revistas do curso de arquitetura e urbanismo senac | v. 10 n. 19
2024 ISSN - 2675-2247
semestrário
2
ago | dez
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac v. 10 n. 19 Semestrário ArqLab 2024 | 2 Registro de disciplinas ISSN - 2675-2247
Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial Centro Universitário Senac Santo Amaro Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo
Coordenação de curso Profa. Dra. Valéria Cássia dos Santos Fialho Coordenação e edição Prof. Dr. Ricardo Luis Silva Projeto gráfico Prof. Ms. João Yamamoto Equipe apoio editorial Projeto de extensão ARQLAB Senac
Centro Universitário Senac, ARQLAB Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo SENAC – Volume 10 número 19. Semestrário ARQLAB 2024|2. Centro Universitário Senac - São Paulo (SP), 2025. 280 f.: il. color. ISSN: 2675-2247 Editores: Prof. Dr. Ricardo Luis Silva, Profa. Dra. Valéria Cássia dos Santos Fialho, Prof. Ms. João Carlos Amaral Yamamoto Registros acadêmicos (Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo) – Centro Universitário Senac, São Paulo, 2025. 1. Divulgação Acadêmica 2. Produção discente 3. Anuário 4. Graduação 5. Arquitetura e Urbanismo I. Silva, Ricardo Luis (ed.) II. Fialho, Valéria Cássia dos Santos (ed.) III. Yamamoto, João Carlos Amaral (ed.) IV. Título
Corpo docente Profa. Dra. Adriane De Luca Profa. Dra. Aline da Silva Escórcio Ribeiro Profa. Ms. Ana Carolina Mendes Prof. Ms. André Biselli Sauaia Prof. Esp. Artur Forte Katchborian Profa. Dra. Beatriz Kara José Prof. Ms. Caio Luis Mattei Faggin Prof. Dr. Carlos Augusto Ferrata Prof. Dr. Cassimiro Carvalho Chaves Júnior Prof. Ms. Dani Hirano Profa. Ms. Debora Oelsner Lopes Profa. Dra. Dinalva Derenzo Roldan Prof. Ms. João Carlos Amaral Yamamoto Profa. Dra. Jordana Alca Barbosa Zola Profa. Dra. Katia Bomfim Pestana Profa. Dra. Letizia Vitale Prof. Ms. Luiz Eduardo Vasconcellos Junqueira Profa. Ms. Marcella Mussnich Moraes Ocke Prof. Dr. Marcelo Suzuki Prof. Ms. Marcelo Luiz Ursini Profa. Ms. Maria Stella Tedesco Bertaso Profa. Dra. Mariana Fontes Perez Rial Prof. Ms. Maurício Miguel Petrosino Prof. Ms. Paulo Henrique Gomes Magri Prof. Ms. Pedro Henrique Neves Viana dos Santos Prof. Ms. Ralf José Castanheira Flôres Prof. Dr. Ricardo Dualde Prof. Dr. Ricardo Luis Silva Prof. Dr. Rodrigo Gutierrez Profa. Dra. Rita Cássia Canutti Prof. Dr. Sérgio Matera Profa. Dra. Valéria Cássia dos Santos Fialho Prof. Dr. Walter José Ferreira Galvão
com contribuições/relatos dos estudantes 4º período - Daniel Lima, Pedro Pascoal, Pedro Martins, Rafael Cassiano de Oliveira, Raul Viana, Sarah Siqueira Projeto de extensão ARQLAB Senac / Semestrário Karina Fernandes Yasmin Versignassi
Editorial
Este Semestrário, em seu 19º número, traz o registro de nossas atividades acadêmicas entre
Valéria Fialho
disciplinas ofertadas mesclado a relatos de docentes e alunos sobre as experiências do
Coordenação de Curso
semestre, seguidos ainda de apontamentos sobre as diversas atividades extracurriculares
agosto e dezembro de 2024 (2024|2), apresentando, em formato panorâmico, o elenco das
desenvolvidas. Marcelo Suzuki Ricardo Dualde
Nesta edição seguimos contando com a participação da equipe de estudantes do Projeto de
Ricardo Luis Silva
Extensão “ARQLAB Senac – Ações de registro e divulgação do Bacharelado em Arquitetura e
Walter José Ferreira Galvão
Urbanismo” na organização e edição do conteúdo.
Núcleo Docente Estruturante Assim, encerramos mais um ciclo, sobre o qual organizamos um olhar não apenas retrospectivo, mas que desenha novos caminhos para o futuro.
PANORAMA
CURSO
6-20 Representação gráfica codificada aplicada ao projeto
Projeto habitação
Indivíduo e sociedade
Formação do solo urbano
Compreensão do mundo físico
1º SEM
2º SEM 3º SEM
44-63
Escala local e dinâmicas da cidade
Conforto ambiental
Projeto equipamento institucional
Materiais e estruturas
Ferramentas digitais aplicadas ao projeto
Estudos Sociais Urbanos - Práticas extensionistas
Arquitetura e cidade
21-43
Aspectos da vida urbana - Práticas extensionistas
Projeto abrigo
Percepção e representação do espaço
Experimentos tridimensionais
Estudos ambientais aplicados ao urbanismo
Arte: história e expressão
SEÇÃO 1
64-99
4º SEM
Projeto equipamento cultural
Ferramentas digitais avançadas aplicadas ao projeto
Renovação dos espaços da cidade
Projeto Patrimônio
Discurso Representação e Retórica
Desempenho dos materiais e das construções
100-115 Cidade contemporânea
5º SEM 8º SEM
Trabalho de conclusão de curso 2
140-161
Projeto Grandes conjuntos edificados
Prática profissional
Pesquisa aplicada em Arquitetura e Urbanismo
Novas tecnologias - Escala urbana
Estruturação metropolitana e ambiental
6º SEM
Eletiva 2
Qualificação da cidade: norma, desenho e paisagem
Projeto edifício multifuncional
Patrimônio: conceitos, práticas e intervenções
Linguagem, imagem e mídia
Instalações prediais
116-139
162-164
10º SEM
Arte: História e Expressão Ricardo Luis Silva
1º SEM
6
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Dentre os exercícios propostos na
espaço da sala de aula. Enquanto isso, os
disciplina, a atividade vinculada à aula-
demais colegas de classe de espalham ao
painel COR tem como referencial principal
redor do espaço e registram com fotos e
o artista brasileiro Hélio Oiticica. Após uma
videos a experiência.
longa explanação sobre a trajetória do
De posse das imagens congeladas da ação,
artista, apresentando suas principais obras
cada aluno é convocado a obserar a cor no
e suas discussões sobre a “cor no espaço”,
espaço e suas dinâmicas e combinações.
os alunos são provocados a experimentar o
Dessa observação vem o convite a explorar
PARANGOLÉ (1964-1975). Utilizando tecidos
a tinta guache e os gestos das mãos
coloridos e alfinetes de segurança, alguns
reproduzindo as cores, em massas e
estudantes voluntários montam, com o
volumes, espacializadas pelos movimentos
auxílio dos demais colegas, parangolés
dos corpos. Experimentação gestual,
em seus próprios corpos. Existe aí uma
compreensão espacial, cores e texturas.
premissa e atenção para a percepção dos corpos, de seus movimentos, espacialidades geradas com a interação com os tecidos e também um olhar experimental às composições cromáticas possíveis. Depois de “montados”, os parangolés são então ativados pelos movimentos e danças dos corpos no
Seção 1: Panorama do curso
7
Figura 1 (página anterior): Parangolés sendo ativados pelos alunos. Figura 2: Turma registrando a ação dos parangolés. Figuras 3 e 4: A partir das fotografias, reprodução dos gestos, movimentos e cores no papel.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Estudos Ambientais
A disciplina, que marcou o início da
elementos conceituais e análise
jornada do aluno no curso de Arquitetura e
quantitativa através da utilização de dados
Urbanismo
Urbanismo, ofereceu uma visão abrangente
ilustrativos da diversidade da Cidade de
sobre a cidade e a complexa rede de
São Paulo.
características que a compõem. O curso foi
Na segunda parte do curso, os alunos
Ricardo Dualde
desenvolvido a partir de uma abordagem
receberam uma introdução à análise
dual, com a introdução ao urbanismo
urbana por meio de ferramenta de
como ciência e a abordagem de temas
geoprocessamento (QGIS). Acredita-se
ambientais, sociais e econômicos no espaço
que apesar da introdução precoce desses
geográfico urbano e, simultaneamente, a
recursos a abordagem ajudou a integrar
abordagem quantitativa com o emprego de
diferentes assuntos que posteriormente
softwares que dão suporte à análise urbana.
serão refinados ao longo dos próximos
Além de proporcionar uma visão integrada
semestres. A realização das análises partiu
e complexa, a disciplina procurou auxiliar
da escolha de distritos da Cidade de São
o aluno a se adaptar ao ensino superior,
Paulo, escolhidos pelos alunos com base
desenvolver uma identidade com o curso e
na proximidade da moradia ou trabalho.
com a nova realidade acadêmica.
O exercício completo resultou na análise e
As atividades começaram com a exploração
caracterização dos seguintes temas:
das “cidades escondidas” da Amazônia
(I) Sítio e características da urbanização;
e do sítio arqueológico de Raimundo
(II) Elementos naturais e sua ocupação;
Nonato, na Serra da Capivara (PI). Em
(III) Parcelamento e ocupação do solo;
seguida, foram introduzidos os temas que
(IV) Densidade e renda;
ilustram a situação urbana propriamente e
(V) IDH: composição e interpretação, e;
desenvolvidos em painéis que combinavam
(VI) UDH: variações temáticas no distrito.
aplicados ao
Seção 1: Panorama do curso
9
TEMA 01
Cidade Dutra Área do Distrito
APRESENTAÇÃO DO SÍTIO E SUAS CARACTERÍSTICAS População Total
1
1
Densidade Demográfica
O Distrito da Cidade Dutra possui 182.459 mil habitantes, ocupando o quarto quartil no ranking da densidade demográfica entre os distritos de São Paulo.
29,3 km² O distrito de Cidade Dutra ocupa o terceiro quartil no ranking entre os distritos de São Paulo.
13,37%
Evolução da Demografia no Distrito
2,60%
Cidade Dutra Altimetria e hipsometria do distrito
TEMA 02 ELEMENTOS NATURAIS E SUA INTERPRETAÇÃO
Hidrografia
Aspectos ambientais e ZEPAM
-7,08%
2
O Distrito da Cidade Dutra apresenta um decréscimo populacional onde consequentemente gera um decréscimo na densidade demográfica conforme indicam os últimos 4 censos.
Classificação do Território
2 Fonte : https://www.ibge.gov.br/
O Distrito da Cidade Dutra é predominantemente urbano, com áreas arborizadas nas extremidades próximas às represas Billings e Guarapiranga. Sem atividades rurais, o distrito se concentra em atividades econômicas dos setores secundário e terciário. Sua infraestrutura combina serviços variados e boa integração entre áreas.
Matrix de Parcelamento 2
Fonte: Geosampa - Disponível em https://geosampa.prefeitura.sp.gov. br/PaginasPublicas/_SBC.aspx
Aspectos Ambientais
Cidade Dutra possui seu parcelamento em grelha, devido a isso enfrenta problemas de mobilidade e falta de serviços adequados. A alta densidade populacional causa congestionamentos e o transporte público é insuficiente. A desigualdade na distribuição de serviços e a falta de áreas de convivência prejudicam a qualidade de vida, exigindo investimentos para um desenvolvimento.
Integrantes: Julya Barros,Marina Bertacchi, Patricia Maximiano, Izabela Moraes
Crescimento Populacional 13,37%
2,60%
Amplitude altimétrica
-7,08%
Entre 725m mínimos e 805m de altitude máxima, a amplitude altimétrica do distrito é de 80m entre seus pontos.
2
Poluição das Águas: A região sofre com a poluição dos rios e córregos, principalmente devido ao descarte inadequado de resíduos e esgoto. Desmatamento e Urbanização: A expansão urbana tem levado ao desmatamento e à perda de áreas verdes, o que afeta a biodiversidade local e contribui para a degradação do solo. Gestão de Resíduos: O acúmulo de lixo em áreas públicas e a falta de coleta seletiva são questões recorrentes, impactando a qualidade de vida dos moradores. Qualidade do Ar: A poluição atmosférica, causada principalmente pelo tráfego intenso de veículos, é uma preocupação constante.
Hipsometria (m)
Fonte : https://www.ibge.gov.br/
A hidrografia do distrito Cidade Dutra conta com duas represas, Billings e Guarapiranga em sua margem. A Guarapiranga tem como sua principal função regular o fluxo dos rios Pinheiros e Tietê e gerar energia elétrica e abastecimento de água potável. A Represa Billings desempenha um papel estratégico no fornecimento de recursos, também ajuda a controlar o fluxo dos rios da região, como o Pinheiros, e atua na mitigação de enchentes. O Cidade Dutra possuia 14 microbacias e diversos pontos de drenagem em sua área.
Fonte: Portal de Mapas IBGE - Disponível em https://portaldemapas.ibge.gov.br/portal.php#mapa204917
O distrito possui diversas áreas verdes e parques, como por exemplo o Parque Ecológico do Guarapiranga, o Parque Linear 9 de Julho e o Parque Linear Castelo. Não possui unidades de conservação de grande porte diretamente identificadas, mas está intimamente ligado à presença da Represa Billings, que desempenha papel ambiental crucial na região. A represa e seus entornos fazem parte de uma Área de Proteção Ambiental (APA) para preservar o ecossistema local e proteger os recursos hídricos as áreas de vegetação remanescente da Mata Atlântica.
Fonte : 1) https://www.ibge.gov.br/ 2) Cidade Dutra – Wikipédia
TEMA 03
Cidade Dutra 1. Parcelamento Urbano
PARCELAMENTO E OCUPAÇÃO
O Distrito Cidade Dutra tem seu parcelamento urbano em forma de grelha, onde os loteamentos são divididos de forma racional. Possui algumas áreas de glebas, as quais são destinadas ao sesc e ao autódromo.
1.1 Circulação: O distrito é servido por pelo menos 10 linhas de ônibus (1) que passam pelo distrito, possui 2 (2) estações de trem (Estação Autódromo e PrimaveraInterlagos), além de importantes avenidas como Av Intelagos, Av. Senador Teotônio Vilela e Av. Atlântica, somando à inúmeras ruas, utilizadas por transporte público, privado, bicicletas e pedestres.
1.2 Funções Especificas: Apesar do distritos possuir alguns centros comerciais, a maior parte do distrito é composta por residências e algumas áreas verdes distribuídas em seus aproximadamente 75 bairros(2).
2. Ocupação do Solo
Figuras 1 a 3: Pranchas de trabalho das alunas Julya Barros,Marina Bertacchi, Patricia Maximiano e Izabela Moraes.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
O distrito da Cidade Dutra é predominantemente urbano, composto por aproximadamente 75 bairros e nestes contém centros comerciais, porém é majoritariamente residencial. É o único distrito de São Paulo a ter um autódromo, somado Sesc Interlagos, são utilizados pela população para lazer. Além disso, o distrito possui algumas praças e parques como, Parque Linear Castelo, Parque Linear Nove de julho e o Clube de Campo de São Paulo.
Fontes: 1 - www.sptrans.com.br 2- Cidade Dutra – Wikipédia, a enciclopédia livre 3 - https://geosampa.prefeitura.sp.gov.br/PaginasPublicas/_SBC.aspx 4 - IBGE - https://www.ibge.gov.br
Experimentos Tridimensionais Paulo Magri Rodrigo Gutierrez
Figuras 1 e 2: Registro de dinâmicas de exposição e reflexão sobre os estudos realizados. A produção de maquetes foi sempre seguida da exposição e análise das propostas por toda a turma, gerando reflexões coletivas com direcionamento e ênfase nos aspectos mais relevantes.
Seção 1: Panorama do curso
11
Todas as atividades da disciplina têm
que impactam diretamente na experiência
em complexidade e escala, tendo
uma abordagem prática baseada no
projetual e na própria representação em
conceitos e fundamentos apresentados
uso de maquetes para a realização de
escala reduzida.
gradativamente, mas que devem ser
experimentos de projeto. Busca-se
As atividades e experimentos foram
abordados sequencialmente agrupados a
estimular o reconhecimento de que os
desenhados para estimular o diálogo e
cada novo experimento.
recursos de representação da arquitetura
o compartilhamento, de tal forma que
funcionam como instrumentos ativos na
os alunos são convidados a analisar e
construção do pensamento.
reconhecer aspectos subjetivos e práticos
Um tema importante abordado durante
a partir da observação das maquetes
as aulas é a percepção das características
elaboradas.
dos materiais e suas propriedades físicas,
Os exercícios vão aumentando
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Percepção e
A disciplina busca o
complexidade crescente, desenvolver
desenvolvimento da percepção a
as habilidades de percepção, tradução e
partir do conceito do desenho como
representação do espaço. Neste primeiro
Espaço
linguagem, envolvendo o conhecimento
grupo de atividades são apresentados
e a representação do universo físico e
aos alunos conceitos fundamentais
sensorial através de registros gráficos.
como desenho analítico, proporção,
Valéria Fialho
O desenho, e a experimentação através
representação em perspectiva, entre
dele, se transforma em ferramenta
outros, a partir da exploração, em
de conhecimento, estimulando a
complexidade também crescente, dos
sensibilidade através da educação do
objetos, dos elementos da natureza,
olhar. Assim, nas vivências inaugurais
do corpo humano, dos espaços, da
do curso, o aluno apreende o mundo
arquitetura e, finalmente, da cidade.
Representação do
que o cerca e a cidade, que será sua matéria prima essencial, a ele se revela. Se organiza, portanto, em módulos de aprendizagem, que partem de exercícios simples, que trabalham com a apreensão de formas no espaço, passando por exercícios que trabalham a questão da percepção de elementos, suas relações e proporções, até o trabalho de campo, onde o aluno é instigado a observar e representar, e no qual deve carregar seu mais novo e indispensável companheiro de jornada, o caderno de croquis. O primeiro módulo, instrumental, busca, através de exercícios rápidos e de
Seção 1: Panorama do curso
13
Após este primeiro grupo de exercícios instrumentais, partimos para um “Exercício de Repertório”. Os estudantes devem, a partir de pesquisa de referências (livros, periódicos, portais, sites especializados) eleger 2 exemplos das seguintes tipologias: habitação, edifício habitacional, edifício multifuncional, equipamento institucional/cultural e pavilhão. Neste processo o estudante se aproxima de fontes diversas de pesquisa e dá início à construção de seu repertório pessoal. Feitas as escolhas, deve organizar um “caderno” com informações, desenhos e imagens das obras, complementados por croquis de sua autoria.
Figura 1: Composição livre a partir da tradução de um ballet: o corpo no espaço (Giovanna Andrade).
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Figura 2: Repertório: Habitação (Giovanna Andrade).
Seção 1: Panorama do curso
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Os croquis, elementos fundamentais para o entendimento e explicitação das intenções de projeto, são ferramenta poderosa de formação. E vem desta crença a proposição de um exercício final, no qual o aluno é inquirido a realizar uma Reportagem Gráfica de edifícios/espaços emblemáticos da cidade. Assim, a partir da escolha de obras espalhadas pela cidade, cada aluno vai desenvolver uma narrativa visual construída a partir de sua percepção e alimentada pela capacidade de representar aquilo que o cerca. Cada aluno elege assim seu objeto de estudo, determina um percurso e o que quer mostrar do edifício. Assim, espera-se que o aluno entenda que ao visitar, percorrer, observar e desenhar, relata, sob seu particular e único ponto de vista, aquilo que o cativou e que vai fazer parte de seu repertório e de seu olhar de arquiteto sobre a cidade.
Figuras 3 e 4: Reportagem Gráfica – Instituto Moreira Sales (Sabrina Patta).
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Seção 1: Panorama do curso
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Projeto Abrigo Gabriel Pedrosa João Yamamoto
Figura 1: O conjunto da produção, montado na ala I do edifício acadêmico 2 do centro universitário.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
e sentados. Na primeira etapa deste
de escala, as conexões entre as barras dos
seguindo a orientação, que já durava dez
Neste primeiro projeto do curso,
desenvolvimento, as propostas de estrutura
modelos 1:1 não poderiam reproduzir os
anos, de estruturar o exercício de projeto
não eram fechadas, o que só passou a
nós de fita crepe com que trabalhamos nos
a partir da experimentação direta com
acontecer após a escolha da alternativa a
modelos iniciais.
os materiais, tanto em escala reduzida
ser desenvolvida.
quanto em escala real, mas propondo
Definida a estrutura e estudadas
Diferentemente do que fizemos com a estrutura e os fechamentos, não definimos
novos materiais e processos construtivos,
algumas de suas possibilidades de
materiais para este elemento, apresentando
desenvolvemos os projetos de abrigo
fechamento, passamos ao trabalho nos
uma série de possibilidades a partir de uma
estruturando-os por barras de madeira de
modelos em escala 1:1. Uma diferença que
aula de repertório e de uma inspeção nas
um metro de comprimento e seção circular
nos parecia importante entre este novo
caçambas de descarte da oficina do centro
de 15 mm, com fechamentos em placas
exercício e o anterior estava justamente
universitário, local onde se deu a maior
quadradas de um metro de papelão.
nesta passagem, pois, desenvolvida a
parte do desenvolvimento desta segunda
volumetria do abrigo na escala 1:5, restava
etapa da disciplina. Tubos de aço, fitas
buscamos trabalhar a noção de escala a
ainda uma nova frente de projeto: as
de aço perfuradas, chapas de aço, chapas
partir da medição dos próprios corpos e
conexões entre as barras. Se a mera
de alumínio extraídas de embalagens de
da subsequente confecção de bonecos
passagem dos palitos de churrasco de seção
bebidas e chapas de PET foram utilizadas
planos articulados em escala 1:5. Munidos
redonda de 3 mm cortados a 20 cm de
na produção das conexões finais, a partir
dos corpos em escala, os estudantes
comprimento para as barras dos trabalhos
de uma série de conversas e estudos que,
passaram a desenvolver diversas hipóteses
finais – ou a passagem dos papéis sulfite
além destes, consideraram outros materiais
de estrutura, com a única atribuição de
cortados em quadrados de 20 cm para as
e processos, como mangueiras ou peças em
que abrigassem estes corpos deitados
placas de papelão – já resolvia a mudança
madeira maciça.
Em um primeiro e curtíssimo exercício,
Seção 1: Panorama do curso
19
Resolvidos os nós, passamos à produção das peças de fechamento e aos estudos de fixação entre peças e das peças às estruturas, em geral através de grampos e, sobretudo, de abraçadeiras plásticas (como a fita hellermann), chegando, finalmente, às questões de sequência de montagem. Para além da ótima impressão que nós, docentes responsáveis pela disciplina, tivemos dos resultados desta primeira experiência, pareceu-nos validar a proposta de reformulação que fizemos a grande dedicação dos estudantes aos trabalhos, a boa recepção dos colegas ao fim do semestre e, mais recentemente, o convite da coordenação do curso para que desta experiência desdobrássemos uma proposta para a ambientação do entorno da Arena Senac na edição 2025 da Design Week.
Figura 2: Parte da extensa produção inicial de alternativas de estruturas.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 3: O principal assunto de projeto na segunda parte da disciplina, o nó.
Compreensão do mundo físico Marcelo Ursini (matutino) Sergio Matera (noturno) Walter José Galvão (noturno)
Matutino Marcelo Ursini Os objetivos e conteúdos da disciplina são desenvolvidos em
2º SEM
dois módulos: Topografia e Sistemas Construtivos que ocupam metade do semestre cada um. O módulo de Topografia é estruturado a partir de três competências a serem trabalhadas: a descrição, interpretação e intervenção no território. Iniciamos pela descrição do território abordando os conceitos de planimetria, altimetria e curvas de nível com exercícios práticos de fixação destes conceitos. Destacamos como
Seção 1: Panorama do curso
21
conteúdo central os procedimentos
inclinações acentuadas acima de 30%.
arquitetônico. Arquitetura é sempre
para identificação e desenho das curvas
O módulo finaliza com a conceituação
construção. Os alunos estudaram 16
de nível através das interpolações
das técnicas de movimentação
exemplos de residências brasileiras
matemáticas ou gráficas. Adquiridas
de terra aplicadas em projetos de
contemporâneas observando como
esta competência, descrição,
terraplanagem para patamares e
a definição destes sistemas dão
passamos a leitura e interpretação
abertura de vias.
corpo, materialidade, aos conceitos
do território identificando seus
As construções são abordadas
principais compartimentos: corpos
através do aprofundamento dos
d’água, talvegues secos e molhados,
sistemas estruturais vedações e
espigóes, gargantas e bacias de
coberturas com ênfase nas suas
contribuição. Estuda-se também as
interrelações. Procura-se repertoriar
principais restrições urbanísticas
os alunos quanto materiais e técnicas
atreladas ao relevo: APP ao longo de
construtivas destes sistemas sempre
rios e nascentes, topos de morro e
como parte integrante do objeto
Figura 1: Exercício de planimetria; várias formas de descrição de um polígono. Aluna Gianni dos Santos Novi.
Figura 2: Exercício de curvas de nível: desenho das curvas de nível através da interpolação entre cotas identificadas em um território. Aluna Gianni dos Santos Novi.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
arquitetônicos.
Figura 3: Projeto de terraplanagem: construção de patamares através do uso de taludes: planta, perfil das estacas e cálculo de volumes. Aluna Gianni dos Santos Novi.
relativos à cartografia e topografia, mais especificamente o conhecimento e interpretação de mapas, assim como especificidades d77e localização geográfica de um ponto, como Latitude e Longitude. Também a identificação de pontos cardeais num lugar, a partir
Noturno Sergio Matera Walter José Galvão
do Norte magnético e sua diferenciação com o Norte verdadeiro eram comentados. 77 A seguir eram delineados os preceitos da Planialtimetria necessários para delineação de um terreno,
Como a disciplina agregava os
como Azimute e Rumo. Também se
assuntos relativos à topografia, física
abordava o conhecimento básico para
aplicada e tecnologia da construção
a interpretação do seu relevo, como
e dos materiais, ela foi dividida
a análise de curvas de nível e sua
em três eixos temáticos: Localizar;
determinação, assim como os cortes
conhecer o terreno; preparar a
no terreno com a definição de taludes e
construção e construir. Dessa forma
planificações.
eram apresentadas as características
Então eram apresentadas todas
dos materiais, dos solos e demais
as normativas, bem como aspectos
elementos formadores do meio
legais e funcionais para o projeto e
ambiente e seu rebatimento na prática
implantação do canteiro de obras.
de elaboração do projeto arquitetônico.
Como exercício desta etapa foi feito,
No que diz respeito ao eixo de
em equipe, um projeto de canteiro de
“Localizar” foram abordados assuntos
obras.
Seção 1: Panorama do curso
Figuras 1, 2 e 3 (página seguinte): Atividade no canteiro experimental.
