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Caixa, controle e estratégia: o que separa supermercados saudáveis dos que ficam pelo caminho
12 UM GIRO NO VAREJO
Veja as novidades dos varejistas e fornecedores
21 APRAS 55 ANOS
Uma história construída com liderança, diálogo e evolução
28 SUPERMIX 200
Uma História que Começou em 1994
32 ESPAÇO
Cooperativismo paranaense demonstra força no varejo durante a ExpoApras 2026
36 PONTO DE VISTA
36 Radar Scanntech: Fevereiro de 2026
39 Assédio Moral e a CIPA: Novas Obrigações para os Supermercados
41 Venda Mais e com Margem: O Que o Varejo Precisa Fazer Agora
48 Gestão de Dados para Empresas de Varejo: O Caminho para o Sucesso nos Supermercados
52 Da praticidade ao lucro: o potencial das comidas prontas no supermercado
55 ESPECIAL SUPERMIX
55 Marketing para Pequenos e Médios Supermercados
60 Liderança no supermercado: o que está por trás da dificuldade de reter pessoas
64 A nova era da saudabilidade: como a busca por bem-estar está transformando o consumo
69 PERFIL
Grupo Larissa: crescimento com raízes, propósito e visão de futuro
Conheça os principais lançamentos de produtos
77 Apras destaca avanço no varejo com nova lei que autoriza farmácias em supermercados
78 Apras Regional Ponta Grossa realiza café especial ao Dia da Mulher
79 Apras Regional Cascavel realiza jantar de negócios
80 ACADEMIA APRAS
Academia Empresarial Apras realizou ações para a capacitação e profissionalização do varejo
Chegar à edição 200 da Revista Supermix, no mesmo momento em que a APRAS celebra seus 55 anos de história, é mais do que um marco simbólico. É a reafirmação de uma trajetória construída com diálogo, representatividade e compromisso com o desenvolvimento do varejo alimentar no Paraná.
Ao longo dessas décadas, acompanhamos de perto as transformações do setor, sempre ao lado dos supermercadistas, buscando fortalecer o ambiente de negócios, apoiar a evolução da gestão e representar, com seriedade, as pautas que impactam o dia a dia das empresas.
O varejo alimentar é dinâmico por natureza. Exige adaptação constante, visão estratégica e, principalmente, capacidade de entender as mudanças no comportamento do consumidor. Nesse cenário, o papel da APRAS segue sendo o de conectar, orientar e contribuir para que o setor continue avançando de forma estruturada e sustentável.
A Revista Supermix cumpre um papel importante nesse processo. Ao longo de sua história, consolidou-se como um espaço de informação, troca de experiências e valorização do nosso setor. Chegar à edição 200 reforça esse compromisso de levar conteúdo relevante, inspirar boas práticas e registrar os movimentos que moldam o varejo.

Esta edição circula em um momento especial, durante a ExpoApras 2026, um dos principais encontros do setor supermercadista. A feira é uma oportunidade única de atualização, relacionamento e geração de negócios, reunindo profissionais, empresas e lideranças que compartilham o mesmo objetivo: fortalecer o varejo e construir novas oportunidades.
Desejo a todos uma excelente feira. Que este seja um momento produtivo, de boas conexões, aprendizado e crescimento. Que possamos aproveitar ao máximo as tunidades que o evento oferece e seguir, juntos, construindo um setor cada vez mais forte.
Boa leitura e ótima ExpoApras a todos!
Harri Pankratz Presidente da APRAS

Chegar à edição 200 da Revista Supermix tem um significado especial. Não apenas pelo número, mas por tudo o que ele representa. São anos de histórias, transformações e, principalmente, de pessoas que ajudaram a construir o varejo supermercadista no Paraná. Ao longo dessa trajetória, a revista acompanhou de perto as mudanças do setor, registrando momentos importantes, dando voz a lideranças e compartilhando experiências que ajudam a fortalecer o mercado. Mais do que informar, a Supermix sempre teve o compromisso de gerar valor para quem está no dia a dia do negócio.
Nesta edição, esse propósito se reforça. Reunimos conteúdos que refletem desafios reais do setor, como a gestão de pessoas e a importância do marketing para pequenos e médios supermercados, além de histórias que inspiram, como a trajetória de empresas que crescem com consistência e proximidade com a comunidade. Também celebramos os 55 anos da APRAS, uma entidade que tem papel fundamental na organização, representação e desenvolvimento do varejo alimentar no estado. Uma história construída por muitas mãos e que segue evoluindo com o setor.
Para mim, estar à frente da revista neste momento é motivo de orgulho e responsabilidade. Cada entrevista, cada pauta e cada texto passam por um olhar atento, sempre com a intenção de trazer conteúdos que façam sentido na rotina de quem empreende, lidera equipes e enfrenta, diariamente, os desafios do varejo. Mais do que uma edição comemorativa, esta é uma edição que reforça o nosso compromisso com o setor.
Boa leitura e uma excelente ExpoApras a todos!
Veronica Gavloski Editora da Supermix
DIRETORIA EXECUTIVA
TRIÊNIO 2025/2027
PRESIDENTE
HARRI PANKRATZ
PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE
PAULO CÉSAR IVASKO
VICE-PRESIDENTE FINANCEIRO
FÁBIO ALVES DA CRUZ
VICE-PRESIDENTE JURÍDICO
CESAR MORO TOZETTO
VICE-PRESIDENTE DE PATRIMÔNIO
CARLOS BEAL
VICE-PRESIDENTE DE EVENTOS
PEDRO JOANIR ZONTA
VICE-PRESIDENTE DE RELAÇÕES SINDICAIS
EVERTON MUFFATO
VICE-PRESIDENTE DE SEGURANÇA
HELTON JORGE PARIZOTTO
VICE-PRESIDENTE DE TI
EDSON OLÍVIO VOITEXEN
VICE-PRESIDENTE DE CAPACITAÇÃO
NELVIR RICKLI JUNIOR
VICE-PRESIDENTE DE RELAÇÕES PÚBLICAS
ATANAZIO DOS SANTOS NETTO
VICE-PRESIDENTE DE EXPANSÃO
MARCELO GASPAROTO
VICE-PRESIDENTE DE MARKETING
LUANA CRISTINA DA S. G. DO NASCIMENTO
VICE-PRESIDENTE PONTA GROSSA
LILIAN CRISTIANE CATANEO
VICE-PRESIDENTE CASCAVEL
PAULO HENRIQUE BRANDALIZE NIEDERMEYER
VICE-PRESIDENTE REGIONAL LONDRINA
RODRIGO LEOCARDIO JORGE
VICE-PRESIDENTE REGIONAL MARINGÁ
LEONARDO CAMILO
VICE-PRESIDENTE REGIONAL IRATI
MATEUS VINICIUS BOBATO
VICE-PRESIDENTE REGIONAL GUARAPUAVA
JOSÉ FERNANDO BRECAILO JUNIOR
VICE-PRESIDENTE REGIONAL NORTE PIONEIRO
ANA CARLA BARTOLINI MOLINI FERRARI
VICE-PRESIDENTE REGIONAL FRANC BELTRÃO
EDY DALBERTO
VICE-PRESIDENTE REGIONAL PATO BRANCO
VINICIUS LACHMAN
VICE-PRESIDENTE REGIONAL PARANAGUÁ
ROBERTO BAVARESCO
VICE-PRESIDENTE REGIONAL UNIÃO DA VITÓRIA
CLEMENTE BAHNIUK
DIRETOR (A) ADJUNTO (A)
PAULO BEAL
DIRETOR (A) ADJUNTO (A)
EDER STEDILE PERBONI
DIRETOR (A) ADJUNTO (A)
JOSÉ MAURICIO SAVISKI
DIRETOR (A) ADJUNTO (A)
DANIEL PEGORARO JUNIOR
DIRETOR (A) ADJUNTO (A)
JACOB PANKRATZ NETO
DIRETOR (A) ADJUNTO (A)
EDSON LUIS KELM
DIRETOR (A) ADJUNTO (A)
ARLEI LUIZ CAMILO
DIRETOR (A) ADJUNTO (A)
ALVARO MACHADO DA LUZ
DIRETOR (A) ADJUNTO (A)
CARLOS ROBERTO DO VALE
CONSELHO FISCAL EFETIVO
JOSE BRUNO
CONSELHO FISCAL EFETIVO
DIEGO DONAISKY
CONSELHO FISCAL EFETIVO
ADAILTON DE SOUZA SANTOS
CONSELHO FISCAL SUPLENTE
JOÃO BATISTA MOREIRA DOS SANTOS
CONSELHO FISCAL SUPLENTE
JORACI BOZA
CONSELHO FISCAL SUPLENTE
REGINA VIGNOTTO DOS SANTOS
DIRETOR ASSUNTOS REPRES. COM.
OTTILIO MONACO
DIRETOR RELAÇÕES INTERNACIONAIS
CELSO LUIZ GUSSO
Vice-Presidente de Marketing Luana Cristina da S. G. do Nascimento
Superintendente APRAS
Maurício Bendixen
Conselho Editorial
WBC Comunicação
Departamento Comercial
Khailany Cardoso - Fone: (41) 3263-7000
E-mail: supermix@apras.org.br
Diagramação
TudoCom - Vivas | Remix | Hubox
Pré-Impressão (CtP) e Impressão Maxi Gráfica
Tiragem
Distribuição Nacional
Enviada aos supermercados e atacadistas do Brasil.
A revista Supermix é patrimônio da APRAS –Associação Paranaense de Supermercados – e também seu órgão oficial de divulgação. Avenida Dario Lopes dos Santos, 2197 - 80210-010 - Jardim Botânico Fone: (41) 3263-7000 – Curitiba – PR supermix@apras.org.br | www.apras.org.br/revista-supermix
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JORNALISTA RESPONSÁVEL
Produção editorial: WBC COMUNICAÇÃO
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Editora e jornalista responsável: Veronica Gavloski / E-mail: wbc@wbccomunicacao.com.br


