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Semestrário 2024 | 02 - v. 10 n. 19 - 2025

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revistas do curso de arquitetura e urbanismo senac | v. 10 n. 19

2024 ISSN - 2675-2247

semestrário

2

ago | dez


Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac v. 10 n. 19 Semestrário ArqLab 2024 | 2 Registro de disciplinas ISSN - 2675-2247

Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial Centro Universitário Senac Santo Amaro Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo

Coordenação de curso Profa. Dra. Valéria Cássia dos Santos Fialho Coordenação e edição Prof. Dr. Ricardo Luis Silva Projeto gráfico Prof. Ms. João Yamamoto Equipe apoio editorial Projeto de extensão ARQLAB Senac

Centro Universitário Senac, ARQLAB Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo SENAC – Volume 10 número 19. Semestrário ARQLAB 2024|2. Centro Universitário Senac - São Paulo (SP), 2025. 280 f.: il. color. ISSN: 2675-2247 Editores: Prof. Dr. Ricardo Luis Silva, Profa. Dra. Valéria Cássia dos Santos Fialho, Prof. Ms. João Carlos Amaral Yamamoto Registros acadêmicos (Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo) – Centro Universitário Senac, São Paulo, 2025. 1. Divulgação Acadêmica 2. Produção discente 3. Anuário 4. Graduação 5. Arquitetura e Urbanismo I. Silva, Ricardo Luis (ed.) II. Fialho, Valéria Cássia dos Santos (ed.) III. Yamamoto, João Carlos Amaral (ed.) IV. Título

Corpo docente Profa. Dra. Adriane De Luca Profa. Dra. Aline da Silva Escórcio Ribeiro Profa. Ms. Ana Carolina Mendes Prof. Ms. André Biselli Sauaia Prof. Esp. Artur Forte Katchborian Profa. Dra. Beatriz Kara José Prof. Ms. Caio Luis Mattei Faggin Prof. Dr. Carlos Augusto Ferrata Prof. Dr. Cassimiro Carvalho Chaves Júnior Prof. Ms. Dani Hirano Profa. Ms. Debora Oelsner Lopes Profa. Dra. Dinalva Derenzo Roldan Prof. Ms. João Carlos Amaral Yamamoto Profa. Dra. Jordana Alca Barbosa Zola Profa. Dra. Katia Bomfim Pestana Profa. Dra. Letizia Vitale Prof. Ms. Luiz Eduardo Vasconcellos Junqueira Profa. Ms. Marcella Mussnich Moraes Ocke Prof. Dr. Marcelo Suzuki Prof. Ms. Marcelo Luiz Ursini Profa. Ms. Maria Stella Tedesco Bertaso Profa. Dra. Mariana Fontes Perez Rial Prof. Ms. Maurício Miguel Petrosino Prof. Ms. Paulo Henrique Gomes Magri Prof. Ms. Pedro Henrique Neves Viana dos Santos Prof. Ms. Ralf José Castanheira Flôres Prof. Dr. Ricardo Dualde Prof. Dr. Ricardo Luis Silva Prof. Dr. Rodrigo Gutierrez Profa. Dra. Rita Cássia Canutti Prof. Dr. Sérgio Matera Profa. Dra. Valéria Cássia dos Santos Fialho Prof. Dr. Walter José Ferreira Galvão

com contribuições/relatos dos estudantes 4º período - Daniel Lima, Pedro Pascoal, Pedro Martins, Rafael Cassiano de Oliveira, Raul Viana, Sarah Siqueira Projeto de extensão ARQLAB Senac / Semestrário Karina Fernandes Yasmin Versignassi


Editorial

Este Semestrário, em seu 19º número, traz o registro de nossas atividades acadêmicas entre

Valéria Fialho

disciplinas ofertadas mesclado a relatos de docentes e alunos sobre as experiências do

Coordenação de Curso

semestre, seguidos ainda de apontamentos sobre as diversas atividades extracurriculares

agosto e dezembro de 2024 (2024|2), apresentando, em formato panorâmico, o elenco das

desenvolvidas. Marcelo Suzuki Ricardo Dualde

Nesta edição seguimos contando com a participação da equipe de estudantes do Projeto de

Ricardo Luis Silva

Extensão “ARQLAB Senac – Ações de registro e divulgação do Bacharelado em Arquitetura e

Walter José Ferreira Galvão

Urbanismo” na organização e edição do conteúdo.

Núcleo Docente Estruturante Assim, encerramos mais um ciclo, sobre o qual organizamos um olhar não apenas retrospectivo, mas que desenha novos caminhos para o futuro.


PANORAMA

CURSO

6-20 Representação gráfica codificada aplicada ao projeto

Projeto habitação

Indivíduo e sociedade

Formação do solo urbano

Compreensão do mundo físico

1º SEM

2º SEM 3º SEM

44-63

Escala local e dinâmicas da cidade

Conforto ambiental

Projeto equipamento institucional

Materiais e estruturas

Ferramentas digitais aplicadas ao projeto

Estudos Sociais Urbanos - Práticas extensionistas

Arquitetura e cidade

21-43

Aspectos da vida urbana - Práticas extensionistas

Projeto abrigo

Percepção e representação do espaço

Experimentos tridimensionais

Estudos ambientais aplicados ao urbanismo

Arte: história e expressão

SEÇÃO 1

64-99

4º SEM


Projeto equipamento cultural

Ferramentas digitais avançadas aplicadas ao projeto

Renovação dos espaços da cidade

Projeto Patrimônio

Discurso Representação e Retórica

Desempenho dos materiais e das construções

100-115 Cidade contemporânea

5º SEM 8º SEM

Trabalho de conclusão de curso 2

140-161

Projeto Grandes conjuntos edificados

Prática profissional

Pesquisa aplicada em Arquitetura e Urbanismo

Novas tecnologias - Escala urbana

Estruturação metropolitana e ambiental

6º SEM

Eletiva 2

Qualificação da cidade: norma, desenho e paisagem

Projeto edifício multifuncional

Patrimônio: conceitos, práticas e intervenções

Linguagem, imagem e mídia

Instalações prediais

116-139

162-164

10º SEM


Arte: História e Expressão Ricardo Luis Silva

1º SEM

6

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Dentre os exercícios propostos na

espaço da sala de aula. Enquanto isso, os

disciplina, a atividade vinculada à aula-

demais colegas de classe de espalham ao

painel COR tem como referencial principal

redor do espaço e registram com fotos e

o artista brasileiro Hélio Oiticica. Após uma

videos a experiência.

longa explanação sobre a trajetória do

De posse das imagens congeladas da ação,

artista, apresentando suas principais obras

cada aluno é convocado a obserar a cor no

e suas discussões sobre a “cor no espaço”,

espaço e suas dinâmicas e combinações.

os alunos são provocados a experimentar o

Dessa observação vem o convite a explorar

PARANGOLÉ (1964-1975). Utilizando tecidos

a tinta guache e os gestos das mãos

coloridos e alfinetes de segurança, alguns

reproduzindo as cores, em massas e

estudantes voluntários montam, com o

volumes, espacializadas pelos movimentos

auxílio dos demais colegas, parangolés

dos corpos. Experimentação gestual,

em seus próprios corpos. Existe aí uma

compreensão espacial, cores e texturas.

premissa e atenção para a percepção dos corpos, de seus movimentos, espacialidades geradas com a interação com os tecidos e também um olhar experimental às composições cromáticas possíveis. Depois de “montados”, os parangolés são então ativados pelos movimentos e danças dos corpos no

Seção 1: Panorama do curso

7


Figura 1 (página anterior): Parangolés sendo ativados pelos alunos. Figura 2: Turma registrando a ação dos parangolés. Figuras 3 e 4: A partir das fotografias, reprodução dos gestos, movimentos e cores no papel.

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Estudos Ambientais

A disciplina, que marcou o início da

elementos conceituais e análise

jornada do aluno no curso de Arquitetura e

quantitativa através da utilização de dados

Urbanismo

Urbanismo, ofereceu uma visão abrangente

ilustrativos da diversidade da Cidade de

sobre a cidade e a complexa rede de

São Paulo.

características que a compõem. O curso foi

Na segunda parte do curso, os alunos

Ricardo Dualde

desenvolvido a partir de uma abordagem

receberam uma introdução à análise

dual, com a introdução ao urbanismo

urbana por meio de ferramenta de

como ciência e a abordagem de temas

geoprocessamento (QGIS). Acredita-se

ambientais, sociais e econômicos no espaço

que apesar da introdução precoce desses

geográfico urbano e, simultaneamente, a

recursos a abordagem ajudou a integrar

abordagem quantitativa com o emprego de

diferentes assuntos que posteriormente

softwares que dão suporte à análise urbana.

serão refinados ao longo dos próximos

Além de proporcionar uma visão integrada

semestres. A realização das análises partiu

e complexa, a disciplina procurou auxiliar

da escolha de distritos da Cidade de São

o aluno a se adaptar ao ensino superior,

Paulo, escolhidos pelos alunos com base

desenvolver uma identidade com o curso e

na proximidade da moradia ou trabalho.

com a nova realidade acadêmica.

O exercício completo resultou na análise e

As atividades começaram com a exploração

caracterização dos seguintes temas:

das “cidades escondidas” da Amazônia

(I) Sítio e características da urbanização;

e do sítio arqueológico de Raimundo

(II) Elementos naturais e sua ocupação;

Nonato, na Serra da Capivara (PI). Em

(III) Parcelamento e ocupação do solo;

seguida, foram introduzidos os temas que

(IV) Densidade e renda;

ilustram a situação urbana propriamente e

(V) IDH: composição e interpretação, e;

desenvolvidos em painéis que combinavam

(VI) UDH: variações temáticas no distrito.

aplicados ao

Seção 1: Panorama do curso

9


TEMA 01

Cidade Dutra Área do Distrito

APRESENTAÇÃO DO SÍTIO E SUAS CARACTERÍSTICAS População Total

1

1

Densidade Demográfica

O Distrito da Cidade Dutra possui 182.459 mil habitantes, ocupando o quarto quartil no ranking da densidade demográfica entre os distritos de São Paulo.

29,3 km² O distrito de Cidade Dutra ocupa o terceiro quartil no ranking entre os distritos de São Paulo.

13,37%

Evolução da Demografia no Distrito

2,60%

Cidade Dutra Altimetria e hipsometria do distrito

TEMA 02 ELEMENTOS NATURAIS E SUA INTERPRETAÇÃO

Hidrografia

Aspectos ambientais e ZEPAM

-7,08%

2

O Distrito da Cidade Dutra apresenta um decréscimo populacional onde consequentemente gera um decréscimo na densidade demográfica conforme indicam os últimos 4 censos.

Classificação do Território

2 Fonte : https://www.ibge.gov.br/

O Distrito da Cidade Dutra é predominantemente urbano, com áreas arborizadas nas extremidades próximas às represas Billings e Guarapiranga. Sem atividades rurais, o distrito se concentra em atividades econômicas dos setores secundário e terciário. Sua infraestrutura combina serviços variados e boa integração entre áreas.

Matrix de Parcelamento 2

Fonte: Geosampa - Disponível em https://geosampa.prefeitura.sp.gov. br/PaginasPublicas/_SBC.aspx

Aspectos Ambientais

Cidade Dutra possui seu parcelamento em grelha, devido a isso enfrenta problemas de mobilidade e falta de serviços adequados. A alta densidade populacional causa congestionamentos e o transporte público é insuficiente. A desigualdade na distribuição de serviços e a falta de áreas de convivência prejudicam a qualidade de vida, exigindo investimentos para um desenvolvimento.

Integrantes: Julya Barros,Marina Bertacchi, Patricia Maximiano, Izabela Moraes

Crescimento Populacional 13,37%

2,60%

Amplitude altimétrica

-7,08%

Entre 725m mínimos e 805m de altitude máxima, a amplitude altimétrica do distrito é de 80m entre seus pontos.

2

Poluição das Águas: A região sofre com a poluição dos rios e córregos, principalmente devido ao descarte inadequado de resíduos e esgoto. Desmatamento e Urbanização: A expansão urbana tem levado ao desmatamento e à perda de áreas verdes, o que afeta a biodiversidade local e contribui para a degradação do solo. Gestão de Resíduos: O acúmulo de lixo em áreas públicas e a falta de coleta seletiva são questões recorrentes, impactando a qualidade de vida dos moradores. Qualidade do Ar: A poluição atmosférica, causada principalmente pelo tráfego intenso de veículos, é uma preocupação constante.

Hipsometria (m)

Fonte : https://www.ibge.gov.br/

A hidrografia do distrito Cidade Dutra conta com duas represas, Billings e Guarapiranga em sua margem. A Guarapiranga tem como sua principal função regular o fluxo dos rios Pinheiros e Tietê e gerar energia elétrica e abastecimento de água potável. A Represa Billings desempenha um papel estratégico no fornecimento de recursos, também ajuda a controlar o fluxo dos rios da região, como o Pinheiros, e atua na mitigação de enchentes. O Cidade Dutra possuia 14 microbacias e diversos pontos de drenagem em sua área.

Fonte: Portal de Mapas IBGE - Disponível em https://portaldemapas.ibge.gov.br/portal.php#mapa204917

O distrito possui diversas áreas verdes e parques, como por exemplo o Parque Ecológico do Guarapiranga, o Parque Linear 9 de Julho e o Parque Linear Castelo. Não possui unidades de conservação de grande porte diretamente identificadas, mas está intimamente ligado à presença da Represa Billings, que desempenha papel ambiental crucial na região. A represa e seus entornos fazem parte de uma Área de Proteção Ambiental (APA) para preservar o ecossistema local e proteger os recursos hídricos as áreas de vegetação remanescente da Mata Atlântica.

Fonte : 1) https://www.ibge.gov.br/ 2) Cidade Dutra – Wikipédia

TEMA 03

Cidade Dutra 1. Parcelamento Urbano

PARCELAMENTO E OCUPAÇÃO

O Distrito Cidade Dutra tem seu parcelamento urbano em forma de grelha, onde os loteamentos são divididos de forma racional. Possui algumas áreas de glebas, as quais são destinadas ao sesc e ao autódromo.

1.1 Circulação: O distrito é servido por pelo menos 10 linhas de ônibus (1) que passam pelo distrito, possui 2 (2) estações de trem (Estação Autódromo e PrimaveraInterlagos), além de importantes avenidas como Av Intelagos, Av. Senador Teotônio Vilela e Av. Atlântica, somando à inúmeras ruas, utilizadas por transporte público, privado, bicicletas e pedestres.

1.2 Funções Especificas: Apesar do distritos possuir alguns centros comerciais, a maior parte do distrito é composta por residências e algumas áreas verdes distribuídas em seus aproximadamente 75 bairros(2).

2. Ocupação do Solo

Figuras 1 a 3: Pranchas de trabalho das alunas Julya Barros,Marina Bertacchi, Patricia Maximiano e Izabela Moraes.

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.

O distrito da Cidade Dutra é predominantemente urbano, composto por aproximadamente 75 bairros e nestes contém centros comerciais, porém é majoritariamente residencial. É o único distrito de São Paulo a ter um autódromo, somado Sesc Interlagos, são utilizados pela população para lazer. Além disso, o distrito possui algumas praças e parques como, Parque Linear Castelo, Parque Linear Nove de julho e o Clube de Campo de São Paulo.

Fontes: 1 - www.sptrans.com.br 2- Cidade Dutra – Wikipédia, a enciclopédia livre 3 - https://geosampa.prefeitura.sp.gov.br/PaginasPublicas/_SBC.aspx 4 - IBGE - https://www.ibge.gov.br


Experimentos Tridimensionais Paulo Magri Rodrigo Gutierrez

Figuras 1 e 2: Registro de dinâmicas de exposição e reflexão sobre os estudos realizados. A produção de maquetes foi sempre seguida da exposição e análise das propostas por toda a turma, gerando reflexões coletivas com direcionamento e ênfase nos aspectos mais relevantes.

Seção 1: Panorama do curso

11


Todas as atividades da disciplina têm

que impactam diretamente na experiência

em complexidade e escala, tendo

uma abordagem prática baseada no

projetual e na própria representação em

conceitos e fundamentos apresentados

uso de maquetes para a realização de

escala reduzida.

gradativamente, mas que devem ser

experimentos de projeto. Busca-se

As atividades e experimentos foram

abordados sequencialmente agrupados a

estimular o reconhecimento de que os

desenhados para estimular o diálogo e

cada novo experimento.

recursos de representação da arquitetura

o compartilhamento, de tal forma que

funcionam como instrumentos ativos na

os alunos são convidados a analisar e

construção do pensamento.

reconhecer aspectos subjetivos e práticos

Um tema importante abordado durante

a partir da observação das maquetes

as aulas é a percepção das características

elaboradas.

dos materiais e suas propriedades físicas,

Os exercícios vão aumentando

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Percepção e

A disciplina busca o

complexidade crescente, desenvolver

desenvolvimento da percepção a

as habilidades de percepção, tradução e

partir do conceito do desenho como

representação do espaço. Neste primeiro

Espaço

linguagem, envolvendo o conhecimento

grupo de atividades são apresentados

e a representação do universo físico e

aos alunos conceitos fundamentais

sensorial através de registros gráficos.

como desenho analítico, proporção,

Valéria Fialho

O desenho, e a experimentação através

representação em perspectiva, entre

dele, se transforma em ferramenta

outros, a partir da exploração, em

de conhecimento, estimulando a

complexidade também crescente, dos

sensibilidade através da educação do

objetos, dos elementos da natureza,

olhar. Assim, nas vivências inaugurais

do corpo humano, dos espaços, da

do curso, o aluno apreende o mundo

arquitetura e, finalmente, da cidade.

Representação do

que o cerca e a cidade, que será sua matéria prima essencial, a ele se revela. Se organiza, portanto, em módulos de aprendizagem, que partem de exercícios simples, que trabalham com a apreensão de formas no espaço, passando por exercícios que trabalham a questão da percepção de elementos, suas relações e proporções, até o trabalho de campo, onde o aluno é instigado a observar e representar, e no qual deve carregar seu mais novo e indispensável companheiro de jornada, o caderno de croquis. O primeiro módulo, instrumental, busca, através de exercícios rápidos e de

Seção 1: Panorama do curso

13


Após este primeiro grupo de exercícios instrumentais, partimos para um “Exercício de Repertório”. Os estudantes devem, a partir de pesquisa de referências (livros, periódicos, portais, sites especializados) eleger 2 exemplos das seguintes tipologias: habitação, edifício habitacional, edifício multifuncional, equipamento institucional/cultural e pavilhão. Neste processo o estudante se aproxima de fontes diversas de pesquisa e dá início à construção de seu repertório pessoal. Feitas as escolhas, deve organizar um “caderno” com informações, desenhos e imagens das obras, complementados por croquis de sua autoria.

Figura 1: Composição livre a partir da tradução de um ballet: o corpo no espaço (Giovanna Andrade).

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Figura 2: Repertório: Habitação (Giovanna Andrade).


Seção 1: Panorama do curso

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Os croquis, elementos fundamentais para o entendimento e explicitação das intenções de projeto, são ferramenta poderosa de formação. E vem desta crença a proposição de um exercício final, no qual o aluno é inquirido a realizar uma Reportagem Gráfica de edifícios/espaços emblemáticos da cidade. Assim, a partir da escolha de obras espalhadas pela cidade, cada aluno vai desenvolver uma narrativa visual construída a partir de sua percepção e alimentada pela capacidade de representar aquilo que o cerca. Cada aluno elege assim seu objeto de estudo, determina um percurso e o que quer mostrar do edifício. Assim, espera-se que o aluno entenda que ao visitar, percorrer, observar e desenhar, relata, sob seu particular e único ponto de vista, aquilo que o cativou e que vai fazer parte de seu repertório e de seu olhar de arquiteto sobre a cidade.

Figuras 3 e 4: Reportagem Gráfica – Instituto Moreira Sales (Sabrina Patta).

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Seção 1: Panorama do curso

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Projeto Abrigo Gabriel Pedrosa João Yamamoto

Figura 1: O conjunto da produção, montado na ala I do edifício acadêmico 2 do centro universitário.

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e sentados. Na primeira etapa deste

de escala, as conexões entre as barras dos

seguindo a orientação, que já durava dez

Neste primeiro projeto do curso,

desenvolvimento, as propostas de estrutura

modelos 1:1 não poderiam reproduzir os

anos, de estruturar o exercício de projeto

não eram fechadas, o que só passou a

nós de fita crepe com que trabalhamos nos

a partir da experimentação direta com

acontecer após a escolha da alternativa a

modelos iniciais.

os materiais, tanto em escala reduzida

ser desenvolvida.

quanto em escala real, mas propondo

Definida a estrutura e estudadas

Diferentemente do que fizemos com a estrutura e os fechamentos, não definimos

novos materiais e processos construtivos,

algumas de suas possibilidades de

materiais para este elemento, apresentando

desenvolvemos os projetos de abrigo

fechamento, passamos ao trabalho nos

uma série de possibilidades a partir de uma

estruturando-os por barras de madeira de

modelos em escala 1:1. Uma diferença que

aula de repertório e de uma inspeção nas

um metro de comprimento e seção circular

nos parecia importante entre este novo

caçambas de descarte da oficina do centro

de 15 mm, com fechamentos em placas

exercício e o anterior estava justamente

universitário, local onde se deu a maior

quadradas de um metro de papelão.

nesta passagem, pois, desenvolvida a

parte do desenvolvimento desta segunda

volumetria do abrigo na escala 1:5, restava

etapa da disciplina. Tubos de aço, fitas

buscamos trabalhar a noção de escala a

ainda uma nova frente de projeto: as

de aço perfuradas, chapas de aço, chapas

partir da medição dos próprios corpos e

conexões entre as barras. Se a mera

de alumínio extraídas de embalagens de

da subsequente confecção de bonecos

passagem dos palitos de churrasco de seção

bebidas e chapas de PET foram utilizadas

planos articulados em escala 1:5. Munidos

redonda de 3 mm cortados a 20 cm de

na produção das conexões finais, a partir

dos corpos em escala, os estudantes

comprimento para as barras dos trabalhos

de uma série de conversas e estudos que,

passaram a desenvolver diversas hipóteses

finais – ou a passagem dos papéis sulfite

além destes, consideraram outros materiais

de estrutura, com a única atribuição de

cortados em quadrados de 20 cm para as

e processos, como mangueiras ou peças em

que abrigassem estes corpos deitados

placas de papelão – já resolvia a mudança

madeira maciça.

Em um primeiro e curtíssimo exercício,

Seção 1: Panorama do curso

19


Resolvidos os nós, passamos à produção das peças de fechamento e aos estudos de fixação entre peças e das peças às estruturas, em geral através de grampos e, sobretudo, de abraçadeiras plásticas (como a fita hellermann), chegando, finalmente, às questões de sequência de montagem. Para além da ótima impressão que nós, docentes responsáveis pela disciplina, tivemos dos resultados desta primeira experiência, pareceu-nos validar a proposta de reformulação que fizemos a grande dedicação dos estudantes aos trabalhos, a boa recepção dos colegas ao fim do semestre e, mais recentemente, o convite da coordenação do curso para que desta experiência desdobrássemos uma proposta para a ambientação do entorno da Arena Senac na edição 2025 da Design Week.

Figura 2: Parte da extensa produção inicial de alternativas de estruturas.

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Figura 3: O principal assunto de projeto na segunda parte da disciplina, o nó.


Compreensão do mundo físico Marcelo Ursini (matutino) Sergio Matera (noturno) Walter José Galvão (noturno)

Matutino Marcelo Ursini Os objetivos e conteúdos da disciplina são desenvolvidos em

2º SEM

dois módulos: Topografia e Sistemas Construtivos que ocupam metade do semestre cada um. O módulo de Topografia é estruturado a partir de três competências a serem trabalhadas: a descrição, interpretação e intervenção no território. Iniciamos pela descrição do território abordando os conceitos de planimetria, altimetria e curvas de nível com exercícios práticos de fixação destes conceitos. Destacamos como

Seção 1: Panorama do curso

21


conteúdo central os procedimentos

inclinações acentuadas acima de 30%.

arquitetônico. Arquitetura é sempre

para identificação e desenho das curvas

O módulo finaliza com a conceituação

construção. Os alunos estudaram 16

de nível através das interpolações

das técnicas de movimentação

exemplos de residências brasileiras

matemáticas ou gráficas. Adquiridas

de terra aplicadas em projetos de

contemporâneas observando como

esta competência, descrição,

terraplanagem para patamares e

a definição destes sistemas dão

passamos a leitura e interpretação

abertura de vias.

corpo, materialidade, aos conceitos

do território identificando seus

As construções são abordadas

principais compartimentos: corpos

através do aprofundamento dos

d’água, talvegues secos e molhados,

sistemas estruturais vedações e

espigóes, gargantas e bacias de

coberturas com ênfase nas suas

contribuição. Estuda-se também as

interrelações. Procura-se repertoriar

principais restrições urbanísticas

os alunos quanto materiais e técnicas

atreladas ao relevo: APP ao longo de

construtivas destes sistemas sempre

rios e nascentes, topos de morro e

como parte integrante do objeto

Figura 1: Exercício de planimetria; várias formas de descrição de um polígono. Aluna Gianni dos Santos Novi.

Figura 2: Exercício de curvas de nível: desenho das curvas de nível através da interpolação entre cotas identificadas em um território. Aluna Gianni dos Santos Novi.

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.

arquitetônicos.

Figura 3: Projeto de terraplanagem: construção de patamares através do uso de taludes: planta, perfil das estacas e cálculo de volumes. Aluna Gianni dos Santos Novi.


relativos à cartografia e topografia, mais especificamente o conhecimento e interpretação de mapas, assim como especificidades d77e localização geográfica de um ponto, como Latitude e Longitude. Também a identificação de pontos cardeais num lugar, a partir

Noturno Sergio Matera Walter José Galvão

do Norte magnético e sua diferenciação com o Norte verdadeiro eram comentados. 77 A seguir eram delineados os preceitos da Planialtimetria necessários para delineação de um terreno,

Como a disciplina agregava os

como Azimute e Rumo. Também se

assuntos relativos à topografia, física

abordava o conhecimento básico para

aplicada e tecnologia da construção

a interpretação do seu relevo, como

e dos materiais, ela foi dividida

a análise de curvas de nível e sua

em três eixos temáticos: Localizar;

determinação, assim como os cortes

conhecer o terreno; preparar a

no terreno com a definição de taludes e

construção e construir. Dessa forma

planificações.

eram apresentadas as características

Então eram apresentadas todas

dos materiais, dos solos e demais

as normativas, bem como aspectos

elementos formadores do meio

legais e funcionais para o projeto e

ambiente e seu rebatimento na prática

implantação do canteiro de obras.

de elaboração do projeto arquitetônico.

Como exercício desta etapa foi feito,

No que diz respeito ao eixo de

em equipe, um projeto de canteiro de

“Localizar” foram abordados assuntos

obras.

Seção 1: Panorama do curso

Figuras 1, 2 e 3 (página seguinte): Atividade no canteiro experimental.

23


Nas atividades relativas ao

como o correto manejo da argamassa

sistemas construtivos. O trabalho final

canteiro experimental, foram feitas

de assentamento e o nivelamento de

constituiu-se numa pesquisa sobre

atividades relativas à execução

fiadas de tijolos.

sistemas construtivos considerados

de alvenarias. Após orientações

Por fim era apresentado o edifício

preliminares, os alunos implantavam

como um sistema, enfatizando os

uma parte de alvenaria de tijolos

subsistemas da edificação (supra e

cerâmicos furados, assim como os

infraestrutura, vedações, cobertura,

maciços. Eram observados aspectos

fachada e instalações) e os diferentes

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.

inovadores, como Light Steel Frame, concreto PVC, etc.