23
Nas atividades relativas ao
como o correto manejo da argamassa
sistemas construtivos. O trabalho final
canteiro experimental, foram feitas
de assentamento e o nivelamento de
constituiu-se numa pesquisa sobre
atividades relativas à execução
fiadas de tijolos.
sistemas construtivos considerados
de alvenarias. Após orientações
Por fim era apresentado o edifício
preliminares, os alunos implantavam
como um sistema, enfatizando os
uma parte de alvenaria de tijolos
subsistemas da edificação (supra e
cerâmicos furados, assim como os
infraestrutura, vedações, cobertura,
maciços. Eram observados aspectos
fachada e instalações) e os diferentes
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
inovadores, como Light Steel Frame, concreto PVC, etc.
Formação do solo urbano Carlos Ferrata (matutino) Jordana Zola (matutuino) Mariana Rial (noturno) Ricardo Dualde (noturno)
Matutino Carlos Ferrata Jordana Zola O objetivo da disciplina é explorar
predominantemente horizontal,
os conceitos sobre morfologia urbana e
com baixa densidade populacional.
formas de ocupação, tendo a dimensão
Os estudantes foram estimulados a
da quadra e o uso predominantemente
pensar novas ocupações a partir de
residencial como parâmetros principais
parâmetros urbanísticos previamente
de análise, leitura e proposição.
estabelecidos, considerando o uso
A disciplina de Formação do Solo
predominantemente residencial e uma
Urbano deste semestre foi dividida
dada densidade populacional desejada.
em dois momentos. O primeiro foi
Um aspecto importante a salientar
concentrado em leituras de referenciais
como parte do processo de trabalho
teóricos e visitas de campo a diferentes
foi o fato de cada grupo ter realizado,
bairros da cidade.
como parte da construção das bases
Num segundo momento,
de trabalho, uma maquete sobre a qual
definimos um trecho da cidade
as hipóteses eram lançadas e onde as
para intervir, no bairro dos
orientações eram feitas.
Campos Elíseos, numa quadra
Seção 1: Panorama do curso
25
Figura 1 (página anterior): Visita a Galeria Nova Barão, na República. Figuras 2 e 3: Atividades em sala de aula. Figuras 4 a 7: Maquetes de apresentação das propostas de projeto.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Seção 1: Panorama do curso
27
Noturno Mariana Rial Ricardo Dualde A disciplina trabalhou ao longo
o bairro do Ipiranga, em que a leitura
do semestre conceitos de morfologia
dos alunos possibilitou a delimitação
urbana, aspectos históricos do
coletiva de recorte territorial. O
processo de urbanização da metrópole
exercício de projeto resultou em
paulistana e fundamentação da teoria
seis propostas de ocupação de uma
urbana, resultante das transformações
quadra em área central, no Bairro
das cidades ocidentais a partir de
de Campos Elíseos, com redefinição
meados do século XIX. Para tanto,
de usos, implantação de tipologia
valemo-nos de exercícios de leitura
residencial para atendimento de
cartográfica e identificação dos
densidade previamente dada e projeto
elementos morfológicos, de visitas
de espaços livre. Foi possível a partir
técnicas para leitura urbana e de
deste mensurar a apreensão da
aulas em sala envolvendo discussões
turma do conteúdo apresentado, bem
baseadas em leituras programadas e
como a construção de habilidades e
aulas expositivas.
competências objetivo da disciplina.
A partir da apresentação deste referencial teórico, da capacitação instrumental e da construção de habilidade em leitura crítica do tecido existente, propôs-se exercício de projeto urbano na escala da quadra. Como objeto de estudos, adotou-se
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 1: Visita à Av. Paulista.
Figura 2: Seminário intermediário – leitura urbana.
Figura 3: Exemplo de trabalho final – exercício de projeto urbano na escala da quadra.
Seção 1: Panorama do curso
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Indivíduo e Sociedade Gabriel Pedrosa (matutino) Letizia Vitale (noturno) Ricardo Luis Silva (matutino e noturno)
Um dos exercícios desenvolvidos na disciplina consiste na observação de práticas e dinâmicas sociais no cotidiano da cidade, tendo como pressuposto o olhar antropológico. A atividade se realiza em diversas feiras de rua da cidade, onde os estudantes se debruçam para levantar os atores, cenários e regras que constituem aquele local e aquela prática cotidina. Utilizam princípios do método etnográfico e desenvolvem um caderno de campo contendo as mais diversas percepções anotadas Figura 1: Visita etnográfica Mercado Kinjo Yamato. Figuras 2 a 5: Páginas de Cadernos de Campo produzidos pelos alunos.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
em campo. São gestos, elementos formais, vozes, dinâmicas sociais, cores, tipos urbanos, etc.
Seção 1: Panorama do curso
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Projeto Habitação Caio Faggin (noturno) Katia Pestana (noturno) Marcelo Suzuki (matutino) Sergio Matera (matutino)
Matutino Marcelo Suzuki Sergio Matera Disciplina ministrada para o 2º período do curso, com estrutura pedagógica organizada em atividades práticas de projeto, leituras de projetos de referência e aulas expositivas com embasamento teórico. A dinâmica em classe ocorre pela discussão de projetos referenciais (uso, escala, programa, construção) e Figura 1: Maquete de apresentação do projeto de Habitação Multifamiliar. Alunos: Fernando Montes e Rodrigo Silva. Figuras 2 e 3: Maquetes de estudos do projeto de Habitação Unifamiliar.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
o desenvolvimento de um exercício prático em grupos de alunos (três componentes) e apresentado em discussões coletivas.
São desenvolvidas três atividades
- Habitação Multifamiliar: Projetar
avaliativas: uma individual como
prédio com apartamentos de 3
exercício de leitura de projeto e
tamanhos: pequeno, médio e grande.
duas atividades práticas de projeto
Articular acessos com as circulações
desenvolvidas em equipe com
verticais e horizontais. Especificar
programas habitacionais uni e
mobiliário e equipamentos. Desenhar
multifamiliares com o objetivo de
mobiliário conforme cada demanda de
desenvolver soluções de desenho
projeto.
para questões de inserção urbana, implantação e técnicas construtivas (concreto, aço e madeira). - Leituras de Projetos: capacitar a ler projetos de arquitetura, compreender a sequência apresentada de pranchas que somadas representam o projeto tridimensional que se pretende construir. Ler a sequência e achar a lógica dos componentes desmembrados em representações parciais de um todo; - Habitações Unifamiliares: Projetar casas para desenvolver racionalmente os ambientes e seu mobiliário. Desenvolver a visão do mobiliário no espaço em cada ambiente;
Seção 1: Panorama do curso
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Noturno
Casa Estreita, o exercício passava pelo
30m2, 60m2 e 90m2) em conjunto
manejo do agrupamento funcional
com atendimento de programa de
Caio Faggin
da casa, zonas dia e noite, espaços
necessidades de áreas comuns tanto
Katia Pestana
servidores e servidos em dialética
internas quanto externas.
direta com as necessidades de cada
Fez parte do processo todo
A disciplina de habitação
área e as atribuições espaciais de
o entendimento e proposição
ministrada para a turma do segundo
insolação, ventilação, visuais diretas
de projeto dentro da graduação
semestre do curso propõe ser a
e indiretas possíveis em um terreno
de espaços públicos, coletivos e
primeira reflexão projetual sobre o
estreito. Fez parte do processo o
privados, desde a implantação até
morar.
enfrentamento da necessidade de
a entrada das unidades, com suas
criação de espaços livres de edificações,
circulações verticais e horizontais
de projeto em escala crescente,
culminando especialmente no
como balizadores importantes da
no primeiro propusemos levantar
trabalho com o pátio interno, além das
estruturação das propostas.
as medidas do mobiliário em uso
circulações horizontais e verticais, uma
nas casas, para partir dos objetos e
grande ferramenta de projeto nesse
nas horas de atividades em ateliê
utensílios e tomar conhecimento das
ponto foi desenho do corte.
de projeto, sendo muito incentivado
Foram propostos três exercícios
proporções do espaço necessário para
Todo o curso teve grande ênfase
o desenho em escala e à mão livre,
utilização destes, aplicando assim uma
Já no terceiro exercício, o
hipótese de aproximação ao projeto.
programa da casa passava a estar pautado pela combinação de três
e também trabalho em maquetes durante o processo projetual. Em atividade extra campus foi
No segundo exercício os
diferentes tamanhos de tipologias em
feita uma visita à Casa Tomie Ohtake,
estudantes, em atividade individual,
um pequeno edifício urbano, projetado
no Campo Belo, tivemos uma troca
partiram dos ambientes criados em
em lote real, plano, mas de geometria
muito rica com os estudantes em
torno das funções domésticas na
desafiadora, batizado de “predinho”
diversas falas compartilhadas pelos
primeira atividade, para dispô-los
incitou as equipes projetarem edifícios
professores e manifestações individuais
em um lote urbano estreito, típico
atendendo ao número de unidades
de todos, somando-se ao processo
da cidade de São Paulo, batizado de
residenciais proposto (variando entre
projetual do semestre em sala. A visita
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
foi muito proveitosa e contribuiu para tomada de contato dos alunos com o espaço construído de uma casa de arquitetura de notória qualidade em paralelo com o livre debate e diálogo entre todos. Também estiveram muito presentes em todo o curso as atividades de pesquisa, tanto na forma de estudos de caso feitos coletivamente em sala, quanto na análise de referências arquitetônicas circunstanciais trazidas pelos estudantes e pelos professores, além de atividade de leitura e debate de um texto e sessões expositivas focadas em
OAMADA
A
RvAROGWo1oMERCcio
CSN ESTHEITA
ARIAA
projetos emblemáticos de habitação de todo o mundo.
Ex01 - CASA ESTREITA Henrique Gabriel
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CORTE
GoyMINA
Seção 1: Panorama do curso
D
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VARKA104204EXERCICO
CATRO CASA ESTRETA
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35
36
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Seção 1: Panorama do curso
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Representação Gráfica Codificada aplicada ao Projeto Carlos Ferrata (matutino) Dani Hirano (matutino e noturno) Marcelo Ursini (noturno)
A disciplina de Representação Gráfica Codificada Aplicada ao Projeto inicia com a leitura e compreensão de desenhos técnicos de casas referenciais identificando cada linha do desenho e compreendendo o que representa e sua expressão gráfica tal como definido nas NBR 6492.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 1: Leitura de desenho de casas. Alunas: Juliana Soares Costa (mat.) e Giulia Ferreira (not.).
Posteriormente os alunos iniciam a aplicação executando desenhos técnicos em diferentes escalas com a respectiva representação gráfica através da compreensão dos diferentes elementos arquitetônicos de um projeto (estrutura, vedos, caixilhos e demais sistemas construtivos), instrumentalizando com as ferramentas e técnicas de desenho básicas com prancheta, lapiseiras de espessuras diferentes, régua paralela, esquadro e etc. Após a compreensão não só da representação gráfica dos elementos arquitetônicos (em planta, corte ou em vista), passam a aprender a dimensionar através dos cálculo que as normativas estabelecem para a definição de desenho preciso dos elementos arquitetônicos como escadas, rampas e coberturas e sua aplicação no desenvolvimento do projeto. E por fim a aplicação das técnicas de representação em um projeto próprio como o Projeto de Habitação.
Figura 2: Elementos estruturais. Aluna: Leticia Amaral (mat.) e Giovanna Varasquim (not).
Seção 1: Panorama do curso
39
Figura 3: Elementos Escada. Aluna: Leticia Amaral. Figura 4: Elementos Rampa. Aluna: Juliana Soares Costa. Figura 5: Leitura dos elementos no Senac. Aluna: Grazielly Moraes.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 6: Elementos Escada e Rampa. Alunas: Taina Soares e Giovanna Varasquim (not.).
Seção 1: Panorama do curso
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Figura 7: Desenho do projeto habitacional PA. Aluna: Marcela Sigoli (mat.).
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 8: Desenho do projeto habitacional PA. Alunos: Helena Matos e Arthur Bastos (not.).
Seção 1: Panorama do curso
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Arquitetura e Cidade João Yamamoto
Ao longo do semestre na disciplina “Arquitetura e Cidade”, exploramos a evolução histórica da arquitetura e do urbanismo tendo como ponto de partida os conceitos de construção e arquitetura. A viagem pela história das cidades começou com uma breve contextualização das primeiras civilizações, como a Mesopotâmia e o
3º SEM
Egito, onde o conceito de cidade e seus elementos começou a tomar forma, ao mesmo tempo em que fizemos um paralelo com as descobertas recentes de cidades tão antigas nas américas central e do sul. A partir da Grécia e de Roma, pudemos observar a sistematização de um urbanismo que articulava o espaço público, os edifícios monumentais e as infraestruturas essenciais, reflexo do avanço técnico e social da humanidade. Esses marcos foram
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
contextualizados no desenvolvimento da civilização ocidental, possibilitando o entendimento de como o espaço urbano foi ganhando novos significados e formas ao longo do tempo. A disciplina enfatizou as relações entre as mudanças sociais e técnicas e as expressões arquitetônicas e urbanísticas. Estudamos as mudanças no modo de vida trazidas pela Revolução Industrial. O Plano de Paris, de Barcelona, as cidades industriais e as transformações que vinham ocorrendo nas cidades dos séculos XVIII e XIX foram objeto de análise, destacando a interseção entre política, tecnologia e o desejo de reorganizar as cidades. Os debates sobre o pensamento moderno foram particularmente enriquecedores, especialmente em torno das propostas do Movimento
Figuras 1 e 2: Materiais produzidos pelos alunos expostos nos corredores do campus.
Seção 1: Panorama do curso
45
Moderno, dos Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna (CIAMs) e da Carta de Atenas, que influenciaram profundamente as transformações urbanas no século XX. A arquitetura brasileira também teve um papel central nas discussões, assim como a análise do impacto da arquitetura na construção da identidade nacional. Além das aulas teóricas, as atividades práticas incluíram registros individuais das visitas de campo, debates em seminários e a realização de um trabalho final. Este consistiu em um estudo analítico e reflexivo sobre uma obra de arquitetura na cidade de São Paulo, que resultou em uma exposição, sintetizando o aprendizado adquirido ao longo do semestre e gerando uma produção que procurou extravasar o espaço e o tempo da disciplina.
Figuras 3 a 5: Materiais produzidos pelos alunos expostos nos corredores do campus.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Seção 1: Panorama do curso
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Estudos Sociais Urbanos - práticas extensionistas Ricardo Dualde
A disciplina Estudos Sociais
disciplina “Estudos Sociais Urbanos -
inaugura no curso de Arquitetura e
Práticas Extensionistas”, desenvolvida
Urbanismo do Centro Universitário
no 2* semestre de 2024 como uma
Senac a extensão curricular. Há mais
iniciativa acadêmica voltada à
de uma década temos a extensão
integração entre ensino, pesquisa e
em prática, porém, pela primeira
extensão. A cartilha busca conscientizar
vez dentro do Projeto Pedagógico
sobre aimportância das práticas
ela aparece como uma disciplina
técnicas e profissionais na construção
obrigatória.
civil, em sintonia com os Objetivos de
Ofertada no 3° semestre, módulo inicial do curso, compreendemos a função da disciplina a partir de dois objetivos principais: (1) instigar os alunos a pesquisar e criar repertório sobre seu próprio papel no universo da arquitetura e urbanismo e como desdobramento dessa construção e (2) impactar determinado grupo de pessoas da sociedade no entendimento do que esse campo de trabalho é capaz.
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Este documento é fruto da
Urbanos - Práticas Extensionistas
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Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a Nova Agenda Urbana (NAU).
CONSTRUINDO CIDADES SUSTENTÁVEIS A Aplicação dos ODS e da Nova Agenda Urbana na Construção Civil
Figura 1: Capa da cartilha produzida durante o semestre.
Seção 1: Panorama do curso
49
ÍNDICE
5
8
Como a sua profissão contribui para uma cidade melhor
O que são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)? Como a sua profissão contribui para uma cidade melhor
11
Desafios para adoção de práticas sustentáveis no setor da construção
14
Materiais e técnicas sustentáveis: Como os projetos de construção podem ser mais responsáveis e acessíveis nesses meios?
18
O que é a Nova Agenda Urbana (NAU)?
21
24
27
Você já parou para pensar como o seu trabalho, aparentemente individual, se conecta com a vida de milhares de pessoas em sua cidade? Cada um de nós desempenha um papel fundamental na construção de um futuro mais sustentável e próspero. Devido a industrialização, o crescimento econômico e a urbanização acelerada fizeram com que a demanda na construção civil aumentasse nas últimas décadas, gerando grande impacto social, ambiental e sustentável. A forma como os recursos naturais são gerenciados, e como se projeta e investe a construção civil, considerando que é a principal responsável pelas modificações na paisagem natural
Não sei
Custo/Beneficio
23.2%
28.4%
Oferta /Demanda 17.5%
Mudança Cultural 30.8%
A NÃO SEI respostas inconclusivas, que escapam do escopo da pergunta
Ao ana pesquis recorren para a e de um resultad exclusiv bem co entrevis uma an partir d assim u três con
B CUSTO/ BENEFÍCIO
quando custos impedem os profissionais e clientes da construção de optarem por técnicas e materiais sustentáveis
Déficit Habitacional: Uma Realidade Marcante em São Paulo
Desperdício em obras Projeto e técnicas sustentáveis: Vantagens e economia
Disposições Finais
A construção civil consome de 40% a 75% dos recursos naturais utilizados no setor produtivo e é responsável por cerca de 50% dos resíduos sólidos urbanos.Conforme a Abrelpe (2014), no ano de 2014 foi coletado nos municípios brasileiros, aproximadamente 45 milhões de toneladas de resíduos da construção e demolição. Isso representa um aumento de 4,1% em relação a 2013, não refletindo o total dos resíduos gerados, ou seja, quando há planejamento inadequado das construções, que isso acaba esgotando os recursos, destruindo paisagens e aumentando a sua vulnerabilidade, causando impactos sonoros, visuais e poluição do ar.
Figuras 2 a 6: Algumas páginas da cartilha produzida durante o semestre.
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Desafios para adoçã práticas sustentáveis da construção
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Resultados
O grupo A com 23%, B com 28%, C com 18 que, embora equilibrados os resultados, Mud foram os maiores desafios encontrados por n ajustes e aprofundamentos em nossa estratég exemplo, que a minoria reconhece a oferta e setor da construção civil em adotar prátic consumo. E que, na outra ponta, encontramo obstáculo para tanto, seguida pelo Custo/Ben
ão de s no setor
Case: Incorporadora Magik JC, Projeto Bem Viver
alisarmos as respostas obtidas em nossa sa, pudemos identificar 4 conceitos ntes, os quais foram tomados como baliza elaboração de nossa análise. Por se tratar ma pesquisa qualitativa, na qual os dos não podem ser traduzidos vamente em números e porcentagens, omo onde a complexa subjetividade dos stados tem papel crucial na elaboração de nálise, parametrizamos nossa contagem a destes 4 conceitos aglutinadores. Sendo um único entrevistado pode apresentar até nceitos em sua argumentação. C OFERTA/ DEMANDA
quando há dificuldade em encontrar profissionais especializados em técnicas e materiais sustentáveis no mercado
D MUDANÇA CULTURAL
quando o desafio é conscientizar e informar sobre a importância e vantagens da construção sustentável
8%, e por fim, D com 31%, percebemos com dança Cultural 31% e Custo / Benefício 28% nossa amostra. Apesar de ainda necessários gia de análise, já podemos apontar, por e demanda (18%) como um problema para o cas mais sustentáveis e responsáveis de os a Mudança cultural (31%) como o principal nefício (28%).
O projeto Bem Viver, desenvolvido pela Magik JC, surge como uma resposta direta aos desafios habitacionais e de mobilidade urbana enfrentados pela cidade de São Paulo. Inspirado pela necessidade de moradias acessíveis, próximas dos principais centros de trabalho e com infraestrutura completa, o projeto busca transformar a vida de seus moradores, oferecendo uma alternativa ao efeito pêndulo e melhorando a qualidade de vida nas áreas urbanas. Esse projeto inova ao focar em soluções que valorizam a proximidade e o bem-estar, proporcionando moradias que atendem as necessidades das famílias paulistanas e reduzem o tempo de deslocamento para o trabalho e o acesso a serviços essenciais.
Uma das premissas do Bem Viver é oferecer moradia acessível e integrada, possibilitando que trabalhadores de diferentes faixas de renda possam viver em áreas com infraestrutura e serviços adequados. A proximidade com o centro da cidade e com regiões economicamente dinâmicas diminui a necessidade de longos deslocamentos, promovendo um estilo de vida mais equilibrado e sustentável. Além disso, o projeto investe na criação de espaços comunitários que incentivam a convivência e o fortalecimento do laço comunitário, promovendo uma vida mais participativa e interativa para seus moradores.
Outro aspecto central do projeto é o seu foco em sustentabilidade e eficiência energética. Em alinhamento com a Nova Agenda Urbana, o Bem Viver incorpora soluções ecológicas, como aproveitamento de energia solar e gestão eficiente de resíduos, que minimizam o impacto ambiental e reduzem os custos mensais dos moradores. Essas características fazem do projeto uma referência em habitação sustentável e acessível, um exemplo do que São Paulo precisa para combater o déficit habitacional e melhorar a mobilidade urbana.
Seção 1: Panorama do curso
A Importância da Economia Circular A economia circular é um modelo que propõe uma transição do sistema tradicional de “extrair, usar e descartar” para um ciclo fechado de materiais. Ao invés de produzir resíduos que acabam em aterros ou na natureza, os produtos e materiais são reaproveitados e devolvidos ao ciclo produtivo, reduzindo a necessidade de extrair novos recursos. No Brasil, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) tem sido uma grande impulsionadora dessa pratica, estabelecendo regras para que empresas, consumidores e governo compartilhem a responsabilidade pela gestão de resíduos. Isso inclui desde o uso de embalagens recicláveis até a implementação de sistemas de coleta que permitem o descarte correto e o reaproveitamento dos materiais.
A adoção da economia circular promove uma produção mais sustentável, protege os recursos naturais e diminui significativamente a quantidade de resíduos gerados. A indústria da construção civil pode transformar restos de materiais, como concreto e tijolos, em novos componentes para obras, economizando em recursos e reduzindo o impacto ambiental.
Devolvendo Produtos ao Ciclo de Vida A logística reversa é um dos mecanismos mais inovadores e necessários para a sustentabilidade. Ela se refere ao processo pelo qual empresas assumem a responsabilidade pelo descarte de seus produtos após o uso, facilitando a devolução, coleta e reciclagem. Assim, ao invés de sobrecarregar o sistema de resíduos urbanos, produtos como eletrônicos, pilhas e até embalagens retornam para o fabricante ou para empresas especializadas em reciclagem. A PNRS estabelece a obrigatoriedade da logística reversa para vários setores, exigindo que indústrias, distribuidores e comerciantes desenvolvam estruturas de coleta para que os consumidores possam devolver itens pós-consumo de forma segura e sustentável.
51
Ferramentas digitais aplicadas ao projeto Aline Ribeiro
Para o desenvolvimento da
Paulo Magri
disciplina, optou-se pela reprodução dos desenhos de publicação do projeto Estudio Madalena, concebido pelo A disciplina apresenta os recursos do desenho assistido por computador
os autores, a intenção principal foi
necessários para o desenvolvimento
criar uma praça no pavimento térreo
de todas as fases de projeto em
servindo como uma extensão do
arquitetura e urbanismo (do estudo
passeio público e preservando a vista
preliminar ao projeto executivo),
para a paisagem existente. O programa
abordando o caráter interdisciplinas
de arquitetura foi dividido em dois,
dos recursos de computação gráfica,
contemplando um espaço destinado
orientando para consulta às normas da
à moradia e outro destinado ao
ABNT pertinentes à representação em
trabalho, de maneira que se obteve dois
arquitetura. Desenvolvemos habilidades
pavimentos abaixo e dois pavimentos
em modelagem bidimensional
acima do nível da rua, cada qual
e tridimensional, capacitando o
destinado à seu programa, separando
corpo discente à execução dos
o ambiente residencial do ambiente
desenhos necessários para produção,
comercial.
interpretação e apresentação dos projetos.
52
escritório Apiacás Arquitetos. Segundo
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
A casa dispõe de elementos arquitetônicos que possibilitam amplo
desenvolvimento dos alunos no estudo do desenho e da modelagem de arquitetura assistida por computador, como topografia com declividade acentuada, estrutura em perfis de aço, caixilhos e portas personalizadas, escadas metálicas, entre outros. Foram utilizadas como base de referência para as atividades da disciplina os desenhos do projeto executivo, desenhos de publicação, fotografias e textos sobre a casa. Durante o semestre, os estudantes foram incentivados a consultar as diferentes formas de representação para compreensão completa da obra. As atividades da disciplina foram divididas em três etapas, sendo as duas primeiras produzidas em AutoCAD e a última em SketchUp. Na primeira etapa foi avaliada a compatibilidade dos
Figura 1: Desenhos de Planta Baixa do exercício do aluno Luciano Correia.
Seção 1: Panorama do curso
53
desenhos de planta em relação às bases utilizadas, a organização do arquivo e utilização correta dos recursos de layers, blocos e hachuras. Na segunda etapa foi trabalhado o desenho de corte, a inserção de textos, cotas e símbolos, a formatação de pranchas e ajustes de representação gráfica. Além disso, os estudantes fizeram a impressão em folha sulfite A3 de uma das pranchas para que pudessem avaliar a representação gráfica. A terceira etapa consistiu na modelagem tridimensional da casa, utilizando como base os desenhos produzidos no AutoCAD nas etapas anteriores. Foram avaliadas a compatibilidade do modelo em relação aos desenhos bidimensionais, a aplicação de materiais, a utilização de componentes e a organização do arquivo utilizando o recurso de tags (etiquetas). As atividades proporcionaram aos estudantes uma base sólida para o desenvolvimento básico de projetos de arquitetura.
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Figura 2: Desenhos de Corte do exercício da aluna Ketlyn Reis.
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figuras 3 e 4: Modelagem das Casas no Sketchup. Alunos: Pedro Henrique de Carvalho e Diogo Lima Teixeira, respectivamente.
Seção 1: Panorama do curso
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Materiais e estruturas Caio Faggin Sergio Matera
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
esforços, forças, deformações, equilíbrio
alvenarias. Aos alunos, é permitido
oferecida no terceiro período do curso,
A disciplina “Materiais e Estruturas”,
e momentos, assim como, após as
trabalhar com as variações de topografia
tem sido ministrada a partir do conceito
aulas iniciais trabalhando conceitos
e dos planos verticais, não sendo
de que o arquiteto faz a concepção
básicos, são estudados alguns sistemas
possível a estruturação por meio de
da estrutura e não o cálculo ou pré-
estruturais básicos caso a caso: pilares,
pilares e vigas, o exercício demanda o
cálculo estrutural como usualmente
vigas, lajes, arcos, cabos e também
entendimento da concepção geométrica
as disciplinas de resistências dos
suas associações compostas. Não são
como elemento fundamental na
materiais lecionam e compreendem a
trabalhados conteúdos de cálculo,
estrutura dos planos verticais, grandes
participação do projeto de arquitetura
apenas pré-dimensionamento estrutural,
empenas lineares resultam em planos
nesta definição espacial e técnica. A
compreensão dos encaminhamentos de
sem rigidez mínima. A entrega consiste
referência bibliográfica básica é o livro A
forças e as consequentes deformações
em maquete física e desenhos de
Concepção Estrutural e a Arquitetura do
relativas; para isso são desenvolvidos
representação das plantas e elevações.
engenheiro e professor Yopanan Rebello,
três trabalhos avaliativos, dois individuais
nesse contexto o desenvolvimento
e o terceiro trabalho feito em duplas.
individual, tem como objetivo principal
A primeira atividade consiste no
a ampliação o repertório de arquitetura
do semestre ocorre por meio de aulas
O segundo exercício, também
expositivas e o desenvolvimento de três
desenvolvimento de um projeto de
de cada um dos estudantes, bem como
trabalhos práticos avaliativos.
um espaço composto por superfícies
o desenvolvimento e prática de leitura
construídas a partir de blocos com o
de projetos. Consiste em um trabalho
a disciplina ficou estruturada com
Em um semestre com 18 aulas,
objetivo desenvolver a compreensão
de estudo de caso, a cada aluno foi
12 aulas expositivas, nas quais se
da concepção espacial por meio de
solicitado pesquisar um projeto de sua
desenvolvem conceitos básicos de
elementos construtivos como as
escolha, no qual a solução estrutural
Figuras 1 e 2: Exemplos de projetos para uma quadra coberta. Figura 3: Desenhos e esquemas de estudo para estrutura de uma casa.
