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02/07/2021
QUEREMOS UM PROJETO EDUCACIONAL PARA A JUVENTUDE! NÃO ESSA FARSA DO “NOVO” ENSINO MÉDIO, EJATEC, NOVOTEC Secretaria de Comunicação
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Em plena pandemia, o governo Doria/Rossieli realiza uma inaceitável campanha de pressão sobre os estudantes e toda a comunidade escolar para impor seus projetos excludentes. Nesse momento, os estudantes estão sendo fortemente pressionados a escolherem “itinerários formativos” e formularem supostos “projetos de vida” que, de fato, significa optarem pelo rebaixamento ainda maior de sua já deficiente formação no ensino médio. Em primeiro lugar, é preciso dizer que numa situação em que a Covid-19 já matou quase 520 mil brasileiros, sendo 127 mil deles no estado de São Paulo (24,6% do total de casos nacionais, em uma população que representa 20% da população brasileira), o projeto de vida de professores, estudantes e toda a comunidade escolar não é outro do que VIVER. Somente um governo totalmente insensível às 103 mortes de profissionais da educação, registradas apenas desde fevereiro nas escolas estaduais, poderia estar impondo mudanças curriculares indesejáveis neste momento.
O que é itinerário formativo, senhor secretário?
O que a Secretaria da Educação está tentando impor aos estudantes não tem nada a ver com itinerário formativo. Itinerário formativo é uma proposta de formação que o estudante faz ao sistema de ensino, visando o atendimento de suas necessidades e expectativas educacionais. Não uma opção forçada dentro de um leque que lhe é imposto, cujas alternativas o remetem sempre a currículo tecnicista, de pouca densidade, desenhando um limitado campo de perspectivas pessoais e profissionais.
SEDUC aprofunda a dualidade histórica: escola boa para ricos e escola ruim para os pobres
A aplicação da reforma do ensino médio no estado de São Paulo é um verdadeiro crime contra a juventude. No método (imposta por medida provisória) e no seu conteúdo, destruidor de sonhos e futuro. Manter apenas português e matemática como disciplinas obrigatórias em todos os anos, reduzindo as cargas horárias ou eliminando as deSecretaria de Comunicação
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mais, substituídas por disciplinas supostamente profissionalizantes significa relegar toda uma geração de estudantes das escolas públicas a empregos de baixa qualificação e remuneração. Significa, na verdade, ampliar e aprofundar a dualidade histórica entre uma escola para pobres, filhos e filhas da classe trabalhadora, que recebem uma formação qualquer, enquanto os filhos das classes abastadas terão uma formação cada vez mais aprimorada, pois as boas escolas privadas não sofrerão o impacto dessa reforma.
Projeto para a juventude começa com educação de qualidade
Existe escola pública de nível médio com qualidade no Brasil e no estado de São Paulo. O exemplo são as escolas federais, cujo projeto político pedagógico resulta de uma formulação coletiva no interior dessas instituições de ensino e tem como princípios básicos, entre outros: Educação básica, principalmente em cursos de ensino médio integrado à educação profissional técnica de nível médio; Ensino técnico em geral; Articulação entre Educação, Trabalho, Ciência e Tecnologia, Cultura Formação Humana Integral Educação para a Cidadania O Trabalho como Princípio Educativo O Educando Enquanto Produtor de Conhecimentos Transversalidade e a verticalização como aspectos que contribuem para a singularidade do desenho curricular nas ofertas educativas dessas instituições. Em nível superior: graduações tecnológicas, licenciatura e bacharelado em áreas em que a ciência e a tecnologia são componentes determinantes, em particular as engenharias, bem como programas de pós-graduação lato e stricto sensu, sem deixar de assegurar a formação inicial e continuada de trabalhadores. Ocorre que o governo Doria/Rossieli, em continuidade aos governos anteriores do PSDB, não cumpre o mínimo de suas obrigações para com as escolas estaduais e agora quer impor projetos excludentes como esse “novo“ ensino médio. Secretaria de Comunicação
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Nossas escolas, de forma geral, não têm bibliotecas, laboratórios, espaços culturais e de convivência, espaços adequados para a alimentação dos estudantes, ventilação e outras condições essenciais.
Nós temos escolha! Os conselhos de escola devem rejeitar a farsa
Por tudo isso, conclamamos estudantes, professores e pais/mães a não aceitarem ou compactuarem com essa farsa do velho “novo” ensino médio. Estudantes, não participem dessa escolha. Professores, não aceitem nem propaguem ilusões. Toda comunidade escolar merece muito mais. A decisão está nas mãos de todos. Em agosto, os conselhos de escola serão chamados a referendar as imposições da SEDUC. VAMOS DIZER NÃO! Organizem-se nas escolas, convoquem os conselheiros (pais, estudantes, professores, funcionários). Rejeitem a farsa. É a única forma de forçarmos um debate minimamente democrático para o futuro, no qual possamos vislumbrar o ensino médio que queremos e merecemos ter.