Formação do solo urbano Carlos Ferrata (matutino) Jordana Zola (matutuino) Mariana Rial (noturno) Ricardo Dualde (noturno)

Matutino Carlos Ferrata Jordana Zola O objetivo da disciplina é explorar

predominantemente horizontal,

os conceitos sobre morfologia urbana e

com baixa densidade populacional.

formas de ocupação, tendo a dimensão

Os estudantes foram estimulados a

da quadra e o uso predominantemente

pensar novas ocupações a partir de

residencial como parâmetros principais

parâmetros urbanísticos previamente

de análise, leitura e proposição.

estabelecidos, considerando o uso

A disciplina de Formação do Solo

predominantemente residencial e uma

Urbano deste semestre foi dividida

dada densidade populacional desejada.

em dois momentos. O primeiro foi

Um aspecto importante a salientar

concentrado em leituras de referenciais

como parte do processo de trabalho

teóricos e visitas de campo a diferentes

foi o fato de cada grupo ter realizado,

bairros da cidade.

como parte da construção das bases

Num segundo momento,

de trabalho, uma maquete sobre a qual

definimos um trecho da cidade

as hipóteses eram lançadas e onde as

para intervir, no bairro dos

orientações eram feitas.

Campos Elíseos, numa quadra

Seção 1: Panorama do curso

25


Figura 1 (página anterior): Visita a Galeria Nova Barão, na República. Figuras 2 e 3: Atividades em sala de aula. Figuras 4 a 7: Maquetes de apresentação das propostas de projeto.

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Seção 1: Panorama do curso

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Noturno Mariana Rial Ricardo Dualde A disciplina trabalhou ao longo

o bairro do Ipiranga, em que a leitura

do semestre conceitos de morfologia

dos alunos possibilitou a delimitação

urbana, aspectos históricos do

coletiva de recorte territorial. O

processo de urbanização da metrópole

exercício de projeto resultou em

paulistana e fundamentação da teoria

seis propostas de ocupação de uma

urbana, resultante das transformações

quadra em área central, no Bairro

das cidades ocidentais a partir de

de Campos Elíseos, com redefinição

meados do século XIX. Para tanto,

de usos, implantação de tipologia

valemo-nos de exercícios de leitura

residencial para atendimento de

cartográfica e identificação dos

densidade previamente dada e projeto

elementos morfológicos, de visitas

de espaços livre. Foi possível a partir

técnicas para leitura urbana e de

deste mensurar a apreensão da

aulas em sala envolvendo discussões

turma do conteúdo apresentado, bem

baseadas em leituras programadas e

como a construção de habilidades e

aulas expositivas.

competências objetivo da disciplina.

A partir da apresentação deste referencial teórico, da capacitação instrumental e da construção de habilidade em leitura crítica do tecido existente, propôs-se exercício de projeto urbano na escala da quadra. Como objeto de estudos, adotou-se

28

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.

Figura 1: Visita à Av. Paulista.


Figura 2: Seminário intermediário – leitura urbana.

Figura 3: Exemplo de trabalho final – exercício de projeto urbano na escala da quadra.

Seção 1: Panorama do curso

29


Indivíduo e Sociedade Gabriel Pedrosa (matutino) Letizia Vitale (noturno) Ricardo Luis Silva (matutino e noturno)

Um dos exercícios desenvolvidos na disciplina consiste na observação de práticas e dinâmicas sociais no cotidiano da cidade, tendo como pressuposto o olhar antropológico. A atividade se realiza em diversas feiras de rua da cidade, onde os estudantes se debruçam para levantar os atores, cenários e regras que constituem aquele local e aquela prática cotidina. Utilizam princípios do método etnográfico e desenvolvem um caderno de campo contendo as mais diversas percepções anotadas Figura 1: Visita etnográfica Mercado Kinjo Yamato. Figuras 2 a 5: Páginas de Cadernos de Campo produzidos pelos alunos.

30

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.

em campo. São gestos, elementos formais, vozes, dinâmicas sociais, cores, tipos urbanos, etc.


Seção 1: Panorama do curso

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Projeto Habitação Caio Faggin (noturno) Katia Pestana (noturno) Marcelo Suzuki (matutino) Sergio Matera (matutino)

Matutino Marcelo Suzuki Sergio Matera Disciplina ministrada para o 2º período do curso, com estrutura pedagógica organizada em atividades práticas de projeto, leituras de projetos de referência e aulas expositivas com embasamento teórico. A dinâmica em classe ocorre pela discussão de projetos referenciais (uso, escala, programa, construção) e Figura 1: Maquete de apresentação do projeto de Habitação Multifamiliar. Alunos: Fernando Montes e Rodrigo Silva. Figuras 2 e 3: Maquetes de estudos do projeto de Habitação Unifamiliar.

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.

o desenvolvimento de um exercício prático em grupos de alunos (três componentes) e apresentado em discussões coletivas.


São desenvolvidas três atividades

- Habitação Multifamiliar: Projetar

avaliativas: uma individual como

prédio com apartamentos de 3

exercício de leitura de projeto e

tamanhos: pequeno, médio e grande.

duas atividades práticas de projeto

Articular acessos com as circulações

desenvolvidas em equipe com

verticais e horizontais. Especificar

programas habitacionais uni e

mobiliário e equipamentos. Desenhar

multifamiliares com o objetivo de

mobiliário conforme cada demanda de

desenvolver soluções de desenho

projeto.

para questões de inserção urbana, implantação e técnicas construtivas (concreto, aço e madeira). - Leituras de Projetos: capacitar a ler projetos de arquitetura, compreender a sequência apresentada de pranchas que somadas representam o projeto tridimensional que se pretende construir. Ler a sequência e achar a lógica dos componentes desmembrados em representações parciais de um todo; - Habitações Unifamiliares: Projetar casas para desenvolver racionalmente os ambientes e seu mobiliário. Desenvolver a visão do mobiliário no espaço em cada ambiente;

Seção 1: Panorama do curso

33


Noturno

Casa Estreita, o exercício passava pelo

30m2, 60m2 e 90m2) em conjunto

manejo do agrupamento funcional

com atendimento de programa de

Caio Faggin

da casa, zonas dia e noite, espaços

necessidades de áreas comuns tanto

Katia Pestana

servidores e servidos em dialética

internas quanto externas.

direta com as necessidades de cada

Fez parte do processo todo

A disciplina de habitação

área e as atribuições espaciais de

o entendimento e proposição

ministrada para a turma do segundo

insolação, ventilação, visuais diretas

de projeto dentro da graduação

semestre do curso propõe ser a

e indiretas possíveis em um terreno

de espaços públicos, coletivos e

primeira reflexão projetual sobre o

estreito. Fez parte do processo o

privados, desde a implantação até

morar.

enfrentamento da necessidade de

a entrada das unidades, com suas

criação de espaços livres de edificações,

circulações verticais e horizontais

de projeto em escala crescente,

culminando especialmente no

como balizadores importantes da

no primeiro propusemos levantar

trabalho com o pátio interno, além das

estruturação das propostas.

as medidas do mobiliário em uso

circulações horizontais e verticais, uma

nas casas, para partir dos objetos e

grande ferramenta de projeto nesse

nas horas de atividades em ateliê

utensílios e tomar conhecimento das

ponto foi desenho do corte.

de projeto, sendo muito incentivado

Foram propostos três exercícios

proporções do espaço necessário para

Todo o curso teve grande ênfase

o desenho em escala e à mão livre,

utilização destes, aplicando assim uma

Já no terceiro exercício, o

hipótese de aproximação ao projeto.

programa da casa passava a estar pautado pela combinação de três

e também trabalho em maquetes durante o processo projetual. Em atividade extra campus foi

No segundo exercício os

diferentes tamanhos de tipologias em

feita uma visita à Casa Tomie Ohtake,

estudantes, em atividade individual,

um pequeno edifício urbano, projetado

no Campo Belo, tivemos uma troca

partiram dos ambientes criados em

em lote real, plano, mas de geometria

muito rica com os estudantes em

torno das funções domésticas na

desafiadora, batizado de “predinho”

diversas falas compartilhadas pelos

primeira atividade, para dispô-los

incitou as equipes projetarem edifícios

professores e manifestações individuais

em um lote urbano estreito, típico

atendendo ao número de unidades

de todos, somando-se ao processo

da cidade de São Paulo, batizado de

residenciais proposto (variando entre

projetual do semestre em sala. A visita

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


foi muito proveitosa e contribuiu para tomada de contato dos alunos com o espaço construído de uma casa de arquitetura de notória qualidade em paralelo com o livre debate e diálogo entre todos. Também estiveram muito presentes em todo o curso as atividades de pesquisa, tanto na forma de estudos de caso feitos coletivamente em sala, quanto na análise de referências arquitetônicas circunstanciais trazidas pelos estudantes e pelos professores, além de atividade de leitura e debate de um texto e sessões expositivas focadas em

OAMADA

A

RvAROGWo1oMERCcio

CSN ESTHEITA

ARIAA

projetos emblemáticos de habitação de todo o mundo.

Ex01 - CASA ESTREITA Henrique Gabriel

ORE B8

AA

CORTE

GoyMINA

Seção 1: Panorama do curso

D

SA

OKIE CC

R

VARKA104204EXERCICO

CATRO CASA ESTRETA

UVc Sa

afr EDNO

TAY

35


36

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Seção 1: Panorama do curso

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Representação Gráfica Codificada aplicada ao Projeto Carlos Ferrata (matutino) Dani Hirano (matutino e noturno) Marcelo Ursini (noturno)

A disciplina de Representação Gráfica Codificada Aplicada ao Projeto inicia com a leitura e compreensão de desenhos técnicos de casas referenciais identificando cada linha do desenho e compreendendo o que representa e sua expressão gráfica tal como definido nas NBR 6492.

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.

Figura 1: Leitura de desenho de casas. Alunas: Juliana Soares Costa (mat.) e Giulia Ferreira (not.).


Posteriormente os alunos iniciam a aplicação executando desenhos técnicos em diferentes escalas com a respectiva representação gráfica através da compreensão dos diferentes elementos arquitetônicos de um projeto (estrutura, vedos, caixilhos e demais sistemas construtivos), instrumentalizando com as ferramentas e técnicas de desenho básicas com prancheta, lapiseiras de espessuras diferentes, régua paralela, esquadro e etc. Após a compreensão não só da representação gráfica dos elementos arquitetônicos (em planta, corte ou em vista), passam a aprender a dimensionar através dos cálculo que as normativas estabelecem para a definição de desenho preciso dos elementos arquitetônicos como escadas, rampas e coberturas e sua aplicação no desenvolvimento do projeto. E por fim a aplicação das técnicas de representação em um projeto próprio como o Projeto de Habitação.

Figura 2: Elementos estruturais. Aluna: Leticia Amaral (mat.) e Giovanna Varasquim (not).

Seção 1: Panorama do curso

39


Figura 3: Elementos Escada. Aluna: Leticia Amaral. Figura 4: Elementos Rampa. Aluna: Juliana Soares Costa. Figura 5: Leitura dos elementos no Senac. Aluna: Grazielly Moraes.

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Figura 6: Elementos Escada e Rampa. Alunas: Taina Soares e Giovanna Varasquim (not.).

Seção 1: Panorama do curso

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Figura 7: Desenho do projeto habitacional PA. Aluna: Marcela Sigoli (mat.).

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Figura 8: Desenho do projeto habitacional PA. Alunos: Helena Matos e Arthur Bastos (not.).

Seção 1: Panorama do curso

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Arquitetura e Cidade João Yamamoto

Ao longo do semestre na disciplina “Arquitetura e Cidade”, exploramos a evolução histórica da arquitetura e do urbanismo tendo como ponto de partida os conceitos de construção e arquitetura. A viagem pela história das cidades começou com uma breve contextualização das primeiras civilizações, como a Mesopotâmia e o

3º SEM

Egito, onde o conceito de cidade e seus elementos começou a tomar forma, ao mesmo tempo em que fizemos um paralelo com as descobertas recentes de cidades tão antigas nas américas central e do sul. A partir da Grécia e de Roma, pudemos observar a sistematização de um urbanismo que articulava o espaço público, os edifícios monumentais e as infraestruturas essenciais, reflexo do avanço técnico e social da humanidade. Esses marcos foram

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


contextualizados no desenvolvimento da civilização ocidental, possibilitando o entendimento de como o espaço urbano foi ganhando novos significados e formas ao longo do tempo. A disciplina enfatizou as relações entre as mudanças sociais e técnicas e as expressões arquitetônicas e urbanísticas. Estudamos as mudanças no modo de vida trazidas pela Revolução Industrial. O Plano de Paris, de Barcelona, as cidades industriais e as transformações que vinham ocorrendo nas cidades dos séculos XVIII e XIX foram objeto de análise, destacando a interseção entre política, tecnologia e o desejo de reorganizar as cidades. Os debates sobre o pensamento moderno foram particularmente enriquecedores, especialmente em torno das propostas do Movimento

Figuras 1 e 2: Materiais produzidos pelos alunos expostos nos corredores do campus.

Seção 1: Panorama do curso

45


Moderno, dos Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna (CIAMs) e da Carta de Atenas, que influenciaram profundamente as transformações urbanas no século XX. A arquitetura brasileira também teve um papel central nas discussões, assim como a análise do impacto da arquitetura na construção da identidade nacional. Além das aulas teóricas, as atividades práticas incluíram registros individuais das visitas de campo, debates em seminários e a realização de um trabalho final. Este consistiu em um estudo analítico e reflexivo sobre uma obra de arquitetura na cidade de São Paulo, que resultou em uma exposição, sintetizando o aprendizado adquirido ao longo do semestre e gerando uma produção que procurou extravasar o espaço e o tempo da disciplina.

Figuras 3 a 5: Materiais produzidos pelos alunos expostos nos corredores do campus.

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Seção 1: Panorama do curso

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Estudos Sociais Urbanos - práticas extensionistas Ricardo Dualde

A disciplina Estudos Sociais

disciplina “Estudos Sociais Urbanos -

inaugura no curso de Arquitetura e

Práticas Extensionistas”, desenvolvida

Urbanismo do Centro Universitário

no 2* semestre de 2024 como uma

Senac a extensão curricular. Há mais

iniciativa acadêmica voltada à

de uma década temos a extensão

integração entre ensino, pesquisa e

em prática, porém, pela primeira

extensão. A cartilha busca conscientizar

vez dentro do Projeto Pedagógico

sobre aimportância das práticas

ela aparece como uma disciplina

técnicas e profissionais na construção

obrigatória.

civil, em sintonia com os Objetivos de

Ofertada no 3° semestre, módulo inicial do curso, compreendemos a função da disciplina a partir de dois objetivos principais: (1) instigar os alunos a pesquisar e criar repertório sobre seu próprio papel no universo da arquitetura e urbanismo e como desdobramento dessa construção e (2) impactar determinado grupo de pessoas da sociedade no entendimento do que esse campo de trabalho é capaz.

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Este documento é fruto da

Urbanos - Práticas Extensionistas

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Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a Nova Agenda Urbana (NAU).


CONSTRUINDO CIDADES SUSTENTÁVEIS A Aplicação dos ODS e da Nova Agenda Urbana na Construção Civil

Figura 1: Capa da cartilha produzida durante o semestre.

Seção 1: Panorama do curso

49


ÍNDICE

5

8

Como a sua profissão contribui para uma cidade melhor

O que são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)? Como a sua profissão contribui para uma cidade melhor

11

Desafios para adoção de práticas sustentáveis no setor da construção

14

Materiais e técnicas sustentáveis: Como os projetos de construção podem ser mais responsáveis e acessíveis nesses meios?

18

O que é a Nova Agenda Urbana (NAU)?

21

24

27

Você já parou para pensar como o seu trabalho, aparentemente individual, se conecta com a vida de milhares de pessoas em sua cidade? Cada um de nós desempenha um papel fundamental na construção de um futuro mais sustentável e próspero. Devido a industrialização, o crescimento econômico e a urbanização acelerada fizeram com que a demanda na construção civil aumentasse nas últimas décadas, gerando grande impacto social, ambiental e sustentável. A forma como os recursos naturais são gerenciados, e como se projeta e investe a construção civil, considerando que é a principal responsável pelas modificações na paisagem natural

Não sei

Custo/Beneficio

23.2%

28.4%

Oferta /Demanda 17.5%

Mudança Cultural 30.8%

A NÃO SEI respostas inconclusivas, que escapam do escopo da pergunta

Ao ana pesquis recorren para a e de um resultad exclusiv bem co entrevis uma an partir d assim u três con

B CUSTO/ BENEFÍCIO

quando custos impedem os profissionais e clientes da construção de optarem por técnicas e materiais sustentáveis

Déficit Habitacional: Uma Realidade Marcante em São Paulo

Desperdício em obras Projeto e técnicas sustentáveis: Vantagens e economia

Disposições Finais

A construção civil consome de 40% a 75% dos recursos naturais utilizados no setor produtivo e é responsável por cerca de 50% dos resíduos sólidos urbanos.Conforme a Abrelpe (2014), no ano de 2014 foi coletado nos municípios brasileiros, aproximadamente 45 milhões de toneladas de resíduos da construção e demolição. Isso representa um aumento de 4,1% em relação a 2013, não refletindo o total dos resíduos gerados, ou seja, quando há planejamento inadequado das construções, que isso acaba esgotando os recursos, destruindo paisagens e aumentando a sua vulnerabilidade, causando impactos sonoros, visuais e poluição do ar.

Figuras 2 a 6: Algumas páginas da cartilha produzida durante o semestre.

50

Desafios para adoçã práticas sustentáveis da construção

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.

Resultados

O grupo A com 23%, B com 28%, C com 18 que, embora equilibrados os resultados, Mud foram os maiores desafios encontrados por n ajustes e aprofundamentos em nossa estratég exemplo, que a minoria reconhece a oferta e setor da construção civil em adotar prátic consumo. E que, na outra ponta, encontramo obstáculo para tanto, seguida pelo Custo/Ben


ão de s no setor

Case: Incorporadora Magik JC, Projeto Bem Viver

alisarmos as respostas obtidas em nossa sa, pudemos identificar 4 conceitos ntes, os quais foram tomados como baliza elaboração de nossa análise. Por se tratar ma pesquisa qualitativa, na qual os dos não podem ser traduzidos vamente em números e porcentagens, omo onde a complexa subjetividade dos stados tem papel crucial na elaboração de nálise, parametrizamos nossa contagem a destes 4 conceitos aglutinadores. Sendo um único entrevistado pode apresentar até nceitos em sua argumentação. C OFERTA/ DEMANDA

quando há dificuldade em encontrar profissionais especializados em técnicas e materiais sustentáveis no mercado

D MUDANÇA CULTURAL

quando o desafio é conscientizar e informar sobre a importância e vantagens da construção sustentável

8%, e por fim, D com 31%, percebemos com dança Cultural 31% e Custo / Benefício 28% nossa amostra. Apesar de ainda necessários gia de análise, já podemos apontar, por e demanda (18%) como um problema para o cas mais sustentáveis e responsáveis de os a Mudança cultural (31%) como o principal nefício (28%).

O projeto Bem Viver, desenvolvido pela Magik JC, surge como uma resposta direta aos desafios habitacionais e de mobilidade urbana enfrentados pela cidade de São Paulo. Inspirado pela necessidade de moradias acessíveis, próximas dos principais centros de trabalho e com infraestrutura completa, o projeto busca transformar a vida de seus moradores, oferecendo uma alternativa ao efeito pêndulo e melhorando a qualidade de vida nas áreas urbanas. Esse projeto inova ao focar em soluções que valorizam a proximidade e o bem-estar, proporcionando moradias que atendem as necessidades das famílias paulistanas e reduzem o tempo de deslocamento para o trabalho e o acesso a serviços essenciais.

Uma das premissas do Bem Viver é oferecer moradia acessível e integrada, possibilitando que trabalhadores de diferentes faixas de renda possam viver em áreas com infraestrutura e serviços adequados. A proximidade com o centro da cidade e com regiões economicamente dinâmicas diminui a necessidade de longos deslocamentos, promovendo um estilo de vida mais equilibrado e sustentável. Além disso, o projeto investe na criação de espaços comunitários que incentivam a convivência e o fortalecimento do laço comunitário, promovendo uma vida mais participativa e interativa para seus moradores.

Outro aspecto central do projeto é o seu foco em sustentabilidade e eficiência energética. Em alinhamento com a Nova Agenda Urbana, o Bem Viver incorpora soluções ecológicas, como aproveitamento de energia solar e gestão eficiente de resíduos, que minimizam o impacto ambiental e reduzem os custos mensais dos moradores. Essas características fazem do projeto uma referência em habitação sustentável e acessível, um exemplo do que São Paulo precisa para combater o déficit habitacional e melhorar a mobilidade urbana.

Seção 1: Panorama do curso

A Importância da Economia Circular A economia circular é um modelo que propõe uma transição do sistema tradicional de “extrair, usar e descartar” para um ciclo fechado de materiais. Ao invés de produzir resíduos que acabam em aterros ou na natureza, os produtos e materiais são reaproveitados e devolvidos ao ciclo produtivo, reduzindo a necessidade de extrair novos recursos. No Brasil, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) tem sido uma grande impulsionadora dessa pratica, estabelecendo regras para que empresas, consumidores e governo compartilhem a responsabilidade pela gestão de resíduos. Isso inclui desde o uso de embalagens recicláveis até a implementação de sistemas de coleta que permitem o descarte correto e o reaproveitamento dos materiais.

A adoção da economia circular promove uma produção mais sustentável, protege os recursos naturais e diminui significativamente a quantidade de resíduos gerados. A indústria da construção civil pode transformar restos de materiais, como concreto e tijolos, em novos componentes para obras, economizando em recursos e reduzindo o impacto ambiental.

Devolvendo Produtos ao Ciclo de Vida A logística reversa é um dos mecanismos mais inovadores e necessários para a sustentabilidade. Ela se refere ao processo pelo qual empresas assumem a responsabilidade pelo descarte de seus produtos após o uso, facilitando a devolução, coleta e reciclagem. Assim, ao invés de sobrecarregar o sistema de resíduos urbanos, produtos como eletrônicos, pilhas e até embalagens retornam para o fabricante ou para empresas especializadas em reciclagem. A PNRS estabelece a obrigatoriedade da logística reversa para vários setores, exigindo que indústrias, distribuidores e comerciantes desenvolvam estruturas de coleta para que os consumidores possam devolver itens pós-consumo de forma segura e sustentável.

51


Ferramentas digitais aplicadas ao projeto Aline Ribeiro

Para o desenvolvimento da

Paulo Magri

disciplina, optou-se pela reprodução dos desenhos de publicação do projeto Estudio Madalena, concebido pelo A disciplina apresenta os recursos do desenho assistido por computador

os autores, a intenção principal foi

necessários para o desenvolvimento

criar uma praça no pavimento térreo

de todas as fases de projeto em

servindo como uma extensão do

arquitetura e urbanismo (do estudo

passeio público e preservando a vista

preliminar ao projeto executivo),

para a paisagem existente. O programa

abordando o caráter interdisciplinas

de arquitetura foi dividido em dois,

dos recursos de computação gráfica,

contemplando um espaço destinado

orientando para consulta às normas da

à moradia e outro destinado ao

ABNT pertinentes à representação em

trabalho, de maneira que se obteve dois

arquitetura. Desenvolvemos habilidades

pavimentos abaixo e dois pavimentos

em modelagem bidimensional

acima do nível da rua, cada qual

e tridimensional, capacitando o

destinado à seu programa, separando

corpo discente à execução dos

o ambiente residencial do ambiente

desenhos necessários para produção,

comercial.

interpretação e apresentação dos projetos.

52

escritório Apiacás Arquitetos. Segundo

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.

A casa dispõe de elementos arquitetônicos que possibilitam amplo


desenvolvimento dos alunos no estudo do desenho e da modelagem de arquitetura assistida por computador, como topografia com declividade acentuada, estrutura em perfis de aço, caixilhos e portas personalizadas, escadas metálicas, entre outros. Foram utilizadas como base de referência para as atividades da disciplina os desenhos do projeto executivo, desenhos de publicação, fotografias e textos sobre a casa. Durante o semestre, os estudantes foram incentivados a consultar as diferentes formas de representação para compreensão completa da obra. As atividades da disciplina foram divididas em três etapas, sendo as duas primeiras produzidas em AutoCAD e a última em SketchUp. Na primeira etapa foi avaliada a compatibilidade dos

Figura 1: Desenhos de Planta Baixa do exercício do aluno Luciano Correia.

Seção 1: Panorama do curso

53


desenhos de planta em relação às bases utilizadas, a organização do arquivo e utilização correta dos recursos de layers, blocos e hachuras. Na segunda etapa foi trabalhado o desenho de corte, a inserção de textos, cotas e símbolos, a formatação de pranchas e ajustes de representação gráfica. Além disso, os estudantes fizeram a impressão em folha sulfite A3 de uma das pranchas para que pudessem avaliar a representação gráfica. A terceira etapa consistiu na modelagem tridimensional da casa, utilizando como base os desenhos produzidos no AutoCAD nas etapas anteriores. Foram avaliadas a compatibilidade do modelo em relação aos desenhos bidimensionais, a aplicação de materiais, a utilização de componentes e a organização do arquivo utilizando o recurso de tags (etiquetas). As atividades proporcionaram aos estudantes uma base sólida para o desenvolvimento básico de projetos de arquitetura.

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Figura 2: Desenhos de Corte do exercício da aluna Ketlyn Reis.

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Figuras 3 e 4: Modelagem das Casas no Sketchup. Alunos: Pedro Henrique de Carvalho e Diogo Lima Teixeira, respectivamente.

Seção 1: Panorama do curso

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Materiais e estruturas Caio Faggin Sergio Matera

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esforços, forças, deformações, equilíbrio

alvenarias. Aos alunos, é permitido

oferecida no terceiro período do curso,

A disciplina “Materiais e Estruturas”,

e momentos, assim como, após as

trabalhar com as variações de topografia

tem sido ministrada a partir do conceito

aulas iniciais trabalhando conceitos

e dos planos verticais, não sendo

de que o arquiteto faz a concepção

básicos, são estudados alguns sistemas

possível a estruturação por meio de

da estrutura e não o cálculo ou pré-

estruturais básicos caso a caso: pilares,

pilares e vigas, o exercício demanda o

cálculo estrutural como usualmente

vigas, lajes, arcos, cabos e também

entendimento da concepção geométrica

as disciplinas de resistências dos

suas associações compostas. Não são

como elemento fundamental na

materiais lecionam e compreendem a

trabalhados conteúdos de cálculo,

estrutura dos planos verticais, grandes

participação do projeto de arquitetura

apenas pré-dimensionamento estrutural,

empenas lineares resultam em planos

nesta definição espacial e técnica. A

compreensão dos encaminhamentos de

sem rigidez mínima. A entrega consiste

referência bibliográfica básica é o livro A

forças e as consequentes deformações

em maquete física e desenhos de

Concepção Estrutural e a Arquitetura do

relativas; para isso são desenvolvidos

representação das plantas e elevações.

engenheiro e professor Yopanan Rebello,

três trabalhos avaliativos, dois individuais

nesse contexto o desenvolvimento

e o terceiro trabalho feito em duplas.

individual, tem como objetivo principal

A primeira atividade consiste no

a ampliação o repertório de arquitetura

do semestre ocorre por meio de aulas

O segundo exercício, também

expositivas e o desenvolvimento de três

desenvolvimento de um projeto de

de cada um dos estudantes, bem como

trabalhos práticos avaliativos.

um espaço composto por superfícies

o desenvolvimento e prática de leitura

construídas a partir de blocos com o

de projetos. Consiste em um trabalho

a disciplina ficou estruturada com

Em um semestre com 18 aulas,

objetivo desenvolver a compreensão

de estudo de caso, a cada aluno foi

12 aulas expositivas, nas quais se

da concepção espacial por meio de

solicitado pesquisar um projeto de sua

desenvolvem conceitos básicos de

elementos construtivos como as

escolha, no qual a solução estrutural

Figuras 1 e 2: Exemplos de projetos para uma quadra coberta. Figura 3: Desenhos e esquemas de estudo para estrutura de uma casa.