Seção 1: Panorama do curso
57
adotada fosse determinante do partido
50 m por 25 m mais as bordas, os
arquitetônico, ou seja, um projeto que
alunos devem desenvolver um sistema
que tenha sua forma e espacialidade
estrutural com livre escolha de materiais
vinculadas à concepção estrutural. A
e formas, questões programáticas são
forma de entrega ocorre por meio de
menos importantes neste exercício.
pranchas síntese expostas na sala de
A Entrega final ocorre por meio de
aula, sendo a base para discussão entre
desenhos com representações das
alunos e professores, que analisam os
plantas, cortes e elevações, assim como
projetos e obras com enfoque em suas
uma maquete funcional da estrutura,
soluções estruturais.
ou seja, treliças devem ser construídas
A terceira atividade avaliativa é um
a partir de barras, assim como as
exercício de projeto, que solicita uma
superfícies ou vigas e pilares precisam
cobertura para um grande equipamento
ser representados por materiais com
esportivo, uma piscina olímpica com
rigidez similar.
58
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Seção 1: Panorama do curso
59
Projeto equipamento institucional Marcelo Ursini
Conforme a ementa desta
praça de bairro. O principal desafio
apresentar programas com demandas
estava na utilização de um sistema
específicas, com ênfase nos espaços
construtivo à seco.
de convivência, desenvolvidos a partir
Em seguida foi desenvolvido o
da adoção de raciocínio construtivo e
projeto final: desenhar uma escola
estrutural.
infantil e um centro comunitário que
Nossa experiência ministrando
deveriam através da sua disposição
repetidamente essa disciplina tem
no terreno configurar um espaço livre
mostrado dificuldade dos alunos
público de eventos como festas, jogos,
desenvolverem dois aspectos em
feiras etc.
seus projetos: sistemas estruturais-
As ênfases pretendidas em cada
construtivos e a configuração
projeto foram alcançadas pela maioria
dos espaços livres públicos e
da turma, mas de forma estanque.
coletivos. Neste semestre portanto,
Os aspectos construtivos trabalhados
escolhemos desenvolver exercícios
no exercício um não se rebateram no
que trabalhassem com ênfase estes
projeto final. No entanto, o projeto final
aspectos.
apresentou uma melhoria no desenho
O primeiro exercício, mais curto
60
comunitário para ser instalado em uma
disciplina temos como objetivo
dos espaços livres públicos e coletivos
e individual, pedia que os alunos
de forma intencional e relacionada aos
desenhassem um pequeno salão
espaços construídos.
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Figuras 1 e 2: Maquete em escala 1/100 demonstrando domínio dos aspectos estruturais e construtivos na configuração do objeto arquitetônico. Aluna Nubia Mota Yokotobi.
Seção 1: Panorama do curso
61
Figuras 3 e 4: Maquetes em escala 1/200 mostrando implantação dos projetos. A mesma demanda gerando opções diferentes no agenciamento dos espaços livres públicos e coletivos. Grupos de alunos: Ana Julia Fiorda, Maria Clara Silva, Renan Borges e Yasmin Freitas; Diogo Lima Teixeira, Pedro Henrique Carvalho e Sophia Antunes de Almeida.
62
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Seção 1: Panorama do curso
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Aspectos da vida urbana - práticas extensionistas
As aulas da disciplina ASPECTOS DA VIDA URBANA foram “divididas”
Mariana Rial (noturno)
em três territórios: VIDA URBANA,
Ricardo Dualde (matutino)
TÁTICAS e CARTOGRAFIAS, todas elas
Ricardo Luis Silva (matutino e noturno)
têm caráter teórico-reflexivo e também expressivo-experimental. Oscilaremos entre conteúdos apresentados em formato expositivo, seguido de debates e conteúdos que serão tratados de forma agenciadora para experimentos expressivos de especulações e das
4º SEM
questões tratadas abstratamente nos debates prévios. Dentre os exercícios desenvolvidos durante o semestre, vale destacar a produção dos Atlas do Cotidiano, uma documentação de aspectos da vida cotidiana da região da República. A apresentação das observações e registros foi produzida, principalmente, através de desenhos de observação das dinâmicas locais e anotações etnográficas.
64
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figuras 1 a 8: Observações das dinâmicas cotidianas. Alunos: Douglas de Souza Matos e Rafaella Gomes (noturno).
Seção 1: Panorama do curso
65
RELATO DE ESTUDANTE Pedro Henriques Pascoal | 4o matutino Passamos o semestre estudando os aspectos da vida urbana no polígono do distrito da República. Aprender sobre a importância de caminhar na cidade foi o ponto alto da disciplina.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Seção 1: Panorama do curso
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Conforto ambiental Maurício Petrosino (matutino e noturno) Walter José Galvão (matutino e noturno)
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A disciplina de Conforto Ambiental
nas práticas acadêmicas e futuras
já tem todo um arcabouço didático
práticas profissionais de projeto. São
consolidado ao longo dos 15 anos
trabalhados o conhecimento e o uso
de existência do Bacharelado em
das tecnologias passivas para prover
Arquitetura e Urbanismo do Senac.
Conforto Ambiental Térmico, bem
No entanto, a partir do ano de 2021
como os aspectos da acústica e da
ocorreu uma significativa mudança na
luminotécnica e suas aplicações no
sua estrutura, pois todos os três campos
projeto arquitetônico.
do tema, a saber, Conforto Térmico,
O produto da disciplina foi separado,
acústica arquitetônica e luminotécnica,
tratando-se da primeira parte de
passaram a compor o conteúdo
uma proposta de ações no projeto
curricular. No entanto a carga horária
arquitetônico (módulo escolar),
foi duplicada em relação à disciplina
tendo como premissa a adaptação
anterior, para compensação desta nova
de uma edificação ao clima onde está
composição.
inserida, a partir da determinação da
Assim, o objetivo da disciplina continua
zona bioclimática específica citada
sendo a incorporação pelos alunos dos
na norma brasileira NBR 15220 e a
fundamentos do conforto ambiental
escolha de materiais constituintes
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
das vedações externas, assim como
Tempo de Reverberação (TR) adequado.
Por fim, convém salientar que foi
a cor das superfícies exteriores. Estas
Isso tudo foi apresentado em prancha
ministrada palestra, no período noturno,
escolhas são baseadas nos limites
A1 agregando todas as propostas.
porém aberta a toda a comunidade
máximos preconizados na referida
A segunda e última parte do produto,
acadêmica, com o arquiteto Professor
norma, usando indicadores como
tratava-se de um projeto luminotécnico
Doutor Fernando Cavalcanti, docente
Transmitância Térmica – U (W/m²K) e
para uma sala com uso pré-definido,
e diretor da Faculdade de Arquitetura
absortância (a) de raios solares. Ainda,
sendo loja de departamentos, escritório,
e Urbanismo da Universidade Federal
são dimensionadas as aberturas dos
salas de aula, dentre outros. Nesse
de Alagoas. Fernando, além de ter
ambientes para privilegiar a ventilação
projeto, necessariamente, era adotada a
inúmeros artigos publicados e ter
natural e definidos elementos de
estratégia de iluminação geral, quando
orientado dissertações de mestrado e
sombreamento (brise soleil). Também,
as equipes verificavam e utilizavam
teses de doutorado no tema, também é
são determinadas as vedações verticais
as particularidades de cada uso do
o atual Presidente do Grupo de Estudos
internas divisórias entre as salas de
ambiente.
de Conforto Ambiental da Associação
aula para prover a privacidade de
Significativa mudança ocorreu, em
Nacional de Tecnologia do Ambiente
ambientes contíguos. Igualmente são
relação ao semestre anterior, pois os
Construído (ANTAC).
escolhidos os materiais de acabamento
trabalhos avaliativos, que antes eram
para adequação acústica dos espaços
apresentados em equipe de até três
interiores, a partir da regulação do
alunos, passaram a ser individualizados.
Seção 1: Panorama do curso
69
70
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
RELATO DE ESTUDANTE
Ficamos responsáveis por projetar estratégias de conforto ambiental para uma sala em
Pedro Henriques Pascoal | 4o matutino
diferentes regiões do Brasil. Foi um trabalho bem técnico, mas possibilitou que criássemos uma compreensão maior dos elementos de um edifício.
ARAGARÇAS - GO
Nota-se que, segundo a NBR 15220 para zona bioclimática 6, as aberturas devem sempre ser sombreadas. Verificando a carta solar para a cidade de Aragarças, definiu-se que a zona de insolação será sombreada durante todo o ano, para isso será utilizado um brise combinado infinito. (Para desenvolvimento de material gráfico, será utilizada a carta solar mais próxima da cidade de Aragarças).
Aluno - Pedro Henriques Pascoal 4ºSEM/Manhã Cidade - Aragarças (GO) Latitude - 15º53’ Sul Ambiente - Sala de aula com 84m² (7x12m) e 3m de Pé direito
5. Para proporcionar um ambiente confortável acusticamente assumiu-se que o material de uma parede com Rw de 50dB (Dnt,w de 45dB) permite se ouvir com dificuldade o que uma pessoa fala no outro lado da vedação. Logo, para as paredes internas ( paredes de 7 metros), o material escolhido foi uma parede de bloco estrutural cerâmico de 21cm de espessura. O conjunto possui um Rw de 50dB (Dnt,w de 45dB).
1.Determinação de Zona Bioclimática - Aragarças fica em zona bioclimática 6, segundo a norma brasileira NBR 15220.
Figura 1 - Zona Bioclimática 6
Figura 2 - Carta Bioclimática apresentando as normais climatológicas de cidades desta zona, destacando a cidade de Goiânia, GO
Figura 8 - Carta solar 16º Sul
Figura 9 - Carta solar com insolação a ser sombreada (vermelho)
Figura 10 - Céu visível na fachada Norte com determinação de ângulo de obstrução horizontal e vertical
Figura 3 - Transmitância térmica, atraso térmico e fator de calor solar admissíveis para cada tipo de vedações externas
Figura 16 - Representação do material escolhido retirado do catálogo do fabricante
6. Para classificar e quantificar o desempenho de absorção sonora dos materiais da sala de aula, foi utilizada a tabela a seguir como referência usando o Coeficiente de Absorção Sonora de 500Hz (α 500)
2. Para zona bioclimática 6 a parede externa deve ser “pesada” com Transmitância Térmica U (W/m²K) e Fator Solar máximos de 2,20 W/m²K e 3,5%, respectivamente. Assim, foi escolhida a “Parede de tijolos de 6 furos circulares, assentados na maior dimensão. Dimensões do tijolo: 10,0x15,0x20,0 cm com espessura da argamassa de assentamento de 1,0 cm e espessura da argamassa de emboço de 2,5cm. A espessura total da parede é de 20,0 cm”. A Transmitância da parede escolhida é U - 1,92 W/m²K.
Figura 11 - Máscara de obstrução de céu proporcionada pelo brise (combinado)
Figura 4 - Representação de material escolhido
3. Para a escolha da parede, foi calculada a absortância dos raios solares (ⲁ) máxima: α = 3,5/ (4x1,92) → 0,45 ou 45%
Figura 17 - Coeficientes de absorção de acabamentos usuais
Nesse sentido, foi escolhida a cor Branca Neve de Tinta Acrílica Fosca da Suvinil, que de acordo com testes laboratoriais possui uma absortância total de 19,4%
Figura 5 - Número da cor escolhida
Figura 6 - Absortâncias médias e suas respectivas curvas espectrais: Acrílica Fosca, fabricantes diferentes
Figura 12 - Planta da sala de aula com orientação da janela. Esquema sem escala
Figura 18 - Aplicação do coeficiente nos materiais utilizados na sala de aula
7 - O tempo de reverberação (TR) ideal para uma sala de aula de 84m² e 2,80 m de pé direito (considerado o rebaixo de 20cm para instalação do forro mineral) deve ficar entre 0,4 e 0,8seg. Foi calculado utilizando a fórmula de Sabines
4. Ainda segundo a NBR 15220, a abertura para ventilação deve ser média, com a relação da Área de abertura piso do ambiente variando entre 15 a 25%, ou seja, 12,6m² até 21m². Assim adotou-se um conjunto de janelas basculantes que permitem rotação de 90º (100% da área de janela para ventilação) com 1m de largura por 1,50m de altura. Foram usados 10 janelas (1,5m² de área de ventilação por janela e 15m² de ventilação total ). Figura 13 - Elevação da parede externa. Esquema sem escala
Figura 14 - Corte esquemático da sala de aula. Sem escala
RELATO DE ESTUDANTE
Figura 15 - Planta esquemática angulação dos brises (Não representa o número real de esquadrias). Esquema sem escala
Figura 7 - Elevação e corte da esquadria. Esquema sem escala
Figura 19 - Corte perspectivado em modelo 3D mostrando os devidos materiais aplicados. Sem escala
Sarah Siqueira | 4o matutino A experiência de desenvolver esse projeto luminotécnico foi enriquecedora e desafiante. Após a turma receber uma grande crítica do professor sobre a qualidade dos desenhos nos trabalhos anteriores, senti-me motivada a me superar e entregar um trabalho que realmente refletisse minha capacidade. O processo exigiu muita dedicação e atenção aos detalhes, mas o resultado final foi extremamente gratificante. Ver o projeto aprovado e elogiado não foi só que me satisfez, mas ver que consegui chegar no produto que idealizei foi a melhor recompensa. Ampliou meu conhecimento técnico e minha capacidade de desenho. Foi uma experiência que certamente contribuiu para o meu crescimento profissional e pessoal. Figura 1: Palestra do prof. Fernando Cavalcanti para turma do período noturno. Figuras 2 e 3: Trabalhos de Avaliação da disciplina.
Seção 1: Panorama do curso
71
Escala local e dinâmicas da cidade Beatriz Kara (matutino) Letizia Vitale (matutino) Rita Canutti (noturno)
Matutino
intervenção ricas e diversas. Topografia
Beatriz Kara
oculta), morfologia variada, patrimônio
Letizia Vitale
histórico (edificações e tecido urbano)
acentuada, hidrografia presente (e
e diversidade social são aspectos que Esta disciplina apresenta questões relacionadas à conformação urbana
Foram propostos exercícios
da cidade consolidada, observadas na
individuais, como a elaboração de um
escala local. Os exercícios propostos
caderno de anotações e desenhos sobre
têm como base o estudo de um bairro
os conteúdos de aula, textos propostos
específico, que possibilite a visualização
e visitas; e em grupo. A elaboração de
dos elementos da morfologia urbana
mapas mentais individuais e coletivos
bem como das questões atuais que
e a construção de uma maquete
pautam os principais desafios para o
coletiva da região estudada deram
desenho da cidade.
base para o desenvolvimento de um
O trecho de estudo do semestre
72
pautam a discussão dos trabalhos.
exercício mais longo dividido em duas
foi recortado no bairro da Bela
etapas: a primeira de construção de um
Vista. A região reúne uma série
diagnóstico coletivo do setor, sendo um
de características que tornam as
grupo responsável por cada aspecto
atividades de reconhecimento e
a ser levantado (uso e ocupação do
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
solo, áreas livres, mobilidade, usuários, patrimônio histórico, relação do setor com a cidade etc.); a segunda, a partir do conhecimento compartilhado, os grupos se dedicaram a elaborar uma proposta de reflexão sobre o território que resulta em um projeto de intervenção urbana dentro de uma área de 4 a 6 quarteirões.
Seção 1: Panorama do curso
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Passamos o semestre estudando a região do Bixiga focando em desenvolver análises urbanas. Entender a história e as dinâmicas da área de estudo foi de suma importância para outras matérias, como a de Projeto de Arquitetura, por exemplo.
RELATO DE ESTUDANTE Pedro Henriques Pascoal | 4 matutino o
mAPA SÍNTESE: polígono do Bixiga O Bixiga carrega uma memória coletiva que se reflete em sua arquitetura, em suas ruas e na convivência entre antigos moradores e novos habitantes. As casinhas geminadas, o traçado irregular das vias e os sobrados coloridos mantêm viva a atmosfera de um tempo já passado. E mesmo cercado por áreas de forte desenvolvimento, (Paulista e República) o bairro resiste e se adapta sem perder sua essência. A mistura de modernidade e tradição faz dele um espaço singular na metrópole paulistana, lugar onde a história e a cultura sobrevivem em meio ao fluxo constante da urbanização. É essa resiliência que torna o Bixiga um símbolo de resistência cultural e urbana.
DANIEL INOCÊNCIO, PEDRO MARTINS, PEDRO PASCOAL, SARAH RODRIGUES E SOFIA HENRIQUES escala local e dinâmicas da cidade 4 semestre
Zonas urbanas
paróquia nossa senhora achiropita Parte de baixo do viaduto Júlio de Mesquita Filho (Radial Leste-Oeste):
Inserir uDentro do polígono há a presença das seguintes zonas: ZEU- Zona Especial Urbana, onde aparece em maior área no tecido urbano estudado ZEIS-3 e ZEIS-5,onde ocupam em sua maioria o centro do Bixiga. Já a ZC-ZEIS, predomina ao norte do polígono, parte próxima a República. ZPEC - compõe a maior parte do polígono, concentrando-se ao centro e ao norte.
CASA DA DONA YAYÁ
Os usuários do bairro
Mobilidade no bairro
De acordo com a pesquisa, as pessoas em geral são moradores de longa data do bairro, que moram e trabalham nele. Sendo suas principais atividades e interesses frequentarem bares, restaurante, fazerem compras em lojas da própria região e participarem de atividades culturais e artísticas.
METRÔ
TREM
AUTOMOVEL
BICICLETA
A PÉ
TAXI/UBER
OUTROS
FRETADO/ESCOLAR FRETADO/ESCOLAR 0.5%
A PÉ 36.2% METRÔ 45.2%
CROQUI INTERVENÇÃO PASSAGENS
QUADRA 01
quadra 02
A intervenção na primeira quadra tem como objetivo revitalizar espaços subutilizados e promover um uso mais inclusivo e eficiente do território. A proposta se apropria de estruturas existentes, como um teatro abandonado, galpões hoje utilizados como estacionamento, e edifícios comerciais e residenciais, para implementar programas voltados ao acolhimento e à integração social. Entre as novas funções planejadas estão abrigos para pessoas em situação de rua, ateliês, oficinas e cozinhas comunitárias, criando um ambiente dinâmico e acolhedor. O projeto também propõe articulações entre as quadras, conectando os principais eixos do bairro do Bixiga. Essa estratégia busca resolver conflitos urbanos como a escassez de áreas livres e o subaproveitamento dos espaços. Além disso, propõe reconfigurar as quadras alongadas, que atualmente dificultam a plena utilização do espaço urbano, em consonância com os princípios defendidos por Jane Jacobs, uma importante referência do urbanismo moderno. A ideia é criar um tecido urbano mais vivo e funcional, fortalecendo as conexões sociais e espaciais no bairro.
A proposta para a próxima quadra visa transformar um estacionamento subutilizado, de acordo com o zoneamento, em um espaço multifuncional e dinâmico. O terreno será dividido em três áreas distintas para atender a diferentes necessidades e funções. A primeira parte será destinada a um estacionamento, atendendo à demanda da empresa que anteriormente utilizava o local. A segunda área se conecta diretamente com o galpão, que foi apropriado para abrigar a escola de samba Vai-Vai, criando uma relação direta entre o espaço e a atividade cultural local. O terceiro e maior espaço será uma praça pública, promovendo um local de convivência e lazer para os moradores e visitantes. Esta praça servirá também como um importante ponto de articulação, conectando a Rua Rui Barbosa, o principal eixo viário do bairro, à Rua São Vicente, que leva à futura estação Saracura-VaiVai da linha 6 laranja do metrô de São Paulo, atualmente em construção. A proposta visa fortalecer a integração urbana e proporcionar um espaço acessível e vibrante para a comunidade.
1-ACESSO R. TREZE DE MAIO
FACHADA R. TREZE DE MAIO
O projeto imagina as passagens pós-intervenção como espaços vibrantes, com novas aberturas que estimulam o fluxo de pedestres e promovem a permanência das pessoas nas ruas. Essas transformações tornam o ambiente mais seguro e ampliam as possibilidades de circulação
TAXI/UBER 2.4% CROQUI INTERVENÇÃO GALPÃO
TEATRO OFICINA FACHADA R. TREZE DE MAIO
A proposta para o galpão busca ativar suas varandas “falsas”, atualmente inutilizadas, transformando-as em elementos funcionais. Essa intervenção cria uma nova dinâmica para o edifício, promovendo interações tanto de dentro para fora quanto de fora para dentro, revitalizando sua relação com o entorno e enriquecendo a relação do edifício com a rua.
Bloco do Galpão
Bloco de Passagem
A intervenção no galpão visa reconfigurar o espaço para promover funcionalidade e integração social. No térreo, será instalada a cozinha comunitária, proporcionando um ambiente de convivência e preparo de refeições, acessível à comunidade. Esse pavimento também servirá como uma área de passagem, permitindo que as pessoas atravessem o galpão de forma fluida e conectando os diferentes espaços. No pavimento superior, estarão localizadas as oficinas, oferecendo um espaço de aprendizado e troca de experiências. A reorganização do galpão visa transformar o local em um centro dinâmico e acessível.
O bloco de passagem é o aproveitamento de um estacionamento com grande pé direito, transformado em um espaço que oferece tanto a possibilidade de apropriação quanto de atividades comunitárias. Este ambiente amplo e flexível promove a conexão entre os diferentes edifícios do projeto e a principal rua do bairro, funcionando como um ponto de encontro e interação para os moradores e visitantes. Além de facilitar o fluxo e a mobilidade, o espaço será um local de convivência, onde a comunidade pode se apropriar de áreas para encontros, eventos e atividades coletivas, estimulando o senso de pertencimento e colaboração.
Bloco Comercial
Bloco do Teatro Abandonado
galpão da vai-vai
A proposta para o bloco comercial aproveita as lojas existentes no térreo, transformando-as em espaços de venda para pessoas em situação de rua, que poderão comercializar os objetos produzidos nas oficinas e ateliês localizados nos outros edifícios. Essa intervenção visa criar uma oportunidade de geração de renda e empoderamento. No primeiro pavimento, estará localizado o bloco administrativo, garantindo a gestão e funcionamento eficiente do edifício. No segundo pavimento, serão destinados dormitórios, oferecendo moradia digna aos moradores. Essa organização segue a característica tradicional do bairro, com atividade comercial no térreo e uso residencial nos pavimentos superiores.
O projeto propõe uma intervenção no teatro abandonado, ressignificando seu espaço com funções sociais e culturais. No térreo, abrem-se oficinas e ateliês, criando um ambiente de produção e aprendizagem, além de servir como área de passagem e convívio, promovendo a integração entre os usuários. O primeiro pavimento será dedicado a moradias para pessoas em situação de rua, oferecendo um novo lar e dignidade. No segundo pavimento, o bloco administrativo organiza a gestão do edifício, garantindo a funcionalidade e articulação dos diferentes espaços. A proposta visa a revitalização do local, ao mesmo tempo em que responde às necessidades sociais e culturais da comunidade.
O galpão da Escola de Samba Vai-Vai será adaptado para potencializar sua função cultural e comunitária. No térreo, com pédireito duplo e um mezanino, estará localizada uma área expositiva dedicada à história da escola, além de ateliês e oficinas voltadas à confecção de fantasias e preparativos para o Carnaval. Esse espaço servirá como um ponto de imersão cultural e criativo para visitantes e participantes. Nos pavimentos superiores, o bloco administrativo abrigará escritórios e uma sala de reuniões, proporcionando infraestrutura funcional para a gestão das atividades. A área externa do galpão será conectada diretamente à praça pública por meio de um portão, criando uma relação fluida e interativa entre os espaços. Essa conexão fortalece a integração entre a escola de samba e o espaço público, promovendo encontros e vivências que ampliam o alcance cultural e a identidade comunitária do projeto.
ESCADARIA DO BIXIGA
CROQUI INTERVENÇÃO PRAÇA
2-GALPÃO R. TREZE DE MAIO
VISTA AÉREA DO ESTACIONAMENTO NA R. RUI BARBOSA
A praça é o elemento central do projeto, concebida para suprir a escassez de áreas livres na região. Além de atuar como eixo articulador, ela é idealizada como um espaço de apropriação, onde as pessoas possam se identificar e sentir pertencimento, fortalecendo a conexão com o lugar.
AUTOMOVEL 12.9%
TREM 1.8%
O bairro, possui uma topografia acidentada com vias estreitas, muitas vezes com desníveis acentuados, que refletem uma configuração urbana histórica que não foi planejada para suportar o tráfego de veículos de grande porte. O que impõe desafios logísticos, como o transporte de mercadorias e o serviço de transporte público. Por outro lado, essas características, contribuem para a preservação de dinâmicas locais, com um ambiente que favorece a escala humana e reforça o caráter comunitário do bairro.
PRAÇA DOM ORIONE
Elevação Quadra 01 - R. Rui Barbosa
Elevação Quadra 01 - R. Treze de Maio
Elevação Quadra 02 - R. Treze de Maio
Elevação Quadra 02 - R. Rui Barbosa
Seção 1: Panorama do curso
75
de contexto, associados a bibliografia da disciplina. A metodologia incluiu visitas de campo, possibilitando uma aproximação empírica dos (as) alunos (as) com a área de estudo. A experiência de “caminhar” e “conhecer” o bairro permitiu a observação das dinâmicas urbanas na escala do pedestre, com
Noturno
foco em aspectos como densidade populacional, diversidade de usos, interações socioculturais e a construção
Rita Canutti
da paisagem urbana. A disciplina teve como objetivo
Entre as atividades desenvolvidas,
aprofundar o entendimento das
destacou-se a elaboração de uma
dinâmicas urbanas na escala do bairro,
maquete coletiva da área de estudo,
considerando os aspectos físicos,
representando os eixos viários
ambientais, sociais e econômicos que
analisados. Essa análise subsidiou a
influenciam a conformação do espaço
formulação de proposta de intervenção,
urbano. Neste semestre, o estudo
abordando conexões, o desenho das
se concentrou no Bairro Bela Vista,
áreas públicas ao longo dos eixos
privilegiando a análise da relação entre
viários e propostas de transformação ou
espaços públicos e os eixos viários,
preservação dos espaços, considerando
bem como o papel dos equipamentos
sua interface com as áreas privadas. Os
coletivos como elementos estruturantes
trabalhos buscaram a qualificação do
do ambiente urbano.
espaço público do bairro, respeitando as
A investigação da área foi realizada por meio de levantamentos e análises
76
características locais e explorando suas potencialidades.
