60. Está sediada em São Manuel desde a sua reativação em 1984. De um modo geral, a ASPACO atua com o objetivo de promover e fomentar a ovinocultura no Estado de São Paulo, prestando serviços de: • Orientação na criação de ovinos e na comercialização dos produtos • Serviço de registro genealógico • Promoção de cursos; palestras e dias de campo • Promoção e apoio em feiras, exposições e eventos • Apoio e execução de programas e planos de interesse ao ovinocultor • Realização e apoio em leilões e em outros meios de comercialização de ovinos e seus produtos
“O Ovelheiro” Órgão informativo da ASPACO (Associação Paulista de Criadores de Ovinos) Rua Marcelo Giorgi, 69 Jd. Progresso São Manuel - SP Cep: 18.650-000 Fone: (14) 3841-6841 e-mail: oovelheiro@aspaco.org.br
Coroando os “50 ANOS” da ASPACO, a FEINCO aconteceu de uma forma tão brilhante que surpreendeu a muitos! É incontestável a competência da equipe do Agrocentro em realizar seus eventos, especificamente este “nosso”. A Feira estava linda, espaçosa, alguns até me perguntavam se tínhamos baixa em números de animais, e pelo contrário, aumento no número de expositores e de animais em julgamento na ordem de quase 20%! Isso mesmo, e com excepcional qualidade. Grande destaque para a raça Dorper e uma empolgante retomada da raça Santa Inês, além da grande participação da raça Texel, que foi a mais numerosa entre as raças lanadas. Para que tudo isso acima se traduza em sucesso, outro objetivo da feira precisa ser alcançado, que é o de gerar negócios! Afinal, mesmo apaixonados pelos pequenos ruminantes, buscamos na atividade a obtenção de lucros e foi o que assistimos neste evento. A comercialização em baias esteve muito aquecida e os nove leilões realizados no evento obtiveram uma liquidez maior que nos tempos de bonança. No embalo da feira ainda aconteceram outros quatro leilões, dias antes e depois do acontecimento, também com ótimos resultados. Os aventureiros estão partindo para outra, com a permanência daqueles que realmente investem, acreditam e encaram a atividade como um agronegócio, e isso mostra a profissionalização do setor. Nesta edição de O Ovelheiro destacamos notícias desta VII Feinco, os resultados dos julgamentos, a reunião dos criadores da raça Santa Inês, entre outras e temos os destaques dos nossos próximos eventos, principalmente de abril, que é o mês com o maior número de exposições em nosso calendário. Temos Fartura, Altinópolis, Itapetininga, Barretos, Bragança Paulista e finalizamos com a Facilpa em Lençóis Paulista. Esta é a força da ovinocultura espalhada por todo o estado. Estamos abordando, ainda, a reunião da Câmara Setorial de Caprinos e Ovinos do Estado de São Paulo e os novos trabalhos do Instituto de Zootecnia –SAA/SP na direção da Dra. Maria Lúcia Pereira Lima, seguindo diretrizes do Secretário João Sampaio de priorizar a ovinocultura em São Paulo. Continuando a celebração dos “50 ANOS” da ASPACO, estamos trazendo novos trechos da história da entidade, que está sendo comemorada ao longo deste ano. O Ovelheiro já está de cara nova e agora com nova forma de envio digital à escolha dos leitores. Espero que as alterações venham de encontro ao desejo de vocês. Boa Leitura ERRATA Queremos nos desculpar com os leitores de O OVELHEIRO e, principalmente, com o sócio da ASPACO e cabanheiro das raças Ile de France e Suffolk, Aparecido Donizete da Silva. Na página 12 da edição número 103, de novembro/dezembro de 2009, onde enaltecemos o Campeonato Supremo na 22ª EXPOVELHA, o reprodutor Bi-Campeão deste concurso, o carneiro Ile de France SÃOPAULINO 555 criado por Luiz Alfredo Horn, pertence ao expositor Aparecido Donizete da Silva, ao contrário do que, por engano, foi anunciado. Outra correção se refere à edição passada, de janeiro/fevereiro de 2010, onde a matéria sobre a OVINOFEST em Avaré não anuncia os grandes campeões da raça Ile de France por uma falha no programa de julgamento. Os dois produtos, que pertencem a Aparecido Donizete da Silva, são: Grande Campeão – SÃOPAULINO 555 Res. Grande Campeão – LAGOAS DO HORIZONTE 1986
Organização, Redação e Revisão: Márcio A. G. de Oliveira Jornalista Responsável e Editora: Tânia Cecília Tavares Casquel MTB 23291/SP Diagramação e arte: Gustavo Simões
Anuncie no O Ovelheiro (14) 3841-6841 (14) 9101-6262 oovelheiro@aspaco.org.br
Qualquer artigo ou matéria contidos no “O Ovelheiro” poderá ser publicada em outros veículos desde que seja citada a fonte.
Ovinotícias
Curso sênior ABC DORPER Preocupada em formar o seu quadro de jurados, a ABC DORPER, através do seu Presidente Valdomiro Poliseli Jr., mais uma vez aproveitou a vinda de um sul-africano ao Brasil para formar e preparar jurados das raças Dorper e White Dorper. Ron Van Der Merwe, repetindo sua passagem em São Paulo no ano passado, foi um dos três jurados destas raças durante a FEINCO/2010 e, na sequência, ministrou o III Curso Sênior. Cerca de 20 participantes, que já passaram pelos outros cursos preparatórios, treinaram do dia 15 ao dia 18 de março, nas Cabanhas Campo Verde,VPJ, Rio da Areia e Interlagos, todas na região de Campinas. O curso foi acompanhado pelos Superintendentes do S.R.G.O. no Brasil, Dr. Pereló Medeiros e Dr. Edemundo Gressler.