Seção 1: Panorama do curso

57


adotada fosse determinante do partido

50 m por 25 m mais as bordas, os

arquitetônico, ou seja, um projeto que

alunos devem desenvolver um sistema

que tenha sua forma e espacialidade

estrutural com livre escolha de materiais

vinculadas à concepção estrutural. A

e formas, questões programáticas são

forma de entrega ocorre por meio de

menos importantes neste exercício.

pranchas síntese expostas na sala de

A Entrega final ocorre por meio de

aula, sendo a base para discussão entre

desenhos com representações das

alunos e professores, que analisam os

plantas, cortes e elevações, assim como

projetos e obras com enfoque em suas

uma maquete funcional da estrutura,

soluções estruturais.

ou seja, treliças devem ser construídas

A terceira atividade avaliativa é um

a partir de barras, assim como as

exercício de projeto, que solicita uma

superfícies ou vigas e pilares precisam

cobertura para um grande equipamento

ser representados por materiais com

esportivo, uma piscina olímpica com

rigidez similar.

58

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Seção 1: Panorama do curso

59


Projeto equipamento institucional Marcelo Ursini

Conforme a ementa desta

praça de bairro. O principal desafio

apresentar programas com demandas

estava na utilização de um sistema

específicas, com ênfase nos espaços

construtivo à seco.

de convivência, desenvolvidos a partir

Em seguida foi desenvolvido o

da adoção de raciocínio construtivo e

projeto final: desenhar uma escola

estrutural.

infantil e um centro comunitário que

Nossa experiência ministrando

deveriam através da sua disposição

repetidamente essa disciplina tem

no terreno configurar um espaço livre

mostrado dificuldade dos alunos

público de eventos como festas, jogos,

desenvolverem dois aspectos em

feiras etc.

seus projetos: sistemas estruturais-

As ênfases pretendidas em cada

construtivos e a configuração

projeto foram alcançadas pela maioria

dos espaços livres públicos e

da turma, mas de forma estanque.

coletivos. Neste semestre portanto,

Os aspectos construtivos trabalhados

escolhemos desenvolver exercícios

no exercício um não se rebateram no

que trabalhassem com ênfase estes

projeto final. No entanto, o projeto final

aspectos.

apresentou uma melhoria no desenho

O primeiro exercício, mais curto

60

comunitário para ser instalado em uma

disciplina temos como objetivo

dos espaços livres públicos e coletivos

e individual, pedia que os alunos

de forma intencional e relacionada aos

desenhassem um pequeno salão

espaços construídos.

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Figuras 1 e 2: Maquete em escala 1/100 demonstrando domínio dos aspectos estruturais e construtivos na configuração do objeto arquitetônico. Aluna Nubia Mota Yokotobi.

Seção 1: Panorama do curso

61


Figuras 3 e 4: Maquetes em escala 1/200 mostrando implantação dos projetos. A mesma demanda gerando opções diferentes no agenciamento dos espaços livres públicos e coletivos. Grupos de alunos: Ana Julia Fiorda, Maria Clara Silva, Renan Borges e Yasmin Freitas; Diogo Lima Teixeira, Pedro Henrique Carvalho e Sophia Antunes de Almeida.

62

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Seção 1: Panorama do curso

63


Aspectos da vida urbana - práticas extensionistas

As aulas da disciplina ASPECTOS DA VIDA URBANA foram “divididas”

Mariana Rial (noturno)

em três territórios: VIDA URBANA,

Ricardo Dualde (matutino)

TÁTICAS e CARTOGRAFIAS, todas elas

Ricardo Luis Silva (matutino e noturno)

têm caráter teórico-reflexivo e também expressivo-experimental. Oscilaremos entre conteúdos apresentados em formato expositivo, seguido de debates e conteúdos que serão tratados de forma agenciadora para experimentos expressivos de especulações e das

4º SEM

questões tratadas abstratamente nos debates prévios. Dentre os exercícios desenvolvidos durante o semestre, vale destacar a produção dos Atlas do Cotidiano, uma documentação de aspectos da vida cotidiana da região da República. A apresentação das observações e registros foi produzida, principalmente, através de desenhos de observação das dinâmicas locais e anotações etnográficas.

64

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Figuras 1 a 8: Observações das dinâmicas cotidianas. Alunos: Douglas de Souza Matos e Rafaella Gomes (noturno).

Seção 1: Panorama do curso

65


RELATO DE ESTUDANTE Pedro Henriques Pascoal | 4o matutino Passamos o semestre estudando os aspectos da vida urbana no polígono do distrito da República. Aprender sobre a importância de caminhar na cidade foi o ponto alto da disciplina.

66

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Seção 1: Panorama do curso

67


Conforto ambiental Maurício Petrosino (matutino e noturno) Walter José Galvão (matutino e noturno)

68

A disciplina de Conforto Ambiental

nas práticas acadêmicas e futuras

já tem todo um arcabouço didático

práticas profissionais de projeto. São

consolidado ao longo dos 15 anos

trabalhados o conhecimento e o uso

de existência do Bacharelado em

das tecnologias passivas para prover

Arquitetura e Urbanismo do Senac.

Conforto Ambiental Térmico, bem

No entanto, a partir do ano de 2021

como os aspectos da acústica e da

ocorreu uma significativa mudança na

luminotécnica e suas aplicações no

sua estrutura, pois todos os três campos

projeto arquitetônico.

do tema, a saber, Conforto Térmico,

O produto da disciplina foi separado,

acústica arquitetônica e luminotécnica,

tratando-se da primeira parte de

passaram a compor o conteúdo

uma proposta de ações no projeto

curricular. No entanto a carga horária

arquitetônico (módulo escolar),

foi duplicada em relação à disciplina

tendo como premissa a adaptação

anterior, para compensação desta nova

de uma edificação ao clima onde está

composição.

inserida, a partir da determinação da

Assim, o objetivo da disciplina continua

zona bioclimática específica citada

sendo a incorporação pelos alunos dos

na norma brasileira NBR 15220 e a

fundamentos do conforto ambiental

escolha de materiais constituintes

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


das vedações externas, assim como

Tempo de Reverberação (TR) adequado.

Por fim, convém salientar que foi

a cor das superfícies exteriores. Estas

Isso tudo foi apresentado em prancha

ministrada palestra, no período noturno,

escolhas são baseadas nos limites

A1 agregando todas as propostas.

porém aberta a toda a comunidade

máximos preconizados na referida

A segunda e última parte do produto,

acadêmica, com o arquiteto Professor

norma, usando indicadores como

tratava-se de um projeto luminotécnico

Doutor Fernando Cavalcanti, docente

Transmitância Térmica – U (W/m²K) e

para uma sala com uso pré-definido,

e diretor da Faculdade de Arquitetura

absortância (a) de raios solares. Ainda,

sendo loja de departamentos, escritório,

e Urbanismo da Universidade Federal

são dimensionadas as aberturas dos

salas de aula, dentre outros. Nesse

de Alagoas. Fernando, além de ter

ambientes para privilegiar a ventilação

projeto, necessariamente, era adotada a

inúmeros artigos publicados e ter

natural e definidos elementos de

estratégia de iluminação geral, quando

orientado dissertações de mestrado e

sombreamento (brise soleil). Também,

as equipes verificavam e utilizavam

teses de doutorado no tema, também é

são determinadas as vedações verticais

as particularidades de cada uso do

o atual Presidente do Grupo de Estudos

internas divisórias entre as salas de

ambiente.

de Conforto Ambiental da Associação

aula para prover a privacidade de

Significativa mudança ocorreu, em

Nacional de Tecnologia do Ambiente

ambientes contíguos. Igualmente são

relação ao semestre anterior, pois os

Construído (ANTAC).

escolhidos os materiais de acabamento

trabalhos avaliativos, que antes eram

para adequação acústica dos espaços

apresentados em equipe de até três

interiores, a partir da regulação do

alunos, passaram a ser individualizados.

Seção 1: Panorama do curso

69


70

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


RELATO DE ESTUDANTE

Ficamos responsáveis por projetar estratégias de conforto ambiental para uma sala em

Pedro Henriques Pascoal | 4o matutino

diferentes regiões do Brasil. Foi um trabalho bem técnico, mas possibilitou que criássemos uma compreensão maior dos elementos de um edifício.

ARAGARÇAS - GO

Nota-se que, segundo a NBR 15220 para zona bioclimática 6, as aberturas devem sempre ser sombreadas. Verificando a carta solar para a cidade de Aragarças, definiu-se que a zona de insolação será sombreada durante todo o ano, para isso será utilizado um brise combinado infinito. (Para desenvolvimento de material gráfico, será utilizada a carta solar mais próxima da cidade de Aragarças).

Aluno - Pedro Henriques Pascoal 4ºSEM/Manhã Cidade - Aragarças (GO) Latitude - 15º53’ Sul Ambiente - Sala de aula com 84m² (7x12m) e 3m de Pé direito

5. Para proporcionar um ambiente confortável acusticamente assumiu-se que o material de uma parede com Rw de 50dB (Dnt,w de 45dB) permite se ouvir com dificuldade o que uma pessoa fala no outro lado da vedação. Logo, para as paredes internas ( paredes de 7 metros), o material escolhido foi uma parede de bloco estrutural cerâmico de 21cm de espessura. O conjunto possui um Rw de 50dB (Dnt,w de 45dB).

1.Determinação de Zona Bioclimática - Aragarças fica em zona bioclimática 6, segundo a norma brasileira NBR 15220.

Figura 1 - Zona Bioclimática 6

Figura 2 - Carta Bioclimática apresentando as normais climatológicas de cidades desta zona, destacando a cidade de Goiânia, GO

Figura 8 - Carta solar 16º Sul

Figura 9 - Carta solar com insolação a ser sombreada (vermelho)

Figura 10 - Céu visível na fachada Norte com determinação de ângulo de obstrução horizontal e vertical

Figura 3 - Transmitância térmica, atraso térmico e fator de calor solar admissíveis para cada tipo de vedações externas

Figura 16 - Representação do material escolhido retirado do catálogo do fabricante

6. Para classificar e quantificar o desempenho de absorção sonora dos materiais da sala de aula, foi utilizada a tabela a seguir como referência usando o Coeficiente de Absorção Sonora de 500Hz (α 500)

2. Para zona bioclimática 6 a parede externa deve ser “pesada” com Transmitância Térmica U (W/m²K) e Fator Solar máximos de 2,20 W/m²K e 3,5%, respectivamente. Assim, foi escolhida a “Parede de tijolos de 6 furos circulares, assentados na maior dimensão. Dimensões do tijolo: 10,0x15,0x20,0 cm com espessura da argamassa de assentamento de 1,0 cm e espessura da argamassa de emboço de 2,5cm. A espessura total da parede é de 20,0 cm”. A Transmitância da parede escolhida é U - 1,92 W/m²K.

Figura 11 - Máscara de obstrução de céu proporcionada pelo brise (combinado)

Figura 4 - Representação de material escolhido

3. Para a escolha da parede, foi calculada a absortância dos raios solares (ⲁ) máxima: α = 3,5/ (4x1,92) → 0,45 ou 45%

Figura 17 - Coeficientes de absorção de acabamentos usuais

Nesse sentido, foi escolhida a cor Branca Neve de Tinta Acrílica Fosca da Suvinil, que de acordo com testes laboratoriais possui uma absortância total de 19,4%

Figura 5 - Número da cor escolhida

Figura 6 - Absortâncias médias e suas respectivas curvas espectrais: Acrílica Fosca, fabricantes diferentes

Figura 12 - Planta da sala de aula com orientação da janela. Esquema sem escala

Figura 18 - Aplicação do coeficiente nos materiais utilizados na sala de aula

7 - O tempo de reverberação (TR) ideal para uma sala de aula de 84m² e 2,80 m de pé direito (considerado o rebaixo de 20cm para instalação do forro mineral) deve ficar entre 0,4 e 0,8seg. Foi calculado utilizando a fórmula de Sabines

4. Ainda segundo a NBR 15220, a abertura para ventilação deve ser média, com a relação da Área de abertura piso do ambiente variando entre 15 a 25%, ou seja, 12,6m² até 21m². Assim adotou-se um conjunto de janelas basculantes que permitem rotação de 90º (100% da área de janela para ventilação) com 1m de largura por 1,50m de altura. Foram usados 10 janelas (1,5m² de área de ventilação por janela e 15m² de ventilação total ). Figura 13 - Elevação da parede externa. Esquema sem escala

Figura 14 - Corte esquemático da sala de aula. Sem escala

RELATO DE ESTUDANTE

Figura 15 - Planta esquemática angulação dos brises (Não representa o número real de esquadrias). Esquema sem escala

Figura 7 - Elevação e corte da esquadria. Esquema sem escala

Figura 19 - Corte perspectivado em modelo 3D mostrando os devidos materiais aplicados. Sem escala

Sarah Siqueira | 4o matutino A experiência de desenvolver esse projeto luminotécnico foi enriquecedora e desafiante. Após a turma receber uma grande crítica do professor sobre a qualidade dos desenhos nos trabalhos anteriores, senti-me motivada a me superar e entregar um trabalho que realmente refletisse minha capacidade. O processo exigiu muita dedicação e atenção aos detalhes, mas o resultado final foi extremamente gratificante. Ver o projeto aprovado e elogiado não foi só que me satisfez, mas ver que consegui chegar no produto que idealizei foi a melhor recompensa. Ampliou meu conhecimento técnico e minha capacidade de desenho. Foi uma experiência que certamente contribuiu para o meu crescimento profissional e pessoal. Figura 1: Palestra do prof. Fernando Cavalcanti para turma do período noturno. Figuras 2 e 3: Trabalhos de Avaliação da disciplina.

Seção 1: Panorama do curso

71


Escala local e dinâmicas da cidade Beatriz Kara (matutino) Letizia Vitale (matutino) Rita Canutti (noturno)

Matutino

intervenção ricas e diversas. Topografia

Beatriz Kara

oculta), morfologia variada, patrimônio

Letizia Vitale

histórico (edificações e tecido urbano)

acentuada, hidrografia presente (e

e diversidade social são aspectos que Esta disciplina apresenta questões relacionadas à conformação urbana

Foram propostos exercícios

da cidade consolidada, observadas na

individuais, como a elaboração de um

escala local. Os exercícios propostos

caderno de anotações e desenhos sobre

têm como base o estudo de um bairro

os conteúdos de aula, textos propostos

específico, que possibilite a visualização

e visitas; e em grupo. A elaboração de

dos elementos da morfologia urbana

mapas mentais individuais e coletivos

bem como das questões atuais que

e a construção de uma maquete

pautam os principais desafios para o

coletiva da região estudada deram

desenho da cidade.

base para o desenvolvimento de um

O trecho de estudo do semestre

72

pautam a discussão dos trabalhos.

exercício mais longo dividido em duas

foi recortado no bairro da Bela

etapas: a primeira de construção de um

Vista. A região reúne uma série

diagnóstico coletivo do setor, sendo um

de características que tornam as

grupo responsável por cada aspecto

atividades de reconhecimento e

a ser levantado (uso e ocupação do

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


solo, áreas livres, mobilidade, usuários, patrimônio histórico, relação do setor com a cidade etc.); a segunda, a partir do conhecimento compartilhado, os grupos se dedicaram a elaborar uma proposta de reflexão sobre o território que resulta em um projeto de intervenção urbana dentro de uma área de 4 a 6 quarteirões.

Seção 1: Panorama do curso

73


74

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Passamos o semestre estudando a região do Bixiga focando em desenvolver análises urbanas. Entender a história e as dinâmicas da área de estudo foi de suma importância para outras matérias, como a de Projeto de Arquitetura, por exemplo.

RELATO DE ESTUDANTE Pedro Henriques Pascoal | 4 matutino o

mAPA SÍNTESE: polígono do Bixiga O Bixiga carrega uma memória coletiva que se reflete em sua arquitetura, em suas ruas e na convivência entre antigos moradores e novos habitantes. As casinhas geminadas, o traçado irregular das vias e os sobrados coloridos mantêm viva a atmosfera de um tempo já passado. E mesmo cercado por áreas de forte desenvolvimento, (Paulista e República) o bairro resiste e se adapta sem perder sua essência. A mistura de modernidade e tradição faz dele um espaço singular na metrópole paulistana, lugar onde a história e a cultura sobrevivem em meio ao fluxo constante da urbanização. É essa resiliência que torna o Bixiga um símbolo de resistência cultural e urbana.

DANIEL INOCÊNCIO, PEDRO MARTINS, PEDRO PASCOAL, SARAH RODRIGUES E SOFIA HENRIQUES escala local e dinâmicas da cidade 4 semestre

Zonas urbanas

paróquia nossa senhora achiropita Parte de baixo do viaduto Júlio de Mesquita Filho (Radial Leste-Oeste):

Inserir uDentro do polígono há a presença das seguintes zonas: ZEU- Zona Especial Urbana, onde aparece em maior área no tecido urbano estudado ZEIS-3 e ZEIS-5,onde ocupam em sua maioria o centro do Bixiga. Já a ZC-ZEIS, predomina ao norte do polígono, parte próxima a República. ZPEC - compõe a maior parte do polígono, concentrando-se ao centro e ao norte.

CASA DA DONA YAYÁ

Os usuários do bairro

Mobilidade no bairro

De acordo com a pesquisa, as pessoas em geral são moradores de longa data do bairro, que moram e trabalham nele. Sendo suas principais atividades e interesses frequentarem bares, restaurante, fazerem compras em lojas da própria região e participarem de atividades culturais e artísticas.

METRÔ

TREM

AUTOMOVEL

BICICLETA

A PÉ

TAXI/UBER

OUTROS

FRETADO/ESCOLAR FRETADO/ESCOLAR 0.5%

A PÉ 36.2% METRÔ 45.2%

CROQUI INTERVENÇÃO PASSAGENS

QUADRA 01

quadra 02

A intervenção na primeira quadra tem como objetivo revitalizar espaços subutilizados e promover um uso mais inclusivo e eficiente do território. A proposta se apropria de estruturas existentes, como um teatro abandonado, galpões hoje utilizados como estacionamento, e edifícios comerciais e residenciais, para implementar programas voltados ao acolhimento e à integração social. Entre as novas funções planejadas estão abrigos para pessoas em situação de rua, ateliês, oficinas e cozinhas comunitárias, criando um ambiente dinâmico e acolhedor. O projeto também propõe articulações entre as quadras, conectando os principais eixos do bairro do Bixiga. Essa estratégia busca resolver conflitos urbanos como a escassez de áreas livres e o subaproveitamento dos espaços. Além disso, propõe reconfigurar as quadras alongadas, que atualmente dificultam a plena utilização do espaço urbano, em consonância com os princípios defendidos por Jane Jacobs, uma importante referência do urbanismo moderno. A ideia é criar um tecido urbano mais vivo e funcional, fortalecendo as conexões sociais e espaciais no bairro.

A proposta para a próxima quadra visa transformar um estacionamento subutilizado, de acordo com o zoneamento, em um espaço multifuncional e dinâmico. O terreno será dividido em três áreas distintas para atender a diferentes necessidades e funções. A primeira parte será destinada a um estacionamento, atendendo à demanda da empresa que anteriormente utilizava o local. A segunda área se conecta diretamente com o galpão, que foi apropriado para abrigar a escola de samba Vai-Vai, criando uma relação direta entre o espaço e a atividade cultural local. O terceiro e maior espaço será uma praça pública, promovendo um local de convivência e lazer para os moradores e visitantes. Esta praça servirá também como um importante ponto de articulação, conectando a Rua Rui Barbosa, o principal eixo viário do bairro, à Rua São Vicente, que leva à futura estação Saracura-VaiVai da linha 6 laranja do metrô de São Paulo, atualmente em construção. A proposta visa fortalecer a integração urbana e proporcionar um espaço acessível e vibrante para a comunidade.

1-ACESSO R. TREZE DE MAIO

FACHADA R. TREZE DE MAIO

O projeto imagina as passagens pós-intervenção como espaços vibrantes, com novas aberturas que estimulam o fluxo de pedestres e promovem a permanência das pessoas nas ruas. Essas transformações tornam o ambiente mais seguro e ampliam as possibilidades de circulação

TAXI/UBER 2.4% CROQUI INTERVENÇÃO GALPÃO

TEATRO OFICINA FACHADA R. TREZE DE MAIO

A proposta para o galpão busca ativar suas varandas “falsas”, atualmente inutilizadas, transformando-as em elementos funcionais. Essa intervenção cria uma nova dinâmica para o edifício, promovendo interações tanto de dentro para fora quanto de fora para dentro, revitalizando sua relação com o entorno e enriquecendo a relação do edifício com a rua.

Bloco do Galpão

Bloco de Passagem

A intervenção no galpão visa reconfigurar o espaço para promover funcionalidade e integração social. No térreo, será instalada a cozinha comunitária, proporcionando um ambiente de convivência e preparo de refeições, acessível à comunidade. Esse pavimento também servirá como uma área de passagem, permitindo que as pessoas atravessem o galpão de forma fluida e conectando os diferentes espaços. No pavimento superior, estarão localizadas as oficinas, oferecendo um espaço de aprendizado e troca de experiências. A reorganização do galpão visa transformar o local em um centro dinâmico e acessível.

O bloco de passagem é o aproveitamento de um estacionamento com grande pé direito, transformado em um espaço que oferece tanto a possibilidade de apropriação quanto de atividades comunitárias. Este ambiente amplo e flexível promove a conexão entre os diferentes edifícios do projeto e a principal rua do bairro, funcionando como um ponto de encontro e interação para os moradores e visitantes. Além de facilitar o fluxo e a mobilidade, o espaço será um local de convivência, onde a comunidade pode se apropriar de áreas para encontros, eventos e atividades coletivas, estimulando o senso de pertencimento e colaboração.

Bloco Comercial

Bloco do Teatro Abandonado

galpão da vai-vai

A proposta para o bloco comercial aproveita as lojas existentes no térreo, transformando-as em espaços de venda para pessoas em situação de rua, que poderão comercializar os objetos produzidos nas oficinas e ateliês localizados nos outros edifícios. Essa intervenção visa criar uma oportunidade de geração de renda e empoderamento. No primeiro pavimento, estará localizado o bloco administrativo, garantindo a gestão e funcionamento eficiente do edifício. No segundo pavimento, serão destinados dormitórios, oferecendo moradia digna aos moradores. Essa organização segue a característica tradicional do bairro, com atividade comercial no térreo e uso residencial nos pavimentos superiores.

O projeto propõe uma intervenção no teatro abandonado, ressignificando seu espaço com funções sociais e culturais. No térreo, abrem-se oficinas e ateliês, criando um ambiente de produção e aprendizagem, além de servir como área de passagem e convívio, promovendo a integração entre os usuários. O primeiro pavimento será dedicado a moradias para pessoas em situação de rua, oferecendo um novo lar e dignidade. No segundo pavimento, o bloco administrativo organiza a gestão do edifício, garantindo a funcionalidade e articulação dos diferentes espaços. A proposta visa a revitalização do local, ao mesmo tempo em que responde às necessidades sociais e culturais da comunidade.

O galpão da Escola de Samba Vai-Vai será adaptado para potencializar sua função cultural e comunitária. No térreo, com pédireito duplo e um mezanino, estará localizada uma área expositiva dedicada à história da escola, além de ateliês e oficinas voltadas à confecção de fantasias e preparativos para o Carnaval. Esse espaço servirá como um ponto de imersão cultural e criativo para visitantes e participantes. Nos pavimentos superiores, o bloco administrativo abrigará escritórios e uma sala de reuniões, proporcionando infraestrutura funcional para a gestão das atividades. A área externa do galpão será conectada diretamente à praça pública por meio de um portão, criando uma relação fluida e interativa entre os espaços. Essa conexão fortalece a integração entre a escola de samba e o espaço público, promovendo encontros e vivências que ampliam o alcance cultural e a identidade comunitária do projeto.

ESCADARIA DO BIXIGA

CROQUI INTERVENÇÃO PRAÇA

2-GALPÃO R. TREZE DE MAIO

VISTA AÉREA DO ESTACIONAMENTO NA R. RUI BARBOSA

A praça é o elemento central do projeto, concebida para suprir a escassez de áreas livres na região. Além de atuar como eixo articulador, ela é idealizada como um espaço de apropriação, onde as pessoas possam se identificar e sentir pertencimento, fortalecendo a conexão com o lugar.

AUTOMOVEL 12.9%

TREM 1.8%

O bairro, possui uma topografia acidentada com vias estreitas, muitas vezes com desníveis acentuados, que refletem uma configuração urbana histórica que não foi planejada para suportar o tráfego de veículos de grande porte. O que impõe desafios logísticos, como o transporte de mercadorias e o serviço de transporte público. Por outro lado, essas características, contribuem para a preservação de dinâmicas locais, com um ambiente que favorece a escala humana e reforça o caráter comunitário do bairro.

PRAÇA DOM ORIONE

Elevação Quadra 01 - R. Rui Barbosa

Elevação Quadra 01 - R. Treze de Maio

Elevação Quadra 02 - R. Treze de Maio

Elevação Quadra 02 - R. Rui Barbosa

Seção 1: Panorama do curso

75


de contexto, associados a bibliografia da disciplina. A metodologia incluiu visitas de campo, possibilitando uma aproximação empírica dos (as) alunos (as) com a área de estudo. A experiência de “caminhar” e “conhecer” o bairro permitiu a observação das dinâmicas urbanas na escala do pedestre, com

Noturno

foco em aspectos como densidade populacional, diversidade de usos, interações socioculturais e a construção

Rita Canutti

da paisagem urbana. A disciplina teve como objetivo

Entre as atividades desenvolvidas,

aprofundar o entendimento das

destacou-se a elaboração de uma

dinâmicas urbanas na escala do bairro,

maquete coletiva da área de estudo,

considerando os aspectos físicos,

representando os eixos viários

ambientais, sociais e econômicos que

analisados. Essa análise subsidiou a

influenciam a conformação do espaço

formulação de proposta de intervenção,

urbano. Neste semestre, o estudo

abordando conexões, o desenho das

se concentrou no Bairro Bela Vista,

áreas públicas ao longo dos eixos

privilegiando a análise da relação entre

viários e propostas de transformação ou

espaços públicos e os eixos viários,

preservação dos espaços, considerando

bem como o papel dos equipamentos

sua interface com as áreas privadas. Os

coletivos como elementos estruturantes

trabalhos buscaram a qualificação do

do ambiente urbano.

espaço público do bairro, respeitando as

A investigação da área foi realizada por meio de levantamentos e análises

76

características locais e explorando suas potencialidades.