Articulação com estudantes, entidades e movimentos
A APEOESP realizará nos próximos dias um encontro com estudantes, sindicatos, centrais, movimentos, instituições, para debater e firmar posições contra a imposição da farsa do ensino médio, EJATEC, NOVOTEC e demais programas excludentes. Desse encontro pretende-se a retomada do movimento em defesa da escola pública, que esteve na base da derrota da reorganização escolar que Alckmin/Voorwald tentaram impor em 2015. Um manifesto será construído com essas entidades Nosso Sindicato também realizará um seminário e publicará material conciso, porém substancial, analisando de forma comparativa o ensino médio que temos, como ficaria com as mudanças que a SEDUC quer impor e que escola queremos para a nossa juventude. Desde já as subsedes devem buscar as representações estudantis locais, bem como as subsedes das demais entidades da educação e movimentos sociais, para que esse movimento se enraíze e se espalhe por todo o estado de São Paulo. Secretaria de Comunicação
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VOLTA ÀS AULAS PRESENCIAIS, SOMENTE COM A SEGUNDA DOSE DA VACINA, CONTROLE DA PANDEMIA E SEGURANÇA SANITÁRIA Além do elevado número de óbitos, a taxa de ocupação de UTI com pacientes vítimas da Covid é superior a 74% no estado de São Paulo neste momento. Um cenário que em nada remete às tentativas do governo Doria de passar à população uma sensação de controle sobre a pandemia. Assim, é irracional a pretensão de Doria/Rossieli de retomar 100% das aulas presenciais em agosto. Primeiro, grande parte dos profissionais da educação não terão ainda tomado a segunda dose da vacina, dado que algumas delas exigem intervalo de 3 meses entre a aplicação da primeira e segunda doses. Essa situação se repete na população em geral. Segundo, não foram feitas adequações estruturais necessárias nas unidades escolares. Há pelo menos mil salas de aula inadequadas para a situação que vivemos, de acordo com o estudo APEOESP/DIEESE/IAB-SP. É preciso encontrar alternativas viáveis e seguras para que as aulas aconteçam. Terceiro, é preciso debater e definir com cuidado como será feita a compatibilização entre a recuperação das deficiências de aprendizagem ocorridas durante a pandemia e a continuidade do processo educativo. Serão contratados mais professores? Como será a dinâmica da recuperação? São questões que não se resolvem com autoritarismo e negacionismo, mas com respeito à vida e aos direitos de professores, estudantes e funcionários. Secretaria de Comunicação
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ESCÂNDALO DA COVAXIN DEMONSTRA IMPORTÂNCIA DA ESTABILIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO Não à PEC 32 As revelações dos irmãos Miranda na CPI da Covid, denunciando que o governo Bolsonaro pretendia receber propina de 1 dólar para cada dose da vacina indiana Covaxin adquirida, revelou de forma contundente a corrupção de Bolsonaro e seus principais auxiliares, em plena pandemia e seu total desprezo pelas mais de 520 mil vidas perdidas até o momento. A denúncia inicial partiu do servidor concursado Luis Ricardo Miranda, funcionário efetivo do Ministério da Saúde, irmão de Luiz Miranda, deputado federal atualmente rompido com Bolsonaro. Assim como sempre destacamos a importância dos serviços públicos, em particular o Sistema Único de Saúde, no enfrentamento da pandemia, devemos perguntar agora: se Luiz Ricardo Miranda não fosse servidor efetivo, estável, com direitos assegurados, teria denunciando o esquema de corrupção? Certamente, não. É isso que a reforma administrativa (PEC 32) de Bolsonaro quer destruir, para leiloar cargos públicos entre aliados e parceiros, para dominar totalmente o Estado, com caminhos livres para realizar todo tipo de negociata e esquemas ilegais. Não podemos permitir! Por isso nos mantemos em movimento, participando de todas as ações e mobilizações contra a aprovação da PEC 32. Todas as subsedes devem permanecer atentas, participando de todas as iniciativas contra esse ataque de Bolsonaro aos servidores, aos serviços públicos e à população. Secretaria de Comunicação
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NO SÁBADO, DIA 3, TODOS OS PROFESSORES VACINADOS DEVEM IR AO MASP Bolsonaro é responsável pela perda de 520 mil vidas. E continua a praticar sua política genocida. Soma-se a tantos escândalos a deslavada corrupção no caso da Covaxin e tantas outras revelações na CPI da Covid. A CPI de fato é um empurrão importantíssimo para que o Brasil se liberte do governo genocida de Bolsonaro. Mas isso não vai ocorrer sem uma grande mobilização. No dia 30 de junho, dezenas de entidades e movimentos, além de partidos políticos, entregaram o superpedido de impeachment no Congresso Nacional. Agora é nossa vez de voltar às ruas para dizer em alto e bom som: Fora Bolsonaro! Por isso, se você já se vacinou, compareça às 15 horas deste sábado, 3/7, em frente ao MASP, na Avenida Paulista, em São Paulo. Com distanciamento, álcool em gel e máscaras, vamos contribuir para a grande onda que irá virar essa trágica página da nossa história.
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