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figuras 1 e 2: visitas realizadas ao local de estudo.
Seção 1: Panorama do curso
77
Ferramentas digitais avançadas aplicadas ao projeto Aline Ribeiro (matutino e noturno) Paulo Magri (matutino) Rodrigo Gutierrez (noturno) A disciplina tem como objetivo apresentar recursos digitais para a modelagem de projetos, com base no conceito de Modelagem da Informação da Construção (BIM). No segundo semestre de 2024, foi utilizado o software Revit 2024, e as atividades foram estruturadas em duas etapas: 1) Fundamentos de modelagem e 2) Representação gráfica e aplicação Na primeira etapa, os alunos iniciaram com uma pesquisa sobre a metodologia BIM, na qual desenvolveram textos a partir da análise de artigos acadêmicos. Esse exercício teve como objetivo introduzi-los aos conceitos fundamentais da metodologia. Em seguida, foram exploradas ferramentas de modelagem de massas. Nessa atividade, cada aluno escolheu um edifício e modelou seu volume de forma simplificada. Esta atividade teve o intuito de demonstrar as possibilidades de modelagem de formas variadas a partir de massas, em vez de apenas simular a construção por meio de elementos construtivos pré-modelados. Posteriormente, foram abordados os fundamentos da modelagem da construção de maneira orientada, utilizando como base comum a estrutura de uma casa. A partir desse modelo inicial, cada aluno desenvolveu um projeto distinto, o que permitiu explorar ferramentas básicas de construção e modificar parâmetros das famílias utilizadas na elaboração do modelo. Na segunda etapa, foram trabalhadas ferramentas para ajustes na representação gráfica do projeto desenvolvido anteriormente. A partir do modelo tridimensional, foram extraídas documentações como plantas, cortes, elevações e imagens. Os desenhos técnicos
78
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 2: Atividade de modelagem de massas. Aluno Leonardo Barreto (not.).
Figura 1: Atividade de modelagem de massas. Aluna Clara Silva Amador (mat.).
Seção 1: Panorama do curso
79
foram ajustados conforme as normas de representação arquitetônica, com a definição de espessuras de linha, hachuras, simbologias e cotas, sendo posteriormente organizados em pranchas. Uma dessas pranchas foi impressa para a verificação da qualidade da representação gráfica no papel. Na última atividade, cada aluno selecionou um projeto residencial para modelar, utilizando como referência projetos executivos obtidos em sites especializados ou por meio de contato direto com os escritórios responsáveis. Além da modelagem, os alunos organizaram a documentação gráfica em pranchas, seguindo normas de representação arquitetônica. Esse exercício permitiu não apenas a aplicação das ferramentas básicas de modelagem, mas também a experimentação de outros recursos, de acordo com as especificidades e desafios de cada projeto.
Figuras 3 e 4: Atividade de aplicação de ferramentas de modelagem. Alunas Heloisa Raposo Loureiro (mat.) e Estefani Alves Santos (not.).
80
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 5: Atividade de representação gráfica. Desenho de Pedro Henriques Pascoal (mat.).
Figura 6: Atividade de aplicação de fundamentos de modelagem e representação gráfica. Desenho de Rafael Cassiano de Oliveira (not.).
Seção 1: Panorama do curso
81
RELATO DE ESTUDANTE Pedro Henrique Martins | 4o matutino Casa Cubo. O exercício pedia para que fizéssemos a modelagem de uma casa em formato de cubo, e assim, faríamos as alterações que quiséssemos na fachada e interior da casa, como eu já tinha uma experiência anterior com o software, resolvi não me limitar a somente ao cubo, e criar uma expansão da casa, pensando muito na experimentação da própria ferramenta e aprendendo ao longo dos desenvolvimentos. As aulas serviram muito de apoio para esses descobrimentos, dando suporte a elementos desconhecidos até então para mim. Resultado foi muito satisfatório. Outro exercício consistia em dar início às particularidades da ferramenta Revit, então, era preciso escolher algum edifício com formato incomum. Escolhi então o Twist Museum na Noruega, sua volumetria foi desafiadora, entender como funcionava as massas do Revit a partir de um projeto já complexo serviu de positivo, pois era realmente o meu objetivo, me desafiar para ver até onde o meu conhecimento da ferramenta poderia me levar.
82
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
1
2
11 0304
A
2
2
03
04
0.15
0.00
B
CENTRO UNIVERSITARIO SENAC
1
Nome:
Nível 1 Plotar
Projeto:
1 : 50
Professor:
PEDRO HENRIQUE M. NUNES
Escala:
CASA CUBO
Desenho:
Turma:
Planta Terreo
B
BAUCAS4MA
Data:
ALINE / PAULO
1 : 50 30/09/2024
N Folha:
01
A 6.00 Nível 3
3.00 Nível 2
0.00 Nível 1
1
Leste 1 : 100
2
1 6.00 Nível 3
3.00 Nível 2
0.00 Nível 1
2
Norte 1 : 100
CENTRO UNIVERSITARIO SENAC Nome: Projeto:
Escala:
CASA CUBO Elevações
Seção 1: Panorama do curso
Professor:
PEDRO HENRIQUE M. NUNES
Desenho:
Turma:
BAUCAS4MA
Data:
ALINE / PAULO
1 : 100 30/09/2024
N Folha:
07
83
RELATO DE ESTUDANTE Pedro Henriques Pascoal | 4o matutino Neste exercício reproduzimos uma casa de nossa escolha utilizando REVIT. Foi o nosso primeiro contato com a ferramenta e foi muito útil.
-
A
B
1
C
D
E
F
G
03
1 1
2
02
3 -
-
-
-
4
1
Nível 1 1 : 100
1 04
CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC ALUNO
DESENHO
84
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
PROF.
PEDRO H. PASCOAL
PROJETO
PLANTA
Aline Ribeiro e Paulo Magri
ESCALA
CASA CANTO VERDE TURMA
4ºSEM - MAN
DATA
1 : 100
02/12/2024
Nº FOLHA
01
RELATO DE ESTUDANTE Rafael Cassiano e Raul Viana | 4o noturno
Representação gráfica de projeto já existente através da ferramenta Revit e exercício inicial de criação de casa simples, explorando as ferramentas do software.
Seção 1: Panorama do curso
85
Projeto equipamento cultural André Sauaia (noturno) Dani Hirano (matutino e noturno) Jordana Zola (matutino)
Matutino
urbana desenvolvendo uma maior
Dani Hirano
deste tipo de equipamento na cidade.
Jordana Zola
Assim foram feitas duas visitas,
sensibilidade e cuidado na inserção
uma de análise e percepção das A disciplina de Projeto de Arquitetura de Equipamento Cultural
topografia, hidrografia local, viário e
desenvolveu um conjunto de projetos
edificações preexistentes) e outra de
e equipamentos culturais (auditório-
repertório no tema (visita guiada no
teatro, áreas expositivas, área para
Centro Cultural Vergueiro).
cursos para capacitações e um centro
A disciplina iniciou com um
comunitário) espalhados pelo bairro da
exercício rápido focando na elaboração
Bela Vista/Bixiga.
de um espaço expositivo no Senac
Mais que um grande equipamento que demandaria um grande lote
Figuras 1 e 2: Visita ao Centro Cultural São Paulo.
86
condicionantes locais (evolução urbana,
com o projeto de seus expositores desenvolvido individualmente.
gerando grande impacto pontual, se
Já o exercício de projeto
estudou uma ocupação “explodida”
do equipamento cultural foi
e espalhada para uma integração
desenvolvido em grupos de quatro
maior com o bairro como um todo e
alunos distribuindo o programa
respeitando sua tipologia e morfologia
de necessidades em 4 terrenos
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
diferentes. Foi desenvolvido em etapas: levantamento de dados, estudo local com visita, divisão do programa conforme condicionantes de cada terreno, partido arquitetônico, desenvolvimento da proposta e estudo preliminar. O projeto foi desenvolvido em equipe, definindo as estratégias de distribuição do programa conforme contexto, situação de cada um dos quatro terrenos, a conexão e integração urbana bem como a criação de identidade local. Também foi desenvolvida individualmente a proposta arquitetônica em cada terreno com ênfase na espacialidade necessária para um equipamento cultural, estruturação-técnica e apresentação da proposta.
Seção 1: Panorama do curso
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88
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Página ao lado: Exercício inicial. Espaço expositivo no Senac. Aluno: Pedro Henriques Pascoal.
Nesta página: Etapas 1 e 2. Análise da área e Partido do projeto. Alunos: Daniel Lima, Pedro Martins, Pedro Pascoal e Sarah Siqueira.
Seção 1: Panorama do curso
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Figura 4: Etapa 4. Maquetes finais: Daniel Lima, Pedro Martins, Pedro Pascoal e Sarah Siqueira.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figuras 5 e 6: Pranchas de apresentação do projeto final.
a forma E CONTEXTO do edifício
bloco expositivo saracura-vai-vai
O projeto parte da criação de um bloco contemporâneo que dialoga com um edifício existente, anteriormente confrontante de fundo, integrando-os por meio de um eixo articulador que atravessa a quadra. Essa intervenção conecta os espaços e reinterpreta o tecido urbano, trazendo dinamismo e acessibilidade. O edifício é composto por cinco alturas, considerando o subsolo, e sua forma é guiada pela configuração estreita e
IO
TO
DU
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IR
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alongada do lote.
ÍN PL
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OEL DUTRA
Inspirado nas icônicas galerias do centro de São Paulo, como a Galeria do Rock e a
R. MAN
14
R. DR. LUIS
.
DR
DE
BIS
local do projeto
local e oferece flexibilidade de uso aos frequentadores. Ele funciona como “O Quintal", um espaço público que remete às praças enquanto reflete o conceito ancestral de encontro e pertencimento.
SÃO VICENTE
ANTÔ NTO
R. ROCHA
substituída, como também ocorreu em outros bairros históricos de São Paulo, como a Liberdade.
R. SA
cidade de São Paulo. Embora o bairro seja amplamente reconhecido por sua forte presença
evidenciar essa origem, que ao longo dos anos tem sido sistematicamente apagada e
Nova Barão, o térreo assume uma fluidez marcante. Essa solução respeita a topografia
NIO
R.
O projeto está localizado em um lote na rua São Vicente, no bairro do Bixiga, Bela Vista, na
italiana, suas origens estão profundamente ligadas à história negra. Este projeto busca resgatar e
BARRETO
A
PR
FOTO AÉREA DA ÁREA DE PROJETO E ENTORNO. SEM ESCALA
Menir: A Marcação da Paisagem e da Memória
Distribuição Programática TÉRREO: Um espaço aberto, multifuncional, que promove a apropriação coletiva e
O conceito do Menir resgata a tradição ancestral de marcar a paisagem com elementos físicos
abriga atividades que favorecem a interação social e cultural.
que atribuem significado a um lugar. Desde os primórdios da humanidade, essas estruturas, espalhadas por todo o globo, serviram para demarcar locais de relevância cultural, religiosa ou
PRIMEIRO PAVIMENTO: Unifica os dois edifícios com uma galeria de exposições
afetiva.
temporárias, ampliando o diálogo entre passado e presente. No projeto, o Menir simboliza um marco físico e visual que estabelece uma conexão direta entre
BLOCO SUPERIOR: Estruturalmente flutuante, abriga a exposição permanente de um
o edifício e seu entorno, atribuindo a ele um caráter de importância coletiva. Sua presença na
acervo arqueológico relevante, originado de escavações próximas ao terreno.
paisagem dialoga com a ideia de permanência e memória, evocando a necessidade de
SUBSOLO: Articula uma conexão direta para a futura estação “Saracura-Vai-Vai” da SUBSOLO
resgatar, preservar e valorizar as histórias que muitas vezes foram apagadas ou negligenciadas.
linha 6 Laranja do metrô.
O Menir não apenas marca a localização do edifício, mas também convida a comunidade a refletir sobre o passado e construir significados no presente.
Simbolismo e Luminosidade O percurso do visitante no bloco superior é uma metáfora da trajetória do povo negro. O
Quintal: Espaço de Liberdade e Resistência
piso intercalado por vazios e a iluminação zenital criam uma experiência de fluidez, mas também simbolizam os desafios e obstáculos enfrentados ao longo da história. Sua
O Quintal, embora muitas vezes visto como um espaço ordinário, é carregado de simbolismo,
CROQUI IMAGINANDO A ARTICULAÇÃO PROPORTA. SEM ESCALA
forma começa com um pé-direito baixo, criando uma sensação de introspecção. À
especialmente na história dos negros no Brasil. Mais do que aquele puxadinho atrás de casa,
medida que o visitante percorre o espaço, o ambiente se expande, permitindo uma
ele representa liberdade, pertencimento e criação. Foi em quintais como o de Tia Ciata, na
experiência imersiva.
Pequena África do Rio de Janeiro, que o samba ganhou forma, se consolidando como uma das mais importantes expressões culturais do país.
No projeto, o Quintal ganha destaque como um espaço público e democrático, pensado para a apropriação das pessoas. Ele assume o papel de um lugar de encontro, convivência e criação coletiva, onde a ancestralidade e a contemporaneidade se entrelaçam. É um ambiente que não apenas acolhe, mas também estimula o usuário a se expressar, a sonhar e a ocupar o espaço com liberdade, resgatando o significado de um lugar onde histórias são contadas e culturas são preservadas.
conexão com o metrô No ponto final da exposição, o pé-direito se reduz novamente, conduzindo o visitante a
O projeto incorpora uma articulação que conecta diretamente o metrô ao edifício, criando
um último intervalo escuro. A jornada culmina em um espaço inundado de luz, uma
uma saída que faz referência simbólica aos objetos arqueológicos que, antes enterrados,
alusão à transcendência e à resistência, inspirada na Igreja de Brasília de Niemeyer. Esse
agora vêm à luz. A proposta é que, ao saírem do metrô e subirem as escadas, as pessoas
contraste final simboliza a vitória sobre as adversidades e a preservação da
vivenciem um processo gradual de descoberta, onde, à medida que sobem, a luz do "Quintal"
ancestralidade.
se revela. Esse movimento não é apenas físico, mas também simbólico, representando o resgate da memória e da ancestralidade que, por tanto tempo, permaneceram obscurecidas. Essa transição da escuridão para a luz busca reforçar a conexão entre o espaço e seu profundo significado cultural e histórico. DESENHO ESQUEMÁTICO DE SETORIZAÇÃO. SEM ESCALA
Seção 1: Panorama do curso
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A
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C
N
O exercício consistia em projetar 4 edifícios culturais espalhados pela região do Bixiga. A logística dependia do grupo, nosso grupo escolheu por cada pessoa ser responsável por um projeto. Fizemos as concepções em grupo, e compartilhávamos opiniões nos edifícios de cada integrante, buscando não abandonar o coletivo. RELATO DE ESTUDANTE
Edifício 1 - ECSD - São Domingos
Pedro Henrique Martins Nunes, Pedro Henriques Pascoal, Sarah Siqueira e
Projetar um equipamento cultural exige grande responsabilidade, ainda mais em um local
Daniel Inocêncio de Lima | 4o matutino
como o Bixiga. Para compreender o entorno e definir o partido projetual, realizamos visitas técnicas, participamos de eventos culturais e contamos com o auxílio dos professores Dani Hirano e Jordana Zola. Ao longo do semestre, enfrentei dificuldades e refiz meu projeto quatro vezes, cada versão explorando soluções distintas. No final, a versão definitiva reuniu o melhor de cada tentativa, e fiquei satisfeito com o resultado. Aprendi que, no processo criativo, nada se perde, ideias acumuladas podem levar a algo ainda maior, se você aprender com os erros delas.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Seção 1: Panorama do curso
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Noturno André Sauaia Dani Hirano A disciplina de Projeto de Arquitetura de Equipamento Cultural visa habilitar o aluno a desenvolver um projeto com maior complexidade programática, comparada aos semestres precedentes. A área de estudo e atuação foi o bairro do Bixiga, e abrangeu sua importância histórica e riqueza cultural para a cidade, sua herança afro, a nordestina e a italiana, assim como as disputas entre mercado imobiliário e comunidades locais. O exercício de projeto, desenvolvido ao longo do semestre, teve início com a formação de grupos
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
compostos por 4 estudantes cada. O
explorando um espaço expositivo. A
trabalho concentrou-se em 4 terrenos
Etapa 3 retomou o trabalho em grupo,
distintos, mas próximos entre si, que
com o desenvolvimento das bases do
se encontravam subutilizados. Cada
projeto, incluindo desenhos técnicos
estudante foi responsável por um
e a construção de maquetes, que
terreno específico, bem como por uma
ajudaram a materializar as primeiras
parte do programa sugerido aos grupos,
propostas. Na Etapa 4, o foco foi a
que foi elaborado de forma a permitir a
definição das referências de projeto e
articulação e complementaridade entre
elaboração do Partido Arquitetônico
os terrenos e os programas propostos.
em grupo, consolidando as ideias e
Essa abordagem buscou estimular a
caminhos a serem desenvolvidos para
colaboração e a interdependência entre
a entrega final. A Etapa 5 envolveu a
os projetos, incentivando os estudantes
construção de cortes e a detalhamento
a pensarem não apenas em suas
das propostas, ainda em grupo,
propostas individuais, mas também na
permitindo uma visão mais aprofundada
relação entre elas.
das soluções espaciais e técnicas. Por
O processo de avaliação foi
fim, a Etapa 6 combinou um trabalho
estruturado em 6 etapas distintas,
de detalhamento com a entrega final
cada uma com objetivos específicos e
do projeto completo (Anteprojeto),
formatos de entrega variados. A Etapa
integrando todas as partes
1 consistiu na análise do terreno, com
desenvolvidas ao longo do semestre.
a elaboração de um relatório de visita
Durante o desenvolvimento do
em grupo, que serviu como base para
projeto, a dinâmica da turma e as
o entendimento das características
necessidades do trabalho levaram a
físicas, contextuais e potenciais de
uma reorganização dos grupos após
cada área. Na Etapa 2, os estudantes
a primeira entrega. Os grupos iniciais
trabalharam individualmente,
de 4 estudantes foram divididos em
Seção 1: Panorama do curso
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duas duplas, cada uma assumindo a responsabilidade por um dos quatro terrenos trabalhados no início. Essa mudança permitiu uma maior concentração e aprofundamento nas propostas, ao mesmo tempo em que manteve a possibilidade de diálogo e articulação entre os projetos, reforçando a ideia de complementaridade e integração que orientou todo o exercício. Os exercícios de curta duração distribuídos ao longo do semestre, incluindo um breve exercício inicial de aproximação a um espaço expositivo hipotético, assim, o projeto final, pôde ser desenvolvido de forma contínua e orientada, com avaliações através de discussões coletivas. Alguns dos temas abordados no exercício projetual são: clareza e distribuição eficiente do programa; compreensão das instalações prediais; interpretação das condições do terreno; inserção do edifício no contexto; raciocínio estrutural; especificação de materiais; elementos singulares de projeto como auditório, biblioteca, expografia; parâmetros de legislação.
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(páginas anteriores) Figuras 1 e 2: Visita ao Centro Cultural São Paulo. Figura 3: Caminhada pela região da Av. Paulista, Bela Vista e Bixiga. Escadaria do Bixiga. Figura 4: Caminhada pela região da Av. Paulista, Bela Vista e Bixiga. Sítio arqueológico do Quilombo Saracura. Vestígios e ruínas próximos ao Rio Saracura.
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 5: Entrega E6. Ketlin Eloisa de Andrade e Matos, Gabriella Silva Neri Santos. Figuras 6 e 7: Entrega E6. Rafael Cassiano e Raul Lopes. Figura 8: Entrega E6. Carlos Amurim e Samantha Lopes.
Seção 1: Panorama do curso
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“Trabalho que visa construir uma relação bela entre módulos e a alternância, contendo elementos com forte personalidade, privilegiando um espaço cultural e produzindo um local acolhedor. Uma passarela central que liga áreas servidoras e áreas servidas. Uma espécie de arquibancada que se forma logo após à entrada do edifício. Além de marcantes sheds de 40%, aproveitando a boa ventilação e insolação advinda da Fachada Sul do projeto.” RELATO DE ESTUDANTE Rafael Cassiano e Raul Viana |
Projeto de um equipamento cultural localizado na região do Bixiga, distribuição de
4o noturno
programa, com caráter artístico e expositivo. Produtos finais: Pranchas + Maquete (Representação utilizando o Revit)
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
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Istalações Prediais Luiz Junqueira (noturno)
Estudos de tecnologia dos principais sistemas de instalações e infraestruturas prediais e urbanas de hidráulica e elétrica e suas relações com o projeto de arquitetura, os demais projetos complementares, o ambiente urbano construído e o meio ambiente.
5º SEM
Objetiva-se apresentar a importância do conhecimento do meio físico, das funções e da morfologia destas redes e instalações para a compreensão do processo de escolha entre as possíveis alternativas tecnológicas, nas suas relações e na sua integração com o projeto de arquitetura e urbanismo, sempre amparado na utilização racional dos recursos naturais e ambientais. Estimular o interesse do estudante
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figuras 1, 2 e 3: Trabalhos em sala de aula.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
na compreensão integrada das relações que se estabelecem entre o meioambiente, as cidades, os edifícios e os diversos sistemas de infraestruturas e redes que permitem e sustentam seu funcionamento. Fomentar o conhecimento dos materiais e técnicas mais utilizados, das normas brasileiras que regem estas instalações, e dos métodos de cálculo e dimensionamento de pequenas redes hidrossanitárias e elétricas, e ressaltar a importância destes conhecimentos para a qualificação dos projetos de arquitetura e urbanismo. Com este propósito, conjuntamente com as aulas expositivas, os estudantes desenvolvem em estúdio os projetos de instalações hidrossanitárias e elétricas para pequenos projetos residenciais, da arquitetura contemporânea brasileira, considerando suas características arquitetônicas e estruturais, e desenvolvendo o conhecimento das representações, terminologias e especificações empregadas nestes projetos específicos.
Figuras 4 e 5: Trabalho de Elétrica. Figuras 6, 7 e 8: Trabalho de Hidráulica. Figuras 9 e 10: Visitas a exposição e edifícios.
Seção 1: Panorama do curso
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Linguagem, imagem e mídia Adriane de Luca (noturno) Cassimiro Carvalho (noturno)
A estrutura da disciplina Linguagem,
de caso de um edifício multifuncional,
temas de representação e narrativas do
Imagem e Mídia prioriza exercícios curtos
que é pedido na sequência das aulas
projeto passam a ganhar maior ênfase,
distribuídos ao longo do semestre, que de
Linguagem fotográfica: morfologia,
até tornarem-se os protagonistas dos
forma progressiva e continuada possam,
sintaxe, semântica e responsabilidade
exercícios finais. No Exercício E4 - Projeto:
à medida do possível, dar suporte ao
e A leitura das imagens: projeto de
partido são pedidos diagramas que
desenvolvimento dos trabalhos realizados
fotografia de arquitetura. O Exercício
sintetizem a proposta do projeto. Em
paralelamente junto à disciplina Projeto
E3 - Arquitetura e Cotidiano é um vídeo
uma aula extra, no Estúdio de Fotografia
Edifício Multifuncional. As atividades
de três minutos que os estudantes
do Senac, são feitos retratos dos
começam desde o primeiro dia com
realizam fora do horário de aula, como
estudantes e fotografias das maquetes
o Exercício E1 - minibio, uma síntese
Atividade Discente Orientada, ele é
físicas de seus projetos, contando com
biográfica pessoal, escrita individualmente
pedido na sequência da aula intitulada
o apoio dos docentes e a colaboração
em sala de aula, a seguir a uma rodada
Audiovisual: da fotografia estática à
de estudantes do curso de fotografia. O
coletiva de apresentações. Nos encontros
impressão do movimento e na elaboração
produto final, o Exercício E5 - Portfolio,
seguintes, os enunciados dos exercícios
dos respectivos roteiros dos vídeos,
simula um excerto de um portfólio
vão acompanhando os conteúdos
que é realizado em sala de aula com a
profissional, contendo a apresentação
apresentados pelas aulas expositivas,
orientação dos professores. À medida em
pessoal dos integrantes de cada equipe
como é o exemplo do E2 - Ensaio
que a turma evolui no desenvolvimento
e uma síntese do Projeto Edifício
Fotográfico, baseado em um estudo
de seus projetos na outra disciplina, os
Multifuncional.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Seção 1: Panorama do curso
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Figura 1 (página anterior): Exposição do Exercício E2 - Ensaio Fotográfico. Figura 2: Exercício E2 - Ensaio Fotográfico: Dominique Santos, Marcos Vinicius e Riquelme Almeida. Figura 3: Aula no Estúdio de Fotografia.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Patrimônio: conceitos, práticas e intervenções Ralf Flôres (noturno)
Propomos, como estrutura para o processo de aprendizagem da disciplina, um momento introdutório de estudo sobre referências teóricas fundadoras da cultura patrimonial e “da memória”, contextualizadas geográfica e historicamente. Apresentamos, panoramicamente, a História da Arquitetura Brasileira para, em seguida, focarmos no processo de construção de uma identidade nacional brasileira e seu reflexo na preservação e gestão dos patrimônios arquitetônico e urbano do país. Simultaneamente, abordamos obras de intervenção em patrimônio, da escala do edifício ao espaço público e urbano, nacionais e estrangeiras, de modo a alimentar repertório crítico e projetual. Somadas às aulas expositivas tradicionais, trabalhamos com leituras de textos icônicos sobre a temática patrimonial, debatidos coletivamente e em grupos, através de seminários dirigidos. Por fim, com o objetivo de reunir o conteúdo da disciplina através de aplicação experimental em processos de projeto, desenvolvemos um exercício com foco em estudo formal e volumétrico, através da proposição de um anexo, em duas versões, para uma obra arquitetônica tombada: Casa da Dona Yayá, pertencente à Universidade de São Paulo. O desafio para a apresentação destas duas versões estava no posicionamento crítico e a defesa do caráter das intervenções propostas, oralmente e em memorial – algo a ser recuperado e exercitado no sexto semestre do curso, na disciplina de projeto arquitetônico. A primeira das intervenções deveria orientar-se, em princípio, para um volume de caráter sólido e opaco; a segunda, respeitando a mesma forma, deveria trabalhar com leveza e transparência, de modo a entender as orientações das Cartas Patrimoniais, com especial atenção para a Carta de Restauro (de 6 de abril de 1972) e a bagagem teórica e projetual da disciplina, sintetizada em seu título: Patrimônio: Conceitos, Práticas e Intervenções.
Seção 1: Panorama do curso
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 1: Estudo para Intervenção Casa Dona Yayá - Dominique Santos e Thiago Guedes. Figura 2: Intervenção Casa Dona Yayá - Elizabete Ferreira e Gabriel Pazos. Figura 3: Intervenção Casa Dona Yayá - Emerson Silva e Juliana Prado.