Criadores da raça Santa Inês se reunem na FEINCO Depois de uma saudável discussão nas semanas que antecederam à FEINCO e que gerou o julgamento pontuado (com três jurados) da raça Santa Inês durante este evento, o grupo de criadores presentes decidiu determinar os novos rumos para a raça e para a entidade que a representa. Com o apoio da Agrocentro que cedeu um dos auditórios centrais, cerca de 50 criadores de 10 estados brasileiros se reuniram e, sob a coordenação do baiano Ricardo Falcão, abordaram vários assuntos, principalmente sobre as possibilidades de se escolher o novo dirigente da ABSI – Associação Brasileira de Santa Inês. Em consenso geral, o Eng.
Agrônomo Thiago Inojosa foi o indicado para presidir a entidade. O excelente trabalho que este jovem criador vem desenvolvendo pela ovinocultura fluminense há sete anos frente à ACOCERJ foi importante referência. A nova diretoria que assumirá a ABSI em maio conta, ainda, com o cabanheiro paulista Fábio Cotrim na vice-presidência. Segundo Ricardo Falcão, esta reunião informal uniu o maior número de criadores da raça Santa Inês até hoje e foi fundamental para sensibilizar os próprios criadores da importância de se organizarem para manter a destacada posição da raça no cenário da ovinocultura nacional.
Projeto do IZ solicita fêmeas Santa Inês O Instituto de Zootecnia da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP, sob o comando da Diretora Geral Dra. Maria Lúcia Pereira Lima, está montando um programa de melhoramento genético para a raça Santa Inês. O projeto está dividido em duas frentes, uma que se baseia na renovação e trabalho com o plantel do instituto, e outra que envolve as avaliações genéticas do rebanho próprio e de terceiros, onde as seleções para desempenho de ganho de peso e para resistência a verminose e outras doenças são as metas principais. Para isto, o IZ solicita seis fêmeas registradas Santa Inês de cada criador (pelo menos 10 criadores) por doação ou por empréstimo. No caso de empréstimo será feito um contrato de parceria e o IZ dá
a garantia através de um seguro, devolvendo os animais depois de 2 anos. Os machos a serem utilizados também contarão com a ajuda dos criadores, já que as primeiras três gerações serão frutos de acasalamentos vi-
sando o máximo de variabilidade genética. Este programa conta com o empenho pessoal do Secretário da Agricultura João Sampaio e do Secretário Adjunto Antônio Júlio Junqueira de Queiroz.
Recadastramento Ovelheiro Quem recebe O Ovelheiro deve fazer um recadastramento, conforme anunciado em nossa edição anterior, informando se deseja continuar a recebê-lo de forma impressa ou via email. Neste último caso, há a necessidade de se comunicar por qual email deseja receber este informativo. Esta confirmação pode ser feita através de fax pelo número (14) 3841.6841 ou através do e-mail oovelheiro@aspaco.org.br. Informamos que a partir da próxima edição somente receberão O Ovelheiro aqueles que realizaram o recadastramento.
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ASPACO
Ovelhas Corriedale adquiridas por encomenda de produtores paulistas, no pátio da CAFENOEL - 15/05/1990
ASPACO – 50 anos Fomentar e divulgar uma atividade parecem ser as únicas tarefas de total responsabilidade das entidades promocionais. A ASPACO – Associação Paulista de Criadores de Ovinos foi um pouco além destas. Graças a dirigentes e diretores atuantes, atualizados e comprometidos com a ovinocultura, a ASPACO sempre esteve à frente de ações que contemplassem os criadores e a ovinocultura paulista. Serviços como a compra de matrizes e a tosquia, bem como programas como o da Lã Seleta e o de Classificação de Carcaças, foram pioneiros no Estado de São Paulo e no Brasil, e a ASPACO, juntamente com seus parceiros como a CAFENOEL e a FMVZ – UNESP/Botucatu, incentivou o aumento dos rebanhos e o início de novas criações
A ASPACO e os incentivos ao ovinocultor O final dos anos 80 e início da década de 90 ficou marcado nos 50 anos da ASPACO como uma época de intensas atividades. A entidade ainda vivia seus momentos de reativação e de estabelecimento em São Manuel. Havia muita coisa por fazer e seus diretores, como o Presidente Francisco M. N. Fernandes e o Diretor Técnico Edson R. de Siqueira, tinham muitas ideias para desenvolver uma ovinocultura moderna e eficiente em São Paulo. Em princípio era preciso disponibilizar um sistema para colocação da lã e da carne de ovinos no mercado. Ou seja, criar a estrutura para que os produtores pudessem vender os seus produtos, sem precisar recorrer ao comércio informal. Foi quando uma boa conversa entre os diretores da ASPACO e da CAFENOEL – Cooperativa de Cafeicultores de São Manuel fez surgir o De-
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partamento de Ovinocultura desta. A harmoniosa parceria não distinguia quem era ASPACO e quem era CAFENOEL. Todos trabalhavam em prol do desenvolvimento da atividade. Para que os rebanhos crescessem, era preciso adquirir matrizes de outras regiões. Em março de 1986, Francisco Fernandes e Edson Siqueira fizeram a primeira viagem ao Rio Grande do Sul para comprar matrizes encomendadas por produtores paulistas. Esta foi efetivamente a primeira ação desenvolvida pela parceria ASPACO/CAFENOEL. Desembarcaram no pátio da cooperativa 400 ovelhas Corriedale, vindas de Jaguarão. A partir de então, várias viagens chegaram a São Manuel no mesmo processo: os produtores encomendavam os animais via ASPACO, que os selecionavam rigorosamente, e a CAFENOEL
os adquiria e os repassava. A reativação da ASPACO ocorreu num momento em que a ovinocultura gaúcha se caracterizava pela produção de lã. Os preços regidos pelo mercado internacional cresciam e o Brasil chegou a fazer parte do Secretariado Internacional da Lã (SIL), com autorização para usar a “WOOLMARK” em seus produtos de pura lã. Portanto, ASPACO e CAFENOEL trataram logo de montar a “estrutura da lã”: equipe de tosquia, recebimento da lã, classificação, comercialização e pagamento aos produtores. O serviço de tosquia era realizado por profissionais terceirizados ou contratados pela CAFENOEL. A manutenção dos equipamentos era feita pela cooperativa, mesmo que algumas máquinas não pertencessem a ela. Os técnicos da ASPACO recebiam os pedidos e agendavam a tosquia
por região, tentando diminuir, para os produtores, os custos de deslocamento. O produtor pagava um valor por animal esquilado aos tosquiadores, além das despesas, e se responsabilizava em levar a lã para a cooperativa. Com o objetivo de estimular o bom manejo, a ASPACO premiava os três melhores produtores de lã, ou seja, aqueles que produziam no ano a maior quantidade de lãs classificadas como supra e especial. No início dos anos 90 os valores do produto lã começaram a cair. Não poderíamos esperar outra situação diante dos altos preços atingidos. Até então, uma reação de mercado normal, como acontece com a grande maioria dos produtos agrícolas. Mas, o pior estava por acontecer. Os grandes produtores, como Austrália e Nova Zelândia, estavam com seus estoques abarrotados.
