Cadeira de
PATRIMÓNIO MUNDIAL e Turismo Cultural Artur Filipe dos Santos
C o l is eu de Roma O Maior Palco da Antiguidade
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Artur Filipe dos Santos artur.filipe@uvigo.es www.arturfilipesantos.wix.com/arturfilipesantos www.politicsandflags.wordpress.com www.omeucaminhodesantiago.wordpress.com • •
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Artur Filipe dos Santos, Doutorado em Comunicação, Publicidade Relações Públicas e Protocolo, pela Universidade de Vigo, Galiza, Espanha, Professor Universitário, consultor e investigador em Comunicação Institucional e Património, Protocolista e vexilologista. Director Académico e Professor Titular na Universidade Sénior Contemporânea, membro da Direção do OIDECOM-Observatório Iberoamericano de Investigação e Desenvolvimento em Comunicação, membro da APEP-Associacao Portuguesa de Estudos de Protocolo. Professor convidado e membro do Grupo de Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da Faculdade de Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, membro do Grupo de Investigação em Turismo e Comunicação da Universidade de Westminster. Professor convidado das Escola Superior de Saúde do Insttuto Piaget (Portugal).Orador e palestrante convidado em várias instituições de ensino superior. Investigador, entusiasta, divulgador e peregrino dos Caminhos de Santiago, aborda esta temática em várias instituições de ensino e em várias organizações culturais. Promove visitas culturais ao Património e à gastronomia de Portugal, da Galiza e das várias rotas jacobeas.
Artur Filipe dos Santos - artur.filipe@uvigo.es
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A Universidade Sénior Contemporânea Web: www.usc.pt Email: usc@usc.pt Edições online: www.edicoesuscontemporanea.webnode.com • A Universidade Sénior Contemporânea é uma instituição vocacionada para a ocupação de tempos livres dos indivíduos que se sintam motivados para a aprendizagem constante de diversas matérias teóricas e práticas, adquirindo conhecimentos em múltiplas áreas, como línguas, ciências sociais, saúde, informática, internet, dança, teatro, entre outras, tendo ainda a oportunidade de participação em actividades como o Grupo de Teatro, Coro da USC, USC Web TV, conferências, colóquios, visitas de estudo. Desenvolve manuais didáticos das próprias cadeiras lecionadas(23), acessíveis a seniores, estudantes e profissionais através de livraria online.
Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.pt
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• O Coliseu de Roma é das mais fantásticas construções alguma vez realizadas pelo Homem.
Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Conhecido também como Anfiteatro Flaviano, o Coliseu foi mandado construir pelo imperador Vespasiano e concluído já no período do governo de Tito (filho de Vespasiano), entre os anos de 68 e 79 d.C. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Foi Tito que, para homenagear o seu pai, batizou o coliseu de “Anfiteatro Flaviano”. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• O Coliseu de Roma foi construído sobre o lago da casa de Nero, a Domus Áurea e ficou conhecido como Colosseo (Coliseu) porque ali foi achada a estátua gigante (colosso) do imperador. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Conta a história que os gladiadores lutavam na arena e que o Coliseu, era o lugar onde os cristãos eram lançados aos leões.
Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Para a inauguração, apenas oito anos depois do início das obras, em 80 d.C., as festas e jogos duraram cem dias, durante os quais morreram 9 mil animais e 2 mil gladiadores.
Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Maior e mais famoso símbolo do Império Romano, o Coliseu era um enorme anfiteatro reservado para combates entre gladiadores ou opondo esses guerreiros contra animais selvagens. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• Sumptuoso, era mais confortável do que muitos estádios modernos.
Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Alguns historiadores especulam que o nome Coliseu só apareceria centenas de anos depois, talvez no século XI, e teria surgido inspirado no Colosso de Nero, uma estátua de bronze de 35 metros de Nos jardins do lado externo do Coliseu existe uma placa que indica onde encontrava-se a altura, que ficava ao antiga estátua do Colosso. lado do anfiteatro. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Os primeiros combates disputados para comemorar a conclusão do Coliseu duraram cerca de 100 dias e estima-se que, só nesse período, centenas de gladiadores e cerca de 5 mil animais ferozes tombaram mortos na arena de 85 por 53 metros. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Os jogos levavam o público ao delírio. As suas arquibancadas, construídas a partir de 3 metros do solo, acomodavam mais de 50 mil pessoas.
Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Um camarote bem próximo à arena era destinado ao imperador de Roma, que era reverenciado pelos gladiadores antes dos espetáculos com uma saudação que se tornaria famosa: “Salve, César! Aqueles que vão morrer saúdam-te”. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• O anfiteatro, o primeiro permanente erguido em Roma, funcionou como o principal palco de lutas da cidade até o ano 404, quando o imperador Flávio Honório proibiu definitivamente os combates entre gladiadores. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Depois disso, o Coliseu teve diversos usos. Chegou a ser empregado como cenário para simulações de batalhas navais, ocasiões em que a área ocupada pela arena era alagada. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• Durante a Idade Média, o mármore e o bronze de sua estrutura foram sendo saqueados aos poucos e usados para ornamentar igrejas e monumentos católicos.
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Peças de mármore do anfiteatro foram empregadas até na construção da famosa Basílica de São Pedro, no Vaticano.
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Já no século XI, quando Roma era dominada por uma família de barões, o Coliseu foi transformado em uma fortaleza, abrigando membros de uma família nobre, os Frangipane, que usaram a edificação para protegerse em suas batalhas contra grupos rivais.
Die heilige familie mit dem infant st klo der baptist, por Niccolò frangipane
Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Hoje, apesar de estar em ruínas – e até sob a ameaça de desabamento – o Coliseu ainda guarda a muito da sua majestosa dignidade.
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Localizado bem no centro da capital italiana, rodeado por avenidas, ele é considerado o principal sítio arqueológico da cidade e recebe, anualmente, mais de 3 milhões de visitantes, que circulam dentro dele para sentir um pouco o clima do mais grandioso anfiteatro da Antiguidade. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• O Coliseu é apenas um dos muitos monumentos históricos que podemos encontra na área de proteção que representa a classificação de Património da Humanidade que a UNESCO classificou em 1980. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Inclui ainda fóruns, o muro de Urbano VIII, o mausoléu de Adriano, o Panteão, a coluna de Trajano e a coluna de Marco Aurélio assim como os espaços da Santa Sé.
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Muro de Urbano VIII
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• Explorando o nome e a história do Coliseu • O nome original do Coliseu de Roma era Anfiteatro Flávio ou Flaviano (em latim, Amphitheatrum Flavium), tendo sido construído no reinado dos imperadores da dinastia flaviana, após o governo de Nero. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• Curiosamente, este nome não foi exclusivo do Coliseu, visto que Vespasiano e Tito haviam construído um anfiteatro que portou o mesmo nome, na cidade do mesmo nome, na cidade de Pozzuoli, província de Nápoles Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• A sua designação de "Coliseu" começou a difundir-se a partir do século VIII, o qual se crê que tenha sido devido a uma grande estátua de Nero, que se encontrava perto do edifício, na Casa Dourada, conhecida popularmente como o Colosso de Nero. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Este facto pode ter sido a razão pela qual o anfiteatro de Roma tenha adoptado o nome de Coliseu.
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• Essa dita estátua foi destruída provavelmente para reciclagem do seu bronze.
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• Apenas a sua base chegou aos nossos dias, e pode ser vista entre o anfiteatro e o Templo de Vénus, em Roma.
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História • O Coliseu de Roma foi construído entre 70 e 90 d.C. Iniciado por Tito Flávio Vespasiano de 68 a 79 d.C., mais tarde foi inaugurado por Tito por volta de 79 a 81 d.C., embora apenas tivesse sido finalizado poucos anos depois.
Busto do imperador Tito Palácio de Versalhes
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Vespasiano procurou aumentar a auto-estima dos romanos, cativando os cidadãos com uma política de “pão e circo”.
A frase “pão e circo para o povo” foi dita há muito tempo pelo imperador romano Vespasiano, quando da construção do Grande Coliseu.
Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Empresa colossal, este edifício, inicialmente, poderia sustentar no seu interior cerca de 50 000 espectadores, em três andares.
Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Durante o reinado de Alexandre Severo e Gordiano III, foi ampliado com um quarto andar, podendo abrigar então cerca de 90 000 espectadores.
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Finalmente foi concluído por Domiciano, filho de Vespasiano e irmão mais novo de Tito, por volta de 80 a 96 d.C.
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• Para festejar a finalização da construção realizaramse os jogos inaugurais.
Iluminura do Coliseu na Idade Média
Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• Depois do curto reinado de Tito começar com vários meses de desastres, incluindo a erupção do Vesúvio de 79, um incêndio em Roma em 64 e um surto de "peste", o mesmo imperador inaugurou o edifício com jogos pródigos que duraram mais de cem dias, talvez para tentar apaziguar o público romano e os deuses.