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.

Figuras 1 e 2: visitas realizadas ao local de estudo.


Seção 1: Panorama do curso

77


Ferramentas digitais avançadas aplicadas ao projeto Aline Ribeiro (matutino e noturno) Paulo Magri (matutino) Rodrigo Gutierrez (noturno) A disciplina tem como objetivo apresentar recursos digitais para a modelagem de projetos, com base no conceito de Modelagem da Informação da Construção (BIM). No segundo semestre de 2024, foi utilizado o software Revit 2024, e as atividades foram estruturadas em duas etapas: 1) Fundamentos de modelagem e 2) Representação gráfica e aplicação Na primeira etapa, os alunos iniciaram com uma pesquisa sobre a metodologia BIM, na qual desenvolveram textos a partir da análise de artigos acadêmicos. Esse exercício teve como objetivo introduzi-los aos conceitos fundamentais da metodologia. Em seguida, foram exploradas ferramentas de modelagem de massas. Nessa atividade, cada aluno escolheu um edifício e modelou seu volume de forma simplificada. Esta atividade teve o intuito de demonstrar as possibilidades de modelagem de formas variadas a partir de massas, em vez de apenas simular a construção por meio de elementos construtivos pré-modelados. Posteriormente, foram abordados os fundamentos da modelagem da construção de maneira orientada, utilizando como base comum a estrutura de uma casa. A partir desse modelo inicial, cada aluno desenvolveu um projeto distinto, o que permitiu explorar ferramentas básicas de construção e modificar parâmetros das famílias utilizadas na elaboração do modelo. Na segunda etapa, foram trabalhadas ferramentas para ajustes na representação gráfica do projeto desenvolvido anteriormente. A partir do modelo tridimensional, foram extraídas documentações como plantas, cortes, elevações e imagens. Os desenhos técnicos

78

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Figura 2: Atividade de modelagem de massas. Aluno Leonardo Barreto (not.).

Figura 1: Atividade de modelagem de massas. Aluna Clara Silva Amador (mat.).

Seção 1: Panorama do curso

79


foram ajustados conforme as normas de representação arquitetônica, com a definição de espessuras de linha, hachuras, simbologias e cotas, sendo posteriormente organizados em pranchas. Uma dessas pranchas foi impressa para a verificação da qualidade da representação gráfica no papel. Na última atividade, cada aluno selecionou um projeto residencial para modelar, utilizando como referência projetos executivos obtidos em sites especializados ou por meio de contato direto com os escritórios responsáveis. Além da modelagem, os alunos organizaram a documentação gráfica em pranchas, seguindo normas de representação arquitetônica. Esse exercício permitiu não apenas a aplicação das ferramentas básicas de modelagem, mas também a experimentação de outros recursos, de acordo com as especificidades e desafios de cada projeto.

Figuras 3 e 4: Atividade de aplicação de ferramentas de modelagem. Alunas Heloisa Raposo Loureiro (mat.) e Estefani Alves Santos (not.).

80

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Figura 5: Atividade de representação gráfica. Desenho de Pedro Henriques Pascoal (mat.).

Figura 6: Atividade de aplicação de fundamentos de modelagem e representação gráfica. Desenho de Rafael Cassiano de Oliveira (not.).

Seção 1: Panorama do curso

81


RELATO DE ESTUDANTE Pedro Henrique Martins | 4o matutino Casa Cubo. O exercício pedia para que fizéssemos a modelagem de uma casa em formato de cubo, e assim, faríamos as alterações que quiséssemos na fachada e interior da casa, como eu já tinha uma experiência anterior com o software, resolvi não me limitar a somente ao cubo, e criar uma expansão da casa, pensando muito na experimentação da própria ferramenta e aprendendo ao longo dos desenvolvimentos. As aulas serviram muito de apoio para esses descobrimentos, dando suporte a elementos desconhecidos até então para mim. Resultado foi muito satisfatório. Outro exercício consistia em dar início às particularidades da ferramenta Revit, então, era preciso escolher algum edifício com formato incomum. Escolhi então o Twist Museum na Noruega, sua volumetria foi desafiadora, entender como funcionava as massas do Revit a partir de um projeto já complexo serviu de positivo, pois era realmente o meu objetivo, me desafiar para ver até onde o meu conhecimento da ferramenta poderia me levar.

82

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


1

2

11 0304

A

2

2

03

04

0.15

0.00

B

CENTRO UNIVERSITARIO SENAC

1

Nome:

Nível 1 Plotar

Projeto:

1 : 50

Professor:

PEDRO HENRIQUE M. NUNES

Escala:

CASA CUBO

Desenho:

Turma:

Planta Terreo

B

BAUCAS4MA

Data:

ALINE / PAULO

1 : 50 30/09/2024

N Folha:

01

A 6.00 Nível 3

3.00 Nível 2

0.00 Nível 1

1

Leste 1 : 100

2

1 6.00 Nível 3

3.00 Nível 2

0.00 Nível 1

2

Norte 1 : 100

CENTRO UNIVERSITARIO SENAC Nome: Projeto:

Escala:

CASA CUBO Elevações

Seção 1: Panorama do curso

Professor:

PEDRO HENRIQUE M. NUNES

Desenho:

Turma:

BAUCAS4MA

Data:

ALINE / PAULO

1 : 100 30/09/2024

N Folha:

07

83


RELATO DE ESTUDANTE Pedro Henriques Pascoal | 4o matutino Neste exercício reproduzimos uma casa de nossa escolha utilizando REVIT. Foi o nosso primeiro contato com a ferramenta e foi muito útil.

-

A

B

1

C

D

E

F

G

03

1 1

2

02

3 -

-

-

-

4

1

Nível 1 1 : 100

1 04

CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC ALUNO

DESENHO

84

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.

PROF.

PEDRO H. PASCOAL

PROJETO

PLANTA

Aline Ribeiro e Paulo Magri

ESCALA

CASA CANTO VERDE TURMA

4ºSEM - MAN

DATA

1 : 100

02/12/2024

Nº FOLHA

01


RELATO DE ESTUDANTE Rafael Cassiano e Raul Viana | 4o noturno

Representação gráfica de projeto já existente através da ferramenta Revit e exercício inicial de criação de casa simples, explorando as ferramentas do software.

Seção 1: Panorama do curso

85


Projeto equipamento cultural André Sauaia (noturno) Dani Hirano (matutino e noturno) Jordana Zola (matutino)

Matutino

urbana desenvolvendo uma maior

Dani Hirano

deste tipo de equipamento na cidade.

Jordana Zola

Assim foram feitas duas visitas,

sensibilidade e cuidado na inserção

uma de análise e percepção das A disciplina de Projeto de Arquitetura de Equipamento Cultural

topografia, hidrografia local, viário e

desenvolveu um conjunto de projetos

edificações preexistentes) e outra de

e equipamentos culturais (auditório-

repertório no tema (visita guiada no

teatro, áreas expositivas, área para

Centro Cultural Vergueiro).

cursos para capacitações e um centro

A disciplina iniciou com um

comunitário) espalhados pelo bairro da

exercício rápido focando na elaboração

Bela Vista/Bixiga.

de um espaço expositivo no Senac

Mais que um grande equipamento que demandaria um grande lote

Figuras 1 e 2: Visita ao Centro Cultural São Paulo.

86

condicionantes locais (evolução urbana,

com o projeto de seus expositores desenvolvido individualmente.

gerando grande impacto pontual, se

Já o exercício de projeto

estudou uma ocupação “explodida”

do equipamento cultural foi

e espalhada para uma integração

desenvolvido em grupos de quatro

maior com o bairro como um todo e

alunos distribuindo o programa

respeitando sua tipologia e morfologia

de necessidades em 4 terrenos

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


diferentes. Foi desenvolvido em etapas: levantamento de dados, estudo local com visita, divisão do programa conforme condicionantes de cada terreno, partido arquitetônico, desenvolvimento da proposta e estudo preliminar. O projeto foi desenvolvido em equipe, definindo as estratégias de distribuição do programa conforme contexto, situação de cada um dos quatro terrenos, a conexão e integração urbana bem como a criação de identidade local. Também foi desenvolvida individualmente a proposta arquitetônica em cada terreno com ênfase na espacialidade necessária para um equipamento cultural, estruturação-técnica e apresentação da proposta.

Seção 1: Panorama do curso

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Página ao lado: Exercício inicial. Espaço expositivo no Senac. Aluno: Pedro Henriques Pascoal.

Nesta página: Etapas 1 e 2. Análise da área e Partido do projeto. Alunos: Daniel Lima, Pedro Martins, Pedro Pascoal e Sarah Siqueira.

Seção 1: Panorama do curso

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Figura 4: Etapa 4. Maquetes finais: Daniel Lima, Pedro Martins, Pedro Pascoal e Sarah Siqueira.

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.

Figuras 5 e 6: Pranchas de apresentação do projeto final.


a forma E CONTEXTO do edifício

bloco expositivo saracura-vai-vai

O projeto parte da criação de um bloco contemporâneo que dialoga com um edifício existente, anteriormente confrontante de fundo, integrando-os por meio de um eixo articulador que atravessa a quadra. Essa intervenção conecta os espaços e reinterpreta o tecido urbano, trazendo dinamismo e acessibilidade. O edifício é composto por cinco alturas, considerando o subsolo, e sua forma é guiada pela configuração estreita e

IO

TO

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alongada do lote.

ÍN PL

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OEL DUTRA

Inspirado nas icônicas galerias do centro de São Paulo, como a Galeria do Rock e a

R. MAN

14

R. DR. LUIS

.

DR

DE

BIS

local do projeto

local e oferece flexibilidade de uso aos frequentadores. Ele funciona como “O Quintal", um espaço público que remete às praças enquanto reflete o conceito ancestral de encontro e pertencimento.

SÃO VICENTE

ANTÔ NTO

R. ROCHA

substituída, como também ocorreu em outros bairros históricos de São Paulo, como a Liberdade.

R. SA

cidade de São Paulo. Embora o bairro seja amplamente reconhecido por sua forte presença

evidenciar essa origem, que ao longo dos anos tem sido sistematicamente apagada e

Nova Barão, o térreo assume uma fluidez marcante. Essa solução respeita a topografia

NIO

R.

O projeto está localizado em um lote na rua São Vicente, no bairro do Bixiga, Bela Vista, na

italiana, suas origens estão profundamente ligadas à história negra. Este projeto busca resgatar e

BARRETO

A

PR

FOTO AÉREA DA ÁREA DE PROJETO E ENTORNO. SEM ESCALA

Menir: A Marcação da Paisagem e da Memória

Distribuição Programática TÉRREO: Um espaço aberto, multifuncional, que promove a apropriação coletiva e

O conceito do Menir resgata a tradição ancestral de marcar a paisagem com elementos físicos

abriga atividades que favorecem a interação social e cultural.

que atribuem significado a um lugar. Desde os primórdios da humanidade, essas estruturas, espalhadas por todo o globo, serviram para demarcar locais de relevância cultural, religiosa ou

PRIMEIRO PAVIMENTO: Unifica os dois edifícios com uma galeria de exposições

afetiva.

temporárias, ampliando o diálogo entre passado e presente. No projeto, o Menir simboliza um marco físico e visual que estabelece uma conexão direta entre

BLOCO SUPERIOR: Estruturalmente flutuante, abriga a exposição permanente de um

o edifício e seu entorno, atribuindo a ele um caráter de importância coletiva. Sua presença na

acervo arqueológico relevante, originado de escavações próximas ao terreno.

paisagem dialoga com a ideia de permanência e memória, evocando a necessidade de

SUBSOLO: Articula uma conexão direta para a futura estação “Saracura-Vai-Vai” da SUBSOLO

resgatar, preservar e valorizar as histórias que muitas vezes foram apagadas ou negligenciadas.

linha 6 Laranja do metrô.

O Menir não apenas marca a localização do edifício, mas também convida a comunidade a refletir sobre o passado e construir significados no presente.

Simbolismo e Luminosidade O percurso do visitante no bloco superior é uma metáfora da trajetória do povo negro. O

Quintal: Espaço de Liberdade e Resistência

piso intercalado por vazios e a iluminação zenital criam uma experiência de fluidez, mas também simbolizam os desafios e obstáculos enfrentados ao longo da história. Sua

O Quintal, embora muitas vezes visto como um espaço ordinário, é carregado de simbolismo,

CROQUI IMAGINANDO A ARTICULAÇÃO PROPORTA. SEM ESCALA

forma começa com um pé-direito baixo, criando uma sensação de introspecção. À

especialmente na história dos negros no Brasil. Mais do que aquele puxadinho atrás de casa,

medida que o visitante percorre o espaço, o ambiente se expande, permitindo uma

ele representa liberdade, pertencimento e criação. Foi em quintais como o de Tia Ciata, na

experiência imersiva.

Pequena África do Rio de Janeiro, que o samba ganhou forma, se consolidando como uma das mais importantes expressões culturais do país.

No projeto, o Quintal ganha destaque como um espaço público e democrático, pensado para a apropriação das pessoas. Ele assume o papel de um lugar de encontro, convivência e criação coletiva, onde a ancestralidade e a contemporaneidade se entrelaçam. É um ambiente que não apenas acolhe, mas também estimula o usuário a se expressar, a sonhar e a ocupar o espaço com liberdade, resgatando o significado de um lugar onde histórias são contadas e culturas são preservadas.

conexão com o metrô No ponto final da exposição, o pé-direito se reduz novamente, conduzindo o visitante a

O projeto incorpora uma articulação que conecta diretamente o metrô ao edifício, criando

um último intervalo escuro. A jornada culmina em um espaço inundado de luz, uma

uma saída que faz referência simbólica aos objetos arqueológicos que, antes enterrados,

alusão à transcendência e à resistência, inspirada na Igreja de Brasília de Niemeyer. Esse

agora vêm à luz. A proposta é que, ao saírem do metrô e subirem as escadas, as pessoas

contraste final simboliza a vitória sobre as adversidades e a preservação da

vivenciem um processo gradual de descoberta, onde, à medida que sobem, a luz do "Quintal"

ancestralidade.

se revela. Esse movimento não é apenas físico, mas também simbólico, representando o resgate da memória e da ancestralidade que, por tanto tempo, permaneceram obscurecidas. Essa transição da escuridão para a luz busca reforçar a conexão entre o espaço e seu profundo significado cultural e histórico. DESENHO ESQUEMÁTICO DE SETORIZAÇÃO. SEM ESCALA

Seção 1: Panorama do curso

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A

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C

N

O exercício consistia em projetar 4 edifícios culturais espalhados pela região do Bixiga. A logística dependia do grupo, nosso grupo escolheu por cada pessoa ser responsável por um projeto. Fizemos as concepções em grupo, e compartilhávamos opiniões nos edifícios de cada integrante, buscando não abandonar o coletivo. RELATO DE ESTUDANTE

Edifício 1 - ECSD - São Domingos

Pedro Henrique Martins Nunes, Pedro Henriques Pascoal, Sarah Siqueira e

Projetar um equipamento cultural exige grande responsabilidade, ainda mais em um local

Daniel Inocêncio de Lima | 4o matutino

como o Bixiga. Para compreender o entorno e definir o partido projetual, realizamos visitas técnicas, participamos de eventos culturais e contamos com o auxílio dos professores Dani Hirano e Jordana Zola. Ao longo do semestre, enfrentei dificuldades e refiz meu projeto quatro vezes, cada versão explorando soluções distintas. No final, a versão definitiva reuniu o melhor de cada tentativa, e fiquei satisfeito com o resultado. Aprendi que, no processo criativo, nada se perde, ideias acumuladas podem levar a algo ainda maior, se você aprender com os erros delas.

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Seção 1: Panorama do curso

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Noturno André Sauaia Dani Hirano A disciplina de Projeto de Arquitetura de Equipamento Cultural visa habilitar o aluno a desenvolver um projeto com maior complexidade programática, comparada aos semestres precedentes. A área de estudo e atuação foi o bairro do Bixiga, e abrangeu sua importância histórica e riqueza cultural para a cidade, sua herança afro, a nordestina e a italiana, assim como as disputas entre mercado imobiliário e comunidades locais. O exercício de projeto, desenvolvido ao longo do semestre, teve início com a formação de grupos

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


compostos por 4 estudantes cada. O

explorando um espaço expositivo. A

trabalho concentrou-se em 4 terrenos

Etapa 3 retomou o trabalho em grupo,

distintos, mas próximos entre si, que

com o desenvolvimento das bases do

se encontravam subutilizados. Cada

projeto, incluindo desenhos técnicos

estudante foi responsável por um

e a construção de maquetes, que

terreno específico, bem como por uma

ajudaram a materializar as primeiras

parte do programa sugerido aos grupos,

propostas. Na Etapa 4, o foco foi a

que foi elaborado de forma a permitir a

definição das referências de projeto e

articulação e complementaridade entre

elaboração do Partido Arquitetônico

os terrenos e os programas propostos.

em grupo, consolidando as ideias e

Essa abordagem buscou estimular a

caminhos a serem desenvolvidos para

colaboração e a interdependência entre

a entrega final. A Etapa 5 envolveu a

os projetos, incentivando os estudantes

construção de cortes e a detalhamento

a pensarem não apenas em suas

das propostas, ainda em grupo,

propostas individuais, mas também na

permitindo uma visão mais aprofundada

relação entre elas.

das soluções espaciais e técnicas. Por

O processo de avaliação foi

fim, a Etapa 6 combinou um trabalho

estruturado em 6 etapas distintas,

de detalhamento com a entrega final

cada uma com objetivos específicos e

do projeto completo (Anteprojeto),

formatos de entrega variados. A Etapa

integrando todas as partes

1 consistiu na análise do terreno, com

desenvolvidas ao longo do semestre.

a elaboração de um relatório de visita

Durante o desenvolvimento do

em grupo, que serviu como base para

projeto, a dinâmica da turma e as

o entendimento das características

necessidades do trabalho levaram a

físicas, contextuais e potenciais de

uma reorganização dos grupos após

cada área. Na Etapa 2, os estudantes

a primeira entrega. Os grupos iniciais

trabalharam individualmente,

de 4 estudantes foram divididos em

Seção 1: Panorama do curso

95


duas duplas, cada uma assumindo a responsabilidade por um dos quatro terrenos trabalhados no início. Essa mudança permitiu uma maior concentração e aprofundamento nas propostas, ao mesmo tempo em que manteve a possibilidade de diálogo e articulação entre os projetos, reforçando a ideia de complementaridade e integração que orientou todo o exercício. Os exercícios de curta duração distribuídos ao longo do semestre, incluindo um breve exercício inicial de aproximação a um espaço expositivo hipotético, assim, o projeto final, pôde ser desenvolvido de forma contínua e orientada, com avaliações através de discussões coletivas. Alguns dos temas abordados no exercício projetual são: clareza e distribuição eficiente do programa; compreensão das instalações prediais; interpretação das condições do terreno; inserção do edifício no contexto; raciocínio estrutural; especificação de materiais; elementos singulares de projeto como auditório, biblioteca, expografia; parâmetros de legislação.

96

(páginas anteriores) Figuras 1 e 2: Visita ao Centro Cultural São Paulo. Figura 3: Caminhada pela região da Av. Paulista, Bela Vista e Bixiga. Escadaria do Bixiga. Figura 4: Caminhada pela região da Av. Paulista, Bela Vista e Bixiga. Sítio arqueológico do Quilombo Saracura. Vestígios e ruínas próximos ao Rio Saracura.

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Figura 5: Entrega E6. Ketlin Eloisa de Andrade e Matos, Gabriella Silva Neri Santos. Figuras 6 e 7: Entrega E6. Rafael Cassiano e Raul Lopes. Figura 8: Entrega E6. Carlos Amurim e Samantha Lopes.


Seção 1: Panorama do curso

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“Trabalho que visa construir uma relação bela entre módulos e a alternância, contendo elementos com forte personalidade, privilegiando um espaço cultural e produzindo um local acolhedor. Uma passarela central que liga áreas servidoras e áreas servidas. Uma espécie de arquibancada que se forma logo após à entrada do edifício. Além de marcantes sheds de 40%, aproveitando a boa ventilação e insolação advinda da Fachada Sul do projeto.” RELATO DE ESTUDANTE Rafael Cassiano e Raul Viana |

Projeto de um equipamento cultural localizado na região do Bixiga, distribuição de

4o noturno

programa, com caráter artístico e expositivo. Produtos finais: Pranchas + Maquete (Representação utilizando o Revit)

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Seção 1: Panorama do curso

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Istalações Prediais Luiz Junqueira (noturno)

Estudos de tecnologia dos principais sistemas de instalações e infraestruturas prediais e urbanas de hidráulica e elétrica e suas relações com o projeto de arquitetura, os demais projetos complementares, o ambiente urbano construído e o meio ambiente.

5º SEM

Objetiva-se apresentar a importância do conhecimento do meio físico, das funções e da morfologia destas redes e instalações para a compreensão do processo de escolha entre as possíveis alternativas tecnológicas, nas suas relações e na sua integração com o projeto de arquitetura e urbanismo, sempre amparado na utilização racional dos recursos naturais e ambientais. Estimular o interesse do estudante

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Figuras 1, 2 e 3: Trabalhos em sala de aula.

Seção 1: Panorama do curso

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na compreensão integrada das relações que se estabelecem entre o meioambiente, as cidades, os edifícios e os diversos sistemas de infraestruturas e redes que permitem e sustentam seu funcionamento. Fomentar o conhecimento dos materiais e técnicas mais utilizados, das normas brasileiras que regem estas instalações, e dos métodos de cálculo e dimensionamento de pequenas redes hidrossanitárias e elétricas, e ressaltar a importância destes conhecimentos para a qualificação dos projetos de arquitetura e urbanismo. Com este propósito, conjuntamente com as aulas expositivas, os estudantes desenvolvem em estúdio os projetos de instalações hidrossanitárias e elétricas para pequenos projetos residenciais, da arquitetura contemporânea brasileira, considerando suas características arquitetônicas e estruturais, e desenvolvendo o conhecimento das representações, terminologias e especificações empregadas nestes projetos específicos.

Figuras 4 e 5: Trabalho de Elétrica. Figuras 6, 7 e 8: Trabalho de Hidráulica. Figuras 9 e 10: Visitas a exposição e edifícios.

Seção 1: Panorama do curso

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Linguagem, imagem e mídia Adriane de Luca (noturno) Cassimiro Carvalho (noturno)

A estrutura da disciplina Linguagem,

de caso de um edifício multifuncional,

temas de representação e narrativas do

Imagem e Mídia prioriza exercícios curtos

que é pedido na sequência das aulas

projeto passam a ganhar maior ênfase,

distribuídos ao longo do semestre, que de

Linguagem fotográfica: morfologia,

até tornarem-se os protagonistas dos

forma progressiva e continuada possam,

sintaxe, semântica e responsabilidade

exercícios finais. No Exercício E4 - Projeto:

à medida do possível, dar suporte ao

e A leitura das imagens: projeto de

partido são pedidos diagramas que

desenvolvimento dos trabalhos realizados

fotografia de arquitetura. O Exercício

sintetizem a proposta do projeto. Em

paralelamente junto à disciplina Projeto

E3 - Arquitetura e Cotidiano é um vídeo

uma aula extra, no Estúdio de Fotografia

Edifício Multifuncional. As atividades

de três minutos que os estudantes

do Senac, são feitos retratos dos

começam desde o primeiro dia com

realizam fora do horário de aula, como

estudantes e fotografias das maquetes

o Exercício E1 - minibio, uma síntese

Atividade Discente Orientada, ele é

físicas de seus projetos, contando com

biográfica pessoal, escrita individualmente

pedido na sequência da aula intitulada

o apoio dos docentes e a colaboração

em sala de aula, a seguir a uma rodada

Audiovisual: da fotografia estática à

de estudantes do curso de fotografia. O

coletiva de apresentações. Nos encontros

impressão do movimento e na elaboração

produto final, o Exercício E5 - Portfolio,

seguintes, os enunciados dos exercícios

dos respectivos roteiros dos vídeos,

simula um excerto de um portfólio

vão acompanhando os conteúdos

que é realizado em sala de aula com a

profissional, contendo a apresentação

apresentados pelas aulas expositivas,

orientação dos professores. À medida em

pessoal dos integrantes de cada equipe

como é o exemplo do E2 - Ensaio

que a turma evolui no desenvolvimento

e uma síntese do Projeto Edifício

Fotográfico, baseado em um estudo

de seus projetos na outra disciplina, os

Multifuncional.

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Seção 1: Panorama do curso

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Figura 1 (página anterior): Exposição do Exercício E2 - Ensaio Fotográfico. Figura 2: Exercício E2 - Ensaio Fotográfico: Dominique Santos, Marcos Vinicius e Riquelme Almeida. Figura 3: Aula no Estúdio de Fotografia.

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Patrimônio: conceitos, práticas e intervenções Ralf Flôres (noturno)

Propomos, como estrutura para o processo de aprendizagem da disciplina, um momento introdutório de estudo sobre referências teóricas fundadoras da cultura patrimonial e “da memória”, contextualizadas geográfica e historicamente. Apresentamos, panoramicamente, a História da Arquitetura Brasileira para, em seguida, focarmos no processo de construção de uma identidade nacional brasileira e seu reflexo na preservação e gestão dos patrimônios arquitetônico e urbano do país. Simultaneamente, abordamos obras de intervenção em patrimônio, da escala do edifício ao espaço público e urbano, nacionais e estrangeiras, de modo a alimentar repertório crítico e projetual. Somadas às aulas expositivas tradicionais, trabalhamos com leituras de textos icônicos sobre a temática patrimonial, debatidos coletivamente e em grupos, através de seminários dirigidos. Por fim, com o objetivo de reunir o conteúdo da disciplina através de aplicação experimental em processos de projeto, desenvolvemos um exercício com foco em estudo formal e volumétrico, através da proposição de um anexo, em duas versões, para uma obra arquitetônica tombada: Casa da Dona Yayá, pertencente à Universidade de São Paulo. O desafio para a apresentação destas duas versões estava no posicionamento crítico e a defesa do caráter das intervenções propostas, oralmente e em memorial – algo a ser recuperado e exercitado no sexto semestre do curso, na disciplina de projeto arquitetônico. A primeira das intervenções deveria orientar-se, em princípio, para um volume de caráter sólido e opaco; a segunda, respeitando a mesma forma, deveria trabalhar com leveza e transparência, de modo a entender as orientações das Cartas Patrimoniais, com especial atenção para a Carta de Restauro (de 6 de abril de 1972) e a bagagem teórica e projetual da disciplina, sintetizada em seu título: Patrimônio: Conceitos, Práticas e Intervenções.

Seção 1: Panorama do curso

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Figura 1: Estudo para Intervenção Casa Dona Yayá - Dominique Santos e Thiago Guedes. Figura 2: Intervenção Casa Dona Yayá - Elizabete Ferreira e Gabriel Pazos. Figura 3: Intervenção Casa Dona Yayá - Emerson Silva e Juliana Prado.

Seção 1: Panorama do curso

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Projeto edifício multifuncional Katia Pestana (noturno) Marcelo Ursini (noturno)

A disciplina de projeto do edifício multifuncional envolve a síntese de vários temas e demandas presentes no decorrer do curso. O fundamento está principalmente na solução do térreo do conjunto, ou seja, na implantação dos edifícios, na ordenação dos acessos, na possibilidade de integrar o terreno com a rua e a cidade. Mas para que essa urbanidade aconteça, o projeto dos edifícios – suas funções, acessos, vazios, volumetria, estrutura, materialidade etc. – precisa ser elaborado juntamente com os espaços livres das edificações. Um relato mais detido desta disciplina está publicado nesse número, na seção 2.