Treinamento de funcionários da CAFENOEL, promovido pela ASPACO, para os cortes de carne ovina, ministrado pelo Prof. Pedroso da cidade de Dom Pedrito, RS
mais. A classificação era aplicada em carcaças resfriadas, de ambos os sexos, e levavase em consideração a idade (dentição), o peso, a condição de acabamento e a quantidade de gordura. Foram consideradas 7 categorias de carcaças, sendo 3 de cordeiros (Cordeiro Especial, Cordeiro de Primeira e Cordeiro de Segunda), 2 de borregos (Borrego de Primeira e Borrego de Segunda) e 2 de ovinos maiores (Ovino Maior de Primeira e Ovino Maior de Segunda). O produtor era remunerado com base na arroba do boi, onde as carcaças de melhor qualidade valiam 10%, 20% e 30% a mais. Nos anos seguintes o sistema evoluiu para os cortes, onde o antigo comércio de carcaças inteiras ou divididas ao meio deu lugar a venda das peças separadas ou em “kits”. O supermercado da CAFENOEL aumentou o seu açougue e construiu a estrutura de armazenagem de carnes baseada em câmaras fria e de congelamento. Neste momento a cooperativa passou a comercializar a carne para outros estabelecimentos, em municípios vizinhos, chegando ao número de 70 toneladas/ano. Buscando a valorização do produto lã, outro projeto foi colocado em prática. Mais uma vez a FMVZ - UNESP/Botucatu levou, através do diretor técnico da ASPACO Prof. Edson Siqueira, o Projeto “Lã Seleta” para os poucos criadores que ainda mantinham seus rebanhos de lã, mesmo tendo o cordeiro direcionado para o abate como o principal produto da atividade.
O Programa “Lã Seleta” foi lançado no dia 22 de maio de 1993, na Cabanha Árvore Grande, em Pratânia, no rebanho de propriedade de Gilberto Adrien e do, então, presidente da ASPACO, Francisco Fernandes. Pressionados pela própria indústria para melhorar a qualidade e o acondicionamento da lã, o que inevitavelmente reverte em melhor remuneração, o programa estava baseado na pré-classificação dos
velos no corpo dos animais, tosquia pelo método australiano, desborde e condicionamento adequados e classificação objetiva no laboratório. A implantação do programa exigiu da ASPACO a preparação e o treinamento dos esquiladores para o novo método de tosquia, bem como o incentivo à esquila dos pequenos rebanhos pelos próprios funcionários. A CAFENOEL teve que se adequar aos novos métodos de acondicionamento, como, por exemplo, a utilização de bolsas plásticas. Cabia à FMVZ o gerenciamento do programa e a avaliação objetiva da lã, já que o Departamento de Produção Animal contava com um equipado laboratório de lãs. Esta síntese não menciona todas as ações desenvolvidas pela ASPACO e seus parceiros visando a produção comercial e o crescimento da ovinocultura no Estado de São Paulo, mas mostra todo o esforço fielmente dedicado por todos os envolvidos nestes 50 anos de vida desta associação.
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ASPACO
Os grandes consumidores, como China, Japão e países europeus pararam de comprar. A evolução das fibras sintéticas foi outro agravante para o comércio de lã. Os australianos foram obrigados a sacrificar milhões de cabeças, esperando um ajuste do mercado. A tradicional ovinocultura gaúcha sofreu uma séria crise. Os rebanhos foram diminuindo e os campos deram lugar aos bovinos e às culturas de arroz. A situação causou algum impacto na ovinocultura paulista. No entanto, outro produto já estava sendo trabalhado. Simultaneamente à baixa da lã, a carne começou a ocupar o seu espaço. Afinal, São Paulo já era o maior consumidor de carne ovina e este foi o apelo lançado pela ASPACO para que nossa ovinocultura não sucumbisse. O incentivo à produção de cordeiros em São Paulo se concretizou com a programação dos abates pela ASPACO, a prestação de serviços de matadouros da região de São Manuel e a comercialização pelo supermercado da CAFENOEL. Em meados de 1991 ocorreram os primeiros abates (Frigoríficos Frigol em Lençóis Paulista e Vale do Boi em São Manuel) que deram início ao esquema que atendia associados e cooperados de todo o Estado. Em 5 de março de 1993, o Prof. Edson Siqueira, após passar um ano na Espanha, num aperfeiçoamento de seus estudos em nível de pós-doutoramento na área de produção de carne, apresentou, em nome da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UNESP/Botucatu, uma proposta para implantação de um sistema provisório de classificação de carcaças ovinas. A proposta foi bem recebida pela Diretoria da CAFENOEL, a qual autorizou o início da fase experimental de classificação, enquanto se estudava a melhor forma de remunerar as carcaças de qualidade superior. No dia 7 de agosto deste ano iniciou-se de forma oficial a classificação de carcaças ovinas na CAFENOEL. O primeiro criador atendido pelo sistema foi Eduardo Atallah, do município de Marília, que entregou na ocasião um lote de 74 ani-
Técnica
Sistemas de produção de leite I. Introdução O número de ovelhas ordenhadas atualmente no mundo, não deve ser inferior a 250 milhões de cabeças, indicando que l de cada 5 ovelhas existente é ordenhada, total ou parcialmente, durante sua lactação (CAJA, 1990). A produção mundial de leite de ovelha é de aproximadamente 9.129.480 kg e representa cerca de 1,4% do total de leite produzido no mundo (FAO 2008). Há que ressaltar ainda a ausência de dados sobre produção de leite em países com elevado censo ovino e conhecida atividade de ordenha, como a Índia, onde a quase totalidade do leite de ovelha produzido destina-se ao autoconsumo familiar, não constando das estatísticas oficiais. Tabela 1. Produção mundial de leite de ovelha
Quanto à evolução da produção mundial de leite nos últimos anos, esta apresenta-se variável com uma tendência de aumento, sendo o ritmo médio anual de crescimento de 1,7%, segundo dados da FAO (1988), conforme a Tabela 2. Tabela 2. Evolução mundial da produção de leite de ovelha.