Seção 1: Panorama do curso
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Projeto edifício multifuncional Katia Pestana (noturno) Marcelo Ursini (noturno)
A disciplina de projeto do edifício multifuncional envolve a síntese de vários temas e demandas presentes no decorrer do curso. O fundamento está principalmente na solução do térreo do conjunto, ou seja, na implantação dos edifícios, na ordenação dos acessos, na possibilidade de integrar o terreno com a rua e a cidade. Mas para que essa urbanidade aconteça, o projeto dos edifícios – suas funções, acessos, vazios, volumetria, estrutura, materialidade etc. – precisa ser elaborado juntamente com os espaços livres das edificações. Um relato mais detido desta disciplina está publicado nesse número, na seção 2.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 1: Visita ao Centro Comercial Bom Retiro.
Seção 1: Panorama do curso
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Qualificação da cidade: norma, desenho e paisagem André Sauaia (noturno)
Com o objetivo de apresentar e interpretar a formação e o
que abordaram o Estatuto da Cidade,
desenvolvimento socioespacial de
o Plano Diretor Estratégico de 2014 e
cidades brasileiras, com ênfase na
suas revisões, e a Lei de Parcelamento
cidade de São Paulo, assim como as
e Uso do Solo de 2016 e suas revisões.
competências da legislação urbanística
Além destas, algumas aulas expositivas
municipal, a disciplina visa capacitar o
com projetos referenciais foram
aluno a compreender os mecanismos
ministradas com a menção a exemplos
que regem o crescimento da cidade e
nacionais e internacionais, assim como
as relações hierárquicas entre essas
a comparação destas com exemplos
ferramentas, bem como a relação destas
reconhecíveis das realidades dos
com os agentes urbanos (públicos ou
estudantes.
privados) e a sociedade.
112
Ana Mendes em 3 aulas expositivas,
A disciplina é orientada a partir
Nesse semestre, a disciplina
de bibliografia de referência, visitas
contou com o apoio da professora
de campo e aulas expositivas, e em
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
exercícios práticos de leitura e projeto
na morfologia e transformação urbana,
urbanos (EX01, PU01 e PU02). Os grupos
além de aspectos de um tecido urbano
e as áreas de trabalho escolhidas
central consolidado.
mantiveram-se ao longo de todo o
Os exercícios de projeto se
semestre. O critério de escolha foi
debruçaram sobre os impactos da
para áreas inseridas em corredores
legislação incidente sobre as áreas de
de ZEU (Zona Eixo de Estruturação da
trabalho, com o intuito de capacitar os
Transformação Urbana), à escolha dos
estudantes a interpretarem criticamente
grupos por facilidade de acesso ou
a regulação urbana e trabalharem com
familiaridade. Os terrenos escolhidos
propostas projetuais de desenho urbano
foram em: Vila Sônia, Pinheiros, Av.
e adensamento para as áreas da cidade
Cupecê e Saúde. Como Atividade
em transformação.
Docente Orientada (ADO), nas primeiras
O resultado das reflexões,
semanas de aula, foram apresentados
discussões e projetos foi além
alguns textos de referência. Os
do satisfatório. A turma, quase
estudantes entregaram na oitava
integralmente, demonstrou um alto
semana um artigo (ensaio crítico)
nível de engajamento e participação ao
individual abordando e articulando o
longo do semestre.
conteúdo dos textos. Juntamente com a turma do 8º semestre, da disciplina Práticas Profissionais (profa. Ana Mendes), foi feita uma visita à Av. Angélica que passou por alguns quarteirões de Higienópolis e Consolação, (se iniciou na estação Marechal Deodoro e foi até a estação Paulista de metrô), com ênfase
Figuras 1 e 2: Croquis sobre projeção no quadro para definição dos terrenos de trabalho. Anotações e conversas das aulas.
Seção 1: Panorama do curso
113
Figura 3: Edifício Louveira. Com a turma do 8º semestre, da disciplina Práticas Profissionais (profa. Ana Mendes). Visita à Av. Angélica e ao bairro de Higienópolis. Figura 4: Projeto Urbano 01. Grupo 01. Av. Cupecê. Roberto Bernard, Thiago Guedes, Emerson Carlos. Figuras 5 e 6: Projeto Urbano 02. Grupo 06. Pinheiros. Dominique Santos, José Gustavo Martins, Pedro Murata. Figura 7: Projeto Urbano 02. Grupo 05. Vila Sônia. Beatriz Sales, Marcos Vinicius, Rafael Godoy.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Seção 1: Panorama do curso
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Cidade Contemporânea Beatriz Kara (matutino) Gabriel Pedrosa (maturino e noturno) Letizia Vitale (noturno)
Nesta segunda edição da disciplina Cidade Contemporânea, primeira sob nossa responsabilidade, optamos por dividir o conteúdo previsto na ementa (arquitetura e urbanismo do pós-guerra
6º SEM
em diante) em três blocos, aos quais fizemos corresponder três exercícios. Na primeira parte dos encontros, trabalhamos com aulas expositivas, leituras e discussões de textos e filmes, reservando a segunda parte para o desenvolvimento e discussão dos exercícios. No primeiro destes três blocos, retomamos brevemente o movimento moderno (trabalhado na disciplina Arquitetura e cidade), seu surgimento,
116
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
expansão, consolidação, e, sobretudo,
mesmo formato do anterior, voltou-se a
aulas de temáticas mais abrangentes
seu declínio, iniciando o primeiro grande
análise de intervenções urbanas em São
e ensaísticas (“o urbano generalizado”,
tema da disciplina: as várias correntes
Paulo, com o mesmo recorte temporal
“tempo livre, espaços livres”, “cidade
contestatórias ao movimento moderno
trabalhado nas aulas e textos. Esta
formal e cidade informal”), provocamos
surgidas nos anos 60 e 70 – na falta de
repetição do formato de entrega, que se
os alunos a especular sobre alternativas
um termo melhor, o pós-modernismo.
estendeu ao terceiro trabalho, permitiu
para as cidades contemporâneas,
Como exercício, os estudantes
que ao longo do semestre a produção
propondo, como exercício final, imagens
deveriam, em duas pranchas A2,
dos estudantes apresentasse um claro
de outra São Paulo, não desenhada
analisar um edifício construído durante
um refinamento gráfico e discursivo.
pelas condicionantes históricas e
o período estudado na disciplina, a
Durante esta segunda etapa,
econômicas atuais. Trabalhando um
partir destas discussões críticas sobre
visitamos a exposição “Paisagem
tópico reiterado na ementa da disciplina,
o moderno apresentadas em sala e na
e poder: construções do Brasil
as utopias e distopias urbanas, muitos
bibliografia (destacadamente em Uma
na ditadura”, realizada no Centro
grupos tomaram alguns dos traços
nova agenda para a arquitetura e em
Universitário Maria Antônia, de grande
que conformaram nossa cidade, como
Depois do movimento moderno).
contribuição para o desenvolvimento da
o rodoviarismo ou sua estruturação
disciplina, não apenas pela sobreposição
muitas vezes a despeito de seu território
foi dedicado às teorias e ações
O segundo bloco da disciplina
temática e de recorte histórico e
(destacadamente de seus cursos d’água
emblemáticas no urbanismo da
geográfico, mas pelo fato de a termos
e várzeas), como os temas destes outros
segunda metade do século XX,
visitado com uma de suas curadoras,
futuros possíveis (eventualmente o
trabalhando autores como Bernardo
a arquiteta e urbanista, professora e
futuro de cidades já definitivamente
Secchi, Aldo Rossi, Peter Hall e
pesquisadora Paula Dedecca, o que
passadas), em proposições que, mais
David Harvey, em temas como:
nos permitiu refletir sobre seleção de
que projetos, constituíram críticas à
renovação urbana, revitalização
fontes, seleção e análise dos estudos de
cidade real e às formas pelas quais
de áreas centrais, conservação
caso e, sobretudo, sobre a construção
a temos ocupado. “Por que a cidade,
integrada, empreendedorismo urbano,
do discurso crítico no trato com estas
ainda?” foi a pergunta que atravessou as
planejamento estratégico e grandes
fontes e objetos de estudo.
leituras, aulas e, sobretudo, os trabalhos
projetos. O segundo exercício, no
Na última parte do curso, com
Seção 1: Panorama do curso
desta etapa final.
117
Matutino Beatriz Kara Gabriel Pedrosa Após exercícios iniciais muito contidos nas análises e ainda muito presos à corrente modernista dominante na arquitetura de São Paulo, em função das primeiras devolutivas, do aprofundamento do debate em sala e da visita conjunta à exposição “Paisagem e poder”, no segundo trabalho tivemos boas leituras de grandes obras viárias da cidade, como o minhocão e as marginais, e de espaços públicos pouco usados pela população paulistana,
118
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
como a antiga Praça Roosevelt ou o atual Largo da Batata, duas faces de um mesmo problema: a redução do urbano à circulação e à articulação de espaços privados, resultando na falta de sentido da dimensão pública. Assim, com o retorno destes espaços no terceiro exercício, destacadamente as marginais e o minhocão, que passaram a incluir a discussão do espaço público que as praças tinham trazido, a questão tornou-se, para além de desmontar ou reverter estas grandes obras, pensar formas de dar sentido aos espaços públicos conquistados com estas desmontagens ou reversões, garantindo sua ocupação e vitalidade.
Figura 1: A demolição do minhocão mostrada como tirinha, pensando na construção do imaginário urbano, e como corte genérico. Figura 2: Uma marginal alternativa para o Rio Tietê, que “conecta e respira”, em perspectiva genérica e diagrama. Figura 3: A marginal do Rio Tietê, desaparecida, dá lugar a uma “praia paulistana”.
Seção 1: Panorama do curso
119
Noturno Gabriel Pedrosa
livres que suas propostas fossem com
Letizia Vitale
relação às condicionantes econômicas e legais existentes, os trabalhos do
Como ocorrido no período
período noturno apresentaram um
matutino, os exercícios iniciais, ainda
caráter muito mais especulativo, além
que aqui com mais elementos próximos
de uma variedade temática mais ampla,
do pós-modernismo, foram bastante
incluindo propostas para cenários pós-
contidos na análise dos estudos de
apocalípticos, cidades sem transporte
caso selecionados. Novamente, em
motorizado individual, ou a construção
função das devolutivas, dos debates
de grandes edifícios subterrâneos. Ainda
decorrentes da visita à exposição e do
assim, a questão central, nos debates,
maior tempo dedicado à discussão dos
seguia a mesma: onde estavam as
trabalhos em andamento, no segundo
pessoas nos espaços propostos, porque
exercício tivemos resultados melhores,
elas quereriam e como poderiam ocupá-
com algumas sobreposições com os
los.
trabalhos da manhã (Praça Roosevelt, Largo da Batata, minhocão), mas também com muitos trabalhos voltados a recortes das operações urbanas que os estudantes estavam trabalhando na disciplina “Renovação de espaços da cidade”. Se os trabalhos finais da manhã foram marcados por uma preocupação de viabilidade mais imediata, por
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 1: Diagrama da mancha urbana de São Paulo com perspectivas de situações genéricas para uma cidade sem carros. Figura 2: A estruturação de outra São Paulo a partir de uma rede hidroviária que articula os demais modais de transporte. Figura 3: Outra paisagem numa São Paulo com controle de gabaritos e “arranhachãos” na região da Avenida Paulista.
Seção 1: Panorama do curso
121
Desempenho dos Materiais e das Construções Maurício Petrosino (matutino) Walter Galvão (matutino e noturno)
A disciplina aborda o conceito de desempenho das edificações, para fundamentar, baseada no arcabouço normativo nacional, a tomada de decisões no projeto arquitetônico relativos aos elementos estruturais bem como a escolha de materiais, instalações prediais e determinações funcionais dos edifícios. Dessa forma a disciplina começou com o conhecimento do processo de formulação de normas e sua importância no atendimento de demandas da sociedade. A seguir buscava-se entender os riscos técnicos e jurídicos do não atendimento ao desempenho das edificações, desde a fase de viabilidade da obra até a assistência pós-entrega, a partir da aplicação de indicadores como Perfil de Desempenho da Edificação (PDE) e o Plano de Controle Tecnológico (PCT), em atendimento aos requisitos do SIAC PBQP-H. Também eram apresentados princípios de durabilidade e manutenção das edificações. No entanto, os princípios de desempenho dependem das demandas que se impõe sobre os ambientes construídos e como ele vai responder quando submetido a certas exigências de quem os usa. Nesse sentido, a verificação junto aos utilizadores das edificações é de fundamental importância para balizar os processos de avaliação de desempenho das edificações. Como a Avaliação Pós-Ocupação (APO) insere os usuários nos processos de verificação dos ambientes construídos, foi adotada a aplicação de APO como uma das premissas da disciplina.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 1: Avaliação Junto aos usuários – Parte de Relatório apresentado pelos alunos. Figura 2: Avaliação física do ambiente construído – Parte de Relatório apresentado pelos alunos.
Assim, o produto da disciplina foi separado em duas partes. Escolhido um objeto de estudo, primeiramente era feita uma avaliação física do ambiente construído baseada no arcabouço normativo nacional relativo aos assuntos avaliados. A seguir era elaborado um roteiro de abordagens aos usuários para verificação de seu nível de satisfação com o ambiente construído dos mesmos itens avaliados à luz de normas. Dessa forma ficava consagrado na disciplina os princípios da Avaliação Pós-Ocupação (APO) para verificação de desempenho dos ambientes.
Seção 1: Panorama do curso
123
Discurso, Representação e Retórica Adriane De Luca (matutino e noturno) Débora Oelsner (matutino)
Matutino
com a orientação das professoras, foram
Adriane De Luca
de pensar e argumentar, seja por
Débora Oelsner
linguagem escrita ou desenhada, seja
analisadas diferentes possibilidades
por soluções técnicas e detalhamento A disciplina procurou estimular o desenvolvimento da visão crítica e
Exercícios propostos
particular dos estudantes em relação
Exercício E1. Processo de
às diferentes escalas de projeto. Como
aproximação ao Projeto Patrimônio –
pode se dar a fundamentação de um
Flona Ipanema;
partido num projeto de arquitetura e urbanismo? Por meio de aulas expositivas sobre projetos exemplares,
Exercício E2. Memória escrita e desenhada da visita à Oficina Vanorden; Exercício E3. Leitura do sítio;
tais como o Plano Piloto de Brasília,
Programa e relações; Esboço da
do arquiteto Lúcio Costa, e os Edifícios
proposta;
Modulares, do arquiteto Abrahão Sanovicz, entre outros exemplos, intercaladas com exercícios práticos desenvolvidos em sala de aula, sempre
124
construtivo.
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Exercício E4. Projeto: Partido (maquete e croquis); Exercício E5. Prancha Síntese Projeto Patrimônio.
Exercício E1. Processo de aproximação ao Projeto Patrimônio – Flona Ipanema A unidade de conservação Flona Ipanema, no interior do estado de São Paulo, foi o local escolhido pela disciplina Projeto Patrimônio para o desenvolvimento de uma atividade rápida no início do semestre. O exercício proposto paralelamente em Discurso: Representação e Retórica buscava uma aproximação à atividade projetual através de uma abordagem crítica e afetiva. Após visitarem o local, estudantes foram provocados a eleger palavras-chave para memórias dessa experiência ligadas a situações de potencial interesse identificadas individualmente. Também foi pedido que considerassem possíveis programas para o local, testando suas relações, e que apresentassem um esboço inicial da
Figura 1: Exercício E1. Aluna Larissa Bonin.
proposta de intervenção ainda de forma intuitiva.
Figura 2: Exercício E1. Aluna Ana Carolina Oliveira.
Formato: 3 pranchas A3,
Figura 3: Exposição coletiva do Exercício E1.
apresentação livre.
Seção 1: Panorama do curso
125
Noturno Adriane De Luca Ainda mais importante do que a aplicação avançada das ferramentas
Exercícios propostos
discurso em arquitetura e urbanismo.
Exercício E1. Processo de
Pelo uso de diferentes meios e suportes,
aproximação ao Projeto Patrimônio –
incluindo textos, desenhos, imagens
Flona Ipanema;
e diagramas, foi pedido às equipes
Exercício E2. Memória escrita e
que reunissem numa prancha única a
desenhada da visita à Oficina Vanorden;
síntese do material apresentado para
Exercício E3. Leitura do sítio;
o projeto, elegendo os elementos mais
analógicas e digitais, trabalhadas
Programa e relações; Esboço da
representativos e esclarecedores de
anteriormente no curso, em Discurso:
proposta;
suas propostas.
Representação e Retórica procurase estimular o olhar questionador e sensível para a arquitetura e o urbanismo, de forma a auxiliar a
Exercício E4. Projeto: Partido (maquete e croquis);
Formato: 1 prancha A1, apresentação livre.
Exercício E5. Prancha Síntese Projeto Patrimônio.
construção de discurso próprio consciente para os diferentes processos
Exercício E5. Prancha Síntese
de interpretação, criação e apresentação
Projeto Patrimônio: Oficina Vanorden
de projetos. Os conteúdos abordados
As antigas Oficinas Casa Vanorden,
em aula foram divididos em eixos
imóvel tombado localizado no bairro da
temáticos que abrangem as diferentes
Mooca da cidade de São Paulo, foram
escalas, etapas e metodologias de
o objeto de intervenção escolhido
projeto. O objetivo foi trabalhar de
pela disciplina Projeto Patrimônio para
forma integrada e transdisciplinar,
a segunda atividade do semestre. O
dando suporte aos exercícios
exercício proposto paralelamente em
desenvolvidos simultaneamente pela
Discurso: Representação e Retórica
disciplina de Projeto Patrimônio, com
buscou dar suporte ao desenvolvimento
destaque para as atividades principais:
da atividade projetual, focando no
Flona Ipanema e Oficina Vanorden.
fortalecimento da construção de
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 4: Avaliação coletiva do Exercício E1. Figura 5: Exercício E5. Alunos: Miguel Moreira, Pedro Asson e Vinícius Rodrigues. Figura 6: Exercício E5. Alunos: Jonatas Falcão, Juliana Carlos e Paula Amorim.
Seção 1: Panorama do curso
127
Visita de estudo externa ao IMS Paulista - Instituto Moreira Salles Na sequência de uma aula expositiva intitulada IMS Paulista: o projeto, do conceito ao acontecimento, foi realizada uma visita de estudo ao local, com as turmas do matutino e do noturno reunidas, acompanhadas pelas duas professoras. Na ocasião, além de se discutirem temas ligados ao projeto, aos processos e à obra, também puderam ser observados e comentados alguns tópicos acerca de projetos expográficos através das exposições em curso no museu.
Figura 7: Visita ao IMS Paulista em 05.10.24 com alunos do matutino e noturno.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Projeto Patrimônio
Recebemos uma representante do CAU-
Katia Pestana (noturno)
as práticas profissionais relacionadas
Marcelo Suzuki (matutino)
ao patrimônio edificado e foram
Rodrigo Gutierrez (matutino e noturno)
realizadas visitas técnicas com os alunos
SP (Airlana Polzatto) para palestrar sobre
à “FLONA Ipanema”, “Oficina Vanorden” e arredores na Mooca, “Pinacoteca do Estado” e “Sala São Paulo”. Com relação aos exercícios de projeto, a disciplina dividiu-se em duas etapas: a primeira com um projeto rápido e a segunda, um projeto com maior aprofundamento. Com objetivo de estudar
O exercício inicial e rápido foi
estratégias de intervenção em
realizado adotando a FLONA – Floresta
ambientes com pré-existências
Nacional Ipanema, como objeto de
de notório interesse patrimonial
estudo. Mantida pelo ICMBIO, ocupa
a disciplina Projeto Patrimônio,
parte dos municípios paulistas:
no segundo semestre de 2024, foi
Araçoiaba da Serra, Iperó e Capela do
acompanhada na turma da manhã pelos
Alto. A proposta foi apresentada para os
professores: Marcelo Suzuki e Rodrigo
alunos como um “concurso de ideias”
Gutierrez.
para intervenção na “Casa de Armas
Como estratégia didática optou-
Brancas”, uma edificação imponente
se por diversificar as metodologias
que abrigou uma grande fundição no
de construção de repertório em:
período colonial brasileiro.
aulas expositivas, visitas a edificações
A atividade foi estruturada
históricas e participação de convidados.
partindo do levantamento histórico e
Seção 1: Panorama do curso
129
das características de sua geografia,
a disciplina no semestre seguinte e
gerando uma linha do tempo na qual
com pesquisas realizadas pelos alunos
edifício da antiga Oficina Vanorden, na
foram identificados vários personagens,
durante essa etapa preliminar de
Mooca, onde procurou-se aprofundar
gestores e usos desde sua criação e os
projeto.
as questões projetuais para além das
níveis de tombamento estabelecidos pelos órgãos do Patrimônio.
Estimular a apropriação dos
O segundo exercício adotou o
propostas iniciais, ou seja, buscou
dados sobre o objeto de estudo,
alcançar discussões e proposições sobre
gerar uma maior aproximação com o
relações entre materialidades, sistemas
da estrutura física remanescente
objeto histórico, conjuntamente com
construtivos, aberturas, fechamentos
do edifício, visando estabelecer
uma discussão sobre quais seriam os
etc. O programa previa um mercado
as dimensões, formas, sistemas
usos em potencial para esse espaço
e um equipamento cultural. Além do
construtivos e estruturais,
monumental, foram as motivações
galpão principal da Oficina tombada
materialidades, entre outros aspectos.
para a elaboração de um projeto de
pelo CONPRESP, há outros galpões no
A base dos trabalhos se deu a partir
intervenção, que foi apresentado
terreno e as equipes puderam trabalhar
dos documentos fornecidos pela
pelos alunos em uma Prancha Síntese,
livremente na conservação / demolição
administração da FLONA, da visita
contendo diagramas e desenhos
do existente e na articulação entre as
realizada no primeiro semestre de
propositivos, acompanhados de
novas edificações (e usos) e Patrimônio
2024 com os alunos que cursariam
justificativas.
construído.
Foram realizadas interpretações
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 7: Alunos do período matutino acompanham as análises dos professores, sobre as propostas apresentadas para a FLONA. Figuras 1 e 2: Uso de croqui na construção do conhecimento, contemplando a análise e interpretação de informações complexas. A articulação de dados para caracterização do objeto histórico foi feita durante a aula com criação de croquis e gráficos síntese na lousa. Instigando a participação dos alunos de forma ativa, esses procedimentos articularam informações gerais de forma estruturada, tanto cronologicamente quanto espacialmente. Método usado como estratégia de ampliação das percepções e estímulo à criatividade.
Figura 8: Registro da palestra da representante do CAU-SP para a turma do período matutino. Figura 9: Visita à Oficina Vanorden na Mooca. Figuras 3 a 6: Maquetes físicas com propostas de intervenção para a Oficina Vanorden apresentadas por alunos do período matutino.
Seção 1: Panorama do curso
Figura 10: Registro da visita à Sala São Paulo.
131
Figura 11: Uso de croqui na construção do conhecimento, contemplando a análise e interpretação de informações complexas. A articulação de dados para caracterização do objeto histórico foi feita durante a aula com criação de gráfico síntese na lousa, construído coletivamente, contendo informações gerais estruturadas cronologicamente e espacialmente. Método usado como estratégia de ampliação das percepções e estímulo à criatividade. Figura 12: Registro da visita à Sala São Paulo com alunos do período noturno. Figura 13: Palestra da arquiteta Bruna Fregonezi representando o CAU-SP. Figura 14: visita à Oficina Vanorden na Mooca. Figura 15: Visita à Pinacoteca do Estado. Figura 16: Parte da proposta de intervenção para a Oficina Vanorden apresentada pelos alunos Jonatas Falcão, Juliana Carlos e Paula Amorim da Costa. Da esquerda para direita acima: Diagrama síntese e imagem renderizada gerada computacionalmente, abaixo: maquete física.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Seção 1: Panorama do curso
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Renovação dos Espaços da Cidade Dinalva Roldan (noturno) Marcella Ocke (matutino)
Matutino
Paulo, o Plano Diretor Estratégico de
Marcella Ocke
os Projetos de Intervenção Urbana
2014 (PDE - Lei 16.050/2014) define (PIU´s) também como instrumento de
A disciplina Renovação de Espaços da Cidade tem por objetivo principal
exceção na cidade.
o estudo do que podemos chamar
As aulas expositivas dialogadas
de áreas de exceção da legislação
contaram com apresentações ilustradas
urbanística da cidade de São Paulo.
e debates sobre assuntos específicos
Este termo é usado para enfatizar que,
para ampliar a compreensão da
apesar de serem áreas contempladas
bibliografia de referência. Além dos
nas legislações urbanísticas da cidade,
aspectos formativos também foram
sobre elas incidem regramentos
realizadas as seguintes atividades
específicos que induzem sua
práticas: um seminário em grupo,
transformação.
uma produção textual individual e
O Estatuto da Cidade (Lei 10.257/
134
transformação, criando novas áreas de
um exercício de projeto em grupo
2001) define a Operação Urbana
desenvolvido em duas etapas de uma
Consorciada (OUC) como instrumento
proposta de intervenção urbana, no
para regrar esses territórios a nível
contexto do PIU Arco Jurubatuba,
nacional e, no caso da cidade de São
próximo ao Centro Universitário Senac.
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Seção 1: Panorama do curso
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O Exercício Projetual foi dividido em duas partes e buscou ser a aplicação prática das reflexões realizadas. Parte do território do PIU Arco Jurubatuba foi visitado pelos alunos e docente e também um ex-aluno do bacharelado em arquitetura e urbanismo que mora na região e conhece à fundo as problemáticas locais. Tendo em vista que o papel do PIU Arco Jurubatuba na cidade já foi compreendido pela turma nos Seminários apresentados anteriormente no semestre, a primeira parte do exercício propôs uma aproximação: a leitura de território selecionado, em uma das Áreas de Intervenção Urbana (AIU) desse PIU. O objetivo geral da primeira parte do Exercício foi compreender a formação e funcionamento da AIU Interlagos, especificamente de trecho selecionado previamente pela professora. O objetivo específico foi elaborar diretrizes de intervenção para o recorte proposto, tendo em vista reflexões sobre as legislações incidentes no território.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 1: Visita técnica PIU Jurubatuba. Figura 2: Masterplan - grupo Laura Gomes, Nicole Santos, Matheus Saboya, Marília Maciel. Figura 3: Proposta de parque esponja - grupo Barbara Matos, Julia Chinchilha, Vinicius Ortega, Vitória Cortez.
A segunda parte do exercício, por sua vez, teve por objetivo geral a elaboração de um projeto urbano em recorte da área do Exercício 1, recorte este definido por cada grupo, com anuência docente. As imagens selecionadas ilustram os resultados do Exercício Projetual e da visita, que encerrou com resultados correspondentes às expectativas de um semestre intenso de reflexões sobre a paisagem em transformação na cidade de São Paulo.