Em um setor de margens apertadas e alta competitividade, a gestão financeira deixa de ser apenas suporte e passa a definir o futuro do negócio. Crescer sem controle, investir sem planejamento ou ignorar sinais do mercado pode comprometer anos de construção.
Nesta entrevista, Gustavo Cerbasi traz uma visão direta e prática sobre os desafios do supermercadista, abordando desde controle financeiro até construção de patrimônio e tomada de decisão em cenários de incerteza.
Um dos principais nomes do país em inteligência financeira, Cerbasi será palestrante magno da ExpoApras 2026, levando ao público reflexões sobre como transformar a gestão financeira em um diferencial competitivo.
O supermercadista convive com margens apertadas e alta competitividade. Quais decisões financeiras mais impactam a sustentabilidade do negócio no longo prazo?
Quando uma empresa trabalha com margens financeiras dilatadas, como acontece nos serviços, por exemplo, ineficiências financeiras ou falta de controle são razoavelmente administradas diante da compensação que o resultado traz. Na prática, o custo de ter ferramentas de gestão mais eficientes pode não ser compensado pelas perdas pouco relevantes, já que as margens absorvem essas ineficiências.
Por outro lado, no setor supermercadista, em que as empresas trabalham com margens estreitas e uma rentabilidade que pode ser altamente impactada por ineficiências, dois elementos precisam estar presentes para que um negócio bem-sucedido do ponto de vista comercial não se torne mal-sucedido do ponto de vista financeiro.
O primeiro ponto é adotar controles eficientes. Isso inclui ferramentas adequadas não apenas de gestão financeira, mas também de gestão de estoques, controle de perdas e furtos e administração da eficiência com que mercadorias circulam em todas as etapas da empresa.
Outro ponto fundamental é o treinamento do colaborador. Ele precisa estar envolvido e engajado nas boas práticas para reduzir perdas, evitar ineficiências e identificar oportunidades de melhoria, garantindo que os produtos mantenham sua qualidade desde a entrada até a saída da loja.
Como equilibrar crescimento, investimentos e controle de endividamento em um cenário econômico instável?
Um cenário econômico instável exige mais cautela, pois traz mais imprevistos e necessidade de ajustes no negócio. Por isso, o ritmo de crescimento e investimento deve ser mais parcimonioso e consistente, evitando passos excessivamente ambiciosos.
Reservas de caixa são fundamentais, especialmente quando indicadores sinalizam possíveis crises ou acúmulo de estoques. Nesses momentos, ações como liquidações ajudam a transformar estoque em caixa.
A redução de custos fixos e a predominância de custos variáveis também são estratégias importantes. Isso pode incluir, por exemplo, optar por imóveis alugados em vez de próprios, ou por estruturas terceirizadas, o que permite maior flexibilidade em momentos de necessidade.
Em períodos de crise, o endividamento tende a aumentar, assim como seu custo. Por isso, empresas com estruturas mais leves têm maior capacidade de adaptação e conseguem atravessar cenários adversos com mais segurança.
Muitos empresários misturam finanças pessoais e empresariais. Quais riscos essa prática traz e como corrigi-la?
A mistura entre finanças pessoais e empresariais é comum em negócios de menor porte e traz riscos relevantes, principalmente do ponto de vista fiscal e contábil.
Sem um controle adequado e ferramentas que separem claramente as contas da empresa, há risco de distorções que podem levar ao pagamento indevido de impostos ou até à interpretação de caixa informal.
Por outro lado, essa relação também tem um lado estratégico importante. O empresário frequentemente precisa equilibrar decisões entre o negócio e a família.
Por isso, é essencial integrar o planejamento pessoal e empresarial. Haverá momentos em que a empresa exigirá mais investimento, demandando ajustes no padrão familiar. Em outros períodos, a prioridade pode ser o equilíbrio financeiro da família.
Essa alternância, quando bem planejada, contribui para o crescimento sustentável do negócio.
Qual é o erro mais comum que impede empresários do varejo de construírem patrimônio sólido?
Um dos principais erros é não perceber que um negócio próprio gera três formas de renda: pró-labore, distribuição de dividendos e, principalmente, a criação de valor do negócio, o chamado equity
Muitos empresários focam na retirada imediata de recursos, o que limita a capacidade de crescimento da empresa. Quando há planejamento de longo prazo, é possível equilibrar o uso dos resultados com a construção de valor. Isso permite que a empresa cresça e, ao mesmo tempo, proporcione melhoria gradual na qualidade de vida da família.
Em muitos casos, o maior retorno financeiro não vem do pró-labore ou dos dividendos, mas da valorização do negócio ao longo do tempo.
Educação financeira deve fazer parte da cultura organizacional? Como isso pode impactar os resultados da empresa?
A educação financeira deveria fazer parte da formação básica das pessoas, mas, como isso ainda não é realidade, ela precisa ser desenvolvida também dentro das empresas.
Existem dois aspectos importantes: a educação financeira pessoal e a corporativa.
A educação financeira pessoal impacta diretamente a produtividade. Famílias financeiramente desequilibradas enfrentam níveis elevados de estresse, o que afeta o desempenho profissional.
Já a educação financeira corporativa contribui para uma gestão mais organizada e eficiente. Empresas que dominam seus processos financeiros conseguem focar no que realmente importa, como qualidade de produtos, atendimento e satisfação do cliente.
Sem essa cultura, grande parte do tempo da gestão é consumida pela resolução de problemas.
Em momentos de incerteza, é melhor proteger caixa ou investir para crescer? Como tomar essa decisão de forma estratégica?
Em cenários de incerteza, empresas com caixa e postura mais conservadora tendem a sair fortalecidas, pois conseguem aproveitar oportunidades que surgem durante as crises.
Em economias como a brasileira, marcadas por ciclos, é importante adotar um crescimento consistente, com planejamento e margem para ajustes.
Indicadores como queda de margens, redução do fluxo de clientes ou aumento de estoques são sinais de alerta e indicam a necessidade de maior cautela.
A tomada de decisão estratégica deve ser baseada em indicadores e análise de desempenho, permitindo antecipar movimentos do mercado e agir com mais segurança.
“UM NEGÓCIO PODE SER COMERCIALMENTE BEM-SUCEDIDO E, AINDA ASSIM, FRACASSAR FINANCEIRAMENTE.”
“O MAIOR ERRO DO EMPRESÁRIO NÃO ESTÁ NO QUANTO ELE GANHA, MAS NO QUANTO ELE DEIXA DE CONSTRUIR DE VALOR.” “EMPRESAS COM CAIXA ATRAVESSAM CRISES. EMPRESAS ALAVANCADAS LUTAM PARA SOBREVIVER.”
“SEM CONTROLE FINANCEIRO, A GESTÃO DEIXA DE SER ESTRATÉGICA E PASSA A SER APAGADORA DE INCÊNDIOS.”
“CUIDAR DAS FINANÇAS NÃO
É FREAR O CRESCIMENTO, É GARANTIR QUE ELE ACONTEÇA.”
“O MAIOR RESULTADO DE UM NEGÓCIO NÃO ESTÁ NO PRÓ-LABORE NEM NOS DIVIDENDOS, MAS NO VALOR QUE ELE CONSTRÓI AO LONGO DO TEMPO.”

O Condor mantém o ritmo de crescimento com a inauguração de novas unidades e o reforço de estratégias voltadas ao relacionamento com o consumidor. Nesse movimento, destacam-se o Hiper Condor JK, em Curitiba, a loja São José Rui Barbosa e a Campanha Condor Premia.
Na capital paranaense, o Hiper Condor JK, localizado na Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, nº 2.297, amplia a presença da rede com uma estrutura voltada à experiência de compra completa, reunindo variedade de produtos e serviços em um único espaço. Já em São José dos Pinhais, a unidade situada na Av. Rui Barbosa, 10.470, fortalece a atuação do Condor em uma região em expansão, próxima a um complexo médico que concentra hospitais e UPAs, acompanhando a crescente demanda por conveniência e serviços no entorno.
Em paralelo à expansão física, a rede intensifica o relacionamento com seus clientes por meio da campanha Condor Premia, uma das principais ações promocionais da marca. A iniciativa se destaca pelo volume de premiações, com o sorteio de 11 prêmios de R$ 500 mil, um prêmio final de R$ 1 milhão, valescompras diários de R$ 500 e 52 prêmios de um ano de supermercado grátis, no valor de R$ 1 mil mensais, todos pela Loteria Federal. A campanha segue até 22 de fevereiro de 2027.
A dinâmica é simples. A cada R$ 50 em compras, o cliente recebe um número da sorte, com chances em dobro para pagamentos realizados com o Cartão Z-ON. Para participar, é necessário ter mais de 18 anos, estar com o cadastro ativo e atualizado no Clube Condor e informar o CPF no caixa.



O Festval lançou, no dia 10 de março, a UniFestval, sua universidade corporativa, como uma plataforma estratégica de desenvolvimento humano, inovação e cultura organizacional. A iniciativa tem como objetivo sustentar a expansão da rede no Paraná e preservar o padrão de atendimento da marca.
Instalada no prédio do Festval Kennedy, no bairro Água Verde, em Curitiba, a estrutura conta com 4 mil metros quadrados dedicados à aprendizagem, em um espaço total de 14 mil metros quadrados. O local reúne salas de aula, laboratórios, estúdio e minimercado, voltados à formação de profissionais para diferentes áreas do varejo alimentar.
Desenvolvida em parceria com a AcademicVentures, a UniFestval foi construída a partir de diagnóstico organizacional, benchmarking e alinhamento com a estratégia da companhia. Mais de 50 colaboradores participaram do processo, que envolveu entrevistas, dinâmicas e mapeamento de necessidades.
A proposta integra teoria e prática, conectando a capacitação técnica à operação das lojas e à experiência do cliente, sob o conceito “Educar para encantar”. A estrutura é organizada em escolas temáticas alinhadas aos pilares do negócio e inclui trilhas de aprendizagem, conteúdos digitalizados, uso de dados e metodologias como microlearning e ensino híbrido.


O Grupo Larissa inaugurou no dia 26 de fevereiro sua sexta unidade e a primeira em Ponta Grossa. Com investimento de R$ 8 milhões, o Larissa Santa Paula possui 2 mil metros quadrados de área construída e gera 75 empregos diretos. A loja está localizada na Avenida Nicolau Kluppel Neto, 1529, no Núcleo Santa Paula, bairro Contorno.
A nova unidade marca a expansão da rede para além de Imbituva e Guamiranga, onde o grupo já mantinha cinco supermercados. Com a abertura em Ponta Grossa, a empresa passa a contar com seis lojas.
Segundo a direção, o foco da operação é manter o padrão de atendimento adotado nas cidades do interior, com equipe treinada para atuar em todos os setores, como açougue, padaria, hortifruti, lanchonete e adega. A proposta inclui personalização no atendimento e suporte direto ao consumidor durante a compra.

A família Bobato atua há mais de 35 anos no segmento supermercadista na região de Imbituva. Os investimentos integram um plano de expansão que prevê a abertura de novas unidades nos próximos anos, com meta de alcançar 10 lojas.

O Grupo Ítalo abrirá sua quarta unidade de supermercados em Curitiba (PR) no primeiro semestre de 2026. Com inauguração prevista para junho, a nova loja será instalada no bairro Campina do Siqueira, reforçando a atuação da rede em regiões de maior poder aquisitivo.
Já presente nos bairros Atuba, Cristo Rei e Portão, a rede seguirá com o modelo gourmet, com foco em sortimento premium, especialmente em perecíveis, além de estrutura de conveniência e food service, com restaurante próprio e opções para consumo no local ou refeições prontas.

A unidade ficará na esquina das ruas Francisco Nadolny e Deputado
próxima ao Park Shopping Barigüi.
Além do varejo premium, o grupo também opera no formato cash & carry com a bandeira Superdia, mantendo presença nos estados do Paraná e Santa Catarina e atuação multicanal com as marcas Ítalo Supermercados e SuperDia Atacado.


A Baly Brasil anunciou a aquisição de um novo parque industrial em Araranguá (SC), consolidando mais um passo em sua estratégia de crescimento e diversificação. A estrutura, anteriormente pertencente à Alliance One Brasil Exportadora de Tabacos Ltda., possui 500 mil m² de área total, sendo 100 mil m² construídos.
Com o investimento, a empresa passa a contar com quatro plantas industriais e amplia sua capacidade produtiva, com foco na entrada em novas categorias de bebidas, aumento da distribuição nacional e fortalecimento da expansão internacional.
O Grupo Muffato lançou o Max Atacadista Salto, com investimentos iniciais que somam aproximadamente R$ 65 milhões de reais e devem resultar na geração de 350 empregos diretos. A previsão é que o Max Atacadista Salto, seja inaugurado ainda no segundo semestre desse ano.
O empreendimento terá mais de 40 mil metros quadrados de terreno e mais de 21 mil metros quadrados de área construída e 370 vagas de estacionamento. Também vai agregar um grande e moderno complexo comercial que combina conveniência, lazer e compras com 22 lojas, disponíveis para locação por meio do Muffato Malls, Posto de Combustíveis e Drive-Thru.Este centro comercial agrega para que comerciantes ofereçam produtos e serviços como lotérica, restaurante, farmácia, academia, moda, beleza, cafeteria, sorveteria, entre outros.

Em um cenário de margens pressionadas, custos elevados e necessidade crescente de decisões rápidas, a RP Info passa a integrar suas soluções para o varejo com o lançamento do RP One, um novo ecossistema de gestão que reúne processos, dados e estratégia em uma única plataforma. O sistema chega ao mercado com um grande diferencial: a LISA, assistente virtual baseada em inteligência artificial que interage com o usuário e oferece insights a partir dos dados gerados pela operação.
Voltado principalmente ao setor supermercadista, o RP One marca a evolução do ERP da empresa ao propor uma gestão mais integrada e orientada por dados.
A plataforma unifica operações como compras, vendas, estoque, cobrança e controle financeiro, com informações consolidadas, dashboards inteligentes e navegação intuitiva, com o apoio da IA para facilitar a leitura dos dados e apoiar a tomada de decisão no dia a dia.
“A pressão por eficiência nunca foi tão grande no varejo. O RP One foi desenvolvido para integrar informações e dar ao gestor uma visão clara do negócio, em tempo real, permitindo decisões mais rápidas e bem fundamentadas”, afirma o diretor comercial da RP Info, Tiago Nascimento.
A LISA atua como uma camada inteligente sobre o sistema, auxiliando o usuário na interpretação dos dados operacionais e estratégicos. A assistente virtual responde a interações, destaca informações relevantes e contribui para transformar grandes volumes de dados em insights práticos para a gestão, reduzindo a complexidade do uso de dados.