disponíveis. A sistematização e classificação dos sistemas de exploração de ovinos leiteiros é complexa, pois além das diferenças de meio, políticas, econômicas e sociais, a produção de leite de ovelha é também influenciada pela produção de carne de cordeiro, e em algumas zonas de tradição artesanal, pela lã (BOYAZOGI.U et al 1979). Nos sistemas tradicionais é freqüente ainda a associação de ovelhas e cabras em um mesmo rebanho. Assim, a classificação de sistemas de produção ovina ou de ovino e caprino, propostos por GALL ( 1975), para produção de leite e por COOP & DEVENDRA (1982), resulta parcialmente satisfatória no caso de ovelhas leiteiras, sendo fundamental considerar os seguintes fatores: - a estratégia de cria e ordenha varia segundo a localização geográfica; -a metodologia de ordenha, com relação ao grau de mecanização e as rotinas de trabalho utilizadas; -a utilização de recursos nutricionais, como o nível de suplementação com volumosos e concentrados, associados com a disponibilidade de equipamentos (comedouros. máquina de ordenha, manejo, apriscos). Na Tabela 3 encontramos a classificação baseada no grau de intensificação do manejo e da produção, explicando as principais variantes dos sistemas de produção de gado ovino leiteiro atualmente utilizados no mundo. Tabela 3. Classificação dos sistemas de produção de leite pelo grau de intensificação da produção e do manejo.
Embora as cifras totais não tenham variado significativamente nos últimos anos, considerando os contimentes e grau de desenvolvimento dos países, os menores crescimentos se observaram nos desenvolvidos (+ 1,5%), mediterrâneos (+ 1,3%) e em especial, os da Comunidade Econômica Européia (CEE) com +0,9%. A evolução dos sistemas de produção mostraram uma tendência de aumento da quantidade de leite produzida em países em vias de desenvolvimento. em sistemas fora da área produtora tradicional Atualmente, o interesse na ordenha de ovelha fora dessa área vem aumentando, como no Reino Unido, Estados Unidos, Oceania e América do Sul, como uma prática limitada a um pequeno número de criações e relacionada com a fabricação de queijos e iogurtes artesanais. 1.1. Sistemas de produção Os atuais sistemas de produção de ovinos leiteiros se caracterizam por seus contrastes e pela coexistência de explorações do tipo tradicional e extensiva, com outras muito desenvolvidas e intensivas. Esta disparidade produtiva pode dar-se em zonas geográficas próximas, com condições ambientais parecidas, possibilitando em certas ocasiões aproveitamento máximo dos recursos
As informações da referida Tabela evidenciam que os sistemas de produção de gado ovino existente, além de apresentarem uma grande diversidade (<0,5 a 20 ovelhas/ha, 5 a > 4000 ovelhas), têm intensidade produtiva influenciada pelas condições climáticas e grau de desenvolvimento dos países. Assim, em condições de clima temperado e país desenvolvido, é possível observar um maior grau de diferenciação e intensificação produtiva, enquanto que em condições de clima tropical árido e países em desenvolvimento, tais sistemas aparecem menos diferenciados, alcançando um menor grau de intensificação. Em relação à produção de leite, torna-se importante o número
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de dias do período de cria na diferenciação da intensidade dos sistemas, assim como a tendência de se realizar o desmame precoce em sistema mais intensivos, prolongando conseqüentemente o período de ordenha. São 6 os principais sistemas tradicionais de produção ovina, segundo a modalidade de cria utilizada. Estes sistemas correspondem a: 1.1.1 Sistema l (somente cria) Utilizado no Norte da Europa visando a produção de cordeiros para carne, abatidos com pesos elevados. Os cordeiros permanecem durante todo o dia com suas mães no pasto. O desmame se realizada aos 3-4 meses de idade e as ovelhas são então secas. Ocasionalmente ordenham (1-2 semanas,) para esvaziar o úbere durante a secagem (l ou 2 vezes/semana). 1.1.2 Sistema 2 (desmame aos 3 meses) Utilizado no Centro Leste da Europa, com ovelhas de dupla aptidão que criaram seus cordeiros durante 3-4 meses, com razoável produção de leite ao desmame, como as raças Merino e Zackel do Leste Europeu. A ordenha se realiza durante l mês aproximadamente (l ou 2 vezes/dia). 1.1.3 Sistema 3 (desmame a l mês) Sistema mediterrâneo tradicional, realiza o desmame dos cordeiros com 4-6 semanas, passando a ordenhar as ovelhas (2 vezes/ dia) durante 4-5 meses. Os cordeiros são vendidos como “lechales” e abatidos ou engordados fora das explorações de ordenha. É o principal sistema de referência para a produção de leite de ovelha na atualidade, sendo praticado com distintos graus de intensificação nas raças Sarda, Lacaune, Manchega, Churra, Lacha e Serra da Estrela. 