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Figura 1: Visita ao Centro Comercial Bom Retiro.


Seção 1: Panorama do curso

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Qualificação da cidade: norma, desenho e paisagem André Sauaia (noturno)

Com o objetivo de apresentar e interpretar a formação e o

que abordaram o Estatuto da Cidade,

desenvolvimento socioespacial de

o Plano Diretor Estratégico de 2014 e

cidades brasileiras, com ênfase na

suas revisões, e a Lei de Parcelamento

cidade de São Paulo, assim como as

e Uso do Solo de 2016 e suas revisões.

competências da legislação urbanística

Além destas, algumas aulas expositivas

municipal, a disciplina visa capacitar o

com projetos referenciais foram

aluno a compreender os mecanismos

ministradas com a menção a exemplos

que regem o crescimento da cidade e

nacionais e internacionais, assim como

as relações hierárquicas entre essas

a comparação destas com exemplos

ferramentas, bem como a relação destas

reconhecíveis das realidades dos

com os agentes urbanos (públicos ou

estudantes.

privados) e a sociedade.

112

Ana Mendes em 3 aulas expositivas,

A disciplina é orientada a partir

Nesse semestre, a disciplina

de bibliografia de referência, visitas

contou com o apoio da professora

de campo e aulas expositivas, e em

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


exercícios práticos de leitura e projeto

na morfologia e transformação urbana,

urbanos (EX01, PU01 e PU02). Os grupos

além de aspectos de um tecido urbano

e as áreas de trabalho escolhidas

central consolidado.

mantiveram-se ao longo de todo o

Os exercícios de projeto se

semestre. O critério de escolha foi

debruçaram sobre os impactos da

para áreas inseridas em corredores

legislação incidente sobre as áreas de

de ZEU (Zona Eixo de Estruturação da

trabalho, com o intuito de capacitar os

Transformação Urbana), à escolha dos

estudantes a interpretarem criticamente

grupos por facilidade de acesso ou

a regulação urbana e trabalharem com

familiaridade. Os terrenos escolhidos

propostas projetuais de desenho urbano

foram em: Vila Sônia, Pinheiros, Av.

e adensamento para as áreas da cidade

Cupecê e Saúde. Como Atividade

em transformação.

Docente Orientada (ADO), nas primeiras

O resultado das reflexões,

semanas de aula, foram apresentados

discussões e projetos foi além

alguns textos de referência. Os

do satisfatório. A turma, quase

estudantes entregaram na oitava

integralmente, demonstrou um alto

semana um artigo (ensaio crítico)

nível de engajamento e participação ao

individual abordando e articulando o

longo do semestre.

conteúdo dos textos. Juntamente com a turma do 8º semestre, da disciplina Práticas Profissionais (profa. Ana Mendes), foi feita uma visita à Av. Angélica que passou por alguns quarteirões de Higienópolis e Consolação, (se iniciou na estação Marechal Deodoro e foi até a estação Paulista de metrô), com ênfase

Figuras 1 e 2: Croquis sobre projeção no quadro para definição dos terrenos de trabalho. Anotações e conversas das aulas.

Seção 1: Panorama do curso

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Figura 3: Edifício Louveira. Com a turma do 8º semestre, da disciplina Práticas Profissionais (profa. Ana Mendes). Visita à Av. Angélica e ao bairro de Higienópolis. Figura 4: Projeto Urbano 01. Grupo 01. Av. Cupecê. Roberto Bernard, Thiago Guedes, Emerson Carlos. Figuras 5 e 6: Projeto Urbano 02. Grupo 06. Pinheiros. Dominique Santos, José Gustavo Martins, Pedro Murata. Figura 7: Projeto Urbano 02. Grupo 05. Vila Sônia. Beatriz Sales, Marcos Vinicius, Rafael Godoy.

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Seção 1: Panorama do curso

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Cidade Contemporânea Beatriz Kara (matutino) Gabriel Pedrosa (maturino e noturno) Letizia Vitale (noturno)

Nesta segunda edição da disciplina Cidade Contemporânea, primeira sob nossa responsabilidade, optamos por dividir o conteúdo previsto na ementa (arquitetura e urbanismo do pós-guerra

6º SEM

em diante) em três blocos, aos quais fizemos corresponder três exercícios. Na primeira parte dos encontros, trabalhamos com aulas expositivas, leituras e discussões de textos e filmes, reservando a segunda parte para o desenvolvimento e discussão dos exercícios. No primeiro destes três blocos, retomamos brevemente o movimento moderno (trabalhado na disciplina Arquitetura e cidade), seu surgimento,

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


expansão, consolidação, e, sobretudo,

mesmo formato do anterior, voltou-se a

aulas de temáticas mais abrangentes

seu declínio, iniciando o primeiro grande

análise de intervenções urbanas em São

e ensaísticas (“o urbano generalizado”,

tema da disciplina: as várias correntes

Paulo, com o mesmo recorte temporal

“tempo livre, espaços livres”, “cidade

contestatórias ao movimento moderno

trabalhado nas aulas e textos. Esta

formal e cidade informal”), provocamos

surgidas nos anos 60 e 70 – na falta de

repetição do formato de entrega, que se

os alunos a especular sobre alternativas

um termo melhor, o pós-modernismo.

estendeu ao terceiro trabalho, permitiu

para as cidades contemporâneas,

Como exercício, os estudantes

que ao longo do semestre a produção

propondo, como exercício final, imagens

deveriam, em duas pranchas A2,

dos estudantes apresentasse um claro

de outra São Paulo, não desenhada

analisar um edifício construído durante

um refinamento gráfico e discursivo.

pelas condicionantes históricas e

o período estudado na disciplina, a

Durante esta segunda etapa,

econômicas atuais. Trabalhando um

partir destas discussões críticas sobre

visitamos a exposição “Paisagem

tópico reiterado na ementa da disciplina,

o moderno apresentadas em sala e na

e poder: construções do Brasil

as utopias e distopias urbanas, muitos

bibliografia (destacadamente em Uma

na ditadura”, realizada no Centro

grupos tomaram alguns dos traços

nova agenda para a arquitetura e em

Universitário Maria Antônia, de grande

que conformaram nossa cidade, como

Depois do movimento moderno).

contribuição para o desenvolvimento da

o rodoviarismo ou sua estruturação

disciplina, não apenas pela sobreposição

muitas vezes a despeito de seu território

foi dedicado às teorias e ações

O segundo bloco da disciplina

temática e de recorte histórico e

(destacadamente de seus cursos d’água

emblemáticas no urbanismo da

geográfico, mas pelo fato de a termos

e várzeas), como os temas destes outros

segunda metade do século XX,

visitado com uma de suas curadoras,

futuros possíveis (eventualmente o

trabalhando autores como Bernardo

a arquiteta e urbanista, professora e

futuro de cidades já definitivamente

Secchi, Aldo Rossi, Peter Hall e

pesquisadora Paula Dedecca, o que

passadas), em proposições que, mais

David Harvey, em temas como:

nos permitiu refletir sobre seleção de

que projetos, constituíram críticas à

renovação urbana, revitalização

fontes, seleção e análise dos estudos de

cidade real e às formas pelas quais

de áreas centrais, conservação

caso e, sobretudo, sobre a construção

a temos ocupado. “Por que a cidade,

integrada, empreendedorismo urbano,

do discurso crítico no trato com estas

ainda?” foi a pergunta que atravessou as

planejamento estratégico e grandes

fontes e objetos de estudo.

leituras, aulas e, sobretudo, os trabalhos

projetos. O segundo exercício, no

Na última parte do curso, com

Seção 1: Panorama do curso

desta etapa final.

117


Matutino Beatriz Kara Gabriel Pedrosa Após exercícios iniciais muito contidos nas análises e ainda muito presos à corrente modernista dominante na arquitetura de São Paulo, em função das primeiras devolutivas, do aprofundamento do debate em sala e da visita conjunta à exposição “Paisagem e poder”, no segundo trabalho tivemos boas leituras de grandes obras viárias da cidade, como o minhocão e as marginais, e de espaços públicos pouco usados pela população paulistana,

118

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como a antiga Praça Roosevelt ou o atual Largo da Batata, duas faces de um mesmo problema: a redução do urbano à circulação e à articulação de espaços privados, resultando na falta de sentido da dimensão pública. Assim, com o retorno destes espaços no terceiro exercício, destacadamente as marginais e o minhocão, que passaram a incluir a discussão do espaço público que as praças tinham trazido, a questão tornou-se, para além de desmontar ou reverter estas grandes obras, pensar formas de dar sentido aos espaços públicos conquistados com estas desmontagens ou reversões, garantindo sua ocupação e vitalidade.

Figura 1: A demolição do minhocão mostrada como tirinha, pensando na construção do imaginário urbano, e como corte genérico. Figura 2: Uma marginal alternativa para o Rio Tietê, que “conecta e respira”, em perspectiva genérica e diagrama. Figura 3: A marginal do Rio Tietê, desaparecida, dá lugar a uma “praia paulistana”.

Seção 1: Panorama do curso

119


Noturno Gabriel Pedrosa

livres que suas propostas fossem com

Letizia Vitale

relação às condicionantes econômicas e legais existentes, os trabalhos do

Como ocorrido no período

período noturno apresentaram um

matutino, os exercícios iniciais, ainda

caráter muito mais especulativo, além

que aqui com mais elementos próximos

de uma variedade temática mais ampla,

do pós-modernismo, foram bastante

incluindo propostas para cenários pós-

contidos na análise dos estudos de

apocalípticos, cidades sem transporte

caso selecionados. Novamente, em

motorizado individual, ou a construção

função das devolutivas, dos debates

de grandes edifícios subterrâneos. Ainda

decorrentes da visita à exposição e do

assim, a questão central, nos debates,

maior tempo dedicado à discussão dos

seguia a mesma: onde estavam as

trabalhos em andamento, no segundo

pessoas nos espaços propostos, porque

exercício tivemos resultados melhores,

elas quereriam e como poderiam ocupá-

com algumas sobreposições com os

los.

trabalhos da manhã (Praça Roosevelt, Largo da Batata, minhocão), mas também com muitos trabalhos voltados a recortes das operações urbanas que os estudantes estavam trabalhando na disciplina “Renovação de espaços da cidade”. Se os trabalhos finais da manhã foram marcados por uma preocupação de viabilidade mais imediata, por

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Figura 1: Diagrama da mancha urbana de São Paulo com perspectivas de situações genéricas para uma cidade sem carros. Figura 2: A estruturação de outra São Paulo a partir de uma rede hidroviária que articula os demais modais de transporte. Figura 3: Outra paisagem numa São Paulo com controle de gabaritos e “arranhachãos” na região da Avenida Paulista.


Seção 1: Panorama do curso

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Desempenho dos Materiais e das Construções Maurício Petrosino (matutino) Walter Galvão (matutino e noturno)

A disciplina aborda o conceito de desempenho das edificações, para fundamentar, baseada no arcabouço normativo nacional, a tomada de decisões no projeto arquitetônico relativos aos elementos estruturais bem como a escolha de materiais, instalações prediais e determinações funcionais dos edifícios. Dessa forma a disciplina começou com o conhecimento do processo de formulação de normas e sua importância no atendimento de demandas da sociedade. A seguir buscava-se entender os riscos técnicos e jurídicos do não atendimento ao desempenho das edificações, desde a fase de viabilidade da obra até a assistência pós-entrega, a partir da aplicação de indicadores como Perfil de Desempenho da Edificação (PDE) e o Plano de Controle Tecnológico (PCT), em atendimento aos requisitos do SIAC PBQP-H. Também eram apresentados princípios de durabilidade e manutenção das edificações. No entanto, os princípios de desempenho dependem das demandas que se impõe sobre os ambientes construídos e como ele vai responder quando submetido a certas exigências de quem os usa. Nesse sentido, a verificação junto aos utilizadores das edificações é de fundamental importância para balizar os processos de avaliação de desempenho das edificações. Como a Avaliação Pós-Ocupação (APO) insere os usuários nos processos de verificação dos ambientes construídos, foi adotada a aplicação de APO como uma das premissas da disciplina.

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Figura 1: Avaliação Junto aos usuários – Parte de Relatório apresentado pelos alunos. Figura 2: Avaliação física do ambiente construído – Parte de Relatório apresentado pelos alunos.


Assim, o produto da disciplina foi separado em duas partes. Escolhido um objeto de estudo, primeiramente era feita uma avaliação física do ambiente construído baseada no arcabouço normativo nacional relativo aos assuntos avaliados. A seguir era elaborado um roteiro de abordagens aos usuários para verificação de seu nível de satisfação com o ambiente construído dos mesmos itens avaliados à luz de normas. Dessa forma ficava consagrado na disciplina os princípios da Avaliação Pós-Ocupação (APO) para verificação de desempenho dos ambientes.

Seção 1: Panorama do curso

123


Discurso, Representação e Retórica Adriane De Luca (matutino e noturno) Débora Oelsner (matutino)

Matutino

com a orientação das professoras, foram

Adriane De Luca

de pensar e argumentar, seja por

Débora Oelsner

linguagem escrita ou desenhada, seja

analisadas diferentes possibilidades

por soluções técnicas e detalhamento A disciplina procurou estimular o desenvolvimento da visão crítica e

Exercícios propostos

particular dos estudantes em relação

Exercício E1. Processo de

às diferentes escalas de projeto. Como

aproximação ao Projeto Patrimônio –

pode se dar a fundamentação de um

Flona Ipanema;

partido num projeto de arquitetura e urbanismo? Por meio de aulas expositivas sobre projetos exemplares,

Exercício E2. Memória escrita e desenhada da visita à Oficina Vanorden; Exercício E3. Leitura do sítio;

tais como o Plano Piloto de Brasília,

Programa e relações; Esboço da

do arquiteto Lúcio Costa, e os Edifícios

proposta;

Modulares, do arquiteto Abrahão Sanovicz, entre outros exemplos, intercaladas com exercícios práticos desenvolvidos em sala de aula, sempre

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construtivo.

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Exercício E4. Projeto: Partido (maquete e croquis); Exercício E5. Prancha Síntese Projeto Patrimônio.


Exercício E1. Processo de aproximação ao Projeto Patrimônio – Flona Ipanema A unidade de conservação Flona Ipanema, no interior do estado de São Paulo, foi o local escolhido pela disciplina Projeto Patrimônio para o desenvolvimento de uma atividade rápida no início do semestre. O exercício proposto paralelamente em Discurso: Representação e Retórica buscava uma aproximação à atividade projetual através de uma abordagem crítica e afetiva. Após visitarem o local, estudantes foram provocados a eleger palavras-chave para memórias dessa experiência ligadas a situações de potencial interesse identificadas individualmente. Também foi pedido que considerassem possíveis programas para o local, testando suas relações, e que apresentassem um esboço inicial da

Figura 1: Exercício E1. Aluna Larissa Bonin.

proposta de intervenção ainda de forma intuitiva.

Figura 2: Exercício E1. Aluna Ana Carolina Oliveira.

Formato: 3 pranchas A3,

Figura 3: Exposição coletiva do Exercício E1.

apresentação livre.

Seção 1: Panorama do curso

125


Noturno Adriane De Luca Ainda mais importante do que a aplicação avançada das ferramentas

Exercícios propostos

discurso em arquitetura e urbanismo.

Exercício E1. Processo de

Pelo uso de diferentes meios e suportes,

aproximação ao Projeto Patrimônio –

incluindo textos, desenhos, imagens

Flona Ipanema;

e diagramas, foi pedido às equipes

Exercício E2. Memória escrita e

que reunissem numa prancha única a

desenhada da visita à Oficina Vanorden;

síntese do material apresentado para

Exercício E3. Leitura do sítio;

o projeto, elegendo os elementos mais

analógicas e digitais, trabalhadas

Programa e relações; Esboço da

representativos e esclarecedores de

anteriormente no curso, em Discurso:

proposta;

suas propostas.

Representação e Retórica procurase estimular o olhar questionador e sensível para a arquitetura e o urbanismo, de forma a auxiliar a

Exercício E4. Projeto: Partido (maquete e croquis);

Formato: 1 prancha A1, apresentação livre.

Exercício E5. Prancha Síntese Projeto Patrimônio.

construção de discurso próprio consciente para os diferentes processos

Exercício E5. Prancha Síntese

de interpretação, criação e apresentação

Projeto Patrimônio: Oficina Vanorden

de projetos. Os conteúdos abordados

As antigas Oficinas Casa Vanorden,

em aula foram divididos em eixos

imóvel tombado localizado no bairro da

temáticos que abrangem as diferentes

Mooca da cidade de São Paulo, foram

escalas, etapas e metodologias de

o objeto de intervenção escolhido

projeto. O objetivo foi trabalhar de

pela disciplina Projeto Patrimônio para

forma integrada e transdisciplinar,

a segunda atividade do semestre. O

dando suporte aos exercícios

exercício proposto paralelamente em

desenvolvidos simultaneamente pela

Discurso: Representação e Retórica

disciplina de Projeto Patrimônio, com

buscou dar suporte ao desenvolvimento

destaque para as atividades principais:

da atividade projetual, focando no

Flona Ipanema e Oficina Vanorden.

fortalecimento da construção de

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Figura 4: Avaliação coletiva do Exercício E1. Figura 5: Exercício E5. Alunos: Miguel Moreira, Pedro Asson e Vinícius Rodrigues. Figura 6: Exercício E5. Alunos: Jonatas Falcão, Juliana Carlos e Paula Amorim.


Seção 1: Panorama do curso

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Visita de estudo externa ao IMS Paulista - Instituto Moreira Salles Na sequência de uma aula expositiva intitulada IMS Paulista: o projeto, do conceito ao acontecimento, foi realizada uma visita de estudo ao local, com as turmas do matutino e do noturno reunidas, acompanhadas pelas duas professoras. Na ocasião, além de se discutirem temas ligados ao projeto, aos processos e à obra, também puderam ser observados e comentados alguns tópicos acerca de projetos expográficos através das exposições em curso no museu.

Figura 7: Visita ao IMS Paulista em 05.10.24 com alunos do matutino e noturno.

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Projeto Patrimônio

Recebemos uma representante do CAU-

Katia Pestana (noturno)

as práticas profissionais relacionadas

Marcelo Suzuki (matutino)

ao patrimônio edificado e foram

Rodrigo Gutierrez (matutino e noturno)

realizadas visitas técnicas com os alunos

SP (Airlana Polzatto) para palestrar sobre

à “FLONA Ipanema”, “Oficina Vanorden” e arredores na Mooca, “Pinacoteca do Estado” e “Sala São Paulo”. Com relação aos exercícios de projeto, a disciplina dividiu-se em duas etapas: a primeira com um projeto rápido e a segunda, um projeto com maior aprofundamento. Com objetivo de estudar

O exercício inicial e rápido foi

estratégias de intervenção em

realizado adotando a FLONA – Floresta

ambientes com pré-existências

Nacional Ipanema, como objeto de

de notório interesse patrimonial

estudo. Mantida pelo ICMBIO, ocupa

a disciplina Projeto Patrimônio,

parte dos municípios paulistas:

no segundo semestre de 2024, foi

Araçoiaba da Serra, Iperó e Capela do

acompanhada na turma da manhã pelos

Alto. A proposta foi apresentada para os

professores: Marcelo Suzuki e Rodrigo

alunos como um “concurso de ideias”

Gutierrez.

para intervenção na “Casa de Armas

Como estratégia didática optou-

Brancas”, uma edificação imponente

se por diversificar as metodologias

que abrigou uma grande fundição no

de construção de repertório em:

período colonial brasileiro.

aulas expositivas, visitas a edificações

A atividade foi estruturada

históricas e participação de convidados.

partindo do levantamento histórico e

Seção 1: Panorama do curso

129


das características de sua geografia,

a disciplina no semestre seguinte e

gerando uma linha do tempo na qual

com pesquisas realizadas pelos alunos

edifício da antiga Oficina Vanorden, na

foram identificados vários personagens,

durante essa etapa preliminar de

Mooca, onde procurou-se aprofundar

gestores e usos desde sua criação e os

projeto.

as questões projetuais para além das

níveis de tombamento estabelecidos pelos órgãos do Patrimônio.

Estimular a apropriação dos

O segundo exercício adotou o

propostas iniciais, ou seja, buscou

dados sobre o objeto de estudo,

alcançar discussões e proposições sobre

gerar uma maior aproximação com o

relações entre materialidades, sistemas

da estrutura física remanescente

objeto histórico, conjuntamente com

construtivos, aberturas, fechamentos

do edifício, visando estabelecer

uma discussão sobre quais seriam os

etc. O programa previa um mercado

as dimensões, formas, sistemas

usos em potencial para esse espaço

e um equipamento cultural. Além do

construtivos e estruturais,

monumental, foram as motivações

galpão principal da Oficina tombada

materialidades, entre outros aspectos.

para a elaboração de um projeto de

pelo CONPRESP, há outros galpões no

A base dos trabalhos se deu a partir

intervenção, que foi apresentado

terreno e as equipes puderam trabalhar

dos documentos fornecidos pela

pelos alunos em uma Prancha Síntese,

livremente na conservação / demolição

administração da FLONA, da visita

contendo diagramas e desenhos

do existente e na articulação entre as

realizada no primeiro semestre de

propositivos, acompanhados de

novas edificações (e usos) e Patrimônio

2024 com os alunos que cursariam

justificativas.

construído.

Foram realizadas interpretações

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Figura 7: Alunos do período matutino acompanham as análises dos professores, sobre as propostas apresentadas para a FLONA. Figuras 1 e 2: Uso de croqui na construção do conhecimento, contemplando a análise e interpretação de informações complexas. A articulação de dados para caracterização do objeto histórico foi feita durante a aula com criação de croquis e gráficos síntese na lousa. Instigando a participação dos alunos de forma ativa, esses procedimentos articularam informações gerais de forma estruturada, tanto cronologicamente quanto espacialmente. Método usado como estratégia de ampliação das percepções e estímulo à criatividade.

Figura 8: Registro da palestra da representante do CAU-SP para a turma do período matutino. Figura 9: Visita à Oficina Vanorden na Mooca. Figuras 3 a 6: Maquetes físicas com propostas de intervenção para a Oficina Vanorden apresentadas por alunos do período matutino.

Seção 1: Panorama do curso

Figura 10: Registro da visita à Sala São Paulo.

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Figura 11: Uso de croqui na construção do conhecimento, contemplando a análise e interpretação de informações complexas. A articulação de dados para caracterização do objeto histórico foi feita durante a aula com criação de gráfico síntese na lousa, construído coletivamente, contendo informações gerais estruturadas cronologicamente e espacialmente. Método usado como estratégia de ampliação das percepções e estímulo à criatividade. Figura 12: Registro da visita à Sala São Paulo com alunos do período noturno. Figura 13: Palestra da arquiteta Bruna Fregonezi representando o CAU-SP. Figura 14: visita à Oficina Vanorden na Mooca. Figura 15: Visita à Pinacoteca do Estado. Figura 16: Parte da proposta de intervenção para a Oficina Vanorden apresentada pelos alunos Jonatas Falcão, Juliana Carlos e Paula Amorim da Costa. Da esquerda para direita acima: Diagrama síntese e imagem renderizada gerada computacionalmente, abaixo: maquete física.

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Seção 1: Panorama do curso

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Renovação dos Espaços da Cidade Dinalva Roldan (noturno) Marcella Ocke (matutino)

Matutino

Paulo, o Plano Diretor Estratégico de

Marcella Ocke

os Projetos de Intervenção Urbana

2014 (PDE - Lei 16.050/2014) define (PIU´s) também como instrumento de

A disciplina Renovação de Espaços da Cidade tem por objetivo principal

exceção na cidade.

o estudo do que podemos chamar

As aulas expositivas dialogadas

de áreas de exceção da legislação

contaram com apresentações ilustradas

urbanística da cidade de São Paulo.

e debates sobre assuntos específicos

Este termo é usado para enfatizar que,

para ampliar a compreensão da

apesar de serem áreas contempladas

bibliografia de referência. Além dos

nas legislações urbanísticas da cidade,

aspectos formativos também foram

sobre elas incidem regramentos

realizadas as seguintes atividades

específicos que induzem sua

práticas: um seminário em grupo,

transformação.

uma produção textual individual e

O Estatuto da Cidade (Lei 10.257/

134

transformação, criando novas áreas de

um exercício de projeto em grupo

2001) define a Operação Urbana

desenvolvido em duas etapas de uma

Consorciada (OUC) como instrumento

proposta de intervenção urbana, no

para regrar esses territórios a nível

contexto do PIU Arco Jurubatuba,

nacional e, no caso da cidade de São

próximo ao Centro Universitário Senac.

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Seção 1: Panorama do curso

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O Exercício Projetual foi dividido em duas partes e buscou ser a aplicação prática das reflexões realizadas. Parte do território do PIU Arco Jurubatuba foi visitado pelos alunos e docente e também um ex-aluno do bacharelado em arquitetura e urbanismo que mora na região e conhece à fundo as problemáticas locais. Tendo em vista que o papel do PIU Arco Jurubatuba na cidade já foi compreendido pela turma nos Seminários apresentados anteriormente no semestre, a primeira parte do exercício propôs uma aproximação: a leitura de território selecionado, em uma das Áreas de Intervenção Urbana (AIU) desse PIU. O objetivo geral da primeira parte do Exercício foi compreender a formação e funcionamento da AIU Interlagos, especificamente de trecho selecionado previamente pela professora. O objetivo específico foi elaborar diretrizes de intervenção para o recorte proposto, tendo em vista reflexões sobre as legislações incidentes no território.

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Figura 1: Visita técnica PIU Jurubatuba. Figura 2: Masterplan - grupo Laura Gomes, Nicole Santos, Matheus Saboya, Marília Maciel. Figura 3: Proposta de parque esponja - grupo Barbara Matos, Julia Chinchilha, Vinicius Ortega, Vitória Cortez.


A segunda parte do exercício, por sua vez, teve por objetivo geral a elaboração de um projeto urbano em recorte da área do Exercício 1, recorte este definido por cada grupo, com anuência docente. As imagens selecionadas ilustram os resultados do Exercício Projetual e da visita, que encerrou com resultados correspondentes às expectativas de um semestre intenso de reflexões sobre a paisagem em transformação na cidade de São Paulo.

Seção 1: Panorama do curso

137


Nas etapas seguintes, os

Noturno

estudos voltaram-se para o Projeto de

Dinalva Roldan

na zona sul do município. Inicialmente,

Intervenção Urbana do Arco Jurubatuba foram produzidas leituras e análises

A disciplina “Renovação de

urbanas da área delimitada através

Espaços da Cidade”, oferecida no

do mapeamento dos elementos do

sexto semestre do curso, abordou

suporte físico-territorial, dos elementos

instrumentos de análise da estrutura

da estrutura urbana e das dinâmicas

urbana e desenvolveu projetos de

socioespaciais, assim como uma análise

intervenção com enfoque para áreas de

crítica do plano e das ações propostos

transformação. Ela teve como objetivo

para o PIU Jurubatuba. A partir desta

analisar os instrumentos urbanísticos de

leitura, os alunos desenvolveram um

transformação estrutural previstos no

exercício projetual para um setor do

Estatuto da Cidade e no Plano Diretor

PIU em que propuseram diretrizes

do Município de São Paulo como as

para o sistema de área verdes, de uso

Operações Urbanas Consorciadas e os

e ocupação do solo, para o sistema

Projetos de Intervenção Urbana (PIU).

de transporte, para os equipamentos

A primeira etapa das atividades

públicos e habitacionais. Através de

desenvolvidas consistiu no estudo dos

aproximações sucessivas de escalas,

conceitos e teorias que fundamentaram

os alunos desenvolveram projetos

o desenho destes instrumentos

urbano que integraram os sistemas

urbanísticos, assim como uma análise

de mobilidade, a qualificação das

comparativa das experiências de

áreas livres de edificações e ensaios

implementação das Operações Urbanas

de morfologia buscando compor a

Consorciadas e Projetos de Intervenção

paisagem urbana em transformação.