A proposta do RP One é diminuir retrabalho, ampliar o controle dos processos e melhorar a experiência do usuário, ao mesmo tempo em que prepara o varejo para uma gestão cada vez mais analítica.
O ecossistema reúne funcionalidades como o RP Connect, central de comunicação e notificações da plataforma; o PCX, Pedido de Compra com Análise Integral, que apoia decisões de compra com base em dados de vendas, estoque e fornecedores; além de dashboards estratégicos, visualizadores aprimorados e fluxos de aprovação integrados à rotina operacional.
O Zat Atacadista inaugurou sua primeira unidade no Paraná, em União da Vitória, localizada na Avenida Coronel Amazonas de Araújo Marcondes, nº 222, no bairro Navegantes. A abertura marca a chegada da rede ao estado e integra o plano de expansão do grupo na região Sul.
A loja é a 9.a unidade do Grupo Zat e reforça a atuação nas chamadas Gêmeas do Iguaçu, já que a empresa também está presente em Porto União. O empreendimento recebeu investimento de R$ 34 milhões e conta com quase 8 mil m² de área construída, 3.100 m² de área de vendas e estacionamento com 200 vagas.
Com um mix de mais de 10 mil itens, a unidade oferece setores completos, como açougue, padaria e hortifrúti, além de 22 caixas, incluindo autoatendimento. Entre os diferenciais está o serviço de televendas, voltado especialmente a comerciantes e pequenos empreendedores.
A inauguração foi marcada por grande movimentação, com ofertas especiais, degustações, brindes e o sorteio de 20 vales-compras de R$ 200. Com a nova loja, o grupo amplia sua presença regional e dá sequência ao plano de crescimento, que prevê ainda a abertura de três unidades no Rio Grande do Sul, nas cidades de Passo Fundo, Santo Ângelo e Carazinho.





Ao completar 55 anos, a APRAS reafirma uma trajetória que acompanha e, em muitos momentos, se confunde com a própria evolução do varejo alimentar no Paraná. Trata-se de uma história construída ao longo do tempo, marcada por desafios, transformações e, principalmente, por lideranças que souberam interpretar cada cenário e conduzir o setor adiante. A origem remonta a abril de 1971, quando Ruy Senff deu início à entidade, em um momento em que a ABRAS estruturava suas regionais. Mais do que fundar uma associação, aquele passo representou o início da organização de um setor que ainda se formava no estado.
Nos anos seguintes, o varejo passou por mudanças importantes. Nomes como Roberto Demeterco contribuíram para impulsionar a modernização, em um período em que a automação das lojas começava a transformar a operação e elevar o nível de gestão.
Em meio a décadas desafiadoras para a economia brasileira, lideranças como Romildo Conte, Eduardo Dalmora e Sidney Schenekenerg conduziram a entidade com foco em resiliência, eficiência e adaptação, características essenciais para atravessar cenários de instabilidade.
Com Joanir Zonta, em diferentes momentos, a APRAS alcançou um novo patamar. Sua atuação ampliou a representatividade da entidade, fortaleceu sua presença institucional e posicionou o Paraná com ainda mais relevância no cenário supermercadista nacional.
Na sequência, Everton Muffato trouxe um olhar voltado para o futuro do setor. Durante sua gestão, foram criadas iniciativas estruturantes como a Academia APRAS, reforçando o compromisso com a formação e o desenvolvimento contínuo, e o APRAS Mulher, ampliando e valorizando o protagonismo das lideranças femininas no varejo.
Em um período mais sensível, Cezar Tozetto assumiu a entidade em meio a um ambiente conturbado. Sua gestão foi marcada por intensas negociações, pela busca de equilíbrio financeiro e pelo avanço na construção de diálogo e de estruturas de apoio sindicais, um passo importante para fortalecer a base institucional da entidade.
Na sequência, Carlos Beal liderou a retomada do protagonismo da APRAS, elevando o patamar da entidade e da sua feira, mesmo partindo de um dos momentos mais desafiadores da história recente, marcado pelos impactos da pandemia. Sua gestão reposicionou a entidade, fortaleceu sua presença e preparou o terreno para um novo ciclo de crescimento.
Hoje, sob a presidência de Harri Pankratz, a entidade atua em um dos cenários mais complexos e dinâmicos de sua história. Um ambiente marcado por mercado de trabalho em pleno emprego, pressão por produtividade, avanço tecnológico e mudanças regulatórias relevantes.
Ainda assim, a APRAS segue conectada, atuante e alinhada às demandas do presente e do futuro.
Ao longo dessas cinco décadas e meia, a APRAS esteve presente e, muitas vezes, protagonista nos principais momentos que moldaram o varejo alimentar no Paraná.
A entidade atravessou períodos de hiperinflação, acompanhou a transição para um ambiente de estabilidade econômica, lidou com a entrada de grandes multinacionais e participou do fortalecimento das redes regionais.
Também acompanhou ciclos intensos de crescimento, vendas, fusões e incorporações, que redesenharam o mapa do varejo alimentar e exigiram constante adaptação, visão estratégica e capacidade de execução.
Nesse contexto, a APRAS teve atuação firme em diferentes frentes regulatórias e estruturais.
Entre elas, a consolidação de práticas de segurança alimentar, o avanço da rastreabilidade, a implementação do Código de Defesa do Consumidor, a regulamentação de vagas preferenciais e a defesa da liberdade de abertura das lojas aos domingos, além da ampliação das jornadas, incluindo operações 24 horas.




Sempre em alinhamento com a ABRAS, a entidade também apoiou pautas estruturantes como a automação, a redução de preços e impostos da cesta básica, a regulação dos vouchers de alimentação e refeição e avanços mais recentes, como a possibilidade de farmácias completas nas lojas.
Ao longo dessa trajetória, construída por diferentes lideranças e contextos, um elemento se mantém constante: o associativismo
Estar dentro da entidade representa, para muitos, um espaço de aprendizado contínuo, com convivência entre lideranças do setor, supermercadistas, fornecedores e especialistas, em um ambiente de troca, construção e evolução. Porque, ao longo desses 55 anos, foi o associativismo que fortaleceu a APRAS e segue fortalecendo todo o setor.
É nesse ambiente de troca e construção coletiva que, para o presidente Harri Pankratz, está a essência da entidade. “Sempre vi a Apras como um local que, com respeito e parceria, vai além da concorrência na busca de soluções e ganhos comuns. Ou seja, a base do associativismo é muito viva dentro da entidade”.
“SEMPRE VI A APRAS COMO UM LOCAL QUE, COM RESPEITO E PARCERIA, VAI ALÉM DA CONCORRÊNCIA NA BUSCA DE SOLUÇÕES E GANHOS COMUNS. OU SEJA, A BASE DO ASSOCIATIVISMO É MUITO VIVA DENTRO DA ENTIDADE”.
Harri Pankratz

Ruy Senff (Fundador) 1971–1982 | 1998–2000

Eduardo Antônio Dalmora 1992–1996

Everton Muffato 2006–2009

Roberto Demeterco 1982–1988

Sidney Schnekenberg 1996–1998

Cesar Moro Tozetto 2012–2015


Romildo Ernesto Conte 1988–1992

Pedro Joanir Zonta 2000–2006 | 2009–2012 | 2015–2021

Carlos Beal 2021–2025
Harri Pankratz (ATUAL PRESIDENTE) 2025–2027

















A trajetória da Revista Supermix se confunde com a própria evolução do varejo supermercadista no Paraná. Criada em 1994, a publicação nasceu em um momento de transformação do setor, com o objetivo de valorizar o mercado local e registrar um período marcado por inovação e mudanças importantes na operação das lojas.
A jornalista Andréa Sorgenfrei, primeira editora da Supermix, relembra o início da publicação.
“Tive a alegria de participar da criação da revista Supermix, em 1994, atuando como editora em um momento de grande transformação do setor supermercadista.”
“A publicação nasceu dentro da APRAS com o propósito de valorizar o mercado paranaense e registrar um período de intensa inovação no varejo.”
“QUERÍAMOS QUE A REVISTA TAMBÉM FOSSE UM MIX
INSPIRADOR DE IDEIAS, BOAS PRÁTICAS, NOVIDADES DA INDÚSTRIA, AVANÇOS EM TECNOLOGIA E GESTÃO, ALÉM DE HISTÓRIAS DE LIDERANÇAS.”
Naquele cenário, tecnologias começavam a mudar a dinâmica do varejo. O código de barras passava a substituir as etiquetas, enquanto os checkouts se modernizavam rapidamente.
Segundo Andréa, a proposta da revista já nascia conectada a esse momento de evolução do setor.
O conceito editorial também acompanhava essa visão. O mix de produtos, considerado um dos principais diferenciais das lojas na época, inspirou diretamente o nome da revista. “Falávamos muito que o grande diferencial de um supermercado estava no seu mix de produtos. O nome Supermix nasceu justamente dessa convicção.”
A ideia era traduzir esse conceito em conteúdo. “Queríamos que a revista também fosse um mix inspirador de ideias, boas práticas, novidades da indústria, avanços em tecnologia e gestão, além de histórias de lideranças.”
Ao longo dos anos, algumas edições marcaram essa trajetória. Entre elas, a cobertura de uma imersão no mercado chileno, que trouxe referências importantes para o varejo brasileiro.
Congratulamo-nos com a iniciativa da criação da revista Supermix, pois temos certeza de que será uma nova frente de informações, servindo de subsídio em nosso ramo de negócios, trabalho e profissionalização. Parabéns e contem com nosso irrestrito apoio.
Daniel Kusma, em 1994
Kusma e Cia. Ltda

“O resultado foi tão relevante que a própria ABRAS organizou uma missão de supermercadistas ao Chile, motivada pelo relato que apresentamos na revista.”
A conexão com o setor alimentício sempre esteve presente na sua trajetória profissional.
“O alimento percorre dois grandes caminhos até chegar às pessoas: o varejo e o food service. Ter vivido essas duas dimensões no país é motivo de grande orgulho.”
Hoje, ao chegar à edição 200, a Supermix reforça seu papel como uma publicação que acompanha, registra e inspira o desenvolvimento do setor.
“A Supermix se consolidou como uma ferramenta de inspiração para o mercado, contribuindo para a disseminação de boas práticas e para o fortalecimento de um setor essencial.”
Para a atual editora, Veronica Gavloski, dar continuidade a essa trajetória é motivo de orgulho e também de responsabilidade.
“Tenho muito orgulho de dar sequência a essa história e de ter a Andréa como amiga e referência. Sou apaixonada pelo varejo e, a cada entrevista e a cada linha escrita, procuro trazer conteúdos que realmente façam a diferença na rotina de quem vive essa missão exigente e desafiadora de empreender no setor.”






O potencial das cooperativas do Paraná no setor supermercadista ganha destaque entre os dias 14 e 16 de abril, no Expotrade, em Pinhais. O Sistema Ocepar, em conjunto com 12 cooperativas, marca presença na 43.a ExpoApras (Feira e Convenção Paranaense de Supermercados), ocupando o tradicional Espaço Paraná Cooperativo
Durante os três dias de evento, as gigantes do agronegócio — Frimesa, Lar, C.Vale, Copacol, Coasul, Coopavel, Cooperaliança, Witmarsum, Cooperante e Coamig — além das cooperativas de crédito Sicredi e Cresol, apresentarão as principais tendências e lançamentos do setor para o varejo nacional.
Pelo quinto ano consecutivo, o espaço serve como vitrine para apresentar aos visitantes as novidades do setor. Segundo o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, a feira é uma oportunidade estratégica para as 82 cooperativas do ramo agro e de crédito do estado estreitarem laços com o setor supermercadista brasileiro.
"AS COOPERATIVAS AGROPECUÁRIAS DO PARANÁ SÃO ESSENCIAIS
PARA O ABASTECIMENTO. ELAS RESPONDEM POR MAIS DE 60%
DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA ESTADUAL E REÚNEM CERCA DE 240
MIL PRODUTORES, GARANTINDO PRODUTOS DE QUALIDADE E SEGURANÇA ALIMENTAR EM PONTOS DE VENDA DE TODO O PAÍS."
José Roberto Ricken
Além da oferta de produtos como carnes, leite, queijos, grãos e hortifrutigranjeiros, o cooperativismo se consolida como um motor social. Atualmente, o setor emprega mais de 150 mil pessoas com carteira assinada no Paraná, fortalecendo a economia local e promovendo o desenvolvimento sustentável.
Para o consumidor final, o diferencial aparece no frescor e na procedência da matéria prima. "A presença dessas marcas nas gôndolas reflete o compromisso com a qualidade, aumentando a confiança de quem busca uma alimentação segura e produzida com responsabilidade", finaliza o presidente.
Uma das atrações do Espaço Paraná Cooperativo do Sistema Ocepar será a Cozinha Show. O chef Guilherme Guzela comandará apresentações gastronômicas, criando receitas exclusivas utilizando produtos das cooperativas participantes, unindo técnica culinária à qualidade da produção paranaense.