Seção 1: Panorama do curso
137
Nas etapas seguintes, os
Noturno
estudos voltaram-se para o Projeto de
Dinalva Roldan
na zona sul do município. Inicialmente,
Intervenção Urbana do Arco Jurubatuba foram produzidas leituras e análises
A disciplina “Renovação de
urbanas da área delimitada através
Espaços da Cidade”, oferecida no
do mapeamento dos elementos do
sexto semestre do curso, abordou
suporte físico-territorial, dos elementos
instrumentos de análise da estrutura
da estrutura urbana e das dinâmicas
urbana e desenvolveu projetos de
socioespaciais, assim como uma análise
intervenção com enfoque para áreas de
crítica do plano e das ações propostos
transformação. Ela teve como objetivo
para o PIU Jurubatuba. A partir desta
analisar os instrumentos urbanísticos de
leitura, os alunos desenvolveram um
transformação estrutural previstos no
exercício projetual para um setor do
Estatuto da Cidade e no Plano Diretor
PIU em que propuseram diretrizes
do Município de São Paulo como as
para o sistema de área verdes, de uso
Operações Urbanas Consorciadas e os
e ocupação do solo, para o sistema
Projetos de Intervenção Urbana (PIU).
de transporte, para os equipamentos
A primeira etapa das atividades
públicos e habitacionais. Através de
desenvolvidas consistiu no estudo dos
aproximações sucessivas de escalas,
conceitos e teorias que fundamentaram
os alunos desenvolveram projetos
o desenho destes instrumentos
urbano que integraram os sistemas
urbanísticos, assim como uma análise
de mobilidade, a qualificação das
comparativa das experiências de
áreas livres de edificações e ensaios
implementação das Operações Urbanas
de morfologia buscando compor a
Consorciadas e Projetos de Intervenção
paisagem urbana em transformação.
Urbana na cidade de São Paulo.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figuras 1 e 2: Projeto Urbano de Miguel de Oliveira.
Figuras 3 e 4: Projeto Urbano de Jessica Angelini.
Seção 1: Panorama do curso
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Estruturação Metropolitana e Ambiental Rita Canutti (matutino e noturno)
A disciplina Estruturação Metropolitana e Ambiental abordou a relação entre meio ambiente e urbanização no contexto metropolitano, com foco na região do ABC Paulista. A metodologia incluiu atividades de leitura, análise territorial, elaboração de bases cartográficas e proposição de intervenções urbanas e ambientais, considerando questões metropolitanas e locais. Os alunos realizaram a preparação de bases cartográficas das áreas objeto de estudo, permitindo uma leitura crítica das dinâmicas territoriais. A disciplina 8º SEM
também contou com visita de campo para aprofundar o reconhecimento das características ambientais e urbanísticas da região. Cada grupo de alunos (as) desenvolveu propostas de caráter metropolitano aplicadas a um município específico do ABC Paulista, abordando temas como transporte, infraestrutura, desenvolvimento econômico e meio ambiente. Os resultados foram consolidados em representações cartográficas e apresentações finais, evidenciando as principais questões necessária e soluções para a articulação entre escalas locais e metropolitanas. A abordagem integrada proporcionou uma compreensão ampliada dos desafios ambientais e urbanos da região, contribuindo para a formação crítica dos alunos sobre planejamento metropolitano. Os resultados foram consolidados com a apresentação de Projetos de Intervenção Regional, com a definição de diretrizes para um aspecto regional
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identificado. Foram abordadas questões como infraestrutura de mobilidade, delimitação de áreas de desenvolvimento urbano, meio ambiente e turismo. A abordagem integrada permitiu uma leitura ampliada dos desafios ambientais e urbanos da região, fortalecendo a formação crítica dos alunos no que se refere às questões urbanas metropolitanas. A transição entre as escalas de intervenção e a complexidade analítica foram os principais desafios identificados pela turma desse semestre, exigindo maior aprofundamento na articulação entre a escala metropolitana e as especificidades locais.
Seção 1: Panorama do curso
141
Figuras 1 e 2 (página anterior): Intervenção em Santo André. Alunos: Guilherme Palladini e Heloísa Fos (matutino). Figura 3: Trabalho apresentado pelas alunas Adriely Sousa, Andressa Moreira e Samanta Fernandes (noturno). Figuras 4 e 5: Trabalho das alunas Karina Fernandes e Nathália Sales (noturno).
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Seção 1: Panorama do curso
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Novas Tecnologias - Escala Urbana Pedro Vada (matutino e noturno)
A disciplina foi dividida em
As aulas misturam cargas
dois blocos temáticos. O primeiro,
expositivas, com debates e exercícios
“Complexidade - o entendimento sobre
práticos. Em grupo, os estudantes
as dinâmicas urbanas - incertezas e
criaram um diagrama conceitual para
indeterminações”, explora como as
cada bloco, considerando as ideias
cidades funcionam, suas dinâmicas
discutidas em aula. Os diagramas, nesse
imprevisíveis e os desafios de
caso, são estratégias para articular
compreendê-las. Esse bloco tem
os conteúdos do bloco em questão,
como objetivo ampliar as perspectivas
entendidos assim como uma ferramenta
e olhares críticos sobre o território
para estabelecer relações, não algo
contemporâneo, buscando entender
estático ou figurativo. Na segunda parte,
qual é o campo de ação das tecnologias
os grupos desenvolveram estratégias
digitais. O segundo, “Tecnologias
projetuais considerando os conceitos
digitais, Território e Sociedade”, foca no
trabalhados e utilizando ferramentas
impacto das tecnologias na organização
generativas de imagens em plataformas
do espaço urbano e nas relações sociais.
de inteligência artificial.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 1: Guilherme Palladini e Heloisa Fos - conexões + linearidades - imagem criada com MidJourney. Figura 2: Larissa Pinati Antão, Leticia Baena da Cruz e Maria Eduarda Da Silva Ribeiro - junta de dilatação - imagem criada com MidJourney. Figura 3: Camila Dorizo, Matheus Neuber e Tereza Cardoso - Barreiras de Movimento - imagem criada com MidJourney.
Seção 1: Panorama do curso
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 4: Andressa Moreira e Sophia Machado - cidade mescla - imagem criada com MidJourney. Figura 5: Adriely Stephanie de Sousa, Giovanna Marques de Jesus Araujo e Samanta Stefany de Souza Fernandes - Vistas e Transições da Mooca - imagem criada com MidJourney. Figura 6: Nathália Sales, Karina Fernandes e Maria Eduarda Tavares - cidade aberta - imagem criada com MidJourney.
Seção 1: Panorama do curso
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Pesquisa Aplicada em Arquitetura Urbanismo Sergio Matera (matutino) Valéria Fialho (matutino e noturno)
A disciplina busca contribuir de modo particular na formação acadêmica dos estudantes que estão se preparando para seu desafio final: O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), estabelecendo uma ponte entre o conhecimento teórico acumulado e a prática profissional, com ênfase para a pesquisa aplicada como ferramenta essencial no campo da Arquitetura e Urbanismo. Seu principal objetivo é capacitar os estudantes a identificarem e desenvolverem uma problemática relevante, que será o foco de seus projetos de conclusão, incentivando uma abordagem crítica e inovadora que contribuirá tanto para o momento seguinte de sua formação como para sua futura prática profissional. Durante o semestre os alunos são encorajados a compreender o projeto arquitetônico e urbanístico como atividade de pesquisa e produção de conhecimento. Além de aulas expositivas, exercícios metodológicos, seminários e discussões a disciplina também promove palestras/conversas sobre as relações entre o desenvolvimento do TCC e o início da vida profissional com outros docentes, convidados externos e, ainda, o contato com egressos do curso, situação que proporciona uma troca rica de experiências e perspectivas.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 1: Palestra com o convidado Arq. Roberto Fialho (noturno). Figura 2: Conversa da turma da manhã com as ex-alunas Amanda Konig e Clarissa Teixeira. Figura 3: Egressos Leticia Falco, Thayná Pazzianotto, Izabella Borghoff, Mauricio Alexandre e Andrea Lingoist em conversa com a turma do noturno.
Seção 1: Panorama do curso
149
Práticas Profissionais Ana Carolina Mendes (matutino e noturno) Mariana Rial (noturno)
A disciplina Práticas Profissionais
O arquiteto e professor Dr.
foi estruturada a partir de dois temas
Wilson Edson Jorge, professor titular
principais que permearam o semestre:
aposentado do Departamento de
1. Aspectos gerais da profissão e
Projetos da FAUUSP, apresentou, por
suas diversas possibilidades de práticas
meio de seu percurso profissional, um
2. Práticas ligadas ao exercício
panorama histórico da profissão, com
profissional do dia a dia de um escritório
momentos de práticas em planejamento
de projetos
urbano, projeto do edifício e na pesquisa
Na chave de aspectos gerais,
acadêmica. Já a arquiteta Dra. Estela
as aulas se estruturaram em aulas
Alves, apresentou seu cotidiano na
expositivas dialogadas intercaladas
prática em administração e gestão de
com aulas formato bate papo, com
obras de porte variado. O arquiteto
convidados externos selecionados, além
Ricardo Aguilar da Silva, conselheiro do
de visita técnica ao trecho urbano da
Conselho de Arquitetura e Urbanismo
Avenida Angélica e arredores, em que
(CAU-SP), tratou sobre a ética na
pudemos exemplificar práticas diversas,
profissão. O arquiteto Marcelo Pavan,
como: arquitetura da edificação,
diretor da construtora Nox Engenharia,
paisagismo, arquitetura de interiores,
organizou um bate papo sobre sua
arquitetura de varejo, etc. Pudemos
trajetória profissional. E, por fim, as
contar com a fala de dois profissionais,
arquitetas Mariana Alves, Coordenadora
de diferentes atuações.
de Cursos do Instituto de Arquitetos do
150
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 1: Professor Wilson Jorge. Figura 2: Bate papo com professor Wilson Jorge. Figura 3: Visita à Av. Angélica e arredores com alunos da turma matutino.
Seção 1: Panorama do curso
151
Brasil (IAB-SP) e Camila Reis, Diretora de
ligada às atividades do dia a dia de um
Políticas Profissionais do IAB-SP e sócia
escritório exploramos a elaboração do
do escritório Natureza Urbana.
Registro de Responsabilidade Técnica
Junto às falas dos convidados
(RRT) e Certidão de Acervo Técnico
externos, realizamos seminários
(CAT), ambas documentações ligadas
em grupo baseados em capítulos
à prática da profissão junto ao CAU.
selecionados do livro LAWSON, Brian.
Como atividade prática dessa chave,
Como arquitetos e designers pensam.
desenvolvemos uma lista de desenhos e
São Paulo: 2011, Oficina de Textos. O
cronograma de um projeto.
objetivo foi apresentar os conceitos
Tais produtos, no dia a dia de um
expostos pelo autor e complementar
escritório, geralmente são elaborados
com exemplos de projetos e práticas do
em etapa de desenvolvimento do
repertório do grupo, com ao menos 3
projeto, quando ainda não se tem
exemplos.
noção exata do produto final, como
No meio do semestre realizamos
modo de prever o volume de trabalho
visita técnica na Av. Angélica e
que determinado projeto pressupõe;
arredores, partindo da estação Marechal
porém, para fins acadêmicos e didáticos,
Deodoro do metrô e encerrando a
propusemos a direção contrária. A
visita no Ed. Rosa, na esquina com a
partir de projeto existente e divulgado,
Av. Paulista. Tal visita foi realizada em
as duplas ou trios supunham uma lista
conjunto com o 5° semestre noturno,
de desenhos e cronograma possíveis.
com o prof. André Sauaia, e pudemos
Os projetos selecionados foram de
observar as diferentes possíveis
tipologias diversas, propositalmente
atuações do arquiteto: arquitetura da
promovendo comparações e reflexões
edificação, paisagismo, arquitetura de
durante as apresentações.
interiores, arquitetura de varejo, etc. Na chave de prática profissional
152
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 4: Bate papo com Arq. Marcelo Pavan. Figura 5: Conversa com Arq. Mariana Alves e Camila Reis. Figura 6: Visita à Av. Angélica e arredores com alunos da turma noturno.
Seção 1: Panorama do curso
153
Projeto Grandes Conjuntos Edificados Ana Carolina Mendes (matutino) Artur Katchborian (matutino e noturno)
Matutino
são camadas de leitura que trazem a
em grupo e individuais, estas através de
complexidade da vida real ao universo do
pequenos produtos aderentes à entrega
Ana Carolina Mendes
exercício acadêmico projetual.
do grupo, mas que eram elaboradas
Em um constante exercício de
Artur Katchborian
individualmente.
aproximação e afastamento, o projeto
Uma das entregas individuais
se configura, portanto, em uma leitura
ocorreu no EP com a elaboração do
noção da complexidade da produção
na escala da cidade, do bairro e da
memorial conceitual do projeto,
projetual na escala do desenho urbano.
implantação das edificações, de uso
momento em que cada aluno do grupo
Partindo da compreensão da Operação
misto, na escala local.
pôde expressar sua visão acerca do
A disciplina constrói no aluno a
Urbana Bairros do Tamanduateí, de
O programa do projeto é composto
partido arquitetônico do projeto. Outra
aprovação recente na cidade de São
por edificações de uso misto, programa
entrega individual bastante interessante
Paulo, apresenta-se o lote do exercício
a ser concebido pelas duplas ou trios de
ocorreu já na última etapa (AP),
projetual ao aluno, em seus cerca de
trabalho, considerando a condição de no
quando cada aluno escolheu um trecho
80.000m². Tendo a proximidade da antiga
mínimo 60% da área uso habitacional.
ou assunto para detalhamento. Os
fábrica da Antártica, bem como o desafio
Ao longo das entregas, que evoluíram
detalhamentos variaram de ampliações
da proximidade com a via férrea, sobre
nas etapas Estudo de Viabilidade (EV),
de paisagismo a cortes ampliados de
as legislações recorrentes se sobrepõe
Estudo Preliminar (EP) e Anteprojeto
transposições sobre a via férrea.
também a questão do tombamento:
(AP), tivemos momentos de avaliação
154
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Seção 1: Panorama do curso
155
Aproveitamos a oportunidade de unir a teoria à prática em visita a um projeto de grande porte, de autoria do professor Artur Katchborian e participação da professora Ana Carolina, o Conjunto Habitacional Heliópolis. Trata-se de um projeto habitacional, com mais de 400 apartamentos, realizado no Programa de Reurbanização de Favelas da Prefeitura de São Paulo, que contou com a participação de diversos escritórios de arquitetura e uma das glebas (Gleba G) coube a Biselli Katchborian Arquitetos. Foi possível observar na prática as escalas de projeto do arquiteto, bem como as possibilidades de impacto de sua atuação, para além dos efeitos do puro desenho arquitetônico. Os diversos agentes presentes em um projeto da vida real estão presentes nas atividades propostas da disciplina, que atinge sua conclusão com projetos multifuncionais detalhados até a escala 1:100.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 1 (página anterior): Visita a Heliópolis. Figura 2: Implantação pavimento térreo, projeto Heloísa Fos e Guilherme Palladini. Figura 3: Perspectiva setor Educacional com construção do programa, projeto Heloísa Fos e Guilherme Palladini.
Seção 1: Panorama do curso
157
Noturno Artur Katchborian A disciplina proporciona aos alunos uma compreensão da complexidade envolvida na produção de projetos na esfera do desenho urbano. Com base na análise da recente Operação Urbana Bairros do Tamanduateí, em São Paulo, é apresentado aos alunos um lote de aproximadamente 80.000m² para o exercício projetual. A proximidade da antiga fábrica da Antártica e a estação Moóca da CPTM e os desafios derivados da proximidade com a ferrovia, junto às regulamentações existentes, trazem à tona também a questão do tombamento - elementos que acrescentam camadas de interpretação, refletindo a complexidade da vida real no contexto da prática acadêmica. Assim, o projeto se desenvolve em um contínuo movimento de aproximação e distanciamento, configurando-se como uma leitura que abrange a escala da cidade, do bairro e a implementação das edificações de uso misto na escala local. O programa do projeto inclui construções de uso misto que serão elaboradas em duplas ou trios, levando em consideração a exigência de que pelo menos 60% da área seja destinada a fins habitacionais. Durante as diferentes fases das entregas, que incluem o Estudo de Viabilidade (EV), o Estudo Preliminar (EP) e o Anteprojeto (AP), realizamos avaliações tanto em grupo quanto individuais. Essas avaliações individuais foram representadas por pequenos trabalhos que estavam alinhados com a entrega do grupo, mas que foram desenvolvidos de forma independente. Uma das atividades individuais aconteceu durante o EP, onde cada aluno teve a oportunidade de criar um memorial conceitual do projeto, permitindo que expressassem sua perspectiva sobre a proposta arquitetônica. Outra entrega individual bastante notável ocorreu na fase final (AP), quando cada estudante tinha a liberdade de escolher um trecho
158
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
ou tema para aprofundar. Os aprofundamentos variaram desde ampliações de paisagismo até cortes detalhados de transposições sobre a ferrovia. Tivemos a chance de integrar teoria e prática ao visitar um significativo projeto ne nossa autoria, juntamente com a turma do matutino: o Conjunto Habitacional Heliópolis. Este empreendimento, que contempla 420 habitações, faz parte do Programa de Reurbanização de Favelas da Prefeitura de São Paulo e envolveu a colaboração de vários escritórios de arquitetura, sendo que uma das áreas (Gleba G) ficou a cargo da Biselli Katchborian Arquitetos. Durante a visita, além do testemunho dos usuários foi possível observar na prática as escalas de projeto do arquiteto e compreender as várias formas de impacto de seu trabalho, que vão além do simples desenho arquitetônico.
Figura 4: Apresentação Final G4: Pietra Guerreiro, Sophia Machado e Rafael Vital. Figura 5: Apresentação Final G5: Adriely Stephanie de Sousa e Samanta Stefany de Souza Fernandes. Figura 6: Apresentação Final G8: Andressa Moreira de Oliveira.
Seção 1: Panorama do curso
159
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Seção 1: Panorama do curso
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Trabalho de Conclusão de Curso 2 Artur Katchborian (matutino e noturno) Beatriz Kara (matutino) João Yamamoto (matutino e noturno) Paulo Magri (noturno) Marcella Ocke (matutino) Marcelo Suzuki (matutino) Maria Stella Tedesco (matutino) Maurício Petrosino (matutino e noturno) Ralf Flôres (noturno)
10º SEM
Ricardo Dualde (noturno) Ricardo Luis Silva (matutino e noturno) Rita Canutti (noturno) Rodrigo Gutierrez (noturno) Valéria Fialho (noturno) Walter Galvão (matutino e noturno)
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Matutino
Noturno
Aline Lopes da Silva
Ana Beatriz Pereira dos Reis
Michel Camurça Ferreira
Anyelle Guimarães Azevedo
Ananda Isaias Paula
Pedro Silva Ivenção
Beatriz Pereira Costa
André Felipe do Nascimento Carvalho
Rafaella Beatriz Ozaki
Bianca Monteiro de Barros dos Santos
Bárbara Barbosa Fernandes
Renata Ramaldes Coelho
Breno Vieira Bogoni
Barbara Grangeiro
Thais Reimberg Maia Dos Santos
Bruna Arissa Aoyagui Numakura
Beatriz Natsumi Hirata
Vanessa de Oliveira da Silva
Diane Dias Anastácio
Caroline Morais de Alencar
Vinicius Alves Portugal
Fernando Marcell Fernandes
Caroline Ramos dos Santos
Vitor Alves Correa
Gabriella Francisca Alves da Silva
Debora Liberatori Fernandes
Yasmin Bitencourt da Silva
Giovanna Arias Theodoro dos Santos
Francini Melo dos Santos
Giovanna Ramalho dos Santos
Isabelle Carla de Mattos
Isabel Cristina Campos Wanser
João Pedro Correia Macedo
Karen Mayumi Hinoue
Larissa Rua Gonçalves
Larissa Ordoñez de Salles Maciel
Leonardo Alves Rodrigues Macedo
Mariana Bordinhão Duma
Leticia Montemagni Pereira
Mariana Silveira de Abreu
Livian Ferreira da Conceição
Pollyana Caroline da Silva Teodoro
Lucas Chausse Lima
Stephane Queiroz Nogueira
Melissa Silva França
Thainá Sousa Rastello Thais Akemi Sato da Silva
Seção 1: Panorama do curso
163
Todos os trabalhos de TCC apresentaram um ensaio individual, publicados na edição 16 da Revista do TCC. Ela está disponível no endereço: https://issuu.com/arqlabsenac/docs/revista_do_tcc_2024-2
24
_2
20
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Centro Universitário Senac
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
bAU sen ac_
revista do tcc
#16 > 2024
Seção 1: Panorama do curso
165
SEÇÃO 2
AGO EXTRACURRICULAR
PANORAMA LAR - Laboratório de Arquitetura Responsável Térreos Permeáveis na Cidade de São Paulo. Caso #1: a galeria comercial do edifício COPAN Os desafios do Edifício Multifuncional Projeto de Extensão Universitária Curiosidade Ensina Projeto de ambientação do 18º Prêmio Grandes Cases da Embalagem 2024 39º ENSEA Atividades cotidinas do curso O TCC e o Início da vida Profissional – 9ª edição Atividades cotidianas do curso Sem Pena: um olhar além da imagem, uma aula fora da grade Semana de Arquitetura e Urbanismo Atividades cotidianas do curso Design Essencial Arq. Gabriela de Matos Atividades cotidianas do curso Projeto e execução do Troféu para a 26ª Premiação IAB SP Semana de Bancas TCC 2
SET
NOV
OUT
DEZ
168-177 178-193 194-207 208-209 210-213 214-219 220-231 232-235 236-239 240-243 244-250 250-253 254-255 256-261 262-269 270-277
LAR Laboratório de Arquitetura Responsável LAR 10 ANOS – Urbanismo Social e paisagem revisitada Marcella de Moraes Ocke Mussnich (coordenação)
O Projeto de Extensão Universitária LAR – Laboratório de Arquitetura Responsável existe desde 2014 e, a cada ano realizou atividades de pesquisa relaciona das com a paisagem urbana, arquitetura do edifício e design por vezes articulados às comunidades ou Organizações Não Governamentais (ONG´s) ou o Poder Público. A proposta para 2024 intitulada LAR 10 ANOS – Urbanismo Social e paisagem revisitada celebra estes dez
168
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
anos de atividade e propõe revisitar
de jardim de chuva no Campus Santo
o planejamento urbano integre de
o território do entorno do Campus
Amaro para que fosse um local de
forma eficiente os elementos naturais
Santo Amaro do Centro Universitário
ajuda à micro drenagem e um espaço
e construídos, de maneira crítica e
Senac pesquisando as transformações
educativo sobre possibilidades de que
que envolva a população que usufrui a
ocorridas na área neste período e
a paisagem não seja apenas elemento
cidade.
identificando possibilidades de diálogo
estético, mas principalmente com um
com a comunidade da região do entorno
caráter ambiental.
do Campus a fim de repensar os
Portanto, como fruto de discussões e estudos, catalogaram-se diversas
Muitas cidades amplamente
práticas e ferramentas para solucionar,
espaços urbanos para uma convivência
urbanizadas, como São Paulo, com
sistemicamente, problemas no âmbito
segura, um espaço urbano mais
seus próprios contextos e históricos,
ambiental e/ou ecológico. Práticas
inclusivo e sustentável.
enfrentam diversos desafios referente à
que podem promover não somente
No segundo semestre do ano a
urbanização e à relação com a natureza,
a solução formal do problema mas
equipe LAR se dedicou a pesquisar sobre
a exemplo: ilhas de calor, sistemas de
também reconexão com a natureza,
paisagismo ecológico com um enfoque
drenagem inadequados, solo exposto
conscientização, senso de preservação,
em Soluções Baseadas na Natureza
e degradado, arborização insuficiente,
trazer benefícios sociais com espaços
(SBN) e tipologias de Infraestrutura
impermeabilização excessiva,
inclusivos e acessíveis, melhorando
verde para que possamos projetar
contaminação do ar, do solo, da água
a qualidade de vida e promovendo
cidades mais verdes, resilientes,
e baixa qualidade ou inexistência de
interações comunitárias, melhorar
sustentáveis e saudáveis.
serviços ambientais.
a saúde e bem-estar da população,
A equipe teve 8 oficinas com
O crescimento acelerado da
trazer valorização cultural e identitária,
profissionais especialistas no tema
população urbana é um fenômeno
educar, sensibilizar, desenvolver,
e desenvolveu estudos para as duas
que prepondera em todo mundo há
garantir equidade e justiça ambiental
bacias hidrográficas onde o Campus
um bom tempo e, consequentemente,
às comunidades vulneráveis e, por
Santo Amaro do Centro Universitário
traz consigo inúmeros desafios para
último, mas não menos importante,
Senac está situado: Bacia do Córrego
as cidades, que precisam atender às
contribuir para a adaptação e resiliência
Zavuvus e Poli. Após essa análise geral,
demandas tão crescentes de seus
das cidades às mudanças climáticas
o grupo implantou um projeto piloto
habitantes. Portanto, é essencial que
urgentes.
Seção 2: Panorama extracurricular
169
Para destacar a importância dessa discussão, podemos ver na figura 1 que dez dos dezessete Objetivos de
e filtragem de água, bem como a
seria adequada para implantação no
utilização de vegetação nativa da região.
local.
As diretrizes para a
Inicialmente, nas análises das
Desenvolvimento Sustentável (ODS) da
implementação das SBNs consistem
bacias, a equipe foi separada em dois
Organização das Nações Unidas (ONU)
na análise e avaliação da área em que
grupos para estudo das duas bacias
estão diretamente relacionados.
a técnica será aplicada, considerando
existentes no terreno do Centro
Desenvolvidas para contribuir com
informações como as características e
Universitário Senac - Santo Amaro:
os diversos indicadores da Organização
permeabilidade do solo, a vegetação
bacia hidrográfica do Córrego Zavuvus
das Nações Unidas nas cidades pelo
existente e a presença de corpos d’água
e bacia do Córrego Poli. Após análises
mundo, as Soluções Baseadas na
ou bacias hidrográficas na localidade.
de densidade demográfica, hidrografia,
Natureza (SBN) funcionam como um
Essas informações são fundamentais,
topografia, vegetação e características
guia, apresentando métodos técnicos
especialmente para a aplicação de
específicas de cada bacia foram
que, após um diagnóstico e estudos
soluções que integrem elementos
propostas tipologias específicas para
preliminares da área de aplicação,
naturais, com ênfase na vegetação.
cada bacia.
são associados ao meio ambiente, à
Várias são as possibilidades de
Por se tratar de uma área muito
natureza e à qualidade de vida humana.
tipologias de SBNs que podem ser
grande, a bacia do Zavuvus foi dividida
A expressão “infraestruturas
aplicadas desde a escala regional até
em dois perímetros. Para o perímetro 1
verdes” e “soluções baseadas na
uma escala local de projeto e para
(figura 2) foram sugeridas as seguintes
natureza (SBNs)” referem-se a um
embasar as pesquisas e ampliar o
intervenções:
método integrado em projetos
repertório dos alunos da Equipe LAR
técnicos que contemplam alternativas
o Projeto de Extensão convidou a
de soluções com impacto positivo
consultora especializada Professora
topográfica que possui a finalidade
significativo tanto para o meio ambiente
Ms. Maitê Bueno para ministrar uma
de coletar e absorver o escoamento
como para o meio social. Essas técnicas
Oficina de Paisagismo Ecológico onde
superficial das águas da chuva, telhados,
são diretamente atreladas aos sistemas
foram desenvolvidas análises nas bacias
calçadas, ruas e demais superfícies
hídricos e ao solo, como técnicas
hidrográficas do Campus Santo Amaro
impermeáveis, contribuindo assim para
de escoamento, armazenamento
para identificar, na prática, qual tipologia
a redução significativa da quantidade
170
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
1 - Jardim de chuva: Jardim de Chuva é uma depressão
de água direcionada ao sistema convencional de drenagem urbana. Esse jardim contribuiria no escoamento de água da chuva, telhados e escoamento superficial na região, auxiliaria na construção de mais áreas permeáveis na região principalmente para alunos e frequentadores das indústrias e do Centro Universitário Senac. 2 e 4 – Biovaletas nas ruas e Canteiro Pluvial em áreas de praças: Contribuiriam no escoamento da água da chuva, removendo detritos e poluição, principalmente em áreas alagáveis. Os dispositivos ajudariam nas áreas permeáveis, auxiliando na diminuição de ilhas de calor na região próxima ao sistema viário, contribuindo na sobrecarga de água no solo. 3- Ruas verdes: Manutenção nas ruas verdes existentes para ajudar na diminuição de ondas de calor, aumentando a ventilação natural e valorização da fauna e flora. (figura 3) Para o perímetro 2 (figura 4) a Equipe LAR propôs as seguintes intervenções:
Figura 1: ODSs diretamente relacionados às SBNs. Figura 2: Perímetro 1 Bacia Córrego Zavuvus.