1.1.4 Sistema 4 (cria + ordenha a partir de 1 mês até a secagem) Utilizado em rebanhos nômades dos desertos e estepes do Oeste e Centro da Ásia, e do Norte da África, com raças rústicas de lã grossa e cauda com depósito de gordura. Os cordeiros são separados de suas mães durante o dia, enquanto o rebanho está pastando Estando os cordeiros crescidos (l mês) e as ovelhas com boa produção de leite, ordenha-se as ovelhas (l vez/dia), deixando o cordeiro toda a noite com sua mãe. 1.1.5. Sistema 5 (cria + ordenha até os 2 meses, seguido de ordenha) Tradicional em explorações intensivas da região mediterrânea, com raças de grande especialização na produção de leite, como a Awassi em Israel, Chios na Grécia e Awassi Chipriota, no Chipre. Na Espanha recebe o nome de sistema “a meio leite”. Normalmente, as ovelhas são ordenhadas 1-2 vezes/dia, com prévia separação dos cordeiros durante o período de máxima produção. Os cordeiros ingerem o leite residual presente no úbere após a ordenha, sendo de grande interesse no caso de rebanhos de alta produção ordenhados manualmente 1.1.6. Sistema 6 (desmame ao parto) Originalmente utilizado na Alemanha e na Áustria com ovelhas da raça Frisona do Leste, atualmente se aplica em raças de elevada produção e boa aptidão para ordenha, com as raças Awassi, Assaf, assim como nos novos rebanhos intensivos do Reino Unido e Holanda. Os cordeiros são separados de suas mães ao parto e criados com leite artificial, ordenhando-se as ovelhas mecanicamente durante um grande período de tempo (6- 10 meses). Com relação aos sistemas anteriormente descritos, percebe-se que os rebanhos muito extensivos ou nômades praticam cria e ordenha parcial simultaneamente (5-6 meses) ou desmame tardio (3 meses) seguido de um curto período de ordenha (1-2 meses). Nestas condições, o cordeiro ajuda à manutenção da produção de leite das ovelhas devido a queda de produção ao desmame. Os rebanhos intensivos, ao contrário, mantidos normalmente em condições de estabulação mediante o fornecimento de forragens no comedouro (“Zero-grazing”) ou mediante emprego de rações à base de subprodutos, tendem a realizar um desmame precoce dos cordeiros (0-48 horas), com consumo exclusivo de colostro e posterior cria com leite artificial. Nestas condições a produção de leite da ovelha independe do cordeiro e, ainda que não alcance os elevados valores da
cria, ou da cria e ordenha simultâneos (CAJA et al. 1978), pode incrementar a quantidade de leite vendida por ovelha e lactação (CAJA et ai. 1987). A intensificação pelo aumento da produção tem o inconveniente do aumento dos custos, e nem sempre acompanhado por rentabilidade no caso de ovinos leiteiros. Assim, as explorações ovinas tradicionais, muito diversificadas e caracterizadas pela utilização de recursos nutricionais marginais e de raças rústicas de dupla ou tripla aptidão (carne-leite, carne-lã-leite) ordenhadas a mão, buscam sua rentabilidade na redução dos custos, produzindo leite mediante sistemas do tipo extensivo. Nesta situação, o valor econômico do cordeiro e seu papel na manutenção da lactação condicionam os litros de leite vendidos por ovelha, assim como a estratégia de cria e ordenha a utilizar. Assim muitas explorações do tipo intensivo, frente aos aumentos dos custos como mão-de-obra e alimentos, são obrigadas a extensificar (redução no fornecimento de concentrados, rebanhos ao ar livre durante todo o ano, instalações e equipamentos não renovados), com diminuição da quantidade de leite produzida, ou sua compensação pela elevação do número de ovelhas, podendo chegar, inclusive, ao abandono da produção ovino-leite, passando ao sistema de produção ovino-carne, quando as características da raça permitirem. A intensificação é o principal recurso utilizado para assegurar a produção leiteira das ovelhas de elevado potencial produtivo, obtidas por seleção ou cruzamentos, devido as perdas de rusticidade observadas em meios difíceis (BOYAZOGLU et al. 1979, LANDAU et al.1989). Com relação às possibilidades de intensificação das explorações de ovinos leiteiros, vários autores (GALL, 1975, FLAMANT & MORAND-FEHR, 1982, CAJA, 1990) analisaram os principais fatores que favorecem o desenvolvimento de um setor ovino-leile moderno e especializado, destacando-se: - existência de demanda específica e bem remunerada para os produtos derivados do leite de ovelha; - disponibilidade de recursos alimentares de qualidade (pastagens, forragens conservadas, subprodutos) a preços competitivos; - criação de uma infra-estrutura técnica e cultural de suportes; - adequada organização quanto ao recolhimento e pagamento do leite, assim como da comercialização dos produtos lácteos elaborados. Em condições européias, o desenvolvimento das explorações ovinas com especialização leiteira foi favorecido em regiões de tradição queijeira, pelas associações de criadores, cooperativas de produção e denominações de origem (Roquefort, Pecorino sardo, Manchego, etc.), com a doação de ordenhadeiras mecânicas, controle da produção, seleção genética, assim como melhoria de alimentação e das instalações, um exemplo a ser adotado em condições brasileiras, estimulando o consumo de um alimento não tradicional, porém de alto valor biológico - o leite de ovelha. Fonte: “Criação de Ovinos” Américo Garcia da S. Sobrinho Jaboticabal: FUNEP-1997
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Eventos