NÚMEROS DO COOPERATIVISMO NO PARANÁ
255 COOPERATIVAS
4,4 milhões DE COOPERADOS
154 mil
EMPREGOS DIRETOS
R$ 223 bilhões
EM FATURAMENTO
R$ 10 bilhões
EM SOBRAS DISTRIBUÍDAS
AOS COOPERADOS
R$ 5,9 bilhões
EM IMPOSTOS RECOLHIDOS
US$ 8,1 bilhões
EM EXPORTAÇÕES




Os dados mais recentes do varejo alimentar no Paraná trazem um alerta relevante para o setor. Segundo levantamento da Scanntech (Radar Regional – fevereiro de 2026), o estado registrou retração de 1,4% no faturamento em mesmas lojas — um desempenho inferior tanto ao Brasil, que apresentou leve alta de 0,2%, quanto à média da região Sul, com queda de 0,7%.
Esse descolamento negativo do Paraná em relação ao restante do país e da própria região é um ponto central de atenção. Mais do que um movimento pontual, ele sugere uma dinâmica de consumo mais pressionada no estado, exigindo leitura mais cuidadosa e respostas estratégicas por parte dos supermercadistas.
Mais do que a queda em si, o que chama atenção é sua origem: o volume. As unidades vendidas recuaram, enquanto o preço médio apresentou leve alta. Em outras palavras, o consumidor não deixou de comprar — ele passou a comprar menos itens por visita, tornando o carrinho mais enxuto e seletivo.
Essa mudança de comportamento não é pontual. Ela indica um consumidor mais racional, que equilibra orçamento com escolhas cada vez mais conscientes. Categorias tradicionais da cesta básica, como arroz, açúcar e leite UHT, apresentaram retrações relevantes, reforçando a lógica de controle de gasto e reposição mais cautelosa.
Mas há um movimento ainda mais interessante por trás desses números. Enquanto o consumidor reduz gastos com itens básicos, cresce a disposição para investir em categorias associadas à saúde, bem-estar e qualidade de vida. Hoje, dois em cada três lares já consomem algum tipo de suplemento alimentar — um indicador claro de mudança estrutural no padrão de consumo.
Essa tendência abre uma oportunidade concreta para o varejo alimentar. O supermercado deixa de ser apenas um ponto de abastecimento e passa a disputar espaço com farmácias, lojas especializadas e canais digitais na jornada de saúde do consumidor. Suplementos, proteínas, vitaminas e produtos funcionais deixam de ser nicho e passam a compor um sortimento estratégico, com alto valor agregado e recorrência de compra.
E há um ponto adicional que merece atenção imediata: o avanço do conceito de farmácia completa dentro dos supermercados. Com a evolução regulatória e o vencimento de patentes de medicamentos — incluindo novas gerações de canetas e tratamentos — abre-se espaço para ampliar a oferta de saúde dentro do ambiente de loja.
Para o varejista, isso representa mais do que uma nova categoria. É a possibilidade de aumentar frequência, ticket médio e relevância na rotina do consumidor. Em um cenário em que o básico perde volume, integrar saúde, bem-estar e conveniência pode ser a chave para capturar valor.
Ao mesmo tempo, o mesmo consumidor que racionaliza o essencial mantém — e em alguns casos amplia — o consumo de categorias ligadas à indulgência e à ocasião. Itens como cerveja, energético, chocolate e pescados registraram crescimento expressivo no período. O movimento revela uma dualidade interessante: economia no essencial, investimento no bem-estar e permissão no prazer.
Esse comportamento traz uma mudança estratégica relevante para o varejo. Já não basta competir apenas por preço. A disputa passa a ser também por ocasião de consumo, saúde, conveniência e experiência.
Outro ponto importante do estudo da Scanntech é a diferença de desempenho entre canais. Enquanto supermercados apresentaram crescimento no acumulado do ano, ainda que com leve retração no mês, o atacarejo mostrou queda mais acentuada, especialmente em volume. Ao mesmo tempo, lojas menores — com até quatro checkouts — tiveram melhor desempenho relativo, indicando o fortalecimento da proximidade e da compra rápida.
Esse conjunto de sinais sugere uma reorganização silenciosa do mercado. O consumidor parece equilibrar missões de compra: menos estoque, mais reposição; menos volume, mais frequência; menos deslocamento, mais conveniência — e, cada vez mais, mais propósito nas escolhas.
Do ponto de vista das cestas, mercearia e bebidas sustentaram crescimento em faturamento, enquanto segmentos como limpeza e mercearia básica apresentaram retração. Isso reforça a percepção de que o consumidor prioriza consumo imediato e posterga compras de abastecimento mais pesado.
Diante desse cenário, algumas recomendações se tornam evidentes para o varejista:
A primeira é trabalhar o aumento do número de itens por carrinho. Se o desafio está no volume, estratégias como combos, kits e venda casada ganham protagonismo.
A segunda é revisar o sortimento, incorporando de forma estruturada categorias de maior valor agregado, como suplementos e produtos funcionais.
A terceira é explorar melhor as ocasiões de consumo. O crescimento de categorias como bebidas alcoólicas, energéticos e chocolates mostra que há espaço para ativação de momentos — finais de semana, encontros, consumo imediato — que vão além da compra planejada.
A quarta é avançar na integração com o universo de saúde. A farmácia dentro do supermercado deixa de ser acessório e passa a ser estratégica.
Por fim, fica claro que o varejo alimentar entra em uma nova fase. Se nos últimos anos o crescimento foi impulsionado majoritariamente por preço e inflação, agora o jogo muda. Crescer passa a depender de estratégia comercial, inteligência de sortimento e capacidade de leitura do consumidor.
O Paraná, historicamente um estado relevante e dinâmico no varejo alimentar, acende neste momento um sinal importante. E, para o supermercadista atento, talvez seja hora de transformar o desafio em oportunidade — fazer do limão, uma limonada.
Fonte: Scanntech – Radar Regional Paraná, fevereiro de 2026.

Bendixen Superintendente da Apras



O varejo supermercadista tem um ritmo próprio. Corredores cheios, reposição constante, campanhas de vendas e a necessidade contínua de oferecer o melhor atendimento ao cliente. Para que essa engrenagem funcione perfeitamente, a cobrança por resultados é natural e indispensável.
No entanto, a legislação trabalhista vem passando por atualizações importantes, e o foco da fiscalização tem se voltado fortemente para a saúde mental dos colaboradores. Para o RH e as diretorias dos supermercados, adaptar-se a essas novas regras deixou de ser apenas uma boa prática e tornou-se uma necessidade urgente para garantir a segurança jurídica e financeira do negócio.
A mudança mais expressiva recente veio com a Lei 14.457/22, que transformou a tradicional Comissão Interna de Prevenção de Acidentes na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA).
Se o seu supermercado possui CIPA, a legislação agora exige posturas ativas da empresa no combate ao assédio e outras formas de violência no trabalho. As principais obrigações incluem:
• Canal de Denúncias: A criação de um canal seguro, que garanta o anonimato e tenha regras claras para o recebimento e a apuração das denúncias.
• Treinamentos Constantes: A realização de capacitações anuais para todos os colaboradores, de operadores de caixa a gerentes, sobre temas de respeito, diversidade e prevenção ao assédio.
• Regras Claras: A inclusão explícita dessas diretrizes nos códigos de conduta internos.
No dia a dia da loja, uma dúvida muito comum surge entre os líderes: "Se eu cobrar a meta, estou cometendo assédio?" A resposta é não. E é aqui que o RH precisa entrar com clareza para tranquilizar e orientar a liderança.
Precisamos separar duas coisas muito diferentes:
• O Poder Diretivo: É o direito legal que o supermercado (e seus gerentes) tem de organizar o trabalho, definir metas, cobrar produtividade, avaliar o desempenho e aplicar penalidades justas (como advertências) quando o funcionário descumpre as regras. Cobrar resultados não é assédio; é gestão.
• O Assédio Moral: Acontece quando a forma de cobrar ultrapassa os limites do respeito. O assédio é a conduta abusiva, repetitiva e intencional que humilha, constrange ou isola o trabalhador.
A diferença não está na meta em si, mas na abordagem. Chamar um colaborador para uma reunião reservada e apontar falhas no desempenho é poder diretivo. Gritar com esse mesmo colaborador no meio do corredor, expô-lo em um ranking vexatório no grupo de WhatsApp ou usar xingamentos como "motivação" é assédio moral. O papel do RH é treinar a liderança para que exerçam a gestão de forma firme, porém respeitosa.
É fundamental que o setor supermercadista se antecipe. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) tem adotado uma postura proativa. Temos acompanhado casos de empresas que, em fiscalizações de rotina, já estão sendo notificadas para comprovar o que estão fazendo na prática. Os auditores têm solicitado atas de treinamentos, regulamentos do canal de denúncias e as medidas adotadas quando uma denúncia é confirmada.
Além disso, as atualizações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) trazem um conceito muito importante: os riscos psicossociais. Em breve, situações que geram estresse extremo ou ambientes propícios ao assédio deverão constar no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) da empresa. Assim como a loja mapeia o risco de escorregões ou cortes no açougue, precisará mapear e prevenir os riscos à saúde mental.
O supermercado que se adequa rapidamente a essas normas ganha duas vezes: protege o caixa da empresa contra multas pesadas e ações trabalhistas, e constrói um ambiente onde as equipes trabalham mais engajadas e produzem mais.
O momento pede ação, estruture seu canal de denúncias de forma profissional, atualize suas políticas internas e, acima de tudo, sente-se com seus gerentes e líderes para mostrar que o respeito é a ferramenta de gestão que traz os melhores resultados.

Dra. Gabrieli Teixeira, advogada especialista em direito e processo do trabalho patronal, procuradora legal e membro efetivo do Comitê Jurídico da Associação Paranaense de Supermercados, integrante da Melo Advogados Associados.