Seção 2: Panorama extracurricular
171
1- Hortas comunitárias Buscando garantir o acesso a alimentos frescos e saudáveis para os moradores de baixa renda, além de promover a saúde física e mental, a horta incentivaria a educação ambiental e fortaleceria a participação da comunidade no ambiente urbano. 2- Muro de gabiões com vegetação Pensando na questão do córrego presente na favela, com descarte incorreto de lixo foi optado por colocar um muro de gabiões para proteção das margens e possibilidade de implantação da horta comunitária sobre o muro. 3- Ruas verdes Pensada para trazer mais arborização e qualidade de vida para comunidade, contribuiria com a diminuição de ilhas de calor, ventilação, aproximação da fauna e flora e o bemestar local (figura 5). Para o Córrego Poli foram identificadas possibilidades semelhantes à do Zavuvus com a implantação de jardins de chuva, canteiros pluviais e biovaletas e além dessas uma Zona de
172
Figura 3: Propostas perímetro 1 bacia Zavuvus. Figura 4: Perímetro 2 Bacia Córrego Zavuvus.
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Tratamento que seria uma área com infraestrutura para tratamento da água do córrego e implementação de saneamento básico para habitações próximas. Após essas análises e propostas em escala regional como a tipologia de Jardim de Chuva apareceu como diretriz para as áreas das duas bacias a Equipe LAR partiu para uma atividade prática de implantação de um projeto Piloto de Jardim de Chuva no Campus Santo Amaro do Centro Universitário Senac que fica dentro da bacia do Córrego Zavuvus. Inicialmente, os alunos do projeto de extensão: LAR, realizaram estudos e análises sobre como e onde o jardim de chuva poderia ser implantado no Campus Santo Amaro observando quais áreas no campus estavam mais propensas a serem alagadas e que
Figura 5: Propostas perímetro 2 bacia Zavuvus.
Seção 2: Panorama extracurricular
173
poderiam fazer uso do jardim de chuva, por fim, a área escolhida foi uma parte do terreno próxima ao edifício acadêmico 2 do Centro Universitário. Diante disso, foram realizados os devidos levantamentos do local (figura 6) onde foi implantado o jardim de chuva com medições na área, medições nas tubulações hidro sanitárias e análise da queda d’água. Também, foram escolhidas as espécies vegetais e foi desenvolvido um projeto para o jardim de chuva. A partir de um estudo preliminar (figura 7) o projeto executivo foi implantado de acordo com os obstáculos físicos do terreno (tubulações, iluminação, grelhas existentes); mão de obra disponível e vegetação nativa de baixo custo. As atividades de marcação do terreno, escavação (figura 8), e plantio foram executadas na Semana Senac de Cidadania e Semana de Arquitetura realizadas no segundo semestre de 2024 e contaram com os alunos da Equipe LAR, alunos do Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo inscrito no
174
Figura 6: Levantamento de campo. Figura 7: Estudo preliminar jardim de chuva.
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
mutirão de plantio (figura 9) e da equipe de jardinagem do Campus Santo Amaro. As atividades desenvolvidas no Projeto LAR 10 anos - Urbanismo Social e Paisagem Revisitada com foco no Paisagismo Ecológico foram importantes para entender as novas demandas da arquitetura da paisagem. Face os ODS e as questões climáticas que se apresentam, a paisagem atualmente não pode apenas atender requisitos estéticos e funcionais, seu maior papel é ambiental. Pensar em cidades mais verdes, humanas, resilientes e sustentáveis permeiam as soluções baseadas na natureza e as tipologias de infraestrutura verde é fundamental para o projeto da arquitetura da paisagem. É preciso revisitar áreas e atribuir esse novo olhar ecológico nos projetos futuros fazendo uma análise macro, no âmbito regional inicialmente, para poder implementar ações locais efetivas como o que a Equipe LAR experimentou nesta proposta de trabalho.
Figura 8: Escavação terreno
Seção 2: Panorama extracurricular
175
O Jardim de Chuva piloto (figura 10), inserido na bacia do Zavuvus, tem sido bastante efetivo desde sua implantação, absorvendo rapidamente as águas pluviais e evitando alagamentos nas áreas próximas à sua implantação. Ele pode ser replicado em demais áreas criando um sistema de espaços livres eficiente na microdrenagem urbana, além do embelezamento da paisagem e a reaproximação da natureza que sempre nos mostrou soluções sustentáveis.
Figura 9: Mutirão de plantio.
176
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 10: Jardim de Chuva implantado.
Seção 2: Panorama extracurricular
177
Térreos Permeáveis na Cidade de São Paulo: As galerias comerciais, seus desenhos, usos e dinâmicas. Caso #1: a galeria comercial do edifício COPAN Os anos de1950 representaram um período em que a cidade de São Ricardo Luis Silva
Paulo apresentava uma dinâmica de
Walter José Ferreira Galvão
transformação e crescimento espantosos.
e alunos
Verificavam-se dois aspectos marcantes
Évellyn Rigamonte da Silva, Larissa Almeida dos Santos Bonin,
desta época: uma intensa expansão na
Murylo Anido Pereira Coimbra, Nathália Stefani Gomes,
malha urbana e o adensamento populacional
Sophia Antunes de Almeida e Tainá de Castro Moro
com verticalização da área central. Também ocorria uma valorização do centro não apenas para o uso habitacional e comercial, mas também como espaço cultural e intelectual. No pavimento térreo de alguns edifícios, projetados nesses anos, funcionavam galerias que abrigavam lojas de alto luxo, bares e restaurantes da moda e eram pontos de encontro de intelectuais, artistas e boêmios. No entanto, mesmo surgindo num momento de apogeu da cidade de São Paulo, tal qual a região central onde estavam inseridas as galerias comerciais entraram em
178
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Seção 2: Panorama extracurricular
179
declínio a partir dos anos de 1960. Nesse
arquitetura existente no local: o edifício
com rua interna existente entre o COPAN
momento, o centro novo deixa de ser o
COPAN. Partiu-se do pressuposto que
e o edifício do BRADESCO, sendo que uma
polo cultural frequentado pela classe alta e
esses ambientes servem como espaços
pequena parcela tem alinhamento com a
as galerias passam a ser abandonadas por
permeáveis, ou seja, permitem e incentivam
Avenida Ipiranga.
usuários e comerciantes, acompanhando
a ligação entre diferentes locais da cidade.
Além de 73 lojas a galeria possui
um contínuo processo de degradação do
Igualmente, servem como ambientes de
cinco entradas, acessos aos seis blocos do
local.
atração para o combalido centro da capital
edifício, acessos ao cinema (que hoje é um
paulistana.
espaço ocioso) e corredor de circulação com
O descaso com a região do centro novo por parte do poder público e a
Convém salientar que o edifício
larguras variadas. O corredor de circulação
comunidade citadina em geral, permaneceu
COPAN foi projetado durante o boom
é sinuoso e, em determinado momento,
até a última década do século XX, quando
imobiliário da década de 50 do século XX
divide-se em dois circundando uma ilha de
a Prefeitura do Município de São Paulo
por Oscar Niemeyer, surgindo como um
lojas centrais.
começa a agir. Iniciativas passam a ser
monumento aos paradigmas de São Paulo
engendradas na busca de atrair atividades
nos anos de 1950, a saber, gigantismo,
determinou-se a divisão em três etapas, a
e valorizar a região e as galerias comerciais
verticalização, adensamento populacional,
saber, Levantamento de dados, definição de
retomam o protagonismo.
Na realização das atividades,
dentre outros. Ocupando o pavimento
procedimentos metodológicos e produção
Nesse sentido, este projeto de
térreo do edifício, a galeria comercial
de material gráfico.
extensão universitária propôs-se a analisar
ocupa todos os 6.006,35 m² do terreno,
os acessos, fluxos e preferências, enfim, a
fazendo divisa com terrenos vizinhos nos
todo o acervo histórico do edifício e, de
apropriação por parte dos usuários dessas
fundos e nas laterais com a Rua Araújo e
maneira específica, da galeria comercial.
galerias, iniciando por um dos ícones da
Vila Normanda. A parte frontal alinha-se
Aqui foram atualizadas as observações
180
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Na primeira etapa foram observados
Figura 1: Dinâmicas cotidianas na área externa da galeria comercial do COPAN. Figuras 2 a 4: Alunos realizando levantamento das caracterísiticas físicas da galeria.
Seção 2: Panorama extracurricular
181
sobre o uso das lojas e determinadas as chamadas lojas âncoras, ou seja, aquelas que têm um forte apelo para a comunidade. Na fase de procedimentos metodológicos, foram revistos e definidos as formas e maneiras de elaboração do levantamento de dados e estruturação dos conteúdos científicos a serem abordados. Nesta etapa também foram realizados testes de materiais e processos, visando a produção gráfica e dos modelos necessários. Na etapa final, a partir das avaliações sistematizadas e analisadas, foi efetivada a produção gráfica definitiva. Vale acrescentar que esta produção expressa um recorte temporal da galeria, demonstrando de modo lúdico, porém assertivo, os usos das lojas e suas apropriações por utilizadores do local. Igualmente foram registrados símbolos, logotipos, texturas, acabamentos, dentre outros elementos marcantes do espaço.
Figuras 5 e 6: Momentos de observações flutuantes na área externa da galeria.
182
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figuras 7 e 8: Desenvolvimento das cartografias de usos e representação dos levantamentos realizados em campo.
Seção 2: Panorama extracurricular
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USO E PRÁTICAS NA
Galeria Copan
184
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
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RELATOS IMPRESSÕES & EXPERIÊNCIAS
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2.
OBSERVAÇÕES A GALERIA ATRAVÉS DE MAPAS
Praça da República R. Marquês de Itu
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SUMÁRIO
1.
CONTEXTO O EDIFÍCIO ATRAVÉS DOS ANOS
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R. Álvaro
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A GALERIA COMERCIAL foto: acervo da Prefeitura de São Paulo foto: acervo da Prefeitura de São Paulo
Ascensão Avenida Paulista Início da degradação dos edifícios e do abandono do centro histórico de São Paulo, decorrente da ascensão da Avenida Paulista.
Início da verticalização em SP O empresário Orozimbo Roxo Loureiro contratou Oscar Niemeyer para o projeto do edifício. Naquela época, São Paulo vivia sua fase de verticalização.
Tombamento CONPRESP Tombamento do Copan pelo Conselho municipal de preservação do patrimônio histórico, cultural e ambiental da cidade de São Paulo (CONPRESP).
O banco Bradesco assume os direitos de construção do edifício
1951
1952
1957
Inicio das obras
1966 Inauguração do edifício
1980
2012 1992 início ao resgate estrutural, ambiental e físico do edificio, gerando a modernização do prédio e inicio de diversos classes sociais habitando o edifício.
O comercio presente na galeria do edifico Copan é totalmente variado, possuindo inúmeros ramos comerciais, sendo os mais predominantes: Alimentício;
Entretenimento;
Vestuário;
Serviço
Beleza;
Saúde
nichos presentes na galeria dados 2024 3% 12%
34% 12%
12%
2021 Inicio dos preparativos para a reforma da fachada
Galerias como um ato de gentileza O Edifício Copan é um marco arquitetônico que ocupa uma quadra inteira e oferece seu térreo para uso coletivo, integrando-se ao espaço público de forma que o pedestre o percebe como uma extensão da calçada – o térreo torna-se uma rua. Em uma cidade cada vez mais fechada ao pedestre, projetos como este, que promovem a diversidade de usos, a convivência de diferentes públicos e a mistura de classes sociais e econômicas de maneira bem-sucedida, tornam-se exemplos de como a arquitetura pode e deve dialogar com a vida urbana, em vez de se isolar dela.
15%
12%
Religioso.
As obras foram iniciadas, sobre o comando do arquiteto Carlos Lemos.
foto: acervo do edifício Copan
A galeria comercial do edifício possui atualmente 82 comércios, juntamente com corredores de formatos orgânicos, que geram diversas possiblidades de caminhos pelo térreo do empreendimento, conduzindo a cinco entradas que levam até as entradas dos blocos residenciais e ao cinema.
Alimentício
Serviços
Vestuário
Saúde
Beleza
Entreterimento
Religioso
comércios mais influentes na internet dados 2024
7%
11%
49%
13%
20%
Barbearia do Seu Adão - 530k foto: acervo do edifício Copan
Bar Dona Onça - 220k foto: Estadão
Korova Roupas - 140k Vanderlei Lima Moda - 122K Pure Pilates - 69k
Seção 2: Panorama extracurricular
185
simbologia quantidade de pessoas entrada 5 S
530 D S T Q Q S S
porcentagem de pessoas na contagem geral da pesquisa dia da contagem
35%
metodologia Cada integrante da equipe posicionou-se em frente a uma das entradas do edifício, realizando a contagem do número de pessoas que entravam e saíam. As contagens de fluxo foram realizadas em dias diferentes, mas sempre no mesmo período do dia, garantindo a consistência dos dados coletados..
entrada 2* 198 D S T Q Q S S
13%
resultado Os resultados da pesquisa revelaram que as entradas 1, 4 e 5, situadas nos extremos do edifício, foram as mais movimentadas. Em contrapartida, as entradas voltadas para a rua interna do prédio apresentaram os menores fluxos de pessoas entrando e saindo.
entrada 3
entrada 4 305 D S T Q Q S S
23%
116 D S T Q Q S S
7%
nota*
MAPA DE FLUXO - tarde 0
10
15
entrada 1 363
escala gráfica (m)
D S T Q Q S S
186
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
*o número da contagem da entrada 2 foi feito a partir de uma média de todos os dias observados nesta entrada
24%
GALERIA - Impressões do espaço AUTORES Évellyn Rigamonte Murylo Anido Pereira Coimbra Nathália Stefani Gomes Tainá de Castro Moro Sophia Antunes de Almeida
metodologia A metodologia adotada consistiu na observação das lojas da galeria em diferentes dias e horários, analisando os tipos de propostas oferecidas por cada estabelecimento e o perfil das pessoas que elas atraem para o local.
resultado Observou-se que a maioria dos estabelecimentos com uso mais cotidiano possui propostas variadas. Esses locais, em geral, atraem um público mais fiel, possivelmente composto, em grande parte, por moradores do próprio edifício.
nota
MAPA LOJAS - cotidiano 0
10
As observações apresentadas foram realizadas ao longo do ano de 2024.
15
escala gráfica (m)
Seção 2: Panorama extracurricular
187
VIDEO LOCADORA - Connection Por Évellyn Rigamonte VIDEO LOCADORA - Connection Por Évellyn Rigamonte
VIDEO LOCADORA - Connection Por Évellyn Rigamonte
188
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
SORVETERIA - Tem Umami Por Larissa Bonin
Seção 2: Panorama extracurricular
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LIVRARIA - Megafauna Por Évellyn Rigamonte
190
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
LIVRARIA - Megafauna Por Évellyn Rigamonte
LIVRARIA - Megafauna Por Évellyn Rigamonte
LIVRARIA - Megafauna Por Évellyn Rigamonte
Seção 2: Panorama extracurricular
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REVESTIMENTOS NO COPAN
FONTES
ANTI-INCÊNDIO
CARTÕES DE VISITA DO COPAN
Por Nathália Stefani
Por Murylo Anido
Por Sophia Antunes
VITRINES DO COPAN Por Évellyn Rigamonte
Por Tainá Castro
(páginas anteriores) Figuras 9 e 25: Páginas no livreto produzido com todos os levantamentos realizados durante todo o ano de projeto. Figuras 26 a 29: Equipe apresentando o livreto e os resultados obtidos com as cartografias e observações ao longo do período para o Sr. Affonso Celso Prazeres de Oliveira, síndico do condomínio, e equipe.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Seção 2: Panorama extracurricular
193
Os desafios do Edifício Multifuncional Katia Pestana Marcelo Ursini
A disciplina de projeto do edifício multifuncional envolve a síntese de vários
A estratégia adotada para o
temas e demandas presentes no decorrer do
desenvolvimento dos exercícios e atividades
curso. O fundamento está principalmente
nesse semestre, foi dividir em temas
na solução do térreo do conjunto, ou seja,
os diversos desafios do projeto, como o
na implantação dos edifícios, na ordenação
estacionamento, as unidades habitacionais,
dos acessos, na possibilidade de integrar o
a circulações verticais dentro da legislação
terreno com a rua e a cidade. Mas para que
existente e assim por diante.
essa urbanidade aconteça, o projeto dos
194
espaços livres das edificações.
Os exercícios variaram, ora
edifícios – suas funções, acessos, vazios,
desenvolvemos em sala (no papel manteiga),
volumetria, estrutura, materialidade etc. –
ora estabelecemos um prazo para a
precisa ser elaborado juntamente com os
postagem no Blackboard.
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Quadra Aberta Dois textos: A Quadra Aberta – Abílio
O Bairro do Bom Retiro O local escolhido pela disciplina foi
Guerra e Habitação coletiva e a evolução
o bairro do Bom Retiro. A decisão pareceu
da quadra – Mário Figueroa, foram o fio
acertada, pois o lugar oferece diversos
condutor da discussão sobre arquitetura
conteúdos que discutimos na disciplina.
e cidade – a implantação como vetor de
Uma região de comércio especializado,
integração entre os espaços públicos e os
marcado pela presença de oficinas de
espaços privados.
tecelagem, convivendo com edifícios
Também abordamos a tipologia
de habitação e uso misto; potencial de
do edifício multifuncional através de
adensamento e, sob a orientação de
estudos de caso, como o Edifício Renata
um zoneamento que (em tese) procura
(retrofit), o Edifício Bem Viver (novos
conservar essas características.
micro apartamentos no centro), o edifício
Fizemos uma visita ao Centro
Ouro Preto (ventilação / iluminação das
Comercial do Bom Retiro, exemplar
unidades no centro histórico), entre
para a discussão sobre os edifícios
outros; a legislação, o zoneamento e suas
multifuncionais, a quadra aberta e suas
consequências, e outros instrumentos
possibilidades. O passeio permitiu vivenciar
urbanísticos que o atual Plano Diretor lança
as potencialidades do bairro, edifícios
mão para transformar a morfologia da
que conformam ruas, edifícios com valor
cidade, foram examinados com a intenção
histórico que sobrevivem à renovação,
de dimensionar o porte do empreendimento
edifícios que se adequam às diversas
que o exercício propunha. Que cidade é
escalas de ocupação existentes na região.
essa? Figura 1: Estudos de estacionamento desenvolvidos em sala. Os desenhos foram feitos em uma aula e expostos para discussão.
Figura 2: Visita ao Centro Comercial do Bom Retiro – quadra aberta.
Seção 2: Panorama extracurricular
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Figuras 3 e 4: Visita ao Centro Comercial do Bom Retiro – quadra aberta.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Os projetos O exercício proposto partiu de um conjunto de quadras, distribuídas entre as várias equipes. A proposta exigia que se ‘liberasse’ áreas retirando alguns imóveis degradados e/ou vulneráveis no contexto desses quarteirões e do tecido urbano do bairro, e propusesse, como renovação, um novo conjunto multifuncional. O resultado mostrou diversidade nas ideias e soluções propostas pelos projetos.
Figura 5: Visita ao Festival da Cultura Coreana na Praça Cel. Fernando Prestes.
Seção 2: Panorama extracurricular
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Figuras 6 a 9: Maquete e desenhos técnicos apresentados pelos alunos Emerson Silva e Thiago Guedes.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Emerson Silva e Thiago Guedes A opção de encostar a empena do novo edifício projetado à empena do edifício préexistente trouxe uma série de questões sobre a qualidade dos ambientes internos das habitações. No entanto, apesar de ser uma operação de risco, os recortes feitos respeitam os vazios que fazem a ventilação no miolo da edificação existente, chegando a um resultado favorável. Os sanitários e cozinha se acomodaram nessa parte posterior do edifício, e quartos e salas se abrem para o vazio central do conjunto.
Seção 2: Panorama extracurricular
199
Beatriz Sales e Rafael Godoy O projeto pretende renovar toda a frente da quadra de estudo, abrindo a possibilidade de franquear o acesso público através de passagens pelo interior do lote. O edifício de uso corporativo e comercial ocupa a fachada principal da rua Sólon, reconstituindo a frente da quadra e resguardando a habitação na parte posterior do lote. Essa configuração pública dos espaços livres do térreo é ajustada sutilmente nos espaços livres designados para a habitação, através de pequenos desníveis e circulações verticais distintas.
Figuras 10 a 15: Maquete e desenhos técnicos apresentados pelos alunos Beatriz Sales e Rafael Godoy.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
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Figuras 16 e 17: Desenhos de Esther Fernandes e Juliana Prado. Atenção ao desenho das fachadas e sua relação com a rua. Figura 18: Exercício individual. Edifício residencial. Aluno Pedro Murata.
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Figuras 19 e 20: Avaliação intermediária.
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Figura 21: Exercício individual – edifício residencial. Aluno Rafael Godoy. Figura 22: Maquete final de Gustavo Martins e Roberto Bernard. Figura 23: Maquete final de Esther Fernandes e Juliana Prado.
Seção 2: Panorama extracurricular
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Projeto de Extensão Universitária Curiosidade Ensina depoimento aluna Sarah Siqueira
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Esse projeto me ensinou a transmitir conhecimentos técnicos, obtidos por pesquisa, para um público leigo, usando métodos variados. Além de ampliar meu repertório, essa experiência colaborou positivamente para minha formação, pois me desafiou a comunicar ideias complexas de forma clara e acessível. Agora, me preocupo mais com a maneira como transmito minhas ideias, buscando sempre apresentações didáticas e simplificadas para que sejam compreendidas por qualquer público.
elisa bracher Elisa Bracher é uma artista brasileira que cria esculturas enormes e impressionantes. Ela gosta de usar pedaços de madeira e metal que já estão velhos e desgastados. Quando ela faz suas obras, parece que elas vão cair ou flutuar no ar, como se estivessem desafiando a gravidade! Isso deixa as pessoas curiosas, porque ninguém sabe ao certo como essas esculturas tão grandes conseguem ficar de pé. É quase como mágica, pois o equilíbrio delas faz parecer que estão entre o céu e o chão, deixando quem vê com vontade de olhar bem de perto.
6 11
Seção 2: Panorama extracurricular
209
Projeto de ambientação do 18º Prêmio Grandes Cases da Embalagem 2024 Marcelo Suzuki Paulo Henrique Gomes Magri Valéria Cássia dos Santos Fialho Em sua 18ª edição, o Prêmio Grandes Cases de Embalagem consolida-se como um grande parceiro do Escritório Modelo de Arquitetura, Urbanismo e Design, projeto de extensão universitária conduzido pelos professores do curso de Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Senac Santo Amaro que, desde 2016, oferece aos alunos dos cursos de Arquitetura e Design a possibilidade de experimentarem a atuação profissional completa, desde o atendimento ao cliente, conceituação, desenvolvimento e execução do projeto do expositor, do púlpito e da ambientação do Prêmio. No ano de 2024 o desafio foi desenvolver o expositor fazendo uso de um material proveniente da economia circular, produzido a partir de embalagens de poliestireno recicladas, que são trituradas e prensadas a altas temperaturas, conformando-se em chapas, as quais vieram a fazer parte do expositor oferecido aos patrocinadores para demonstrarem seus produtos no evento. Para a ambientação, a grande novidade foi uma proposta de rebranding do Prêmio, com uma nova paleta de cores e logotipo atualizado, inspirado no principal símbolo do prêmio que é o troféu. A proposta também exigia que o projeto adotasse estilo de evento corporativo descontraído, com previsão do fluxo de cerca de quatrocentas e cinquenta pessoas. Os estudantes foram selecionados dentre os que participavam do projeto de extensão Escritório Modelo de Arquitetura, Urbanismo e Design (EMAU+D), mas também
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
foi divulgado para todo o Campus, possibilitando a participação de todos os alunos que demonstraram interesse. Na primeira etapa fizemos o reconhecimento de campo, estudamos as plantas do foyer e do auditório do Centro de Convenções no Centro Universitário Senac Santo Amaro. Em termos de layout, não foram necessárias muitas modificações com relação aos dois anos anteriores, sendo necessário apenas adequar os móveis de locação, arranjos florais e iluminação de forma que possibilitasse a integração entre os participantes do evento, procurando transformar o coquetel de abertura em um momento de construção de network para os profissionais da área de packaging design. Assim, focamos os esforços para o reconhecimento do material. Como esta placa reciclada era, para nós, um material desconhecido, levamos nossos estudantes para o laboratório de design industrial do nosso campus. Neste ambiente, os alunos submeteram o material a máquinas de corte e
Figura 1: Modelo do expositor e do pulpito.
Seção 2: Panorama extracurricular
211
usinagem de marcenaria, ao soprador
canal próximo às bordas do compensado.
treliças do tipo Box Truss posicionados
térmico, forno de cerâmica e furadeiras,
A concepção dos expositores
lateralmente, os quais tencionavam lonas
experimentamos diversas estratégias de
já estava em curso enquanto outra
impressas com o logotipo do evento e
fixação com parafusos diversos e colas
equipe de alunos se dedicava ao projeto
os de seus patrocinadores. No centro do
de diversos os tipos, estabelecendo um
de ambientação, que considerava a
palco, destacou-se o novo logotipo em
panorama de possibilidades de aplicação
distribuição do mobiliário, posicionamento
formato caixa.
com este material.
do bar, o fluxo dos garçons, locais para
A montagem foi realizada no dia do
sentar e o fluxo do público determinado
evento, iniciando-se no período da manhã
de design industrial direcionou a
pelas etapas do evento, composto de
para abertura do evento às 18h do dia 17
equipe a optar pelo desenvolvimento
uma recepção com coquetel no foyer,
de outubro de 2024. Os alunos receberam
do expositor em uma configuração de
a apresentação no auditório e retorno
seus convites e puderam vivenciar seu
formas cúbicas para estruturação em
ao foyer para o jantar ao estilo finger-
projeto in loco, aplicado na prática.
compensado, com detalhes curvos para
food, sempre com vistas a incentivar os
Esta foi uma experiência profissional
aplicação da chapa reciclada, explorando
participantes ao fortalecimento da rede
oferecida aos alunos do Bacharelado em
as suas características físicas, que
profissional na área de embalagens.