Giovanni Lanfranco, “Luta de Gladiadores” Séc. XVII
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• Nesses jogos de cem dias teriam ocorrido combates de gladiadores, "venationes", lutas de animais selvagens, execuções, batalhas navais, caçadas e outros divertimentos numa escala sem precedentes. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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Usos do Coliseu • No Coliseu eram realizados diversos espectáculos, com os vários jogos realizados na urbe. Os combates entre gladiadores, chamados muneras, não eram pagos pelo Estado, mas sim por indivíduos em busca de prestígio e poder.
Mosaico proveniente da cidade romana De Nennig (Alemenha)
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• Outro tipo de espetáculos era a caça de animais, ou venatio, onde eram utilizados animais selvagens importados de África.
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Os animais mais utilizados eram os grandes felinos como leões, leopardos e panteras, mas animais como rinocerontes, hipopótamos, elefantes, girafas, crocodilos e avestruzes eram também utilizados. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• As caçadas, tal como as representações de batalhas famosas, eram efetuadas em elaborados cenários onde constavam árvores e edifícios amovíveis.
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• Trajano celebrou a sua vitória em Dácia no ano 107 com concursos envolvendo 11 000 animais e 10 000 gladiadores no decorrer de 123 dias. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• Segundo o documentário produzido pelo Canal História, o Coliseu também era utilizado para a realização de naumaquias, ou batalhas navais (Representação de um combate naval entre os romanos). Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• O coliseu era inundado por condutas subterrâneas alimentados pelos aquedutos que traziam água de longe.
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• Passada esta fase, foi construída uma estrutura, que é a que podemos ver hoje nas ruínas do Coliseu, com altura de um prédio de dois andares, onde no passado se concentravam os gladiadores, feras e todo o pessoal que organizava os duelos que ocorreriam na arena. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• A arena era como um grande palco, feito de madeira, e se chama arena, que em italiano significa areia, porque era jogada areia sob a estrutura de madeira para esconder as imperfeições. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• Os animais podiam ser inseridos nos duelos a qualquer momento por um esquema de elevadores que surgiam em alguns pontos da arena; o filme "Gladiador" retrata o funcionamento dos elevadores. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• Os estudiosos, há pouco tempo, descobriram uma rede de condutas inundadas por baixo da arena do Coliseu. Acredita-se, por isso, que o Coliseu foi construído onde, outrora, foi o lago do "Palácio Dourado de Nero” Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• O imperador Vespasiano escolheu o local da construção para que o mal causado por Nero fosse esquecido por uma construção gloriosa.
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• O monumento permaneceu como sede principal dos espetáculos da urbe romana até o período do imperador Honório, no século V.
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• Danificado por um terremoto no começo do mesmo século, foi alvo de uma extensiva restauração na época de Valentiniano III.
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• Em meados do século XIII, a família Frangipani transformou-o em fortaleza e, ao longo dos séculos XV e XVI, foi por diversas vezes saqueado, perdendo grande parte dos materiais nobres com os quais tinha sido construído. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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Arquitetura e natureza social • O Coliseu, não estava inserido numa zona de encosta, enterrado, tal como normalmente sucede com a maioria dos teatros e anfiteatros romanos. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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Anfiteateo romano de MĂŠrida, Espanha
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• Em vez disso, possuía um "anel" artificial de rocha à sua volta, para garantir sustentação e, ao mesmo tempo, esta substrutura serve como ornamento ao edifício e como condicionador da entrada dos espectadores. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• Possuía três pisos, sendo mais tarde adicionado um quarto piso.
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• O edifício é construído em mármore, pedra travertina, ladrilho e tufo (pedra calcária com grandes poros).
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• A sua planta elíptica mede dois eixos que se estendem aproximadamente de 190 metros por 155 metros.
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• A fachada compõe-se de arcadas decoradas com colunas dóricas, jónicas e coríntias, de acordo com o pavimento em que se encontravam.
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• Esta subdivisão deve-se ao facto de ser uma construção essencialmente vertical, criando assim uma diversificação do espaço.