Nos últimos meses, muitos varejistas vêm enfrentando um cenário desafiador:
• vendas em queda e abaixo da meta
• perda de competitividade
A resposta para esse cenário não está, necessariamente, em mais campanhas, mais tecnologia ou mais iniciativas. Está em executar melhor com disciplina, foco e responsabilidade compartilhada.
Como já destaquei em outros artigos, o varejo não está falhando por falta de estratégia, mas por falhas na execução. E existe um ponto crítico que precisa ser entendido: Vendas são responsabilidade de toda a empresa. Antes de pensar em crescer, é preciso parar de perder. Hoje, grande parte do resultado está sendo comprometido por falhas básicas:
• Ruptura de produtos (perda direta de venda)
• Sortimento inchado e pouco produtivo
• Promoções que não convertem
• Preços incoerentes ou mal comunicados
• Execução inconsistente na loja
• Falta de priorização
• Times sem clareza do que realmente importa
Muito esforço → pouca conversão → margens pressionadas
DISCIPLINADA COM FOCO
Reverter esse cenário exige uma mudança de mentalidade:
• Menos iniciativas
• Mais foco
• Mais disciplina
• Mais repetição
• Mais gestão do dia a dia
E, principalmente: alinhamento entre todas as áreas
A virada de resultado acontece quando todas as áreas operam conectadas ao sell-out.
só comprar melhor
Foco: sortimento produtivo e estratégia de categoria
O que fazer:
• Reduzir o sortimento pouco relevante (cauda longa improdutiva)
• Definir claramente o papel de cada categoria (destino, rotina, conveniência)
• Priorizar itens de alto giro e margem
• Negociar melhor, mas com foco em sell-out (não só em compra)
Exemplo prático: Revisão de sortimento que reduz 20% de SKUs pode aumentar margem e giro.
2. Marketing — gerar fluxo qualificado, não volume de campanhas
Foco: trazer o cliente certo, para a proposta certa
O que fazer:
• Planejar campanhas por missão de compra (ex: churrasco, café da manhã, saúde)
• Reduzir excesso de promoções e aumentar relevância
• Integrar comunicação com loja (o que está no tabloide precisa estar disponível e visível)
• Trabalhar CRM e fidelização
Exemplo:
Menos ofertas, mas mais conectadas ao shopper → maior conversão.
3. Operações (Loja) — onde a venda acontece
Foco: execução perfeita dos 5 Ps
O que fazer:
• Garantir ruptura zero nos itens críticos
• Respeitar planogramas
• Garantir preço correto e visível
• Executar corretamente pontos extras e promoções
• Padronizar execução loja a loja Exemplo: Blitz combate a ruptura: diária para combater rupturas nos itens críticos. Antes da loja abrir, listas itens críticos (curva AAAA), sem venda no dia anterior, avaliar se o produto esta abastecido, preço correto.. caso negativo, ajustar.
4. Finanças — proteger margem sem travar o negócio
Foco: rentabilidade sustentável
O que fazer:
• Monitorar margem por categoria (não só total)
• Avaliar ROI de promoções
• Apoiar decisões de sortimento e pricing
• Controlar perdas e desperdícios
5. RH — formar times que sabem vender
Foco: pessoas capacitadas e engajadas
O que fazer:
• Treinar times de loja de forma prática (não teórica)
• Criar metas claras e alcançáveis
• Desenvolver liderança de loja
• Estimular senso de dono
Exemplo: Criar uma ação / campanha Semana V –todos da loja precisam contribuir para vender mais e melhor... estimularMAIOR CONVERSÃO, VENDA! Desde os atendentes, equipe de reposição, operadora de caixa... a loja que bater a meta semanal, será premiada
6. Prevenção de Perdas — lucro invisível
Foco: proteger resultado.
O que fazer:
• Reduzir perdas operacionais e rupturas
• Atuar em estoque (evitar excesso e falta)
• Trabalhar prevenção integrada com operação
Exemplo:
Reduzir perdas em xxx% nos itens xxxx.
Trade Marketing — transformar estratégia em execução
Foco: conectar indústria, categoria e loja
O que fazer:
• Garantir execução das ações negociadas
• Priorizar categorias estratégicas
• Acompanhar ROI das ações
• Apoiar loja com materiais e orientação
8. Dados & Inteligência — transformar informação em ação
Foco: decidir melhor e mais rápido
O que fazer:
• Criar BI inteligente foco no plano de ação
• Insights botton 5 top 5 com maior impacto no negócio - para apoiar comercial
• Monitorar ruptura, giro, margem e conversão
• Priorizar indicadores simples e acionáveis
• Garantir que dados cheguem à loja
O maior erro do varejo hoje não é falta de esforço. É falta de conexão entre áreas.
Quando cada área trabalha isoladamente:
• O comercial compra o que não vende
• O marketing comunica o que não é relevante ou o que não está na loja
• A operação executa sem prioridade
• O financeiro corta sem estratégia
A consequência: o resultado não vem.
Para reverter rapidamente o cenário de queda:
1. Foco no que vende
Cortar complexidade e priorizar o que gera resultado
2. Ruptura zero nos itens críticos
Sem produto, não existe venda
3. Promoção com ROI
Menos volume, mais efetividade
4. Execução padronizada
Loja boa não pode ser exceção
5. Gestão diária
Indicador sem acompanhamento não gera resultado
Mais do que processos, o varejo precisa mudar um mindset onde “Vendas são responsabilidade de todos.”
Quando isso acontece:

• O comercial pensa no sell-out
• O marketing pensa em conversão
• A operação pensa no shopper
• O financeiro pensa em margem com inteligência
• O RH forma times preparados
• O trade garante execução
O crescimento no varejo não virá de ideias extraordinárias. Virá da execução disciplinada do básico todos os dias, em todas as lojas.
Como reforço sempre:
• Não é sobre fazer mais
• É sobre fazer melhor
• E fazer todos juntos
Porque, no varejo, quem executa melhor, vende mais e com mais lucratividade.
Fatima Merlin é estrategista de Varejo e Shopper, referência em Gerenciamento por Categoria e Governança, Fundadora e CEO da Connect Shopper, Conselheira de empresas, Advisor da IntentAI –empresa do Prof Dr. Brian Harris criador do GC. Retail Thinker da Varejo180, Embaixadora da GS1, Única brasileira membro do comitê global ECR CatMan Network. Escritora: Meu cliente não voltou, e agora?, Shoppercracia: O gerenciamento por categoria, Varejo Conectado, entre outros.


APRESENTA:
Palestra: Como a inovação em pagamentos e a reforma tributária transformarão o varejo e o PDV.

A convite do Sicredi, a VP da Fiserv, Giuliana Cestaro, apresenta uma palestra exclusiva para supermercadistas.
16 DE ABRIL
10h30 às 12h
ExpoTrade Pinhais / PR Auditório A



Vice-Presidente de Produtos da Fiserv no Brasil e especialista em inovação, produtos digitais e e-commerce, com mais de 20 anos de experiência.

No cenário empresarial atual, a gestão de dados é fundamental para as empresas de varejo, especialmente para supermercados. Com a quantidade massiva de dados gerados diariamente, é crucial ter uma estratégia eficaz para coletar, armazenar, analisar e utilizar esses dados para tomar decisões informadas. Nesse contexto, a análise de dados tornou-se um dos pilares fundamentais para o sucesso das operações. Em diversos setores, como logística, manufatura e serviços, a habilidade de coletar,
analisar e interpretar dados é um diferencial competitivo que pode determinar a eficiência e a inovação dentro das empresas.
Tenho lido em artigos algumas frases sobre a importância de dados: “quem tem dados tem ouro”; “dados são o novo petróleo”; “quem não tem dados não pode medir”; e “sem dados você é apenas uma pessoa com opinião”.
Nos últimos anos, a expressão “dados são o novo petróleo” ganhou destaque no mundo dos negócios. Embora essa comparação tenha suas limitações, a essência é clara: assim como o petróleo impulsionou a Revolução Industrial, os dados estão impulsionando a Revolução Digital.
Os principais benefícios de investir em Gestão de Dados e Inteligência Estratégica, especificamente voltada para supermercados, visando a conquista de conhecimentos e extrair insights valiosos para decisões informadas e estratégicas, são:
• Melhoria da Experiência do Cliente: A análise de dados permite compreender as preferências e necessidades dos clientes, permitindo ofertas personalizadas e promoções direcionadas.
• Otimização de Estoque: A gestão de dados ajuda a prever a demanda e otimizar o estoque, reduzindo desperdícios e melhorando a eficiência.
• Aumento de Vendas: A análise de dados ajuda a identificar oportunidades de vendas cruzadas e upselling, aumentando a receita.
• Redução de Custos: A gestão de dados ajuda a identificar ineficiências e reduzir custos operacionais.
No setor supermercadista, a personalização é o ponto-chave. A análise de dados permite que as empresas ofereçam experiências mais personalizadas aos clientes, aumentando a satisfação e a fidelização. Por meio da análise do comportamento do consumidor, é possível desenvolver ofertas específicas e melhorar a comunicação com o cliente, tornando o serviço mais eficiente e eficaz
Então, em um ambiente empresarial competitivo sabe-se que as decisões rápidas e acertadas fazem a diferença. O uso de técnicas avançadas na gestão de dados permite realizar análises preditivas para possibilitar a rápida adaptação às mudanças; modelagem de riscos para desenvolver estratégias de mitigação; e ajustes na operação ao identificar áreas de melhoria e implementar mudanças.
É claro que, como em qualquer processo e sistema, aGestão de Dados apresenta desafios, principalmente quanto aos fatores:
• Volume de Dados: Supermercados geram uma enorme quantidade de dados diariamente, incluindo vendas, estoque, clientes e fornecedores.
• Complexidade de Dados: Os dados são provenientes de diversas fontes, incluindo sistemas de ponto de venda, aplicativos móveis e redes sociais.
• Segurança de Dados: A proteção de dados sensíveis, como informações de clientes e transações financeiras, é crucial.
Para aproveitar o poder dos dados, as organizações precisam investir em tecnologias de dados, como inteligência artificial, machine learning e big data, além dedesenvolver uma cultura orientada para dados, que valorize a análise e a tomada de decisão baseada em evidências.
Enfim, a gestão de dados é fundamental para as empresas de varejo, especialmente supermercados. Ao implementar estratégias eficazes, as empresas podem melhorar a experiência do cliente, otimizar o estoque, aumentar vendas e reduzir custos. É hora de colocar os dados no centro da sua estratégia!

Prof. Dr. Claudio Shimoyama – CEO do Grupo Datacenso - Mentor empresarial.













COMO TRANSFORMAR O SETOR DE FOODS EM UM DIFERENCIAL COMPETITIVO E UMA FONTE CONSISTENTE DE LUCRATIVIDADE NO SETOR
O setor de foods deixou de ser tendência para se consolidar como uma realidade estratégica dentro dos supermercados. Hoje, ele representa um importante diferencial competitivo, capaz de gerar fidelização de clientes e, principalmente, aumento de lucratividade.
A alimentação dentro do supermercado evoluiu. Seja em formato de restaurante, rotisserie, pratos prontos, cafeteria ou lanchonete, o espaço gastronômico passou a ser essencial para atrair e atender um consumidor cada vez mais exigente, que busca praticidade, agilidade e qualidade.
Com base na experiência da Soma Gestão Gastronômica, que atua na implantação e acompanhamento de operações em todo o Brasil e também no exterior, é possível afirmar: o setor de foods precisa ser tratado como uma unidade de negócio independente, com gestão, planejamento e diretrizes próprias.
Mais do que implantar, é fundamental estruturar corretamente. Isso envolve desde a definição do modelo de operação até o desenvolvimento de cardápios, elaboração de fichas técnicas, dimensionamento de equipe, layout, fluxo de produção e escolha adequada de equipamentos. Hoje, a tecnologia também é uma grande aliada, contribuindo para ganho de produtividade sem abrir mão da qualidade, frescor e apresentação dos alimentos.
Outro ponto essencial é a definição de um gestor responsável pelo setor desde o início do projeto, garantindo acompanhamento, controle e padronização dos processos.
A gestão de compras e o aproveitamento inteligente de insumos também são fatores determinantes para o sucesso da operação. Quando bem estruturados, permitem otimizar custos, reduzir desperdícios e equilibrar um dos maiores desafios do setor: a relação entre custo, tempo e mão de obra.
Nesse contexto, contar com profissionais especializados faz toda a diferença. Um trabalho estruturado de consultoria permite não apenas a formatação adequada da operação, mas também a capacitação da equipe, reduzindo riscos e potencializando resultados.
A integração entre setores da loja é outro ponto estratégico. Quando bem planejado, o aproveitamento de produtos pode transformar perdas em novas oportunidades de venda, sempre com critérios rigorosos de qualidade e segurança alimentar.
Na prática, o setor de foods já apresenta resultados expressivos. Em algumas operações, pode representar entre 8% e 10% do faturamento total da loja. A Soma Gestão Gastronômica conta com clientes que já operam dentro dessa faixa, como a rede Arasuper, presente no Acre e em Rondônia, que se destaca pela eficiência e lucratividade em suas operações de rotisserie e pratos prontos.
Além do faturamento direto, há um impacto positivo no comportamento de compra. Ao atrair o cliente para o setor de foods, amplia-se o consumo em outras áreas do supermercado, fortalecendo o resultado global da loja.
Diante desse cenário, fica evidente: com planejamento, organização e uma gestão profissional, o setor de foods deixa de ser apenas um complemento e se transforma em um dos principais motores de crescimento e lucratividade dentro do supermercado.

Marcelo Apene, Chef consultor e sócio da Soma Gestão Gastronômica. Especialista na concepção de operações foods em redes de supermercado em todo Brasil.