Urbana na cidade de São Paulo.

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Figuras 1 e 2: Projeto Urbano de Miguel de Oliveira.


Figuras 3 e 4: Projeto Urbano de Jessica Angelini.

Seção 1: Panorama do curso

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Estruturação Metropolitana e Ambiental Rita Canutti (matutino e noturno)

A disciplina Estruturação Metropolitana e Ambiental abordou a relação entre meio ambiente e urbanização no contexto metropolitano, com foco na região do ABC Paulista. A metodologia incluiu atividades de leitura, análise territorial, elaboração de bases cartográficas e proposição de intervenções urbanas e ambientais, considerando questões metropolitanas e locais. Os alunos realizaram a preparação de bases cartográficas das áreas objeto de estudo, permitindo uma leitura crítica das dinâmicas territoriais. A disciplina 8º SEM

também contou com visita de campo para aprofundar o reconhecimento das características ambientais e urbanísticas da região. Cada grupo de alunos (as) desenvolveu propostas de caráter metropolitano aplicadas a um município específico do ABC Paulista, abordando temas como transporte, infraestrutura, desenvolvimento econômico e meio ambiente. Os resultados foram consolidados em representações cartográficas e apresentações finais, evidenciando as principais questões necessária e soluções para a articulação entre escalas locais e metropolitanas. A abordagem integrada proporcionou uma compreensão ampliada dos desafios ambientais e urbanos da região, contribuindo para a formação crítica dos alunos sobre planejamento metropolitano. Os resultados foram consolidados com a apresentação de Projetos de Intervenção Regional, com a definição de diretrizes para um aspecto regional

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identificado. Foram abordadas questões como infraestrutura de mobilidade, delimitação de áreas de desenvolvimento urbano, meio ambiente e turismo. A abordagem integrada permitiu uma leitura ampliada dos desafios ambientais e urbanos da região, fortalecendo a formação crítica dos alunos no que se refere às questões urbanas metropolitanas. A transição entre as escalas de intervenção e a complexidade analítica foram os principais desafios identificados pela turma desse semestre, exigindo maior aprofundamento na articulação entre a escala metropolitana e as especificidades locais.

Seção 1: Panorama do curso

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Figuras 1 e 2 (página anterior): Intervenção em Santo André. Alunos: Guilherme Palladini e Heloísa Fos (matutino). Figura 3: Trabalho apresentado pelas alunas Adriely Sousa, Andressa Moreira e Samanta Fernandes (noturno). Figuras 4 e 5: Trabalho das alunas Karina Fernandes e Nathália Sales (noturno).

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Seção 1: Panorama do curso

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Novas Tecnologias - Escala Urbana Pedro Vada (matutino e noturno)

A disciplina foi dividida em

As aulas misturam cargas

dois blocos temáticos. O primeiro,

expositivas, com debates e exercícios

“Complexidade - o entendimento sobre

práticos. Em grupo, os estudantes

as dinâmicas urbanas - incertezas e

criaram um diagrama conceitual para

indeterminações”, explora como as

cada bloco, considerando as ideias

cidades funcionam, suas dinâmicas

discutidas em aula. Os diagramas, nesse

imprevisíveis e os desafios de

caso, são estratégias para articular

compreendê-las. Esse bloco tem

os conteúdos do bloco em questão,

como objetivo ampliar as perspectivas

entendidos assim como uma ferramenta

e olhares críticos sobre o território

para estabelecer relações, não algo

contemporâneo, buscando entender

estático ou figurativo. Na segunda parte,

qual é o campo de ação das tecnologias

os grupos desenvolveram estratégias

digitais. O segundo, “Tecnologias

projetuais considerando os conceitos

digitais, Território e Sociedade”, foca no

trabalhados e utilizando ferramentas

impacto das tecnologias na organização

generativas de imagens em plataformas

do espaço urbano e nas relações sociais.

de inteligência artificial.

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Figura 1: Guilherme Palladini e Heloisa Fos - conexões + linearidades - imagem criada com MidJourney. Figura 2: Larissa Pinati Antão, Leticia Baena da Cruz e Maria Eduarda Da Silva Ribeiro - junta de dilatação - imagem criada com MidJourney. Figura 3: Camila Dorizo, Matheus Neuber e Tereza Cardoso - Barreiras de Movimento - imagem criada com MidJourney.

Seção 1: Panorama do curso

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Figura 4: Andressa Moreira e Sophia Machado - cidade mescla - imagem criada com MidJourney. Figura 5: Adriely Stephanie de Sousa, Giovanna Marques de Jesus Araujo e Samanta Stefany de Souza Fernandes - Vistas e Transições da Mooca - imagem criada com MidJourney. Figura 6: Nathália Sales, Karina Fernandes e Maria Eduarda Tavares - cidade aberta - imagem criada com MidJourney.

Seção 1: Panorama do curso

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Pesquisa Aplicada em Arquitetura Urbanismo Sergio Matera (matutino) Valéria Fialho (matutino e noturno)

A disciplina busca contribuir de modo particular na formação acadêmica dos estudantes que estão se preparando para seu desafio final: O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), estabelecendo uma ponte entre o conhecimento teórico acumulado e a prática profissional, com ênfase para a pesquisa aplicada como ferramenta essencial no campo da Arquitetura e Urbanismo. Seu principal objetivo é capacitar os estudantes a identificarem e desenvolverem uma problemática relevante, que será o foco de seus projetos de conclusão, incentivando uma abordagem crítica e inovadora que contribuirá tanto para o momento seguinte de sua formação como para sua futura prática profissional. Durante o semestre os alunos são encorajados a compreender o projeto arquitetônico e urbanístico como atividade de pesquisa e produção de conhecimento. Além de aulas expositivas, exercícios metodológicos, seminários e discussões a disciplina também promove palestras/conversas sobre as relações entre o desenvolvimento do TCC e o início da vida profissional com outros docentes, convidados externos e, ainda, o contato com egressos do curso, situação que proporciona uma troca rica de experiências e perspectivas.

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Figura 1: Palestra com o convidado Arq. Roberto Fialho (noturno). Figura 2: Conversa da turma da manhã com as ex-alunas Amanda Konig e Clarissa Teixeira. Figura 3: Egressos Leticia Falco, Thayná Pazzianotto, Izabella Borghoff, Mauricio Alexandre e Andrea Lingoist em conversa com a turma do noturno.

Seção 1: Panorama do curso

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Práticas Profissionais Ana Carolina Mendes (matutino e noturno) Mariana Rial (noturno)

A disciplina Práticas Profissionais

O arquiteto e professor Dr.

foi estruturada a partir de dois temas

Wilson Edson Jorge, professor titular

principais que permearam o semestre:

aposentado do Departamento de

1. Aspectos gerais da profissão e

Projetos da FAUUSP, apresentou, por

suas diversas possibilidades de práticas

meio de seu percurso profissional, um

2. Práticas ligadas ao exercício

panorama histórico da profissão, com

profissional do dia a dia de um escritório

momentos de práticas em planejamento

de projetos

urbano, projeto do edifício e na pesquisa

Na chave de aspectos gerais,

acadêmica. Já a arquiteta Dra. Estela

as aulas se estruturaram em aulas

Alves, apresentou seu cotidiano na

expositivas dialogadas intercaladas

prática em administração e gestão de

com aulas formato bate papo, com

obras de porte variado. O arquiteto

convidados externos selecionados, além

Ricardo Aguilar da Silva, conselheiro do

de visita técnica ao trecho urbano da

Conselho de Arquitetura e Urbanismo

Avenida Angélica e arredores, em que

(CAU-SP), tratou sobre a ética na

pudemos exemplificar práticas diversas,

profissão. O arquiteto Marcelo Pavan,

como: arquitetura da edificação,

diretor da construtora Nox Engenharia,

paisagismo, arquitetura de interiores,

organizou um bate papo sobre sua

arquitetura de varejo, etc. Pudemos

trajetória profissional. E, por fim, as

contar com a fala de dois profissionais,

arquitetas Mariana Alves, Coordenadora

de diferentes atuações.

de Cursos do Instituto de Arquitetos do

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Figura 1: Professor Wilson Jorge. Figura 2: Bate papo com professor Wilson Jorge. Figura 3: Visita à Av. Angélica e arredores com alunos da turma matutino.


Seção 1: Panorama do curso

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Brasil (IAB-SP) e Camila Reis, Diretora de

ligada às atividades do dia a dia de um

Políticas Profissionais do IAB-SP e sócia

escritório exploramos a elaboração do

do escritório Natureza Urbana.

Registro de Responsabilidade Técnica

Junto às falas dos convidados

(RRT) e Certidão de Acervo Técnico

externos, realizamos seminários

(CAT), ambas documentações ligadas

em grupo baseados em capítulos

à prática da profissão junto ao CAU.

selecionados do livro LAWSON, Brian.

Como atividade prática dessa chave,

Como arquitetos e designers pensam.

desenvolvemos uma lista de desenhos e

São Paulo: 2011, Oficina de Textos. O

cronograma de um projeto.

objetivo foi apresentar os conceitos

Tais produtos, no dia a dia de um

expostos pelo autor e complementar

escritório, geralmente são elaborados

com exemplos de projetos e práticas do

em etapa de desenvolvimento do

repertório do grupo, com ao menos 3

projeto, quando ainda não se tem

exemplos.

noção exata do produto final, como

No meio do semestre realizamos

modo de prever o volume de trabalho

visita técnica na Av. Angélica e

que determinado projeto pressupõe;

arredores, partindo da estação Marechal

porém, para fins acadêmicos e didáticos,

Deodoro do metrô e encerrando a

propusemos a direção contrária. A

visita no Ed. Rosa, na esquina com a

partir de projeto existente e divulgado,

Av. Paulista. Tal visita foi realizada em

as duplas ou trios supunham uma lista

conjunto com o 5° semestre noturno,

de desenhos e cronograma possíveis.

com o prof. André Sauaia, e pudemos

Os projetos selecionados foram de

observar as diferentes possíveis

tipologias diversas, propositalmente

atuações do arquiteto: arquitetura da

promovendo comparações e reflexões

edificação, paisagismo, arquitetura de

durante as apresentações.

interiores, arquitetura de varejo, etc. Na chave de prática profissional

152

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.

Figura 4: Bate papo com Arq. Marcelo Pavan. Figura 5: Conversa com Arq. Mariana Alves e Camila Reis. Figura 6: Visita à Av. Angélica e arredores com alunos da turma noturno.


Seção 1: Panorama do curso

153


Projeto Grandes Conjuntos Edificados Ana Carolina Mendes (matutino) Artur Katchborian (matutino e noturno)

Matutino

são camadas de leitura que trazem a

em grupo e individuais, estas através de

complexidade da vida real ao universo do

pequenos produtos aderentes à entrega

Ana Carolina Mendes

exercício acadêmico projetual.

do grupo, mas que eram elaboradas

Em um constante exercício de

Artur Katchborian

individualmente.

aproximação e afastamento, o projeto

Uma das entregas individuais

se configura, portanto, em uma leitura

ocorreu no EP com a elaboração do

noção da complexidade da produção

na escala da cidade, do bairro e da

memorial conceitual do projeto,

projetual na escala do desenho urbano.

implantação das edificações, de uso

momento em que cada aluno do grupo

Partindo da compreensão da Operação

misto, na escala local.

pôde expressar sua visão acerca do

A disciplina constrói no aluno a

Urbana Bairros do Tamanduateí, de

O programa do projeto é composto

partido arquitetônico do projeto. Outra

aprovação recente na cidade de São

por edificações de uso misto, programa

entrega individual bastante interessante

Paulo, apresenta-se o lote do exercício

a ser concebido pelas duplas ou trios de

ocorreu já na última etapa (AP),

projetual ao aluno, em seus cerca de

trabalho, considerando a condição de no

quando cada aluno escolheu um trecho

80.000m². Tendo a proximidade da antiga

mínimo 60% da área uso habitacional.

ou assunto para detalhamento. Os

fábrica da Antártica, bem como o desafio

Ao longo das entregas, que evoluíram

detalhamentos variaram de ampliações

da proximidade com a via férrea, sobre

nas etapas Estudo de Viabilidade (EV),

de paisagismo a cortes ampliados de

as legislações recorrentes se sobrepõe

Estudo Preliminar (EP) e Anteprojeto

transposições sobre a via férrea.

também a questão do tombamento:

(AP), tivemos momentos de avaliação

154

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Seção 1: Panorama do curso

155


Aproveitamos a oportunidade de unir a teoria à prática em visita a um projeto de grande porte, de autoria do professor Artur Katchborian e participação da professora Ana Carolina, o Conjunto Habitacional Heliópolis. Trata-se de um projeto habitacional, com mais de 400 apartamentos, realizado no Programa de Reurbanização de Favelas da Prefeitura de São Paulo, que contou com a participação de diversos escritórios de arquitetura e uma das glebas (Gleba G) coube a Biselli Katchborian Arquitetos. Foi possível observar na prática as escalas de projeto do arquiteto, bem como as possibilidades de impacto de sua atuação, para além dos efeitos do puro desenho arquitetônico. Os diversos agentes presentes em um projeto da vida real estão presentes nas atividades propostas da disciplina, que atinge sua conclusão com projetos multifuncionais detalhados até a escala 1:100.

156

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.

Figura 1 (página anterior): Visita a Heliópolis. Figura 2: Implantação pavimento térreo, projeto Heloísa Fos e Guilherme Palladini. Figura 3: Perspectiva setor Educacional com construção do programa, projeto Heloísa Fos e Guilherme Palladini.


Seção 1: Panorama do curso

157


Noturno Artur Katchborian A disciplina proporciona aos alunos uma compreensão da complexidade envolvida na produção de projetos na esfera do desenho urbano. Com base na análise da recente Operação Urbana Bairros do Tamanduateí, em São Paulo, é apresentado aos alunos um lote de aproximadamente 80.000m² para o exercício projetual. A proximidade da antiga fábrica da Antártica e a estação Moóca da CPTM e os desafios derivados da proximidade com a ferrovia, junto às regulamentações existentes, trazem à tona também a questão do tombamento - elementos que acrescentam camadas de interpretação, refletindo a complexidade da vida real no contexto da prática acadêmica. Assim, o projeto se desenvolve em um contínuo movimento de aproximação e distanciamento, configurando-se como uma leitura que abrange a escala da cidade, do bairro e a implementação das edificações de uso misto na escala local. O programa do projeto inclui construções de uso misto que serão elaboradas em duplas ou trios, levando em consideração a exigência de que pelo menos 60% da área seja destinada a fins habitacionais. Durante as diferentes fases das entregas, que incluem o Estudo de Viabilidade (EV), o Estudo Preliminar (EP) e o Anteprojeto (AP), realizamos avaliações tanto em grupo quanto individuais. Essas avaliações individuais foram representadas por pequenos trabalhos que estavam alinhados com a entrega do grupo, mas que foram desenvolvidos de forma independente. Uma das atividades individuais aconteceu durante o EP, onde cada aluno teve a oportunidade de criar um memorial conceitual do projeto, permitindo que expressassem sua perspectiva sobre a proposta arquitetônica. Outra entrega individual bastante notável ocorreu na fase final (AP), quando cada estudante tinha a liberdade de escolher um trecho

158

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


ou tema para aprofundar. Os aprofundamentos variaram desde ampliações de paisagismo até cortes detalhados de transposições sobre a ferrovia. Tivemos a chance de integrar teoria e prática ao visitar um significativo projeto ne nossa autoria, juntamente com a turma do matutino: o Conjunto Habitacional Heliópolis. Este empreendimento, que contempla 420 habitações, faz parte do Programa de Reurbanização de Favelas da Prefeitura de São Paulo e envolveu a colaboração de vários escritórios de arquitetura, sendo que uma das áreas (Gleba G) ficou a cargo da Biselli Katchborian Arquitetos. Durante a visita, além do testemunho dos usuários foi possível observar na prática as escalas de projeto do arquiteto e compreender as várias formas de impacto de seu trabalho, que vão além do simples desenho arquitetônico.

Figura 4: Apresentação Final G4: Pietra Guerreiro, Sophia Machado e Rafael Vital. Figura 5: Apresentação Final G5: Adriely Stephanie de Sousa e Samanta Stefany de Souza Fernandes. Figura 6: Apresentação Final G8: Andressa Moreira de Oliveira.

Seção 1: Panorama do curso

159


160

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Seção 1: Panorama do curso

161


Trabalho de Conclusão de Curso 2 Artur Katchborian (matutino e noturno) Beatriz Kara (matutino) João Yamamoto (matutino e noturno) Paulo Magri (noturno) Marcella Ocke (matutino) Marcelo Suzuki (matutino) Maria Stella Tedesco (matutino) Maurício Petrosino (matutino e noturno) Ralf Flôres (noturno)

10º SEM

Ricardo Dualde (noturno) Ricardo Luis Silva (matutino e noturno) Rita Canutti (noturno) Rodrigo Gutierrez (noturno) Valéria Fialho (noturno) Walter Galvão (matutino e noturno)

162

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Matutino

Noturno

Aline Lopes da Silva

Ana Beatriz Pereira dos Reis

Michel Camurça Ferreira

Anyelle Guimarães Azevedo

Ananda Isaias Paula

Pedro Silva Ivenção

Beatriz Pereira Costa

André Felipe do Nascimento Carvalho

Rafaella Beatriz Ozaki

Bianca Monteiro de Barros dos Santos

Bárbara Barbosa Fernandes

Renata Ramaldes Coelho

Breno Vieira Bogoni

Barbara Grangeiro

Thais Reimberg Maia Dos Santos

Bruna Arissa Aoyagui Numakura

Beatriz Natsumi Hirata

Vanessa de Oliveira da Silva

Diane Dias Anastácio

Caroline Morais de Alencar

Vinicius Alves Portugal

Fernando Marcell Fernandes

Caroline Ramos dos Santos

Vitor Alves Correa

Gabriella Francisca Alves da Silva

Debora Liberatori Fernandes

Yasmin Bitencourt da Silva

Giovanna Arias Theodoro dos Santos

Francini Melo dos Santos

Giovanna Ramalho dos Santos

Isabelle Carla de Mattos

Isabel Cristina Campos Wanser

João Pedro Correia Macedo

Karen Mayumi Hinoue

Larissa Rua Gonçalves

Larissa Ordoñez de Salles Maciel

Leonardo Alves Rodrigues Macedo

Mariana Bordinhão Duma

Leticia Montemagni Pereira

Mariana Silveira de Abreu

Livian Ferreira da Conceição

Pollyana Caroline da Silva Teodoro

Lucas Chausse Lima

Stephane Queiroz Nogueira

Melissa Silva França

Thainá Sousa Rastello Thais Akemi Sato da Silva

Seção 1: Panorama do curso

163


Todos os trabalhos de TCC apresentaram um ensaio individual, publicados na edição 16 da Revista do TCC. Ela está disponível no endereço: https://issuu.com/arqlabsenac/docs/revista_do_tcc_2024-2

24

_2

20

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Centro Universitário Senac

164

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.

bAU sen ac_

revista do tcc

#16 > 2024


Seção 1: Panorama do curso

165


SEÇÃO 2

AGO EXTRACURRICULAR

PANORAMA LAR - Laboratório de Arquitetura Responsável Térreos Permeáveis na Cidade de São Paulo. Caso #1: a galeria comercial do edifício COPAN Os desafios do Edifício Multifuncional Projeto de Extensão Universitária Curiosidade Ensina Projeto de ambientação do 18º Prêmio Grandes Cases da Embalagem 2024 39º ENSEA Atividades cotidinas do curso O TCC e o Início da vida Profissional – 9ª edição Atividades cotidianas do curso Sem Pena: um olhar além da imagem, uma aula fora da grade Semana de Arquitetura e Urbanismo Atividades cotidianas do curso Design Essencial Arq. Gabriela de Matos Atividades cotidianas do curso Projeto e execução do Troféu para a 26ª Premiação IAB SP Semana de Bancas TCC 2


SET

NOV

OUT

DEZ

168-177 178-193 194-207 208-209 210-213 214-219 220-231 232-235 236-239 240-243 244-250 250-253 254-255 256-261 262-269 270-277


LAR Laboratório de Arquitetura Responsável LAR 10 ANOS – Urbanismo Social e paisagem revisitada Marcella de Moraes Ocke Mussnich (coordenação)

O Projeto de Extensão Universitária LAR – Laboratório de Arquitetura Responsável existe desde 2014 e, a cada ano realizou atividades de pesquisa relaciona das com a paisagem urbana, arquitetura do edifício e design por vezes articulados às comunidades ou Organizações Não Governamentais (ONG´s) ou o Poder Público. A proposta para 2024 intitulada LAR 10 ANOS – Urbanismo Social e paisagem revisitada celebra estes dez

168

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


anos de atividade e propõe revisitar

de jardim de chuva no Campus Santo

o planejamento urbano integre de

o território do entorno do Campus

Amaro para que fosse um local de

forma eficiente os elementos naturais

Santo Amaro do Centro Universitário

ajuda à micro drenagem e um espaço

e construídos, de maneira crítica e

Senac pesquisando as transformações

educativo sobre possibilidades de que

que envolva a população que usufrui a

ocorridas na área neste período e

a paisagem não seja apenas elemento

cidade.

identificando possibilidades de diálogo

estético, mas principalmente com um

com a comunidade da região do entorno

caráter ambiental.

do Campus a fim de repensar os

Portanto, como fruto de discussões e estudos, catalogaram-se diversas

Muitas cidades amplamente

práticas e ferramentas para solucionar,

espaços urbanos para uma convivência

urbanizadas, como São Paulo, com

sistemicamente, problemas no âmbito

segura, um espaço urbano mais

seus próprios contextos e históricos,

ambiental e/ou ecológico. Práticas

inclusivo e sustentável.

enfrentam diversos desafios referente à

que podem promover não somente

No segundo semestre do ano a

urbanização e à relação com a natureza,

a solução formal do problema mas

equipe LAR se dedicou a pesquisar sobre

a exemplo: ilhas de calor, sistemas de

também reconexão com a natureza,

paisagismo ecológico com um enfoque

drenagem inadequados, solo exposto

conscientização, senso de preservação,

em Soluções Baseadas na Natureza

e degradado, arborização insuficiente,

trazer benefícios sociais com espaços

(SBN) e tipologias de Infraestrutura

impermeabilização excessiva,

inclusivos e acessíveis, melhorando

verde para que possamos projetar

contaminação do ar, do solo, da água

a qualidade de vida e promovendo

cidades mais verdes, resilientes,

e baixa qualidade ou inexistência de

interações comunitárias, melhorar

sustentáveis e saudáveis.

serviços ambientais.

a saúde e bem-estar da população,

A equipe teve 8 oficinas com

O crescimento acelerado da

trazer valorização cultural e identitária,

profissionais especialistas no tema

população urbana é um fenômeno

educar, sensibilizar, desenvolver,

e desenvolveu estudos para as duas

que prepondera em todo mundo há

garantir equidade e justiça ambiental

bacias hidrográficas onde o Campus

um bom tempo e, consequentemente,

às comunidades vulneráveis e, por

Santo Amaro do Centro Universitário

traz consigo inúmeros desafios para

último, mas não menos importante,

Senac está situado: Bacia do Córrego

as cidades, que precisam atender às

contribuir para a adaptação e resiliência

Zavuvus e Poli. Após essa análise geral,

demandas tão crescentes de seus

das cidades às mudanças climáticas

o grupo implantou um projeto piloto

habitantes. Portanto, é essencial que

urgentes.

Seção 2: Panorama extracurricular

169


Para destacar a importância dessa discussão, podemos ver na figura 1 que dez dos dezessete Objetivos de

e filtragem de água, bem como a

seria adequada para implantação no

utilização de vegetação nativa da região.

local.

As diretrizes para a

Inicialmente, nas análises das

Desenvolvimento Sustentável (ODS) da

implementação das SBNs consistem

bacias, a equipe foi separada em dois

Organização das Nações Unidas (ONU)

na análise e avaliação da área em que

grupos para estudo das duas bacias

estão diretamente relacionados.

a técnica será aplicada, considerando

existentes no terreno do Centro

Desenvolvidas para contribuir com

informações como as características e

Universitário Senac - Santo Amaro:

os diversos indicadores da Organização

permeabilidade do solo, a vegetação

bacia hidrográfica do Córrego Zavuvus

das Nações Unidas nas cidades pelo

existente e a presença de corpos d’água

e bacia do Córrego Poli. Após análises

mundo, as Soluções Baseadas na

ou bacias hidrográficas na localidade.

de densidade demográfica, hidrografia,

Natureza (SBN) funcionam como um

Essas informações são fundamentais,

topografia, vegetação e características

guia, apresentando métodos técnicos

especialmente para a aplicação de

específicas de cada bacia foram

que, após um diagnóstico e estudos

soluções que integrem elementos

propostas tipologias específicas para

preliminares da área de aplicação,

naturais, com ênfase na vegetação.

cada bacia.

são associados ao meio ambiente, à

Várias são as possibilidades de

Por se tratar de uma área muito

natureza e à qualidade de vida humana.

tipologias de SBNs que podem ser

grande, a bacia do Zavuvus foi dividida

A expressão “infraestruturas

aplicadas desde a escala regional até

em dois perímetros. Para o perímetro 1

verdes” e “soluções baseadas na

uma escala local de projeto e para

(figura 2) foram sugeridas as seguintes

natureza (SBNs)” referem-se a um

embasar as pesquisas e ampliar o

intervenções:

método integrado em projetos

repertório dos alunos da Equipe LAR

técnicos que contemplam alternativas

o Projeto de Extensão convidou a

de soluções com impacto positivo

consultora especializada Professora

topográfica que possui a finalidade

significativo tanto para o meio ambiente

Ms. Maitê Bueno para ministrar uma

de coletar e absorver o escoamento

como para o meio social. Essas técnicas

Oficina de Paisagismo Ecológico onde

superficial das águas da chuva, telhados,

são diretamente atreladas aos sistemas

foram desenvolvidas análises nas bacias

calçadas, ruas e demais superfícies

hídricos e ao solo, como técnicas

hidrográficas do Campus Santo Amaro

impermeáveis, contribuindo assim para

de escoamento, armazenamento

para identificar, na prática, qual tipologia

a redução significativa da quantidade

170

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.

1 - Jardim de chuva: Jardim de Chuva é uma depressão


de água direcionada ao sistema convencional de drenagem urbana. Esse jardim contribuiria no escoamento de água da chuva, telhados e escoamento superficial na região, auxiliaria na construção de mais áreas permeáveis na região principalmente para alunos e frequentadores das indústrias e do Centro Universitário Senac. 2 e 4 – Biovaletas nas ruas e Canteiro Pluvial em áreas de praças: Contribuiriam no escoamento da água da chuva, removendo detritos e poluição, principalmente em áreas alagáveis. Os dispositivos ajudariam nas áreas permeáveis, auxiliando na diminuição de ilhas de calor na região próxima ao sistema viário, contribuindo na sobrecarga de água no solo. 3- Ruas verdes: Manutenção nas ruas verdes existentes para ajudar na diminuição de ondas de calor, aumentando a ventilação natural e valorização da fauna e flora. (figura 3) Para o perímetro 2 (figura 4) a Equipe LAR propôs as seguintes intervenções:

Figura 1: ODSs diretamente relacionados às SBNs. Figura 2: Perímetro 1 Bacia Córrego Zavuvus.