Arquitetura e Urbanismo e do Bacharelado
foram reconhecidas pela maleabilidade
O posicionamento dos expositores foi
em Design do Centro Universitário Senac
longitudinal e rigidez transversal.
determinado pela iluminação, já que
Santo Amaro.
Este experimento no laboratório
O design do expositor e do púlpito,
utilizamos os spots existentes no próprio
assim como a nova marca do Prêmio, foi
foyer do Centro de Convenções, estratégia
inspirado nas curvas do troféu. A aplicação
que havíamos utilizado com sucesso no
da chapa reciclada foi realizada na face
ano anterior.
frontal da peça, destacando este material
A solução para o palco foi
em um formato curvo. Estruturalmente,
relativamente simples, buscando
foi composto de dois montantes em
direcionar a atenção à projeção que
compensado de pinus travados com
anunciava os vencedores do Prêmio
travessas em MDF, enquanto a placa de
e contou com arranjos florais frontais
poliestireno reciclado se encaixa em um
no centro e painéis estruturados com
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 2: Montagem do evento. Figura 3: Ambientação na noite de premiação. Figura 4: Alunos responsáveis pelo projeto recebendo o prêmio pela participação.
Seção 2: Panorama extracurricular
213
39º ENSEA
Os Encontros Nacionais sobre Ensino de Arquitetura e Urbanismo
Marcella de Moraes Ocke Mussnich
[ENSEA] são organizados pela
Valéria Cássia dos Santos Fialho
Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo [ABEA], desde 1975. São encontros sistemáticos que têm como objetivo compartilhar e refletir sobre resultados de pesquisas e de experiências relativas à Educação em Arquitetura e Urbanismo [AU], de forma a contribuir para o avanço do conhecimento nesse campo. O 39o ENSEA ocorreu de 21 a 23 de agosto de 2024 em Uberlândia MG e o tema foi: Ensino de Arquitetura e Urbanismo no Brasil - “50 anos construindo educação democrática em arquitetura e urbanismo: trilhas, redes e conexões”. Dentro desse tema foram apresentados trabalhos divididos em três linhas de pesquisa: 1. Trilhas: Metodologias de Ensino e processos de aprendizagem. As comunicações das mesas temáticas apresentaram experiências de ensino
214
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
2. Redes: Discussões sobre as práticas extensionistas nos cursos de Arquitetura e Urbanismo. 3. Conexões: Autores e trabalhos referenciais nos cursos de Arquitetura e Urbanismo. Relato de experiências em escolas no Brasil e no Exterior. O Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Senac foi representado pelas docentes Dra. Valéria Cássia dos Santos Fialho (também coordenadora do curso) e Ms. Marcella de Moraes Ocke Mussnich. Os artigos foram enviados para o evento e posteriormente apresentados na linha Conexões. O artigo apresentado pela docente Valéria Santos Fialho apresentou os resultados obtidos com alunos ingressantes no curso de Arquitetura e Urbanismo, entre 2021_1 e 2023_2, na disciplina Percepção e Representação do Espaço, desde os primeiros exercícios instrumentais até os exercícios de vivência e leitura da cidade. A partir da apresentação destes resultados conclui que o desenho livre
Figura 1: Abertura do evento. Figura 2: Exercício de Repertório. Aluno Thiago Costa (turma 2021_2).
Seção 2: Panorama extracurricular
Figura 3: Primeiros exercícios: objetos. Aluna Sarah Siqueira (turma 2023_1). Figura 4: Reportagem Gráfica SESC Pompeia. Croquis da aluna Tereza Cardoso (turma 2021_1).
215
e pessoal (croqui) é importante ferramenta estruturadora do pensamento, que permite a transposição daquilo que é um sentimento interior, a percepção, para uma construção que participa uma compreensão de mundo e a revela para os interlocutores mais diversos, assumindo um caráter de limiar entre as diversas possibilidades expressivas e cognitivas. Este domínio, fundamentado na liberdade expressiva de cada aluno é fundamental para a construção de sua trajetória e é neste contexto que, ao final do primeiro semestre do curso, com a experiência acumulada na disciplina e que é sintetizada no desafio lançado pelo exercício de reportagem, o aluno, de encontra sua “voz” (ainda que timidamente) e a partir desta vai construir seu percurso de aprendizagem. O artigo apresentado pela docente Marcella de Moraes Ocke Mussnich foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar que além dela contou com os docentes Paulo Henrique Gomes Magri e Ricardo Dualde. Intitulado “A projeção mapeada como instrumento de apoio ao ensino de arquitetura e urbanismo” seu objetivo era apresentar resultados da utilização da projeção mapeada como instrumento de apoio à análise, ao desenvolvimento e à comunicação de projetos em escalas que podem variar do edifício à cidade. O professor de psicologia na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, Howard Gardner é autor de dezenas de livros. Possivelmente o mais conhecido é Estruturas da Mente: A Teoria das Múltiplas Inteligências (Gardner, 1983). Nesse trabalho o autor conclui que a inteligência humana estaria dividida em sete tipos: Linguística, Espacial, FísicoCinestésica, Interpessoal, Intrapessoal e Musical. Posteriormente, Gardner adicionou a inteligência Natural e a Existencial. Seu trabalho trouxe reflexo sobre as metodologias de ensino aplicadas por escolas em diferentes países. Essa teoria, vista como premissa, sugere maior assertividade ao processo formativo defendido pela escola que, com estímulos específicos, promove certo desenvolvimento cognitivo e socioemocional. Vista pelo lado do indivíduo, a teoria sugere que, apesar de todos serem dotados de múltiplas inteligências, seu desenvolvimento ocorre de modo particular, razão que
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Figura 5: Prof. Valéria Fialho no evento. Figura 6: Prof. Marcella apresentando o artigo.
explicaria a facilidade de uma pessoa
venham a contribuir para a comunicação
no software After effects e projetados
para resolver certos tipos de problemas.
de informações.
verticalmente em projetor com
Como certas habilidades são
A utilização da projeção mapeada
tecnologia DLP (Digital Light Processing),
facilitadoras do desenvolvimento
como recurso aplicado ao curso
da atividade profissional, há
de Arquitetura e Urbanismo tem
preponderância de certos tipos
fundamento originado a partir da
na disciplina Parque local com o
de inteligência associados ao
experimentação. Foi possível observar
desenvolvimento de proposta projetual
desenvolvimento das atividades
que por meio da sua utilização os
para o Parque Augusta. A projeção
no domínio de cada profissão.
usuários empregam diferentes
facilitou a análise e distribuição do
Assim, pode-se considerar que para
linguagens para a produção de
programa e a caracterização da proposta
arquitetos e urbanistas na realização
recursos que retroalimentam a análise,
pelos grupos.
de várias atividades será requerida a
a definição de etapas do projeto ou
A terceira experiência acadêmica
inteligência espacial, compreendida
a discussão pública em projetos de
da projeção mapeada foi incorporada
como a capacidade de reconhecimento
interesse coletivo.
em apresentação de trabalho de
e manipulação de situações que
A primeira experiência de Projeção
que minimiza a distorção na projeção. A segunda experiência foi realizada
conclusão de curso (TCC) onde a aluna
considerem a visão como fator
Mapeada no Curso de Arquitetura e
desenvolveu uma maquete física e
determinante, a exemplo da imaginação
Urbanismo foi realizada através de
projetou as diretrizes de intervenção
de lugares e suas características; do
dois Projetos de Extensão Universitária
sobre a maquete.
desenvolvimento abstrato de formas e
que analisaram o entorno do Campus
suas relações.
Santo Amaro e trouxeram levantamento
realizada na disciplina Renovação dos
E por fim, uma quarta experiência
Ao observar certas necessidades
de dados e propostas de intervenção
espaços da Cidade, utilizou a projeção
associadas ao domínio de noções de
urbana que puderam ser vivenciados
mapeada não apenas na apresentação
espacialidade nas etapas de projetos de
a partir de duas maquetes físicas e
final das propostas como também na
arquitetura e urbanismo, e mesmo seu
dois vídeos com o compilado das
concepção do próprio projeto.
entendimento pela população, sentimo-
informações pesquisadas. As maquetes
nos motivados a desenvolver um
foram usinadas em máquina fresadora
conjunto de técnicas e processos que
CNC Heidenhein e os vídeos produzidos
Seção 2: Panorama extracurricular
217
218
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
Todas essas iniciativas foram apresentadas no 39º. ENSEA e foram, juntamente com as demais apresentações da linha de pesquisa “Conexões” palco de debate bastante Figura 7: Projeção mapeada apresentada para comunidade acadêmica. Figura 8: Projeções mapeadas Parque Augusta. Figura 9: Disciplina renovação dos espaços da cidade. Figura 10: TCC com projeção mapada.
enriquecedor e importante para a prática profissional docente na área de Arquitetura e Urbanismo. Para conhecer estes e outros trabalhos apresentados no evento, acessar a publicação no link abaixo: https://bit.ly/cadernoabea45
Seção 2: Panorama extracurricular
219
Cotidiano
22 de agosto Turma do 2º período diurno na Av. Paulista! (Disciplina Formação do Solo Urbano).
220
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
22 de agosto Turma do 4º período Diurno explorando a Bela Vista!
Seção 2: Panorama extracurricular
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22 de agosto Visita técnica ao CCSP – 4º período matutino.
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22 de agosto Turma do 5º período noturno explorando o Bom Retiro com os professores Katia Pestana e Marcelo Ursini.
27 de agosto 2º período na Av. Paulista!
Seção 2: Panorama extracurricular
223
27 de agosto Alunos do 4º período no Bixiga! (disciplinas Projeto Equipamento Cultural e Escala Local e Dinâmicas da Cidade).
27 de agosto Turma do 4º período noturno no CCSP.
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27 de agosto Visita técnica! Alunos do 8º período - manhã e noite - na Moóca!
31 de agosto 3º período no Anhangabaú!
Seção 2: Panorama extracurricular
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31 de agosto 4º período explorando o centro da cidade coms os professores Ricardo Silva, Ricardo Dualde e Mariana Rial!
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
31 de agosto Turma do 2º período na residência Tomie Ohtake.
Seção 2: Panorama extracurricular
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06 de setembro A turma do 8° semestre, na disciplina Práticas Profissionais, contou com a participação do Arq. Prof. Wilson Edson Jorge!
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14 de setembro Alunos do 6º período em visita à Casa do Bandeirante e à Casa do Butantã (Paulo Mendes da Rocha).
Seção 2: Panorama extracurricular
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18 de setembro Visita Técnica - Operação Urbana Faria Lima – 6º período.
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20 de setembro Palestra do Prof. Dr. Roberto Fialho para a turma do 8º período, disciplina Pesquisa Aplicada em Arquitetura e Urbanismo.
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20 de setembro Oficina de QGIS ofertada pelas alunas monitoras Bruna Numakura e Mayumi Hinoue.
21 de setembro Visita ao projeto das unidades habitacionais de Heliópolis, com o autor do proieto e prof. Artur Kachborian.
Seção 2: Panorama extracurricular
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O TCC e o Início da vida Profissional 9ª edição 23 de setembro a 09 de outubro
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
23 de setembro Bruna Bernardes e Gabriela Lira.
25 de setembro Nubia Faciolo.
Seção 2: Panorama extracurricular
30 de setembro Clarissa Teixeira e Amanda Konig.
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02 de outubro Andrea Lingoist, Maurício Alexandre, Thayná Pazzianoto e Izabela Borghoff.
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Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
07 de outubro Luana Pedrosa e Aline Barroso.
09 de outubro Polyana Freires.
Seção 2: Panorama extracurricular
09 de outubro Rafael Scarpa..
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Cotidiano
25 de setembro 2º período diurno em dia de visita técnica - Higienópolis e FAU Maranhão.
236
Revistas do curso de Arquitetura e Urbanismo Senac - Volume 10 número 19. Semestrário ArqLab 2024|2.
25 de setembro Abertura da exposição do 5º período noturno : Linguagem, Imagem e Mídia, nos corredores com campus.
26 de setembro 6º período diurno - Visita técnica Oficina Vanordem - Moóca.
Seção 2: Panorama extracurricular
237
30 de setembro Visita técnica PIU Jurubatuba com participação do nosso ex aluno Arq. Guilherme Rodrigues. (Prof Marcella Ocke e turma do 6º período disciplina Renovação dos Espaços Urbanos )
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30 de setembro Aula de Desenho !
30 de setembro Ateliê de Projeto - Profs. Dani Hirano e André Sauaia.
04 de outubro Visita técnica - disciplina Prática Profissional - 8º semestre | manhã – Profs. Mariana Rial e Nina Mendes: Av. Angélica e arredores.
Seção 2: Panorama extracurricular
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Sem Pena: um olhar além da imagem, uma aula fora da grade Adriane De Luca
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A edição do segundo semestre da
que expõe e questiona as falhas do
disciplina Linguagem, Imagem e Mídia
sistema de justiça – ou de injustiça –
contou com uma atividade especial
criminal brasileiro e seus reflexos na
de visita à Cinemateca Brasileira, em
sociedade.
02 de outubro de 2024, quando se
Em seguida à exibição do
completaram 32 anos do que ficou
documentário, houve uma conversa
conhecido como o Massacre do
com o diretor do longa, Eugênio Puppo,
Carandiru, a violenta ação da Polícia
a idealizadora e produtora executiva,
Militar do Estado de São Paulo para
Marina Dias, a escritora e ensaísta,
conter uma rebelião na penitenciária,
Juliana Borges, e a crítica cultural,
que resultou na trágica morte de pelo
professora e pesquisadora, Rita von
menos 111 detentos. Acompanhada
Hunty [Guilherme Terreri Lima Pereira],
pelos dois professores, a turma
o debate foi mediado pela jornalista
pôde assistir no local à exibição do
Adriana Ferreira da Silva. Além da
documentário intitulado Sem Pena
oportunidade de conhecer a sede da
[Você prefere falar ou permanecer
Cinemateca, localizada nas edificações
em silêncio?], numa sessão especial
de um antigo matadouro, no bairro
comemorativa dos 10 anos desse filme,
da Vila Mariana, em São Paulo, que
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Figura 1: Professores e turma na Sala Grande Otelo da Cinemateca Brasileira.
Seção 2: Panorama extracurricular
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é o equipamento cultural público responsável pela preservação e difusão gratuita do maior acervo de filmes da América do Sul, a turma prestigiou esse importante evento, assistindo a um documentário que ilustra de forma marcante alguns dos tópicos que integram os conteúdos previstos para a disciplina, como a linguagem audiovisual e as técnicas de captação, produção e edição de som e de vídeo. O filme, realizado através da parceria do IDDD - Instituto de Defesa do Direito de Defesa com a Heco Produções, aborda de forma tão densa quanto sensível a complexidade do tema. Vale destacar alguns aspectos ímpares da sua montagem e narrativa, tais como: os enquadramentos fechados e planos baixos de algumas filmagens; a voz dos entrevistados que estão sempre com suas faces ocultas, evitando Figuras 2 a 4: Capturas de cenas do documentário Sem Pena. Figura 5: Debate a seguir à sessão especial de exibição do documentário. Figura 6: Cinemateca Brasileira, exibição de filmes na área externa.
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ideias preconcebidas nos juízos dos espectadores, usualmente influenciadas pela imagem; e a intensa e repetitiva trilha sonora criada pelo artista John Cage, remetendo aos perturbadores e
incessantes ruídos metalizados de sucessivas portas e grades sendo trancadas. Tudo isso, junto às instigantes falas dos participantes do debate, que se seguiu à sessão, suscitou longas e edificantes conversas com a turma nas aulas subsequentes. Mais do que uma visita externa, essa foi uma vivência fora da sala, dos limites do campus e da matriz curricular, uma aula que extrapolou os conteúdos de linguagem, imagem e das mídias e seus suportes, adentrando discussões em torno de questões públicas e de suas narrativas, sobretudo das projeções e dos reflexos das desigualdades social, racial e de gênero, que nos assolam, e das ditas tecnologias de controle dos corpos, todas tão presentes na construção dos espaços em arquitetura e urbanismo.
Seção 2: Panorama extracurricular
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12a Semana de Arquitetura e Urbanismo: representações e narrativas de projeto 07 a 11 de outubro
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Figuras 1 e 2: Cartazes de divulgação da Semana e programação das oficinas. Figura 3: Oficina de Diagramas oferecida pela prof. Valéria Fialho.
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Figura 4: Oficina O Banco da praça. Experiência de montagem, com professores Marcelo Suzuki (na foto), Paulo Magri e João Yamamoto.
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Figura 5: Oficina Maquetes de Papel, ministrada pelos profs. Paulo Magri e Valéria Fialho.
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Figuras 6 e 7: Cartazes de divulgação da programação de palestras no período matutino (acima) e noturno (abaixo).
Figuras 8 e 9: Ecoparque Natura, com prof. Aline Ribeiro (acima) e Fundação Iberê Camargo. Uma aproximação crítica, com prof. Adriade de Luca (abaixo).
Seção 2: Panorama extracurricular
Figuras 10 e 11: Arquiteturas do Sul Global, com prof. Pedro Viana (acima) e Cidades: abordagens e representações, com prof. Ralf Flôres (abaixo).
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Figuras 12 e 13: Tradução como prática crítico-criativa, com prof. Gabriel Pedrosa (acima) e Espaço da Arquitetura atráves dos cortes, com prof. Aline Ribeiro (abaixo).
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Figuras 14, 15 e 16: Arquitetura Escolar: Colégio Etapa, com prof. Artur Katchborian e prof. Nina Mendes (acima) e Ações CUFA, com Marcivan Barreto (abaixo).
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Figuras 17 e 18: Projeção Mapeada, com prof. Marcella Ocke (acima) e Habitação Estudantil UNIFESP, com prof. Sergio Matera (abaixo).
Figuras 19 e 20: Reabilitação Urbana, com prof. Beatriz Kara (acima) e Arquitetura contemporânea no Paraguai, com prof. Luiz Junqueira (abaixo).
Seção 2: Panorama extracurricular
Figuras 21 e 22: Term. Rodoviário São Caetano, com prof. Jordana Zola (acima) e Arquiteturas do Sul Global, com prof. Pedro Viana (abaixo).
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Cotidiano
Figuras 23 e 24: 3 exposições: modos de expor, com prof. Débora Olsner (acima) e O verbo da forma: processo de pesquisa, com prof. João Yamamoto (abaixo).
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Figura 25: Expografia, com prof. Stela Bertaso (acima).
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07 de outubro 2º período em exercício etnográfico no Mercado da Cantareira, com os professores Ricardo Silva, Gabriel Pedrosa e Letizia Vitale!
07 de outubro Turmas do 6º período em visita ao IMS!
Seção 2: Panorama extracurricular
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15 de outubro Equipe do Escritório Modelo de Arquitetura, Urbanismo e Design, que desenvolveu os projetos de ambientação e dos expositores para mais uma edição do Prêmio Grandes Cases de Embalagem, na festa da premiação.
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19 de outubro Objetos Extraordinários no Casa Aberta SENAC!
01 de novembro Experimentos no Canteiro Experimental - turmas do 2º período.
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Design Essencial Arq. Gabriela de Matos 04 de novembro
Figura 1: Auditório lotado para acompanhar o evento do Design Essencial. Figura 2: Arq. Gabriela apresentando sua palentra durante o evento Design Essencial.
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Cotidiano
04 de novembro Visita à Sala São Paulo com 6º período.
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04 de novembro Visita aos Galpões da Vanordem, na Moóca !
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11 de novembro Turmas do 5º e 8º períodos explorando Higienópolis !
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12 de novembro Participação da Coordenadora Valeria Fialho no Dimensions 2024, em Las Vegas - Estados Unidos.
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12 de novembro Alunos do 5⁰ semestre visitando a exposição Rino Levi, na Chácara Lane, o edifício do IAB, e fechando com almoço na leiteira Ita.
12 de novembro No sábado os alunos do 2º período visitaram as casas Nadyr de Oliveira (Carlos Millan) e João Marino (Silvio Sawaia).
Seção 2: Panorama extracurricular
12 de novembro 6º períodos na Sala São Paulo !
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14 de novembro Coordenadora Valéria Fialho apresentando a produção dos alunos do Senac no Dimensions | 3D Base Camp 2024.
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02 de dezembro Exposições dos trabalhos finais das disciplinas começam a aparecer pelo campus.
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02 de dezembro Exposições dos trabalhos finais das disciplinas começam a aparecer pelo campus.
02 de dezembro Montagem dos abrigos produzidos na disciplina Projeto Abrigo, do 1º semestre.
Seção 2: Panorama extracurricular
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Projeto e execução do Troféu para 26ª Premiação IAB SP Paulo Magri Marcelo Suzuki Valéria Fialho Escritório Modelo de Arquitetura, Urbanismo e Design – EMAU+D
Figura 1: Troféu IAB Figura 2: As 7 propostas apresentadas pelos alunos. Figura 3: Prancha da proposta escolhida.
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A partir do contato com os representantes do IAB SP e sob tutoria dos professores do EMAU+D estudantes do BAU Senac projetaram e produziram o Troféu da 26ª Premiação do Instituto dos Arquitetos do Brasil – Departamento São Paulo. Todos os estudantes do curso foram convidados a participar de um Desafio de Projeto, apresentando propostas para os troféus. 23 estudantes desenvolveram 07 propostas, que foram apresentadas aos professores e representantes do IAB. A proposta escolhida, de autoria dos estudantes Vanessa de Oliveira da Silva e Vinícius Alves Portugal, foi detalhada e produzida coletivamente por todos os estudantes participantes do desafio e também pelos integrantes do EMAU+D.
Seção 2: Panorama extracurricular
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O grupo de 30 estudantes trabalhou no projeto e produção por 6 semanas e durante este período também realizaram visitas técnicas à sede do IAB. No dia 17 de dezembro todos participaram da Cerimônia de Premiação.
Autores da proposta escolhida: Vanessa de Oliveira da Silva Vinícius Alves Portugal Autores das outras propostas: Beatriz de Oliveira Melo
Sofia Rodrigues Groschitz
Bianca Branco
Sofia Henriques Pascoal Martins
Catharina Mota Basaglia
Stella Angelo Tibolla
Daniel Inocêncio de Lima
Thiago Vettorazzo Costa
Fabiane Oliveira Victor de Carvalho Isabella Modesto Queiroz
Trabalharam na produção das peças:
Jéssica Alves Grosse da Silva
Ana Beatriz Rocha Sales
Joyce Santana
Carlos Henrique de Sousa Amurim
Karina Martins Fernandes
Diego Aguiar Santos Barbosa
Laura Drumond Neto
Fernando Barros Ribeiro do Carmo
Luara Nogueira da Costa
Giovanna Simplicio
Lucas Fabricio da Silva Lima
Heloisa Raposo Loureiro
Luciana Rose dos Santos Housska
Isabella Olanda de Oliveira
Monica D’Elia Kleemann
Ricardo Luis Silva (serigrafia)
Pedro Henrique Martins Nunes Figuras 3 e 4: Alunos produzindo as peças para a montagem dos troféus.
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Pedro Henriques Pascoal dos Santos Sabrina de Moura Cruz Silva
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Figura 5: O troféu finalizado.
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Figuras 6 e 7: Visitas técnicas à sede IAB.
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Figura 9: Cerimônia - Troféus expostos. Figura 10: Cerimônia - Prof. Artur Katchborian recebendo seu Troféu. Figura 8: Cartaz da Cerimônia de premiação.
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Figura 11: Cerimônia - Alunos participando da cerimônia.
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Semana de Bancas TCC 2 05 a 11 de dezembro
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Figura 1: Banca TCC aluna Aline Lopes da Silva.
Figura 3: Banca TCC aluna Ananda Isaias Paula.
Figura 2: Banca TCC aluna Ana Beatriz Pereira dos Reis.
Figura 4: Banca TCC aluno André Felipe do Nascimento Carvalho.
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Figura 5: Banca TCC aluna Anyelle Guimarães Azevedo.
Figura 7: Banca TCC aluna Barbara Grangeiro Pereira.
Figura 9: Banca TCC aluna Beatriz Pereira Costa.
Figura 6: Banca TCC aluna Bárbara Barbosa Fernandes.
Figura 8: Banca TCC aluna Beatriz Natsumi Hirata.
Figura 10: Banca TCC aluna Bianca Monteiro de Barros dos Santos.
Seção 2: Panorama extracurricular
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Figura 11: Banca TCC aluno Breno Vieira Bogoni.
Figura 13: Banca TCC aluna Caroline Ramos dos Santos.
Figura 15: Banca TCC aluna Debora Liberatori Fernandes.
Figura 12: Banca TCC aluna Bruna Arissa Aoyagui Numakura.
Figura 14: Banca TCC aluna Caroline Morais de Alencar.
Figura 16: Banca TCC aluna Diane Dias Anastácio.
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Figura 17: Banca TCC aluno Fernando Marcell Fernandes.
Figura 19: Banca TCC aluna Gabriella Francisca Alves da Silva.
Figura 21: Banca TCC aluna Giovanna Ramalho dos Santos.
Figura 18: Banca TCC aluna Francini Melo dos Santos.
Figura 20: Banca TCC aluna Giovanna Arias Theodoro dos Santos.
Figura 22: Banca TCC aluna Isabel Cristina Campos Wamser.
Seção 2: Panorama extracurricular
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Figura 23: Banca TCC aluna Isabelle Carla de Mattos.
Figura 25: Banca TCC aluna Karen Mayumi Hinoue.
Figura 27: Banca TCC aluna Larissa Ordonez de Salles Maciel.
Figura 24: Banca TCC aluno João Pedro Correia Macedo.
Figura 26: Banca TCC aluna Larissa Rua Gonçalves.
Figura 28: Banca TCC aluno Leonardo Alves Rodrigues Macedo.
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Figura 29: Banca TCC aluna Leticia Montemagni Pereira.
Figura 31: Banca TCC aluno Lucas Chausse Lima.
Figura 33: Banca TCC aluna Mariana Bordinhão Duma.
Figura 30: Banca TCC aluna Livian Ferreira da Conceição..
Figura 32: Banca TCC aluna Mariana Silveira de Abreu.
Figura 34: Banca TCC aluna Melissa Silva França.
Seção 2: Panorama extracurricular
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Figura 35: Banca TCC aluno Michel Camurça Ferreira.
Figura 37: Banca TCC aluna Pollyana Caroline da Silva Teodoro.
Figura 39: Banca TCC aluna Stephane Queiroz Nogueira.
Figura 36: Banca TCC alunos Pedro Silva Ivenção e Rafaella Beatriz Ozaki.
Figura 38: Banca TCC aluna Renata Ramaldes Coelho.
Figura 40: Banca TCC aluna Thainá Sousa Rastello.
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Figura 41: Banca TCC aluna Thais Akemi Sato da Silva.
Figura 43: Banca TCC aluna Vanessa de Oliveira da Silva.
Figura 45: Banca TCC aluno Vitor Alves Correa.
Figura 42: Banca TCC aluna Thais Reimberg Maia dos Santos..
Figura 44: Banca TCC aluno Vinicius Alves Portugal.
Figura 46: Banca TCC aluna Yasmin Bitencourt da Silva.
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Tipologia: PMN Caecilia Sans Maio de 2025