PARA TRANSFORMAR MARKETING EM RESULTADO E FORTALECER A RELAÇÃO COM O CLIENTE
Entrevista com Alexandre L.G. Weiler
Em um cenário de alta concorrência e mudanças rápidas no comportamento do consumidor, pequenos e médios supermercados precisam ir além da operação tradicional para manter a competitividade. Estar bem localizado ou ter anos de história já não garante fluxo constante de clientes, e é justamente nesse ponto que o marketing ganha papel estratégico.
Para Alexandre L. G. Weiler, diretor de formação executiva na ESIC Internacional, um dos principais erros ainda é acreditar que presença física é suficiente.
“Muitos supermercadistas confundem estar aberto com estar visível. O cliente hoje recebe ofertas o tempo todo, compara preços, segue recomendações. Se você não aparece para ele, acaba sendo esquecido.”
Além disso, segundo ele, ainda é comum uma postura reativa de agir apenas quando as vendas caem, quando o cenário exige antecipação.
“O erro não é só não agir, é agir tarde. Quando percebe que está perdendo mercado, muitas vezes o espaço mental do consumidor já foi ocupado por outros.”
Antes de pensar em campanhas ou ações promocionais, o especialista destaca um aspecto básico, mas frequentemente negligenciado: entender o cliente.
Na prática, isso significa saber:
• o que ele compra
• com que frequência volta
• quais produtos fazem sentido para aquele público
Sem esse conhecimento, decisões importantes acabam sendo tomadas no escuro.
“Quando o empresário não tem clareza sobre seu cliente, ele monta um mix que não gira, pratica preços desalinhados e não entende por que as vendas caem. É como navegar sem bússola.”
3 ações simples para começar agora
• WhatsApp semanal: envie 3 a 4 ofertas reais, com foto, preço e validade
• Cliente da semana: reconheça e valorize clientes fiéis e gere conteúdo com isso
• Parcerias locais: troque divulgação e indicações com comércios do bairro
Baixo custo, alto impacto quando há consistência.
O marketing no setor supermercadista não segue um único modelo. Redes maiores costumam trabalhar

com escala e campanhas amplas, enquanto pequenos e médios negócios têm mais facilidade para atuar com proximidade.
“O pequeno e médio supermercadista consegue falar diretamente com seu cliente, com quem está no entorno da loja. Isso permite uma comunicação mais próxima, relevante e autêntica.”
Na prática, isso se traduz em ações mais personalizadas, com foco no relacionamento e na frequência de contato — algo que fortalece a conexão e aumenta a recorrência de compra.
O que acompanhar no dia a dia
• Ticket médio
• Frequência de compra
• Resultado das ações de marketing
• Margem por categoria
• Custo de aquisição vs. valor do cliente
Com esses dados, decisões deixam de ser achismo
Outro ponto essencial é a mudança de mentalidade: marketing não deve ser visto como custo, mas como investimento. “Quando o supermercadista começa a medir, ele entende o retorno. A decisão deixa de ser baseada em achismo e passa a ser baseada em resultado.”
A análise não precisa ser complexa. Mesmo controles simples já permitem entender o que funciona e onde ajustar.
Embora o preço continue sendo importante, ele não é o único fator de escolha. A experiência de compra e o relacionamento com o cliente têm peso crescente.
Entre os principais diferenciais, destacam-se:
• proximidade com o cliente
• conveniência no dia a dia
• curadoria de produtos adequada ao público
• participação ativa na comunidade
• qualidade no atendimento
“Quando existe vínculo, o cliente não escolhe apenas pelo preço. Ele escolhe pela relação que tem com a loja.”
O que evitar no marketing do supermercado
• Sumir das redes sociais
• Postar apenas promoção
• Ignorar mensagens e comentários
• Usar conteúdos genéricos
• Publicar com baixa qualidade
• Não medir resultados
Inconsistência e falta de interação afastam o cliente
Mesmo com recursos limitados, é possível implementar estratégias eficientes. O uso de ferramentas já presentes na rotina do consumidor é um bom ponto de partida. O WhatsApp permite comunicação direta e tem alto índice de abertura, sendo ideal para ofertas e avisos. Já o Instagram contribui para fortalecer a presença da marca, mostrar o dia a dia da loja e criar relacionamento.
“Não precisa ser sofisticado. Precisa ser consistente, relevante e verdadeiro.”
Na prática, a recomendação é manter frequência e equilíbrio no conteúdo, combinando informação útil, promoções e interação com a comunidade, além de responder rapidamente às mensagens dos clientes.
Como equilibrar operação e estratégia
Reserve 2 horas por semana para:
• analisar resultados
• planejar ações
• ouvir o cliente
Sem esse tempo, o negócio vira apenas reação

O marketing deve fazer parte da rotina do negócio, e não ser utilizado apenas em momentos de queda nas vendas. “Quando o investimento em marketing acontece só na crise, a reação costuma chegar tarde.” Datas sazonais, como Páscoa, festas juninas, Black Friday e Natal, são oportunidades importantes para intensificar ações, mas a presença deve ser contínua ao longo do ano.
Ferramentas que já podem ser usadas
• IA para textos, ideias e atendimento
• Canva para criação de posts
• Sistemas de gestão com automação
• WhatsApp com respostas automáticas
A tecnologia já está disponível — o diferencial é usar bem
Para Weiler, o caminho passa por três pilares: entender o cliente, agir com consistência e utilizar os recursos disponíveis com inteligência.
Ele também destaca que a tecnologia, especialmente a inteligência artificial, tem potencial para ampliar a capacidade de gestão e liberar tempo para decisões estratégicas.
“Quem entende seu público, se comunica bem e mantém presença constante constrói um negócio mais forte e preparado para o futuro.”
Mais do que tamanho, o diferencial está na forma de atuar.
“O MERCADO NÃO É PARA OS MAIORES. É PARA OS MAIS ESTRATÉGICOS.”















Entrevista com Antonio Nasser
Em meio à crescente dificuldade de contratação no setor supermercadista, uma questão vem ganhando força: o problema está realmente na falta de profissionais ou na forma como as equipes estão sendo conduzidas dentro das empresas?
Para Antonio Nasser, mentor de executivos e especialista em desenvolvimento humano, a resposta, muitas vezes, está dentro da própria operação.
“Nem toda falta de mão de obra é, de fato, falta de gente no mercado. Em muitos casos, é falta de ambiente saudável, direção clara, respeito e liderança consistente.”
Segundo ele, o desafio não está apenas em contratar, mas em manter pessoas. Isso passa diretamente pela experiência do colaborador.
“O profissional entra para trabalhar, mas sai por causa do que vive no dia a dia da empresa”, afirma.
Grande parte desse cenário, explica Nasser, está ligada a comportamentos que se repetem diariamente e acabam moldando o ambiente de trabalho.
“Está no tom de voz, na forma de corrigir, na reação ao erro, no quanto escuta ou centraliza.”
Esse conjunto de atitudes forma o que ele chama de “padrão invisível da liderança”, um comportamento contínuo que influencia a equipe, independentemente do discurso.
“O líder ensina o tempo todo. Pelo comportamento, pelo humor, pela coerência ou pela falta dela”, observa.
A referência, segundo Nasser, está na teoria do aprendizado social, que mostra que as pessoas aprendem observando, avaliando consequências e repetindo padrões.
E há um ponto central nesse processo: a diferença entre intenção e percepção.
“Muitos líderes se avaliam pela intenção, mas a equipe os sente pelos efeitos”, ressalta.
A cultura da equipe é construída menos pelo discurso e mais pelo comportamento que se repete todos os dias.
Em funções operacionais, onde a rotina é intensa e a pressão constante, o papel do líder se torna ainda mais decisivo para a permanência dos colaboradores.
“Reter não é só pagar melhor. É fazer a pessoa perceber que tem valor, que está evoluindo, que existe respeito, organização e acompanhamento”, explica Nasser.
Isso passa também pela forma como o colaborador é conduzido no dia a dia.
“O profissional precisa saber o que se espera dele, ser treinado, corrigido com dignidade e tratado como alguém importante para o funcionamento do negócio.”
Quando isso não acontece, o desgaste se acumula. “Pessoas suportam trabalho duro, mas dificilmente suportam liderança confusa, áspera ou indiferente”, pontua.
No dia a dia do varejo, é comum encontrar profissionais com excelente desempenho operacional, mas que enfrentam dificuldades na condução de equipes.
“Controlar indicadores, estoque e produtividade é uma competência. Desenvolver pessoas é outra.”
Segundo Nasser, o erro está em tratar pessoas como extensão do processo. “Cobra-se resultado, mas não se constrói clareza, confiança, acompanhamento e desenvolvimento.”
O efeito aparece no médio prazo: aumento da rotatividade, desgaste da equipe e perda de consistência na operação.
Negócio cresce com gestão. Sustentação do negócio vem com liderança.
Desenvolver líderes dentro da operação não depende de estruturas complexas. Pelo contrário, começa na rotina. “Bons líderes não surgem apenas em treinamentos. Eles são formados no cotidiano”, afirma Nasser.
O primeiro passo é a clareza de papel. Muitos ocupam posições de liderança sem compreender o que isso realmente exige. A partir disso, entram fundamentos como comunicação, escuta, feedback, organização, senso de justiça e capacidade de desenvolver o outro. “A formação precisa ser simples, prática e constante. Menos discurso sofisticado e mais aplicação diária.”
E há um ponto crítico: a continuidade. “Muitos melhoram após treinamentos, mas voltam rapidamente ao padrão anterior quando são engolidos pelas demandas do dia a dia”, observa.
Para pequenas e médias empresas, desenvolver uma cultura forte de liderança não exige grandes investimentos, mas exige intencionalidade.
“Cultura não se constrói apenas com treinamento. Se constrói com repetição, exemplo e coerência da liderança”, destaca Nasser.
Na prática, isso passa por ações consistentes:
• alinhar expectativas dos gestores
• criar rituais de conversa com a equipe
• acompanhar mais de perto
• reconhecer bons exemplos
• corrigir desvios com rapidez
“Muitas vezes, não falta recurso. Falta método.”

No ambiente do supermercado, a diferença entre chefe e líder é percebida nas atitudes diárias.
“O chefe usa a posição para controlar. O líder usa para direcionar, desenvolver e sustentar a equipe.”
Enquanto o chefe aparece principalmente para cobrar, o líder orienta, corrige, organiza e acompanha.
“O chefe gera medo ou dependência. O líder gera clareza, confiança e responsabilidade”, resume Nasser.
• Mais clareza nas tarefas
• Menos retrabalho
• Ambiente mais previsível
• Equipe mais segura
• Maior senso de responsabilidade
Em cenários de alta pressão, ainda é comum a ideia de que cuidar das pessoas compromete a produtividade. Para Nasser, essa visão precisa ser superada. “Cuidar das pessoas é parte da estratégia de resultado.”
O equilíbrio, segundo ele, não está em ser brando, mas em ser claro, firme e humano ao mesmo tempo.
“É cobrar sem humilhar. Corrigir sem desestruturar. Exigir padrão sem transformar o ambiente em tensão constante.”
A eficiência cresce quando há organização, previsibilidade e justiça.
“Pressão sem direção adoece. Pressão com liderança madura fortalece.”
Melhorar o engajamento da equipe não depende de grandes ações, mas de mudanças consistentes na rotina de liderança.
Entre as práticas mais eficazes estão:
• comunicação clara
• presença no dia a dia
• reconhecimento de acertos
• escuta ativa
• retorno ao colaborador
Também é importante envolver a equipe em melhorias e dar sentido ao trabalho.
“O colaborador precisa sentir que não está apenas executando tarefas, mas participando de algo que faz sentido. Que causa estamos defendendo aqui?”, provoca.
Para o especialista, a dificuldade de atrair profissionais exige um olhar mais amplo por parte dos supermercadistas.
“Não olhe apenas para fora, para o mercado. Olhe para dentro, para sua liderança e sua cultura.”
A permanência das pessoas está diretamente ligada ao ambiente que a empresa constrói.
“Pessoas continuam onde há firmeza com respeito, exigência com justiça, trabalho com dignidade e liderança com humanidade.”
“PESSOAS CONTINUAM ONDE HÁ FIRMEZA
COM
RESPEITO, EXIGÊNCIA COM
JUSTIÇA, TRABALHO COM DIGNIDADE E LIDERANÇA COM HUMANIDADE.”
No fim, a lógica se inverte. “A empresa que forma líderes melhores se torna um lugar que as pessoas indicam, integram e escolhem permanecer”, conclui Nasser.