Seção 2: Panorama extracurricular

171


1- Hortas comunitárias Buscando garantir o acesso a alimentos frescos e saudáveis para os moradores de baixa renda, além de promover a saúde física e mental, a horta incentivaria a educação ambiental e fortaleceria a participação da comunidade no ambiente urbano. 2- Muro de gabiões com vegetação Pensando na questão do córrego presente na favela, com descarte incorreto de lixo foi optado por colocar um muro de gabiões para proteção das margens e possibilidade de implantação da horta comunitária sobre o muro. 3- Ruas verdes Pensada para trazer mais arborização e qualidade de vida para comunidade, contribuiria com a diminuição de ilhas de calor, ventilação, aproximação da fauna e flora e o bemestar local (figura 5). Para o Córrego Poli foram identificadas possibilidades semelhantes à do Zavuvus com a implantação de jardins de chuva, canteiros pluviais e biovaletas e além dessas uma Zona de

172

Figura 3: Propostas perímetro 1 bacia Zavuvus. Figura 4: Perímetro 2 Bacia Córrego Zavuvus.

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Tratamento que seria uma área com infraestrutura para tratamento da água do córrego e implementação de saneamento básico para habitações próximas. Após essas análises e propostas em escala regional como a tipologia de Jardim de Chuva apareceu como diretriz para as áreas das duas bacias a Equipe LAR partiu para uma atividade prática de implantação de um projeto Piloto de Jardim de Chuva no Campus Santo Amaro do Centro Universitário Senac que fica dentro da bacia do Córrego Zavuvus. Inicialmente, os alunos do projeto de extensão: LAR, realizaram estudos e análises sobre como e onde o jardim de chuva poderia ser implantado no Campus Santo Amaro observando quais áreas no campus estavam mais propensas a serem alagadas e que

Figura 5: Propostas perímetro 2 bacia Zavuvus.

Seção 2: Panorama extracurricular

173


poderiam fazer uso do jardim de chuva, por fim, a área escolhida foi uma parte do terreno próxima ao edifício acadêmico 2 do Centro Universitário. Diante disso, foram realizados os devidos levantamentos do local (figura 6) onde foi implantado o jardim de chuva com medições na área, medições nas tubulações hidro sanitárias e análise da queda d’água. Também, foram escolhidas as espécies vegetais e foi desenvolvido um projeto para o jardim de chuva. A partir de um estudo preliminar (figura 7) o projeto executivo foi implantado de acordo com os obstáculos físicos do terreno (tubulações, iluminação, grelhas existentes); mão de obra disponível e vegetação nativa de baixo custo. As atividades de marcação do terreno, escavação (figura 8), e plantio foram executadas na Semana Senac de Cidadania e Semana de Arquitetura realizadas no segundo semestre de 2024 e contaram com os alunos da Equipe LAR, alunos do Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo inscrito no

174

Figura 6: Levantamento de campo. Figura 7: Estudo preliminar jardim de chuva.

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


mutirão de plantio (figura 9) e da equipe de jardinagem do Campus Santo Amaro. As atividades desenvolvidas no Projeto LAR 10 anos - Urbanismo Social e Paisagem Revisitada com foco no Paisagismo Ecológico foram importantes para entender as novas demandas da arquitetura da paisagem. Face os ODS e as questões climáticas que se apresentam, a paisagem atualmente não pode apenas atender requisitos estéticos e funcionais, seu maior papel é ambiental. Pensar em cidades mais verdes, humanas, resilientes e sustentáveis permeiam as soluções baseadas na natureza e as tipologias de infraestrutura verde é fundamental para o projeto da arquitetura da paisagem. É preciso revisitar áreas e atribuir esse novo olhar ecológico nos projetos futuros fazendo uma análise macro, no âmbito regional inicialmente, para poder implementar ações locais efetivas como o que a Equipe LAR experimentou nesta proposta de trabalho.

Figura 8: Escavação terreno

Seção 2: Panorama extracurricular

175


O Jardim de Chuva piloto (figura 10), inserido na bacia do Zavuvus, tem sido bastante efetivo desde sua implantação, absorvendo rapidamente as águas pluviais e evitando alagamentos nas áreas próximas à sua implantação. Ele pode ser replicado em demais áreas criando um sistema de espaços livres eficiente na microdrenagem urbana, além do embelezamento da paisagem e a reaproximação da natureza que sempre nos mostrou soluções sustentáveis.

Figura 9: Mutirão de plantio.

176

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Figura 10: Jardim de Chuva implantado.

Seção 2: Panorama extracurricular

177


Térreos Permeáveis na Cidade de São Paulo: As galerias comerciais, seus desenhos, usos e dinâmicas. Caso #1: a galeria comercial do edifício COPAN Os anos de1950 representaram um período em que a cidade de São Ricardo Luis Silva

Paulo apresentava uma dinâmica de

Walter José Ferreira Galvão

transformação e crescimento espantosos.

e alunos

Verificavam-se dois aspectos marcantes

Évellyn Rigamonte da Silva, Larissa Almeida dos Santos Bonin,

desta época: uma intensa expansão na

Murylo Anido Pereira Coimbra, Nathália Stefani Gomes,

malha urbana e o adensamento populacional

Sophia Antunes de Almeida e Tainá de Castro Moro

com verticalização da área central. Também ocorria uma valorização do centro não apenas para o uso habitacional e comercial, mas também como espaço cultural e intelectual. No pavimento térreo de alguns edifícios, projetados nesses anos, funcionavam galerias que abrigavam lojas de alto luxo, bares e restaurantes da moda e eram pontos de encontro de intelectuais, artistas e boêmios. No entanto, mesmo surgindo num momento de apogeu da cidade de São Paulo, tal qual a região central onde estavam inseridas as galerias comerciais entraram em

178

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Seção 2: Panorama extracurricular

179


declínio a partir dos anos de 1960. Nesse

arquitetura existente no local: o edifício

com rua interna existente entre o COPAN

momento, o centro novo deixa de ser o

COPAN. Partiu-se do pressuposto que

e o edifício do BRADESCO, sendo que uma

polo cultural frequentado pela classe alta e

esses ambientes servem como espaços

pequena parcela tem alinhamento com a

as galerias passam a ser abandonadas por

permeáveis, ou seja, permitem e incentivam

Avenida Ipiranga.

usuários e comerciantes, acompanhando

a ligação entre diferentes locais da cidade.

Além de 73 lojas a galeria possui

um contínuo processo de degradação do

Igualmente, servem como ambientes de

cinco entradas, acessos aos seis blocos do

local.

atração para o combalido centro da capital

edifício, acessos ao cinema (que hoje é um

paulistana.

espaço ocioso) e corredor de circulação com

O descaso com a região do centro novo por parte do poder público e a

Convém salientar que o edifício

larguras variadas. O corredor de circulação

comunidade citadina em geral, permaneceu

COPAN foi projetado durante o boom

é sinuoso e, em determinado momento,

até a última década do século XX, quando

imobiliário da década de 50 do século XX

divide-se em dois circundando uma ilha de

a Prefeitura do Município de São Paulo

por Oscar Niemeyer, surgindo como um

lojas centrais.

começa a agir. Iniciativas passam a ser

monumento aos paradigmas de São Paulo

engendradas na busca de atrair atividades

nos anos de 1950, a saber, gigantismo,

determinou-se a divisão em três etapas, a

e valorizar a região e as galerias comerciais

verticalização, adensamento populacional,

saber, Levantamento de dados, definição de

retomam o protagonismo.

Na realização das atividades,

dentre outros. Ocupando o pavimento

procedimentos metodológicos e produção

Nesse sentido, este projeto de

térreo do edifício, a galeria comercial

de material gráfico.

extensão universitária propôs-se a analisar

ocupa todos os 6.006,35 m² do terreno,

os acessos, fluxos e preferências, enfim, a

fazendo divisa com terrenos vizinhos nos

todo o acervo histórico do edifício e, de

apropriação por parte dos usuários dessas

fundos e nas laterais com a Rua Araújo e

maneira específica, da galeria comercial.

galerias, iniciando por um dos ícones da

Vila Normanda. A parte frontal alinha-se

Aqui foram atualizadas as observações

180

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.

Na primeira etapa foram observados


Figura 1: Dinâmicas cotidianas na área externa da galeria comercial do COPAN. Figuras 2 a 4: Alunos realizando levantamento das caracterísiticas físicas da galeria.

Seção 2: Panorama extracurricular

181


sobre o uso das lojas e determinadas as chamadas lojas âncoras, ou seja, aquelas que têm um forte apelo para a comunidade. Na fase de procedimentos metodológicos, foram revistos e definidos as formas e maneiras de elaboração do levantamento de dados e estruturação dos conteúdos científicos a serem abordados. Nesta etapa também foram realizados testes de materiais e processos, visando a produção gráfica e dos modelos necessários. Na etapa final, a partir das avaliações sistematizadas e analisadas, foi efetivada a produção gráfica definitiva. Vale acrescentar que esta produção expressa um recorte temporal da galeria, demonstrando de modo lúdico, porém assertivo, os usos das lojas e suas apropriações por utilizadores do local. Igualmente foram registrados símbolos, logotipos, texturas, acabamentos, dentre outros elementos marcantes do espaço.

Figuras 5 e 6: Momentos de observações flutuantes na área externa da galeria.

182

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Figuras 7 e 8: Desenvolvimento das cartografias de usos e representação dos levantamentos realizados em campo.

Seção 2: Panorama extracurricular

183


USO E PRÁTICAS NA

Galeria Copan

184

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


R. Ar aújo

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R. Dr. Brasilio Gomes

R. Rêgo Freitas

DESENHOS IMPRESSÕES DO ESPAÇO

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R. Major Sertório

R. Bento Freitas

Elevado Pres. Joao Goulart

R. General Jardim

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R. Dr. Cesário Mota Júnior

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Praça Dom José Gaspar

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GALERIA EM OUTRA ESCALA

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Praça Roosevelt

RELATOS IMPRESSÕES & EXPERIÊNCIAS

MAPA IMPLANTAÇÃO 0

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escala gráfica (m)

R. Nestor Pesta

4. 5.

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o Luís

3.

R.

R.

2.

OBSERVAÇÕES A GALERIA ATRAVÉS DE MAPAS

Praça da República R. Marquês de Itu

Av. Sã

SUMÁRIO

1.

CONTEXTO O EDIFÍCIO ATRAVÉS DOS ANOS

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R. Álvaro

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de Carvalh

Av.

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A GALERIA COMERCIAL foto: acervo da Prefeitura de São Paulo foto: acervo da Prefeitura de São Paulo

Ascensão Avenida Paulista Início da degradação dos edifícios e do abandono do centro histórico de São Paulo, decorrente da ascensão da Avenida Paulista.

Início da verticalização em SP O empresário Orozimbo Roxo Loureiro contratou Oscar Niemeyer para o projeto do edifício. Naquela época, São Paulo vivia sua fase de verticalização.

Tombamento CONPRESP Tombamento do Copan pelo Conselho municipal de preservação do patrimônio histórico, cultural e ambiental da cidade de São Paulo (CONPRESP).

O banco Bradesco assume os direitos de construção do edifício

1951

1952

1957

Inicio das obras

1966 Inauguração do edifício

1980

2012 1992 início ao resgate estrutural, ambiental e físico do edificio, gerando a modernização do prédio e inicio de diversos classes sociais habitando o edifício.

O comercio presente na galeria do edifico Copan é totalmente variado, possuindo inúmeros ramos comerciais, sendo os mais predominantes: Alimentício;

Entretenimento;

Vestuário;

Serviço

Beleza;

Saúde

nichos presentes na galeria dados 2024 3% 12%

34% 12%

12%

2021 Inicio dos preparativos para a reforma da fachada

Galerias como um ato de gentileza O Edifício Copan é um marco arquitetônico que ocupa uma quadra inteira e oferece seu térreo para uso coletivo, integrando-se ao espaço público de forma que o pedestre o percebe como uma extensão da calçada – o térreo torna-se uma rua. Em uma cidade cada vez mais fechada ao pedestre, projetos como este, que promovem a diversidade de usos, a convivência de diferentes públicos e a mistura de classes sociais e econômicas de maneira bem-sucedida, tornam-se exemplos de como a arquitetura pode e deve dialogar com a vida urbana, em vez de se isolar dela.

15%

12%

Religioso.

As obras foram iniciadas, sobre o comando do arquiteto Carlos Lemos.

foto: acervo do edifício Copan

A galeria comercial do edifício possui atualmente 82 comércios, juntamente com corredores de formatos orgânicos, que geram diversas possiblidades de caminhos pelo térreo do empreendimento, conduzindo a cinco entradas que levam até as entradas dos blocos residenciais e ao cinema.

Alimentício

Serviços

Vestuário

Saúde

Beleza

Entreterimento

Religioso

comércios mais influentes na internet dados 2024

7%

11%

49%

13%

20%

Barbearia do Seu Adão - 530k foto: acervo do edifício Copan

Bar Dona Onça - 220k foto: Estadão

Korova Roupas - 140k Vanderlei Lima Moda - 122K Pure Pilates - 69k

Seção 2: Panorama extracurricular

185


simbologia quantidade de pessoas entrada 5 S

530 D S T Q Q S S

porcentagem de pessoas na contagem geral da pesquisa dia da contagem

35%

metodologia Cada integrante da equipe posicionou-se em frente a uma das entradas do edifício, realizando a contagem do número de pessoas que entravam e saíam. As contagens de fluxo foram realizadas em dias diferentes, mas sempre no mesmo período do dia, garantindo a consistência dos dados coletados..

entrada 2* 198 D S T Q Q S S

13%

resultado Os resultados da pesquisa revelaram que as entradas 1, 4 e 5, situadas nos extremos do edifício, foram as mais movimentadas. Em contrapartida, as entradas voltadas para a rua interna do prédio apresentaram os menores fluxos de pessoas entrando e saindo.

entrada 3

entrada 4 305 D S T Q Q S S

23%

116 D S T Q Q S S

7%

nota*

MAPA DE FLUXO - tarde 0

10

15

entrada 1 363

escala gráfica (m)

D S T Q Q S S

186

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*o número da contagem da entrada 2 foi feito a partir de uma média de todos os dias observados nesta entrada

24%


GALERIA - Impressões do espaço AUTORES Évellyn Rigamonte Murylo Anido Pereira Coimbra Nathália Stefani Gomes Tainá de Castro Moro Sophia Antunes de Almeida

metodologia A metodologia adotada consistiu na observação das lojas da galeria em diferentes dias e horários, analisando os tipos de propostas oferecidas por cada estabelecimento e o perfil das pessoas que elas atraem para o local.

resultado Observou-se que a maioria dos estabelecimentos com uso mais cotidiano possui propostas variadas. Esses locais, em geral, atraem um público mais fiel, possivelmente composto, em grande parte, por moradores do próprio edifício.

nota

MAPA LOJAS - cotidiano 0

10

As observações apresentadas foram realizadas ao longo do ano de 2024.

15

escala gráfica (m)

Seção 2: Panorama extracurricular

187


VIDEO LOCADORA - Connection Por Évellyn Rigamonte VIDEO LOCADORA - Connection Por Évellyn Rigamonte

VIDEO LOCADORA - Connection Por Évellyn Rigamonte

188

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


SORVETERIA - Tem Umami Por Larissa Bonin

Seção 2: Panorama extracurricular

189


LIVRARIA - Megafauna Por Évellyn Rigamonte

190

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


LIVRARIA - Megafauna Por Évellyn Rigamonte

LIVRARIA - Megafauna Por Évellyn Rigamonte

LIVRARIA - Megafauna Por Évellyn Rigamonte

Seção 2: Panorama extracurricular

191


REVESTIMENTOS NO COPAN

FONTES

ANTI-INCÊNDIO

CARTÕES DE VISITA DO COPAN

Por Nathália Stefani

Por Murylo Anido

Por Sophia Antunes

VITRINES DO COPAN Por Évellyn Rigamonte

Por Tainá Castro

(páginas anteriores) Figuras 9 e 25: Páginas no livreto produzido com todos os levantamentos realizados durante todo o ano de projeto. Figuras 26 a 29: Equipe apresentando o livreto e os resultados obtidos com as cartografias e observações ao longo do período para o Sr. Affonso Celso Prazeres de Oliveira, síndico do condomínio, e equipe.

192

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Seção 2: Panorama extracurricular

193


Os desafios do Edifício Multifuncional Katia Pestana Marcelo Ursini

A disciplina de projeto do edifício multifuncional envolve a síntese de vários

A estratégia adotada para o

temas e demandas presentes no decorrer do

desenvolvimento dos exercícios e atividades

curso. O fundamento está principalmente

nesse semestre, foi dividir em temas

na solução do térreo do conjunto, ou seja,

os diversos desafios do projeto, como o

na implantação dos edifícios, na ordenação

estacionamento, as unidades habitacionais,

dos acessos, na possibilidade de integrar o

a circulações verticais dentro da legislação

terreno com a rua e a cidade. Mas para que

existente e assim por diante.

essa urbanidade aconteça, o projeto dos

194

espaços livres das edificações.

Os exercícios variaram, ora

edifícios – suas funções, acessos, vazios,

desenvolvemos em sala (no papel manteiga),

volumetria, estrutura, materialidade etc. –

ora estabelecemos um prazo para a

precisa ser elaborado juntamente com os

postagem no Blackboard.

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Quadra Aberta Dois textos: A Quadra Aberta – Abílio

O Bairro do Bom Retiro O local escolhido pela disciplina foi

Guerra e Habitação coletiva e a evolução

o bairro do Bom Retiro. A decisão pareceu

da quadra – Mário Figueroa, foram o fio

acertada, pois o lugar oferece diversos

condutor da discussão sobre arquitetura

conteúdos que discutimos na disciplina.

e cidade – a implantação como vetor de

Uma região de comércio especializado,

integração entre os espaços públicos e os

marcado pela presença de oficinas de

espaços privados.

tecelagem, convivendo com edifícios

Também abordamos a tipologia

de habitação e uso misto; potencial de

do edifício multifuncional através de

adensamento e, sob a orientação de

estudos de caso, como o Edifício Renata

um zoneamento que (em tese) procura

(retrofit), o Edifício Bem Viver (novos

conservar essas características.

micro apartamentos no centro), o edifício

Fizemos uma visita ao Centro

Ouro Preto (ventilação / iluminação das

Comercial do Bom Retiro, exemplar

unidades no centro histórico), entre

para a discussão sobre os edifícios

outros; a legislação, o zoneamento e suas

multifuncionais, a quadra aberta e suas

consequências, e outros instrumentos

possibilidades. O passeio permitiu vivenciar

urbanísticos que o atual Plano Diretor lança

as potencialidades do bairro, edifícios

mão para transformar a morfologia da

que conformam ruas, edifícios com valor

cidade, foram examinados com a intenção

histórico que sobrevivem à renovação,

de dimensionar o porte do empreendimento

edifícios que se adequam às diversas

que o exercício propunha. Que cidade é

escalas de ocupação existentes na região.

essa? Figura 1: Estudos de estacionamento desenvolvidos em sala. Os desenhos foram feitos em uma aula e expostos para discussão.

Figura 2: Visita ao Centro Comercial do Bom Retiro – quadra aberta.

Seção 2: Panorama extracurricular

195


Figuras 3 e 4: Visita ao Centro Comercial do Bom Retiro – quadra aberta.

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Os projetos O exercício proposto partiu de um conjunto de quadras, distribuídas entre as várias equipes. A proposta exigia que se ‘liberasse’ áreas retirando alguns imóveis degradados e/ou vulneráveis no contexto desses quarteirões e do tecido urbano do bairro, e propusesse, como renovação, um novo conjunto multifuncional. O resultado mostrou diversidade nas ideias e soluções propostas pelos projetos.

Figura 5: Visita ao Festival da Cultura Coreana na Praça Cel. Fernando Prestes.

Seção 2: Panorama extracurricular

197


Figuras 6 a 9: Maquete e desenhos técnicos apresentados pelos alunos Emerson Silva e Thiago Guedes.

198

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Emerson Silva e Thiago Guedes A opção de encostar a empena do novo edifício projetado à empena do edifício préexistente trouxe uma série de questões sobre a qualidade dos ambientes internos das habitações. No entanto, apesar de ser uma operação de risco, os recortes feitos respeitam os vazios que fazem a ventilação no miolo da edificação existente, chegando a um resultado favorável. Os sanitários e cozinha se acomodaram nessa parte posterior do edifício, e quartos e salas se abrem para o vazio central do conjunto.

Seção 2: Panorama extracurricular

199


Beatriz Sales e Rafael Godoy O projeto pretende renovar toda a frente da quadra de estudo, abrindo a possibilidade de franquear o acesso público através de passagens pelo interior do lote. O edifício de uso corporativo e comercial ocupa a fachada principal da rua Sólon, reconstituindo a frente da quadra e resguardando a habitação na parte posterior do lote. Essa configuração pública dos espaços livres do térreo é ajustada sutilmente nos espaços livres designados para a habitação, através de pequenos desníveis e circulações verticais distintas.

Figuras 10 a 15: Maquete e desenhos técnicos apresentados pelos alunos Beatriz Sales e Rafael Godoy.

200

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Seção 2: Panorama extracurricular

201


Figuras 16 e 17: Desenhos de Esther Fernandes e Juliana Prado. Atenção ao desenho das fachadas e sua relação com a rua. Figura 18: Exercício individual. Edifício residencial. Aluno Pedro Murata.

202

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Seção 2: Panorama extracurricular

203


204

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Figuras 19 e 20: Avaliação intermediária.

Seção 2: Panorama extracurricular

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Figura 21: Exercício individual – edifício residencial. Aluno Rafael Godoy. Figura 22: Maquete final de Gustavo Martins e Roberto Bernard. Figura 23: Maquete final de Esther Fernandes e Juliana Prado.

Seção 2: Panorama extracurricular

207


Projeto de Extensão Universitária Curiosidade Ensina depoimento aluna Sarah Siqueira

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Esse projeto me ensinou a transmitir conhecimentos técnicos, obtidos por pesquisa, para um público leigo, usando métodos variados. Além de ampliar meu repertório, essa experiência colaborou positivamente para minha formação, pois me desafiou a comunicar ideias complexas de forma clara e acessível. Agora, me preocupo mais com a maneira como transmito minhas ideias, buscando sempre apresentações didáticas e simplificadas para que sejam compreendidas por qualquer público.

elisa bracher Elisa Bracher é uma artista brasileira que cria esculturas enormes e impressionantes. Ela gosta de usar pedaços de madeira e metal que já estão velhos e desgastados. Quando ela faz suas obras, parece que elas vão cair ou flutuar no ar, como se estivessem desafiando a gravidade! Isso deixa as pessoas curiosas, porque ninguém sabe ao certo como essas esculturas tão grandes conseguem ficar de pé. É quase como mágica, pois o equilíbrio delas faz parecer que estão entre o céu e o chão, deixando quem vê com vontade de olhar bem de perto.

6 11

Seção 2: Panorama extracurricular

209


Projeto de ambientação do 18º Prêmio Grandes Cases da Embalagem 2024 Marcelo Suzuki Paulo Henrique Gomes Magri Valéria Cássia dos Santos Fialho Em sua 18ª edição, o Prêmio Grandes Cases de Embalagem consolida-se como um grande parceiro do Escritório Modelo de Arquitetura, Urbanismo e Design, projeto de extensão universitária conduzido pelos professores do curso de Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Senac Santo Amaro que, desde 2016, oferece aos alunos dos cursos de Arquitetura e Design a possibilidade de experimentarem a atuação profissional completa, desde o atendimento ao cliente, conceituação, desenvolvimento e execução do projeto do expositor, do púlpito e da ambientação do Prêmio. No ano de 2024 o desafio foi desenvolver o expositor fazendo uso de um material proveniente da economia circular, produzido a partir de embalagens de poliestireno recicladas, que são trituradas e prensadas a altas temperaturas, conformando-se em chapas, as quais vieram a fazer parte do expositor oferecido aos patrocinadores para demonstrarem seus produtos no evento. Para a ambientação, a grande novidade foi uma proposta de rebranding do Prêmio, com uma nova paleta de cores e logotipo atualizado, inspirado no principal símbolo do prêmio que é o troféu. A proposta também exigia que o projeto adotasse estilo de evento corporativo descontraído, com previsão do fluxo de cerca de quatrocentas e cinquenta pessoas. Os estudantes foram selecionados dentre os que participavam do projeto de extensão Escritório Modelo de Arquitetura, Urbanismo e Design (EMAU+D), mas também

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


foi divulgado para todo o Campus, possibilitando a participação de todos os alunos que demonstraram interesse. Na primeira etapa fizemos o reconhecimento de campo, estudamos as plantas do foyer e do auditório do Centro de Convenções no Centro Universitário Senac Santo Amaro. Em termos de layout, não foram necessárias muitas modificações com relação aos dois anos anteriores, sendo necessário apenas adequar os móveis de locação, arranjos florais e iluminação de forma que possibilitasse a integração entre os participantes do evento, procurando transformar o coquetel de abertura em um momento de construção de network para os profissionais da área de packaging design. Assim, focamos os esforços para o reconhecimento do material. Como esta placa reciclada era, para nós, um material desconhecido, levamos nossos estudantes para o laboratório de design industrial do nosso campus. Neste ambiente, os alunos submeteram o material a máquinas de corte e

Figura 1: Modelo do expositor e do pulpito.

Seção 2: Panorama extracurricular

211


usinagem de marcenaria, ao soprador

canal próximo às bordas do compensado.

treliças do tipo Box Truss posicionados

térmico, forno de cerâmica e furadeiras,

A concepção dos expositores

lateralmente, os quais tencionavam lonas

experimentamos diversas estratégias de

já estava em curso enquanto outra

impressas com o logotipo do evento e

fixação com parafusos diversos e colas

equipe de alunos se dedicava ao projeto

os de seus patrocinadores. No centro do

de diversos os tipos, estabelecendo um

de ambientação, que considerava a

palco, destacou-se o novo logotipo em

panorama de possibilidades de aplicação

distribuição do mobiliário, posicionamento

formato caixa.

com este material.

do bar, o fluxo dos garçons, locais para

A montagem foi realizada no dia do

sentar e o fluxo do público determinado

evento, iniciando-se no período da manhã

de design industrial direcionou a

pelas etapas do evento, composto de

para abertura do evento às 18h do dia 17

equipe a optar pelo desenvolvimento

uma recepção com coquetel no foyer,

de outubro de 2024. Os alunos receberam

do expositor em uma configuração de

a apresentação no auditório e retorno

seus convites e puderam vivenciar seu

formas cúbicas para estruturação em

ao foyer para o jantar ao estilo finger-

projeto in loco, aplicado na prática.

compensado, com detalhes curvos para

food, sempre com vistas a incentivar os

Esta foi uma experiência profissional

aplicação da chapa reciclada, explorando

participantes ao fortalecimento da rede

oferecida aos alunos do Bacharelado em

as suas características físicas, que

profissional na área de embalagens.