Feinco surpreende novamente A 7ª FEINCO - Feira Internacional de Caprinos e Ovinos, que ocorreu de 9 a 13 de março, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, foi palco dos principais campeonatos de raças ovinos e caprinas do País. Os animais que disputaram as pistas de julgamento passaram pelo crivo de juízes de alto gabarito do Brasil e do exterior. Mais uma vez, a Feinco contou com animais de padrão genético superior, tornando a classificação extremamente competitiva. Estiveram presentes mais de 3 mil ovinos, sendo que 1.800 passaram pelas pistas. A responsável técnica pela ASPACO foi Melissa da Fonseca Oliveira, mas toda a equipe da entidade esteve presente, desde o Presidente, Arnaldo dos Santos Vieira Filho, até auxiliares e estagiários. A ASPACO novamente disponibilizou um stand próximo a pista número 1 de julgamento, onde criadores e visitantes puderam frequentar a entidade e interagir com outros interessados em ovinocultura. Em comemoração aos 50 anos da ASPACO, na sexta-feira,18, foi realizado o sorteio de 50 sites, numa parceria entre a ASPACO e a empresa Site para Criadores. Está sendo disponibilizada a implantação de 50 sites para os nossos associados. Os ganhadores terão como custo somente a anuidade de R$ 30 do Registro.br e a mensalidade de hospedagem do domínio, R$ 49,90. “A FEINCO é um evento que alavanca, ainda mais, o nosso setor. Sempre bem organizado, o lucro ao criador é certo”, comentou Arnaldo dos Santos Vieira Filho. Confira o resultado dos julgamentos de ovinos na Feinco 2010: Raça Ile de France - Juiz Clairton Emerin Marques Fêmeas Grande Campeã: Lagoas do Horizonte 1731 Criador e Expositor: Osvaldo Chaves Lima Reservada Grande Campeã: Lagoas do Horizonte 2285 Criador e Expositor: Osvaldo Chaves Lima Machos Grande Campeão: Lagoas do Horizonte 1792 Criador e Expositor: Osvaldo Chaves Lima Reservado Grande Campeão: Lagoas do Horizonte 2685 Criador e Expositor: Osvaldo Chaves Lima Melhor Criador e Expositor: Osvaldo Chaves Lima - Fazenda Lagoas do Horizonte - Videira (SC) Raça Hampshire Down - Juiz Clairton Emerin Marques Fêmeas Grande Campeã: Ibirama 50 Criador e Expositor: Frederico Jaeger Neto e Mauricio Costa Silveira Reservada Grande Campeã: Bazalto 2322 Criador e Expositor: Aldear A. Antoniolli
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Machos Grande Campeão: Ibirama 44 Criador e Expositor: Frederico Jaeger Neto e Mauricio Costa Silveira Reservado Grande Campeão: Ibirama 54 Criador e Expositor: Frederico Jaeger Neto e Mauricio Costa Silveira Melhor Criador e Expositor: Frederico Jaeger Neto e Mauricio Costa Silveira - SC Raça Poll Dorset - Juiz Clairton Emerin Marques Fêmeas
Grande Campeã: Tattykeel ET 493-07 T Criador: Tattykeel Expositor: Edo Osvaldo Mallmann Reservada Grande Campeã: Tattykeel 617-07 T Criador: Tattykeel Expositor: Edo Osvaldo Mallmann Machos Grande Campeão: Tattykeel 641-07 Criador: Tattykeel Expositor: Edo Osvaldo Mallmann Reservado Grande Campeão: Panda 08 - 1370 Criador e Expositor: Paulo Roberto S. Dzierwa e Emilio Dzierwa Melhor Criador: Paulo Roberto S. Dzierwa e Emilio Dzierwa - Fazenda Serrana - Curitiba (PR) Melhor Expositor: Edo Osvaldo Mallmann Fazenda Rondon - Jaguariúva (PR) Raça Santa Inês - Juízes Felipe Ferreira Adelino de Lima, Weaver Braga e Adalberto Cabral de Farias Júnior Fêmeas Grande Campeã: Brecha 400 Criador: Ivanildo Santana da Silva Expositor: Agropecuária Estância Brecha LTDA. Reservada Grande Campeã: Mumbuca Fiv Isaura 3334A Criador: Rebanho Mumbuca Expositor: AC Agro Mercantil LTDA Machos Grande Campeão: Mumbuca JJS 3583 Criador: Rebanho Mumbuca Expositor: Rebanho Sim Pecuária LTDA. Reservado Grande Campeão: Varrela I TE 1013 Criador e Expositor: Varrela Pecuária LTDA. Melhor Criador: Cláudio Esberard de Lauro Cabanha Santa Mônica - Munhoz (MG)
Melhor Expositor: Rebanho Sim Pecuária Ltda., Fazenda Sesmaria - SãoPaulo (SP) Raça Suffolk - Juiz Clairton Emerin Marques Fêmeas Grande Campeã: Phillipson 349 Criador e Expositor: Fazenda Alvorada de Bragança Reservada Grande Campeã: Phillipson 381 Criador e Expositor: Fazenda Alvorada de Bragança Machos Grande Campeão: Phillipson 371 Criador e Expositor: Fazenda Alvorada de Bragança Reservado Grande Campeão: Phillipson 379 Criador e Expositor: Fazenda Alvorada de Bragança Melhor Criador e Expositor: Fazenda Alvorada de Bragança Agropastoril Ltda. - Cabanha Phillipson - Bragança Paulista (SP) Raça Texel - Juizes Clairton Emerin Marques, Volnei Silveira de Ávila e Márcio Armando G. De Oliveira Fêmeas Grande Campeã: 3 Sinos 038 Criador e Expositor: José Roberto Sobral Reservada Grande Campeã: Lagoas do Horizonte 1124 Criador e Expositor: Osvaldo Chaves Lima Machos Grande Campeão: Surgida 498 Criador e Expositor: Erivon Silveira de Aragão Reservado Grande Campeão: Lagoas do Horizonte 1314 Criador e Expositor: Osvaldo Chaves de Lima Melhor Criador e Expositor: Osvaldo Chaves Lima - Fazenda Lagoas do Horizonte - Videira (SC) Raça Crioula - Juiz Volnei Silveira de Ávila
Fêmeas (Classe A) Grande Campeã: Toscana 07 PO Criador: Gustavo e Francine Pergher Expositor: Zuleika Borges Torrealba Reservada Grande Campeã: Cabanhadamaya Belinha13 Criador e Expositor: Zuleika Borges Torrealba Machos (Classe A) Grande Campeão: Cabanhadamaya Biguá 16 Criador e Expositor: Zuleika Borges Torrealba Reservado Grande Campeão: Cabanhada-
Raça Morada Nova / Classe B - Juíz Weaver Braga Fêmeas Grande Campeã: E.G.O. 208 Criador e Expositor: Elton Geraldo Oliveira Júnior Reservada Grande Campeã: E.G.O. 206 Criador e Expositor: Elton Geraldo Oliveira Júnior (BA)