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• A arena (87,5 m por 55 m) possuía um piso de madeira, normalmente coberto de areia para absorver o sangue dos combates (certa vez foi colocada água na representação de uma batalha naval), sob o qual existia um nível subterrâneo com celas e jaulas que tinham acessos diretos para a arena. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• Alguns detalhes dessa construção, como a cobertura removível que poupava os espectadores do sol, são bastante interessantes, e mostram o refinamento atingido pelos construtores romanos. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• Formado por cinco anéis concêntricos de arcos abóbadas, o Coliseu representa bem o avanço introduzido pelos romanos à engenharia de estruturas.
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• Esses arcos são de concreto (de cimento natural) revestidos por alvenaria.
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• Os assentos eram em mármore e a cavea, escadaria ou arquibancada, dividia-se em três partes, correspondentes às diferentes classes sociais: o pódio, para as classes altas; as maeniana, sector destinado à classe média; e os portici, ou pórticos, construídos em madeira, para a plebe e as mulheres.
A divisão da cávea do Coliseu em sectores e as diferentes pessoas que a ocupavam
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• O pulvinar (ou Spina), a tribuna imperial, encontravase situada no pódio e era balizada pelos assentos reservados aos senadores e magistrados.
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• Rampas no interior do edifício facilitavam o acesso às várias zonas de onde era possível visualizar o espectáculo, sendo protegidos por uma barreira e por uma série de arqueiros posicionados numa passagem de madeira, para o caso de algum acidente. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• Por cima dos muros ainda são visíveis as mísulas, que sustentavam o velarium, enorme cobertura de lona destinada a proteger do sol os espectadores e, nos subterrâneos, ficavam as jaulas dos animais, bem como todas as celas e galerias necessárias aos serviços do anfiteatro. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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Influência • O Coliseu era sobretudo um enorme instrumento de propaganda e difusão da filosofia de toda uma civilização, e tal como era já profetizado pelo monge e historiador inglês Beda na sua obra do século VII "De temporibus liber": "Enquanto o Coliseu se mantiver de pé, Roma permanecerá; quando o Coliseu ruir, Roma ruirá e quando Roma cair, o mundo cairá". Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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Beda • Beda (em inglês antigo: Bǣda ou Bēda; em latim: Beda; ca. 673—26 de maio de 735), conhecido também como Venerável Beda (em latim: Bēda Venerābilis),[k] foi um monge inglês que viveu nos mosteiros de São Pedro, em Monkwearmouth, e São Paulo, na moderna Jarrow, no nordeste da Inglaterra, uma região que, na época, era parte do Reino da Nortúmbria. Ele é conhecido principalmente por sua obra-prima, a "Historia ecclesiastica gentis Anglorum" ("História Eclesiástica do Povo Inglês"), um trabalho que lhe rendeu o título de "Pai da História Inglesa".
Em 1899, Beda foi proclamado Doutor da Igreja pelo papa Leão XIII
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• O Coliseu é conhecido como o maior símbolo da cidade de Roma, e um dos melhores exemplos da engenharia e da arquitetura romana.
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• Características do Coliseu • O anfiteatro resistiu, sobreviveu ao tempo, a saques e grandes terremotos e podemos estudar as seguintes as seguintes características: Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• 1 – Reforma constante • As primeiras escavações arqueológicas no Coliseu aconteceram no final do século 18. A partir daí, diversas restaurações foram feitas para preservá-lo. A última terminou em 2000, após recuperar a face externa dos arcos de mármore Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• 2 – Arena gigante • O Coliseu tem 48,5 metros de altura, o equivalente a um prédio de 12 a 15 andares. Com forma elíptica, ele mede 189 metros no maior de seus eixos e 156 metros no menor. Ninguém sabe ao certo qual arquiteto o projetou Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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3 – Corredores preservados • Entre as ruínas ainda dá para identificar os corredores que levavam às arquibancadas. Estes foram projetados para criar acessos exclusivos para as diferentes classes sociais da época. Amplos, permitiam que os 50 mil espectadores ocupassem ou deixassem seus lugares em poucos minutos Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• 4 – Material de primeira • Mais de 100 mil metros cúbicos de mármore travertino (de cor clara) foram usados na construção do estádio, principalmente no revestimento da fachada exterior. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• Mas esse material foi pilhado ao longo dos séculos, restando pouco dele no Coliseu. Tijolos, blocos de tufa (uma espécie de pedra vulcânica) e concreto também ajudaram a erguer o anfiteatro Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• 5 – Ameaça natural • Desde a sua construção, no século I, vários terremotos destruíram o Coliseu. Os historiadores estimam que o primeiro grande tremor aconteceu entre os anos 523 e 526. Na primeira metade do século IX, outro terremoto destruiu as colunas do piso superior e, em 1231, um forte abalo derrubou parte da fachada externa Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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1940, escavações junto ao Coliseu para Construção do Metro.