Arquitetura e Urbanismo e do Bacharelado

foram reconhecidas pela maleabilidade

O posicionamento dos expositores foi

em Design do Centro Universitário Senac

longitudinal e rigidez transversal.

determinado pela iluminação, já que

Santo Amaro.

Este experimento no laboratório

O design do expositor e do púlpito,

utilizamos os spots existentes no próprio

assim como a nova marca do Prêmio, foi

foyer do Centro de Convenções, estratégia

inspirado nas curvas do troféu. A aplicação

que havíamos utilizado com sucesso no

da chapa reciclada foi realizada na face

ano anterior.

frontal da peça, destacando este material

A solução para o palco foi

em um formato curvo. Estruturalmente,

relativamente simples, buscando

foi composto de dois montantes em

direcionar a atenção à projeção que

compensado de pinus travados com

anunciava os vencedores do Prêmio

travessas em MDF, enquanto a placa de

e contou com arranjos florais frontais

poliestireno reciclado se encaixa em um

no centro e painéis estruturados com

212

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Figura 2: Montagem do evento. Figura 3: Ambientação na noite de premiação. Figura 4: Alunos responsáveis pelo projeto recebendo o prêmio pela participação.

Seção 2: Panorama extracurricular

213


39º ENSEA

Os Encontros Nacionais sobre Ensino de Arquitetura e Urbanismo

Marcella de Moraes Ocke Mussnich

[ENSEA] são organizados pela

Valéria Cássia dos Santos Fialho

Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo [ABEA], desde 1975. São encontros sistemáticos que têm como objetivo compartilhar e refletir sobre resultados de pesquisas e de experiências relativas à Educação em Arquitetura e Urbanismo [AU], de forma a contribuir para o avanço do conhecimento nesse campo. O 39o ENSEA ocorreu de 21 a 23 de agosto de 2024 em Uberlândia MG e o tema foi: Ensino de Arquitetura e Urbanismo no Brasil - “50 anos construindo educação democrática em arquitetura e urbanismo: trilhas, redes e conexões”. Dentro desse tema foram apresentados trabalhos divididos em três linhas de pesquisa: 1. Trilhas: Metodologias de Ensino e processos de aprendizagem. As comunicações das mesas temáticas apresentaram experiências de ensino

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


2. Redes: Discussões sobre as práticas extensionistas nos cursos de Arquitetura e Urbanismo. 3. Conexões: Autores e trabalhos referenciais nos cursos de Arquitetura e Urbanismo. Relato de experiências em escolas no Brasil e no Exterior. O Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Senac foi representado pelas docentes Dra. Valéria Cássia dos Santos Fialho (também coordenadora do curso) e Ms. Marcella de Moraes Ocke Mussnich. Os artigos foram enviados para o evento e posteriormente apresentados na linha Conexões. O artigo apresentado pela docente Valéria Santos Fialho apresentou os resultados obtidos com alunos ingressantes no curso de Arquitetura e Urbanismo, entre 2021_1 e 2023_2, na disciplina Percepção e Representação do Espaço, desde os primeiros exercícios instrumentais até os exercícios de vivência e leitura da cidade. A partir da apresentação destes resultados conclui que o desenho livre

Figura 1: Abertura do evento. Figura 2: Exercício de Repertório. Aluno Thiago Costa (turma 2021_2).

Seção 2: Panorama extracurricular

Figura 3: Primeiros exercícios: objetos. Aluna Sarah Siqueira (turma 2023_1). Figura 4: Reportagem Gráfica SESC Pompeia. Croquis da aluna Tereza Cardoso (turma 2021_1).

215


e pessoal (croqui) é importante ferramenta estruturadora do pensamento, que permite a transposição daquilo que é um sentimento interior, a percepção, para uma construção que participa uma compreensão de mundo e a revela para os interlocutores mais diversos, assumindo um caráter de limiar entre as diversas possibilidades expressivas e cognitivas. Este domínio, fundamentado na liberdade expressiva de cada aluno é fundamental para a construção de sua trajetória e é neste contexto que, ao final do primeiro semestre do curso, com a experiência acumulada na disciplina e que é sintetizada no desafio lançado pelo exercício de reportagem, o aluno, de encontra sua “voz” (ainda que timidamente) e a partir desta vai construir seu percurso de aprendizagem. O artigo apresentado pela docente Marcella de Moraes Ocke Mussnich foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar que além dela contou com os docentes Paulo Henrique Gomes Magri e Ricardo Dualde. Intitulado “A projeção mapeada como instrumento de apoio ao ensino de arquitetura e urbanismo” seu objetivo era apresentar resultados da utilização da projeção mapeada como instrumento de apoio à análise, ao desenvolvimento e à comunicação de projetos em escalas que podem variar do edifício à cidade. O professor de psicologia na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, Howard Gardner é autor de dezenas de livros. Possivelmente o mais conhecido é Estruturas da Mente: A Teoria das Múltiplas Inteligências (Gardner, 1983). Nesse trabalho o autor conclui que a inteligência humana estaria dividida em sete tipos: Linguística, Espacial, FísicoCinestésica, Interpessoal, Intrapessoal e Musical. Posteriormente, Gardner adicionou a inteligência Natural e a Existencial. Seu trabalho trouxe reflexo sobre as metodologias de ensino aplicadas por escolas em diferentes países. Essa teoria, vista como premissa, sugere maior assertividade ao processo formativo defendido pela escola que, com estímulos específicos, promove certo desenvolvimento cognitivo e socioemocional. Vista pelo lado do indivíduo, a teoria sugere que, apesar de todos serem dotados de múltiplas inteligências, seu desenvolvimento ocorre de modo particular, razão que

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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.

Figura 5: Prof. Valéria Fialho no evento. Figura 6: Prof. Marcella apresentando o artigo.


explicaria a facilidade de uma pessoa

venham a contribuir para a comunicação

no software After effects e projetados

para resolver certos tipos de problemas.

de informações.

verticalmente em projetor com

Como certas habilidades são

A utilização da projeção mapeada

tecnologia DLP (Digital Light Processing),

facilitadoras do desenvolvimento

como recurso aplicado ao curso

da atividade profissional, há

de Arquitetura e Urbanismo tem

preponderância de certos tipos

fundamento originado a partir da

na disciplina Parque local com o

de inteligência associados ao

experimentação. Foi possível observar

desenvolvimento de proposta projetual

desenvolvimento das atividades

que por meio da sua utilização os

para o Parque Augusta. A projeção

no domínio de cada profissão.

usuários empregam diferentes

facilitou a análise e distribuição do

Assim, pode-se considerar que para

linguagens para a produção de

programa e a caracterização da proposta

arquitetos e urbanistas na realização

recursos que retroalimentam a análise,

pelos grupos.

de várias atividades será requerida a

a definição de etapas do projeto ou

A terceira experiência acadêmica

inteligência espacial, compreendida

a discussão pública em projetos de

da projeção mapeada foi incorporada

como a capacidade de reconhecimento

interesse coletivo.

em apresentação de trabalho de

e manipulação de situações que

A primeira experiência de Projeção

que minimiza a distorção na projeção. A segunda experiência foi realizada

conclusão de curso (TCC) onde a aluna

considerem a visão como fator

Mapeada no Curso de Arquitetura e

desenvolveu uma maquete física e

determinante, a exemplo da imaginação

Urbanismo foi realizada através de

projetou as diretrizes de intervenção

de lugares e suas características; do

dois Projetos de Extensão Universitária

sobre a maquete.

desenvolvimento abstrato de formas e

que analisaram o entorno do Campus

suas relações.

Santo Amaro e trouxeram levantamento

realizada na disciplina Renovação dos

E por fim, uma quarta experiência

Ao observar certas necessidades

de dados e propostas de intervenção

espaços da Cidade, utilizou a projeção

associadas ao domínio de noções de

urbana que puderam ser vivenciados

mapeada não apenas na apresentação

espacialidade nas etapas de projetos de

a partir de duas maquetes físicas e

final das propostas como também na

arquitetura e urbanismo, e mesmo seu

dois vídeos com o compilado das

concepção do próprio projeto.

entendimento pela população, sentimo-

informações pesquisadas. As maquetes

nos motivados a desenvolver um

foram usinadas em máquina fresadora

conjunto de técnicas e processos que

CNC Heidenhein e os vídeos produzidos

Seção 2: Panorama extracurricular

217


218

Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.


Todas essas iniciativas foram apresentadas no 39º. ENSEA e foram, juntamente com as demais apresentações da linha de pesquisa “Conexões” palco de debate bastante Figura 7: Projeção mapeada apresentada para comunidade acadêmica. Figura 8: Projeções mapeadas Parque Augusta. Figura 9: Disciplina renovação dos espaços da cidade. Figura 10: TCC com projeção mapada.

enriquecedor e importante para a prática profissional docente na área de Arquitetura e Urbanismo. Para conhecer estes e outros trabalhos apresentados no evento, acessar a publicação no link abaixo: https://bit.ly/cadernoabea45

Seção 2: Panorama extracurricular

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Cotidiano

22 de agosto Turma do 2º período diurno na Av. Paulista! (Disciplina Formação do Solo Urbano).

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22 de agosto Turma do 4º período Diurno explorando a Bela Vista!

Seção 2: Panorama extracurricular

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22 de agosto Visita técnica ao CCSP – 4º período matutino.

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22 de agosto Turma do 5º período noturno explorando o Bom Retiro com os professores Katia Pestana e Marcelo Ursini.


27 de agosto 2º período na Av. Paulista!

Seção 2: Panorama extracurricular

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27 de agosto Alunos do 4º período no Bixiga! (disciplinas Projeto Equipamento Cultural e Escala Local e Dinâmicas da Cidade).

27 de agosto Turma do 4º período noturno no CCSP.

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27 de agosto Visita técnica! Alunos do 8º período - manhã e noite - na Moóca!

31 de agosto 3º período no Anhangabaú!

Seção 2: Panorama extracurricular

225


31 de agosto 4º período explorando o centro da cidade coms os professores Ricardo Silva, Ricardo Dualde e Mariana Rial!

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31 de agosto Turma do 2º período na residência Tomie Ohtake.

Seção 2: Panorama extracurricular

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06 de setembro A turma do 8° semestre, na disciplina Práticas Profissionais, contou com a participação do Arq. Prof. Wilson Edson Jorge!

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14 de setembro Alunos do 6º período em visita à Casa do Bandeirante e à Casa do Butantã (Paulo Mendes da Rocha).


Seção 2: Panorama extracurricular

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18 de setembro Visita Técnica - Operação Urbana Faria Lima – 6º período.

230

20 de setembro Palestra do Prof. Dr. Roberto Fialho para a turma do 8º período, disciplina Pesquisa Aplicada em Arquitetura e Urbanismo.

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20 de setembro Oficina de QGIS ofertada pelas alunas monitoras Bruna Numakura e Mayumi Hinoue.


21 de setembro Visita ao projeto das unidades habitacionais de Heliópolis, com o autor do proieto e prof. Artur Kachborian.

Seção 2: Panorama extracurricular

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O TCC e o Início da vida Profissional 9ª edição 23 de setembro a 09 de outubro

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23 de setembro Bruna Bernardes e Gabriela Lira.

25 de setembro Nubia Faciolo.

Seção 2: Panorama extracurricular

30 de setembro Clarissa Teixeira e Amanda Konig.

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02 de outubro Andrea Lingoist, Maurício Alexandre, Thayná Pazzianoto e Izabela Borghoff.

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07 de outubro Luana Pedrosa e Aline Barroso.

09 de outubro Polyana Freires.

Seção 2: Panorama extracurricular

09 de outubro Rafael Scarpa..

235


Cotidiano

25 de setembro 2º período diurno em dia de visita técnica - Higienópolis e FAU Maranhão.

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25 de setembro Abertura da exposição do 5º período noturno : Linguagem, Imagem e Mídia, nos corredores com campus.

26 de setembro 6º período diurno - Visita técnica Oficina Vanordem - Moóca.

Seção 2: Panorama extracurricular

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30 de setembro Visita técnica PIU Jurubatuba com participação do nosso ex aluno Arq. Guilherme Rodrigues. (Prof Marcella Ocke e turma do 6º período disciplina Renovação dos Espaços Urbanos )

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30 de setembro Aula de Desenho !


30 de setembro Ateliê de Projeto - Profs. Dani Hirano e André Sauaia.

04 de outubro Visita técnica - disciplina Prática Profissional - 8º semestre | manhã – Profs. Mariana Rial e Nina Mendes: Av. Angélica e arredores.

Seção 2: Panorama extracurricular

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Sem Pena: um olhar além da imagem, uma aula fora da grade Adriane De Luca

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A edição do segundo semestre da

que expõe e questiona as falhas do

disciplina Linguagem, Imagem e Mídia

sistema de justiça – ou de injustiça –

contou com uma atividade especial

criminal brasileiro e seus reflexos na

de visita à Cinemateca Brasileira, em

sociedade.

02 de outubro de 2024, quando se

Em seguida à exibição do

completaram 32 anos do que ficou

documentário, houve uma conversa

conhecido como o Massacre do

com o diretor do longa, Eugênio Puppo,

Carandiru, a violenta ação da Polícia

a idealizadora e produtora executiva,

Militar do Estado de São Paulo para

Marina Dias, a escritora e ensaísta,

conter uma rebelião na penitenciária,

Juliana Borges, e a crítica cultural,

que resultou na trágica morte de pelo

professora e pesquisadora, Rita von

menos 111 detentos. Acompanhada

Hunty [Guilherme Terreri Lima Pereira],

pelos dois professores, a turma

o debate foi mediado pela jornalista

pôde assistir no local à exibição do

Adriana Ferreira da Silva. Além da

documentário intitulado Sem Pena

oportunidade de conhecer a sede da

[Você prefere falar ou permanecer

Cinemateca, localizada nas edificações

em silêncio?], numa sessão especial

de um antigo matadouro, no bairro

comemorativa dos 10 anos desse filme,

da Vila Mariana, em São Paulo, que

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Figura 1: Professores e turma na Sala Grande Otelo da Cinemateca Brasileira.

Seção 2: Panorama extracurricular

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é o equipamento cultural público responsável pela preservação e difusão gratuita do maior acervo de filmes da América do Sul, a turma prestigiou esse importante evento, assistindo a um documentário que ilustra de forma marcante alguns dos tópicos que integram os conteúdos previstos para a disciplina, como a linguagem audiovisual e as técnicas de captação, produção e edição de som e de vídeo. O filme, realizado através da parceria do IDDD - Instituto de Defesa do Direito de Defesa com a Heco Produções, aborda de forma tão densa quanto sensível a complexidade do tema. Vale destacar alguns aspectos ímpares da sua montagem e narrativa, tais como: os enquadramentos fechados e planos baixos de algumas filmagens; a voz dos entrevistados que estão sempre com suas faces ocultas, evitando Figuras 2 a 4: Capturas de cenas do documentário Sem Pena. Figura 5: Debate a seguir à sessão especial de exibição do documentário. Figura 6: Cinemateca Brasileira, exibição de filmes na área externa.

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ideias preconcebidas nos juízos dos espectadores, usualmente influenciadas pela imagem; e a intensa e repetitiva trilha sonora criada pelo artista John Cage, remetendo aos perturbadores e


incessantes ruídos metalizados de sucessivas portas e grades sendo trancadas. Tudo isso, junto às instigantes falas dos participantes do debate, que se seguiu à sessão, suscitou longas e edificantes conversas com a turma nas aulas subsequentes. Mais do que uma visita externa, essa foi uma vivência fora da sala, dos limites do campus e da matriz curricular, uma aula que extrapolou os conteúdos de linguagem, imagem e das mídias e seus suportes, adentrando discussões em torno de questões públicas e de suas narrativas, sobretudo das projeções e dos reflexos das desigualdades social, racial e de gênero, que nos assolam, e das ditas tecnologias de controle dos corpos, todas tão presentes na construção dos espaços em arquitetura e urbanismo.

Seção 2: Panorama extracurricular

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12a Semana de Arquitetura e Urbanismo: representações e narrativas de projeto 07 a 11 de outubro

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Figuras 1 e 2: Cartazes de divulgação da Semana e programação das oficinas. Figura 3: Oficina de Diagramas oferecida pela prof. Valéria Fialho.

Seção 2: Panorama extracurricular

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Figura 4: Oficina O Banco da praça. Experiência de montagem, com professores Marcelo Suzuki (na foto), Paulo Magri e João Yamamoto.

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Figura 5: Oficina Maquetes de Papel, ministrada pelos profs. Paulo Magri e Valéria Fialho.

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Figuras 6 e 7: Cartazes de divulgação da programação de palestras no período matutino (acima) e noturno (abaixo).

Figuras 8 e 9: Ecoparque Natura, com prof. Aline Ribeiro (acima) e Fundação Iberê Camargo. Uma aproximação crítica, com prof. Adriade de Luca (abaixo).

Seção 2: Panorama extracurricular

Figuras 10 e 11: Arquiteturas do Sul Global, com prof. Pedro Viana (acima) e Cidades: abordagens e representações, com prof. Ralf Flôres (abaixo).

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Figuras 12 e 13: Tradução como prática crítico-criativa, com prof. Gabriel Pedrosa (acima) e Espaço da Arquitetura atráves dos cortes, com prof. Aline Ribeiro (abaixo).

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Figuras 14, 15 e 16: Arquitetura Escolar: Colégio Etapa, com prof. Artur Katchborian e prof. Nina Mendes (acima) e Ações CUFA, com Marcivan Barreto (abaixo).

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Figuras 17 e 18: Projeção Mapeada, com prof. Marcella Ocke (acima) e Habitação Estudantil UNIFESP, com prof. Sergio Matera (abaixo).

Figuras 19 e 20: Reabilitação Urbana, com prof. Beatriz Kara (acima) e Arquitetura contemporânea no Paraguai, com prof. Luiz Junqueira (abaixo).

Seção 2: Panorama extracurricular

Figuras 21 e 22: Term. Rodoviário São Caetano, com prof. Jordana Zola (acima) e Arquiteturas do Sul Global, com prof. Pedro Viana (abaixo).

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Cotidiano

Figuras 23 e 24: 3 exposições: modos de expor, com prof. Débora Olsner (acima) e O verbo da forma: processo de pesquisa, com prof. João Yamamoto (abaixo).

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Figura 25: Expografia, com prof. Stela Bertaso (acima).

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07 de outubro 2º período em exercício etnográfico no Mercado da Cantareira, com os professores Ricardo Silva, Gabriel Pedrosa e Letizia Vitale!

07 de outubro Turmas do 6º período em visita ao IMS!

Seção 2: Panorama extracurricular

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15 de outubro Equipe do Escritório Modelo de Arquitetura, Urbanismo e Design, que desenvolveu os projetos de ambientação e dos expositores para mais uma edição do Prêmio Grandes Cases de Embalagem, na festa da premiação.

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19 de outubro Objetos Extraordinários no Casa Aberta SENAC!


01 de novembro Experimentos no Canteiro Experimental - turmas do 2º período.

Seção 2: Panorama extracurricular

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Design Essencial Arq. Gabriela de Matos 04 de novembro

Figura 1: Auditório lotado para acompanhar o evento do Design Essencial. Figura 2: Arq. Gabriela apresentando sua palentra durante o evento Design Essencial.

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Seção 2: Panorama extracurricular

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Cotidiano

04 de novembro Visita à Sala São Paulo com 6º período.

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04 de novembro Visita aos Galpões da Vanordem, na Moóca !

Seção 2: Panorama extracurricular

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11 de novembro Turmas do 5º e 8º períodos explorando Higienópolis !

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12 de novembro Participação da Coordenadora Valeria Fialho no Dimensions 2024, em Las Vegas - Estados Unidos.

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12 de novembro Alunos do 5⁰ semestre visitando a exposição Rino Levi, na Chácara Lane, o edifício do IAB, e fechando com almoço na leiteira Ita.

12 de novembro No sábado os alunos do 2º período visitaram as casas Nadyr de Oliveira (Carlos Millan) e João Marino (Silvio Sawaia).

Seção 2: Panorama extracurricular

12 de novembro 6º períodos na Sala São Paulo !

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14 de novembro Coordenadora Valéria Fialho apresentando a produção dos alunos do Senac no Dimensions | 3D Base Camp 2024.

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02 de dezembro Exposições dos trabalhos finais das disciplinas começam a aparecer pelo campus.

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02 de dezembro Exposições dos trabalhos finais das disciplinas começam a aparecer pelo campus.


02 de dezembro Montagem dos abrigos produzidos na disciplina Projeto Abrigo, do 1º semestre.

Seção 2: Panorama extracurricular

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Projeto e execução do Troféu para 26ª Premiação IAB SP Paulo Magri Marcelo Suzuki Valéria Fialho Escritório Modelo de Arquitetura, Urbanismo e Design – EMAU+D

Figura 1: Troféu IAB Figura 2: As 7 propostas apresentadas pelos alunos. Figura 3: Prancha da proposta escolhida.

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A partir do contato com os representantes do IAB SP e sob tutoria dos professores do EMAU+D estudantes do BAU Senac projetaram e produziram o Troféu da 26ª Premiação do Instituto dos Arquitetos do Brasil – Departamento São Paulo. Todos os estudantes do curso foram convidados a participar de um Desafio de Projeto, apresentando propostas para os troféus. 23 estudantes desenvolveram 07 propostas, que foram apresentadas aos professores e representantes do IAB. A proposta escolhida, de autoria dos estudantes Vanessa de Oliveira da Silva e Vinícius Alves Portugal, foi detalhada e produzida coletivamente por todos os estudantes participantes do desafio e também pelos integrantes do EMAU+D.

Seção 2: Panorama extracurricular

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O grupo de 30 estudantes trabalhou no projeto e produção por 6 semanas e durante este período também realizaram visitas técnicas à sede do IAB. No dia 17 de dezembro todos participaram da Cerimônia de Premiação.

Autores da proposta escolhida: Vanessa de Oliveira da Silva Vinícius Alves Portugal Autores das outras propostas: Beatriz de Oliveira Melo

Sofia Rodrigues Groschitz

Bianca Branco

Sofia Henriques Pascoal Martins

Catharina Mota Basaglia

Stella Angelo Tibolla

Daniel Inocêncio de Lima

Thiago Vettorazzo Costa

Fabiane Oliveira Victor de Carvalho Isabella Modesto Queiroz

Trabalharam na produção das peças:

Jéssica Alves Grosse da Silva

Ana Beatriz Rocha Sales

Joyce Santana

Carlos Henrique de Sousa Amurim

Karina Martins Fernandes

Diego Aguiar Santos Barbosa

Laura Drumond Neto

Fernando Barros Ribeiro do Carmo

Luara Nogueira da Costa

Giovanna Simplicio

Lucas Fabricio da Silva Lima

Heloisa Raposo Loureiro

Luciana Rose dos Santos Housska

Isabella Olanda de Oliveira

Monica D’Elia Kleemann

Ricardo Luis Silva (serigrafia)

Pedro Henrique Martins Nunes Figuras 3 e 4: Alunos produzindo as peças para a montagem dos troféus.

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Pedro Henriques Pascoal dos Santos Sabrina de Moura Cruz Silva

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Figura 5: O troféu finalizado.

Seção 2: Panorama extracurricular

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Figuras 6 e 7: Visitas técnicas à sede IAB.

Seção 2: Panorama extracurricular

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Figura 9: Cerimônia - Troféus expostos. Figura 10: Cerimônia - Prof. Artur Katchborian recebendo seu Troféu. Figura 8: Cartaz da Cerimônia de premiação.

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Figura 11: Cerimônia - Alunos participando da cerimônia.

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Seção 2: Panorama extracurricular

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Semana de Bancas TCC 2 05 a 11 de dezembro

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Figura 1: Banca TCC aluna Aline Lopes da Silva.

Figura 3: Banca TCC aluna Ananda Isaias Paula.

Figura 2: Banca TCC aluna Ana Beatriz Pereira dos Reis.

Figura 4: Banca TCC aluno André Felipe do Nascimento Carvalho.

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Figura 5: Banca TCC aluna Anyelle Guimarães Azevedo.

Figura 7: Banca TCC aluna Barbara Grangeiro Pereira.

Figura 9: Banca TCC aluna Beatriz Pereira Costa.

Figura 6: Banca TCC aluna Bárbara Barbosa Fernandes.

Figura 8: Banca TCC aluna Beatriz Natsumi Hirata.

Figura 10: Banca TCC aluna Bianca Monteiro de Barros dos Santos.

Seção 2: Panorama extracurricular

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Figura 11: Banca TCC aluno Breno Vieira Bogoni.

Figura 13: Banca TCC aluna Caroline Ramos dos Santos.

Figura 15: Banca TCC aluna Debora Liberatori Fernandes.

Figura 12: Banca TCC aluna Bruna Arissa Aoyagui Numakura.

Figura 14: Banca TCC aluna Caroline Morais de Alencar.

Figura 16: Banca TCC aluna Diane Dias Anastácio.

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Figura 17: Banca TCC aluno Fernando Marcell Fernandes.

Figura 19: Banca TCC aluna Gabriella Francisca Alves da Silva.

Figura 21: Banca TCC aluna Giovanna Ramalho dos Santos.

Figura 18: Banca TCC aluna Francini Melo dos Santos.

Figura 20: Banca TCC aluna Giovanna Arias Theodoro dos Santos.

Figura 22: Banca TCC aluna Isabel Cristina Campos Wamser.

Seção 2: Panorama extracurricular

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Figura 23: Banca TCC aluna Isabelle Carla de Mattos.

Figura 25: Banca TCC aluna Karen Mayumi Hinoue.

Figura 27: Banca TCC aluna Larissa Ordonez de Salles Maciel.

Figura 24: Banca TCC aluno João Pedro Correia Macedo.

Figura 26: Banca TCC aluna Larissa Rua Gonçalves.

Figura 28: Banca TCC aluno Leonardo Alves Rodrigues Macedo.

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Figura 29: Banca TCC aluna Leticia Montemagni Pereira.

Figura 31: Banca TCC aluno Lucas Chausse Lima.

Figura 33: Banca TCC aluna Mariana Bordinhão Duma.

Figura 30: Banca TCC aluna Livian Ferreira da Conceição..

Figura 32: Banca TCC aluna Mariana Silveira de Abreu.

Figura 34: Banca TCC aluna Melissa Silva França.

Seção 2: Panorama extracurricular

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Figura 35: Banca TCC aluno Michel Camurça Ferreira.

Figura 37: Banca TCC aluna Pollyana Caroline da Silva Teodoro.

Figura 39: Banca TCC aluna Stephane Queiroz Nogueira.

Figura 36: Banca TCC alunos Pedro Silva Ivenção e Rafaella Beatriz Ozaki.

Figura 38: Banca TCC aluna Renata Ramaldes Coelho.

Figura 40: Banca TCC aluna Thainá Sousa Rastello.

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Figura 41: Banca TCC aluna Thais Akemi Sato da Silva.

Figura 43: Banca TCC aluna Vanessa de Oliveira da Silva.

Figura 45: Banca TCC aluno Vitor Alves Correa.

Figura 42: Banca TCC aluna Thais Reimberg Maia dos Santos..

Figura 44: Banca TCC aluno Vinicius Alves Portugal.

Figura 46: Banca TCC aluna Yasmin Bitencourt da Silva.

Seção 2: Panorama extracurricular

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Tipologia: PMN Caecilia Sans Maio de 2025


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Semestrário 2024 | 02 - v. 10 n. 19 - 2025 by REVISTAS DO CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO DO CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC - Issuu