Machos
Grande Campeão: E.G.O. 201 Criador e Expositor: Elton Geraldo Oliveira Júnior Reservado Grande Campeão: E.G.O. 203 Criador e Expositor: Elton Geraldo Oliveira Júnior Melhor Criador e Expositor: Elton Geraldo Oliveira Júnior Dorper - Juízes Giancarlo Antoni, Wilson Gomes Braga Júnior e Ron Van Der Merwer Fêmeas Grande Campeã: Di Lari Eva Ia 058 Criador e Expositor: João Carlos Pedreira Andrade Reservada Grande Campeã: DI Lari Victória 066 Criador e Expositor: João Carlos Pedreira An-
drade Machos Grande Campeão: Diplomata 007 Criador: Manoel Justiniano da Fonseca Neto Expositor: Marcio Luiz Santana De Argôlo Reservado Grande Campeão: Five Stars Sting 023 Criador e Expositor: Marli de Nigris Melhor Criador e Expositor: Mario A. de Castro Fazenda Campo Verde - Jarinu (SP) White Dorper - Juízes Giancarlo Antoni, Wilson Gomes Braga Júnior e Ron Van Der Merwer Fêmeas Grande Campeã: Dorper Campo Verde 606 Criador e Expositor: Mario A. de Castro Reservada Grande Campeã: Five Stars Guiga 030 Criador e Expositor: Marli de Nigris Machos Grande Campeão: Interlagos Thor 009 WD Criador e Expositor: Jamer e Jaqueline Marques Reservado Grande Campeão: Interlagos Dinho 308 Criador: Jamer e Jaqueline Marques Expositor: Hermany Andrade Junior Melhor Criador e Expositor: Mario A. de Castro Fazenda Campo Verde - Jarinu (SP)
Câmara Setorial se reúne e discute pesquisas sobre o setor Ocorreu no dia 11 de março de 2010, no Centro de Exposições Imigrantes no período da VII FEINCO, a 14ª Reunião da Câmara Setorial de Caprinos e Ovinos do Estado de São Paulo, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento / SP, por meio de sua Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios – CODEAGRO. O Presidente Arnaldo dos Santos Vieira Filho abriu a reunião com as presenças do Secretário Adjunto de Agricultura e Abastecimento Dr. Antônio Júlio Junqueira de Queiroz, o Coordenador da CODEAGRO Dr. José Cassiano Gomes dos Reis Junior, demais autoridades da CODEAGRO, CDA e APTA da SAA/SP, do Presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Caprinos e Ovinos do MAPA Dr. Francisco Edilson Maia da Costa e do Presidente da ARCO Dr. Paulo Afonso Schwab. A reunião foi prestigiada por inúmeros representantes e interessados de vários setores do agronegócio de ovinos
e caprinos. Em pauta a Dra. Sônia Azevedo Nunes, Secretária Executiva da Câmara Setorial Nacional, apresentou os principais trabalhos e ações desenvolvidas e que estão em andamento na Câmara. Ênio Queijada de Souza, representante do Sebrae Nacional naquela Câmara e coordenador do GT3 (grupo de trabalho), apresentou o Estudo do Complexo Produtivo da Ovinocultura e Caprinocultura no Brasil, que está em andamento e em fase final de conclusão. Foi apresentado pelo Dr. Antonio Carlos de Carvalho Filho, Coordenador Substituto da APTA, os temas abordados na 2ª Reunião para Programação Conjunta de Pesquisa em Ovinocultura para o Estado de São Paulo realizada no pólo da APTA de Assis, onde mencionou as apresentações sobre pontos críticos e demandas para pesquisa pública na visão de alguns representantes de setores, inclusive do Presi-
dente da ASPACO e da Câmara Setorial / SP, Arnaldo Vieira Filho, as diversas pesquisas em andamento no Estado e consolidou as diretrizes da reunião, no intuito de que os esforços sejam somados com critérios e que haja comunicação e direcionamento nas pesquisas. Finalizando a reunião, várias propostas de trabalho para 2010 foram levantadas, entre elas a busca pela melhoria da extensão rural e a formação do Comitê Gestor do PESCO – Programa Estadual de Sanidade de Caprinos e Ovinos. “Foi uma reunião de extrema importância para a Câmara, pois pudemos apresentar os trabalhos da Câmara Nacional, discutir entraves e apresentar demandas em nosso Estado, com a participação efetiva de vários membros e contando com a presença de autoridades importantes, que precisam estar presentes para sentirem realmente como estão os acontecimentos do setor”, finaliza o Presidente.
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Eventos
maya Amadeus 02 Criador e Expositor: Zuleika Borges Torrealba Fêmeas (Classe B) Grande Campeã: S.F.B. 058 - 098 S Criador e Expositor: Claudio Marcelo Borja de Almeida Reservada Grande Campeã: Sobrado Branco 266 Criador: Gilson Rudinei Pires Moreira Expositor: Zuleika Borges Torrealba Machos (Classe B) Grande Campeão: Cabanhadamaya Benjamin 13 Criador e Expositor: Zuleika Borges Torrealba Reservado Grande Campeão: Cabanhadamaya Bolívar 15 Criador e Expositor: Zuleika Borges Torrealba Melhor Criador e Expositor (Classes A e B): Zuleika Borges Torrealba - Cabanha Maya Porto Alegre (RS)
Ranking
Ranking Cabanha do Ano ASPACO
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Mar - Abr 2010
O mês de abril apresenta cinco exposições de ovinos com a participação da ASPACO. De 13 a 18 ocorreu a Expoal em Altinópolis e de 16 a 25 a Expoagro em Ita-
petininga, ambas rankiadas, valendo pontos para o Cabanha do Ano 2010. De 16 a 25 está ocorrendo a Expoagro em Bragança Paulista e de 21 a 25 a Pec-Show Ovinos Bar-
retos, sendo estas duas oficializadas. E para encerrar, de 04 a 09 de maio realiza-se a Facilpa em Lençóis Paulista, evento também rankiado pela ASPACO.