• 6 – Labirinto de ruínas • O subsolo do Coliseu só foi escavado há pouco mais de um século. Ele ficava abaixo da arena de lutas e tinha uma cobertura de madeira sobre a qual era despejada areia. Nessa intricada rede de corredores, salas, elevadores e jaulas ficavam os gladiadores e as feras antes de entrarem em cena
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• No tempo dos jogos, o estádio tinha toldo retrátil (o Velarium), feras e gladiadores e detinham os seguintes espaços:
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O camarote destinado ao imperador romano e seus convidados era chamado de PULVINAR
• 1 – Tribuna vip • Uma entrada exclusiva dava acesso ao camarote destinado ao imperador romano e seus convidados. Essa tribuna especial ficava num ponto privilegiado do anfiteatro, bem próximo à arena. O prefeito de Roma também tinha direito a um camarote particular
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• 2 – Fachada monumental • A fachada do anfiteatro impressionava pela riqueza de acabamento. Diferentes estilos de colunas ornavam os vários níveis de piso: as dóricas ficavam no térreo, as jônicas no primeiro andar e as coríntias no segundo. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• Cada um desses pisos tinha 80 arcos, com cerca de 7 metros de altura cada. A fachada ainda era decorada com centenas de estátuas de bronze
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• 3 – Arena da morte • No início, os gladiadores que lutavam nos jogos eram soldados em treinamento. Com o tempo, escravos, criminosos ou prisioneiros de guerra assumiram esse papel. Enfrentavam-se com lanças, espadas, tridentes, redes e escudos. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• Mais de 10 mil gladiadores morreram em três séculos de combates, lutando entre si ou enfrentando animais ferozes Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• 4 – O caminho das feras • Os animais usados nos espetáculos – principalmente leões trazidos das colónias romanas na África – percorriam um intricado caminho do subsolo até a arena. Primeiro, eles eram levados para pequenas jaulas, que eram suspensas (num elevador rudimentar) até um corredor. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• De lá as feras subiam alguns lances de escada para, finalmente, surgirem na arena de combate pela abertura de um alçapão
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A Última Oração Por Leon Gerome (1824–1904)
A polémica cristã • Não há consenso entre os historiadores se o Coliseu foi usado para sacrifícios de cristãos quando estes eram perseguidos pelos romanos.
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• Esta versão foi sustentada pela Igreja Católica, mas não há provas conclusivas de que os martírios de facto aconteceram no anfiteatro.
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Santo Inácio de Antiquia foi discípulo do Apóstolo S. João Evangelista e conviveu com S. Paulo, além de ter sucedido a S. Pedro como bispo de Antioquia. Foi a primeira personalidade a intitular os seguidores de Cristo como sendo católicos (universais).
“Martírio de Santo Inácio de Antiquia no Coliseu”,. Monilogio de Basileia II, 1000 d.C.
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Proteção solar • As coberturas retráteis (conhecidas como o Velarium), que podem ser abertas ou fechadas, parecem coisas dos tempos modernos. Mas nos seus dias de glória o Coliseu já teve um sistema parecido. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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• No topo do estádio, preso a 240 mastros, estendia-se um enorme toldo retrátil, que podia proteger os espectadores do sol. A arena, no entanto, nunca ficava sombreada
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
Arquibancada dividida • As apresentações de luta no Coliseu eram gratuitas. As dezenas de milhares de espectadores se dividiam nas arquibancadas em cinco diferentes setores conforme sua posição social. Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
• Enquanto os senadores de Roma sentavam bem próximos da arena de combate, as pessoas de baixa renda, por exemplo, ficavam no último piso do estádio
Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
Coliseu de Roma – Palco maior da Antiguidade
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Bibliografia • Santos, Artur Filipe (2012) A importância da Comunicação na Atribuição, Preservação e Divulgação do título de Património Mundial no âmbito da UNESCO aos Centros Históricos Urbanos. Tese de Doutoramento. Pontevedra: Universidade de Vigo.
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Bibliografia • • • •
http://www.coopculture.it/en/colosseo-e-shop.cfm http://whc.unesco.org/en/list/91 http://www.ancient.eu/Colosseum/ http://www.thecolosseum.net/history/chronology.htm • https://www.youtube.com/watch?v=bg5RI8q_S4c
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