A busca por uma vida mais saudável nunca esteve tão presente na rotina dos consumidores brasileiros. Alimentação equilibrada, atividade física e bem-estar mental ganharam protagonismo nas decisões de compra, refletindo uma mudança estrutural no comportamento da população.
Dados da NielsenIQ indicam que 86% dos brasileiros já adotam ao menos um hábito mais saudável em sua rotina, uma transformação que também se reflete na forma como os consumidores se posicionam em relação ao próprio estilo de vida. Do chamado “saudável aspirante” ao “extremamente saudável”, diferentes perfis adotam práticas progressivamente mais intensas de cuidado com a saúde, desde a redução do consumo de sal, açúcar e alimentos industrializados até rotinas mais completas, que incluem acompanhamento médico ou nutricional e a preferência por produtos orgânicos.
Entre os consumidores considerados extremamente saudáveis, os impactos no consumo são ainda mais evidentes. Esse grupo chega a gastar cerca de 11% a mais em bens de consumo rápido (FMCG), impulsionado principalmente por maior frequência de visitas aos pontos de venda.
Esse comportamento também se relaciona a características demográficas. Em geral, lares com maior concentração de hábitos saudáveis tendem a ser mais maduros, com maior nível socioeconômico e famílias maiores, além de apresentarem maior frequência de compra em canais como cash & carry, supermercados de grande porte e farmácias.
O movimento em direção ao bem-estar vai muito além da alimentação e já impacta diversos setores da economia.
O mercado de academias no Brasil, por exemplo, vive um forte ciclo de expansão impulsionado pela valorização da saúde e da qualidade de vida. Uma grande rede franqueada do setor projeta a abertura de mais de 300 novas unidades em 2026, mantendo o ritmo acelerado de crescimento registrado nos últimos anos.
Outro reflexo desse movimento é o crescimento das corridas de rua, que vêm ganhando cada vez mais adeptos no país com um aumento de 85% no número de provas em 2025 comparado a 2024, totalizando cerca de 15 milhões de corredores, refletindo o interesse crescente dos brasileiros por atividades físicas acessíveis e que promovam bem-estar. Para muitos consumidores, essas práticas passaram a fazer parte da rotina, reforçando uma cultura cada vez mais orientada para a saúde.
Essa expansão reflete um consumidor cada vez mais comprometido com hábitos saudáveis e disposto a investir em rotinas que promovam bem-estar físico e mental.
Esse movimento em direção a um estilo de vida mais saudável também se reflete diretamente nas escolhas alimentares dos consumidores. Categorias associadas à alimentação natural e menos processada ganham cada vez mais relevância no carrinho de compras, com destaque para frutas, legumes e verduras (FLV). No varejo alimentar, o crescimento dessas categorias acompanha a busca por produtos mais frescos e nutritivos, reforçando a importância do sortimento e da exposição desses itens dentro das lojas.
A evolução dos hábitos alimentares também vem transformando o papel de diferentes canais de compra. O atacarejo, tradicionalmente associado a compras de abastecimento e preço competitivo, passa a ampliar sua oferta de serviços e categorias, acompanhando um consumidor mais exigente e atento à qualidade dos produtos.
Hoje, áreas como hortifruti já estão presentes em quase todas as lojas, enquanto serviços como açougue e padaria ganham espaço crescente dentro desse formato. Essa evolução contribui para fortalecer o canal como destino não apenas de abastecimento, mas também de compras ligadas à alimentação mais saudável.
Com um consumidor mais atento ao que coloca no carrinho, o varejo passa a desempenhar um papel ainda mais relevante na oferta de opções que facilitem escolhas mais equilibradas no dia a dia.
Entre consumidores mais jovens, especialmente da Geração Z, cresce a expectativa de que marcas e empresas adotem práticas responsáveis. Estudos indicam que 71% dos jovens dessa geração acreditam que as marcas devem ser ambientalmente corretas, um índice superior ao observado entre millennials.
Esse perfil reforça a tendência de um consumidor mais atento à origem dos produtos, à transparência das marcas e ao impacto das suas escolhas de consumo.

Dentro desse cenário mais amplo de busca por saúde e bem-estar, surge também o crescimento do uso das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos da classe GLP-1 originalmente desenvolvidos para o tratamento do diabetes.
Nos últimos anos, esses medicamentos ganharam popularidade por seus efeitos no controle do apetite e na perda de peso, tornando-se parte das discussões sobre saúde e qualidade de vida.
No Brasil, 4,6% dos lares já utilizam medicamentos dessa classe, enquanto 26,1% demonstram interesse no tratamento, de acordo com dados da NielsenIQ. Apesar da alta curiosidade, o acesso ainda é limitado principalmente pelo custo elevado e por preocupações com possíveis efeitos colaterais.
Como consequência, o uso tende a se concentrar em lares de maior renda, que hoje representam cerca de 70% dos usuários
A adoção dos medicamentos também apresenta diferenças importantes entre as regiões do país.
Centro-Oeste, Sul e Sudeste concentram as maiores taxas de penetração, enquanto o Nordeste possui participação menor entre os usuários. Além da renda média, fatores como acesso à informação, oferta de serviços médicos e padrões de consumo ajudam a explicar essas diferenças.
Outro ponto relevante é o perfil dos lares que adotam o tratamento. A penetração é maior em famílias com até 50 anos e sem filhos, indicando que a decisão pelo uso está fortemente ligada a objetivos de saúde, estética e qualidade de vida.
| 8,2%
Além das mudanças relacionadas à saúde, o tratamento também gera impacto direto na dinâmica financeira dos lares.
Entre os usuários, 63% afirmam gastar mais de R$ 800 por mês com o medicamento. Como consequência, o tratamento passa a disputar espaço no orçamento doméstico: 84% relatam impacto moderado ou alto nas finanças, e 62% afirmam reduzir ou priorizar outros gastos para manter o uso da medicação
Esse movimento cria uma nova dinâmica de consumo: ao mesmo tempo em que alguns gastos são reduzidos, cresce o interesse por categorias associadas ao bemestar e à manutenção de hábitos saudáveis. Outro fator que pode ampliar esse fenômeno nos próximos meses é a queda das patentes de alguns desses medicamentos, o que tende a ampliar a concorrência e potencialmente reduzir preços, aumentando o acesso ao tratamento.
Para o varejo, todas essas transformações apontam para um consumidor cada vez mais orientado pela saúde.
A combinação entre novos hábitos alimentares, maior prática de atividades físicas, crescimento de produtos saudáveis e até o avanço de tratamentos médicos voltados ao controle de peso revela uma mudança profunda na forma como os brasileiros se relacionam com o consumo.
Nesse contexto, o desafio e a oportunidade para o varejo será acompanhar essa evolução, oferecendo sortimento adequado, informação clara e experiências de compra alinhadas às novas prioridades dos consumidores.
Mais do que uma tendência passageira, a saudabilidade se consolida como um dos principais motores de transformação do consumo no país.



A história do Grupo Larissa começa de forma simples, como muitas das trajetórias mais sólidas do varejo brasileiro. Foi na beira da estrada, com a venda de frutas, que o fundador Acir Bobato deu os primeiros passos no comércio.
Com o tempo, surgiu a oportunidade de entrar no varejo de forma mais estruturada, participando da gestão de uma loja que, naquele momento, ainda nem levava o nome que hoje se consolidou na região.
Desde então, o crescimento aconteceu de forma gradual, sem atalhos.
Cada etapa foi construída com base em trabalho, reinvestimento e visão de longo prazo. Um desenvolvimento pautado na consistência e na responsabilidade, sempre com o objetivo de oferecer o melhor para a comunidade.
Hoje, o Grupo Larissa mantém uma característica que segue sendo central na sua trajetória: a gestão familiar.
Ao lado de Acir Bobato estão os três filhos, cada um à frente de áreas estratégicas do negócio. Mateus Bobato atua como diretor comercial, liderando a estratégia de vendas e expansão. Fábio Bobato responde pela área financeira, garantindo a organização e a sustentabilidade da operação. Já Silvana Bobato contribui na área de compras, com atuação direta nas negociações com fornecedores.
Acir, por sua vez, segue como a principal referência da empresa.
Presente no dia a dia e nas decisões estratégicas, é descrito pela família como o “camisa 10” do grupo, com uma visão ampla que conecta todas as áreas do negócio.
Além da estrutura familiar, o grupo também fortalece sua operação com a participação ativa de outros membros da família.
A gestão do Grupo Larissa reúne diferentes áreas sob o mesmo propósito
• Fábio Bobato — diretor financeiro
• Acir Bobato — fundador e liderança estratégica
• Silvana Bobato — compras
• Mateus Bobato — diretor comercial

Thaisa, esposa de Mateus, é responsável pelo RH e atua diretamente no desenvolvimento de pessoas e no fortalecimento da cultura interna. Já Jusiane, esposa de Fábio, lidera a operação das farmácias do grupo.
Essa proximidade com a gestão contribui para manter um ambiente alinhado aos valores da empresa, que seguem sendo cultivados no cotidiano.
Atualmente, o Grupo Larissa conta com cinco supermercados: Larissa Center, Larissa Dois e Larissa Villas, em Imbituva; Larissa Guamiranga, em Guamiranga; e o Larissa Santa Paula, unidade mais recente, inaugurada no fim de fevereiro em Ponta Grossa, no bairro Contorno, região de Santa Paula. Além disso, o grupo também opera o Assir Atacadista, em Imbituva, uma loja de doces e embalagens e duas farmácias, localizadas em Imbituva e Guamiranga. A chegada a Ponta Grossa marcou um novo capítulo na trajetória da empresa.
A expansão para o bairro Contorno, em Ponta Grossa, foi vivida como um momento especial pela família.
“Fomos acolhidos de uma forma muito positiva pela comunidade, e isso nos marcou”, destaca a empresa.
A recepção reforçou o compromisso de manter o padrão de trabalho e a proximidade com o cliente, mesmo em uma nova praça. Durante a inauguração, o diretor comercial Mateus Bobato destacou o sentimento da família diante desse novo momento.
“É a realização de um sonho. Trabalhamos muito para isso acontecer e estamos colocando o coração no negócio.” Ele também reforça a importância de adaptação. “Aprender com o cliente e se adaptar é essencial.”
A proposta, segundo ele, é levar para a nova unidade a mesma cultura construída ao longo dos anos. “Queremos que o pessoal de Santa Paula sinta essa cultura mais próxima, mais humana, que vem do interior.”
A chegada a Ponta Grossa representa:
• Expansão regional estruturada
• Fortalecimento da marca
• Novo relacionamento com a comunidade
• Aplicação da cultura da empresa em uma nova praça
O posicionamento do Grupo Larissa vai além da oferta de produtos.
A proposta da empresa é gerar impacto positivo na comunidade onde está inserida, construindo uma relação baseada em confiança, qualidade e bom atendimento. Produtos podem ser encontrados em diferentes lugares. O diferencial, segundo a empresa, está na forma como o cliente é atendido e na credibilidade construída ao longo do tempo.
Durante a inauguração, Acir Bobato reforçou esse compromisso. “O diferencial é a qualidade e procurar atender bem os clientes cada dia mais.”
O futuro do Grupo Larissa segue ancorado nos mesmos princípios que sustentaram sua trajetória até aqui: crescimento estruturado, responsabilidade e visão de longo prazo. A empresa pretende continuar expandindo, mas respeitando o tempo de cada etapa.
A estratégia passa por fortalecer a base, aprimorar a gestão e ampliar a presença regional de forma sólida e sustentável.
Para Mateus Bobato, o desenvolvimento do grupo também passa pela proximidade com entidades que fortalecem o varejo alimentar, como a Apras.
“Vejo a atuação da Apras como algo muito importante para o setor supermercadista no Paraná.”
Segundo ele, a entidade tem papel relevante tanto na representação institucional quanto na evolução do setor. “Ela ajuda a organizar pautas importantes, promove encontros, eventos e capacitações que fazem a gente evoluir como empresário e gestor.”
Essa conexão também contribui para decisões mais estratégicas no dia a dia. “Estar próximo da Apras é uma forma de acompanhar tendências, entender o mercado e fortalecer relacionamento com fornecedores.”
Para o grupo, esse movimento é parte de uma visão maior.
“A Apras contribui para um ambiente mais organizado, competitivo e sustentável principalmente para empresas que querem crescer com estrutura e visão de longo prazo”, completa.








A Aquafast lança o Lava Roupas Lavagem Rápida, desenvolvido para acompanhar a rotina dinâmica do consumidor atual, entregando limpeza eficiente em até 15 minutos, sem abrir mão de performance e cuidado sensorial.
O lançamento se diferencia pelas fragrâncias marcantes e duradouras, disponíveis em duas versões: Total Clean, com perfume mais fresco, suave e elegante, que prolonga a sensação de limpeza; e na versão Fresh Clean, com fragrância envolvente, pensada para deixar um perfume agradável nas roupas por mais tempo.
Disponível nas embalagens 1L e 1,5L, o Lava Roupas Lavagem Rápida reforça o posicionamento da Aquafast em unir eficiência, praticidade e experiência de perfume, agregando valor à categoria no ponto de venda.