De 14 a 23 de maio Expoagro - Franca Ranking Cabanha do Ano 2010
De 22 a 26 de setembro Bragança Paulista Ranking Cabanha do Ano 2010
De 03 a 13 de maio Fapi - Ourinhos Ranking Cabanha do Ano 2010
Em outubro Expo Rio Preto Oficializada ASPACO
De 24 a 30 de maio Expo Porto Feliz Ranking Cabanha do Ano 2010
De 18 à 24 outubro Expovelha Final do Ranking Cabanha do Ano 2010
De 15 a 19 de junho Feicorte - São Paulo Ranking Cabanha do Ano 2010
Em novembro Faipi - Piraju Oficializada ASPACO
De 25 a 27 de junho Atibaia Oficializada ASPACO
De 02 a 06 novembro Feileite - São Paulo Oficializada ASPACO
De 08 a 18 de julho Expovinos - Araçatuba Ranking Cabanha do Ano 2010
De 07 a 12 dezembro Ovino Fest - Avaré Ranking Cabanha do Ano 2011
Em agosto e setembro Campeonato Cordeiro Paulista Oficializado ASPACO De 05 a 15 de agosto Grande Expo Bauru Ranking Cabanha do Ano 2010 Em setembro Borregas do Futuro
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Agenda
ASPACO presente em cinco exposições em abril
Feira
Facilpa tem exposição e julgamento de ovinos De 04 a 09 de maio realiza-se a Exposição de Ovinos durante a 33ª FACILPA – Feira Agropecuária Comercial e Industrial de Lençóis Paulista, no Recinto de Exposições “José de Oliveira Prado” - Lençóis Paulista/SP, evento realizado pela Associação Rural de Lençóis Paulista. A 33ª FACILPA fará parte do ranking “Cabanha do Ano” da ASPACO para todas as raças presentes. Os julgamentos terão início na quinta-feira, dia 06 de maio, a partir das 14h e no sábado, dia 08, ocorrem os Grandes Campeonatos das Raças Santa Inês, Dorper e White Dorper.
Os jurados do evento serão Márcio Armando Gomes de Oliveira para as raças Santa Inês, Ile de France, Suffolk, Texel e outras que se fizerem presentes; e Felipe Ferreira Adelino de Lima para as raças Dorper e White Dorper. A Facilpa, além da exposição de ovinos, também é famosa pelos shows que apresenta. Este ano estarão pelos palcos 23h - Show com Luan Santana, padre Fábio de Mello, Duduca & Dalvan, Maria Cecília & Rodolfo, João Bosco & Vinícius, Chitãozinho & Xororó, entre outros. Mais informações no site www.facilpa.com.br.
ASPACO e UNESP assinam convênio de cooperação
Foi assinado no dia 28 de março, pelo reitor da Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (UNESP,
prof. Dr. Herman Jacobus C. Voorwald e pelo presidente da ASPACO, Arnaldo dos Santos Vieira Filho, convênio entre a UNESP e a ASPACO. Este convênio tem como finalidade estabelecer um programa de cooperação acadêmica entre as entidades nas áreas de atuação e
Assembleia geral Conforme convocação no último dia 20 de março, associados da ASPACO – Associação Paulista de Criadores de Ovinos se reuniram em sua sede na cidade de São Manuel/SP para mais uma Assembleia Geral Ordinária. O objetivo desta reunião foi colocar a disposição dos associados os resultados econômicos relativos
ao ano civil de 2009 (01/01/2009 a 31/12/2009) e submeter o Balanço Patrimonial e Financeiro à aprovação. A mesa foi presidida pelo Tesoureiro Francisco M. N. Fernandes, secretariado pelo associado, pertencente ao Núcleo de Ovinocultores de Bauru e Região – NOBRE, José Maurício Lima Verde.
interesses comuns, incluindo a realização de estudos e pesquisas, consultorias, conferências, publicações, ministração de cursos e programas de treinamento, realização de estágios e quaisquer outras atividades julgadas de interesse pelos partícipes. A assinatura deste convê-
nio, que teve à frente o prof. Luiz Claudio N. Mendes, Prof. Ass. Dr. Clínica Médica de Grandes Animais da UNESP de Araçatuba, agiliza os projetos desenvolvidos pela ASPACO com qualquer unidade da UNESP, continuando esta parceria de sucesso entre as duas entidades.
RECEITA Cordeiro na cachaça Ingredientes: 1 pernil de cordeiro 2 dentes de alho amassados 2 colher (sopa) de açúcar mascavo 1 colher (chá) de garam masala (tempero indiano) 6 colher (sopa) de cachaça 4 colher (chá) de sal 5 colher (sopa) de azeite 2 xíc. de suco concentrado de uva 8 cogumelos morilles 1 cebola média picada 3 colher (sopa) de manteiga 1 xíc. de creme de leite fresco Como preparar Tempere pernil com o alho, o açúcar, o garam masala, a cachaça, 3 colher (chá) de sal e o azeite. Deixe marinar por 2 horas. Coloque para assar, sendo por 1 hora coberto com papel-alumínio a 180 graus e 40 minutos sem papel. Reserve. Tire o molho da assadeira com 1 xíc. de água. Peneire. Reserve. Em panela, cozinhe em fogo baixo suco de uva até encorpar. Reserve. Deixe os morilles em 1 xícara de água morna por 30 minutos. Coe a água. Reserve. Noutra panela, refogue cebola na manteiga. Junte o caldo da assadeira e os morilles. Cozinhe por 30 minutos. Ponha creme de leite e o restante do sal. Cozinhe por 10 minutos. Sirva com o pernil e com o suco de uva reduzido.
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Mar - Abr 2010