A Girando Sol relança, durante a ExpoApras, sua linha de Limpadores Perfumados, como parte das comemorações pelos 35 anos da empresa, celebrados em abril. A novidade traz um portfólio mais segmentado, design premium e foco em perfumação prolongada, alinhado ao novo posicionamento da marca, “Prazer em Cada Cuidado”.
A categoria passa a ser dividida nas linhas Perfumes e Intense, acompanhando a tendência por fragrâncias mais marcantes e experiências sensoriais. Entre os diferenciais estão a perfumação de até 24 horas, fórmulas com óleos essenciais e tecnologia de inibição de maus odores, reforçando a proposta de unir eficiência na limpeza com bemestar.

A Jasmine Alimentos atualiza a fórmula e as embalagens de sua linha de Pães sem Glúten, com foco em melhorar a textura dos produtos, que passam a ficar mais macios, mantendo a proposta de oferecer opções práticas e saborosas para o dia a dia.
A linha também adota embalagens em formato vertical, facilitando a exposição nas gôndolas e a visualização das informações. O novo layout destaca atributos como “mais macio”, produto sem lactose e fermentação biológica, além do uso de farinha de arroz nos sabores Tradicional e Multigrãos. A linha inclui versões como Chia e Ervas Finas, Frutas e Castanhas, Coco, Batata Doce e Milho, e não possui lupa de alto teor no rótulo.

A Nestlé lança no Brasil a marca Nestlé Vital, desenvolvida para atender consumidores a partir dos 40 anos e promover longevidade saudável. O país é o primeiro mercado a receber a novidade, que inaugura o conceito de “Smart Aging”. Para o desenvolvimento do produto, a companhia investiu cerca de R$ 200 milhões em pesquisa científica.
A linha é composta por bebidas nutricionais em pó para consumo matinal e noturno, com foco em energia, foco, relaxamento e qualidade do sono. A fórmula reúne 23g de proteína quando adicionada ao leite, 26 nutrientes essenciais, fibras, baixo teor de gordura e não possui adição de açúcares nem aromatizantes artificiais.



Foi publicada no Diário Oficial da União do dia 23 de março a Lei nº 15.357, que autoriza a instalação de farmácias ou drogarias em áreas de venda de supermercados em todo o país. A norma foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e altera a Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973, que trata do controle sanitário do comércio de medicamentos e produtos farmacêuticos.
Para a Associação Paranaense de Supermercados (Apras), a nova legislação representa um avanço importante para o setor varejista e para os consumidores. “A implantação das farmácias completas nos supermercados amplia a competitividade e oferece mais acesso ao consumidor, especialmente pela conveniência dos horários. Isso é um avanço que fortalece a liberdade de escolha, amplia as opções e contribui para um ambiente mais eficiente e equilibrado do varejo também”, afirma o superintendente da Apras, Maurício Bendixen.
A medida tem origem no Projeto de Lei nº 2.158/2023, aprovado pelo Congresso Nacional, e tem como objetivo ampliar o acesso da população a medicamentos, mantendo as exigências sanitárias e a segurança na dispensação.
De acordo com a nova lei, passa a ser permitida a instalação de farmácias ou drogarias dentro da área de venda dos supermercados, desde que o espaço seja físico, delimitado, segregado e exclusivo para a atividade farmacêutica. A estrutura deve ser independente dos demais setores do estabelecimento.
A operação poderá ser realizada diretamente pelo próprio supermercado, sob a mesma identidade fiscal, ou por meio de contrato com farmácia ou drogaria devidamente licenciada e registrada nos órgãos competentes. Em todos os casos, deverão ser cumpridas as exigências legais, sanitárias e técnicas, incluindo critérios
relacionados ao dimensionamento físico, estrutura de consultórios farmacêuticos, armazenamento adequado, controle de temperatura, ventilação, iluminação, umidade, rastreabilidade, além de procedimentos de dispensação e assistência farmacêutica.
A legislação também estabelece a obrigatoriedade da presença de farmacêutico legalmente habilitado durante todo o horário de funcionamento da farmácia ou drogaria instalada no supermercado.
Além disso, a dispensação de medicamentos sujeitos a controle especial deverá ocorrer somente após o pagamento ou, alternativamente, os produtos deverão ser encaminhados do balcão de atendimento até o caixa em embalagem lacrada, inviolável e devidamente identificada.
A norma proíbe a oferta de medicamentos em áreas abertas ou sem separação funcional completa dentro dos supermercados, como bancadas, estandes ou gôndolas externas ao espaço exclusivo da farmácia ou drogaria.
As atividades seguem submetidas às normas da vigilância sanitária e à legislação vigente que regula o exercício da atividade farmacêutica no Brasil.
O texto também permite que farmácias e drogarias licenciadas utilizem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para logística e entrega de medicamentos ao consumidor, desde que seja garantido o cumprimento integral das normas sanitárias aplicáveis.
No dia 9 de março, a Apras Regional Ponta Grossa recebeu um grupo de mulheres para um “Café da Tarde”, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. O evento foi realizado de modo híbrido (presencial/online), com a participação de mulheres representantes da Apras Matriz, Apras Regional Ponta Grossa, Apras Regional Norte Pioneiro, Agência Gerar Ponta Grossa e dos Supermercados: Blum, Condor, Cristal, Elite, Muffato, Ponto Verde e Rickli e também da representante da Coca Cola / Femsa.
A Presidente da Apras Regional Ponta Grossa – Lilian Cristiane Cataneo abriu o evento agradecendo a presença de todas as participantes e destacou a participação especial de duas convidadas: Andrea Luy – Gerente da Academia Apras e Ana Carla Molini – Presidente da Apras Regional Norte Pioneiro as participantes discutiram sobre a força, coragem e capacidade das mulheres nos supermercados no Brasil e reflexões sobre a beleza da maturidade. Destacouse também, a participação das mulheres no mercado de supermercados no Brasil, apresentando dados do IBGE que mostram que 51% das pessoas em idade ativa são mulheres e 48% delas estão em trabalho formal, salientando que as mulheres representam a maior força de trabalho no setor de supermercados, especialmente em funções de atendimento ao cliente, e que o percentual de mulheres em cargos de liderança tem crescido de 35% a 40% nos últimos anos.
Ana Carla Molini contribuiu com sua história pessoal, explicando como cresceu no comércio familiar na região do Norte Pioneiro,destacando a importância de não perder oportunidades de aprendizado e crescimento, compartilhou sua trajetória profissional no setor de supermercados, desde sua formação até assumir a liderança da empresa após a morte de seu pai, descreveu os desafios enfrentados como mulher assumindo um papel de liderança, incluindo a necessidade de provar sua capacidade aos colaboradores e fornecedores, bem como a importância de equilibrar as responsabilidades familiares e profissionais. Relatou também, que a empresa cresceu de sete para dez lojas e de quatrocentos para setecentos funcionários desde a morte de seu pai, e destacou a importância da constância, delegação e relacionamento interpessoal para o sucesso.
As falas das participantes do encontro, embora apresentadas como narrativas de suas trajetórias e experiências profissionais, ultrapassaram o campo do relato individual. Cada palavra compartilhada carregava não apenas histórias de desafios, conquistas e aprendizados, mas também um profundo significado coletivo.


Ao dividir suas vivências, as participantes transformaram suas falas em uma verdadeira homenagem a todas as mulheres. Suas histórias revelaram a força, a sensibilidade, a coragem e a determinação que marcam tantas jornadas femininas, lembrando que por trás de cada trajetória existe uma mulher única, com sonhos, lutas e contribuições valiosas para a sociedade.
Mais do que relatos profissionais, aquelas vozes ecoaram como um reconhecimento da importância das mulheres em todos os espaços. Foi um momento de celebração da diversidade de experiências e de reafirmação de que cada mulher é especial, merece ser respeitada, valorizada e reconhecida em sua plenitude.
Assim, o encontro se tornou não apenas um espaço de troca de experiências, mas também um tributo coletivo à força feminina e à necessidade contínua de construir uma sociedade mais justa, onde o respeito e o reconhecimento às mulheres sejam práticas constantes e não exceções.
Essa tarde, muito mais que especial, encerrou-se com um café colonial e homenagens e parabenizações às mulheres.
A APRAS Regional Cascavel promoveu, na última sexta-feira, 20 de março, o tradicional Jantar de Negócios abrindo o calendário de eventos da regional.
O evento reuniu cerca de 200 convidados, entre diretores, associados e patrocinadores, em uma noite marcada por networking, troca de experiências e conhecimento.
O grande destaque foi a palestra “NR 1 e seus impactos”, ministrada pela psicóloga organizacional Alessandra Carmo Palacio em parceria com a Controlsul Gestão Empresarial.
O evento teve como patrocinadores: Coca-Cola Femsa, Copini Group, Controlsul Gestão Empresarial, Frimesa e como participante Checkout RH.



No início do ano de 2026, a Academia Apras iniciou sua agenda com trabalhos novos, programa especial para jovens e grandes capacitações com cursos voltados ao fortalecimento das competências profissionais no setor supermercadista. Apras Jovem:
“Conectando talentos, preparando líderes”

A Apras Jovem é um novo Comitê da Apras, um núcleo estadual vinculado à Associação, trabalhando com o auxílio da diretoria estadual da Apras. O programa é composto por empresários, filhos de gestores e gestores de loja e fornecedores, jovens associados à Apras. A idade mínima é de 16 anos para participar. Entre em contato se ficou interessado.
A diretoria já foi eleita e tem seu presidente Daniel Pegoraro Junior (Rede Irani), Vice-presidente Isadora Schmidt Dal Berto (Rede Ítalo) e 10 diretores que são de vários locais do estado e se colocaram a disposição para trabalhar na direção do programa.
Na Expoapras é o grande lançamento do programa Apras Jovem! Não perca!
Entre em contato se ficou interessado. Será um centro de informação e o grupo já está em comunicação diária!
Nossas aulas iniciaram em fevereiro. As formações reuniram profissionais interessados em aprimorar conhecimentos nas áreas de gestão e de compras, reforçando a importância da qualificação contínua para acompanhar as demandas e transformações do varejo. Já no início do ano os líderes já se inscreveram para os cursos de gestão realizadas no período.
A escola técnica da Apras tem trabalhado para auxiliar as empresas na capacitação de pessoas, seja técnico-operacional, em gestão e na alta gestão com professores muito capacitados e grande experiência no setor supermercadista e de forma inovadora no mundo virtual.
Novos projetos e grandes parcerias tem surgido, e outros já estão sendo construídos para este ano. Conheça e acompanhe nosso trabalho pelo site!












Nossa parceria com o SEBRAE continua e novos micro empresários já estão sendo atingidos. Conheça o projeto:
O programa é para a capacitação de empresários de minimercado e inicia dia 18 de maio de 2026, com o objetivo de promover a qualificação e competitividade do segmento, proporcionando aos gestores uma visão abrangente e estratégica sobre as principais áreas de gestão.
As aulas são presenciais das 19h às 22h nas segundas-feiras. Passarão pelo programa de aulas muito práticas, cliente oculto e consultoria no total de 74h.
Inscreva-se logo, são 30 vagas. Busque informação no fone (41) 98459-0288


Curso Nível de Gestão de Loja – Online (40hs)
O curso Formação Gerencial no Varejo, iniciado em 24 de fevereiro, reuniu 33 inscritos e teve como objetivo fortalecer competências de liderança e gestão voltadas à realidade do varejo. A capacitação abordou temas essenciais para o desempenho de gestores, contribuindo para o aprimoramento de práticas administrativas e estratégicas nas empresas do setor.


Também no mês de fevereiro teve início o curso Compradores: compras, vendas e negociação, ministrado pela professora Michelle Flores. Com início em 26 de fevereiro, a formação contou com três aulas e reuniu 24 participantes interessados em aprimorar técnicas de negociação, estratégias de compra e alinhamento entre as áreas comercial e de vendas. As iniciativas reforçam o compromisso da Academia Apras em oferecer qualificação contínua para profissionais do varejo, contribuindo para o fortalecimento e a competitividade do setor.

Curitiba e litoral:
Andréa no fone (41) 3263-7000
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